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O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

Armando Guebuza participou, esta manhã, nas cerimónias centrais do Dia 7 de Abril. Segundo o antigo Presidente da República, a data que hoje se assinala é muito especial, por ser de enaltecimento das qualidades da mulher moçambicana. “Hoje é um dia muito importante, é um dia de exaltação da Mulher Moçambicana, pelo papel que desempenhou e sobretudo pelo papel que está a desempenhar agora no Centro do país e no Norte de Inhambane. Por isso, devemos dar apoio e aprender cada vez mais dela nesta pátria de Josina”.

As cerimónias centrais do dia 7 de Abril foram dirigidas pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na Praça dos Heróis, cidade de Maputo, onde Armando Guebuza referiu-se à importância da Mulher Moçambicana no quotidiano do país.

Na Praça dos Heróis também esteve Samora Machel Júnior, filho do Primeiro Chefe do Estado moçambicano e de Josina Machel. Referindo-se à efeméride, Samora Machel Júnior afirmou: “Sinto-me muito orgulhoso pela maneira como o povo moçambicano honra a minha mãe e os seus feitos, os quais são também de toda a mulher moçambicana que se empenhou na luta armada e que se empenha na luta pelo desenvolvimento deste país. Por isso, não vejo outra maneira se não esta de darmos mais espaço às mulheres”.

O partido Frelimo, através do Comité de Verificação, notificou e ouviu Samora Machel Júnior para este deduzir o seu contraditório no âmbito do processo disciplinar que lhe foi instaurado por este ter supostamente violado os estatutos do partido ao candidatar-se nas eleições autárquicas de 2018 pela lista da Associação Juvenil para o Desenvolvimento de Moçambique  (AJUDEM). Samora Machel Júnior disse ao nosso jornal que já reagiu ao processo.

“Já respondi dentro dos prazos”, foi assim que respondeu Samora Machel Júnior quando questionado sobre o ponto de situação do processo disciplinar que está a enfrentar no seu partido.

Num outro desenvolvimento, Samora Machel Júnior disse que a sua relação com o partido e os “camaradas” é saudável e continua membro desta formação política apesar de ter ideas diferentes dos colegas do partido.

“Eu tenho ideas e podem não ter sido exactamente as mesmas que alguns camaradas dentro do partido, mas acho que o partido é muito dinâmico e aceita ideas diferentes e que os seus membros possam posicionar-se. Eu sou membro do partido e nunca deixei de ser”, acrescentou  Samora Machel Júnior.

Lembre-se que Samora Machel Júnior, na altura, manifestou a sua insatisfação pela forma como a sua candidatura pelo partido Frelimo foi regeitada.

 

 

 

A economista Luísa Diogo engrandeceu, hoje, o papel da mulher moçambicana, na construção da unidade nacional, durante as cerimónias de celebração do dia 07 de Abril, realizadas na Praça dos Heróis.

Para Luísa Diogo, a mulher moçambicana ocupa um papel fundamental na sociedade, na medida em que avança de maneira madura e inteligente em relação ao seu futuro. E Diogo fez uma comparação: “Em Moçambique, nós temos um processo de emancipação da mulher diferente dos outros países, onde já há uma história de participação conjunta, há toda uma perspetiva de futuro, do ponto de vista conjunto da mulher e do homem”, disse a antiga primeira-ministra.

À imagem de Luísa Diogo, diversas personalidades dirigiram-se às cerimónias centrais para prestar homenagem à mulher moçambicana, 48 anos depois da morte de Josina Machel.

 

 

 

Filipe Nyusi dirigiu, ontem, as cerimónias centrais do 07 de Abril, Dia da Mulher Moçambicana, na cidade de Maputo, local onde depositou uma coroa de flores na Praça dos Heróis. O dia coincide com a passagem do quadragésimo oitavo aniversário da morte de Josina Machel.

Durante a sua intervenção no local, o Chefe do Estado reconheceu os esforços da mulher moçambicana, na luta pelas conquistas nacionais, tendo-a encorajado a continuar a trabalhar, com persistência e resiliência, para o desenvolvimento do país, enaltecendo os esforços da mulher em ocupar cargos de chefia e sua inserção em todas as áreas de actividade.

O presidente da Republica, Filipe Nyusi, considera que “a mulher operária, camponesa, funcionária, estudante, mulher nas Forças de Defesa e Segurança, empregada doméstica, a mulher desempregada é nossa parceira no processo de desenvolvimento do país e por isso é imperioso que ela faça parte deste mesmo processo”.

O chefe de Estado fez uma actualização do trabalho que as autoridades desenvovem diariamente para minimizar os efeitos provocados pelo ciclone Idai, tendo em seguida se referido aos esforços tendentes a melhorar a condição dos afectados pelo Ciclone Idai, “começamos a fase de assistência humanitária dos afectados e face à eclosão  da cólera e outras doenças montamos centros de tratamento no dia 3 de Abril e iniciamos com a campanha de vacinação contra à colera que afecta algumas zonas de onde esperamos vacinar mais de oitocentas mil pessoas. A nossa prioridade, agora, é a reposição dos serviços sociais básicos como estradas, energia, água, comunicação, identificação de terrenos para o reassentamento efectivo das populações e avaliação de perdas e danos para facilitar o processo de recuperação e reconstrução”.

Três semanas depois da passagem do catastrófico ciclone Idai e das inundações, a Beira e a zona centro procuram agora caminhos para reconstrução. O Governo aprovou o Programa de Recuperação Pós-Calamidade (PREPOC) que em cinco anos propõe-se a reconstruir a cidade assim como as infra-estruturas públicas danificadas. Mas a cidade está abaixo do nível do mar, o que facilita inundações, e é vulnerável a calamidades.

Ainda assim, o arquitecto e professor universitário João Tique entende que investir no ordenamento territorial e sistemas de saneamento deve ser um dos primeiros caminhos para melhorar as condições de vida da população. Outro aspecto principal é a qualidade das infra-estruturas. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia indicam terem sido destruídas cerca de 3 400 salas de aulas, 54 hospitais e mais de 200 mil casas total e parcialmente destruídos.

Carlos Serra entende que além de reconstruir é preciso reativar a barreira natural contra as calamidades. O ambientalista alerta que algumas zonas podem desaparecer com a subida do nível das águas do mar.

O Governo ainda não sabe o real custo da reconstrução da cidade da Beira e das zonas afectadas pelo ciclone e inundações. Para buscar apoio associou-se ao Conselho Autárquico da Beira para a realização de uma Conferência Internacional de Doadores, prevista para Maio próximo.

Ora, deputados da Assembleia da República, na Beira, pediram ao Governo para encontrar soluções aceitáveis face às mudanças climáticas e exigem colaboração dos afectados e, por outro lado exigem medidas punitivas exemplares aos que desviam os apoios destinados aos afectados pelo ciclone em Sofala, que como se sabe já há três detidos.

 

 

O número de óbitos do ciclone Idai continua a subir, foram contabilizados mais quatro mortos, totalizando 602 dos anteriores 598 óbitos.

A informação foi avançada pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) através do seu boletim informativo.

Por outro lado, o número de famílias afectadas também continua a subir, das anteriores 283,554 hoje o INGC aponta para 306,152 famílias afectadas, o que significa que 1,514,445 pessoas precisam de ajuda humanitária.

Quanto ao número de feridos mantém-se nos 1, 641.

O MDM submeteu ao parlamento o pedido de perda de mandato dos deputados Geraldo Carvalho e Ricardo Tomás por entender que estes já não estão alinhados com o seu partido, e decidiram juntar se a Renamo. Face a este pedido a Comissão Permanente anunciou, esta semana, a perda de mandato do deputado Ricardo Tomás e diz que para o caso do Geraldo Carvalho não encontrou elementos de prova para sua perda de mandato.

A Renamo entende que este é mais um sinal de perseguição do MDM e a Frelimo diz que o que é de lei deve se cumprir.

Sobre o caso Ricardo Tomás a Renamo diz que o MDM e a Comissão Permanente violaram os procedimentos legais.

O MDM diz que vai recorrer ao Conselho Constitucional

Estes posicionamentos foram manifestados durante o programa Bancadas parlamentares desta sexta-feira.
 

A Cuba montou um hospital móvel no bairro da Ponta-Gêa e em três dias já realizou nove cirurgias e atendeu quase três mil pessoas. O governo cubano enviou à Beira 40 médicos e pessoal de apoio que estão a ajudar aos afectados.

Há um ano e três meses Silvino Baptista vem se queixando de dores intensas e diz ser incontáveis as consultas e exames que realizou. Chegou a fazer tratamento de tuberculose mas as dores nunca passaram. Ouviu falar do hospital cubano na Ponta-Gêa e há dois dias foi fazer uma consulta. Depois de exames médicos foi informado que ia ser submetido a uma cirurgia. A mesma aconteceu na manhã deste sábado e agora está a recuperar.

O Chefe da Equipa médica cubana diz que em princípio o senhor Silvino está curado.

Quando equipa do País visitou o hospital decorria uma outra cirurgia. Ao todo foram nove realizadas desde que entrou em funcionamento ao longo desta semana. São 40 profissionais entre médicos e pessoal de apoio que vieram de Cuba para apoiar Moçambique neste momento de emergência.

A equipa médica cubana ainda não tem data de regresso e vai se manter na Beira o tempo que for necessário.

Os cubanos dizem ter uma relação especial com a cidade, pois é a única cidade que um dia recebeu o histórico líder cubano Fidel Castro na única visita que realizou a Moçambique em 1977.

 

 

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional  entregou na manhã  deste  sábado duas toneladas de cimento para a reconstrução de casas das vítimas do ciclone Idai, em Sofala.

O donativo norte-americano inclui ainda óleo de cozinha. O representante da USAID anunciou que ao todo o governo americano apoiou  com 50 milhões de dólares.

No encontro com a delegação da USAID, o governador de Sofala, Alberto Mondlane, estimou em sete mil milhões de dólares o dinheiro necessário para reconstrução de Sofala, a província mais devastada pelo ciclone e cheias no centro de Moçambique.

Além do governador de Sofala, o INGC participou no encontro com a delegação da USAID.

 

 

 

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