Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

O presidente da Renamo, Ossufo Momade, esteve, ontem, na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, onde apelou ao Conselho Constitucional (CC) a não validar os resultados das eleições de 15 de Outubro, supostamente por terem sido fraudulentos.

“Se querem salvar Moçambique, essas eleições devem ser nulas. Através do nosso recurso, o Conselho Constitucional deve respeitar a vontade do povo manifestada nas últimas eleições, sob o risco de criar conflitos para o futuro”, avisou Ossufo Momade, durante um comício realizado na capital de Cabo Delgado, nesta quarta-feira.

No seu discurso, o líder do maior partido da oposição prometeu não voltar a fazer a guerra, mas garantiu que vai  lutar para evitar que, desta vez, a Frelimo governe por via da fraude.

“Não queremos a guerra, em respeito pelo povo moçambicano. Mas também não temos medo da guerra. Não haverá mais guerra, mas não vamos deixar que um punhado de pessoas altere a vontade da população (…)”, sublinhou Ossufo Momade, que continua inconformado com a derrota nas últimas eleições gerais.

O presidente da Renamo reagiu também às acusações da Polícia da República de Moçambique, segundo as quais o seu partido é responsável pelos ataques armados no centro do país.

“Aquele grupo que está disparar não está ligado à Renamo. Nós  respeitamos aquilo que assinámos no dia 6 de Agosto. Temos  palavra. Estamos a respeitar no espírito e na letra. Eles é que estão a nos provocar porque querem empurrar-nos para a guerra, para eles continuarem a roubar. Mas desta vez vamos ficar juntos aqui”, tranquilizou Ossufo Momade.

Além de garantir que haverá paz no país, o presidente da Renamo voltou a acusar o Governo de estar a perseguir os seus membros, alegadamente pelo seu envolvimento nos ataques armados em Manica e Sofala.

“Eles já preparam armas para matar o povo em caso de manifestação, mas nós não vamos descansar enquanto não for resolvido o problema de injustiça praticada nas últimas eleições”, afirmou Momade
O primeiro discurso do presidente da Renamo terminou com acusações ao Presidente da República. “Nyusi também tem culpa nesta situação, porque ele é que dirige a Frelimo e tudo indica que ele é que quer guerra”, acusou Momade.

“Quando ele (Nyusi) está no estrangeiro diz sempre que quer paz, paz, paz, mas quando chega ao país faz tudo ao contrário”, declarou o presidente da Renamo.

Momade, aproveitou o comício em Pemba para pedir aos membros e simpatizantes do seu partido a não pagarem as dívidas ocultas. “O julgamento que está a acontecer nos Estado Unidos da América mostra que já não podemos confiar num partido acusado de receber cerca de 10 milhões de dólares [supostamente de suborno]. Isto mostra que este partido vive de roubos e agora roubou  votos”, concluiu Momade.

No fim do comício, Momade agradeceu aos membros e simpatizantes da Renamo por alegadamente terem escolhido o partido para governar o país.

O Conselho Constitucional chumbou o recurso da Renamo que pedia a nulidade dos resultados das eleições de 15 de Outubro. O órgão justifica que o partido não reuniu provas bastantes sobre a alegada fraude.

A Renamo recorreu ao Conselho Constitucional para pedir a nulidade dos resultados das eleições de 15 de Outubro, aprovados pela Comissão Nacional de Eleições, através da deliberação nº 117/CNE/2019 de 25 de Outubro.

Como principais argumentos, o partido aponta que em todo o território nacional houve irregularidades graves, tal é o caso de enchimento de urnas, supostamente feito pelos membros do Partido Frelimo, por falsos eleitores e pelos presidentes das mesas de votação.

Igualmente, o partido mencionou o caso do recenseamento eleitoral em Gaza como outro elemento que assombrou as eleições gerais, pelo facto de haver divergências entre os dados do STAE e o Instituto Nacional de Estatísticas.

Por todos estes e mais outros aspectos, a perdiz solicitou ao mais alto órgão em matérias de constituição no país, “a declaração de nulidade e de nenhum efeito a votação e o apuramento a todos os níveis das eleições presidenciais, legislativas e das assembleias provinciais de 15 de Outubro de 2019, com todas as consequências. Facto que não foi considerado pelo Conselho Constitucional que argumentou não haver componentes que provam as queixas. Consta do acórdão:

“(…) o recorrente não juntou a acta e edital que contivessem os dados objecto do presente recurso, não observando, deste modo, o nº 3 do artigo 192 da Lei nº 8/2013, de 27 de Fevereiro, que dispõe que a petição de recurso, que não está sujeita a qualquer formalidade, é acompanhada dos elementos de prova, testemunhas se as houver, cópia do edital e de outros elementos que façam fé em juízo (…)”, e por isso, a decisão:

“Pelo acima exposto, o Conselho Constitucional nega provimento ao pedido de declaração de nulidade da votação e do apuramento a todos os níveis das Eleições Presidenciais, Legislativas e das Assembleias Provinciais, de 15 de Outubro de 2019”, lê-se no acórdão nº 19/CC/2019, de 11 de Novembro.

Este acórdão surge numa altura em que o Presidente da Renamo prometeu retaliação caso o Conselho Constitucional valide as eleições de 15 de Outubro, que indicam para a Frelimo e Filipe Nyusi como os maiores vencedores.
 

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, endereçou uma mensagem de condolências ao seu homólogo da República do Mali, Ibrahim Abobocar Keita, pela morte de cerca de 50 soldados malianos, vítimas de actos terroristas perpetrados pelo grupo jihadista Estado Islâmico.
 
O chefe do Estado refere que “estas acções impelem-nos a juntarmo-nos numa missão conjunta e coordenada para erradicar não apenas as manifestações, mas também, as raízes e os mandantes morais e materiais destes crimes hediondos que tendem a alastrar-se em África e no mundo, gerando um clima de instabilidade, ingovernabilidade e insegurança”.

Nyusi diz que esses crimes atentam contra os sonhos de progresso e bem-estar.
 
Para terminar o PR endereçou em nome do povo e do Governo moçambicano condolências ao Governo do Mali e as famílias dos soldados.

Renamo acusa a Frelimo de ter reactivado os esquadrões da morte para silenciar opositores. O Partido exige a intervenção imediata das autoridades nesta situação que diz estar a colocar em causa o acordo de paz.

O porta-voz, José Manteigas, diz que há informações fidedignas segundo as quais foram enviados grandes efectivos de forças especiais para assassinar membros da perdiz, em Caia, Gorongosa e Marigué, na província de Sofala. O porta-voz diz que não são apenas nestes pontos do país. Igualmente, membros da Renamo estão a ser raptados, torturados e assassinados em vários distritos das zonas centro e norte.

O partido lamenta, sobretudo, por estes acontecimentos terem lugar numa altura em que o país teve eleições recentemente.

Pelo alegado clima de terror instalado, o partido apela a urgente intervenção das autoridades.

Entretanto, em reacção aos pronunciamentos de Manteigas, na manha desta terca-feira, o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse, considerou infundadas as acusações da Renamo e disse “são próprias de um perdedor”. O partido acredita que os supostos esquadrões da morte estão na própria Renamo.

 

 

O Conselho Constitucional (CC) negou o pedido de anulação relativa à Assembleia de Centralização Nacional e Apuramento Geral, requerido pelos mandatários da RENAMO, MDM, PJDM, AMUSI, PODEMOS, PANAMO, UDM e Nova Democracia, por alegada exclusão no processo

O grupo de oito partidos da oposição fundamentava na sua queixa que submeteu ao CC, que foram notificados para tomar parte da Assembleia de Centralização Nacional e Apuramento Geral, por via telefónica do dia 25 de Outubro, para o evento que teria lugar as 16 horas do dia 26.

No ofício que submeteram ao órgão, dentre outros aspectos, os partidos exigiam “que se tome a sessão plenária da Comissão Nacional de Eleições (CNE), realizada no dia 25 de Outubro de 2019, como nula e de nenhum efeito”, por alegadamente, “ter sido convocada e realizada à revelia dos dignos mandatários”.

Constava também como pedidos, “o adiamento da sessão da Assembleia de Centralização Nacional e do Apuramento Geral”, assim como “que se disponibilize aos mandatários dos partidos o conteúdo do apuramento geral que serve de substância para a deliberação dos resultados definitivos; bem como o adiamento da data da publicação dos resultados definitivos da centralização nacional e apuramento geral para permitir que as reclamações, protestos e contraprotestos sejam previamente apreciados pelo CC. Pedidos que o mais alto órgão de soberania em matérias de constituição no país, não achou procedentes.

“Em conclusão, fica prejudicado o pedido de anulação da Deliberação n.º 118/CNE/2019, de 26 de Outubro, com base na não notificação dos mandatários para a sessão de apuramento nacional, realizada no dia 26 de Outubro de 2019, pois a comparência destes sanou quaisquer irregularidades da notificação” consta do acórdão do CC, como argumento que rebate o facto de os partidos pedirem a anulação do evento da centralização nacional, pelos moldes em que os mandatários foram notificados.

O Constitucional aponta igualmente, nos argumentos contra os pedidos dos requerentes, incoerências nas abordagens da lei e falta de provas nas reclamações que fazem.

“Pelos fundamentos expostos, o CC nega provimento ao pedido da anulação da Deliberação n.º118/CNE/2019, de 26 de Outubro, atinente à decisão sobre a reclamação conjunta apresentada à CNE pelos mandatários dos Partidos RENAMO, MDM, PJDM, AMUSI, PODEMOS, PANAMO, UDM e Nova Democracia”, sublinha o CC, em decisão que consta do acórdão nº.17/CC/2019, de 9 de Novembro de 2019.

 

Ossufo Momade lança responsabilidades ao Estado e à Junta Militar, dirigida por Mariano Nhongo. Para o líder do maior partido da oposição, não é sua culpa quando o Governo “deixa que o jacaré cresça”, em alusão a Nhongo.

O líder da Renamo, Ossufo Momade, distanciou-se no último sábado dos ataques perpetrados em alguns pontos da região centro do país, desestabilizando a circulação de viaturas e bens ao longo da EN1.

Na sua primeira reacção à onda de desestabilização, que segundo a PRM é protagonizada por homens da Renamo, distanciou-se e lançou responsabilidades ao Estado e à chamada Junta Militar, dirigida por Mariano Nhongo. 

"Quando Nhongo levava Jornalistas, o Estado moçambicano via e ouvia os discursos trazidos pela comunicação social. Quero deixar claro que nada do que está a acontecer é da responsabilidade de Ossufo Momade" frisou Momade, falando à imprensa, depois de um comício popular que orientou na cidade de Quelimane. 

O líder da “Perdiz” salientou que o Estado tem todos os dispositivos para garantir a estabilidade e o bem-estar social dos moçambicanos, sobretudo quando se fala da paz e sugeriu que as autoridades estejam a fazer vista grossa ao problema.

"Quando fui vítima de ameaça de morte por Nhongo, em nenhum momento o Estado moçambicano reagiu. Aliás, muitas pessoas se riram do que Nhongo estava a fazer. Hoje se o Estado deixa que o Jacaré cresça, já não é da responsabilidade de Ossufo Momade. E hoje estamos a acompanhar o que está a acontecer" disse.

Momade lembrou que durante a fase eleitoral Nhongo veio várias vezes ao público dizer que não queria a realização do processo eleitoral em Moçambique, alegando que queria a sua inclusão nos boletins de voto como candidatos a Renamo.

"Ora todos estes sinais deviam ser levado com seriedade pelo Estado que tem os seus serviços para garantir a soberania do povo moçambicano” destacou.

Ossufo Momade diz que do seu lado não teria nenhum motivo para desencadear a onda de ataques, porque o povo moçambicano não merece viver sempre em guerra.

O líder do maior partido da oposição e reiterou o seu compromisso com os acordos de paz e negou estar a preparar manifestações na sequência dos resultados eleitorais.

"Em nenhum momento eu, Ossufo  Momade, declarei que haverá manifestação. Se isto estiver para acontecer, vai ocorrer se a própria população que depositou voto nas urnas para a Renamo e seu candidato decidir para que isso aconteça", concluiu.

 

Nhongo também distancia-se

Mariano Nhongo diz que os ataques armados têm a mão de Ossufo Momade

Entretanto, o líder da auto-proclamada Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo refuta as acusações do Presidente da Renamo, e garantiu, em contacto telefónico com a nossa reportagem, que os ataques têm a mão de Ossufo Momade.

“Eles me viram? Eu não ataquei nenhum carro. Quando me atacarem eu respondo. Eles sabem onde eu estou”, disse Nhongo, na sua primeira intervenção.

Questionado sobre quem seriam os responsáveis respondeu: “Aqui têm bases que ainda estão nas mãos de Ossufo. Não estão comer (os seus homens) e nem tem dinheiro. Eles podem fazer isso (atacar)” sentenciou.

 

 

O governo está a mobilizar mais de 40 milhões de dólares para fechar o orçamento de 70 milhões de dólares necessários para dinamizar a fábrica de têxteis de Marracuene, a antiga Riopele.

Fugindo um pouco ao modelo em as soluções económicas para África são da iniciativa das grandes potenciais mundiais, o Banco Africano de Desenvolvimento e parceiros voltam a juntar na mesma sala líderes africanos, investidores internacionais e instituições de crédito.

O objectivo do Fórum de Investimento de África que iniciou esta segunda-feira na África do Sul é discutir soluções de financiamento de projectos económicos no continente. E um dos projectos que o governo levou para Sandton é da Mozambique Cotton Manufacture que precisa de 40 milhões de dólares para completar a cadeia de valor do algodão. Ou seja, além da fiação, os donos da antiga Riopele querem produzir tecido em Marracuene.

Aos investidores e instituições de crédito, o primeiro-ministro não escondeu a situação de instabilidade militar que afecta algumas zonas no centro e norte do país.

O governo falou ainda da possibilidade de criação de uma zona franca industrial em Marracuene para garantir incentivos fiscais.

 

O líder da Renamo distancia-se dos ataques a viaturas ao longo da EN1 e responsabiliza o Estado moçambicano e a chamada Junta Militar da Renamo dirigida por Mariano Nhongo. Momade diz que quando foi vítima de ameaça de morte por Nhongo, em nenhum momento o Estado moçambicano reagiu.

As declarações de Ossufo Momade a Jornalistas aconteceram em Quelimane depois de desembarcar este sábado no aeródromo local.

Ossufo Momade está na Zambézia para agradecer os membros e simpatizantes da Renamo pelo trabalho desenvolvido a quando das eleições do dia 15. Orientou comício popular no campo de Chirangano.

 

 

O Fórum Nacional das Rádios Comunitárias (FORCOM) denuncia ameaça de jornalistas durante as eleições de 15 de Outubro passado. A organização lamenta o sucedido e diz que a observação eleitoral no país continua um desafio.

Diversas instituições que observaram as eleições de 15 de Outubro têm estado a apresentar os seus pareceres sobre o processo. Na última sexta-feira, foi a vez do FORCOM. A organização considera que de um modo geral o processo decorreu sem sobressaltos, mas lamenta algumas ameaças.

“Em algum momento o nosso trabalho foi mal interpretado, quer por partidos políticos, assim como os órgãos de gestão eleitoral”, deplorou Olívio Catela, vice-presidente do FORCOM.

“Não eramos considerados. Por exemplo, não tínhamos acesso como jornalistas. Mas fora disso, o maior problema para nós foram as ameaças”, declarou Catela.

Relatos do FORCOM que levam a plataforma Votar Moçambique a acreditar que as eleições não foram livres, justas e nem transparentes.

“Quando se trata de uma eleição livre, justa e transparente é quando decorre dentro do curso normal. Quando não há fraudes ou tentativas de fraude. Ora, não é o que vimos”, afirmou Naldo Chivite da Plataforma de observação eleitoral, Votar Moçambique. 

“Nos torna difícil afirmar que este processo foi realmente transparente”, concluiu.
Entretanto, apesar das lamúrias pela forma como decorreu o pleito de 15 de Outubro, Votar Moçambique não lança um olhar crítico generalizado.

“Há sítios em que constatamos que a cotação decorreu com normalidade. Louvamos a estes sítios”, endossou Chivite, o reconhecimento.

 

+ LIDAS

Siga nos