Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

Já é possível estabelecer comunicações para a cidade da Beira, através dos números móveis (82 e 83) da Tmcel, desde as 9:00h de hoje, dia 20 de Março.

A direcção da Tmcel garante que prosseguem esforços no sentido de repor as comunicações, para as demais cidades afectadas pelo ciclone Idai.

 

 

O sector da Saúde foi um dos mais afectados pela passagem do Ciclone Idai na Beira. Hospitais e centros de Saúde ficaram parcial ou totalmente destruídos com os serviços a funcionar de forma condicionada.

Dados do Ministério da Saúde apontam para mais de 20 infraestruturas afectadas.

É com esses medicamentos que estão a ser atendidos os doentes, que segundo a ministra da saúde aumentaram, mas a assistência à todos está garantida.

Já no sector da educação o mau tempo afectou alunos, professores, deixou salas sem tecto e destruiu carteiras. Diante do cenário dramático o sector da educação está a estudar formas de repor as aulas perdidas sem prejuízo do calendário escolar nacional.

As ministras da Saúde e da Educação prestaram estas declarações no Conselho de Ministros realizado esta terça-feira, na cidade da Beira.

 

 

A Kenmare Resources ofereceu três milhões de meticais ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) para socorrer as vítimas das calamidades naturais, no centro de Moçambique, sobretudo do ciclone IDAI, na Beira.

A empresa disse que, peses embora não tenha sido materialmente afectada pelo ciclone Idai, “está chocada e entristecida com a dimensão dos danos humanos e materiais causados pelo ciclone”.

A Kenmare opera o projecto das areias pesadas de Moma, na província de Nampula.

 

O Banco Mundial vai doar 90 milhões de dólares norte-americanos em apoio às vítimas dos desastres naturais na região centro de Moçambique. Estima-se que serão abrangidas 3.360.000 pessoas, das quais mulheres e crianças em idade escolar.
 
“Ao aprovarmos este financiamento, os meus pensamentos vão para as vítimas do ciclone IDAI e da actual estacão de cheias no centro de Moçambique. Garantiremos que os 90 milhões de USD sejam disponibilizados para ajuda de emergência assim que o projeto entrar em vigor,” observou Mark Lundell, director do Banco Mundial para Moçambique.
 
O valor provém da Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA) e será canalizado ao “Programa de Gestão de Risco de Desastres e Resiliência do Governo de Moçambique”, segundo um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção.
 
Segundo Mark Lundell, o programa em questão “visa precisamente fortalecer a capacidade do governo em responder rapidamente e construir mais resiliência nas comunidades para futuros riscos climáticos”.
 
Para o Banco Mundial, evidências mostram que os pobres tendem a suportar o peso dos riscos naturais causados pelas mudanças climáticas, dado que são os menos preparados e têm capacidade financeira limitada para lidar com os efeitos das mudanças climáticas.
 
Ademais, a exposição de Moçambique a choques climáticos é agravada pelos efeitos da mudança climática, o que requer o fortalecimento da resiliência financeira do país.
 
Contudo, sem mudanças na política de gestão e financiamento dos desastres climáticos, as mudanças climáticas podem causar prejuízos económicos de até 7,4 bilhões de dólares até 2050 em Moçambique, Michel Matera. especialista urbano sénior do Banco Mundial e líder da equipe do projecto acima referido.
    

 

A Renamo convidou, hoje, a comunicação social para manifestar a sua indignação em relação ao drama vivido pelas vítimas do Ciclone Idai, na região Centro do país. Segundo a perdiz as famílias afectadas estão numa situação deplorável, sem salvamento, pois algumas continuam penduradas em cima das suas residências, infra-estruturas do Estado, sem acesso à água potável, alimentação e nem local para dormir.

"A Renamo manifesta a sua solidariedade com todos os moçambicanos afectados pelo Ciclone Idai na região centro do país e nos distritos de Govura e Vilanculos. O sentimento que temos é de que devíamos ter mais informações da realidade no local e não do jeito como as autoridades e jornalistas tem mostrado, indo apenas nos locais onde os dirigentes vão". Disse Juliano Picardo, assessor político do líder da Renamo

A fonte diz que o solo onde poderia se realizar os enterros está alagado. No berçário do Hospital Central da Beira todas crianças perderam a vida, assim como as mães que estavam em serviços de parto.

Por outro lado, a perdiz entende que os apoios recebidos pelas autoridades nos centros de acomodação e não só não estão a ser canalizados às vítimas.

"Neste momento não precisamos de gravatas, fatos e coletes para aparecer nas televisões, mas sim de jovens munidos de instrumentos tais como catanas, motosserras, país, ancinhos, carrinhos de mãos para tornar as ruas transitáveis. Precisamos de técnicos médios das nossas instituições para ajudarem na remoção dos postes de energia eléctrica que tombaram e outros que ainda se encontram submersos", disse Picardo

Durante a sua intervenção, o assessor político do líder da Renamo, Juliano Picardo, desafiou ainda as Forças de Defesa e Segurança a se envolverem cada vez mais no apoio a estrutura municipal na recolha dos resíduos sólidos na cidade da Beira, colocando os veículos militares de transporte ao serviço do cidadão.

O representante da Perdiz terminou a sua intervenção acusando os dirigentes das instituições do Estado de estarem a desviar os produtos que vão chegando para servir as populações. Tendo em seguida exortado aos comerciantes a evitarem oportunismo nesta época sensível.

"Apelamos aos agentes económicos locais que não sejam oportunistas inflacionando preços de produtos básicos e de igual modo exortamos uma acção governativa de Inspecção e fiscalização da actividade comercial". Concluiu o assessor político do líder da Renamo

 

 

Foi durante uma audiência geral realizada hoje, na Praça de São Pedro, no Vaticano, que o Papa Francisco expressou o seu pesar pelas mortes e devastação provocada pela passagem do ciclone Idai em Moçambique, Malawi e Zimbabué, que já fez mais de 300 mortos.

Na ocasião, o Papa Francisco apelou ao apoio e reconforto massivo aos afectados por esta calamidade.

"Nestes dias, grandes inundações semearam lutos e devastações em diversas regiões de Moçambique, Malawi e Zimbabwe. Exprimo a minha dor e a minha proximidade àquelas caras populações”, afirmou o líder da Igreja Católica durante a audiência.

“Confio as muitas vítimas e suas famílias à misericórdia de Deus e imploro conforto e apoio para os que foram atingidos por esta calamidade”, acrescentou Papa.

 

Deputados do partido Frelimo, na Assembleia da República, lançaram, hoje, uma campanha de solidariedade para com as vítimas do ciclone IDAI e das inundações que afectam severamente a região Centro do País. Trata-se de uma iniciativa que tem como objectivo angariar recursos financeiros, roupas, produtos alimentares não perecíveis, material de higiene, água entre outros produtos de primeira necessidade para minimizar o sofrimento das populações

“Lançamos hoje este movimento que vai continuar ao longo dos próximos dias, recolhendo mais comida, vestuário, recursos que vamos fazer chegar ao organismo competente para fazer chegar às populações afectadas. Neste caso, queremos fazer chegar a si, senhor diretor-adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), duas toneladas e duzentos quilogramas de alimentos dos quais descrevem-se no seguinte: farinha de milho, açúcar, massa, óleo de cozinha, sal, produtos de higiene, roupas diversas, incluído um cheque de 200 mil meticais que gostaríamos que fossem comprados seis toneladas de alimentos, também temos um cheque no valor de cinquenta mil meticais para compra de produtos de higiene e limpeza”, disse Margarida Talapa, chefe da bancada parlamentar da FRELIMO

Para além desse valor, os 144 deputados colectaram através de contribuições valores monetários na ordem de duzentos e sessenta mil e duzentos meticais.

A Frelimo exortou a todos os moçambicanos, jovens, mulheres e pessoas interessadas para concentrar os seus esforços na assistência às vítimas do ciclone Idai de forma a aliviar o sofrimento dos concidadãos.

Lembre-se que na semana passada os deputados da FRELIMO descontaram um dia do seu salário para apoiar as vítimas do ciclone. Do desconto resultou uma colecta no valor de 417 mil meticais.

 

 

 

O director de transmissão centro da EDM revelou hoje ao jornal O País que quase toda a rede de energia eléctrica de média tensão está avariada em Sofala e Manica. Horácio Bive assegura que os trabalhos estão em curso, mas não avança datas para a retoma da normalidade.

O mau tempo deixou as províncias Sofala e Manica às escuras. Trabalhos da EDM estão em curso e tudo indica que há luz no fundo do túnel.

“Nas duas províncias, Manica e Sofala, temos quase toda a rede de média tensão, digamos, avariada. Digamos, 100 por cento da rede de média tensão está avariada. Então, o que estamos a fazer é a reposição. Já conseguimos Chimoio e Gondola. Assim, no fim do dia de hoje estaremos em Inchope e também vamos ter Nhamatanda”, disse o director da transmissão da EDM.

Nhamatanda é agora um ponto de paragem obrigatória devido a um corte de uma ponte. Lá há corrente eléctrica na subestação, mas a rede de média tensão foi toda derrubada. Munhava, o bairro mais populoso da cidade da Beira não escapou à fúria do ciclone.

“Própria subestação da Munhava ficou afectada porque o tecto sofreu, algumas chapas saíram e então está a se reparar o tecto. Durante as chuvas é quando molhou parte dos equipamentos, é por isso também que está a se trabalhar lá nos equipamentos. Mas temos lá energia de alta tensão, só que não pode ser escoada porque primeiro são os painéis, segundo as linhas de média tensão que não estão disponíveis”, acrescentou Horácio Bive.

Um dos estragos mais críticos na rede eléctrica registada em Sofala foi a queda de 10 torres metálicas de transmissão de energia eléctrica.

Devido a dificuldades para chegar a alguns locais devastados, a EDM não pode estimar quantos postes de madeira já foram derrubados, mas assegura que o número é elevado.

“Nós temos uma linha de alta tensão que parte de Lamego para Guara-Guara. Ainda não chegamos lá por causa do acesso. Guara-Guara também alimenta à Nova Sofala e Machaze, mas ainda não chegamos lá. Embora temos equipas lá, mas não temos comunicação”, explicou o director.

Desde a noite do dia 14 que cidade da Beira está às escuras e até aqui não há datas para se repor a normalidade. É caso para dizer que Sofala está na beira do precipício.   

 

 

Antigos jogadores de futebol vão realizar um jogo, sábado, para angariar doações para as vítimas do ciclone Idai que fustigou, principalmente, a cidade da Beira. A eles juntam-se alguns músicos que deverão jogar e cantar.

A iniciativa é da Associação de Futebol de Veteranos, que pretende unir antigos futebolistas, músicos, políticos e outros membros da sociedade, este sábado no Estádio Nacional do Zimpeto, por uma causa que se chama Beira, cidade mais fustigada pelo ciclone Idai que atingiu o seu pico na noite da quinta-feira.

Espera-se que o dia seja marcado por várias partidas de futebol com várias gerações, desde os infantis até aos mais antigos. Haverá jogo envolvendo equipas das escolas de Tico-Tico contra a do Gonçalves Fumo, outra partida que vai opor de jogadores de futebol já retirados, incluindo outras personalidades que “que se queira juntar à causa”, assim como um jogo entre dois “velhos clubes” da capital moçambicana, nomeadamente o Costa do Sol e o Desportivo de Maputo.

Grandes nomes do futebol vão participar das partidas, tais como Tico-Tico, antigo ponta de lança dos Mambas, João Chissano antigo seleccionador dos Mambas e Xandó, antigo guarda-redes do Desportivo.

Alguns músicos, de gerações passadas e novas, vão juntar-se à causa para jogar e também cantar. Na conferência de imprensa de anúncio da iniciativa, os homens do som estiveram representados por Roberto Chitsondzo, António Marcos e Ziqo.

Todos prometeram dar de tudo para que o evento seja de esperança para as vítimas da intempérie. Até porque, como disse, Chitsondzo, “todos somos muito poucos para dar a devida assistência aos nossos irmãos que neste momento se encontram nesta situação”.

Chitsondzo diz ser preciso que cada um faça algum esforço para apoiar as vítimas. E por falar em esforço, os músicos vão sair da sua zona de conforto e vão dar gosto ao pé numa partida de futebol.

“Vai ser com muito gosto que vou correr e me juntar a vocês neste jogo para ajudar os nossos irmãos”, disse o jovem Ziqo, dirigindo-se aos organizadores do evento.

Depois da partida de futebol, músicos de várias gerações vão voltar ao seu mundo e pegar no microfone para cantar em homenagem àqueles que, de uma noite para outra, perderam tudo.

António Marcos, o Mayengane, sugeriu que cada um dos moçambicanos pense que isto está a acontecer consigo e só assim vão dar maior atenção a esta situação. “Hoje é Beira, mas amanhã pode ser Maputo ou outra parte do mundo”.

A ideia é mostrar que juntando sinergias pode-se minimizar os efeitos da tragédia. Para este evento, as entradas serão livres, sendo que, os espectadores deverão levar consigo bens não perecíveis, que através do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, serão canalizados às vítimas.

 

 

 

+ LIDAS

Siga nos