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O País – A verdade como notícia

O chefe-adjunto da brigada central do partido Frelimo, afecto na província de Sofala, Aires Ali, garantiu na cidade da Beira, onde chegou nesta segunda-feira, para liderar o processo de preparação interna das próximas eleições autárquicas, agendadas para Outubro, que o seu partido entregará a relação nominal dos seus candidatos à gestão dos municípios de Sofala, nomeadamente, Beira, Dondo, Nhamatanda, Gorongosa e Marromeu, dentro dos prazos legais.

Aires Ali indicou ainda que a maior expectativa da Frelimo nas próximas eleições autárquicas é reaver a cidade da Beira, que desde de 2003 esta sob gestão de outros partidos.

Aires Ali, que se faz acompanhar por vários quadros do seu partido a nível central, que juntar-se-ão a outros locais, indicou que a brigada, irá, por outro lado, acompanhar como é que a província de Sofala esta a dar seguimento as orientações deixadas pela recente visita do PR a este ponto do país. 

 

Os partidos extraparlamentares exigem a alteração de data para a realização das eleições autárquicas de modo a ganhar mais tempo para a divulgação do novo modelo eleitoral.

As denúncias foram feitas esta segunda-feira, último dia para as audições parlamentares a vários intervenientes, agendadas pela Comissão da Administração Publica e Poder Local da Assembleia da Republica.

As audições tinham como principal objectivo colher subsídios para melhorar a proposta de revisão da lei número 2/97 de 18 de Fevereiro que estabelece o quadro jurídico para a implementação das autarquias locaias tendo em conta as eleições de Outubro próximo.

Membros dos partidos políticos extraparlamentares consideram discriminatórias algumas redacções desta nova lei e na opinião deles dão mais vantagem os partidos políticos com melhores condições financeiras. Alias eles queixam se ainda da exclusão na capacitação dos seus membros para as mesas de voto.

O presidente da Quarta Comissão da Assembleia da República, Lucas Chomera, disse não haver espaço para a alteração da data para a realização das eleições e pede maior empenho dos partidos extraparlamentares

Esta quinta-feira, a proposta da lei número 2/97 de 18 de Fevereiro vai ao debate no plenário e espera se a sua aprovação na próxima sexta-feira.

 

Depois do início das inscrições na última sexta-feira, o partido Frelimo, através da sua delegada de candidatura, Verónica Macamo, inscreveu-se, esta segunda-feira, na Comissão Nacional de Eleições para as quintas eleições autárquicas que terão lugar no dia 10 de Outubro próximo.

A delegada de candidatura diz que a Frelimo irá apresentar as cabeças de lista antes do prazo estabelecido. E acrescenta  que  “a expectativa é alta e a vitória deve ser em todas as autarquias”.

Esta é a segunda inscrição, sendo que a primeira foi feita pelo partido da Justiça Democrática de Moçambique, na última sexta-feira . A Renamo,  por sua vez,  vai-se inscrever esta terça-feira.

A inscrição dos partidos políticos termina no próximo dia 29 e a apresentação das candidaturas vai decorrer de 5 a 27 de Julho próximo.

 

A Comissão política do MDM está reunida em segunda sessão ordinária, na cidade da Beira, desde o fim da tarde desta segunda-feira.

Apreciar e deliberar as candidaturas internas rumo às eleições municipais agendadas para Outubro próximo é o principal ponto de agenda desta reunião.

Nesta reunião, que deverá terminar esta terça-feira, o MDM deverá ainda deliberar sobre a estratégia eleitoral, reforçar o seu gabinete central de eleições, assim como apreciar e deliberar as actividades realizadas pelo novo secretariado que tomou posse há cerca de dois meses.

Esta reunião surge depois recente clima de tensão no partido. Na sexta-feira, o MDM indicou Venâncio Mondlane como cabeça de lista para a cidade de Maputo nas próximas eleições autárquicas, no entanto, este recusou-se e disse que não vai se candidatar pelo MDM. Ainda na sexta-feira, António Frangoulis disse, durante o programa Linha Aberta da Stv, que haveria de abandonar o MDM e que o partido não se mostrou ser uma alternativa política no país.

Em reacção a esta situação, o porta-voz da Comissão Política do MDM, Albano Cariz, disse tratar-se de evidências de democracia no partido.

O Chefe de Estado garantiu, esta segunda-feira, à população do novo distrito de Mulevala, que tudo fará para continuar a dialogar com a Renamo para o alcance da paz efectiva no país. Filipe Nyusi tem fé que, com brevidade, o assunto em discussão poderá alcançar consensos.

Nyusi chegou a afirmar que se o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, estivesse vivo, o segundo ponto de agenda que tem a ver com a desmilitarização e enquadramento das tropas resíduas da Renamo nas Forças de Defesa e segurança talvez já teria sido um assunto resolvido.

"O Governo vai continuar a fazer de tudo para que a paz seja efectiva para que o nosso país conheça níveis de desenvolvimento para o bem dos moçambicanos. Nós todos somos iguais na Assembleia da República; os deputados das três bancadas, Frelimo, Renamo e MDM convivem normalmente e nós precisamos de replicar este facto" disse o Chefe do Estado, acreditando que a Renamo também está interessada na paz.

Recorde-se que, recentemente, o Secretário-geral da Renamo, Manuel Bissopo, disse, em Quelimane, que o diálogo com o Governo está a fluir, embora a complexidade do segundo ponto que tem a ver com assuntos de Defesa e Segurança. Bissopo fez saber, na ocasião, que sobre o assunto, dada a complexidade, é necessário fazer cedências para o cumprimento da paz efectiva.

Comício em Mulevala

Na vila sede distrital, local de comício, o estadista moçambicano foi confrontado pela população sobre a questão da electrificação. Sobre o assunto, Filipe Nyusi reconheceu a preocupação, mas lembrou que o distrito de Mulevala foi elevado àquela categoria recentemente e que, neste momento, tudo está a ser feito para garantir a electrificação da rede nacional.

Segundo explicou, até finais deste ano, Mulevala vai ter energia elétrica sendo que neste momento decorrem trabalhos para o feito. Aliás, no rol dos distritos sem electricidade, Luabo, que também foi recentemente elevado àquela categoria, vai beneficiar da energia no final deste ano. Já a população do recém-criado distrito de Derre já dispõe de energia da rede nacional.

Para além da energia, com a população de Mulevala, o Presidente da República também abordou sobre os perigos que os casamentos prematuros estão a causar à sociedade moçambicana, por isso apelou aos pais, líderes comunitários e religiosos a unirem esforços para travar aquele mal. 

Antes de seguir ao distrito de Mulevala, Filipe Nyusi entrou na província da Zambézia a partir da cidade de Quelimane onde, em breves instantes, discursou no aeroporto local para explicar os objectivos da visita. Na ocasião, reconheceu que nem tudo vai bem na província e por isso a sua presença visa, em conjunto com a população, encontrar mecanismos de ultrapassar os problemas que vai encontrar.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, dirigiu a sessão extraordinária do Governo do distrito de Homoine. Nyusi pediu que cada Chefe de Localidade falasse da situação sócio-económica do seu território e o resultado deixou-o decepcionado.

Alguns directores distritais também tiveram dificuldades em responder a algumas perguntas de detalhe do Presidente.

E o presidente não escondeu a sua decepção porque esses erros diz terem impacto nas decisões que toma.

“Nós queremos trabalhar para produzir, não queremos pessoas que só nos enganam”, disse Nyusi.

Filipe Nyusi disse que esta tem sido a realidade que tem encontrado um pouco por todos os distritos que visita.

“Fizemos o exercício em outros distritos a nível dos postos e dos chefes dos serviços e o resultado não é diferente, como vamos acabar com a fome e a pobreza se nós nem sabemos se somos pobres ou não”, concluiu.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, procedeu a inauguração da linha de transporte de energia Lindela-Massinga, e a respectiva subestação. A linha que teve um investimento de 25 milhões de dólares vai melhorar significativamente a qualidade de energia fornecida à província de Inhambane.

Nyusi disse que o objectivo do Governo é levar energia eléctrica a todas sedes distritais até o final de 2019, e que a iniciativa enquadra-se na política do Governo.

O Chefe do Estado disse também que a política do Governo continua focalizada no transporte e fornecimento de energia com qualidade, e objectivo principal é de responder à demanda constante que se regista em todo o território nacional.

 

Uma verdadeira ruptura dentro do MDM! É assim que António Frangoulis classifica a situação que se vive no Movimento Democrático de Moçambique. Frangoulis diz que tanto ele como Venâncio Mondlane ainda vão aparecer publicamente a explicar os seus posicionamentos.

Frangoulis anunciou esta sexta-feira, durante o programa Noite Informativa da Stv, que vai abandonar o MDM e que apenas falta formalizar a sua saída do partido.

Diz ainda que não há nenhuma justificação para o MDM não realizar eleições internas e que por não ser democrático, o partido mostrou não ser nenhuma alternativa política em Moçambique.

António Frangoulis termina afirmando que muitos jovens abandonaram o MDM por se terem apercebido que o partido não é democrático.

Antigo director da Polícia de Investigação Criminal (PIC) da Cidade de Maputo e adjunto comissário da Polícia, António Frangoulis, renunciou a membro da Frelimo em Junho de 2014, para se juntar ao Movimento Democrático de Moçambique.

Entrou para o MDM como candidato a deputado da Assembleia da República pelo círculo eleitoral da província de Maputo.

O Secretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique diz que o seu partido vai respeitar a vontade de Venâncio Mondlane desde que a manifeste por escrito.

José Domingos fez essas declarações na manhã deste sábado em reação aos pronunciamentos do Venâncio Mondlane que disse que não é, não quer ser e nunca será cabeça de lista do partido nas eleições autárquicas de Outubro próximo, embora tenha sido indicado pela delegação da cidade nesta sexta-feira.

O Secretário-geral do MDM disse ainda que a Comissão Política do partido vai reunir-se esta segunda-feira onde, dentre vários assuntos, será discutido o caso da cidade de Maputo

Ainda na segunda-feira, a Comissão Política do MDM vai definir quem serão os cabeças de lista do partido em todas autarquias do país.

Por outro lado, o secretário-geral do MDM exortou aos quadros do seu partido a evitarem conflitos internos e focarem suas atenções na organização e mobilização de mais membros tendo em conta as próximas eleições autárquicas.

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