Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Margarida Talapa exige acção concreta para proteger crianças moçambicanas

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, defende uma maior protecção das crianças e exige que as recomendações do Parlamento Infantil se traduzam em acções concretas capazes de melhorar a vida dos menores em Moçambique. Na abertura da VIII Sessão do Parlamento Infantil, em Maputo, Talapa afirmou que o

Vários casamentos foram adiados na cidade da Beira, Província de Sofala devido a passagem do ciclone Idai. Apesar da situação e em meio a devastação, alguns casais remarcaram a data e casaram-se este sábado.

Carina e Jonas Ubisse, Odélia e Drill Godine, são exemplos de casais que tiveram prejuízos materiais e ficaram abalados emocionalmente por causa do ciclone Idai. É que ambos casais foram obrigados a cancelar o casamento no dia em que o ciclone devastou a cidade da Beira.

Na luta contra o tempo, os casais remarcaram o casamento para este sábado. Mas mesmo assim a logística para a festa não foi fácil, uma vez que muitos produtos alimentares e bebidas despareceram com as águas e os salões estavam todos destruídos. Mas a força de vontade e o amor não os impediu de realizar o grande sonho.

O noivo Drill Godine esperava com ansiedade a chegada de sua amada na igreja. Drill diz que nenhum Idai iria destruir a vontade de se casar.

A noiva finalmente a noiva chegou, para o alívio de Drill. Na verdade, é de praxe o atraso da noiva, mas o noivo talvez não soubesse disso…daí o nervosismo…

Carina e Jonas é outro casal que mostrou que nenhum ciclone é  tão  forte  para  destruir  o seu amor. Depois da tempestade, arregaçaram as mangas e contraíram o matrimónio.

O Programa Mundial para a Alimentação das Nações Unidas (PMA) saudou uma contribuição da União Europeia em um milhão de euros no apoio ao trabalho do Grupo Global de Logística liderado pelo PMA em nome da comunidade humanitária, para o alívio de emergência ao povo de Moçambique em consequência do ciclone Idai e subsequentes cheias.

O PMA enviou para a Beira três helicópteros de transporte e um avião de carga para apoiar uma resposta humanitária mais ampla. Os aparelhos estão a ser usados para transportar alimentos, água, medicamentos, tendas e outros bens essenciais, bem como pessoal humanitário.

“A magnitude da destruição provocada pelo Idai não deixa dúvidas: as necessidades humanitárias são enormes. E a logística é crucial para ajudar a salvar mais vidas e apoiar os esforços de recuperação e reconstrução pós-desastre”, disse Karin Manente, Representante Nacional do PMA. “Somos gratos à União Europeia pelo apoio ao povo de Moçambique e à comunidade humanitária”.

O embaixador da União Europeia, Antonio Sanchez-Benedito, disse que é uma prioridade apoiar a gestão dos desastres naturais a um dos países mais propensos do mundo, como o caso de Moçambique.

"Para este fim, a UE pode contar com a perícia de longa data de parceiros como o PMA para prestar assistência essencial às autoridades nacionais após uma catástrofe.”, disse o embaixador.

Em Nampula,cresce o movimento de solidariedade para com as vítimas do ciclone IDAI que assolou a região centro do país. O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades(INGC) naquela província refere ter reforçado as medidas de segurança para garantir  que as doações cheguem ao destino.

Para além dos seis camiões que seguiram para a zona centro do país com produtos diversos, Nampula espera dar a sua contribuição com mais bens que não param de chegar aos armazéns do INGC.

Neste momento, o INGC está preocupado com a segurança daí que adoptou algumas medidas.

Refira se que  outros  particulares   preferem enviar directamente o seu apoio.
 

Afinal, Ricardo Tomás não perdeu o mandato de deputado e deverá ser ouvido pela Primeira Comissão da Assembleia da República. Aqui, o deputado do MDM vai explicar as circunstâncias em que concorreu pela lista da Renamo em Tete, nas eleições autárquicas de 2018.

Na quarta-feira, o porta-voz da Comissão Permanente da Assembleia da República, Mateus Katupha, anunciou que havia uma decisão segundo a qual Ricardo Tomás perdeu o mandato.

Entretanto, nesta sexta-feira, a Renamo disse que Mateus Katupha faltou à verdade nas suas declarações à imprensa e foi precipitado ao anunciar o desfecho de um assunto que ainda está em averiguação.

A Renamo defende que Ricardo Tomás deve ser ouvido para a salvaguarda do princípio do contraditório, conforme recomendam a Constituição da República e o Estatuto do Deputado.

A mesma posição é defendida pelo presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade da Assembleia da República. Edson Macuácua diz que Ricardo Tomás não compareceu à audição que estava marcada para esta sexta-feira, mas tem cinco dias para o fazer.   

Das perguntas enviadas a Ricardo Tomás, a Primeira Comissão pretende saber, por exemplo, se o deputado eleito pelo MDM assumiu ou não funções na Renamo e a que partido pertence neste momento.

O "O País" sabe que Ricardo Tomás pediu ontem dispensa à Assembleia da República para tratar assuntos pessoais e só deverá retomar no dia 22 de Abril.

A Renamo não concorda com a data marcada pelo Governo para o arranque do recenseamento eleitoral.

O chefe do Departamento de Organização e Estatística da Renamo, Augusto Fernando que se encontra em Nampula avançou que o seu partido poderá concorrer para uma inscrição deficitária porque o período marcado é curto para os eleitores afectados pelo ciclone Idai fixarem residências.

A Renamo diz que não vê de bons olhos a fixação daquela da data e defende que poderá haver aproveitamento político.

Em Nampula a Brigada Central da Renamo trabalhou com as bases do partido para avaliar o seu nível de preparação.
 

Uma missão da União Africana chefiada pelo embaixador da Guine Equatorial entregou esta sexta-feira ao Governo moçambicano, um cheque no valor de 150 mil dólares americanos em apoio as vítimas do ciclone idai e das cheias que afectaram a zona centro do país.

Crisantos Ondo Obama, chefe da delegação, explicou na ocasião que a organização está a mobilizar mais fundos com vista apoiar os programas de reconstrução nos três países afectados.

Falando a imprensa, o vice-ministro da Administração Estatal agradeceu o gesto e garantiu o valor irá ajudar a atender as necessidades básicas da intempérie.

Até ao momento já foram contabilizados 598 óbitos e mais de 280 mil famílias afectadas.

 

O número de vítimas mortais por cólera não param de aumentar na província de Sofala, Centro do país. De ontem para hoje, três pessoas morreram, de um total de 334 novos casos registados naquela região do país do país.

Os óbitos foram registados nas cidades da Beira, Dondo e distrito Nhamatanda. Dados preliminares indicam que 217 mil pessoas já receberam vacina contra cólera, segundo Ussene Issa, Director Nacional de Assistência Médica.  

Já em Mbimbiri, quase 50 mil pessoas esperam por receber ajuda alimentar, no distrito de Nhamatanda. A ajuda já está no povoado desde ontem, mas os líderes comunitários dizem que só podem entregar os produtos quando tiverem as listas das pessoas que necessitam de ajuda prontas, o que poderá acontecer amanhã.

O número de famílias afectadas pelo ciclone tropical Idai nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Tete não para de aumentar. O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) divulgou, na manhã de hoje, dados que dão conta de que mais 8,969 foram afectadas.

Nesta quarta-feira o INGC contabilizou 274,585 famílias afectadas e hoje totalizam 283,554 famílias que precisam de ajuda humanitária.

Em consequência, o número de pessoas afectadas também aumentou passando de 1,360,821 para 1,416,024.

O número de feridos e de óbitos não sofreu nenhuma alteração desde a última actualização na terça-feira. Ou seja 1,641 feridos e 598 óbitos.

Assembleia da República reduziu de 120 para 75 dias o prazo para a apresentação de candidaturas a Presidente da República nas eleições de 15 de Outubro. A distribuição de mandatos dos parlamentares pelos círculos eleitorais, pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), passa de 180 para 105 dias.

As duas decisões foram anunciadas esta quinta-feira e visam viabilizar o calendário eleitoral, uma vez que já está apertado devido ao adiamento do início do recenseamento eleitoral. Este processo devia ter lugar de 01 de Abril corrente a 15 de Maio próximo, mas vai acontecer de 15 Abril a 30 Maio, por conta da devastação da região centro do país pelo ciclone Idai e pelas inundações.

O Parlamento manteve o período de 48 horas de reflexão após campanha eleitoral, contrariando a proposta de 24 horas sugeridas pela Comissão Nacional de Eleições.

Lucas Chomera falava esta quinta-feira à margem da sessão plenária que aprovou na generalidade o projecto de revisão de Lei de Eleição do Presidente da República e dos Deputados da Assembleia da República. 

+ LIDAS

Siga nos