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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

Hoje é o 43º e último dia da campanha eleitoral para as sextas eleições presidenciais e legislativas e terceiras para as assembleias províncias, que este ano vão eleger o governador da província.

 Nampula, o maior círculo eleitoral do país (elege 45 deputados), continua sendo o centro das atenções para os candidatos à Ponta Vermelha.

Esta tarde, Filipe Nyusi orientou um comício na cidade de Nampula, antes de “descer” para o sul do país, onde vai encerrar a sua campanha na cidade da Matola. Foi a terceira passagem do candidato da Frelimo pela Nampula, província que recenseou 2.361.973 eleitores.

Ossufo Momade está em Nampula desde a noite de terça-feira e hoje vai encerrar a campanha na capital provincial. O candidato da Renamo trabalhou em mais de 10 distritos de Nampula.

Daviz Simango vai encerrar a sua campanha na Beira, segunda cidade mais importante do país. A escolha não foi por acaso: o candidato presidencial do MDM governa o município da Beira há 15 anos.
Já o candidato do AMUSI, Mário Albino, também vai encerrar a sua campanha em Nampula. 

Além de quatro candidatos às presidenciais, concorrem às eleições de 15 de Outubro cerca de 25 partidos e coligações de partidos políticos que disputam 250 assentos da Assembleia da República e 794 nas 10 assembleias provinciais. 
Estão inscritos 13.161.063 eleitores, incluindo nos círculos de África e resto do mundo. 

 

O candidato presidencial da Frelimo encerrou esta tarde a sua campanha eleitoral, renovando as promessas que foi deixando ao longo dos 43 dias de “caça a voto”, ao longo do país.

O encerramento teve lugar na cidadela da Matola, no município do mesmo nome, local que juntou membros e simpatizantes da Frelimo, provenientes da província e cidade de Maputo.

Durante cerca de uma hora, Filipe Nyusi discursou perante a multidão a qual pediu voto, no sentido da sua candidatura e partido que representa, tenham uma vitória “esmagadora” e inquestionável na votação de terça-feira.

“O próximo ciclo de governação é ciclo de trabalho”, prometeu Nyusi, arrolando as promessas a serem implementadas, caso vença as eleições.

Filipe Nyusi resumiu as promessas falando da “expansão do acesso a água, habitação condigna às famílias, a industrialização do país, o resgate do espírito desportivo vencedor, a segurança do cidadão, o combate a corrupção” de entre outras prioridades e garantiu que é o partido certo para o país.

“Sentimos que a Frelimo e a nossa candidatura é a preferência dos moçambicanos. Somos a formação política melhor preparada para dar continuidade ao desenvolvimento do sustentável e inclusivo do país” garantiu o candidato da Frelimo.

Nyusi assegurou mesmo que, durante a campanha, o partido que dirige é que apresentou melhores propostas para desenvolver o país.

“A Frelimo foi o único partido que se apresentou organizado e com propostas concretas” frisou.

O encerramento da campanha marcado por momentos culturais, que contaram com actuação de vários músicos nacionais.

O cabeça-de-lista do MDM em Manica, Arone Mussualho encerrou a campanha eleitoral queixando-se de situações que no seu entender configuram intolerância política.

Mesmo assim, Mussualho pediu aos eleitores a afluírem às urnas para que a pretensão de Daviz Simango de governar o país se torne realidade.

O aspirante a governador de Manica pelo MDM, apontou as realizações que têm sido feitas ao nível da cidade da Beira pelo edil local Daviz Simango, que concorre às eleições presidenciais como exemplo do que será feito quando Simango entrar na Ponta Vermelha.

Alinhando pelo mesmo diapasão, a cabeça-de-lista da Frelimo naquela província, recorreu às realizações de Filipe Nyusi para pedir voto para a Frelimo no escrutínio de 15 de Outubro.

Francisca Domingos Tomás aproveitou o último dia de campanha eleitoral para agradecer a entrega dos membros e simpatizantes do seu partido no processo de caça ao voto.

Depois de uma marcha com os camaradas em Catandica, considerou que a vitória é certa, Francisca Domingos Tomás disse que a sua convicção é baseada na confiança do povo devido as realizações levadas a cabo no governo de Filipe Nyusi.
 

Membros e simpatizantes da Frelimo juntaram-se em Massinga, na chamada marcha rumo a Vitória.

Dirigindo-se aos presentes, o cabeça-de-lista daquele partido, Daniel Chapo, prometeu mais hospitais para Inhambane, até 2024.

“A nossa província tem bancos em todos distritos, agora estamos a concluir o hospital de Jangamo, Maxixe e um distrital na Massinga. Em 2014 teremos hospitais em todos distritos de Inhambane”, disse Chapo.
Daniel Chapo considera que o programa de governação da Frelimo é bom, de tal forma que outro limitam-se a copiar.

Quem também priorizou uma marcha foi a Renamo que desfilou por várias artérias de Massinga.

O porta-voz daquele partido, José Manteiga, disse ser a Renamo a única esperança de desenvolver o país.

“Estamos a pedir o voto porque queremos vos servir, queremos aliviar o vosso sofrimento. Não temos água aqui em Massinga, não temos energia e o gás que sai de inhambane vai directo para África do Sul”, afirmou Manteigas.

José Manteiga criticou o actual governo que segundo disse, nada faz pelo povo.

O Movimento Democrático de Moçambique fez o encerramento da sua campanha eleitoral na cidade de Inhambane.

Em Cabo Delgado, os três principais partidos que concorrem às eleições gerais, encerraram a campanha eleitoral com comícios, onde pediram aos eleitores para votarem no dia 15 de Outubro próximo.

Com excepção do cabeça-de-lista do MDM, os outros, da Frelimo e da Renamo, encerraram a campanha eleitoral fora da capital da província, Pemba.

A campanha eleitoral da Frelimo na cidade de Pemba, foi oficialmente encerrada pelo chefe da brigada central de assistência a província, Eduardo Mulémbwè, que orientou o comício no bairro alto Gingone, fazendo o último pedido de voto aos eleitores.

O MDM encerrou a sua campanha eleitoral no bairro Muxara, arredores da cidade de Pemba, onde o delegado político provincial e o cabeça-de-lista do partido, pediram aos eleitores para votarem pelo desenvolvimento da província.

A Renamo, encerrou a sua campanha eleitoral no histórico bairro de Paquites, onde o delegado político da cidade, Abudo Frage, acompanhado de membros e simpatizantes do partido, fizeram o último pedido de voto aos eleitores para garantir a vitória do partido.

Em Cabo Delgado, a campanha eleitoral para eleições de 15 de Outubro terminou num ambiente de festa e todos partidos estão convencidos que poderão governar a província no próximo mandato, que vai de 2020 a 2024.

A província da Zambézia já recebeu todo o material que será utilizado no dia da votação nas 3.219 mesas das assembleias de voto. Hoje, decorreu o processo de descarregamento dos quites.

A partir desta sexta-feira todos os quites contendo material de votação serão distribuídos em todos os 22 distritos da província da Zambézia.

Luís Cavalo, Director do STAE nesta província diz que estão criadas todas as condições técnicas e logísticas para este acto. Entretanto, quanto aos pronunciamentos dos partidos da oposição em persuadir os eleitores a permanecer nas assembleias de voto depois de exercer o direito cívico, o responsável teceu seguinte pronunciamento:

“A existência desse tipo de pronunciamento, penso que é uma ilegalidade porque a própria legislação eleitoral já prevê que assim que o cidadão eleitoral exerça seu direito de voto tem que se dirigir à casa e aguardar os resultados. Obrigando o cidadão a ficar nas assembleias de voto, é como se estivéssemos a incitar a violência”, disse Luís Cavalo.

As assembleia de voto abrem as 07 horas do dia 15 e encerram as 18 horas do mesmo dia.

 

Em Inhambane, já arrancou a distribuição do material de votação para as eleições do próximo dia 15 de Outubro. Trata-se do processo de recepção dos 1.117 lotes de votação.

Para o efeito, foi mobilizada toda mão-de-obra e todos os recursos disponíveis para garantir que um dia antes do dia da votação, todo material esteja nas assembleias de voto.

Os órgãos de administração eleitoral garantem que até segunda-feira, todas as assembleias de voto terão material completo.

Antes do arranque das actividades do penúltimo dia da campanha eleitoral os dois candidatos presidenciais da Frelimo e Renamo e signatários do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, Filipe Nyusi e Ossufo Momade, respectivamente, falaram ao telefone na manhã de hoje. A conversa foi em torno do ponto de situação de implementação do Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração dos Homens Armados da Renamo.

Filipe Nyusi diz ter recebido de Ossufo Momade a garantia de que o processo está a avançar sem sobressalto e que deverá ser concluído dentro dos prazos e termos acordados. Filipe Nyusi queixa-se de estar a haver alguma lentidão, mas está confiante no sucesso do processo e aproveitou os comícios que orientou em Maganja da Costa e em Mocuba para mais uma vez pedir aos guerrilheiros da Renamo para regressar ao convívio dos seus familiares e comunidades. Até porque Nyusi diz estar a ser pressionado pela Comunidade Internacional que já anunciou ter disponível dinheiro para financiar o processo.

Em relação à campanha eleitoral, Filipe Nyusi iniciou o dia em Maganja da Costa onde prometeu no próximo ciclo de governação se vencer as eleições, apostar na formação técnico-profissional dos jovens para saberem fazer e estarem à altura dos desafios do país. Mas prometeu ainda um hospital distrital e a asfaltagem das estradas que ligam Maganja da Costa a Quelimane.

Ao fim da manhã foi trabalhar em Mocuba, onde felicitou a equipa local Matchedje de Mocuba por ter ascendido ao Moçambola 2020. E aproveitou para pedir à população daquela cidade para ajudar aquela equipa para que se mantenha na prova mãe do futebol nacional e que não seja despromovido na época seguinte, tal como tem acontecido com outras equipas. O engajamento pede igualmente aos naturais de Mocuba que vive em Maputo e outros campos do país para apoiarem a equipa da segunda maior cidade da Zambézia. Também falou da aposta no ensino técnico profissional, na criação de empregos, financiamento à agricultura, melhoria do abastecimento de água e congratulou-se pelo facto da sua administração ter conseguido construir em Mocuba a maior central fotovoltaica de África que melhorou a disponibilidade de energia eléctrica para aquela região e vai permitir o alcance das metas do seu Governo de electrificar os Postos Administrativos e Localidades nos próximos cinco anos.

Depois partiu para a cidade de Nampula uma enorme moldura humana o aguardava. Com ele percorreu a pé mais de 10 km das ruas da capital do Norte, do aeroporto até à sede provincial da Frelimo. Pelo caminho falou aos jornalistas garantindo que a massiva presença de apoiantes dava-lhe confiança de um bom resultado nas eleições da próxima terça-feira e apelou aos eleitores indecisos para seguirem o exemplo daqueles que aderiram à marcha para irem votar nele e na Frelimo.

No final do dia orientou um encontro com centenas de mulheres e jovens no pavilhão dos desportos e falou detalhadamente sobre o seu manifesto, especificamente da necessidade de diversificar a economia nacional, apostando não só na agricultura, recursos minerais, mas também no turismo que Nampula explora pouco. Nyusi prometeu melhorar a situação dos jovens através da promoção de emprego e trabalho. Prometeu ainda dar prioridade às mulheres nos seus programas de governação e deu exemplo do projecto Sustenta que deverá ser alargado a todo o país.

Amanhã o candidato da Frelimo deverá encerrar a sua campanha eleitoral em duas províncias. Nomeadamente Nampula e Maputo onde espera orientar grandiosos comícios populares.

 

Daviz Simango foi a Gorongosa confortar os membros do seu partido que denunciam perseguição por elementos alegadamente das Forças de Defesa e Segurança. Já no distrito de Nnhamatanda, Simango falou do atendado que o cabeça-de-lista do MDM em Maputo sofreu e disse ser uma evidência de que o Estado foi capturado por criminosos.

Quem ouve falar do distrito de Gorongosa, na província de Sofala, facilmente associa a um território controlado pela oposição. Entretanto, não é o que Daviz Simango encontrou quando escalou aquela zona na manhã de hoje.

No encontro com membros e simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Simango ouviu queixas de perseguição e intimidação, supostamente perpetrados por agentes das Forças de Defesa e Segurança, para inviabilizar qualquer acção política dos partidos da oposição.

“Membros da Frelimo foram a minha casa na zona de Chitunga e perguntaram 'porquê continuo a hastear a bandeira do MDM na minha barraca' e prometeram meter-me no militar BTR (veículo). Disseram que queriam tirar a bandeira do MDM e colocar a da Frelimo”, contou um dos jovens delegados do “partido do galo” em Gorongosa.

Um assunto que pra Daviz Simango é um claro indicador de intolerância política em pleno momento de campanha eleitoral. “Estamos perante essa situação de captura do Estado. Um cidadão moçambicano não pode ser obrigado, intimidado porque tem uma posição política diferente de alguém. BTR não é para meter a população. Nenhum membro das Forças de Defesa e Segurança tem direito de capturar um cidadão porque ele está a fazer livremente o seu negócio. Essa gente não tem noção do que provoca”.

Já no período da tarde de hoje, o candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique esteve no distrito de Nhamatanda, ainda em Sofala, e foi recebido com euforia por membros e simpatizantes do seu partido que o aguardavam desde de manhã.

Mais uma vez, a violência eleitoral voltou a ser a tónica do seu discurso, no posto administrativo de Tica, com uma referencia concreta ao atentado que Augusto Pelembe sofreu na província de Maputo.

Perante estas situações, Simango pediu aos eleitores para darem cartão vermelho ao partido no poder sob pretexto de que a população não pode continuar a votar nas mortes e no sofrimento.

 

 

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