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O País – A verdade como notícia

Governo quer aumentar produção de algodão e gerar 65 milhões de dólares em exportações

O Governo aprovou, esta terça-feira, a revisão do Regulamento do Algodão, numa medida que pretende travar a queda da produção nacional, recuperar empregos e aumentar as receitas provenientes das exportações. A nova regulamentação estabelece regras para o fomento, produção, comercialização, transporte, armazenamento, descaroçamento, exportação e importação de algodão, procurando tornar

Há relatos de mau ambiente entre os guerrilheiros da Renamo e a liderança deste partido dirigido por Ossufo Momade. Nesta quarta-feira, um grupo de homens armados apareceu publicamente para denunciar uma suposta exclusão no processo de  desarmamento, desmobilização e reintegração social.

“A lista que ele mandou é para excluir todos combatentes da Renamo, ele levou os amigos que não são militares”, disse o representante dos guerrilheiros

Os supostos homens armados da Renamo questionam a liderança de Ossufo Momade e ameaçam forçar a saída do presidente do partido até 15 de Julho.

“Não queremos Ossufo. Nós vamos nos juntar e escolher quem será o nosso presidente, a pessoa que vai nos levar até ao acantonamento, com Ossufo nunca mais”, acrescentou o representante.

A reacção da perdiz não tardou. O porta-voz da Renamo, José Manteigas, distanciou-se destes pronunciamentos, tendo em seguida afirmado que trata-se de desertores.

“O presidente Ossufo Momade e o partido Renamo distancia-se desta encenação caluniosa e grosseira que visa afectar e desacreditar a aceitação massiva pelos moçambicanos dos ideias da Renamo que estão a engrandecer cada vez mais as suas imagens fora e dentro do país”, disse Manteigas.

Manteigas garante que o ambiente entre as forças e liderança do partido é bom.

“O ambiente na Serra da Gorongosa é bom, cordial e de união no seio das forças dirigidas por Ossufo Momade que aguardam ansiosamente pelo desfecho do processo de desmobilização, desarmamento e reintegração”, informou o porta-voz

Lembre-se que, recentemente, o Presidente da República e o presidente da Renamo assumiram, na cidade de Chimoio, que até Agosto será assinado um acordo de paz.

O Conselho Cristão de Moçambique (CCM) enviou uma mensagem de felicitações para o Presidente da República, Filipe Nyusi, pelo anúncio da aproximação da paz efectiva.

“É com esta mensagem de demonstração de grande júbilo que o Conselho Cristão de Moçambique saúda Sua Excelência, Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República e de todos moçambicanos pela sua sábia liderança, que culminou com o desbloqueamento de atitudes que perigavam o alcance da paz antes das eleições de Outubro próximo”, lê-se no comunicado

O CCM disse que o comunicado com os passos subsequentes que irão culminar com a assinatura do acordo de paz efectiva, foi recebida como uma lufada de ar fresco por todos moçambicanos.

“Com esperança renovada, o CCM continua a orar para que Deus todo-poderoso continue a dar-lhe muita saúde e a guiá-lo na unidade do Espírito pelo vínculo da paz”, termina a mensagem.

O governo mostra-se convicto que a Renamo poderá ultrapassar as clivagens internas. O ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco afirma que os desentendimentos do partido não irão afectar as negociações entre o Presidente da República, Filipe Nyusi e o Líder da Renamo, Ossufo Momade com vista ao estabelecimento de uma paz efectiva.

“A Renamo é soberana a tratar a tratar e resolver os seus problemas internos. Vamos dar um voto de confiança, vão superar esta crise para se alinharem como grupo para um processo e paz assumido por todas as partes”, disse José Pacheco.

O mesmo sentimento é partilhado pelo embaixador da União Europeia em Moçambique, António Sanches, organização que já manifestou apoio financeiro no processo de Desmilitarização, Desarmamento e Reintegração dos Homens Residuais da Renamo.

“Renamo é representada pela pessoa eleita como presidente. O presidente da Renamo têm acordado com o Presidente da República um calendário preciso até chegar a assinatura de um acordo de paz definitivo. O engajamento pessoal entre os dois presidentes é o que mais importa”, afirmou António Sanches, reiterando o compromisso da União Europeia em apoiar o processo de paz no país.

 

 

Daviz Simango, formalizou hoje a sua candidatura a presidente da República para os próximos cinco anos. Um dos principais objetivos do candidato do MDM caso seja eleito é instalar uma democracia genuína, reduzir os poderes do presidente da República e credibilizar a Assembleia da República.

Ao lado dos membros seniores do seu partido, Simango dirigiu-se a sala onde era esperado pelos juízes do Conselho Constitucional, coube ao mandatário do partido, José De Sousa, apresentar e entregar os documentos que suportam a candidatura de Daviz Simango.

Após o acto, o candidato do MDM dirigiu-se a imprensa onde revelou os seus desafios caso vença as eleições presidenciais. De acordo com Simango na sua governação o parlamento moçambicano deve ser um verdadeiro órgão fiscalizador.

Nos próximos dias o MDM irá partilhar o seu manifesto eleitoral que estará baseado em cinco pilares, dentre eles, a preservação da paz e democracia, consolidar a coesão nacional, desenvolvimento económico, criação de emprego e desenvolvimento de infraestruturas. Na ocasião o Conselho Constitucional revelou que o prazo para entrega das candidaturas passa do dia 16 de Junho para 16 de julho a luz da deliberação do órgão.

“Experiências ao serviço da SADC” é o título da obra de Tomaz Salomão lançada hoje em Maputo. O Presidente da República, que esteve presente no evento, destaca a cultura como factor de união e parabeniza o autor pela iniciativa.

Com duas versões, uma em inglês e outra em português, a obra de Tomaz Salomão faz um relato pessoal sobre realizações e desafios da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral SADC.
Salomão foi secretário executivo da SADC por oito anos, isto é, de 2005 a 2013 e em 252 páginas traz as suas vivências nesta organização.

Uma organização na qual entrou com expectativas de dar seu contributo como economista no quadro da integração económica, mas revela que 90 por cento do tempo em que esteve na SADC foi consumido por conflitos no Lesotho, República Democrática do Congo, Madagáscar e Zimbabwe. Mas nem ficou arrependido. Diz ter sido uma experiência e que hoje, seis anos depois, vale a pena partilhar.

Filipe Nyusi, Presidente da República, que testemunhou o lançamento da obra e recebeu um exemplar, enalteceu a iniciativa.

Coube ao professor Severino Nguenha e ao escritor Nelson Saúte fazer a apresentação da obra, tendo aproveitado a ocasião para apontar alguns desafios da integração regional.

Economista de profissão, além de ter sido secretário executivo da SADC, Tomaz Salomão ocupou vários de governação no país, com destaque para ministro dos Transportes e Comunicações, ministro de Plano e Finanças e secretário de Estado da Defesa.

 

 

O antigo ministro da Saúde, Hélder Martins, diz que há focos de tribalismo no seio do partido Frelimo e acredita que, provavelmente, se Eduardo Mondlane estivesse vivo nada disso estaria a acontecer.

“Mondlane foi dos que cedo perceberam que a moçambicanidade não se mede com a cor da pele”, esta é uma das qualidade que Hélder Martins diz admirar no fundador da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).

E porque o ano 2019 é dedicado a Eduardo Mondlane, nada melhor que ouvir quem de perto conviveu com o também chamado “arquiteto da unidade nacional”. Por pouco mais de duas horas, Hélder Martins falou de tudo que sabe sobre Eduardo Mondlane, a quem o considera dos mais íntegros homens que Moçambique teve.

Mas a integridade não é a única qualidade que Martins admirava no primeiro presidente da Frelimo, assim como o olhar muito avançado sobre os caminhos que Moçambique devia tomar para triunfar na luta de libertação nacional, que durou de 1964 a 1974 e isso ultrapassava qualquer preconceito de índole racial.

“Mondlane tinha interesses directos na aceitação dos brancos moçambicanos”, aliás, “quanto mais cedo fosse aceite a colaboração dos brancos na luta de libertação nas fileiras da Frelimo, mais cedo e mais completa seria a aceitação da participação plena da sua própria mulher”.

Hélder Martins abandonou as fileiras do exército colonial para abraçar a causa da libertação de Moçambique, um facto que até lhe rendeu uma pena de morte, escapou de uma forma que nem ele compreende perfeitamente.

Martins esteve às ordens de Eduardo Mondlane até a sua morte em 1969. Ou seja, conheceu a Era Mondlane na Frente de Libertação de Moçambique, assim como a era pós-Mondlane. E por isso afirma que se Mondlane estivesse em vida, o partido Frelimo não estaria a ter “focos de tribalismo” estaria melhor.

“Se Mondlane fosse vivo manteria a sua integridade, da mesma forma que se Machel estivesse vivo, muitas coisas que se passaram nos últimos tempos não se teriam nunca passado”, rematou o antigo Ministro da Saúde.

Hélder Martins reconhece que embora sejam “comportamentos de pessoas” particulares, tal só acontece porque “há um clima que já não há esse respeito pela integridade”.

A palestra em que Hélder Martins falava foi organizada pelo Ministério da Cultura e Turismo no âmbito do ano Eduardo Mondlane, decretado pelo Governo para celebrar os 50 anos de morte do Arquiteto da Unidade Nacional.

 

Partido Renamo diz não constituir verdade que os seus guerrilheiros estejam a intimidar às populações nas províncias de Tete e Manica, concretamente nos Distritos de Moatize e Báruè respetivamente. A reação da Renamo surge na sequência das exigências feitas pelo Chefe de Estado ontem em Tete.

Foi em comício popular no posto administrativo de Zóbuè, na província de Tete, que a população revelou ao Presidente da República que há alegados homens da Renamo que estão a intimidar as comunidades.
Na ocasião, Filipe Nyusi disse ser inaceitável e exigiu da liderança da Renamo que parasse com a situação. Reagindo a estas preocupações, o porta-voz da perdiz, José Manteigas, disse haver um fórum próprio para se falar de questões militares.

Manteigas avançou inclusive que os guerrilheiros e combatentes da Renamo têm um comando e obedecem às ordens do seu presidente.
José Manteigas disse ainda que o seu partido tem agendado várias actividades internas, visando preparar-se para as eleições de Outubro próximo.
 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exigiu acções enérgicas por parte da liderança da Renamo, para acabar com a onda de intimidações protagonizadas por homens armados ligados a este partido, nos distritos de Moatize em Tete e Báruè, em Manica.

A exigência foi feita em comício popular no Posto administrativo de Zóbuè, na província de Tete.

No mesmo comício, Filipe Nyusi, falou também da instabilidade em Cabo Delgado e exortou às populações de todo o país, a não se deixarem manipular pelas manobras dos desconhecidos que estão por trás dos ataques.

 

 

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