Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Moçambique-São Tomé e Príncipe alargam cooperação para as áreas comercial e de formação

Moçambique pretende alargar a cooperação com São Tomé e Príncipe para além do domínio político-diplomático, com particular atenção para as áreas de formação, comércio, agricultura e pescas. Segundo um comunicado, a posição foi defendida nesta quinta-feira pela Primeira-Ministra, Benvinda Levi, em São Tomé e Príncipe, onde representa o Presidente da

A proposta do novo modelo de governação descentralizada das províncias e das autarquias locais foi matéria de debate na mesa redonda que juntou académicos, deputados e membros da sociedade civil. O deputado e presidente da Primeira Comissão da Assembleia da República, Edson Macuácua diz que a proposta é um exercício complexo que está na sua fase inicial, mas que tem como prioridade a viabilização das eleições de Outubro.

Macuácua diz que não existe um modelo perfeito e acabado de descentralização administrativa. A proposta submetida pelo governo na Assembleia da República servirá apenas para viabilizar a realização das eleições de Outubro próximo e a entrada em funcionamento dos novos órgãos.

Por seu turno, a representante da embaixada da Suécia, Marie de Frutos que também participou do evento, considerou que a descentralização é a resposta adequada para criar um ambiente político favorável para o desenvolvimento, bem como a organização de processos eleitorais justos e transparentes.

O evento organizado pelo EISA e o ADS em parceria com a Primeira e Quarta Comissões da Assembleia da República contou com a presença de representantes dos partidos políticos, académicos entre outros convidados.

 

 

A Procuradoria-geral da República não está a conseguir localizar Fabião Salvador Mabunda, um dos arguidos do processo das dívidas ocultas. Fonte da PGR disse à STV que o arguido anda fugitivo da justiça.  

A Procuradoria-geral tinha agendado para esta segunda-feira uma confrontação entre dois arguidos do processo das dívidas ocultas: Ângela Leão e Fabião Salvador Mabunda. Mas a audição foi adiada porque Fabião Mabunda não compareceu à Procuradoria-geral da República, situação que não acontece pela primeira vez. Aliás, a Stv apurou que a Procuradoria está a enfrentar dificuldades de localizar Fabião Mabunda, uma das pessoas que recebeu dinheiro directamente da Privinvest, através da sua construção civil, a M Moçambique.

Mas os investigadores do processo 1/PGR/2015 suspeitam que a verdadeira proprietária da empresa é Ângela Leão, esposa de Gregório Leão, antigo director do SISE detido há três semanas no mesmo processo das dívidas ocultas. Ângela Leão é indiciada de ter usado a empresa registada em nome de Fabião Mabunda para comprar casas com o dinheiro proveniente dos subornos pagos pela Privinvest. Por isso, a Procuradoria-geral da República quer pôr os dois arguidos num frente-a-frente, mas Fabião Salvador Mabunda anda em parte incerta. A confrontação dos dois arguidos é vista pelo Ministério Público como sendo essencial para a promoção da sua prisão preventiva.

Aberto há quatro anos, o processo que investiga as dívidas ocultas deu passos significativos com as recentes detenções de cerca de 10 arguidos, entre eles o antigo director-geral dos serviços secretos, Gregório Leão, e o filho do antigo Presidente da República, Armando Guebuza.

Trata-se de sinais de responsabilização que deverão merecer a atenção da missão técnica do Fundo Monetário Internacional que chega a Maputo na próxima semana. O FMI sempre defendeu a responsabilização das pessoas envolvidas nas dívidas ocultas como condição para Moçambique voltar a beneficiar do programa de financiamento do fundo.

 

 

Depois das recentes detenções dos oito moçambicanos alegadamente envolvidos no esquema das dívidas ocultas, circulou informação segundo a qual os implicados gozavam de celas especiais e privilégios. Reagindo às alegações, Joaquim Veríssimo, ministro da Justiça disse que os detidos estão em condições iguais  e que o Estado não tem dinheiro para reabilitar celas.     

“O Ministério da Justiça tem as suas responsabilidades inscritas no estatuto orgânico que é garantir que os direitos fundamentais dos cidadãos não sejam feridos”, disse Veríssimo acrescentando que nenhum preso é tratado de forma especial.

Quanto às alegadas atrocidades perpetradas pelas Forças de Defesa e Segurança nos distritos afectados pelos ataques em Cabo Delgado, o ministro da Justiça não confirmou nem desmentiu a sua existência.

“Nós não chegamos de ter provas bastantes para o efeito, estamos a trabalhar na perspectiva de consolidar cada vez mais o estado de direito democrático respeitando as liberdades fundamentais dos cidadãos”, afirmou.

O dirigente falava, este domingo, em Maputo, à margem da cerimónia da apresentação do novo bispo auxiliar da Diocese de Maputo.  

Laurindo Piloto é o grande vencedor das eleições para o cargo do primeiro secretário do comité distrital da Frelimo em Quelimane. Piloto foi eleito com um total de 35 votos o correspondente a 55% do total dos votos.

Inácio Gigueira outro candidato obteve 24 votos o equivalente a 33%, Jaime Mário arrecadou cinco votos na urna o correspondente a sete por cento e Silvério dos Anjos amealhou dois votos o equivalente a quatro pontos percentuais.

Laurindo Piloto tem o desafio de preparar as eleições gerais e colocar o partido e candidato a vencer o escrutínio. A Frelimo tem vindo a perder de forma sucessiva as eleições em Quimane, uma das razões que levou ao anterior secretariado liderado por Pita Duarte a ser afastado por membros do partido por vias de uma carta de abaixo assinado.

Piloto terá que igualmente trabalhar para coesão interna, gestão transparente do órgão este último ponto era reclamado por membros do partido no antigo secretariado.

12h12:Jaime Mário actual secretário da OJM na cidade de Quelimane, Inácio Gigueira, Laurindo Piloto, Silvério dos Anjos são os quatro candidatos que concorrem ao cargo do primeiro secretário do comité distrital de Quelimane.

O escrutínio ocorre depois de um grupo de membros do partido terem avançado com uma carta de abaixo assinado contra Pita Duarte por alegada má gestão do partido.

Os concorrentes deixaram ficar o seu manifesto eleitoral aos membros do partido com direito a voto na terceira sessão extraordinária que decorre em Quelimane. Todos convergiram na coesão interna do partido.

 

 

Agendado para os dias 22 a 24 de Março corrente, a reunião do Comité Central da Frelimo poderá analisar o caso Samora Machel Júnior, membro do partido que está a enfrentar um processo disciplinar na sequência da sua candidatura às eleições autárquicas de 2018 pela lista da AJUDEM.

Em entrevista à STV, o porta-voz da Frelimo admitiu que o caso poderá ser debatido durante a terceira sessão do Comité Central.

Porque em alguns círculos fala-se de uma eventual expulsão de Samito devido à infracção cometida, Caifadine Manasse diz que a Frelimo tem instrumentos próprios que regulam este tipo de casos.

A Stv apurou que Samora Machel Júnior já foi notificado do processo de que é alvo pelo Comité de Verificação da Frelimo, órgão do partido responsável pela disciplina interna.  

 

 

O Arcebispo da Beira Dom Cláudio Dalla Zuanna afirmou, nesta sexta-feira, que o encontro havido há dias entre o Presidente da República e o líder da Renamo alimentou uma grande esperança no seio dos moçambicanos no alcance de uma paz efectiva.

Para a igreja Católica na Beira  os encontros entre o Presidente da República e o líder da Renamo que se acreditam que irão culminar com a assinatura de um acordo de paz, não são suficientes para a construção de uma sociedade democrática.

“É preciso construir uma sociedade em paz, onde todos possam participar e dar a sua contribuição a partir das próprias capacidades”, sublinhou o Arcebispo.

O Arcebispo da Beira que falava à margem da inauguração  de seis salas de aulas de faculdade de ciência de saúde e de abertura do ano lectivo na UCM, é de opinião que sem uma educação não se constrói uma sociedade capaz de contribuir na construção de uma sociedade em paz e robusta economicamente.

Com as salas inauguradas a UCM pretende dar resposta à crescente procura de cuidados de saúde no país e de cursos de ciências de saúde.

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) é de opinião que o défice orçamental para as próximas eleições, gerais agendadas para Outubro deste ano, é o resultado de uma falta de planificação do Governo e uma estratégia para adiar o escrutínio.

“Em um país organizado e competente as eleições acontecem de cinco em cinco anos, não faz sentido que hoje aparece o Governo a dizer que não há dinheiro para eleições”, disse Domingos Manuel acrescentando que o problema não é de falta de fundos mas sim de organização.

O Secretário-geral do MDM falava à imprensa a margem de uma reunião de  quadros do seu partido nesta sexta-feira, com objectivo de preparar as eleições gerais.

Questionado sobre se Daviz Simango voltará à concorrer a presidente da República, Domingos José foi cauteloso na sua resposta.

“Somos tantos candidatos até então e a reunião magna irá decidir quem será. Exortamos para que saibam escolher e saibam ver os momentos”, acrescentou

 

Frelimo reúne-se nos próximos dias 22 a 24 de Março em Terceira Sessão Ordinária do Comité Central.

Durante a sessão de três dias os membros do Comité Central do partido Frelimo vão analisar e debater os relatórios da Comissão Política, do Comité de Verificação, do Gabinete Central de Eleições entre outros.

E por se tratar de um ano eleitoral os camaradas vão também se concentrar na sua organização interna de modo a garantir vitoria nas eleições gerais segundo o porta-voz da FRELIMO, Caifadine Manasse.

Numa altura em que os problemas da corrupção constam na agenda principal do governo, a Frelimo diz que este é também um dos temas a ser abordado na sessão.

A sessão que terá lugar na cidade da Matola vai juntar mais de quatrocentos participantes entre membros efectivos e convidados.

 

 

O Estado moçambicano exige a extinção imediata da garantia dada a ProIndicus, uma das três empresas que beneficiaram dos empréstimos ilegais. A exigência consta da acção de responsabilização civil contra oito entidades do grupo financeiro Credite Suisse e Privinvest.

Conforme noticiou a Stv na quinta-feira, a Procuradoria-Geral da República, em representação do Estado, submeteu no Supremo Tribunal de Justiça de Londres uma acção de responsabilização civil contra oito entidades estrangeiras envolvidas no complexo processo das dívidas ocultas.

A lista inclui cinco empresas que concederam os empréstimos e outras envolvidas no fornecimento de bens e serviços, nomeadamente a Credit Suisse International, Credit Suisse AG, Privinvest Shilpbuildings S.A.L, Abu Dhabi Marc LLC e Privinvest Shipbuilding Investmentt LLC. Além destas empresas, a acção da PGR aberta em Londres visa também os três antigos banqueiros da Credit Suisse que terão recebido subornos para facilitar os empréstimos.

Na acção de responsabilização civil, a Procuradoria-Geral da República pede a extinção da garantia dada pelo Estado a ProIndicus por ser ilegal; o pagamento de indeminização ao Estado moçambicano pela fraude cometida e o pagamento das dívidas resultantes da garantia dada a MAM.

De forma detalhada, o Estado moçambicano pede ao Supremo Tribunal de Justiça de Londres:
. A declaração de que a garantia dada a ProIndicus não constitui uma obrigação válida, legal ou exequível;
. A rescisão da garantia e a sua entrega a Credit Suisse para o seu cancelamento imediato;
. Danos de direito comum e compensação equitativa pela fraude, incluindo, em razão do suborno, conspiração por actuar por meios ilícitos, deturpação e engano, incluindo todas as perdas sob as garantias, pela fraude praticada dos arguidos;
. Indemnização e contribuição dos arguidos em relação a todas as obrigações incorridas como resultado das garantias, incluindo todos os passivos decorrentes da garantia da empresa MAM;
. Um relato dos lucros, incluindo todas as comissões recebidas pelos arguidos, e um relato e restituição com base em enriquecimento sem causa ou outra forma, de todos os subornos pagos, incluindo a liquidação patrimonial;
. Ressarcimento contra todos os arguidos, juros compostos sob o capital próprio, alternativamente juros legais em todas as quantias recebidas.

 

 

+ LIDAS

Siga nos