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O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

Ao todo são 120 especialistas em buscas e resgate envolvidos na operação de salvamento das vítimas do Idai, os quais trabalham com 11 helicópteros, 15 barcos, 2 aviões, 2 navios, 8 camiões e 30 telefones satélites. Até ao momento, já foi possível resgatar 40 mil pessoas das mais de 100 mil que estão à espera de salvamento. Esta quarta-feira, as buscas foram suspensas devido ao mau tempo que não permite que as aeronaves sobrevoam a região.

Não obstante, no centro de operações recém-criado e que funciona no Aeroporto da Beira, divergem técnicos e especialistas provenientes de diversos países e organizações que logo à primeira hora predispuseram-se a ajudar Moçambique neste momento de calamidade. Estes juntam-se ao INGC e às Forças Armadas de Defesa de Moçambique nas acções de busca e salvamento, bem como de distribuição de alimentos e outros produtos de primeira necessidade.

Enquanto se coordena a busca e salvação, outro grupo coordena o processo de distribuição de produtos alimentares e medicamentos que é dirigido pelo Programa Mundial de Alimentação. Camionetas entram na pista do aeroporto para levar os produtos ao helicóptero da Força Aérea Sul-africana e posteriormente distribuídas em locais inacessíveis via terrestre.

As agências das Nações Unidas também se encontram na Beira para prestar assistência. Logo às primeiras horas da manhã, oficiais da força aérea sul-africana, que está a dirigir as acções de busca juntamente com um grupo de nadadores salvadores e mergulhadores, bem como um grupo de voluntários sul-africanos em acções de resgate, concertam no aeroporto as operações de salvamento das pessoas que continuam sitiadas ou em árvores e tectos de edifícios em Búzi.

Um dia depois de disponibilizar cerca de 500 milhões de meticais em apoio às famílias fustigadas pelo ciclone tropical Idai no centro país, o governo britânico libertou mais fundos.

O auxílio do Reino Unido não se limita apenas em questões financeiras, segundo revelou esta quarta-feira, em exclusivo ao País, a alta-comissária desta monarquia da Europa.

A alta-comissária deixou ficar ainda a mensagem da “Casa Real”, endereçada às vítimas.

Os britânicos não são os únicos a prestar solidariedade pela catástrofe. O Banco Mundial anunciou uma doação de cerca de 5.5 biliões de meticais, que prevê abranger mais de três milhões de pessoas afectadas, das quais mulheres e crianças em idade escolar.

 

A formação dos brigadistas que devem operacionalizar o recenseamento eleitoral, previsto para decorrer de 01 de Abril a 15 de Maio próximos, está suspensa e sem uma data precisa para acontecer, por conta dos estragos causados pelas calamidades naturais no centro de Moçambique.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), que anunciou o adiamento, cancelou igualmente o início da campanha de educação cívica eleitoral.  

Com a suspensão das actividades em alusão, o calendário eleitoral, que de vez em quando vai sofrendo algumas mexidas, deverá, por conseguinte, ser novamente revisto.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) espera inscrever 13 milhões de votantes, número que, desde já, constitui um verdadeiro desafio, na medida em que, das 11 províncias do país, a “mãe natureza” fez das suas em Sofala, Manica, Tete e Zambézia. Pelo menos 300 pessoas morreram em consequência do mau tempo.

A cidade da Beira, em particular, foi deveras vergastado pelo ciclone Idai, na noite da última quinta-feira. De lá a esta parte, o levantamento dos prejuízos decorrentes desse desastre tem sido incessante e longe de terminar.

Face a este cenário, diga-se calamitoso, o STAE recuou e disse que a formação de brigadistas para o recenseamento eleitoral, bem como o começo da campanha de educação cívica estão “suspensas até novas ordens”.

O STAE não esclarece as razões da suspensão das actividades em questão, mas sabe-se que, na prática, não existem condições para a sua materialização, por enquanto, em Sofala, Manica, Tete e Zambézia.

Aliás, os órgãos eleitorais já estavam a gerir a situação dos distritos assolados pelos ataques armados em Cabo Delgado, com vista ao sucesso do recenseamento eleitoral.

Refira-se que, esta terça-feira, a Assembleia da República (AR) adiou as plenárias desta semana para permitir que os parlamentares se desloque para a região centro com vista a acompanharem o drama humano de perto.

O porta-voz da Comissão Permanente (CP) da AR, Mateus Kathupa, reconheceu a jornalistas que a não realização das sessões que estavam agendadas para esta semana terá implicações negativas no trabalho daquele órgão legislativo, mormente na aprovação de matérias para a viabilização das eleições presidenciais e legislativas e das assembleias provinciais.   

    

 

 

Continuam a chegar apoios às famílias afectadas pelo ciclone Idai. Esta quarta-feira, os filhos do Presidente da República, Jacinto e Florindo Nyusi, e seus amigos, juntaram-se ao movimento de solidariedade e fizeram chegar ao Instituto de Gestão e Calamidades uma doação constituída por bens alimentares e fardos de roupa avaliados em 1600.000,00 (Um milhão e seiscentos mil meticais).

Jacinto Nyusi disse, na ocasião, que Sofala e outras regiões afectadas também fazem parte de Moçambique, pelo que não é possível assistir o sofrimento das famílias sem nada fazer.

Casimiro Abreu, Director-Geral-Adjunto do INGC, agradeceu o gesto de solidariedade e explicou a necessidade de apoio humanitário às mais de 28 mil famílias alojadas em 96 centros de acomodação criados nas provinciais de Sofala, Manica, Zambézia, Tete e Inhambane.

Num breve resumo sobre os danos causados pelo ciclone, o director-adjunto do INGC disse que para além das mais de 28 mil famílias afectadas, há ainda pelo menos 11 mil casas destruídas, 14 mil alunos sem estudar e 274 mil  hectares de culturas diversas  destruídas.

Cidadãos solidários estão a contribuir com bens e produtos de primeira necessidade em jeito de solidariedade para com as vítimas do ciclone Idai. O objectivo é preencher um navio de 14 mil toneladas e, para tal, apelam a contribuição de todos cidadãos.

As memórias de Ruben Machava fazem ressaltar um sentimento forte que tem pelos familiares que vivem na devastada cidade da Beira. Mas a distância não permite que apoie presencialmente seus parentes.

Enquanto arranja meios para viajar para Beira, Machava juntou-se aos mais de 50 voluntários que ajudam na recepção, seleção e organização de produtos ofertados por pessoas individuais e colectivas em apoio as vítimas do Idai.    

Este trabalho não é apenas uma forma de ajudar os seus parentes, é também “um meio de abraçar uma causa maior que é de amor ao próximo”, uma vez que o país vive uma situação de “crise humanitária” revela o jovem voluntário.

A bandeira da luta contra aquilo que Ruben Machava chamou de “crise humanitária” é defendida pela organização “Unidos pela Beira”, e está a juntar diversos produtos de primeira necessidade.     

“Esta é uma iniciativa que congrega a sociedade civil e empresários que tem uma acçao conjunta através de um grupo chamado “Unidos pela Beira”, que congrega todas as actividades e iniciativas civis, para poder fazer chegar a ajuda, a Beira” explicou a coordenadora da iniciativa Joana Martins.

Joana Martins explicou como é que toda a ideia foi materializada. “O porto de Maputo conseguiu fazer um apelo a que navios levassem ajuda para a beira, e o que nós estamos a fazer é receber os bens doados das várias entidades” disse acrescentando que “dentro de dois dias o produto será transportado para o seu destinatário”.

A fome continua a ser uma das principais preocupações das vítimas, por isso é que para encher o navio com capacidade de 14 mil toneladas, a iniciativa “Unidos pela Beira” pede principalmente alimentos.  

“Nós estamos preparados para receber qualquer tipo de doação, mas até então estamos a receber muitos produtos alimentares, como arroz e açucar”, mas há necessidade específicas por serem satisfeitas.

“Falta-nos em grande medida, tudo o que são produtos de higiene, de descontaminação de água, bacias de plástico e esse tipo de coisas” revelou a coordenadora da “Unidos Por Moçambique”.

Os apelos já começam a trazer ajuda de todo lado. Um desses apoios é da comunidade Maumetana, que espera prover oito contentores, que correspondem a 240 toneladas de produtos de primeira necessidade, num espaço de tempo de dois dias.

Entre os produtos que já estão a ser inseridos nos contentores a que o Movimento Muçulmano de Ajuda as vítimas do Idai, constam “o arroz a farinha, chapas de zinco, certeza” contou o representante do movimento, Yossuf Lunat. 

 Esta fonte acrescentou que já conseguiram encher seis contentores com productos, e esperam que no prazo que tem (dois dias), consigam preencher os dois contentores que ainda faltam.

Para além das iniciativas colectivas, há também espaço para iniciativas individuais, tal como fez Lina Márcia. Para ela, esta é uma forma de minimizar os impactos para quem perdeu tudo, por isso decidiu oferecer algumas peças de roupa para adultos e crianças.

 

Mais de uma semana depois, os moçambicanos de Sofala poderão voltar a desfrutar de raios solares já na próxima sexta-feira, 22 de Março corrente.

A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia que diz que, até lá a chuva vai continuar a cair torrencialmente, o que só vai piorar a situação dos rios que já começam a transbordar, isto não só em Sofala, assim como noutras províncias do centro e do norte.

“Estamos a prever essas chuvas continuem até dia 21, principalmente na província de Sofala e cidade da Beira, chuvas acima de 30 e 50 milímetro por 24 horas”, começou por explicou, numa entrevista ao jornal O País, Acácio Tembe, técnico do INAM, que, acrescentando, disse que “a partir do dia 22 a situação melhora para toda a província de Sofala”.

Entretanto deve-se destacar que esta melhoria vai se verificar apenas em Sofala e não noutras províncias do centro. “Continuamos com ainda chuvas para a província da Zambézia, a parte sul de Niassa e também alguns distritos da província de Nampula”, onde, “também estamos a falar de chuvas entre 30 a 50 milímetros e que vai prevalecer até os dias 24 e 25 deste mês”.

Esta situação só vai piorar a situação de rios como Save e Zambeze, que deverão aumentar os seus níveis numa altura em que “já tivemos grandes quantidades de chuvas que caíram no Zimbabwe, também está a chover na Zâmbia, assim como no Malawi”, facto que faz com que Moçambique tenha escoamentos altos nos principais rios, tendo em conta que Moçambique está numa zona mais baixa, assim ”toda a água que cai nos países que estão a montante vem para Moçambique”.

 

Várias pessoas que desde o passado domingo estavam sitiadas no distrito do Búzi, e em cima dos tectos e árvores, chegaram ao longo do dia de hoje, na Beira, por via marítima, uns por meios próprios e outros socorridos pelo INGC por meios aéreos e marítimos.

Inês Tiago, de oito anos de idade, quando se encontrava ainda na primeira tenda, reservada para os primeiros socorros, em contacto com a nossa Reportagem e chorando, afirmou que ela e o resto da família, dois irmãos e os pais, foram apanhados de surpresa pela subida do caudal do Buzi, cerca das 21 horas do passado domingo.

“Corremos para a administração. Havia muita gente e fiquei separada da minha família. Não sei qual foi a sorte deles”. Chorando, Inês acrescentou que o nível das águas continuou a subir de forma brusca e agressiva. “Uns correram para o topo das árvores e outros para tecto das casas como foi o meu caso. Ficamos assim desde domingo até chegar a ajuda hoje”.

A operação de resgate está a ser dificultada por via marítima, porque grande parte dos barcos de pequeno porte, barcos esses que estão  a ser usados para transportar as vítimas da vila sede até ao mar, onde depois as vítimas são transferidas para navios da marinha de guerra, foram danificados pelo ciclone Idai.

A marinha de guerra indiana  está posicionada no porto da Beira há três dias e está envolvida nas operações de resgate. Espera-se que ao longo do dia de hoje, mais pessoas sejam retiradas da vila sede do Búzi.

A comunidade marítima liderada pela Cornelder pediu mais solidariedade.

 

 

Devido ao Ciclone Idai que afectou o país, o Governo indiano decidiu desviar três navios navais para a cidade portuária da Beira, para prestar assistência imediata e auxiliar os afectados.

Os navios estão carregados de de alimentos, roupa e medicamentos, e estão a bordo três médicos e cinco enfermeiros enfermeiros para prestar assistência médica imediata, escreveu o jornal online Notícias ao Minuto.

O ciclone, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora atingiu a Beira na quinta-feira à noite, deixando os cerca de 500 mil residentes sem energia e linhas de comunicação.

O Governo português anunciou não ter registo de cidadãos portugueses mortos, feridos ou em situação de perigo" nas zonas afectadas pela tempestade, mas várias dezenas perderam casas e bens.

Ainda segundo o site  Cáritas portuguesa anunciou que vai enviar 25 mil euros.

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