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O País – A verdade como notícia

Renamo marca Conselho Nacional para Outubro

A Renamo cedeu à pressão de alguns membros e ex-guerrilheiros. Agendou a realização do Conselho Nacional do partido para os dias 21 e 22 de Outubro deste ano, na Cidade de Maputo. Segundo o porta-voz da Renamo, Marcial Macome, o encontro irá discutir a situação do partido e do País.

Quinze de Julho é a data prevista para a instalação em Cabo Delgado da força tarefa em estado de alerta aprovada pela SADC para ajudar Moçambique a combater o terrorismo. A informação consta de uma carta do da Secretária Executiva da SADC, Stergomena Tax, dirigida ao Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.

Na missiva datada de 07 de Junho, a Secretária executiva da SADC informa às Nações Unidas que: “A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) aprovou a implatação de uma força tarefa em estado de alerta no cenário 6 para a República de Moçambique. A implantação deverá produzir efeitos a partir de 15 de julho de 2021, por um período inicial de três meses, podendo ser prorrogada dependendo da evolução da situação”, lê-se.

Além de combater os actos terroristas, no geral, a presença da força em Estado de alerta em Cabo Delgado tem por objectivo reestabelecer a ordem nas zonas assoladas pela violência.

“A missão da SADC em Moçambique visa, entre outros, apoiar a República de Moçambique no combate a actos de terrorismo e extremismo violento, bem como ajudar a República de Moçambique no restabelecimento da lei e da ordem nas áreas afectadas da província de Cabo Delgado”, termina a Secretária Executiva pedido a António Guterrs para informar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os desdobramentos da organização regional.

O Ruanda anunciou hoje o envio de tropas para integrarem a linha da frente de combate ao terrorismo em Cabo Delgado. Segundo fontes oficiais, o primeiro contigente chegou hoje a Cabo Delgado.

De acordo com um comunicado de imprensa emitido pelo governo de Kigali, o primeiro contigente das tropas ruandesa começou a chegar nesta sexta-feira ao país. O contingente, que vai totalizar 1.000 homens, é composto por elementos das Forças Armadas e da Polícia Nacional e chegará a Cabo Delgado, em resposta a um pedido do Governo moçambicano, indica a nota.

As tropas ruandesas vão trabalhar directamente com as Forças de Defesa e Segurança e o contingente da SADC.

O comunicado do governo de Kigali indica que as tropas ruandesas vão apoiar os esforços do restabelecimento da autoridade do Estado moçambicano nos distritos afectados pelas acções terroristas, através de acções de segurança e combate, bem como a estabilização e reformas do sector de segurança.

Segundo as autoridades do Ruanda, o envio de tropas é baseado nas boas relações bilaterais com Moçambique e surge no seguimento de vários acordos assinados em 2018.

O Secretário-geral do partido Frelimo defende que o combate à COVID-19 e acidentes de viação que estão a dizimar vidas no país deve ser intensificado.

Roque Silva precisou que, tal como não faz sentido as pessoas continuarem a não observar medidas de prevenção da pandemia, as estradas não podem, também, continuar a ser passaporte para morte.

Roque Silva está na Zambézia para trabalhar com as bases do seu partido. Logo à sua chegada, recordou que o país já observa a terceira vaga da pandemia da COVID-19.

 “Não se pode aceitar que continuemos a observar situação de desrespeito às regras de prevenção do novo Coronavírus. Festas, aglomerados, enchentes em diversas ocasiões devem ser eliminados por todos nós para evitarmos situações de cada vez mais propagação da pandemia”.

O Secretário-geral da Frelimo falou, também, dos últimos acidentes de viação que causaram morte de moçambicanos. “Os acidentes estão a preocupar todos nós. Não podemos sair de casa para o autocarro sem sabermos se chegaremos ou não com vida ao nosso destino. Queremos responsabilidade por parte dia automobilistas que se fazem à estrada. As estradas não podem ser passaporte para a morte”, finalizou o político que, esta sexta-feira, vai trabalhar no distrito de Chinde, sul da província da Zambézia.

O presidente do partido Frelimo e da República de Moçambique, Filipe Nyusi, defende a construção de um mundo mais cooperativo para permitir o desenvolvimento integral das nações.

“Estamos a testemunhar hoje a trajectória de um povo iniciada em Xangai em 1921 com transformações a nível mundial jamais vistas na história da humanidade. A presença da pandemia da COVID-19 reforçou cada vez mais a visão de que todos vivemos na mesma aldeia e só juntos podemos vencer esta pandemia, através do fortalecimento de um mundo mais cooperativo, partilhado e solidário podemos reerguer renovando a esperança e a reafirmação da confiança de um futuro, onde cristalizamos o nosso desejo de ver os nossos países e povos cada vez mais unidos, prósperos e em harmonia”, disse.

Filipe Nyusi falava, esta terça-feira em Maputo, na cimeira virtual de líderes mundiais e de partidos políticos por ocasião da celebração dos 100 anos do partido comunista da China.

O Presidente do partido Frelimo e da República de Moçambique frisou que a história da China inspira muitas nações do mundo, que almejam o progresso e o bem-estar dos seus povos.

O Antigo Presidente da República de Moçambique e Presidente do Fórum dos Antigos Chefes de Estado e de Governo Africanos, Joaquim Chissano, participa, hoje, em Lusaka, Zâmbia, na cerimónia fúnebre de Kenneth Kaunda, antigo Presidente da República da Zâmbia, falecido a 17 de Junho do ano em curso.

A informação foi avançada através de um comunicado enviado a nossa redacção, que refere que a cerimónia fúnebre terá lugar no Panteão Nacional (National Monument) em Lusaka reservado para a sepultura de altos dignatários daquele País.

De acordo com a nota, o programa da cerimónia contempla uma missa de corpo presente na Catedral Anglicana da Cruz Sagrada (Anglican Cathedral of the Holy Cross), que irá anteceder a cerimónia solene do funeral daquele que foi o Presidente Fundador da República da Zâmbia e que dedicou a sua vida à causa da luta contra o domínio colonial e discriminação racial em África.

Participarão da cerimónia, o Presidente em exercício da Zâmbia, Edgar Lungu e o antigo Presidente da Zâmbia, Rupiah Banda.

Kenneth Kaunda, que faleceu aos 97 anos, dirigiu a Zâmbia desde a independência em 1964 até 1991.

Há cerca de duas semanas, a Renamo acusou o executivo de não estar a honrar parte do acordo de paz definitivo, nomeadamente, no que diz respeito à integração dos seus combatentes nas Forças de Defesa e Segurança (FDS). O alarme soou e o Governo movimentou o processo.

No topo das reivindicações da Renamo, estava uma lista de 36 guerrilheiros entregue ao Governo, para serem integrados nas FDS para, posteriormente, serem enquadrados como seguranças da liderança da perdiz e noutras unidades do exército nacional.

Nesta segunda-feira, a Renamo, através do seu Secretário-geral, garantiu que o processo registou avanços, com a chegada na capital do país, na passada sexta-feira, de um grupo dos 36 combatentes da Renamo, que, dentro de dias, serão submetidos a uma formação, para se adaptarem aos padrões das FDS.

“Este grupo vai ser integrado na polícia e, sobretudo, na unidade de protecção de altas individualidades. Este grupo irá proteger as lideranças da Renamo assim como o seu património”, explicou Magibire, em contacto com a imprensa, nesta segunda-feira.

Por outro lado, Magibire disse desconhecer para quando o arranque da segunda fase, nomeadamente, a integração dos outros combatentes da Renamo, em maior número.

“É muito difícil prever prazos em situações como estas. O nosso desejo, como Renamo, é que este processo terminasse amanhã, Mas, infelizmente, trata-se de um processo delicado e o objectivo não é que o mesmo termine com urgência, mas sim que corra bem, por isso temos que admitir a aceleração e desaceleração deste processo para garantir uma paz duradoura”, salientou.

O secretário-geral da Renamo falava aos jornalistas na cidade da Beira onde orientou uma reunião da Liga Feminina da Renamo, que tem como objectivo eleger uma nova presidente, tendo em conta que a actual assumiu a liderança do partido em Sofala. Concorreram ao cargo seis candidatas e, até ao fecho desta nota de reportagem, ainda decorria o processo de eleição.

O primeiro lote da ajuda humanitária da União Europeia para as vítimas do terrorismo em Cabo Delgado chegou, ontem, à cidade de Pemba, num avião que partiu da Itália directo para Moçambique.

O donativo, composto por bens de primeira necessidade e medicamentos, foi recebido pelo secretário de Estado da província e pelos representantes de várias organizações humanitárias.

“É um esforço coordenado entre os países da União Europeia, no caso, Portugal e Itália, para fazer chegar bens da primeira necessidade e equipamento médico às populações mais necessitadas de Cabo Delgado”, disse Carolina Lopes, em representação da União Europeia em Moçambique.

O Governo agradeceu o gesto, mas, devido ao elevado número de deslocados, deixou um apelo ao mundo para se solidarizar com as vítimas do terrorismo.

“Este apoio pode parecer muito, mas não vai suprir as necessidades actuais e futuras da população de Cabo Delgado, vítima do terrorismo, por isso apelamos a todas as organizações e outras forças vivas da sociedade para seguirem este exemplo da União Europeia”, alertou António Supeia, secretário de Estado em Cabo Delgado.

Nos próximos dias, de acordo com a União Europeia, está prevista a chegada de mais dois aviões com bens e medicamentos para os deslocados de Cabo Delgado.

Desde que iniciaram os ataques terroristas em 2017, mais de 800 mil pessoas estão deslocadas e precisam de ajuda em alimentação, vestuário, abrigo e outras formas que permitam às famílias recomeçarem a suas vidas em locais considerados seguros.

O Ministro do Interior garantiu, este sábado, na cidade da Beira, que a Junta Militar da Renamo está confinada e em defesa passiva e notificou que parte dos seus integrantes continuam a juntar-se ao processo de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração (DDR).

“Eu palmilhei, nos últimos dias, a estrada nacional número um aqui, em Sofala, assim como as zonas que, outrora, foram atacadas várias vezes pela dita Junta Militar da Renamo, tendo tido a oportunidade de dialogar com várias unidades especiais ali estacionadas. Constatei, com muita felicidade, que a vida já retornou à normalidade, havendo circulação de pessoas e bens. É uma prova de que as acções que estamos a realizar confinaram os elementos da chamada Junta Militar, estando, pois, numa defensiva passiva. Este sucesso conta com a colaboração da população”.

Miquidade que, nos últimos cinco dias, trabalhou em Sofala, afiançou, igualmente, que o Governo tem estado a articular, de forma contínua e pacífica, com os elementos da Junta Militar que se mostram disponíveis para aderir ao DDR.

“Estamos a ter bons resultados. É o que nós queremos. Juntar todos os moçambicanos no sentido de convivermos sem armas na mão. Eles devem juntar-se ao DDR e juntos construirmos uma paz sólida”.

O Ministro do Interior falava à imprensa depois de proceder ao lançamento da primeira pedra para a construção de uma infra-estrutura de raiz e resiliente de dois andares dos Serviços Provinciais de Identificação Civil de Sofala, que, desde independência nacional, têm funcionado em edifícios arrendados. As obras estão orçadas em cerca de 74 milhões de meticais, fundos disponibilizados pelo Governo e deverão terminar em meados do próximo ano.

Ainda este sábado, Miquidade entregou meios circulantes a diversas unidades e sub-unidades da sua corporação.

 

Decorre de 02 a 05 de Dezembro o V congresso da Organização da Mulher Moçambicana (OMM).

A informação foi avançada, hoje, durante a reunião de Oficialização do V congresso, onde estiveram reunidos membros da Comissão Política, do comité central do partido e outros membros da organização.

Segundo a presidente da organização, Isaura Nyusi, no congresso serão debatidas estratégias para vitória das próximas eleições.

“Deste encontro sairemos com orientações claras e precisas sobre os caminhos que nos conduzirão para as novas vitórias”, disse.

Para que o congresso seja produtivo, Isaura Nyusi apelou a união entre os membros da organização, durante o processo de preparação.

“Exortamos, igualmente, aos jovens em particular, para emprestarem o seu dinamismo e vitalidade para que o V congresso não seja memorável apenas pela qualidade do debate, mas também pelo seu nível de organização”, apelou.

O IV Congresso teve lugar em 2016.

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