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Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo Foi com palavras simples e profundamente humanas que o Presidente da República, Daniel Chapo, explicou nesta sexta-feira(16.10.26), em Gorongosa, o que significa para uma família a chegada da água potável. Ao inaugurar o sistema de abastecimento de

Numa altura em que Moçambique tem estado a receber apoio estrangeiro de forças militares para o combate ao terrorismo em Cabo Delgado, o Presidente da República e em exercício da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), Filipe Nyusi, recebeu nesta terça-feira, em audiência o Ministro para Integração Regional e Francofonia da República Democrática do Congo, Didier Mukanzu.

Durante o encontro, o enviado especial de Félix Tshisekedi, Presidente da República Democrática do Congo e Presidente em exercício da União Africana, veio com a missão de fazer uma revista aos assuntos debatidos e acordados durante a Cimeira Extraordinária da SADC.

“Há cerca de um mês tivemos a Cimeira Extraordinária da SADC, onde avaliamos a situação de agressão do terrorismo na fronteira entre Moçambique e Tanzânia. Assim, em conjunto avaliamos o evoluir da situação para depois levarmos uma decisão à cimeira extraordinária, a acontecer nos próximos dias” referiu, Didier Mukanzu.

Falando à imprensa, minutos depois do encontro, o Ministro para Integração Regional e Francofonia da República Democrática de Congo, Didier Mukanzu, manifestou a vontade de o seu país assumir o cargo de Secretário Executivo da SADC, na sequência do término do Mandato do actual executivo.

“Vim também apresentar a intensão da República Democrática de Congo de assumir o cargo de Secretário Executivo da SADC, um cargo que vai estar brevemente disponível. Isto acontece num contexto em que os países que estão a assumir os postos de Secretário Executivo e Secretário Executivo-adjunto sessam as funções, já no dia 9 de Agosto” concluiu.

Há quase três décadas, o leste da República Democrática de Congo enfrenta acções terroristas, protagonizadas por grupos armados locais, apesar dos vários apoios militares que vem recebendo, com destaque para as Nações Unidas, que enviaram mais de 17 mil soldados, no âmbito da  Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO), para manutenção da paz. Entretanto ainda persistem focos de violência.

A Assembleia Nacional de Angola aprovou hoje, por unanimidade, o envio de militares angolanos, para apoiar no combate ao terrorismo em Moçambique, integrados na Força em Estado de Alerta da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Segundo o Notícias ao Minuto, a resolução, hoje aprovada, decorre de uma solicitação do Presidente de Angola, João Lourenço, enquanto Comandante-chefe das Forças Armadas angolanas.

A componente angolana integra 20 militares; dois oficiais, no âmbito do mecanismo de cooperação regional; oito oficiais no Comando da Força e 10 tripulantes da aeronave de projecção aérea estratégica do tipo IL-76.

Segundo o ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente angolano, Francisco Pereira Furtado, inclui-se, nesta participação, a componente dos esforços logísticos e a contribuição da República de Angola na manutenção desta força, avaliada num total de 1.174.307 de dólares.

“Oficialmente, esta é a primeira missão das Foças Angolanas na vertente de imposição da paz”, disse o governante angolano, anunciando que o contingente do seu país parte no dia 29 deste mês para Moçambique.

O mandato de uma força conjunta em Estado de Alerta da SADC para apoiar Moçambique no combate ao terrorismo, em Cabo Delgado, foi aprovado a 23 de Junho, numa cimeira extraordinária da organização em Maputo, que debateu a violência armada naquela província do norte do país.

O general e antigo guerrilheiro da Renamo, Hermínio Morais, diz que com a chegada das tropas do Ruanda, SADC e do Botswana- ainda a caminho-, os terroristas poderão espalhar-se e aumentar seus ataques. Morais disse, igualmente, que deve haver harmonização das tropas em Cabo Delgado.

“Eu lembro que quando as forças do Zimbabwe vieram apoiar o Governo moçambicano no combate a Renamo, os revolucionários começaram a se espalhar e a se dividir em grupos que depois foram alimentados pelo recrutamento massivo de jovens, isto pode vir a acontecer com o terrorismo em Cabo delgado”, explicou Morais.

Para o general, se os terrorista se espalharem, “podemos ter combates não só em Cabo Delgado, mas também em Niassa e Nampula porque não há informação exata de quem são os terroristas.

Para Hermínio Morais, que falava no programa “Noite Informativa” da STV Notícias, emerge a necessidade de criação de um comando conjunto para dirigir as tropas, com a formação de grupos com missões claras. O general diz, igualmente, que o comando conjunto deve prestar contas ao Estado moçambicano, pois caso contrário teremos forças dispersas.

O comentador explicou, ainda, que sem nenhum comando conjunto, o que poderá acontecer são atrocidades contra às populações, pilhagem de recursos no país, “o que chamamos em linguagem de combate de troféus de guerra”.

Ainda na sua locução, Hermínio Morais alertou sobre alguns problemas que Moçambique poderá enfrentar caso medidas não sejam tomadas no terreno operacional de Cabo Delgado.

“As tropas do estrangeiro vêm num período de quanto tempo? Um ou dois anos? Porque a estadia das tropas, num determinado espaço cria ansiedade para que os soldados cometam vários atropelamentos”, disse Morais acrescentando que há um ditado que diz “em tempos de guerra não se limpa armas”, ou seja, o “uso de inocentes para satisfazer seus apetites”.

Questionado se seria possível ou não acabar com o terrorismo em Cabo Delgado, o analista disse não haver condições para apurar a possibilidade de isso acontecer.

“ Eu não posso afirmar categoricamente porque não sei qual é a dimensão dos terroristas, qual é a logística que eles têm, quais são suas bases de apoio para poder afirmar que é possível acabar com o terrorismo em Cabo Delgado.

A embaixadora da Suécia em Moçambique, Mette Sunnergren, fez saber que o seu país tem estado a acompanhar, com agrado, os passos que têm sido tomados rumo à pacificação na província de Cabo Delgado.

“Temos prestado os nossos apoios, através das Nações Unidas e algumas organizações internacionais, para ajudar os deslocados,  bem como encontrar soluções para as famílias que os recebem. Como parte da União Europeia, vamos apoiar na missão de treinamento de militares que serão destacados para Cabo Delgado”, disse a diplomata, realçando que o grande compromisso, neste momento, é a tranquilidade para o povo se recompor.

“Estamos a falar de  assistência social, energia, incentivo para economia e outras coisas”, realçou Sunnergren.

Em Moçambique, a Suécia tem uma longa história de cooperação para o desenvolvimento, que data desde 1965. Em linha com a agenda de Paris, a cooperação sueco-moçambicana foi focalizada em poucas áreas.

A Suécia tem apoiado os programas moçambicanos de redução à pobreza, financiamento de programas sectoriais, bem como apoio ao orçamento. Actua nas áreas, tais como política, governação democrática e direitos humanos, apoio à sociedade civil, programas de treinamento internacional e monitoria sobre a situação da pobreza.

O Presidente da República e Presidente em Exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Filipe Nyusi, participa amanhã, na 13ª Cimeira de Negócios Estados Unidos-África, sob o lema “Novos Caminhos para uma Parceria Económica Mais Forte entre os Estados Unidos e África”.

A Cimeira, a decorrer em formato virtual, terá lugar de 27 a 29 de Julho corrente e debruçar-se-á sobre a próxima fase da parceria económica entre os EUA e África, destacando-se áreas-chave de cooperação como “saúde, igualdade de género, comércio e investimentos, transição energética, mudanças climáticas, agro-processamento, infraestruturas e transformação digital”.

Filipe Nyusi irá integrar o painel de Alto Nível da Sessão de Abertura, onde serão abordadas as prioridades sobre a cooperação económica bilateral entre os EUA e África.

As forças do Botswana, que vão juntar-se às tropas da SADC, partiram na manhã de hoje de Gaborone para Moçambique.

A partida da força do Botswana é confirmada num comunicado de imprensa da Presidência do Botswana que refere o Aeroporto Internacional Sir Seretse Khama como ponto de saída.

“Sua Excelência o Presidente da República do Botswana e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, Mokgweetsi Masisi, despede-se de um contingente das Forças de Defesa do Botswana na partida para Moçambique”.

 A saída das forças aconteceu na manhã desta segunda-feira as 10 horas. “As Forças de Defesa do Botswana (BDF), como parte da força em Estado de Alerta da SADC, enviam homens para o apoio regional à República de Moçambique no combate a ameaça de terrorismo e actos de extremismo violento na região de Cabo Delgado, no norte do país, como um elemento da Missão da SADC em Moçambique”.

O comunicado assume que as Forças de Defesa do Botswana trabalharão com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e outras forças da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, incluíndo países que têm acordos bilaterais com a República de Moçambique, a exemplo das forças do Ruanda.

“Como Chefe de Estado não hesitarei em tomar decisões que visam salvar a vida de todos os moçambicanos. A nossa missão é tornar Moçambique um país pacífico e livre do terrorismo”, estas são algumas das garantias dadas há instantes pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na sua Comunicação à Nação sobre o terrorismo no norte de Cabo Delgado.

Na comunicação que durou perto de 1 hora, Nyusi começou por falar dos impactos dos ataques terroristas, que acontecem desde 2017, do modus operandis dos terroristas, do empenho das Forças de Defesa e Segurança, e deu maior destaque a explicação sobre a presença das forças estrangeiras no país e terminou exortando a unidade nacional.

Sobre a presença de forças estrangeiras no país, o Chefe de Estado disse que não há motivos para receios. “Não devemos temer o apoio porque nenhum país combate o terrorismo sozinho. Os moçambicanos é que estarão na vanguarda por conhecerem melhor o terreno. Somos um país soberano e continuaremos a ser.Ninguém conhece a nossa casa melhor que nós, por isso continuaremos em frente ao processo. As forças do Ruanda estão no nosso país ao abrigo do acordo bilateral no quadro da segurança e já notificamos formalmente a SADC sobre a presença das forças estrangeiras no país. Decidimos que a primeira abordagem seria contar com a nossa organização regional, a SADC. Fomos cautelosos para aceitar ajuda internacional porque a situação exige cautela. Portugal, EUA, França, Argélia são alguns dos países que ofereceram-se para apoiar o nosso país e isso mostra que há um forte movimento de solidariedade para combater este mal”, disse Nyusi.

Falando dos próximos passos, o Chefe de Estado ressalvou a importâ de apostar-se na formação e na unidade nacional.

“Vamos continuar a apostar na formação das Forças de Defesa e Segurança e numa estratégia multifacetada. Vamos continuar a dar apoio humanitário e proteger aos deslocados. A Unidade nacional continua a ser a nossa força para alcançar vitórias, por isso exortamos a toda sociedade, desde políticos, desportistas, académicos, profissionais da comunicação social, a tudo fazerem para preservarmos a nossa unidade nacional”, exortou.

ATAQUES JÁ FIZERAM MAIS DE 800 MIL DESLOCADOS

No início da sua intervenção, o Presidente da República falou dos impactos dos ataques terroristas, que já fizeram vários deslocados e destruíram diversas infraestruturas sociais. “Já temos mais de 800 mil deslocados vítimas deste fenómeno. Os dados mostram que oito professores foram assassinados e 1736 professores estão deslocados em vários distritos de Cabo Delgado”, disse Filipe Nyusi.

Os sectores da Educação e da Saúde têm sido dos mais afectados pelos ataques terroristas. ” Neste momento 11 centros de saúde estão destruídos e 15 estão encerrados. Os distritos de Macomia, Muidumbe e Palma não dispõem de serviços de saúde. Os sectores de abastecimento de combustível e bancos comerciais também têm sido afectados. A prática da agricultura tem sido negativamente afectada. As pessoas não se sentem seguras em ir às machambas”, referiu o Chefe de Estado.

O Presidente da República profere hoje uma comunicação à Nação sobre a situação sobre o combate ao terrorismo em Cabo Delgado. Filipe Nyusi também vai falar da situação humanitária dos deslocados interno em consequência da mesma violência armada.

Com forças de apoio a chegar a Moçambique, todos os dias, o país prepara-se para uma nova frente contra o terrorismo, que assola o país há mais de três anos.

Esta semana, um grupo de avanço da Força em Estado de Alerta da Comunidade Desenvolvimento da África Austral (SADC) aterrou em Pemba, dias depois das tropas do Ruanda, com a finalidade de afinar estratégias com a contraparte moçambicana.

Cada país da Comunidade Desenvolvimento da África Austral deverá trazer ao país seu apoio com vista a erradicar um problema que além de tirar sono a Moçambique, ameaça a estabilidade dos países vizinhos. Porém, a África do Sul será o comandante-mor de todas as forças por ter maior número nas suas fileiras.

As tropas estrangeiras que deverão apoiar no combate ao terrorismo não serão apenas africanas, sendo que a há outros países e organizações que se predispuseram a ajudar.

Recentemente, por exemplo, os ministros dos negócios estrangeiros da União Europeia aprovaram a criação da Missão de Formação Militar da União Europeia com o objectivo de formar e apoiar as Forças Armadas de Moçambique, na protecção da população civil e no restabelecimento da segurança e protecção na província de Cabo Delgado.

Mas enquanto a região e o mundo unem esforços para eliminar os terroristas em Moçambique, há males que já estão instalados, como a situação deplorável em que se encontram os deslocados em Pemba e outras regiões do país.

Por exemplo, a região de Matemo, na Ilha do Ibo, tornou-se numa espécie de campo de concentração de deslocados que abandonaram a zona norte da província de Cabo Delgado devido à insegurança.

Para estes, há apoios que são mobilizados a nível do mundo todo. Ainda há menos de uma semana, o Japão anunciou um apoio de 113.4 mil milhões de meticais para assistência aos refugiados, requerentes de asilo e deslocados internos em Moçambique.

Quem também juntou-se juntar-se aos diferentes apoios é o presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, que decidiu doar 2.2 mil milhões de meticais do prémio  “Prémio José Aparecido de Oliveira”, que lhe foi atribuído pela CPLP, às vítimas do terrorismo no norte de Moçambique.

É neste contexto que o Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança irá se dirigir à nação moçambicana conforme anunciou a Presidência da República em comunicado de imprensa.

“A Comunicação do Chefe de Estado irá abordar a situação do terrorismo que assola a região norte da província de Cabo Delgado. O Presidente da República (…) vai fazer uma abordagem profunda sobre a situação de segurança na província, com particular realce a situação humanitária, a actuação das FDS, a participação das forças estrangeiras, defensa da soberania e outros assuntos de interesse nacional”.

A comunicação do Chefe de Estado está prevista para as 19 horas deste domingo.

Com a África do Sul a liderar as tropas da SADC no teatro de operações em Cabo Delgado, Botswana estará a coadjuvar. Entretanto, o Chefe do Estado-Maior General garante que oficiais moçambicanos estarão em todas as posições de combate e coordenação.

São, ao todo, nove oficiais moçambicanos destacados para estar em todas as posições de combate e coordenação, embora sejam outros países da Região Austral de África a comandar suas tropas nos ataques contra os terroristas na província de Cabo Delgado.

“O país que tiver maior força vai comandar, neste caso é a África do Sul, e Botswana vai coadjuvar. Nós, como Moçambique, faremos parte no mecanismo de coordenação dessa força, ocupando a posição de Estado-Maior, com nove oficiais que vão ser integrados em todas as partes”, disse o Chefe do Estado-Maior General, Joaquim Magrasse, que falava no âmbito da imposição de boinas aos fuzileiros navais recém-formados na Katembe.

Por sua vez, o ministro da Defesa Nacional, Jaime Neto, que dirigiu a cerimónia, defende que a intervenção externa para travar os terroristas não retira o papel primário dos moçambicanos em defender o país.

Neto fala, também, da violação dos direitos humanos e diz que não deve haver espaço para que as forças moçambicanas sejam confundidas com os que atacam a população.

O ministro apelou aos fuzileiros para que não abandonem as fileiras para se aliar às forças inimigas.

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