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Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo

Chapo inaugura água em Gorongosa e diz que obra devolve dignidade ao povo Foi com palavras simples e profundamente humanas que o Presidente da República, Daniel Chapo, explicou nesta sexta-feira(16.10.26), em Gorongosa, o que significa para uma família a chegada da água potável. Ao inaugurar o sistema de abastecimento de

O Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua, de 04 a 07 de Setembro de 2021, uma visita de trabalho à província de Nampula.

Naquela província, o Chefe do Estado vai escalar o distrito de Angoche, onde irá proceder ao lançamento do Programa de Desenvolvimento Rural, designado “Promove Transporte”, refere uma nota da Presidência da República, enviada à nossa redacção.

“O programa Promove Transporte enquadra-se no Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2020-2024, que tem como prioridade impulsionar o crescimento económico, a produtividade e a geração de emprego, cuja implementação irá abranger as províncias da Zambézia e Nampula e conta com o apoio da União Europeia, ao abrigo do 11º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED)”, refere a nota.

Consta igualmente do programa do Chefe do Estado o lançamento da “Semana do Ensino Técnico-Profissional, inauguração do edifício da Procuradoria Provincial de Nampula, bem como a participação no lançamento do livro “O Fim da Luta de Libertação Nacional em Moçambique: Operação Omar”.

Ainda na cidade de Nampula, o Presidente Nyusi vai orientar a cerimónia de deposição de uma coroa de flores na Praça dos Heróis Moçambicanos, por ocasião da celebração do Dia da Vitória, data que assinala os Acordos de Lusaka, que conduziram à independência do país, a 25 de Junho de 1975.

Na ocasião, Filipe Nyusi vai, igualmente, orientar a cerimónia de condecoração de cidadãos nacionais, distinguidos pelos seus actos e sacrifícios extraordinários consentidos na luta pela unidade nacional e libertação económica, social e cultural, contra o colonialismo e o racismo, pela paz, amizade, solidariedade e progresso da humanidade.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, atribuiu, através de um Decreto Presidencial, a Medalha Veterano da Luta de Libertação de Moçambique a 1544 cidadãos nacionais.

De acordo com uma nota da Presidência, a “ Medalha Veterano da Luta de Libertação de Moçambique é atribuída com o objectivo de valorizar a participação consequente na luta de libertação nacional e no engajamento patriótico, na edificação, consolidação e no desenvolvimento da República de Moçambique”.

Filipe Nyusi atribui a Medalha “em reconhecimento da participação activa na Luta de Libertação da Pátria Moçambicana, nas frentes da luta armada ou clandestina, do combate diplomático e da informação e propaganda, da batalha pelo triunfo da independência, bem como do esforço abnegado tendente a valorizar as conquistas da independência nacional, da moçambicanidade e do desenvolvimento nacional”.

Em Despacho Presidencial separado, Nyusi delegou aos secretários de Estado a imposição de insígnias a cidadãos nacionais, no dia 7 de setembro corrente.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reconduziu hoje, através do Despacho Presidencial, Rogério Lucas Zandamela, para o cargo de Governador do Banco de Moçambique (BM).

Assim, Rogério Zandamela, nomeado pela primeira em Agosto de 2016, cumpre um segundo mandato até 2026.

O Governo ainda não tomou nenhuma decisão após as conclusões trazidas pela Comissão de Inquérito, sobre o acidente de viação em Maluana e do plano de acção para mitigação dos acidentes rodoviários no país.

Já passam onze dias após a entrega oficial do relatório da Comissão de Inquérito, que concluiu que o sinistro teve como causa erro humano e só esta terça-feira é que o Governo apreciou o relatório, pelo que, segundo Filimão Suaze, ainda não sabe como proceder diante da situação.

“No dia 20 de Agosto, a Comissão de Inquérito procedeu à entrega formal do seu relatório e esta entrega foi feita para a pessoa do ministro dos Transportes e Comunicações. Nesta sessão do Conselho de Ministros, o Governo apropriou-se do relatório, fez uma análise exaustiva e, havendo decisões a serem tomadas, poderão ser nos próximos dias e serão devidamente comunicadas”, avançou.

O assunto foi discutido durante a 30ª sessão do Conselho de Ministros, em que o Governo aprovou a proposta de lei que define as regras e critérios para fixação da remuneração de funcionários e agentes do Estado e demais servidores públicos.

Com a lei, conforme explicou Suaze, será instituída uma tabela salarial única, aplicável aos servidores públicos, incluindo os titulares ou membros de órgãos públicos.

Foi aprovada, ainda, a proposta que ratifica o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado. “A revisão vai ajustar os princípios e normas que regem as relações laborais dos funcionários e agentes do Estado à dinâmica da Administração Pública e ao desenvolvimento socioeconómico do país”, referiu o porta-voz.

Na sessão, foi aprovado o Regulamento de Pesca Recreativa e Desportiva. Suaze explicou que o decreto regulamenta as disposições da Lei 22/2013, de 1 de Novembro, da Lei das Pescas, relativas ao exercício da pesca recreativa e desportiva nas águas nacionais.

O crime cibernético foi, também, tema da reunião do executivo, nesta terça-feira, que culminou com a aprovação da Política de Segurança Cibernética e Estratégia da sua Implementação.

“A política e a estratégia definem, coordenam e implementam iniciativas e propriedades, a fim de proteger instituições, pessoas e bens contra incidentes decorrentes do uso das tecnologias de informação, no espaço cibernético”, aprofundou o interlocutor.

O executivo aprovou, igualmente, a Estratégia de Saneamento Rural, que define as responsabilidades dos intervenientes na limpeza rural e estabelece o acesso universal aos serviços básicos de saneamento e higiene para as famílias, escolas e unidades sanitárias.

A Presidente da Assembleia da República (PAR), Esperança Bias, enalteceu, esta segunda-feira, na sede do Parlamento, em Maputo, a abnegação da delegação de médicos cubanos que se encontra em Moçambique desde Março último, em resposta a um pedido formulado pelo Governo moçambicano para reforçar as equipas que têm estado na linha da frente para fazer face à pandemia da COVID-19 no país.

Falando durante a audiência de cortesia que concedeu à direcção da equipa de médicos cubanos e que se fazia acompanhar do embaixador daquele país acreditado em Moçambique, Pavel Orencio Diaz Hernandez, a PAR disse que a cooperação bilateral no domínio da saúde permitiu a obtenção de ganhos assinaláveis, no que tange ao fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde de Moçambique.

As Repúblicas de Moçambique e de Cuba estabeleceram relações diplomáticas em Agosto de 1975 e uma das áreas prioritárias desta cooperação bilateral é a Saúde.

A Cooperação no Sector da Saúde tem sido regida por protocolos que foram sendo assinados pelos Governos dos dois países desde Outubro de 1978.

No final do encontro com a PAR, a equipa médica cubana, que, na ocasião, se mostrou satisfeita pela recepção, saudou o povo moçambicano e visitou as instalações da Assembleia da República, para o Posto Médico local e o Centro Informação e Documentação Parlamentar.

O Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), organização da sociedade civil que monitora os protocolos de prevenção da COVID-19 em Moçambique, considera que as medidas anunciadas na última sexta-feira, 27 de Agosto, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e publicadas no Decreto n° 62/2021 de 27 de Agosto, ajustam-se à tendência regressiva em termos dos principais indicadores epidemiológicos.

Para o IMD, se em Julho, mês bastante severo para o país, a situação epidemiológica estava bastante preocupante de tal forma que se exigiam medidas mais restritivas, actualmente a situação é totalmente diferente e favorável, uma vez que o país passou do nível de alerta 4 para 3.

“As medidas ligadas à prevenção da COVID-19 são dinâmicas e vão ajustando-se em função do comportamento dos indicadores epidemiológicos. Neste momento, estes indicadores demonstram uma tendência regressiva, daí ser conveniente introduzir alguns abrandamentos, tendo sempre em consideração o princípio de gradualismo”, lê-se no comunicado do IMD.

O comunicado refere que o cumprimento das medidas restritivas adoptadas pelo Decreto n° 50/2021, de 26 de Julho, claramente estão a surtir os efeitos desejados, coadjuvados pelos resultados satisfatórios da vacinação, pelo incremento de acções de fiscalização e o aumento da consciência colectiva da necessidade de prevenção por parte do cidadão.

Para o IMD, as novas medidas têm um forte potencial de reanimar a economia, garantindo o equilíbrio entre a preservação da saúde pública e o estímulo ao funcionamento normal da economia.

“O alargamento dos horários de funcionamento dos centros comerciais e a permissão de realização de reuniões e conferências é um sinal positivo para estimular uma retoma gradual da economia. Numa altura em que o país se prepara para a realização da Feira Internacional de Maputo (FACIM), a maior feira de negócios do país, será importante para o sector privado poder realizar encontros e intercâmbio comercial, sem muitos riscos de violar as medidas”, indica o comunicado, que, no entanto, relembrando que “o abrandamento das medidas não deve significar o desleixo no cumprimento das mesmas e muito menos o relaxamento na fiscalização”.

No comunicado, o IMD recomenda à população para aderir em massa na segunda fase da vacinação em massa, como forma de garantir a imunização e transição para o novo normal de forma segura, pois a COVID-19 está longe do fim.

Tendo em conta a recente experiência da multiplicação de casos da COVID-19 nas escolas, considera a organização que é importante se encarar a reabertura das aulas presenciais com muita cautela e prudência, reforçando a responsabilidade e a consciência de todos e chama atenção para o facto de a retoma das aulas presenciais em todos os subsistemas, a excepção do pré-escolar, “ter um forte potencial de pressionar o sector de transportes que já traz consigo alguns problemas estruturais, de tal forma que é importante se redobrarem as acções de monitoria destes dois sectores”.

Dois meses depois de manifestar a vontade de concorrer à presidência da terceira maior força política do país, Silvério Ronguane procedeu, no último sábado (28), à submissão da sua candidatura para a Presidência do Movimento Democrático de Moçambique.

O deputado da Assembleia da República e membro do MDM há nove anos diz que a sua candidatura foi proposta pela delegação do partido na província de Maputo, por isso está confiante na vitória.

“O que fizemos aqui é uma demonstração da nossa vontade de contribuir para um partido mais democrático, livre e, acima de tudo, dar continuidade ao trabalho e esforço do nosso líder, Daviz Simango. Este foi o primeiro passo, o próximo é seguirmos com a nossa agenda, rumo à vitória”, disse Silvério Ronguane, após ser aprovada a sua candidatura.

Ronguane considera-se um homem de sorte, por poder concorrer para a sucessão daquele que foi o seu mentor político.

“Como sempre digo, sou um anão nos ombros do gigante. O nosso presidente foi um gigante insubstituível, mas nós, enquanto estivermos nos ombros desse gigante, acreditamos que teremos um MDM mais vibrante, mais focado e, sobretudo, um partido de vitórias eleitorais”.

Por seu turno, o mandatário da candidatura, Roldão da Conceição, congratula o candidato e diz que estão criadas as condições para assumir a presidência do partido do “galo”.

“Já cumprimos a primeira fase. O que nos resta é continuarmos a trabalhar para que esta candidatura saia vencedora, pois ser primeiro é sempre bom. Estamos confiantes de que o doutor Ronguane irá levar para frente aqueles que são os objectivos do partido, baseados nos ensinamentos do seu antigo presidente”, disse.

Silvério Ronguane é o primeiro a submeter a candidatura à liderança daquele partido, de olhos postos nos dias 3, 4 e 5 de Dezembro, datas da realização do congresso, do qual sairá o novo homem forte do MDM.

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, fala amanhã, às 16 horas, à Nação, no âmbito da Situação de Calamidade Pública. De acordo com a nota da Presidência da República, na sua comunicação, o Chefe de Estado abordará a situação actual da COVID-19 no país.

A última vez em que o Chefe do Estado falou aos moçambicanos sobre a situação da COVID-19 foi a 13 de Agosto corrente, quando o país registava um cumulativo de 137.413 pessoas infectadas, das quais 116.945 recuperadas, 1.690 mortes e 18.774 infecções activas.

Na altura, Filipe Nyusi disse que voltaria a falar sobre a evolução da COVID-19 em 15 dias. Passados 13 dias, mais 7.055 pessoas ficaram infectadas e outras 13.320 recuperadas.

Mais 135 pessoas morreram, totalizando, até esta quinta-feira, 1825. A boa nova diz respeito à redução dos casos activos em 6.400.

Recorde-se que na comunicação anterior, Filipe Nyusi manteve todas as medidas anteriormente decretadas, pelo decreto nº 50/2021 de 16 de Julho, para frear a propagação do novo Coronavírus e suspendeu as aulas presenciais em todos os subsistemas de ensino nas cidades de Vilankulo, Maxixe e vila de Massinga.

Que se combata com mais vigor a corrupção, esta é a mensagem que Filipe Nyusi deixou ontem. O Presidente da República defende maior abertura à fiscalização, até porque assim “você dorme tranquilo”

O Presidente da República, Filipe Nyusi, foi quem fez a abertura do primeiro Conselho Nacional de Coordenação entre os Órgãos de Governação Descentralizada e sectores do Governo central.

O combate à corrupção foi uma das principais mensagens de Nyusi aos secretários de Estado, governadores de província e presidentes das autarquias presentes no evento.

Nyusi lamentou que os casos de corrupção tenham aumentado em 2020, a avaliar pelos processos instaurados, que foram mais de 1200, o que significou uma subida de cerca de 300 processos. Defende, por isso, que os órgãos de governação descentralizada devem estar abertos a auditorias e maior transparência no seu trabalho.

“Fico muito preocupado quando são acusados edis, directores… Em alguns casos fica claro que se trata de falta de procedimentos, ausência de supervisão, fiscalização ou contratos mal elaborados. Alguns são mesmo mal elaborados, mas outros são viciados”, diz o Estadista, acrescentando que “não tenham medo das auditorias, nem que sejam internas. Não tenham medo da fiscalização. Você dorme tranquilo quando percebe que há quem veio à tua casa, vasculhou e viu que está limpa. Você dorme tranquilo”.

Ainda em conformidade com o lema escolhido para o evento, “Por uma Governação Local Coordenada ao Serviço do Cidadão”, o Chefe do Estado não poupou os presentes, tendo-lhes dito que “não podemos assistir passivamente a nossa província e o nosso país a serem catalogados como terra de corruptos”.

Durante a sua intervenção, o Presidente da República avançou que a província de Nampula é a que mais processos de corrupção tem em todo o país, seguida pela Cidade e província de Maputo.

Por outro lado, as províncias de Gaza, Zambézia e Tete foram apontadas como as que menos processos ligados à corrupção registam.

Numa avaliação sobre corrupção, feita a um universo de 160 países, Moçambique, segundo Filipe Nyusi, foi considerado um dos Estados mais corruptos, facto que, para o Estadista moçambicano, contribui para a descredibilização do país e retarda o seu desenvolvimento.

Face à situação, o Presidente da República emitiu uma ordem: “Vamos trabalhar! Se cada um fizer um pouco só, vamos virar isso”. Nyusi vai mais a fundo. “A corrupção é uma doença que tem corroído a nossa sociedade e retarda o desenvolvimento do nosso país”.

No seu discurso, o Chefe do Estado apelou ainda aos dirigentes das diferentes instituições do Estado para trabalharem em estreita colaboração e coordenação, de modo a garantir-se o estancamento das assimetrias no desenvolvimento do país.

Durante a abertura do Primeiro Conselho Nacional de Coordenação entre os Órgãos Executivos de Governação Descentralizada Provincial e Sectores de Nível Central, Filipe Nyusi disse ainda que a transparência, a boa-governação e a prestação de contas não compactuam com a corrupção, pelo que os dirigentes não deviam ter medo de efectuar auditoria nas suas instituições.

Fora a corrupção, há outros problemas que derivam da governação descentralizada, dado o facto de ser um novo sistema. O Estadista diz que, no lugar de questionar o modelo de descentralização, os órgãos de governação descentralizada devem resolver os problemas da população.

“É assim como as coisas começam. Começam assim e é assim como as coisas crescem. Vocês têm a sorte de ser os pioneiros neste processo. O vosso orgulho será deixar marcas. Ao invés de estarem a questionar, resolvam as preocupações”, afirmou Nyusi.

Segundo Filipe Nyusi, “a descentralização não é o remédio para todos os males da Administração Pública” e que os dirigentes por si nomeados não são “meninos de recados”. Assim defendeu o Presidente da República, enfatizando que “o país não pode ser governado de forma sazonal” e que, para toda acção governativa, existe uma bússola, designada Plano Quinquenal do Governo (PQG), que norteia todas as acções a serem implementadas a nível central e local.

O Presidente da República abordou, igualmente, o tema terrorismo, destacando o trabalho das Forças de Defesa e Segurança em Cabo Delgado, mas alerta para a necessidade de se estar em vigilância em todas as províncias do país, porquanto “o terrorismo não tem limites territoriais”.

A “COVID-19” não deixou, também, de ser tema no discurso do Presidente da República, dado o número crescente a cada dia, com mais de 1800 mortes causadas pela doença. Apela, por essa via, para que haja maior rigor no cumprimento das medidas contra a doença.

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