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O País – A verdade como notícia

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo Foi com palavras simples e profundamente humanas que o Presidente da República, Daniel Chapo, explicou nesta sexta-feira(16.10.26), em Gorongosa, o que significa para uma família a chegada da água potável. Ao inaugurar o sistema de abastecimento de

Numa mensagem enviada ao seu homólogo chinês pela passagem do 94º aniversário da criação do Exército de Libertação Popular da China (PLA), Forças Armadas da China, que se assinala domingo (1 de Agosto), Jaime Neto enaltece o papel daquelas forças no apoio a Moçambique, em vários domínios desde a luta pela independência até aos dias que correm.

A China foi, desde os primórdios da Luta de Libertação Nacional, um parceiro de Moçambique. Mesmo depois do alcance da independência, aquele país continua a cooperar e a manter boas relações com Moçambique. Essa cooperação não se circunscreve apenas no domínio político, mas também militar. E porque o exército daquele país celebra, domingo, o seu 94º aniversário, Jaime Neto endereçou uma mensagem de felicitação.

“Gostaríamos de assinalar o facto de o Exército de Libertação Popular da China atribuir grande valor e importância às relações de amizade com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). Com efeito, China e Moçambique gozam de boas e duradouras relações de amizade e irmandade que datam desde o início da década de 1960, quando o povo moçambicano se organizava para desencadear a Luta Armada de Libertação Nacional”, inicia o documento que depois salienta o apoio do exército chinês no fortalecimento do contingente moçambicano no combate ao terrorismo.

“Satisfaz-nos constatar que, nos últimos anos, a relação militar entre a China e Moçambique tem continuado a desenvolver-se a um ritmo acelerado, resultando constantemente em ganhos nos domínios de formação militar, construção de infra-estruturas, saúde militar, entre outros, que têm contribuído para o aprimoramento da capacidade de intervenção das FADM, para fazer face aos desafios actuais de segurança, particularmente o terrorismo. Estes ganhos trouxeram uma maior dinâmica na parceria compreensiva de cooperação estratégica entre os dois países”, detalha.

O Ministério da Defesa de Moçambique destaca o papel daquelas forças no apoio aos esforços globais para a pacificação do mundo, através do envio das suas tropas.

“Apraz-nos reconhecer o papel dos Capacetes Azuis Chineses, nas diversas missões de paz. Congratulamos a República Popular da China pelo facto de, até à presente data, ser o segundo maior contribuinte do orçamento de manutenção de paz das Nações Unidas e o maior contribuinte de tropas entre os membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O facto de mais de 40.000 tropas chinesas terem sido desdobradas em 25 operações de manutenção de paz, nas quais 13 pacificadores chineses sacrificaram as suas vidas em prol da sagrada causa, revela o compromisso existente para com a causa da segurança mundial. Notamos, ainda, que os pacificadores chineses, durante as suas missões de paz, construíram e repararam acima de 13.000 km de estradas e destruíram 10.342 minas e engenhos explosivos não detonados, transportaram mais de 1.35 milhões de toneladas de mantimentos por uma distância acima de 13 milhões de quilómetros, trataram mais de 170.000 pacientes e levaram a cabo acima de 400 escoltas armadas e patrulhamento por um período de 30. 000 horas em zonas livres de armas”, enaltece.

Noutro desenvolvimento, Jaime Neto enalteceu o papel que as forças armadas chinesas têm desempenhado na resposta a desastres naturais como é o caso do ciclone Idai que devastou Moçambique.

“Relativamente ao apoio humanitário e alívio aos desastres, importa destacar o papel activo que o Exército Popular de Libertação da China tem desempenhado na mitigação dos impactos aos fenómenos naturais, como terramotos, tsunamis e epidemias severas, como aconteceu quando Moçambique foi afectado pelo ciclone IDAI em Março de 2019. Queremos, também, assinalar a participação do Exército de Libertação Popular da China nas Operações Contra a Pirataria no Golfo de Áden. Desde Dezembro de 2008, a Marinha de Guerra Chinesa desdobrou acima de 100 embarcações no Golfo de Áden e nas águas Internacionais próximas à Somália, contribuindo para a segurança da navegação marítima e protecção de cidadãos chineses e de diversas nacionalidades”, revela, tendo também destacado o papel daquele país nos esforços de combate à COVID-19.

“Actualmente, perante os desafios impostos pela COVID-19, reconhecemos o papel do Exército de Libertação Popular da China na doação de vários materiais de protecção, incluindo vacinas de prevenção da COVID-19, para mais de 70 países a nível mundial, incluindo Moçambique”, conclui.

Insurgentes terão sido mortos durante operações das tropas ruandesas e numa reacção do exército de Kigali a uma emboscada à sua base. Um soldado terá sido ferido, estando em recuperação.

Os resultados operativos chegaram hoje de Kigali, no Ruanda, através de uma conferência de imprensa concedida pelo exército daquele país. De sábado à quarta-feira, 14 terroristas terão sido mortos em operações levadas a cabo pelas forças ruandesas na localidade de Awasse, no distrito da Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado.

“Na área de Awassa, quatro pessoas foram mortas e um conjunto de equipamento foi capturado: uma RPG (granada lançada por foguete), uma metralhadora média, três metralhadoras e uma variedade de medicamentos. Duas pessoas foram mortas no mesmo dia, 24, que estavam numa motorizada, numa emboscada, entre Mbau e Awasse. Capturámos duas metralhadoras, uma pistola, oito revistas, um computador portátil, incluindo alguns documentos escritos em Swahili”, avançou Ronald Rwivanga, porta-voz do exército do Ruanda.

Dois dias depois, já na segunda-feira, dia 26 de Julho, os insurgentes terão registados mais baixas. “Cinco pessoas foram mortas, de novo, em Awasse, capturámos oito metralhadoras, granadas lançadas por foguete e uma pistola”, detalhou.

Já esta quarta-feira, dia 28, uma base das tropas do Ruanda foi atacada e, em reacção, mais três terroristas foram abatidos. “Uma pessoa foi morta durante um ataque à nossa base, sem casualidades do nosso lado. Capturámos duas granadas lançadas por foguete, uma metralhadora e, enquanto levávamos um dos nossos feridos ao hospital, caímos numa emboscada, mas tratámos de atirar para trás, tendo matado dois, nenhum dos nossos soldados foi ferido na emboscada”, acrescentou.

Durante o ataque à base, um soldado ruandês foi ferido, estando em recuperação numa unidade hospitalar.

A ministra da Defesa do Zimbabwe, Oppah Muchinguri Kashiri, anunciou hoje, em Harare, que o seu país irá enviar para Moçambique 304 homens para ajudar no combate ao terrorismo. Sem precisar datas do envio da referida tropa, a governante detalhou que os seus homens não estarão no combate, mas irão ajudar a treinar e a capacitar as tropas moçambicanas.

“Enquanto outros países têm de enviar tropas de combate, o Zimbabwe prometeu ajudar a treinar as Forças Armadas de Moçambique para melhorar a sua capacidade de combate ao terrorismo”, referiu Kashiri, numa conferência de imprensa numa base do exército.

Na ocasião, a ministra da defesa daquele país revelou que tudo faz parte de uma estratégia acordada pelos países que integram a força, tendo, depois, destacado que a tropa é composta por 303 instrutores e um oficial especializado que fará parte do quartel-general das forças da SADC que segundo escreve a Notimérica, um portal da Agência de Notícias Europa Press.

A África do Sul vai enviar 1 495 soldados a Moçambique, como parte de uma força regional que visa reprimir o terrorismo na região norte de Cabo Delgado, anunciou o parlamento sul-africano nesta quarta-feira.

Segundo escreve o portal News 24, o Presidente Cyril Ramaphosa autorizou o envio da força, através de uma carta datada de 23 de Julho, enviada à presidente do parlamento, Thandi Modise, e ao presidente do Conselho Nacional da Província, Amos Masondo.

A implantação das tropas sul-africanas em Moçambique vai vigorar de 15 de Julho a 15 de Outubro.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inicia, hoje uma visita de trabalho de três dias à província do Niassa.

Um comunicado da Presidência da República enviado a nossa redacção indica que naquela província, o Chefe do Estado irá inaugurar, no posto administrativo de Itepela, distrito de Ngaúma, a Linha de Energia Eléctrica de Itepela.

Na Sexta-feira, Nyusi desloca-se ao posto administrativo de Matchedje, distrito de Sanga, para a inauguração da Central Solar de Matchedje. No mesmo dia, o Presidente da República escala o posto administrativo de Macaloge, para a inauguração da Linha de Energia eléctrica de Macaloge.

Já no Sábado, Filipe Nyusi visita o distrito de Mecula, onde irá participar na celebração do Dia Internacional do Fiscal da Floresta e Fauna Bravia.

A comemoração da efeméride coincide com a adesão de Moçambique no “The Giant Club”, uma organização que visa intensificar a protecção de elefantes.

Na sua deslocação à província de Niassa, o Presidente far-se-á acompanhar pelos ministros dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai; da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado, lê-se na nota da Presidência da República.

Há cerca de dois anos, o país introduziu o modelo de governação descentralizada, passando as províncias a contar, além da já habitual figura de governador, com os secretários de Estado.

Edson Macuácua, jurista, académico e político que, curiosamente, encabeçou e participou na elaboração da referida Lei, enquanto presidente da Primeira Comissão, na Assembleia da República, está agora inserido neste modelo de governação, exercendo as funções de secretário de Estado de Manica, mas questiona a sua eficácia na actualidade.

Em entrevista ao “O País”, Macuácua começou por lembrar o contexto em que o referido modelo de governação foi adoptado. “Este modelo foi motivado por razões políticas. Era necessário que fossem resolvidas as questões políticas que estavam em causa, com maior destaque para o problema do conflito armado”.

Estabilizado o país e resolvido o conflito armado, avança Macuácua, “levantam-se problemas técnicos sérios e haverá um momento em que os órgãos competentes deverão preocupar-se com questões técnicas, porque a eficiência da administração é muito importante para o funcionamento do Estado”.

Por outro lado, o político diz acreditar que “haverá um espaço para uma reflexão já sem as pressões e pressas que caracterizaram o contexto político em que foi adoptado o modelo de governação descentralizada”.

Na Cimeira de Negócios Estados Unidos-África, Filipe Nyusi defendeu que a COVID-19 lançou um alerta que o mundo não deve ignorar, pelo que “é preciso investir mais na saúde”.

O Chefe do Estado moçambicano diz que o desenvolvimento das economias só voltará ao normal quando forem eliminadas as fragilidades colocadas a “nu” pela pandemia que, quando ninguém esperava, colocou o mundo de joelhos e as contas dos países no vermelho.

A posição foi manifestada no segundo dia da 13ª Cimeira entre os Estados Unidos e África, onde os países buscam caminhos para uma parceria mais forte.

“Investiu-se pouco na investigação científica a nível global, incluindo neste caso em que fizemos poucas parcerias para o fabrico de medicamentos e vacinas. Acredito que, depois desta fraqueza que o mundo exibiu perante a sensibilidade da saúde, as coisas vão mudar”, disse o Estadista.

As coisas devem mudar na saúde para que melhorem nas economias, é por isso mesmo que Filipe Nyusi aproveita a abertura do Governo de Joe Biden para apelar para mais investimentos americanos em Moçambique.

“Quero convidar mais empresários americanos a investirem na agricultura, infra-estruturas e energia, que são áreas bastante desafiantes. O investimento pode ser canalizado através das Pequenas e Médias Empresas, porque elas é que fazem a economia”, avançou Filipe Nyusi.

Um apelo que é feito numa altura em que os níveis de confiança para investir em Moçambique reduziram drasticamente, por conta do terrorismo em Cabo Delgado. Aliás, na sua única comunicação à Nação sobre o terrorismo, Nyusi disse que a situação criou drásticos impactos à economia do país, afectando a província na ordem de USD 116 milhões.

O Presidente da República lembrou que, na sequência dos ataques em Palma, a Total suspendeu todas as actividades de implementação do projecto Golfinho/Atum, em Afungi, incluindo os contratos com os construtores, fornecedores de serviços e bens e de mão-de-obra.

Segundo o Estadista, a suspensão teve impacto directo de cerca de USD 116 milhões de volume de negócios. Foram afectados 3.5 mil trabalhadores, incluindo os da Tota que ficaram com contratos de trabalho suspensos. Foi suspenso o desembolso do primeiro financiamento estimado em cerca de USD 1.165 milhões, dos quais cerca de USD 800 milhões que eram para fazer face aos custos financeiros”, afirmou Nyusi.

São desafios que Moçambique se empenha para superar com a ajuda de forças externas, vindas dos países da SADC e do Ruanda que não devem servir como bloqueios para os investimentos.

Da reunião, Filipe Nyusi participa igualmente como Presidente em Exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

O comércio entre África e os Estados Unidos representa apenas 1,5% do comércio exterior de Whashington, mas não significa que os EUA tenham abandonado o continente.

Estes encontros são usados para debater caminhos para aumentar as trocas comerciais entre África e os Estados Unidos da América.

A nomeação de Peter Hendrick Vrooman foi feita esta terça-feira por Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos, e a informação está publicada no website da Casa Branca e confirmada pela embaixada dos Estados Unidos em Moçambique.

Membro da carreira do Serviço de Relações Exteriores Sénior na classe de Ministro-Conselheiro, Peter Hendrick Vrooman era até à data da sua nomeação, o Embaixador dos Estados Unidos na República de Ruanda.

O diplomata Vrooman serviu recentemente como Encarregado de Negócios e Chefe Adjunto da Missão da Embaixada dos Estados Unidos em Addis Abeba, na Etiópia. Antes disso, ele actuou como porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos em Nova Deli, foi director para o Iraque na equipa do Conselho de Segurança Nacional em Washington, D.C e Conselheiro Político Adjunto em Tel Aviv e na Missão dos EUA nas Nações Unidas, lê-se na nota publicada ontem.

Peter Hendrick Vrooman também trabalhou nas embaixadas dos EUA em Bagdá, Beirute e Djibouti, bem como no Escritório de Ligação dos EUA em Mogadíscio, Somália.

Em Washington, Vrooman foi oficial de vigilância no Centro de Operações do Departamento de Estado e oficial de escritório para a Argélia no Bureau de Assuntos do Oriente Próximo.

Nascido em Nova Iorque, o diplomata é Mestre em Estratégia de Recursos Nacionais pelo Colégio Industrial das Forças Armadas da National Defense University. Antes de ingressar no Serviço de Relações Exteriores, trabalhou como assistente especial do presidente da Universidade americana no Cairo.

A data foi avançada hoje pelo Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança da Presidência de Angola durante a sessão do parlamento angolano que aprovou o envio de 20 oficiais militares daquele país para a missão da organização regional.

“A projecção da nossa força para esta missão da, força angolana, está prevista para D-22, o que significa dizer que, de 15 mais os 22 dias que faltam até o dia D estaremos a falar do dia 06 de Agosto, que é a data que, de facto, esta força entrará em missão conjunta com outras forças regionais”, revelou Francisco Fortunato, Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança da Presidência de Angola em resposta aos deputados da Assembleia Nacional durante o debate sobre o envio de 20 oficiais militares para a força conjunta.

Em representação de João Lourenço, cuja lei angolana exige que peça autorização ao parlamento para enviar militares para missões no estrangeiro, Francisco Fortunato acrescentou que o efectivo de Luanda chegará à Moçambique dentro desta semana.

“A nossa força, a projecção da aeronave e dos 20 efectivos, está prevista para o dia 29, isto é, na próxima sexta-feira, o que signfica dizer que chegaremos ao local previsto de estacionamento das nossas forças, não na região da província de Cabo Delgado, mas numa outra província”, detalhou, adicionando que numa Conferência de Planeamento, realizada entre os dias 30 de Junho e 02 de Junho, foi decidido que os oficiais militares angolanos não estarão envolvidos em combates no teatro operacional.

O projecto da resolução, apresentado pelo Presidente da República foi votado por unanimidade com 180 votos ao favor.

Na justificação do voto, o líder do grupo parlamentar da UNITA, Liberty Chiyaka, disse que foi um voto a para manifestar a sua solidariedade com o povo de Moçambique que atravessa momentos críticos. “Entendemos que para haver um desenvolvimento sustentável no continente africano e na região da SADC é preciso haver estabilidade, paz, democracia e boa-governação”, afirmou Chiyaka.

Por seu lado, o presidente da FNLA, Lucas Ngonda, saudou a atitude do Presidente da República em solicitar a autorização da AN, lembrando que “antigamente o Executivo era quem decidia, desvalorizando o Parlamento”. Já o presidente do PRS, Benedito Daniel, reconheceu que um conflito em Moçambique é um problema para todos os Estados membros da SADC, mas disse esperar que “Angola não vá ingerir-se nessa missão, porque os objectivos estão definidos”.

 

MAIS DE USD 12 MILHÕES PARA DÓLARES PARA MISSÃO DA SADC

A missão da Força em Estado de Alerta da SADC em Moçambique está orçada em mais de 12 milhões de dólares norte-americanos, dos quais Angola vai contribuir com mais de um milhão. “Esta missão, que terá a duração de três meses, tem um custo inicial previsto de 575.500 dólares americanos. Inclui-se nesta participação a componente dos esforços logísticos e a contribuição da República de Angola na manutenção desta força, avaliada em 1.174.307 dólares americanos”, informou.

Dos 20 assessores militares que Luanda vai enviar constam dois oficiais no Mecanismo de Cooperação Regional, oito oficiais no Comando da Força e dez tripulantes para uma aeronave de Projeção Aérea Estratégica do tipo IL-76.

A aprovação da vinda ao país de militares angolanos acontece 24 horas depois de Botswana ter “despachado” o seu efectivo de 296 militares para a força da SADC.

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