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Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo Foi com palavras simples e profundamente humanas que o Presidente da República, Daniel Chapo, explicou nesta sexta-feira(16.10.26), em Gorongosa, o que significa para uma família a chegada da água potável. Ao inaugurar o sistema de abastecimento de

Arrancou esta manhã a 41ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e do Governo da SADC. Filipe Nyusi chegou a Lilongwe por volta das 8h00 e foi recebido pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, da Saúde Armindo Tiago, da Defesa Jaime Neto entre outros dirigentes.

Coube à Secretária-executiva da SADC, Stergomena Lawrence Tax, que termina nesta Cimeira o seu mandato de oito anos, fazer as notas introdutórias no evento.

No seu discurso, a tanzaniana fez um balanço positivo dos anos em que esteve à frente do organismo e agradeceu o apoio de todos os países membros e do seu Governo, em particular, por a ter elegido para chefiar o secretariado do bloco.

No discurso de abertura, Stergomena Lawrence Tax, falou dos avanços que a organização logrou nos últimos anos, mas não deixou de falar de ameaças.

“A região continua estável, mas persistem desafios. A pobreza, segurança cibernética, terrorismo e efeitos climáticos e COVID-19 são alguns. Precisamos continuar vigilantes face às ameaças na região”, precisou.

Noutro desenvolvimento, a dirigente reiterou a necessidade do bloco continuar a ajudar Moçambique no combate ao terrorismo, pois é um problema que necessita de engajamento de todos.

Stergomena Lawrence Tax foi a 6ª Secretária-executiva e a primeira mulher a chefiar o órgão.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, participa hoje da 41ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e do Governo da SADC. No evento a decorrer em Lilongwe, capital do Malawi, além de discursar, Filipe Nyusi fará a entrega da presidência da SADC ao seu homólogo malawiano, Lazarus Chakwera.

Lilongwe é entre hoje e amanhã a capital da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral. É onde os Chefes de Estado e de Governo da região irão reunir-se para discutir a vida política, económica e social dos países-membros. O evento de dois dias irá decorrer no Centro de Conferências Bingo Wa Mutarika. Filipe Nyusi deverá chegar a Malawi por volta das 8h00 da manhã e irá discursar na qualidade de presidente em exercício da SADC. Na sua intervenção, Nyusi irá apresentar o relatório das actividades desenvolvidas durante os anos que dirigiu a presidência da SADC.

“A Cimeira irá adoptar uma decisão saudando o República de Moçambique pelos feitos alcançados decorrentes da implementação da sua presidência da SADC. Lembre-se que, durante a presidência de Moçambique, a organização liderou algumas iniciativas, tais como o estabelecimento e lançamento do centro de operações humanitárias e emergências (COHE), para garantir a resiliência face às mudanças climáticas na nossa região, que tem sido propensa a desastres naturais cíclicos; a realização do primeiro Fórum de Negócios da SADC à margem da Cimeira Extraordinária da SADC, ocorrida em Maputo, em Junho do corrente ano, uma plataforma de negócios que serviu para dinamizar o ambiente de negócios e investimentos, assim como o diálogo público-privado, na perspectiva da promoção da industrialização e tecnologia no quadro da integração regional,” iniciou Verónica Macamo, ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Contrariamente ao que houve na reunião de Conselhos de Ministros da SADC, que decorreu nos dias 13 e 14 em formato híbrido, a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo será presencial. Verónica Macamo detalhou alguns assuntos que constam da agenda da Cimeira.

“A cimeira irá homologar a operacionalização do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência da SADC (COHE), baseado em Nacala, província da Nampula e da equipa de resposta em situações de emergência, bem como os instrumentos para a sua operacionalização, nomeadamente Projecto de Normas de Execução Permanente do Centro e da Equipa de Resposta em Situação de Emergência. A cimeira terá igualmente como dos momentos mais altos a eleição do novo Secretário-executivo da SADC e vai considerar a questão da concessão ao Estado de Israel do estatuto de observador junto da União Africana”, precisou a governante.

Uma vez que o evento é de tamanha importância, foi montado um dispositivo de segurança constituído por agentes de polícia de diveros ramos e militares para a garantir que decorra sem soobressaltos.

Lembre-se que a cimeira irá decorrer sob lema “Reforço da Capacidade Produtiva Face à Pandemia da COVID-19, em prol da Transformação Económica e Industrial, Inclusiva e Sustentável”.

 

MINISTROS DA SADC DEFENDEM ACÇÕES CONJUNTAS PARA ENFRENTAR A COVID-19

Entre os dias 13 e 14 deste mês, decorreu, em Lilongwe, o Conselho de Ministros dos países-membros da SADC. A ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação deu nota positiva ao encontro.

“O Conselho decorreu em conformidade com o protocolo de prevenção da pandemia da COVID-19, no formato híbrido (presencial e virtual), contando com a participação de todos os 16 Estados-membros, sendo que 12 participaram no formato presencial, nomeadamente África do Sul, Angola, Comores, República Democrática do Congo, Eswatini Lesotho, Madagáscar, Malawi, Moçambique, Namíbia, Tanzânia, Zimbabwe. Participaram no formato virtual Botswana, Maurícias, Seychelles e Zâmbia”, iniciou Verónica Macamo para depois apontar que os ministros defenderam a necessidade de juntar sinergias para enfrentar as dificuldades impostas pela COVID-19.

 

“Um dos momentos importantes do Conselho de Ministros foi a passagem da presidência, a nível ministerial da SADC, por Moçambique ao Malawi, da Presidente Cessante do Conselho de Ministros e Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República de Moçambique, ao novo Presidente do Conselho de Ministros, Dr. Eisenhower Nduwa Mkaka, ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Internacional do Malawi, seguida de uma intervenção de aceitação da nova presidência.

Entre outros aspectos, o Conselho deliberou sobre a situação da pandemia da COVID-19 na região, os desafios impostas e a Resposta Regional colectiva por forma a colmatar este mal, incluindo esforços para aquisição e distribuição de vacinais; o processo de transformação do Fórum Parlamentar da SADC em Parlamento da SADC, que será objecto de deliberação pela Cimeira, que, em princípio, deverá culminar com o endosso da criação de um Parlamento da SADC”, terminou.

O líder da Renamo, Ossufo Momade, garantiu hoje, em Sofala, que irá reunir-se na próxima quinta-feira com os embaixadores acreditados em Moçambique em busca de soluções para a falta de pagamento de pensões, há cerca de cinco meses, dos antigos guerrilheiros do seu partido, desmobilizados no âmbito do DDR.

“É uma lamentação que preocupa a nós porque quando estavam nas bases, tiveram algumas promessas. E, nós gostaríamos que essas promessas fossem materializadas, mas, na prática, não é o que está a acontecer hoje”, disse Ossufo Momade.

Há cerca de sete dias, parte dos cerca de mil guerrilheiros da Renamo, desmobilizados no âmbito do processo de DDR, queixaram-se da falta de pagamento de pensões referente a seis meses.

São valores que deveriam ser pagos logo depois de terminarem os subsídios mensais fixados aquando da sua desmobilização, num período de um ano. Durante este período, o Governo deveria tratar os processos de pensões, de modo que, findo o período sob responsabilidade dos parceiros, os combatentes pudessem, automaticamente, receber as pensões do Estado, facto que não está a acontecer, tal como os benificiários denunciaram em Dondo na última semana.

O presidente da Renamo, que está em Sofala desde ontem, em visita de trabalho, falou de uma alegada exclusão de membros da Renamo em projectos sociais nos distritos desta região do país.

Moçambique já passou as pastas ao Malawi para preparar e acolher a 41ª Cimeira da SADC, evento no qual aquele país vizinho vai assumir a presidência da organização regional para 2021/22. Desta forma, Moçambique cessa a presidência do Conselho de Ministros da SADC.

“Não tenho dúvidas de que as nossas discussões vão girar em torno de programas em curso, incluindo a industrialização da SADC – Estratégia e Roteiro (2015-2063), que tem como objectivo duplicar a quota do valor acrescentado do fabrico, no Produto Interno Bruto (PIB) a 30% até 2030 e a 40% até 2050”, disse Eisenhower Nduwa Mkaka, ministro das Relações Exteriores do Malawi, no acto de troca de pastas.

Mkaka realçou que a emergência da pandemia da COVID-19 não obrigará a SADC apenas a redobrar esforços na industrialização, mas também a abraçar a transferência digital de tecnologia e conhecimento, a fim de atingir estes objectivos ambiciosos e maximizar as novas oportunidades de mercado trazidas pela operacionalização do Comércio Livre Continental Africano (AFCFA).

Por seu turno, a presidente cessante do Conselho de Ministros da SADC, Verónica Macamo, entre várias realizações, destacou a aprovação do Plano de Implementação do RISDP 2020-30, em Junho de 2021.

“Por isso, tenho o prazer de informar que, como último passo, esta sessão do Conselho de Ministros irá apreciar o custo e orçamento necessários para o Plano de Implementação do RISDP 2020-30. Gostaria de sublinhar, no entanto, que a industrialização continua no centro da agenda de integração da SADC, conforme preconizado na Estratégia de Industrialização da SADC e no Roteiro 2015-2063”, disse Macamo.

Na sua intervenção, que marcou o encerramento, a 13 de Agosto, da reunião do Conselho de Ministros da SADC, a secretária-executiva do órgão, Stergomena Tax, disse que, apesar do ambiente muito complexo que se viveu, a região registou progressos significativos, durante a presidência de Moçambique, sob o lema “40 anos Construindo a Paz e a Segurança, e Promovendo o Desenvolvimento e a Resiliência face aos Desafios Globais”.

“Na área da cooperação para a paz e segurança, a região permaneceu estável, pacífica, ao mesmo tempo em que consolidava os princípios democráticos, como evidenciado pelas eleições pacíficas que tiveram lugar na República das Seychelles e na República Unida da Tanzânia. Temos, no entanto, testemunhado a ocorrência de focos de terrorismo e actos de extremismo violento em algumas áreas, incluindo no leste da RDC e norte de Moçambique, que a região continua a combater de forma proporcional”, disse Tax.

De acordo com a secretária-executiva da SADC, a organização regional concluiu a reconfiguração da Brigada de Intervenção (FIB), que opera sob a égide da Missão da Organização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (MONUSCO) e a Força em Estado de Alerta da SADC foi destacada para apoiar a República de Moçambique no combate ao terrorismo.

Dados avançados pelo secretariado da SADC indicam que o crescimento regional do PIB da região registou uma contracção de 4,8% em 2020, sendo inferior ao crescimento de 2,1% registado em 2019. As taxas de inflação regionais aumentaram para uma média de 49,6% em 2020, em comparação com 16,4% em 2019. A dívida pública também aumentou de 55,5% do PIB em 2019 para 63,2% do PIB em 2020.

“Por conseguinte, os Estados-membros são incentivados a continuar com as medidas de política fiscal e monetária, até que a recuperação económica esteja de volta a uma trajectória ascendente”, comentou Tax.

Em termos de industrialização, a SADC destaca o desenvolvimento de quatro cadeias de valor no sector da agricultura e oito na aquacultura, bem como a finalização do “Quadro Regional para o Desenvolvimento de Fornecedores”, que se concentra especialmente no reforço das capacidades e competências das Pequenas e Médias Empresas (PME), para que contribuam na industrialização e que está a ser utilizado pelos Estados-membros. Para determinar o estado da industrialização, foi realizada, durante o ano, uma análise das lacunas regionais, com base na qual foi desenvolvido um programa regional para melhorar a competitividade. O programa de competitividade destina-se a assegurar que todos os Estados-membros da SADC se esforcem por atingir os objectivos de industrialização regional.

Ainda no mandato de Moçambique na presidência do Conselho de Ministros da SADC, o órgão destaca o desenvolvimento de infra-estruturas como elemento crucial para a integração regional, tendo, como exemplo, a conclusão, em Maio último, da Ponte de Kazungula e o projecto de estabelecimento do Posto Fronteiriço de Paragem Única de Kazungula. A ponte liga o Botswana e a Zâmbia e permite a ligação a outros países da SADC, incluindo a RDC, Namíbia, Zimbabwe e Tanzânia.

No sector de Desenvolvimento Humano, foram finalizadas a Política Quadro de Emprego e Trabalho da SADC e a Política Quadro de Empoderamento da Juventude. Por fim, e não menos importante, a secretária-executiva da SADC, disse, na reunião, que, quando a pandemia da COVID-19 surgiu há um ano e meio, os países-membros da região pensaram que seria um fenómeno de curta duração, mas a realidade mostra o contrário pois a doença prevalece e com grandes impactos sociais e económicos crescentes em todo o mundo e em todos os sectores. 

O actual secretário-geral do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), José Domingos, recebeu pleno apoio à sua candidatura à presidência do partido político e poderá tornar-se no segundo presidente desta terceira maior formação política do país, depois de Daviz Simango.

Segundo um documento enviado à redacção do “O País”, o Conselho Nacional do MDM deliberou, na sua última sessão, a realização do 3° Congresso do Partido a ter lugar em Dezembro do ano em curso. A Comissão Política deliberou abertura de candidaturas pelos membros que se achem reunir as condições colocadas como perfil dos candidatos.

O partido defende que o espírito democrático que norteou os ideais da sua constituição permite aceitar oponentes, o que irá fazer com que os membros tenham as melhores opções dos programas a serem apresentados.

“Nestes termos e estando a passos largos para o término do prazo da entrega das candidaturas, e irmanados no espírito de participação na vida política nacional, através de métodos democráticos universalmente aceites e adoptados pelo MDM dirigido de 2009 até Fevereiro de 2021 por Daviz Mbepo Simango, os membros aqui presentes em representação dos demais nesta cidade e no país a dentro e não só, guiados pelo espírito unificador dos membros do partido com vista a trazer mais membros para o partido como uma casa acolhedora por ser isenta de quaisquer discriminação seja de índole regional ou étnica, religiosa ou política, o respeito pelo principio da “união na diversidade”, tal como é o slogan oficial do MDM, “Moçambique para Todos” convidamos a Sua Excia. Secretário-geral do partido, a apresentar a sua candidatura, a qual merecerá o nosso total apoio”, diz o comunicado.

Os apoiantes e subscritores desta moção consideram estar certos que a se candidatar, José Domingos, irá reunir os filhos do MDM para fazer face às exigências do mercado político nacional dada a sua longa experiência de direcção em diferentes funções por si desempenha.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, profere, esta sexta-feira, pelas 15 horas, uma comunicação à Nação no contexto da Situação de Calamidade Pública.

A informação é avançada pela Presidência da República, em comunicado enviado à nossa redacção.

A comunicação do Chefe do Estado acontece 28 dias depois da entrada em vigor do actual Decreto.

Há, actualmente, 1.671 óbitos e 18.960 casos activos do novo Coronavírus em Moçambique.

Na última comunicação, a 15 de Julho, o Presidente da República, entre várias medidas, suspendeu as aulas presenciais em oito centros urbanos no país e fixou o recolher obrigatório entre 21h e 04 horas.

Os centros comerciais, à luz deste novo decreto, passaram a funcionar das nove às 16 horas de segunda-feira a sábado e das nove às 13 horas aos domingos, feriados e dias de tolerância de ponto.

Os bottle stores, independentemente da sua localização, passaram a adoptar o horário das nove às 13 horas, permanecendo encerrados aos domingos, feriados e dias de tolerância de ponto.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inaugurou, hoje, no Parque Industrial de Beluluane, distrito de Boane, província de Maputo, a fábrica “Beleza Mozambique”.

“Esta fábrica de produtos de beleza revela-se oportuna, face à evolução do mercado a nível mundial. Ela já criou 2.992 postos de trabalho. Esta fábrica é uma mais-valia porque 80% dos seus colaboradores são mulheres e que são chefes de família. E como diz um velho ditado, educar uma mulher é educar uma Nação”, disse o Presidente da República.

Filipe Nyusi lançou alguns desafios para os gestores da firma, de entre os quais destaca-se a adesão ao selo “Made in Mozambique”.

“Sustentem a competitividade no mercado interno e externo, inovem na qualidade, aumentem a produção, adiram ao selo made in Mozambique para mostrar lá fora que em Moçambique fazem-se coisas boas e podem ser feitas muito mais coisas. Também apostem na produção de produtos para homens”, disse Nyusi.

O Chefe do Estado manifestou ainda, o desejo de ver todos os trabalhadores da empresa vacinados, e saudou o facto de nenhum dos quase três mil trabalhadores ter morrido vítima da COVID-19.

“Esta fábrica é um bom exemplo porque em nenhum momento fechou as portas por conta da pandemia. Reinventaram-se e nunca deixaram de fazer o seu trabalho”, disse.

O projecto da fábrica “Beleza Mozambique” surge como resultado da expansão de empreendimentos industriais na zona do Parque Industrial de Beluluane, onde incluem-se, indústrias leves, indústria pesada, indústrias de transformação do alumínio, entre outras, seguindo as prioridades do Programa Quinquenal do Governo 2020-2024 para o sector da indústria, que visa impulsionar o crescimento económico, a produtividade e a geração de emprego.

No evento, Filipe Nyusi, fez-se acompanhar pelo Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, Presidente da Confederação das Associações Económicas, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

O Presidente da República, Filipe Nyusi procede, hoje, no Parque Industrial de Beluluane, distrito de Boane, província de Maputo, a inauguração da Fábrica “Beleza Mozambique”.

“O projecto da fábrica “Beleza Mozambique” surge como resultado da expansão de empreendimentos industriais na zona do Parque Industrial de Beluluane, onde incluem-se, indústrias leves, indústria pesada, indústrias de transformação do alumínio, entre outras, seguindo as prioridades do Programa Quinquenal do Governo 2020-2024 para o sector da indústria, que visa impulsionar o crescimento económico, a produtividade e a geração de emprego”, lê-se na nota enviada pela Presidência da República.

No evento, Filipe Nyusi far-se-á acompanhar pelo Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita; Quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

O Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD) defendeu, esta quinta-feira, a necessidade urgente de aprovação de uma Lei específica sobre Conteúdo Local que possa contribuir para a criação de maior capacidade das empresas nacionais e consequente desenvolvimento de um empresariado privado nacional forte.

Este posicionamento foi tomado pelo director de programas no IMD, Dércio Alfazema, durante uma mesa-redonda organizada por este instituto em coordenação com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), que tinha como objectivo reflectir sobre a lei do conteúdo local.

Segundo a explicação de Alfazema, Moçambique ainda não tem a Lei de Conteúdo local, não obstante existir uma legislação ligada ao sector extractivo, nomeadamente lei de minas, lei de petróleos entre outra legislação que acautela, em seus artigos, questões referentes ao conteúdo local.

Para a organização, uma Lei específica sobre o Conteúdo Local deve ser acompanhada de criação de uma entidade que seria responsável por assegurar a monitoria e fiscalização do comprimento da mesma, o que até agora não tem acontecido de forma sistemática, limitando-se às entidades públicas as informações partilhadas pelas empresas.

“É importante acautelar a monitoria das matérias relativas ao Conteúdo Local, para se aferir as razões por detrás de situações de incumprimento, estando ciente de que a previsão é em si um ganho, mas o mais importante é que o cidadão, as empresas e o país se beneficiem efectivamente destas oportunidades pelo menos nos termos definidos na legislação”, referiu Alfazema, desafiando o sector privado a melhor organizar-se.

Por sua vez, a Embaixadora da Finlândia em Moçambique, Anna-Kaisa Heikkinem, sublinhou que uma Lei sobre o Conteúdo Local é muito importante para o desenvolvimento de Moçambique, para economia, empresas moçambicanas, bem como para a geração de emprego no país, por isso a sua aprovação vai constituir um passo importante para se atingir esse objectivo.

“A Comunidade Internacional está a seguir o desenvolvimento desta proposta de lei com grande interesse, porque vai ter grandes consequências para o ambiente dos investimentos estrangeiros no país”, explicou Heikkinem, ajuntando que está convicta de que todas as grandes empresas internacionais compreendem muito bem a importância de envolver as comunidades locais nos seus projectos.

Segundo a diplomata, como comunidade internacional, tem também alguns receios em relação a uma Lei sobre o Conteúdo Local, pois ela pode também impedir ou dificultar investimento estrangeiro e pode mesmo ser um problema para continuação dos investimentos.

Entretanto, o director nacional-adjunto de Políticas Económicas no Ministério de Economia e Finanças (MEF), Ângelo Nhalidede, entidade que está a trabalhar na elaboração da proposta de Lei de Conteúdo Local, garantiu que o documento já foi socializado e o que o MEF devia fazer já foi feito, esperando que sigam os trâmites para que a lei passe à sua aprovação.

“A proposta de lei já existe”, confirmou Nhalidede.

No entanto, propõe-se que a Lei de Conteúdo Local deverá, dentre vários aspectos, contribuir para o reforço da capacidade local mediante a transferência de conhecimentos e tecnologia de entidades singulares ou colectivas estrangeiras para as empresas locais, como uma prioridade fundamental, bem como a formação técnico-profissional dos moçambicanos em toda a cadeia de valores da indústria extractiva e reforçar a parceria entre o empresariado nacional.

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