Skip to main content

O País – A verdade como notícia

MDM acusado de enfraquecer fóruns internos de debate

Um dos membros fundadores do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e actual chefe nacional-adjunto do Poder Local acusa a direcção do partido de reduzir significativamente a realização de reuniões dos órgãos internos, situação que, segundo defende, está a enfraquecer o debate e a dinâmica da organização. Falando esta sexta-feira, na

Com o processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reintegração (DDR) em curso, o Presidente da Renamo diz que em poucos dias boas notícias virão para os moçambicanos.

Ossufo Momade diz que está para breve a desmobilização, em Sofala, de mais duas das bases daquela formação política, sendo uma em Cheringoma e outra em Marínguè.

Em relação a base de Funhalouro, em Inhambane, Ossufo Momade diz que, para já, a prioridade é desmobilizar todas as bases que a Renamo tem em Sofala. Só depois seguirão outras províncias.

O político disse ainda que, em paralelo com o processo DDR, a Renamo trabalha para integrar Mariano Nhongo no processo: “o DDR sempre foi um processo inclusivo para todos os membros da Renamo. O que temos estado a fazer agora é trabalhar para chamar Mariano Nhongo à razão. Ele tem de perceber que matar pessoas não vai nos levar a lado nenhum”

Ossufo Momade trabalha na província de Inhambane com membros e simpatizantes da sua formação política, para, segundo disse, reforçar as bases na preparação dos próximos pleitos eleitorais.

 

O partido no poder iniciou ontem uma campanha de sensibilização sobre a importância da prevenção da COVID-19. A Frelimo argumenta que é preciso continuar a sensibilizar, porquanto sancionar não é o único caminho para consciencializar as pessoas.

O Bairro 25 de Junho, na cidade de Maputo, foi o ponto de partida dos encontros que a Frelimo quer manter com todos os residentes da capital do país.

Na reunião que manteve, em separado, com residentes deste bairro, membros da Associação dos Médicos Tradicionais e comités locais de saúde, o primeiro secretário desta formação política defende que “não são todas as pessoas que têm acesso à informação”, daí que é preciso continuar a sensibilizar.

“Precisamos de continuar a falar com a população e achamos que pouco a pouco as pessoas vão percebendo”, disse Rasaque Manhique, acrescentando que “acreditamos que em alguns casos é mesmo por desconhecimento, não é na sua essência por falta de responsabilidade”.

O político defende também que as pessoas devem tomar com seriedade o perigo que a COVID-19 representa, tendo em conta o número de infectados cada vez crescente e as mortes por causa desta doença.

“O apelo é no sentido de que as pessoas continuem a desenvolver as suas actividades não estando próximas. As pessoas não estão a perceber o que é isso de estabelecer o distanciamento. Distanciamento é, por outras palavras, não estarem próximas. Não ficarem perto-perto”, disse, visivelmente agastado com os que violam as medidas de prevenção estabelecidas pelas autoridades.

“O uso da máscara: nós não vamos inventar outras palavras. Temos que chamar as coisas pelos seus respectivos nomes. Devemos usar a máscara”.

O plano de sensibilização deverá abranger 64 bairros da cidade de Maputo. Além de encontros nos bairros, Manhique deverá também visitar mercados. Aliás, ontem, depois do bairro 25 de Junho, visitou o mercado grossista do Zimpeto, ainda na capital.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu, esta manhã, o seu homólogo do Malawi, Lazarus Chakwera, que efectuou visita trabalho de um dia ao nosso país. Filipe Nyusi escolheu a Vila de Songo, na província de Tete, para receber o visitante, não por acaso. É que ele considera ser o local a partir do qual Moçambique, através da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, fornece energia eléctrica aos países vizinhos, promovendo e desenvolvimento e a integração económica regional e local.

Também porque é a partir da Subestação de Matambo, em Tete, que deverá partir a linha de transporte de energia eléctrica a 400 volts, com cerca de 200 quilómetros até Malawi, cujas obras deverão arrancar em breve, o que vai permitir que aquele país vizinho possa ter acesso à energia de Cahora Bassa.

Filipe Nyusi recordou ainda que os dois países são ligados por dois corredores, ferro-portuário e rodoviário, de Nacala e da Beira, respectivamente. Para Nyusi, os dois representam enormes oportunidades para a efectivação de projectos conjuntos de desenvolvimento ao longo desses corredores.

E já está em negociação a possibilidade de estender a Linha de Sena até ao vizinho Malawi, uma vez que actualmente a mesma liga o Porto da Beira a Moatize, em Tete, o que passaria por se construir uma Linha Férrea que o Corredor de Nacala, que já passa pelo Malawi, ao de Sena.

Sobre este projecto, o presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, reiterou a necessidade de se concluir com urgência o memorando de entendimento para tornar a iniciativa possível, até porque é um dos pilares da sua governação tornar Malawi um país que facilmente se comunica com os seus vizinhos por via terrestre e facilitar a realização de negócios.

Chakwea agradeceu, por outro lado, ao Governo de Moçambique por ter permitido que continuasse a haver o trânsito de bens e mercadorias de e para aquele país através dos corredores económicos nacionais, apesar dos países da região terem decidido encerrar as fronteiras. O que para o governante malawiano mostra o forte interesse dos dois países de conjuntamente promoverem um desenvolvimento sustentável e reduzir a pobreza que assola a maioria dos seus cidadãos.

Nyusi e Chakwera decidiram reactivar a comissão mista de cooperação bilateral, que não reúne desde 2012. Os dois países cooperam entre si desde o ano de 1975, logo após a independência de Moçambique.

Esperança Bias, presidente da Assembleia da República, recebeu, nesta terça-feira, separadamente, as delegações da Visão Mundial e do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), que vieram expressar o desejo de continuar e alargar o escopo de cooperação com a “casa do povo”.

Foi durante a manhã que Bias conversou com Wagner Herrman, director nacional da Visão Mundial e Narjess Saidane, representante do PNUD.

O primeiro encontro foi com a Visão Mundial, que já tem vindo a apoiar certos programas da Assembleia da República como foi o caso da lei sobre o casamento prematuro, violência doméstica e direitos da criança.

O objectivo desta visita, segundo explicou Oriel Chemane, porta-voz da presidente da Assembleia era “reafirmar o seu comprometimento para com a Assembleia da República em continuar com esta parceria (…) no sentido de, durante este quinquénio manter este apoio e alargar, acima de tudo, este apoio às outras comissões”.

Segundo explicou Chemane, até então, a parceria com a Visão Mundial centrava-se na Comissão dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social, ou simplesmente, 3ª comissão de trabalho da Assembleia.

Contudo, foi manifestado o interesse de abranger a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, a Comissão de Agricultura, Economia e Ambiente, bem como a Comissão de Relações Internacionais, Cooperação e Comunicações, que são a 1ª, 5ª e 7ª comissão, respectivamente.

O director nacional da Visão Mundial explicou outros pontos que foram matéria da discussão com a presidente da “casa do povo”.

“Entre outras coisas, pudemos discutir sobre a nossa preocupação, também, partilhar (…) o facto de estarmos sensíveis aos desafios que temos tido no norte do país e no centro do país também”, disse ele.

Já a representante do PNUD descreve o encontro como uma “oportunidade de fazer um balanço da nossa cooperação passada e identificar as possibilidades para uma cooperação estratégica no futuro”.

Narjess Saidane esclareceu que nas próximas semanas, o PNUD terá oportunidade de identificar, com precisão, os objectivos de trabalho conjunto.

O Presidente do Movimento Democrático de Moçambique, Daviz Simango, considera oportuno o encontro, amanhã, entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o seu homologo de Malawi, Lazarus Chakwera.

Para Simango, apesar da relação entre Moçambique e Malawi se ter deteriorado nas últimas décadas, é importante lembrar que, no passado, Malawi acolheu refugiados moçambicanos durante a guerra contra o colonialismo.

“É sempre bom os vizinhos se entenderem. Se formos a olhar para a história de Moçambique, Malawi acolheu vários refugiados durante a luta de libertação nacional”, disse.

Por outro lado, Daviz não deixou também de lembrar o lado mau do Malawi, ao ser cúmplice na história negra de Moçambique, que se resumia em captura de moçambicanos para depois entrega-los ao regime monopartidário na altura vigente.

Apesar disso, para o líder da terceira maior força política do país, há necessidade, a partir do encontro entre os dois estadistas, de se reatar as relações no âmbito económico, político e social, até porque, para Daviz Simango, os dois países já partilham mesmas águas, antevendo que num futuro próximo haja partilha de energia e outros recursos.

Daviz Simango falava hoje, no Chimoio, à margem de um encontro que manteve com membros e simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique, partido de que é presidente.

Amanhã, Daviz Simango trabalha na província de Sofala, no quadro de um périplo que já o levou a escalar as restantes províncias do pais, visando afinar a sua máquina partidária com olhos postos nas eleições de 2023 e 2024.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebe o seu homólogo do Malawi, Lazarus McCarthy Chakwera, esta tercça-feira, na vila de Songo, província de Tete, para conversações oficiais, no âmbito da visita de trabalho que efectua ao país.

Segundo um comunicado da Presidência moçambicana, enviado ao “O País”, o encontro é uma “oportunidade para os dois estadistas reafirmarem, fortalecer e aprofundar os laços históricos de solidariedade, amizade e de cooperação política, económica, social e cultural entre Moçambique e Malawi, bem como avaliar o estágio da cooperação bilateral”.

“Os dois Chefes de Estado e Governo irão, igualmente, trocar pontos de vistas sobre como melhor articular, coordenar e manter diálogo em relação aos assuntos regionais, tendo em conta que Moçambique é presidente da SADC e o Malawi, vice-presidente”, lê-se na nota.

Esta é a primeira visita que o estadista malawiano efectua ao país desde a sua tomada de posse em Julho deste ano, e resulta dos entendimentos alcançados na interacção telefónica que os dois Chefes de Estado e Governo vêm mantendo desde o dia da tomada de posse do Presidente da República do Malawi.

Presidente Nyusi far-se-á acompanhar pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo; Indústria e Comércio, Carlos Mesquita; Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela; Transporte e Comunicações, Janfar Abdulai; quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

Passam três anos após o assassinato de Mahamudo Amurane, então edil de Nampula, morto a tiro a 4 de Outubro de 2017. São três anos de um crime ainda sem rosto e sem clareza das suas motivações.

A última aparição pública de Mahamudo Amurane foi justamente nas celebrações do 4 de Outubro. Um Dia da Paz que se transformou em luto e lágrimas para a família Amurane, para Nampula e para o país.

Naquele dia, parecia tudo normal. E sem qualquer desconfiança, o malogrado dispensou a sua segurança e dirigiu-se à sua residência privada, na cidade de Nampula, onde viria a ser morto a tiro. Calava-se, assim, uma das vozes emergentes e sonantes da arena política. Hoje, passam precisamente três anos após a sua morte.

O Ministério Público a nível da província de Nampula abriu um processo que durou um ano na instrução preparatória. Foram ouvidas mais de 70 pessoas nas províncias de Nampula, Niassa e Sofala. E o dedo da Procuradoria aponta para dois homens que estiveram com Amurane pouco antes do assassinato.

O processo foi submetido em finais de Janeiro de 2019 ao Tribunal Judicial da Província de Nampula.

Houve avanços nas investigações do Ministério Público, mas levaram à estagnação do processo, principalmente tendo em conta a morosidade processual que caracteriza o nosso sistema de justiça.

O Tribunal Judicial da província decidiu não levar a julgamento os dois arguidos com o argumento de o Ministério Público não ter apresentado provas suficientes para incriminar os indiciados.

Em contacto com o procurador provincial de Nampula, Cristóvão Mulieca, soubemos que o Ministério Público ficou insatisfeito com a decisão do tribunal, tendo por isso submetido um recurso e está a espera há mais de um ano.

“Decidimos recorrer à instância superior porque não concordamos com a decisão”, disse o procurador, para quem espera que haja uma decisão favorável da instância superior e que haja “uma punição exemplar”.

Amurane perdeu a vida quando faltava um ano e seis dias para o fim do seu mandato como edil de Nampula, onde já tinha anunciado a intenção de se recandidatar em 2018, porém, lembre-se, estava desavindo com o MDM, partido que o fez chegar à edilidade da chamada capital do norte.

No dia em que se celebra a paz e reconciliação nacional, elementos que nos últimos anos têm sido beliscados de forma contínua por fenómenos como o terrorismo em Cabo Delgado e os ataques armados no centro do país, Luísa Diogo, antiga primeira-ministra, apontou a falta de união entre os moçambicanos como o factor que dificulta a efectivação da paz em Moçambique.

“Tem havido mensagens destoantes por parte dos moçambicanos e isso não é bom. Em nenhuma parte do mundo um país foi atacado e as pessoas se dividiram”, disse Luísa Diogo, este domingo, a jornalistas depois de assistir à cerimónia de deposição de cora de flores na praça dos heróis moçambicanos, por ocasião da celebração do Dia da Paz [04 de Outubro 1992/2020].

Luísa Diogo salientou que “se nos dividimos sucumbimos como Nação”, e “todas as nações quando estão em dificuldades como os ataques unem-se”.

Ainda sobre a necessidade da paz efectiva no país, Roque Silva, secretário-geral da Frelimo, que também esteve presente nas cerimónias centrais do Dia da Paz, na praça dos heróis em Maputo, assegurou que o partido está empenhado na promoção de mensagens contra o terrorismo por exemplo.

Todavia, Roque Silva reconheceu que entre alguns membros do partido, e até entre quadros sonantes da formação política, tem havido mensagens divergentes quanto à abordagem sobre o terrorismo em alguns distritos do norte da província de Cabo Delgado.

“O princípio da liberdade de expressão existe dentro e fora do partido Frelimo. A Frelimo respeita a opinião das pessoas. Mas, o mais importante é que a Frelimo tem princípios”, disse Roque Silva, para quem a “opinião pessoal de qualquer quadro sonante do partido não deve ser confundida com aquilo que são princípios e linhas de orientação” desta formação política.

 

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, confirmou este domingo que o Governo moçambicano enviou, recentemente, uma carta a pedir ajuda à União Europeia para combater o terrorismo em Cabo Delgado.

A governante manifestou, entretanto, confiança de que a carta terá resposta positiva do bloco europeu.

Na carta, segundo Verónica Macamo, o Governo explica detalhadamente o que está a acontecer em Cabo Delgado e depois pede apoio para a logística das Forças de Defesa e Segurança que combatem os terroristas naquela província, mas também uma formação militar específica porque o modus operandis dos atacantes não é comum e as Forças de Defesa e Segurança estão pouco familiarizadas.

No mesmo documento, o Governo pede ainda à União Europeia financiamento a projectos de desenvolvimento no norte do país, com especial destaque para a província de Cabo Delgado, com o objectivo de contrariar a narrativa dos insurgentes, que usam a pobreza extrema que assola muitas comunidades para atrair jovens para integrarem as suas fileiras.

Assim, o Executivo entende que se deve apostar na melhoria das condições em que vivem as comunidades, nas suas várias dimensões, desde acesso à educação de qualidade, saúde, acesso à água, o aumento da produção e produtividade na agricultura e outros sectores de modo a melhorar a renda das famílias e anular o discurso dos terroristas.

Neste momento o Governo aguarda pela resposta da União Europeia. No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse, recentemente, que o Governo português vai interceder junto da União Europeia para que o pedido de Moçambique seja aprovado.

Além disso, a presidência rotativa de Portugal àquela organização europeia, a partir de Janeiro do próximo ano, vai se dedicar a apoiar Moçambique a ter ajuda necessária para combater o terrorismo em Cabo Delgado, de acordo com o governante.

+ LIDAS

Siga nos