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O País – A verdade como notícia

Governo quer aumentar produção de algodão e gerar 65 milhões de dólares em exportações

O Governo aprovou, esta terça-feira, a revisão do Regulamento do Algodão, numa medida que pretende travar a queda da produção nacional, recuperar empregos e aumentar as receitas provenientes das exportações. A nova regulamentação estabelece regras para o fomento, produção, comercialização, transporte, armazenamento, descaroçamento, exportação e importação de algodão, procurando tornar

O Presidente da República iniciou hoje uma visita de três dias ao Egipto a convite do seu homólogo Abdel Fatah El Sisi. A agricultura, turismo, saúde são as áreas que o Governo moçambicano quer cooperar com os egípcios.

Filipe Nyusi chegou a Cairo ao fim do dia desta sexta-feira. Leva uma delegação composta por quatro ministros, exactamente das áreas que quer ter maior cooperação com o país do norte de África.

À sua chegada reuniu-se com a sua delegação e empresários e vai participar como convidado especial na cerimónia de abertura do CAN 2019.

Moçambique e Egipto cooperam desde os tempos da luta de libertação nacional, mas hoje o foco é a economia.

Moçambique quer igualmente atrair investimento egípcio para dinamizar a economia, dai que terá lugar um fórum de negócios já este Sábado.
 

No encontro que o Chefe do Estado manteve com os empresários disse que um dos grandes objectivos de Moçambique é conseguir através do Egipto estabelecer relações económicas fortes com os países do norte de África.

O Presidente da República reuniu-se com os empresários para concertar posições e ver que assuntos podem ser levados à consideração do Governo Egípcio para o benefício dos negócios entre os dois países, mas tendo sempre em vista todo o norte de África.

Para já há uma empresa egípcia interessada em investir no sector de gás natural em Moçambique.

Mas há também outros interesses, principalmente para exportação de produtos moçambicanos para Egipto e todo o medio oriente. Estes e outros assuntos merecerão destaque no encontro de negócios a realizar-se este Sábado no Cairo.

 

Zimbabwe mostra interesse na energia de Cahora Bassa para suprir o défice existente no seu país. O interesse foi manifestado durante uma audiência com Presidente da República, Filipe Nyusi, que na ocasião recebeu outros dirigentes africanos e a sub-secretária dos EUA.

O Zimbabwe está a enfrentar uma seca severa, que está a afectar a segurança alimentar e a produção de energia. Recebido em audiência pelo presidente da República, o presidente zimbabweano, Emmerson Mnangagwa, pretende ter acesso a energia de Cahora Bassa.

“Reduzimos a nossa produção de energia em 50 por cento, uma situação que afecta também a Zâmbia. A barragem de Cahora Bassa, mostra que está nos níveis de 45 por cento pelo que não foi afectada. Sentimos que temos que olhar para Cahora Bassa como fonte de acesso a energia para Zimbabwe.

Na mesma ocasião, o chefe de Estado recebeu, o Presidente da multinacional americana General Eléctrica África que mais do que mostrar interesse no gás pretende investir na área da saúde.

Vamos investir na área da saúde, é uma das nossas áreas chaves. Temos conhecimento do projecto lançado pelo presidente da República, “um distrito um hospital”e como tal gostaríamos de partilhar a nossa experiência em África. Para fortificar o sistema de saúde em Moçambique, trabalhando particularmente na área dos cuidados de saúde Primária.

A Margem da Cimeira Estados Unidos e África, Filipe Nyusi recebeu ainda na tarde desta quarta- feira, em audiências separadas a Sub-secretaria do Estados Unidos da América, karen kelley , o presidentes de Namíbia ,Hage Geingob, o primeiro Ministro de Lesotho, Tom Thabane, o vice-Presidente do Malawi Everton Chimulirenji.
 

A Comissão Nacional de Eleições (CNE), marcou nesta quinta-feira, para 2 de Julho a 1 de Agosto o prazo de apresentação de candidaturas a deputado da Assembleia da República, Membro da Assembleia provincial e governador de província. Com objectivo de viabilizar o calendário eleitoral, visto que este está apertado devido ao adiamento do início do recenseamento eleitoral terminado no passado mês de Maio.

“A apresentação de candidaturas dos deputados da Assembleia da República deverá ser feita na cidade de Maputo. Em relação a apresentação de candidaturas a membro da Assembleia provincial e governador de província, este processo poderá ocorrer ao nível das províncias”, disse Cuinica

Cuinica, porta-voz do CNE, falou ainda da aceitação de pedidos de inscrição para a participação de 36 partidos políticos, 3 coligações de partidos políticos e 1 grupo de cidadãos eleitores. Sobre a disponibilização de fundos para os partidos, o porta-voz da CNE disse que o assunto ainda está a ser tratado e não há quantias estimadas até o momento.

Em Abril, a Assembleia da República reduziu de 120 para 75 dias o prazo para apresentação de candidaturas a Presidente da República, das eleições gerais de 15 de Outubro e a distribuição de mandatos dos parlamentares pelos círculos eleitorais e pela Comissão Nacional de Eleições passa de 180 para 105 dias.

O presidente da Renamo Ossufo Momade esteve reunido nesta terça-feira, na Serra da Gorongosa, com os presidentes dos oito municípios ganhos por este partido em Outubro do ano passado, com objectivo de orientá-los a pautarem por uma governação transparente, participativa, criteriosa e exemplar.

O facto foi tornado público na tarde desta quarta-feira na cidade da Beira, pelo porta-voz deste partido, José Manteigas.

“Porque a nossa filosofia, as nossas políticas sectoriais, ditam que na governação da Renamo a corrupção, o nepotismo, o clientelismo e todos os elementos, todos os motivos que causam uma desgovernação na autarquia tem tolerância zero”, disse José Manteigas , porta-voz da Renamo.

Nesta reunião a Renamo pretendia também convencer os seus autarcas que as prioridades nas autarquias devem ser para o bem-estar dos munícipes. 

Manteigas referiu que o partido “tem que fazer de tudo para aproximar os serviços básicos aos munícipes”. 

Na ocasião José Manteigas anunciou que iniciaram em todo o país as conferências distritais da Renamo “com objectivo único de eleger os pré-candidatos a deputado da assembleia da república e a membros das assembleias provinciais. Os próximos momentos serão realizadas as conferencias provinciais onde serão eleitos os candidatos para as funções já mencionadas”, afirmou Manteigas. 

 

 

O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendeu, hoje, em Maputo, a mobilidade dentro dos países membros da organização como prioritária.

Francisco Ribeiro Telles foi recebido em audiência, durante mais de uma hora, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

A mobilidade que se pretende enquadra-se no âmbito da visão estratégica 2016-2026, com vista à construção de uma cidadania da CPLP.

“Passamos em revista vários assuntos sobre a CPLP. A situação da Guiné-Bissau também foi analisada, mas a circulação livre de pessoas e bens nos países-membros da comunidade virou uma questão de prioridade para os próximos dois anos de mandato”, disse o secretário-executivo da CPLP.

Ribeiro Telles manifestou, igualmente, solidariedade para com as vítimas dos desastres naturais que arrasaram o centro e norte do país, entre Março e Abril deste ano.

Refira-se que a audiência ao secretário-executivo da CPLP foi antecedida de um encontro entre o estadista moçambicano e o Primeiro-Ministro do Uganda, Ruhakama Ruganda.

A reunião entre Filipe Nyusi e Ruhakama Ruganda serviu para passar em revista as relações históricas entre os dois países.

 

Ana Ritha Sithole, defende que deve se incentivar a advocacia para garantir uma participação mais activa da mulher na vida política do país. A deputada e membro da Comissão Política da Frelimo falava hoje durante o lançamento da academia política da mulher na cidade de Maputo, na qualidade de representante da presidente da Assembleia da República

A iniciativa pretende fortalecer a capacidade das mulheres para que estas possam se envolver nos processos políticos. No seu discurso a deputada reconheceu a fraca representatividade das mulheres na vida política tendo em seguida sugerido a necessidade de fortalecer a advocacia.

Por sua vez, a encarregada de negócios da embaixada da suécia, Amanda Hogberg, defende que o mundo seria um lugar melhor se homens e mulheres desfrutassem dos mesmos direitos e tivessem a mesma representatividade e recursos.

As duas dirigentes foram unânimes em afirmar que a participação política das mulheres seja baseada na igualdade de mérito e as mulheres devem representar as comunidades a que pertencem por meio de eleição, nomeação e mérito.

Joaquim Chissano diz que a paz em Moçambique está longe de ser consolidada apesar dos avanços alcançados. A fraca participação e inclusão dos moçambicanos pode comprometer a sua construção. Chissano falava hoje em Maputo, durante o diálogo de alto nível sobre democracia e desenvolvimento económico no país.

Falando para uma plateia composta por figuras de vários extratos sociais desde nacionais e estrangeiros, o antigo presidente da república Joaquim Chissano, na qualidade de orador principal de um debate sobre governação democrática e desenvolvimento económico sustentável em Moçambique lembrou os desafios enfrentados para o alcance da paz no país, tendo em seguida referido que a paz, a democracia e desenvolvimento são elementos que não podem ser dissociados.

Chissano defendeu ainda que as políticas públicas são fundamentais para um melhor relacionamento entre o povo. Aliás, no seu entender, a paz vai além do calar das armas.

O evento tinha como principal objectivo promover discussões construtivas que permitam forjar perspetivas, a longo prazo para melhorar o desenvolvimento nacional.

O Movimento Democrático de Moçambique exortou as autoridades moçambicanas e sul africanas, para esclarecerem  com celeridade o caso de assassinato de dois moçambicanos na fronteira com a África do Sul, que considera um atentado à soberania nacional.

"Gostaríamos de solicitar às autoridades moçambicanas e sul-africanas a celeridade no esclarecimento deste acto macabro. Já são muitos casos de assassinato e sevícias e tratamentos desumanos contra moçambicanos, que acontecem nas fronteiras com a vizinha África de Sul e mesmo dentro do território daquele país. Pensamos que chegou a hora de haver justiça e responsabilização". -Explicou Sande Carmona, porta-voz do MDM, que falava numa conferência de imprensa, convocada com o propósito de se pronunciar sobre os aludidos assassinatos.

Carmona acrescentou que a falta de esclarecimento dos casos anteriores de assassinatos de moçambicanos, protagonizado por sul-africanos, deixa transparecer uma lentidão e ineficiência dos órgãos de justiça  nacional.

"Esta situação deixa a nossa integridade, como país, vulnerável a ponto de milicianos de guarda-fronteira sul-africana entrarem no nosso território e assassinarem os  nossos oficiais. Não podemos admitir que as nossas autoridades voltem a minimizar este caso. O mesmo deve ser tratado com toda a sensibilidade para que o nosso país continue a ser tratado como um Estado".
 

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