Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Renamo marca Conselho Nacional para Outubro

A Renamo cedeu à pressão de alguns membros e ex-guerrilheiros. Agendou a realização do Conselho Nacional do partido para os dias 21 e 22 de Outubro deste ano, na Cidade de Maputo. Segundo o porta-voz da Renamo, Marcial Macome, o encontro irá discutir a situação do partido e do País.

O Presidente da República defendeu hoje que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deve ser o parceiro principal de Moçambique no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, reiterando que a insurgência armada é uma ameaça regional.

Moçambique é a partir de hoje o centro das atenções das populações de todos os paises da Região Autral de África. Em causa está a realização, em Maputo, da Cimeira Estraordinária dos Chefes de Estado e de Governo da SADC.

Na qualidade de afintrião e Presidente em exercício do bloco, Filipe Nyusi começou a sua intervenção pedindo um minuto de silêncio em homenagem a Keneth Kaunda, Jonh Magufuli e primiero-ministro do reino de E-Swatine que perderam a vida.

Nyusi reconheceu que a região debate-se com problemas que exigem união e solidariedade entre os paises. O terrorismo em Cabo Delgado foi assunto no seu discurso, tendo alertado que o problema pode afectar toda a região.

O Presidente da República disse esperar dos países membros cooperação, pois o apoio da SADC é primordial para Moçambique na luta contra este mal.

Filipe Nyusi não deixou de destacar a participação, no evento, da presidente da Tanzania, um país estratégico pois faz limite com Cabo Delgado.

O Presidente Moçambicano não deixou de destacar as recentes realizações do bloco, como o Fórum de Negócios da SADC e o lançamento, em Nacala, do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência da Comunidade. O Chefe de Estado pediu um debate franco e aberto, pois as decisões de hoje tem impacto sobre as futuras gerações.

Filipe Nyusi manifestou ainda a preocupação com as mudanças climáticas, que colocam os países da região a viverem num estado de imprevisibilidade, pois estimulam o aumento da temperatura, o nível das águas dos oceanos e aumentam o nível de pluviosidade, provocando fenómenos climáticos extremos.

Nyusi acrescentou que os efeitos das mudanças climáticas têm criado escassez de água, extinção da flora e fauna, pragas nas plantas, escassez de alimentos, migração de pessoas devido as secas e inundações, ciclones tropicais e outros fenómenos associados.

O presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou felicitações a António Guterres pela reeleição ao cargo de Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas.

Numa mensagem recebida pela nossa redacção, o Chefe de Estado refere que a recondução de Guterres ficará marcada na história do concerto das nações por ter sido a única candidatura apresentada para o cargo. Essa decisão da Assembleia Geral constitui testemunho do excelente trabalho desenvolvido por Vossa Excelência e pela equipa que dirige, ao longo dos últimos cinco anos.

Destacando os desafios sócio-económicos impostos pela COVID-19, Nyusi diz que o prestes do português orgulha ao povo moçambicano no seu todo, por traduzir a plena comunhão dos ideais que a Carta das Nações Unidas consagra e pela determinação de fazer face aos desafios de paz e segurança internacionais do nosso planeta.

O Presidente da República acredita que com a liderança experimentada do reeleito Secretário-geral, a Organização das Nações Unidas irá prosseguir com o compromisso que todos abraçaram aquando da primeira eleição.

Nyusi assegura que Moçambique vai continuar a empenhado na materialização da agenda internacional, muito em particular nas áreas prioritárias das Nações Unidas que, por sinal, coincidem com as áreas que o seu Governo elegeu para o presente quinquénio, designadamente, as questões da paz e segurança internacionais, o desarmamento geral e completo, os direitos humanos, a luta contra o terrorismo e o extremismo violento bem como a Agenda 2030 que consubstancia os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável.

Filipe Nyusi aproveitou a ocasião para lembrar a António Guterres que Moçambique é candidato, pela primeira vez, na sua história, ao assento de membro Não- Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o mandato 2023-2024.

Segundo Nyusi, é objectivo de Moçambique contribuir, de forma modesta, mas robusta, à luz da nossa história e experiência, para o esforço na busca dos caminhos da paz e da segurança internacionais.

O Presidente da República termina endereçando votos de boa saúde e de muita prosperidade ao embarcar no cumprimento de mais um mandato que espera profícuo.

O Presidente da República e Presidente em Exercício da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) Filipe Nyusi, acolhe, amanhã, em Maputo, a Cimeira Extraordinária da organização regional.

Durante a Cimeira, os Chefes de Estado e de Governos da SADC irão centrar as discussões na abordagem regional em apoio ao país na luta contra o terrorismo e em outras temáticas prioritárias da Presidência de Moçambique na SADC, como o combate à pandemia da COVID-19 e a Segurança Alimentar na Região.

Outro ponto que merecerá atenção dos estadistas diz respeito à celebração simbólica dos 40 anos da SADC, sob o lema “SADC – 40 Anos Construindo a paz e Segurança, Promovendo o Desenvolvimento e Resiliência Face aos Desafios Globais”.

Segundo um comunicado da Presidência da República, a cimeira irá decorrer em formato presencial reduzido e híbrido, em observância das medidas de contenção da pandemia da COVID-19.

Participam na Cimeira Extraordinária os Chefes de Estado e de Governo dos 16 Estados Membros da SADC e a Secretaria Executiva da SADC.

A dependência económica dos países e a falta de eficiência, nas diferentes cadeias de valores, estão entre as causas do mau ambiente de negócios a nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O repto é do Presidente em Exercício da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral, Filipe Nyusi, que aponta para disparidades entre os países, como um desafio a considerar, na iniciativa de tornar o ambiente de negócios saudável na região.

Filipe Nyusi destacou, por isso, que o reforço no investimento em infraestruturas, na industrialização e definição de políticas comuns, configura-se como fundamental para que a região supere adversidades que a comunidade apresenta.

“Afiguram-se muitos desafios nos nossos países. O ambiente de negócios na SADC impõe desafios de cooperação entre os membros. Será necessário continuar com o processo de promoção de comércio. Um dos pressupostos são as infraestruturas e políticas adequadas para que os países trabalhem conjuntamente”, disse Filipe Nyusi.

Filipe Nyusi que falava, na manhã desta terça-feira, na abertura do Fórum de Negócios da SADC, apontou, ainda, a pandemia da COVID-19 e dos efeitos das mudanças climáticas como sendo as causas que travam o rápido desenvolvimento económico na região.

Reconhecendo a importância do sector privado como catalisador das economias dos países na região, Filipe Nyusi disse que há necessidade de reforçar a sua capacidade de produção, e o objectivo passa pela criação de políticas favoráveis.

O Presidente da República e Presidente em Exercício da SADC, Filipe Jacinto Nyusi, procede, amanhã, à abertura do Fórum de Negócios da SADC.

De acordo com uma nota da Presidência da República, o evento, que é uma iniciativa da SADC e do Governo de Moçambique, serve como uma plataforma corporativa integrada de diálogo e promoção económica competitiva e empresarial da SADC.

Antes do início dos trabalhos do Fórum, Filipe Nyusi irá visitar a Expo Internacional da SADC, que visa a exibição do potencial de cada país membro, assim como impulsionar o ecossistema empresarial regional, essencialmente nas áreas estratégicas como industrialização, investimentos, sustentabilidade e ambiente de negócios.

“A realização do Fórum de Negócios da SADC é um compromisso assumido durante a 40ª Cimeira Virtual de Chefes de Estado e de Governo da SADC”, lê-se no referido comunicado.

A cerimónia contará com a presença do Presidente da República do Botswana e Presidente em Exercício do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da organização, Mokgweetsi Masisi,membros do Governo, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

Uma semana depois das denúncias de exploração sexual de reclusas no Estabelecimento Penitenciário Especial de Mulheres de Maputo, em Ndlavela, o partido Renamo veio ao público discordar da inclusão do Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos na comissão de inquérito, criada para investigar as denúncias, alegando que “é incapaz de trazer resultados aceitáveis”.

Em conferência de imprensa, hoje, o maior partido da oposição defendeu a necessidade de se criar uma comissão de inquérito livre de influências dos implicados e que seja independente.

“O que nós estamos a advogar é que a comissão seja composta por pessoas idóneas, capazes de ir atrás da verdade e responsabilizar, exemplarmente, os implicados. O partido diz que não espera nenhum resultado. A experiência indica que o Governo é incapaz de trazer resultados aceitáveis, como já aconteceu em vezes anteriores”, disse José Manteigas, em representação da Renamo.

Na ocasião, José Manteigas condenou, ainda, o que chamou de actuação criminosa das Forças de Defesa e Segurança na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado. O partido alega haver falta de comando e muita impunidade.

“Há envolvimento de agentes das Forças de Defesa e Segurança em assassinatos e maus tratos a cidadãos indefesos, bem como de agentes económicos com o objectivo de exigir resgates milionários, sob olhar impávido e sereno das respectivas chefias. A ausência de comando enfraquece o nosso Estado e consubstancia uma organização obsoleta”.

Na mesma conferência de imprensa, a Renamo falou sobre outros assuntos de actualidade nacional, a destacar a petição submetida ao Ministério da Indústria e Comércio por várias empresas do ramo do cimento, solicitando a redução do preço do material, motivado pela entrada em funcionamento de uma nova fábrica, a Empresa Moçambique Dugongo Cimentos.

A Renamo considera “descabido” o pedido das outras empresas, tanto que, através da sua liga juvenil, solicitou indeferimento junto ao ministro competente, o que espera ter provimento.

“Mais uma vez, aqui e agora, reiteramos esta posição e aproveitamos este ensejo para encorajar a empresa Dugongo Cimentos SA a praticar preços aceitáveis e confortáveis para o bolso do cidadão”, concluiu.

O Presidente da República e Presidente em Exercício da SADC, Filipe Nyusi, procedeu, hoje, em Nacala, província de Nampula, ao lançamento do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência (COHE). Durante o evento, o PR disse que Moçambique perdeu cerca de 150 milhões de dólares norte-americanos devido aos eventos climáticos.

Os três ciclones que fustigaram o país causaram, também, a morte de 800 pessoas em Moçambique, Malawi e Zimbabwe; 2500 pessoas feridas, perto de três milhões de pessoas afectadas, destruição de mais de 3.000 salas de aula, 1.788 hectares com plantação e destruição de mais de 54 unidades hospitalares.

Depois da passagem dos três ciclones, o país poderá, através do COHE, combater os efeitos nefastos decorrentes do impacto das mudanças climáticas e outras emergências associadas, que requerem uma intervenção rápida, coordenada e atempada em qualquer Estado-membro da SADC.

Segundo avançou Nyusi, o lançamento do COHE constitui a realização de uma das prioridades da Presidência de Moçambique na SADC e ajudará para a recuperação rápida dos Estados-membros e no fornecimento de equipamentos necessários para as equipas de apoio.

Nyusi assegurou que o COHE possibilitará à SADC antecipar, preparar e responder às necessidades dos Estados-membros em casos de emergência.

O evento contou com a presença do Presidente do Botswana e Presidente em Exercício do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da organização regional, Mokgweetsi Masisi.

O Presidente da República e Presidente em Exercício da SADC, Filipe Nyusi, procede amanhã, em Nacala, província de Nampula, ao lançamento do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência (COHE) da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A iniciativa visa dotar a região Austral de África de instrumentos e instituições para fazer face aos desafios decorrentes do impacto das mudanças climáticas e outras emergências associadas que requerem uma intervenção rápida, coordenada e atempada em qualquer Estado Membro da SADC, lê-se numa nota enviada a nossa redacção pela Presidência da República.

O lançamento do COHE constitui a realização de uma das prioridades da Presidência de Moçambique na SADC e contará com a presença do Presidente da República do Botswana e Presidente em Exercício do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da organização regional, Mokgweetsi Masisi, membros do Governo, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

De acordo com o comunicado da Presidência da República consta, igualmente, do programa dos Chefes de Estado de Moçambique e Botswana uma visita ao porto de Nacala, para se inteirar do ponto de situação das obras de reabilitação, que visam a modernização e ampliação da infra-estrutura, que constitui o maior porto natural de águas profundas da costa africana, possuindo actualmente um manuseamento de carga anual de 3 milhões de toneladas.

A Renamo mostrou-se, ontem, preocupada com alegada falta de cooperação por parte do Governo na implementação do acordo de paz e de reconciliação de Maputo, particularmente a integração dos seus homens nas Forças de Defesa e Segurança (FDS), pelo que exige o seu cumprimento o mais rápido possível.

O Secretário-geral da Renamo, André Magibire, acusou, ontem, no distrito de Dondo, em Sofala, o Governo de não estar a honrar na íntegra parte do acordo no âmbito do processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR).

Magibire, que falava aos membros da sua formação política, referia-se à integração dos antigos guerrilheiros da Renamo nas FDS, que são em número de 36 combatentes que depois serviriam para a segurança da perdiz e outros 362 que vão pertencer a diferentes unidades da Polícia da República de Moçambique.

As listas foram, alegadamente, submetidas no princípio deste ano e a Renamo sempre recebe, segundo o seu Secretário-geral, a resposta de que “o trabalho está em curso”.

Magibire, dirigindo-se ao grupo de contacto, que é uma espécie de mediador neste processo, apelou-lhe para desempenhar o seu papel com zelo.

Depois do encontro com os seus membros, o Secretário-geral da Renamo deslocou-se a um centro de formação de jovens, onde mais de duas dezenas de filhos de antigos combatentes da Renamo estão a beneficiar-se de formação em diversas áreas no âmbito do DDR, tendo-os incentivado a contribuir para o desenvolvimento do país.

+ LIDAS

Siga nos