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O País – A verdade como notícia

Governo quer aumentar produção de algodão e gerar 65 milhões de dólares em exportações

O Governo aprovou, esta terça-feira, a revisão do Regulamento do Algodão, numa medida que pretende travar a queda da produção nacional, recuperar empregos e aumentar as receitas provenientes das exportações. A nova regulamentação estabelece regras para o fomento, produção, comercialização, transporte, armazenamento, descaroçamento, exportação e importação de algodão, procurando tornar

O Executivo vai submeter à Assembleia da República uma lei sobre a Representação do Estado na Cidade de Maputo e outra que define o Regime Financeiro e Patrimonial dos Órgãos de Governação Descentralizada.

Os dois instrumentos surgem no âmbito da aprovação, pelo Parlamento, de cinco leis sobre a decentralização, as quais já foram promulgadas pelo Presidente da República.

Neste contexto, com entrada em vigor da governação descentralizada, depois das eleições gerais de 15 de Outubro, a cidade de Maputo ficaria sem secretário de Estado, facto despoletado pela Assembleia da República.

Para suprir o vazio, esta terça-feira, a porta-voz do Conselho de Ministros, Ana Comoana, disse que o órgão apreciou a proposta de lei de representação do Estado na capital do país.

“A lei estabelece o regime jurídico da organização e funcionamento da representação do Estado na Cidade de Maputo, bem como as competências das instituições de defesa e segurança, ordem pública, fiscalização de fronteiras, emissão de moeda e as relações diplomáticas, regendo-se também, por normas ou regras próprias as instituições de finanças públicas, registo civil e notariado, identificação civil e de migração,” explicou Ana Comoana.

Segundo a governante, o Governo também apreciou a lei que define o Regime Financeiro e Patrimonial dos Órgãos de Governação e Descentralização Provincial.
“A lei fixa o regime financeiro da elaboração, aprovação, execução, revisão, monitoria e avaliação do plano e orçamento do investimento público, tesouraria, empréstimos, receitas. Despesas e transferências, bem como as regras de distribuição dos limites por província, garantindo-se a unidade do Orçamento do Estado”, disse a porta-voz do Conselho de Ministros.

Na mesma sessão, o Executivo aprovou a resolução que reconduz Miguel Matabel, para o cargo de PCA dos Caminhos de Ferro de Moçambique, e a cessação de funções da PCA do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique. Para este cargo foi nomeado Américo Muchanga, até agora director-geral.

 

Foi lançado hoje um programa designado aulas abertas para os partidos políticos e demais interessados. O objectivo da iniciativa é passar ferramentas que contribuam para a participação eficaz em prol do desenvolvimento económico e social do país.

A poucos meses da realização das eleições gerais, a Sociedade Aberta, uma organização que se dedica na promoção de modelos de desenvolvimento local decidiu colocar a disposição dos partidos políticos informações que possam contribuir na elaboração dos seus manifestos eleitorais bem como no processo de governação.

O director executivo da organização mostra-se expectante e acredita que a informação disponibilizada poderá contribuir na construção de uma sociedade mais orientada.

A iniciativa acontece após a realização no passado mês de Maio de um ciclo de aulas que contou com vários oradores como Óscar Monteiro, Edson Macuácua, Severino Nguenha, Filipe Sitoe e Paulo Comoane.

 

Trinta e nove formações políticas inscreveram-se para concorrer nas eleições gerais de 15 de Outubro no país, indicam dados preliminares que tivemos acesso.

De acordo com dados apurados hoje, último dia do processo, junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE), são 36 partidos políticos e três coligações que formalizaram a sua intenção de participar o escrutínio.

Segundo Rodrigues Timba, vogal da CNE, até ao final do dia havia indicação de que mais um movimento cívico teria formalizado a sua inscrição, numa das províncias do país, que não revelou o nome, o que pode aumentar o número de inscritos.

Comparativamente as eleições gerais de 2014, as próximas registam um aumento de número de concorrentes. No escrutínio que deu o primeiro mandato ao actual governo, estavam inscritos 35 concorrentes, menos quatro que as eleições de 15 de Outubro próximo.

No último dia reservado as inscrições, apenas um partido, cuja designação não conseguimos apurar, compareceu para formalizar a sua inscrição. Encerrado o processo, segue-se agora a fase da aprovação das candidaturas pela CNE, órgão que vai dar o deferimento final e verificar a situação dos mandatários.de modo a avançar com a apresentação das candidaturas.

Dos partidos já inscritos, a Frelimo, Renamo e o MDM, as três maiores formações políticas nacionais, concorrem para todo o país. Os restantes concorrentes, ainda não se conhecem, publicamente, as zonas para onde vão concorrer.

Refira-se que, por se tratar de eleições gerais, os partidos que forem apurados para participar, deverão beneficiar de um pacote financeiro para apoiar a sua participação.

Num ano em que o défice orçamental é a característica do país, prevalecem as dúvidas sobre de onde virá o apoio. Enquanto isso, para a candidatura ao cargo de Presidente da República, as candidaturas só encerram no dia 15 de Julho.

 

 

O presidente do Movimento Democrático Moçambique (MDM), Daviz Simango, exortou, hoje, à liderança da Renamo e aos guerrilheiros, ora desavindos, a serem humildes e a se acarinharem, para evitarem um provável conflito armado.

Na semana finda, um grupo de homens armados do maior partido da oposição acusou, em Gorongosa, província de Sofala, o seu líder, Ossufo Momade, de ser imparcial na condução do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) com o Governo, relativamente no que tange à criação da lista dos militares a serem enquadrados nas Forças de Defesa e Segurança.

O mesmo grupo queixou-se ainda de exclusão de todos os combatentes da Renamo, assim como o comando e ameaçou não tolerar tal situação, assim como disse que iria tirar Ossufo Momade da liderança do partido até a primeira quinzena de Julho, caso na mude.

Face à situação, o edil da Beira, que é também membro do Conselho do Estado, reagiu nos seguintes termos: "sendo estes guerrilheiros membros da Renamo, é importante que a liderança do partido seja humilde, tendo em conta a complexidade deste assunto e a almejada paz, com vista a trazer a estabilidade política, económica e social”.

Para Daviz Simango, “o presidente Ossufo Momade deve aproximar aos militares e estes devem, também, ter humildade suficiente para aceitar um diálogo, para que possam ultrapassar este diferendo e tem de ser urgente".
Simango acrescentou que a “perdiz”, o Governo e os parceiros envolvidos no processo de desmilitarização do partido em apreço e pacificação do país devem accionar os mecanismos possíveis para que os guerrilheiros sejam incluídos na reintegração na sociedade.

O MDM é de opinião que tudo deve ser feito para que os guerrilheiros da Renano sejam contactados para que possam decidir o seu próprio futuro.

"Um dos grandes erros no processo de DDR é que as decisões vêm do topo, e quase sempre o topo, não se comunica eficientemente com a base e o sentimento de exclusão aparece. É duro para eles tendo em conta que estiveram vezes sem conta em combate. Sugerimos que não sejam perseguidos. Eles deram as suas vidas para a mudança da situação política no país. Foram eles que garantiram a instalação de uma democracia em Moçambique, embora amputada", disse o político, que pela terceira vez vai tentar chegar à Ponta Vermelha, nas eleições gerais de 15 de Outubro próximo.

 
 

Moradores do bairro Paquitequete, na cidade de Pemba, exigem ao presidente do Conselho Autárquico, que comece a cumprir as promessas feitas durante a campanha eleitoral. A exigência foi feita durante a primeira visita de Florete Motarua, ao bairro mais antigo da baia de Pemba.

Água, sistema de drenagem e lixo são alguns dos vários problemas que afectam a população do bairro Paquitequete, cuja solução foi prometida pelo presidente do Conselho Autárquico.

O edil de Pemba, reconheceu a ansiedade dos moradores, no entanto pediu paciência e garantiu o cumprimento de todas promessas feitas antes de ser eleito para o cargo que ocupa há cerca de 100 dias.

"Em relação a drenagem já temos técnicos no terreno para ver se retificamos os erros da obra realizada, e quanto aos outros problemas, vamos ter paciência, voltamos a garantir que vamos cumprir com tudo que prometemos."
 
Ainda durante a sua visita, Florete Motarua, procedeu ao lançamento dos transportes públicos de passageiros para Paquitequete, foram entregues também 60 carteiras para a escola primária local, onde muitos alunos aprendem sentadas no chão.
 

O MDM teme que o desentendimento entre os guerrilheiros da Renamo e a sua liderança possa comprometer as eleições gerais que se avizinham e apela à perdiz a encontrar uma melhor solução interna o quanto antes.

O posicionamento foi defendido este sábado pelo Chefe Nacional-Adjunto de Informação do Movimento Democrático de Moçambique, Augusto Pelembe.

No seu entender, o país não deve, de forma alguma, viver no meio de incertezas, colocando em causa a circulação de pessoas e bens.

Pelembe apela ainda à intervenção do Ministério Público no caso.

O Chefe Nacional-Adjunto do MDM revelou que o seu partido já elegeu internamente os três candidatos a governador provincial, sendo que a decisão final caberá à Comissão Política do partido que deverá ser tomada nos próximos 20 dias.

 

A Frelimo, através do seu porta-voz Caifadine Manasse, veio ao público nesta sexta-feira manifestar a sua preocupação em relação ao desentendimento existente entre alguns homens armados considerados desertores da Renamo e a liderança do partido.

“Os próprios guerrilheiros da Renamo disseram que eles querem ir aos centros para serem reintegrados, só não querem ir na liderança de Ossufo Momade. Nós como Frelimo continuaremos a apoiar a linha de orientação do nosso Presidente para continuar a ter energias. Temos que trabalhar para continuar a ter paz” esclareceu Manasse

A agitação no partido Renamo acontece numa altura em que faltam poucos meses para as eleições gerais, entretanto Caifadine Manasse entende que os acontecimentos não irão prejudicar o processo eleitoral.

Reagindo quanto ao entendimento segundo o qual o Presidente da república tem usado meios de Estado para fins partidários, Manasse esclarece.

“Filipe Nyusi é o Presidente da República, ele deve sair da presidência até ao Conselho Constitucional a pé?, Presidente é um órgão de soberania e representa o Estado. Todas acções que o PR fará pode ser pensada que é acção do partido ou do Governo, mas nós a Frelimo somos pela separação de poderes”, afirmou Caifadine.

Esta quinta-feira, a Renamo disse que os guerrilheiros que ameaçam Ossufo Momade são desertores e que não cabe ao partido retirar-lhes as armas que portam.

O presidente da Frelimo manteve um encontro na tarde de hoje com membros do partido da Cidade de Maputo, onde pediu mais união e maior trabalho nas bases rumo as eleições de 15 de Outubro.
Militantes da Frelimo afluíram ao pavilhão do Desportivo para um encontro com o presidente do partido, Filipe Nyusi, com eleições como pano de fundo.

O encontro juntou membros da comissão política da Frelimo na Cidade de Maputo e outros militantes a partir das células do partido.

 "Nós não estamos autorizados a não pensar no futuro, a não ter visão. Por isso temos que continuar com a nossa visão para podermos libertar dessa dificuldade, da miséria e da fome. A responsabilidade que tem a Frelimo é de construir, os outros acham que podem mas se não conseguem gerir um partido, você vai gerir um país inteiro? Como?", disse Nyusi.

Filipe Nyusi diz que o trabalho dentro do seu partido deve começar já para que após a votação do dia 15, não haja dúvidas.

"Os focos são as eleições mais nada. Estamos concentrados e dissemos aqui vamos sair da sala e vamos trabalhar um pouco por todo lado… para quem tem televisão em casa, viram aquela marcha em Gorongosa, ontem? Todos vermelhos e bonitos. Haverá duvida quando Gorongosa limparmos?", questionou o Chefe do Estado.

Lembre-se que Filipe Nyusi já foi anunciado e já submeteu a sua candidatura para concorrer às eleições presidenciais como candidato da Frelimo.

 

 

O Presidente da República apelou à Renamo a não mudar de ideia sobre o desfecho do pacote de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração. O pedido foi feito hoje durante um comício que o Chefe do Estado orientou no bairro do Bagamoio, em Maputo.

Nyusi preferiu focar-se numa preocupação nacional, apelando à Renamo a não desistir do alcance da paz efectiva,

"Esperamos que não mudem de ideia porque o povo moçambicano não tem outra alternativa se não se não a paz para poder produzir. Nos queremos continuar a ser um país tranquilo, harmonioso onde todos convivemos e todos trabalhamos para povo. E os irmãos da Renamo que estão lá no mato, das poucas vezes que fui e tive interacção… que o Dhlakama me deixou falar com eles ficou claro, que estão na expectativa para voltar a fazer a vida normal", disse Filipe Nyusi.

O Presidente terminou garantido que não irá descansar enquanto o processo de pacificação não foi concluindo.

Ainda hoje, o Presidente da República inaugurou a Escola Secundária da Munhuana. Degradada, quase sem tecto e com sistema de saneamento deficiente. É como se encontrava a Escola Primária da Munhuana antes de Setembro de 2017. Reconstruída de raiz, ganhou o estatuto de secundária geral e um novo aspecto.

Hoje, a escola conta com 18 salas de aula, biblioteca, laboratórios e sala de informática para beneficiar cerca de 1800 alunos. A escola custou 97 milhões financiados pelo Fundo de Apoio ao Sector da Educação.

Na ocasião, Filipe Nyusi garantiu soluções para os problemas do abastecimento de água, energia. O desenvolvimento foi o principal pedido feito pela população. O povo quer água, energia e segurança pública e o Presidente chamou os responsáveis de cada sector para responder as preocupações.

 

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