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O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

O Banco Nacional de Investimento (BNI), no âmbito da sua responsabilidade social vai disponibilizar ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) três milhões de meticais como contribuição para as vítimas do ciclone Idai.
 
A entrega do valor  irá decorrer  hoje nas instalações do INGC.

O ciclone Idai fez cerca de 84 mortos e mais de 100 mil pessoas estão em risco de vida.

O governador de Manica sobrevoou esta segunda-feira o posto Administrativo de Dombe, distrito de Sussundenga onde mais de 150 famílias encontram-se sitiadas devido ao desabamento da ponte sobre o rio Chizizira.

O governante referiu que neste ponto dez corpos até então não reclamados foram encontrados, somando 16 o número de óbitos.

Por outro lado, Manuel Rodrigues Alberto considera urgente o resgate das famílias que há mais de três dias encontram-se nas árvores e tetos de casa.

 

 

Os parlamentares dos círculos eleitorais de Sofala, Manica, Tete e Zambézia deslocar-se-ão às zonas afectadas pelos recentes desastres naturais, com o intuito de acompanhar a situação de perto e ampararem as famílias arrasadas, disse o deputado e porta-voz da Comissão Permanente da AR, Mateus Kathupa.

Na noite da última quinta-feira, um ciclone acompanhado por chuvas fortes e ventos de mais de 170 quilómetros por hora sacudiu a cidade da Beira.

O drama que se vivia em Sofala, Manica, Tete e Zambézia, desde o início da época chuvosa, agudizou-se. Milhares de compatriotas isolados e desprovidos dos serviços de comunicações, sem abrigo, alimentos e vestuário.

Do que se conhece da cidade Beira, por exemplo, só restaram escombros. Os apoios chegam de todos os lados do mundo mas a situação prevalece caótica e inúmeras famílias estão desesperadas e com as mãos à cabeça.

Segundo o Presidente da República, Filipe Nyusi, a quarta maior cidade de Moçambique, por exemplo, as mortes podem chegar a mil, nos próximos dias, uma vez que o levantamento dos danos está ainda em curso.

Na semana fina, o ciclone IDAI devastou a cidade da Beira, em Sofala, e agudizou o drama que se vivia desde o início da época chuvosa, a par do que se passa em Manca, Tete e Zambézia.

Face a este cenário, Mateus Kathupa, disse que à comunicação social que, “da análise feita pela Comissão Permanente”, concluiu-se que a AR deve “suspender as sessões plenárias desta semana para que os deputados” dos círculos eleitorais acima referidos possam “acompanhar a situação das suas famílias”.   

De acordo com a fonte, os deputados das três bancadas parlamentares também vão escalar a zona centro do país, encabeçados pela presidente da AR, Verónica Macamo, para perceberem de que forma a “Casa do Povo” pode prestar o seu apoio. A visita vai incidir principalmente ca cidade da Beira.

Kathupa o adiamento da plenária desta semana vai influenciar negativamente a agenda do Parlamento, porquanto, para além de outras matérias, deve-se apreciar e aprovar, com urgência possível, as leis de viabilização do projecto sobre a descentralização, submetidas pelo Governo.

 

 

Cinco dias após o ciclone tropical Idai atingir a região centro do país, deixando todas provinciais sem comunicação, a Vodacom convocou esta terça-feira a imprensa para informar que as províncias de Tete, Zambézia e Manica já estão comunicáveis com excepção da província de Sofala, concretamente a cidade da Beira. A operadora não tem datas para o restabelecimento da comunicação e garante que equipas se encontram no terreno para solucionarem o problema o mais urgente possível

“O problema para nós está em, duas partes. Uma é a infra-estrutura física, a fibra que conecta a cidade da Beira ao resto da rede. O que temos aqui é uma versão de mapa. Esta é a cidade da Beira, vindo até Inchope e como podemos ver, temos apenas linhas verdes. Estes são cinco pontos da nossa rede e temos dois deles que ligam o norte ao sul do país, essas sempre tivemos. Temos seis fibras cortadas em áreas muito difíceis de aceder porque as estradas estão interrompidas. Então as equipas, saindo de Maputo, entraram daqui e tentaram reparar estes pontos enquanto entravam”.Disse o director-geral da Vodacom Jerry Mobbs

Jerry Mobbs diz que neste momento o maior objectivo da operadora é garantir a ligação da rede de transmissão da Vodacom, conectando a restante rede até à cidade da Beira. Assim que este processo estiver concluído irão começar a trazer a rede de voz para a cidade da Beira por sinal a mais afectada pela intempérie.

“Há enormes desafios que continuamos a enfrentar que acreditamos que todos estejam a par, há pouco combustível, é difícil de circular, mas estamos a trabalhar em conjunto com as agências governamentais e as outras empresas de comunicações para partilhar quaisquer recursos disponíveis para disponibilizar o máximo possível de serviços de telecomunicações o mais depressa possível”. Acrescentou o director-geral da Vodacom Jerry Mobbs

A fonte disse ainda que para o sucesso dos trabalhos contam com o apoio da Movitel e Tmcel, e os trabalhos continuam para o benefício de todos.
O ciclone tropical Idai começou na passada quinta-feira e as primeiras equipas da Vodacom saíram de Maputo via terrestre no último sábado em direcção a zona norte do país, reparando cortes de fibra e verificando o estado da rede.

Ainda ontem a Vodacom anunciou apoio às vítimas do ciclone Idai no valor de cinco milhões de meticais.

“ Temos estado a contribuir e enviar mantimentos não perecíveis por forma a apoiar as nossas equipas no terreno com os quais perdemos o contacto e estamos agora lentamente a restabelecer. Estamos em contacto com o INGC para encaminharmos tudo que for necessário. A nossa estimativa até agora é que a Vodacom irá despender cinco milhões de meticais no total como contribuição para aliviar o sofrimento das populações afectadas”. Directora executiva, jurídico e relações corporativas da Vodacom Lara Narcy

Até o momento a operadora diz que ainda não foi possível quantificar os estragos provocados pelo ciclone em toda região centro do país e os trabalhos prosseguem.

 

O Reino Unido anunciou o suporte financeiro de seis milhões de libras para apoiar as vítimas do ciclone Idai e chuvas torrenciais em Moçambique e Malawi.

“Enviamos uma equipa de especialistas humanitários do Reino Unido, que estão agora no terreno em Moçambique, ajudando a coordenar a resposta do Reino Unido a este desastre”, disse a Ministra de Desenvolvimento Internacional, Penny Mordaunt, acrescentando que caso seja necessário irão aumentar a ajuda.
 
Além deste novo apoio, o UKaid já fornece recursos básicos para organizações multilaterais no terreno, incluindo agências da ONU e o movimento da Cruz Vermelha, que já estão a fornecer ajuda humanitária de emergência como parte da resposta internacional na região. UKaid tem trabalhado com a coordenação do INGC.

Milhares de pessoas afectadas pelo ciclone IDAI continuam a precisar de todo o tipo de apoio no centro do país, sobretudo na Beira, a cidade mais devastada pela catástrofe.

Esta terça-feira, a Cervejas de Moçambique (CDM) respondeu ao apelo de solidariedade e anunciou uma doação de 100 mil dólares, a serem canalizados ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

 Além das vítimas do ciclone, o apoio da maior cervejeira de Moçambique vai beneficiar igualmente as pessoas afectadas pelas cheias nas bacias dos rios Búzi e Púnguè, em Sofala.

Em comunicado de imprensa, a CDM informa que vai suspender todo o investimento em publicidade na televisão, rádio e jornais durante uma semana e converter o valor (USD 100.000) para o apoio às vítimas das calamidades naturais.

Paralelamente, a cervejeira vai usar as suas plataformas digitais de comunicação para promover campanhas de angariação de apoio humanitário.

“Temos consciência de que o apoio que provemos é insuficiente para a magnitude da catástrofe humanitária existente, mas se esta acção ajudar a mitigar o sofrimento de muitos dos nossos concidadãos, então teremos dado o nosso pequeno contributo”, explica Hugo Gomes, administrador da CDM, citado no comunicado da empresa.

Enquanto a ajuda chega, em Manica, várias escolas viram-se forçadas a paralisar as aulas porque as salas funcionam como centros de acomodação das vítimas do ciclone IDAI. Enquanto isso, os comerciantes dizem que a sua actividade entrará em colapso se continuar a chover e com estradas a ficarem intransitáveis.

 

 
 
   

O pior ciclone que afectou a África Austral desde o Ciclone Eline, em 2000, formou-se e desapareceu num espaço de 12 dias, mas os seus danos vão além do que se pode ver no território nacional. É que o Malawi e Zimbabwe, dois países que partilham fronteiras com Moçambique, também cumprem luto porque neles, o furacão Idai também ceifou vidas.

Até então, foram registados 154 mortos, dos quais 98 no Zimbabwe e 56 no Malawi, mas a adicionar as perdas de vidas Humanas, juntam-se as 1,5 milhões de pessoas afectadas pelo Idai nos três países contando com Moçambique.

No país de  Emmerson Mnangagwa, Zimbabwe, o Ministério da Informação aponta para 217 pessoas desaparecidas das oito mil afectadas, e cerca de 1.600 casas destruídas total ou parcialmente no distrito de Chimanimani, na província de Manicaland, cuja capital Mutare fica a oito quilómetros das fronteiras com Moçambique.

Nos 14 distritos fustigados no Malawi, as estimativas do Governo apontam para que tenham sido feridas 577 pessoas, das mais de 920 mil afectadas, sendo que 460 mil são crianças.

 

 

 

A província de Cabo Delgado lançou hoje uma campanha de solidariedade para apoiar às vítimas do ciclone Idai, que devastou a zona centro de Moçambique.

A campanha de solidariedade foi lançada oficialmente pelo governador de Cabo Delgado, Júlio Parruque, durante a quinta Sessão Ordinária do Governo Provincial.

Entretanto, devido a urgência de intervenção na tragédia que abalou o centro de Moçambique, o gesto de solidariedade começou com os membros do governo provincial, isto é, todos membros do governo provincial, vão descontar um dia de salário.

Segundo cálculos, o desconto de um dia de salário, dos membros do governo provincial e dirigentes do Estado em Cabo Delgado poderá resultar na angariação de cerca de 100 mil meticais.

 

A nível internacional, Moçambique continua a ser notícia por causa do ciclone Idai. Os jornais Expresso e Observador de Portugal, G1 e Folha de São Paulo do Brasil, BBC News do Reino Unido são alguns dos órgãos que estão a publicar matérias sobre a calamidade que devastou a cidade da Beira e deixou o país de rastos.

No dia 16 de Março, o jornal Expresso publicou uma notícia com o título “Ciclone em Moçambique provocou 19 mortos e 70 feridos”. Na notícia faz-se a descrição do fenómeno, do número de afectados e afirma-se que o Presidente Português, Marcelo Rebelo de Sousa, já expressou as suas condolências.

Na mesma data, o jornal Observador fez uma notícia onde refere que: “Mortes causadas pelo desabamento de casas precárias e outras estruturas, bem como por afogamento. Recolha de informação no terreno dificultada pelas falhas de energia e comunicações.”

O site de notícias G1, o canal BBC News, Aljazeera e EURONEWS também publicaram vídeos onde mostram o drama vivido pelas vítimas do ciclone Idai.

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