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O País – A verdade como notícia

Renamo marca Conselho Nacional para Outubro

A Renamo cedeu à pressão de alguns membros e ex-guerrilheiros. Agendou a realização do Conselho Nacional do partido para os dias 21 e 22 de Outubro deste ano, na Cidade de Maputo. Segundo o porta-voz da Renamo, Marcial Macome, o encontro irá discutir a situação do partido e do País.

Os antigos Presidentes da República, Joaquim Chissano e Armando Guebuza, enalteceram, hoje, o contributo de Kenneth Kaunda no processo de emancipação dos países africanos em geral.

Reagindo à notícia da sua morte, o antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, diz que Kenneth Kaunda deixa um legado histórico muito importante para as gerações vindouras do continente africano e do mundo em geral.

Por seu turno, o também antigo Presidente da República, Armando Guebuza, disse, em comunicado de imprensa, que “a luta de libertação de Moçambique teve, em Kaunda, um estratega, um conselheiro e um suporte inabalável. Kenneth David Kaunda colocou ao serviço da Zâmbia, da África Austral e da África inteira o seu saber e o seu entusiasmo para salvaguardar os grandes princípios de liberdade, dignidade humana e humanismo, pelos quais pugnou durante a sua vida pública e nas funções de Presidente da Republica que desempenhou durante quase 30 anos”.

A nível da região da SADC, o Presidente angolano, João Lourenço, refere que, “apesar de ter abandonado a vida política activa, Kenneth Kaunda não deixou de intervir através da sua fundação, no combate contra ao HIV-SIDA e em outras frentes humanitárias. a sua perda deixa, entre os seus simpatizantes, familiares e amigos, um grande vazio, pois era reconhecida a sua filosofia humanista e solidária”.

Mateus Kida e Mariano Matsinha consideram, também, que a independência da Zâmbia, em 1964, foi um passo importante para a aceleração das independências dos países da região austral de África e, particularmente, para Moçambique.

Refira-se que Kenneth David Kaunda nasceu a 28 de Abril de 1924 e foi o primeiro Presidente da Zâmbia de 1964 a 1991, um proeminente nacionalista africano e defensor da democracia e dos direitos humanos.

O país recebeu, ontem, do Governo alemão, um donativo de cerca de cinco biliões de meticais. O montante, que resulta de um acordo de cooperação financeira entre os dois países, será destinado aos projectos de desenvolvimento económico e social.

O apoio financeiro surge numa altura em que a pandemia da COVID-19 e outras adversidades colocam em risco o cumprimento do Plano Económico e Social do Governo (PES), e os mais de quatro mil milhões de meticais doados pelo Executivo alemão poderão melhorar as contas do país.

Entregue simbolicamente através de um acordo de cooperação financeira entre os dois países, o valor será aplicado nos sectores de educação, obras públicas municipais e na modernização de infra-estruturas da rede nacional de energia eléctrica.

Especificamente, deste valor, cerca de 1.7 mil milhões meticais serão aplicados ao programa de Educação fase 9 e 15 e 666 milhões de meticais para a formação profissional.

Igualmente, cerca de 1.1 mil milhão de meticais estão destinados para apoiar na reabilitação de infra-estruturas municipais, na província de Sofala. Igual montante será aplicado para a construção do Centro Nacional de Despacho da Electricidade de Moçambique, E.P.

Durante a cerimónia de assinatura do acordo, em representação do Governo, a ministra de Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, afirmou que o apoio tem o potencial de aliviar algumas dificuldades que afligem o país, sobretudo as relacionadas com a pandemia da COVID-19.

“Importa realçar que a concretização dos projectos aqui enumerados se junta a outras iniciativas que o Governo da Alemanha tem vindo a financiar no nosso país”, disse Verónica Macamo.

A representante da diplomacia moçambicana referia-se aos programas de descentralização e finanças públicas, de fomento de energias renováveis, incluindo da reconstrução de infra-estruturas escolares destruídas pelo ciclone Idai, na zona centro do país, com especial destaque para a província de Sofala, onde o fenómeno natural mais se notabilizou.

O apoio financeiro alemão sucede outros donativos de emergência face à pandemia da COVID-19, disponibilizados no ano passado pelo executivo alemão que, aliás, foi o segundo maior parceiro doador.

“Este acordo sublinha que Alemanha continua a ser um parceiro estratégico de Moçambique, tanto a nível bilateral como no âmbito da cooperação Moçambique e União Europeia”, disse Lothar Freischlader, Embaixador da Alemanha.

O apoio do Governo alemão insere-se no Acordo de Cooperação Financeira do ano fiscal de 2020 e precisou de levar seis meses para a sua aprovação.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou uma mensagem de condolências ao seu homólogo da Zâmbia, Edgar Lungu, pelo falecimento de Kenneth Kaunda, antigo Presidente da Republica da Zâmbia, falecido ontem, vítima de doença.

Na mensagem, o Chefe do Estado moçambicano refere que a SADC e todo o continente africano irão recordar Kaunda como um grande líder que desempenhou um papel crucial no movimento que conduziu a Zâmbia a autodeterminação e independência total.

A região da SADC e todo o continente africano, estão muito gratos pelo importante contributo do antigo Presidente Kenneth Kaunda nos nossos esforços comuns para trazer e defender a independência, paz e segurança na região e em todo o continente. De facto, o seu gigantesco legado brilhará para sempre e inspirará a presente e futura geração de líderes na Zâmbia, na região, em todo o continente africano e não só”, lê-se na mensagem do Presidente da República. 

O Chefe do Estado acrescenta que “neste momento de consternação, em nome do povo, do Governo da República de Moçambique e no meu próprio, gostaria de transmitir as nossas mais sentidas condolências a Vossa Excelência e, através vós, ao Povo e ao Governo da República da Zâmbia e manifestar a nossa mais sincera solidariedade para com a família enlutada. Que a sua alma descanse em paz eterna”, conclui.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, prorrogou, por Despacho Presidencial, o mandato do Comandante do Ramo da Marinha de Guerra, Eugénio Dias da Silva Muatuca.

Eugénio Dias da Silva Muatuca foi nomeado para o cargo de Comandante do Ramo da Marinha de Guerra, através do Decreto Presidencial n.º 4/2016.

Moçambique defendeu, ontem, que a paz e segurança são o segredo para o desenvolvimento e integração dos países da região da SADC. O posicionamento foi deixado durante uma sessão ministerial do diálogo político SADC-União Europeia, onde Moçambique pediu a Portugal que ajudasse a retirar as sanções económicas contra o Zimbabwe.

Foi na qualidade de Presidente da SADC e da União Europeia, respectivamente, que Moçambique e Portugal tiveram, esta quarta-feira, um encontro virtual, no qual os dois países falaram sobre questões de segurança, controlo da pandemia da COVID-19 e desenvolvimento. No evento, os dois países estiveram representados pelos respectivos ministros dos negócios estrangeiros. Na ocasião, Verónica Macamo mostrou a visão do bloco sobre a paz.

“A paz e a segurança permanecem no centro do nosso plano estratégico regional e é definido como um pré-requisito para a criação de um ambiente propício ao crescimento económico capaz de impulsionar a aceleração da integração regional. Neste contexto, é relevante que este diálogo também se debruce sobre o fortalecimento da nossa cooperação nas áreas da paz e segurança, inscrito no quadro do reforço da integração regional”, descreveu a governante.

Na qualidade de Presidente da SADC, o país agradeceu à União Europeia pelos esforços para que os imunizantes cheguem à região.

“Merece o nosso reconhecimento o papel desempenhado pela União Europeia, através do Mecanismo da COVAX, em assegurar o acesso equitativo às vacinas contra a COVID19. Estamos confiantes de que haverá uma colaboração permanente entre a União Europeia e o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC – África) para assegurar a entrega de vacinas seguras e em tempo oportuno às populações africanas, incluindo a Região da SADC. Com efeito, o apoio imediato da União Europeia permitiu à SADC implementar rapidamente programas de respostas às exigências do momento, redefinindo as suas prioridades com base na flexibilidade concedida pela União Europeia. Neste contexto, é essencial que as trocas de impressões, que manteremos hoje, proporcionem a base necessária para se atenuar o impacto da COVID-19 e colocar as nossas economias na trajectória da recuperação e da criação de uma dinâmica de crescimento e sustentabilidade”, reconheceu.

Na ocasião, Moçambique pediu a Portugal, na qualidade de presidente do bloco, que ajude a convencer os países da União Europeia a retirarem as sanções contra o vizinho Zimbabwe.

“Esta é, sem dúvida, uma excelente plataforma de troca de impressões e concertação de posições sobre aspectos importantes da nossa cooperação. É por esta razão que acreditamos profundamente que esta cooperação será fluida e melhor reforçada, num contexto em que estejam levantadas as sanções económicas contra um país-membro da SADC, o Zimbabwe. Sendo de referir que contamos com o vosso apoio para se lograr este desiderato”, disse Macamo.

No encontro virtual, Moçambique fez saber, ainda, que a SADC formulou a sua visão 2050 que projecta uma região industrializada, pacífica, onde todos os cidadãos usufruam do bem-estar económico sustentável, da justiça e da liberdade.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, hoje, que o terrorismo em Cabo Delgado, além da pandemia da COVID-19 e as cíclicas mudanças climáticas são desafios que os moçambicanos devem combater.

Nyusi, que falava à margem da celebração do dia 16 de Junho, quando 61 anos passam após o massacre de Moeda, e 41 anos após a criação da moeda nacional, Metical, recordou que foi por consequência do massacre de Moeda que os moçambicanos despertaram o espírito nacionalista.

Em comunicado de imprensa, o estadista moçambicano diz que “o acontecimento de Moeda inspirou os moçambicanos a manterem-se focados num objectivo comum, facto provado e sublimado na proclamação da nossa independência, 15 anos depois da ocorrência do massacre”, pelo que Nyusi instou aos moçambicanos para recordarem os feitos heroicos dos massacrados.

“Hoje (16/06) é, também, o dia da criação da nossa moeda nacional, o Metical, símbolo da nossa aspiração por uma soberania monetária plena e busca de identidade própria dos moçambicanos no sistema económico regional e global”, recordou Nyusi.

Sobre a celebração do Dia da Criança Africana, também, assinalado hoje, o Chefe de Estado convidou a Nação a intensificar a educação das crianças para abraçar os valores do patriotismo e a valorizar o Metical, como garante da construção de um Moçambique política e economicamente soberano.

Apesar da inflação cada vez mais crescente no país, o Chefe de Estado garantiu que o seu elenco fará a sua parte para que a moeda nacional, o Metical, continue robusta e suportada por uma economia estável que resulte da soma de esforços de cada moçambicano e cada investidor nacional e estrangeiro.

O Presidente da República reagiu à notícia sobre a morte do jornalista Edmundo Galiza Matos, vítima de doença. Segundo Filipe Nyusi, Galiza Matos é um exemplo obrigatório de boas práticas na história da radiodifusão no país.

“Edmundo foi um dos primeiros jovens moçambicanos a abraçar a carreira de repórter na RM, nos primórdios da proclamação da independência nacional, tendo dedicado toda a sua vida a reportar, com paixão e dedicação, o dia-a-dia de Moçambique e dos moçambicanos, unindo não só pessoas, mas também gerações através das ondas sonoras da rádio”, reconheceu o estadista moçambicano.

Para Filipe Nyusi, “a sua trajectória impecável de profissional brioso, abnegado e com enorme sentido de ética, que procurou sempre transmitir às novas gerações que viam nele uma referência incontornável de bom jornalista e servidor público exemplar. Galiza, com estes atributos incomuns, torna-se um exemplo obrigatório de boas práticas na história da radiodifusão no país”.

Na mensagem enviada ao “O País”, o Chefe de Estado rende, ainda, homenagem à vida e ao legado “de um homem com saberes amplos e uma integridade de carácter, que guardaremos como fonte de inspiração da nova geração de radiófilos do nosso país”.

“Consternados com a sua partida prematura, endereçamos sentidas condolências à família, reconhecendo os seus indeléveis feitos que ajudaram a consolidar o nosso país. Matos fez a sua parte com enorme paixão e entrega”, concluiu Nyusi,

A União Europeia já desembolsou mais de 15 milhões de euros para apoiar cerca de 150 mil deslocados, vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado. O embaixador da União Europeia em Moçambique diz que nota com satisfação o nível de engajamento do Governo moçambicano em pôr fim à situação do terrorismo que já provocou milhares de deslocados.

António Sánchez-Benedito Gaspar garante que a União Europeia tem estado a acatar os apelos das Nações Unidas no sentido de se canalizar apoio permanente às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado.

“Como sabem, o apoio às famílias é prioridade fundamental para que tenham dignidade necessária. Temos estado a acompanhar os esforços do Governo moçambicano no apoio às famílias e nós, como União Europeia, temos estado a responder, favoravelmente, ao apoio. No último ano, canalizámos 15 milhões de euros para apoio às famílias”.

Sánchez diz estar confiante que o Executivo moçambicano vai encontrar solução para devolver a paz aos moçambicanos naquela província.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, endereçou uma mensagem de felicitações ao seu homólogo da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, por ocasião da celebração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado esta quinta-feira.

Na mensagem, Filipe Nyusi diz que o povo moçambicano associa-se ao povo português neste momento de exaltação da Nação portuguesa, facto que simboliza a irmandade e fraternidade que caracterizam as relações entre os dois países e povos.

“Por esta ocasião, gostaria de reconhecer a excelência do nosso relacionamento bilateral, em todos os domínios, e a vontade comum de manter o ímpeto necessário para a melhoria das condições de vida e o bem-estar dos nossos concidadãos”, refere o Presidente da República.

Nyusi acrescentou que “Moçambique continuará a contar com Portugal como um parceiro estratégico. Estou ciente de que a V Cimeira Bilateral, a ter lugar no segundo semestre do presente ano, em Maputo, constitua mais uma ocasião para o reafirmar dessa parceria estratégica, da amizade entre Moçambique e Portugal e da visão comum quanto ao futuro”.

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