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O País – A verdade como notícia

Chapo exige respostas às recomendações do Parlamento Infantil

O Presidente da República, Daniel Chapo, exige que as recomendações apresentadas pelos deputados do Parlamento Infantil sejam efectivamente respondidas e acompanhadas de resultados concretos, defendendo que não basta garantir o acesso das crianças à escola. Daniel Chapo falava esta quinta-feira, em Maputo, durante o encerramento da VIII Sessão do Parlamento

Frelimo reúne-se nos próximos dias 22 a 24 de Março em Terceira Sessão Ordinária do Comité Central.

Durante a sessão de três dias os membros do Comité Central do partido Frelimo vão analisar e debater os relatórios da Comissão Política, do Comité de Verificação, do Gabinete Central de Eleições entre outros.

E por se tratar de um ano eleitoral os camaradas vão também se concentrar na sua organização interna de modo a garantir vitoria nas eleições gerais segundo o porta-voz da FRELIMO, Caifadine Manasse.

Numa altura em que os problemas da corrupção constam na agenda principal do governo, a Frelimo diz que este é também um dos temas a ser abordado na sessão.

A sessão que terá lugar na cidade da Matola vai juntar mais de quatrocentos participantes entre membros efectivos e convidados.

 

 

O Estado moçambicano exige a extinção imediata da garantia dada a ProIndicus, uma das três empresas que beneficiaram dos empréstimos ilegais. A exigência consta da acção de responsabilização civil contra oito entidades do grupo financeiro Credite Suisse e Privinvest.

Conforme noticiou a Stv na quinta-feira, a Procuradoria-Geral da República, em representação do Estado, submeteu no Supremo Tribunal de Justiça de Londres uma acção de responsabilização civil contra oito entidades estrangeiras envolvidas no complexo processo das dívidas ocultas.

A lista inclui cinco empresas que concederam os empréstimos e outras envolvidas no fornecimento de bens e serviços, nomeadamente a Credit Suisse International, Credit Suisse AG, Privinvest Shilpbuildings S.A.L, Abu Dhabi Marc LLC e Privinvest Shipbuilding Investmentt LLC. Além destas empresas, a acção da PGR aberta em Londres visa também os três antigos banqueiros da Credit Suisse que terão recebido subornos para facilitar os empréstimos.

Na acção de responsabilização civil, a Procuradoria-Geral da República pede a extinção da garantia dada pelo Estado a ProIndicus por ser ilegal; o pagamento de indeminização ao Estado moçambicano pela fraude cometida e o pagamento das dívidas resultantes da garantia dada a MAM.

De forma detalhada, o Estado moçambicano pede ao Supremo Tribunal de Justiça de Londres:
. A declaração de que a garantia dada a ProIndicus não constitui uma obrigação válida, legal ou exequível;
. A rescisão da garantia e a sua entrega a Credit Suisse para o seu cancelamento imediato;
. Danos de direito comum e compensação equitativa pela fraude, incluindo, em razão do suborno, conspiração por actuar por meios ilícitos, deturpação e engano, incluindo todas as perdas sob as garantias, pela fraude praticada dos arguidos;
. Indemnização e contribuição dos arguidos em relação a todas as obrigações incorridas como resultado das garantias, incluindo todos os passivos decorrentes da garantia da empresa MAM;
. Um relato dos lucros, incluindo todas as comissões recebidas pelos arguidos, e um relato e restituição com base em enriquecimento sem causa ou outra forma, de todos os subornos pagos, incluindo a liquidação patrimonial;
. Ressarcimento contra todos os arguidos, juros compostos sob o capital próprio, alternativamente juros legais em todas as quantias recebidas.

 

 

Está concluído o processo de nomeação dos catorze oficiais da Renamo nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) para cargos de direcção e chefia no âmbito de um memorando assinado, em Agosto passado, entre o chefe do Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o presidente da Renamo, Ossufo Momade.

Hoje o Comandante do Exercito, Ezequiel Muianga dirigiu a cerimónia de tomada de posse de onze oficiais da perdiz que foram nomeados para exercer novas funções nas unidades do Exército no cumprimento e prosseguimento dos consensos alcançados entre os dois líderes políticos.

Trata-se do tenente-coronel Tomás Lino Charles e dos coronéis Júlio Feia, Pinho Vasco e Armando Luís, empossados para exercer as funções de chefes das repartições de Educação Cívica Patriótica, do Pessoal do Ramo de Exército, de Artilharia Antiaérea do Ramo do Exército e da Saúde Militar do Ramo do Exército, respectivamente.

O chefe de Estado-Maior General nomeou ainda os coronéis Pio Namueto, Afonso Lourenço e Arrone Alberto para os cargos de comandantes dos batalhões das infantarias de Tete, Pemba e Quelimane, na respetiva ordem.

Os coronéis Mateus Masivila, Lucas Mateus, Filipe Armando e Joaquim Alberto passam para os cargos de chefes de Estado-Maior General das brigadas de infantaria de Chokwé, Cuamba, Chimoio e Songo, respetivamente.
“A tomada de posse que acabamos de testemunhar, surge como sinal do cometimento para a busca de uma paz efectiva e duradoura para os moçambicanos, com vista a um desenvolvimento sustentável e harmonioso.

De recordar aos oficiais nomeados e empossados de que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique são na integra e exclusivamente apartidárias e obedecem a um comando virtual, sendo que exortamos à observância escrupulosa a Constituição da Republica, a cadeia de comando, a ética e a disciplina, aos símbolos da nação e as demais leis no cumprimento das funções e missões atribuídas”. Disse Ezequiel Muianga – Comandante Do Exercito.

Para lograr os sucessos esperados, Ezequiel Muianga exortou aos empossados a pautarem por um espirito de trabalho em equipa e um comportamento exemplar perante os colegas.

“Para o sucesso das funções atribuídas devem despir-se da dualidade de comando, e contribuírem de maneira efectiva, contínua, permanente e constructiva na defesa da integridade territorial, soberania e da pátria, assim como na consolidação da unidade nacional e manutenção da paz que tanto custou aos moçambicanos”. Acrescentou Ezequiel Muianga – Comandante Do Exercito.

Ainda esta semana a Renamo através do seu porta-voz José Manteigas disse que terminada esta fase da nomeação dos onze oficiais, seguir-se-á o processo de integração dos oficiais da Renamo na Policia da República de Moçambique, no SISE e em seguida a discussão do processo de desmilitarização, desmobilização e reintegração.

Além do desarmamento e da integração dos oficiais da Renamo nas Forças Armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a revisão da Constituição.

 

 

A presidente do Parlamento diz que soube da Embaixada de Moçambique na Pretória que está a ser dado todo o apoio a Manuel Chang, detido na vizinha África do Sul, mas a situação é complexa. Verónica Macamo recomenda que sobre o caso, tudo seja feito respeitando-se a lei.

O Parlamento reabriu as portas, esta quinta-feira, para a nona sessão ordinária, sem a presença do deputado Manuel Chang, detido na vizinha África do Sul.

No seu discurso, Verónica Macamo reafirmou que a Comissão Permanente deu aval ao pedido do Tribunal Supremo de aplicação da medida de coação máxima, que é a prisão preventiva de Chang caso volte a Moçambique, mas porque agora está na terra do rand, o Parlamento foi buscar explicações sobre a sua detenção junto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Macamo fala também dos ataques em Cabo Delgado, dizendo que nada justifica a morte de pessoas inocentes, por isso as Forças de Defesa e Segurança devem localizar os malfeitores para a sua responsabilização.

O tema da paz não ficou de lado na intervenção de Macamo, tendo saudado o encontro desta quarta-feira entre Filipe Nyusi, Presidente da República, e Ossufo Momade, da Renamo. A Presidente da Assembleia da República encoraja às lideranças a continuarem com as negociações para a paz efectiva.

 

A Procuradoria-geral da República está a processar o Credit Suisse, o banco que emprestou o dinheiro das dívidas ocultas. A acção de responsabilidade civil foi submetida ontem no tribunal de Londres.

Ao todo são oito entidades empresariais que estão a ser processadas pelo Estado moçambicano, através da Procuradoria-geral da República, no tribunal de Londres. Trata-se do Credit Suisse International, Credit Suisse AG, Privinvest Shipbuilding S.A.L, Abu Dhabi (Branch), Abu Dhabi Mar LLC, Privinvest Shipbuilding Investments LLC, Logistics International SAL (offshore) e a Logistics International Investments.

Com a acção de responsabilidade civil, o Estado moçambicano quer exigir indeminização às empresas envolvidas no esquema fraudulento das dívidas ocultas.

Além de empresas, a acção movida pela Procuradoria-geral da República visa também os três antigos trabalhadores do grupo Credite Suisse, nomeadamente Surjan Singh, Andrew Janes Pearse e Detelina Subeva.

Trata-se das mesmas pessoas acusadas pela justiça norte-americana no processo-crime que envolve o antigo ministro das Finanças, Manuel Chang. A acção do Estado moçambicano deu entrada no tribunal de Londres na quarta-feira, segundo confirmou ao jornal O País uma fonte da Procuradoria-geral da República.

O pedido de responsabilização civil desencadeado em Londres decorre numa altura em que em Maputo há oito arguidos detidos e bens apreendidos no âmbito do processo-crime que investiga as dívidas ocultas.

 

 

O Presidente da República reuniu-se esta manhã com o presidente da Renamo, Ossufo Momade na Presidência da República. No final não houve declarações à imprensa.

No encontro Ossufo Momade fazia-se acompanhar por Eduardo Namburete, André Magibire e outros quadros da Renamo. Participou no encontro o Embaixador da Suíça que preside ao Grupo Internacional de Contacto que apoia o Governo e a Renamo nas negociações.

Ossufo Momade está em Maputo desde ontem e saiu da Serra da Gorongosa depois do anúncio da nomeação, pelo Chefe do Estado-Maior General, de 11 militares da Renamo para chefiarem igual número de departamentos e sub-unidades das Forças Armadas de Defesa de Moçambique ao abrigo do Memorando de Entendimento sobre Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração assinado por ele e pelo Presidente da República em finais do ano passado.

Ainda não se sabe se a saída de Ossufo Momade da Serra da Gorongosa é definitiva ou não.

 

O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, garantiu que vai entregar, em breve, as listas do pessoal do seu partido que deverá ser integrado na Polícia da República de Moçambique (PRM), no quadro dos entendimentos alcançados no diálogo político com o governo.

A garantia foi dada hoje durante um encontro que Momade manteve com o Presidente da República, Filipe Nyusi, no gabinete da Presidência da República, em Maputo.

De acordo com um comunicado de imprensa emitido esta tarde, reflectindo o teor do encontro, os dois dirigentes passaram em “revista os progressos alcançados na implementação do Memorando de Entendimento sobre Assuntos Militares e delinear os passos subsequentes para acelerar a materialização das acções preconizadas”.

“Os dois Líderes comprometeram-se a honrar todos os compromissos assumidos no âmbito do Memorando de Entendimento, tendo instruído as suas equipas de trabalho a acelerarem a implementação do cronograma de actividades nele previstas” indica o comunicado recebido na nossa redacção.

Anota diz ainda que “os dois Líderes reafirmaram a sua determinação de continuar a manter o diálogo ao mais alto nível, reforçar a comunicação a todos os níveis e a criar as condições propícias para que as suas equipas de trabalho possam assegurar a plena implementação do Memorando de Entendimento, tendo concordado em concluir a fase principal que culmina com um Acordo de Paz que marca a Cessação Definitiva das Hostilidades, o mais cedo possível.”

Refira-se que o encontro desta quarta-feira foi o primeiro entre os dois líderes realizado na capital do país.

 

 

Arranca esta quinta-feira a nona sessão ordinária da Assembleia da República. As bancadas da Renamo e do MDM esperam ver esclarecidos no Parlamento assuntos como dívidas ocultas, o processo de descentralização no país, entre outros que estarão na ordem do dia para o debate.

Já a Frelimo diz que esta sessão será desafiante, tendo em conta que deverá discutir a legislação eleitoral.

Esta sessão será a penúltima da oitava legislatura e a primeira de 2019 e deverá terminar a 23 de Maio do ano em curso.

 

A audição sobre a extradição de Manuel Chang foi adiada para o dia 07 de Março. Mas o juiz que analisa o caso de extradição do antigo ministro das Finanças informou que ainda vai confirmar a data, uma vez que no mesmo dia tem um outro caso por encerrar. Se falhar no dia 07, a audição sobre extradição de Chang será analisada no dia 11 de Março.

Entretanto, a defesa e o Ministério Público não chegaram a um consenso sobre se o pedido de extradição de Moçambique deve ser analisado em simultâneo com a solicitação dos EUA. 

Declarações polêmicas de Lindiwe Sisulu acendem debate no Tribunal

13h14:Os advogados de Manuel Chang acabam de invocar as declarações feitas pela Ministra das Relações Exteriores e Cooperação, Lindiwe Sisulu para insistir que o pedido de extradição de Moçambique seja recebido pelo Tribunal hoje.

A defesa faz menção a polêmica causada semana passada pela Ministra das Relações Internacionais  para dizer que existe uma decisão executiva já tomada e que faz os advogados pensarem que o Governo já tem a sua posição.

Em reação o Ministério Público dissipou as dúvidas. Explica que, o que a ministra fez não é do interesse da justiça. Aliás, ela não é competente para tomar tais decisões. Mas, disse o procurador, a defesa ao invocar tal argumento, ignorou que o Ministério da Justiça fez o seu esclarecimento, segundo o qual o assunto só será decidido depois da justiça tomar suas decisões.

"Nós devemos fazer o nosso trabalho, não somos políticos somos homens do direito ", disse J.J. Du Toit. Ainda assim, os advogados insistem afirmando que não se pode dar valor ao esclarecimento do Ministério da Justiça, alegadamente porque "estamos perante as declarações de um porta-voz e de uma ministra. O que tem mais peso", questionou.

MP esclarece que não tem intenção de negar extradição para Maputo

 12h57:O Ministério Público classifica os argumentos da defesa de prematuros e garante que Manuel Chang vai ter a oportunidade de ver analisados todos os seus pedidos de extradição. "O Ministério Público não tem nenhuma intenção de recusar analisar o pedido de Moçambique", disse o procurador.

J.J. Du Toit, o procurador que representa o Ministério Público, informou que já foi recebida do Ministério da justiça orientação para que os dois pedidos sejam analisados, mas tudo será ao seu tempo. "Queremos proteger a integridade de cada processo. E nós preferimos que o Tribunal decida, sobre cada pedido em momentos diferentes", explicou.

É que um dos argumentos da defesa era que os procuradores já tinham preferência pelo pedido dos americanos. Aliás, os advogados do deputado da Assembleia da República já deixaram claro que preferem que Chang volte para o seu país de origem, com base no protocolo da SADC sobre extradição.

O juiz William Schutte diz que a decisão sobre se os dois processos estarão nas suas mãos ou não vai depender da palavra final do director dos procuradores.

MP diz ainda que só recebeu os documentos de Moçambique na quinta-feira passada e hoje é que começam os procedimentos que são necessários efectuar antes que a papelada chegue no Tribunal. Trata-se de um processo que pode levar até dois dias.

Defesa “trava batalha” para submeter pedido de extradição de Moçambique

 12h22:Os advogados de Manuel Chang acabam de anunciar oficialmente em sede da sala de audições do Tribunal de  Kempton Park que Maputo também pede a extradição de Manuel Chang. E a defesa do ex-ministro pediu um ponto de ordem logo ao início da audição para defender que o pedido deve ser analisado pelo mesmo tribunal, hoje.

Em forma de ataque, o advogado disse que falou com o procurador em off e ele disse que iria recusar analisar o pedido de Moçambique. A defesa queria fazer a entrega oficial do pedido de Moçambique, mas o juiz questionou com que competência ele pretendia submeter o pedido. O juiz explicou que todos os pedidos de extradição devem ser entregues pelos procuradores, mas a defesa insiste justificando que o pedido pode ser entregue de forma voluntária e não necessariamente por uma instituição.

O Ministério Público esclarece neste momento que não tem nenhuma intenção de recusar receber o pedido de Moçambique. "Quando o MP recebe documentos partilha com todos os intervenientes (advogados e juiz)", disse o procurador JJ Du Toid, explicando que o pedido que está a ser analisado hoje seguiu um processo, desde a recepção até a análise em tribunal.

Du Toit acaba de confirmar que o MP recebeu o pedido de Moçambique mas o que está em discussão agora é o pedido dos Estados Unidos. Diz o procurador que Manuel Chang tem todos os direitos garantidos e o pedido de Maputo vai ser analisado.

Tribunal começa hoje  a analisar extradição de Manuel Chang

 11h19:Inicia dentro de instantes no Tribunal Sul-africano de Kempton Park a audição que vai analisar o pedido de extradição de Manuel Chang para os Estados Unidos da América.

Trata-se, na verdade, da questão principal em causa neste processo desde a detenção do ex-ministro moçambicano das Finanças, no dia 29 de Dezembro passado, no Aeroporto Oliver Thambo, em Joanesburgo, quando pretendia viajar para Dubai.

Desde a sua detenção e menos antes de submeteram a documentação para o efeito, os americanos sempre pediram a extradição de Chang para responder em Nova Iorque as acusações de conspiração para fraude electrónica e imobiliária, bem como branqueamento de capitais.

O Ministério Público está representado pelo procurador JJ Du Toit, a defesa pelo advogado mais velho da equipa, Willie Vermeuland. O caso é dirigido pelo juiz William Schutte.

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