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O País – A verdade como notícia

Governo quer aumentar produção de algodão e gerar 65 milhões de dólares em exportações

O Governo aprovou, esta terça-feira, a revisão do Regulamento do Algodão, numa medida que pretende travar a queda da produção nacional, recuperar empregos e aumentar as receitas provenientes das exportações. A nova regulamentação estabelece regras para o fomento, produção, comercialização, transporte, armazenamento, descaroçamento, exportação e importação de algodão, procurando tornar

Numa teleconferência a partir da Serra da Gorongosa, o presidente da Renamo, Ossufo Momade afirmou que os 44 anos da Independência Nacional, que se assinalam amanhã, estão a ser marcados por eventos que não ajudam os moçambicanos. 

Na ocasião,  Momade disse que “o país continua a ser imposto uma governação precária caracterizada pela corrupção, partidarização do Estado, agravamento do custo de vida, baixa qualidade do ensino, assistência médica e medicamentosa desumana, falta de infra-estruturas. No lugar da deliberação da guerra, continuamos a ser referência no mundo pelas piores causas como a corrupção e má governação". 

O presidente da Renamo disse que estes e outros males continuam a minar o bem-estar da população moçambicana. No capítulo da estabilidade, Momade reiterou o compromisso de buscar a paz e reconciliação nacional.

Ossufo Momade lançou duras críticas contra aqueles que fazem de tudo para desacreditar a sua liderança na Renamo.

 

A Comissão Nacional de Eleições anunciou hoje os resultados finais do recenseamento eleitoral. São 12.9 milhões de eleitores que serão chamados às urnas no próximo dia 15 de Outubro para eleger o novo Presidente, os deputados da Assembleia da República e os governadores provinciais. Um milhão e oitocentos mil não recensearam.
 
Tal como já era previsto, o recenseamento eleitoral não alcançou a meta prevista. Devido a problemas técnicos, dificuldades de acesso a algumas zonas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth, mais de um milhão de oito mil eleitores (1 220 400) não foram inscritos. 12 945 921 eleitores é que serão chamados a eleger o novo Presidente da República, deputados da Assembleia da República e os governadores provinciais.

Em Conferência de Imprensa esta segunda-feira, a Comissão Nacional de Eleições negou informações segundo as quais os dados são viciados e estão acima dos números reais.
 

O Presidente da República dirige, amanhã, as cerimónias centrais da passagem de 44 anos da Independência de Moçambique, na Praça do Heróis, na cidade de Maputo. A STV vai transmitir o evento em directo.

A Praça dos Heróis Moçambicanos está quase composta para acolher as cerimónias centrais do dia da Independência de Moçambique, um evento a ser dirigido pelo Presidente da República. No local, foi possível constatar que o pessoal da organização trabalhava a todo gás, de modo a deixar o espaço intocável.

Com vista a transmissão em directo do evento, a equipa técnica da STV já se encontrava a montar o equipamento necessário para a realização do evento.

Entre Governantes, corpo diplomático acreditado em Moçambique, personalidades distintas e público, em geral, espera-se que milhares de pessoas acoram ao evento, desta terça-feira, na celebração dos 44 anos da independência de Moçambique.

 

Passar pelo Egipto e não ir ver as pirâmides, é mesmo como diz a gíria popular ir a Roma e não ver o Papa.

E para não passar por essa situação, apesar da agenda apertada Filipe Nyusi fez questão de ver as pirâmides nos arredores de Cairo. Recebeu explicação dos guias que quase todos os dias explicam a milhares de turistas que viajam de tão longe para conhecer de perto o que ouviram ou leram nos livros da história na escola.

E porque o presidente não é imune à curiosidade, lá foi escalar a Pirâmide. Não é faraó mas pelo menos ficou a conhecer onde os faraós e suas consortes eram sepultados em caso de morte.

Já ao cair do dia foi visitar o Centro Nacional de Pesquisa sobre Água que essencialmente controla e gere a bacia do rio Nilo, principal fonte de água doce do Egipto. Aliás o próprio país é conhecido como milagre do rio Nilo.

As autoridades que gerem os rios nacionais deverão brevemente trocar experiências com esta instituição egípcia.

 
 

Durante a conferência de imprensa que marcou o fim da visita de Filipe Nyusi ao Egipto, os jornalistas questionaram ao Presidente sobre os possíveis impactos que a crise na Renamo poderá ter no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR).

O Chefe do Estado diz que até ao momento não está a afectar o processo e que na quinta-feira tinha falado com o Presidente daquele partido, Ossufo Momade e que não sentiu que havia qualquer situação que estivesse a imperar o processo. Aliás, Nyusi revelou que ainda na sexta-feira as diferentes equipas de implementação do DDR estiveram reunidas, reunião essa que vai continuar esta Segunda-feira.

Nyusi diz que recebeu de Ossufo Momade a garantia de que a crise estava a ser resolvida internamente dai que ele diz não ter qualquer papel porque é uma situação iminentemente de fórum partidário. Aliás revelou que esta não é a primeira vez que se enfrenta uma crise desde que iniciaram as negociações no modelo actual, outras várias crises já aconteceram não só na Renamo.

Lembrou que mesmo após a morte de Afonso Dhlakama ficou-se numa situação de incerteza mas as coisas depois voltaram para os caris. Para Nyusi, o importante é que se encontre uma forma de resolver a questão sem colocar em causa o bem maior que é o interesse dos moçambicanos pela paz.

Por outro lado, Filipe Nyusi falou da necessidade de os moçambicanos manterem-se vigilantes para que o desenvolvimento dos projectos de exploração de gás natural não causem mais desentendimentos.

Alertou que projectos dessa natureza fazem surgir pessoas que pensam que podem tirar maiores benefícios individualmente, mas ressalta que os interesses colectivos deverão se sobrepor aos individuais.

O Presidente de Moçambique prometeu trabalhar no sentido de que os ganhos provenientes da indústria do gás sejam partilhados por todos moçambicanos. E por isso, o Governo está a pressionar as multinacionais a intensificarem a formação de jovens nacionais para não passarem ao lado das oportunidades de emprego que este negócio vai gerar e assim suscitar frustrações e desentendimentos. É nessa perspectiva que as empresas aumentaram de 5 mil para 7 mil o número de moçambicanos que poderão ter emprego naqueles projectos.
 

 

Em Cairo, Filipe Nyusi dirigiu o Fórum de Negócios Moçambique-Egipto que contou com a participação de 13 empresários moçambicanos e quase 50 egípcios. Moçambique apresentou as oportunidades de negócios que o país oferece e convidou aos empresários para investirem no nosso país.

O Presidente da Confederação das Associações Económica, Agostinho Vuma, disse que há interesse dos Homens de negócios moçambicanos firmar joint-venture com a sua contraparte egípcia que tenha experiência em prestação de serviços na indústria do gás e petróleo para explorar da melhor maneira possível as oportunidades que vão ser geradas com a Decisão Final de Investimento anunciada pela Anadarko na semana passada.

O Presidente da República por seu lado manifestou total abertura do Governo moçambicano em criar facilidades para que os investimentos egípcios possam fluir com facilidade em Moçambique e que se for necessário haver remoção de qualquer tipo de barreiras, o Executivo exija envolvimento do governo egípcio. No entanto, Nyusi alertou que é preciso que os empresários conheçam as oportunidades que existem em Moçambique para melhor saber o que fazer e como fazer.

Falou ainda das oportunidades que existem nas áreas de Agricultura, Energia, Turismo e Infra-Estruturas para além do sector de Hidrocarbonetos. E convidou-os a participar na FACIM deste ano em Maputo.

Os egípcios mostraram-se bastante interessados em expandir seus negócios para Moçambique. A Confederação das Câmaras de Comércio do Egípcio disse que actualmente as 10 maiores empresas daquele país estão a investir mais de 10 mil milhões de dólares em 21 países africanos o que mostra que podem levar a experiência acumulada para ajudar a crescer a economia moçambicana.

Outras áreas de cooperação

Agricultura e Segurança Alimentar

Moçambique e Egipto assinaram acordo neste sector que visa garantir a formação de técnicos moçambicanos no sector agrário mas também uma maior cooperação nas áreas de irrigação e saúde animal e vegetal. Moçambique quer explorar a capacidade que o Egipto tem na irrigação, investigação e extensão mas também quer encontrar espaço para a colocação de produtos agrários moçambicanos. O acordo assinado visava essencialmente formalizar uma relação que já existia mas de forma praticamente informal porque não era regulado por qualquer dispositivo.

Saúde

Para além do tratamento do cancro e transplantes o Egipto quer cooperar com Moçambique na área de formação de quadros o sector de saúde. O Egipto vai fazer a doação dentro de dias de 5 toneladas de medicamentos diversos para as vítimas dos ciclones Idai e Kenneth.

Cultura e Turismo   

Neste sector o Ministro da Cultura e Turismo reuniu-se com as duas ministras dessas áreas onde decidiram elaborar programas de cooperação que deverão incidir na área de alojamento, restauração e similares, mas também Moçambique quer vender pacotes turísticos para atrair turistas egípcios, por isso, este país foi convidado a integrar a Feita Internacional de Turismo de Maputo. Moçambique quer ainda explorar a experiência na restauração e preservação do património histórico e cultural, mas também a participação de artistas dos dois países em eventos culturais de ambos.

 

 

 

O Presidente da República terminou hoje uma visita oficial de três dias ao Egipto a convite do seu homólogo Abdel Fatah El-Sisi.

Os dois Chefes de Estado reuniram-se na manhã de Sábado por mais de uma hora e meia a sós e depois com as respectivas delegações. No final os dois Governos rubricaram três acordos de cooperação nas áreas de agricultura, consultas políticas e isenção de vistos para passaportes diplomáticos, de serviço e especiais.

Houve ainda conversações a nível ministerial nas áreas de Saúde, Cultura e Turismo. Na Saúde o acordo de cooperação deverá ser assinado posteriormente mas já decidiu-se por avançar no envio de doentes moçambicanos que precisam de realizar transplante de órgãos humanos, enquanto não for aprovada a lei sobre a matéria já depositada na Assembleia da República e em fase de auscultação pública. Moçambique deverá ainda enviar crianças que tenham determinados tipos de cancro para tratamento no Egipto, mas também de adultos, segundo assegurou a Ministra da Saúde, Nazira Abdula.

Após os encontros realizados no palácio presidencial do Egipto os dois Chefes de Estado falaram à imprensa tendo destacado a discussão sobre assuntos relacionados com a Defesa e Segurança. O Presidente da República diz ter explicado ao seu homólogo sobre a situação dos ataques em Cabo Delgado perpetrados por insurgentes até aqui sem rosto. E por seu lado, Abdel Fatah El-Sisi disse que o seu país está disponível para ajudar Moçambique a combater qualquer tipo de violência, até porque o Egipto tem larga experiência em prevenir e combater ataques terroristas protagonizados por movimentos extremistas, dai que quer trocar informações constantes com Moçambique nesse domínio, para se evitar o desenvolvimento de grupos radicais.

Filipe Nyusi disse já na conferência de imprensa de balanço da visita que os dois países têm já há vários anos acordo de cooperação no domínio de Defesa e Segurança através de formação de instrutores na Academia de Ciências Policiais e que agora o esforço é reactivar esse acordo e uma vez que tal acontece numa altura que o país enfrenta ataques de insurgentes em Cabo Delgado, deu-se tónica a esse assunto, mas que o objectivo é mesmo no âmbito geral das matérias relacionadas com a Defesa e Segurança e não apenas terrorismo em particular.

O Chefe de Estado moçambicano disse que há 10 anos que as relações diplomáticas e de cooperação com aquele país estavam praticamente hibernadas e o objectivo dos dois países é catapultá-las, por isso, no próximo ano vai se realizar a reunião da Comissão Mista que terá como objectivo avaliar o grau de implementação das decisões tomadas na “cimeira” de Cairo e explorar novas áreas de cooperação entre os dois Estados. Nyusi lembrou ainda que a última reunião do género tinha acontecido em 2010.

Para além do domínio político e diplomático, os dois países pretendem ainda relançar as relações económicas que estão muito abaixo do seu real potencial. Nos últimos anos o comércio entre Moçambique e Egipto foi de menos de cinco milhões de dólares quando pode se vender muito mais e até realizar-se investimentos significativos em ambos lados. Até porque o Egipto tem uma larga experiência na exploração do petróleo e gás natural, é uma grande potência no turismo e agricultura, serve de porta de entrada para os países da região através de uma extensa rede ferro-portuária e rodoviária, todas essas são características económicas similares a Moçambique dai que não há como os dois países não tirarem vantagens económicas nas suas relações.

 

 

 

 

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário,  vai participar, em representação ao Presidente da República, na “4ª Sessão Temática Especial das Nações Unidas sobre Água e Desastres”, que terá lugar em Nova Iorque, no dia 24 de Junho.

A sessão que tem como tema “Reconstrua melhor a partir do Ciclone Idai e Kenneth-Lições aprendidas e acções para reduzir o impacto das mudanças climáticas no futuro”, decorre numa altura em que Moçambique ainda se recente dos efeitos devastadores provocados pela passagem dos ciclones.

A sessão tem como um dos objectivos principais mobilizar esforços globais para que a questão dos eventos extremos relacionados com a água esteja no centro das medidas de adaptação às mudanças climáticas em prol do desenvolvimento sustentável, lê-se no comunicado.

À margem da 4ª Sessão terá lugar ainda a 13ª Reunião do Painel de Peritos e Líderes de Alto Nível sobre Água e Desastres, no dia 25 de Junho de 2019, na qual se irá debater, entre outros “Como o Painel de Peritos e Líderes de Alto Nível sobre Água e Desastres pode contribuir para a reconstrução dos países afectados pelo Ciclone Idai”.

Consta da agenda de Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, um encontro com membros da comunidade moçambicana nos Estados Unidos da América.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) exorta os partidos políticos a reunir requisitos necessários para concorrer nas eleições gerais de 15 de Outubro próximo no sentido de evitar exclusão.

O apelo foi feito hoje pelo presidente daquele órgão de supervisão do recenseamento e actos eleitorais, Abdul Carimo, num encontro com os representantes dos partidos concorrentes às eleições.

O frente a frente visava esclarecer algumas mudanças introduzidas na legislação eleitoral.

Refira-se que apresentação de candidaturas a deputado da Assembleia da República, membro da assembleia provincial e governador da província terá lugar de 2 Julho a 1 de Agosto de 2019.

 

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