Skip to main content

O País – A verdade como notícia

 “O segredo de Moçambique são os comités locais”, PR sobre mudanças climáticas

O Chefe de Estado foi distinguido na Beira como Campeão de Gestão de Risco de Desastres da União Africana e dedicou homenagem ao povo moçambicano. O Presidente da República falava nesta  quinta-feira(15.10.2026), na cidade da Beira durante   o primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, sob o lema

O Chefe de Estado moçambicano está desde hoje em Bruxelas, na Bélgica, cidade onde se localiza a sede da União Europeia, um dos principais parceiros de Moçambique. Filipe Nyusi vai reunir-se com os líderes da organização, sendo os temas do terrorismo, reconstrução e ajuda humanitária em Cabo Delgado e as mudanças climáticas no centro da agenda.

Moçambique procura na União Europeia (UE) parcerias para melhor responder aos desafios actuais do país, com destaque para o combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, que já provocou mais de 850 mil deslocados e acima de duas mil e quinhentas mortes. De visita de trabalho desde ontem à sede da organização em Bruxelas, capital da Bélgica, o Chefe do Estado moçambicano iniciou a sua jornada diplomática, através de um encontro, à porta fechada, com Jutta Urpilainen, Comissária da União Europeia para Parcerias Internacionais.

Na verdade, o pano de fundo da deslocação consiste numa série de encontros com os líderes de topo, a destacar o Presidente do Conselho Europeu e o Vice-Presidente da Comissão Europeia, figuras com as quais Filipe Nyusi vai sentar-se à mesa esta terça-feira.

“Fundamentalmente, [a visita] é para discutirmos a questão do reforço da cooperação entre Moçambique e a União Europeia”, explicou Manuel Gonçalves, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, reforçando que “a União Europeia é um dos principais parceiros de cooperação em termos de assistência humanitária, investimento, infra-estruturas e na consolidação da paz”. Aliás, no capítulo da paz e segurança, a União Europeia destaca-se por apoiar a luta contra o terrorismo e na implementação do Acordo de Paz Definitiva, através do financiamento ao processo do DDR.

Está ainda previsto um encontro com o Comissário responsável pela gestão de crises humanitárias, numa altura em que Moçambique possui mais de 800 mil deslocados devido ao terrorismo. Aliás, o tema do terrorismo é incontornável na jornada diplomática do país.

“Há distritos que foram recuperados após o combate das nossas Forças de Defesa e Segurança com o apoio das Forças da SADC e do Ruanda. Há necessidade de reconstrução desses distritos, daí a existência de um plano de reconstrução de Cabo Delgado, e a União Europeia é um dos parceiros que têm apoiado este processo. Certamente, eles vão continuar a dar seu apoio”, disse o vice-ministro, não deixando de destacar a existência de uma “missão da organização no âmbito da formação e capacitação das Forças de Defesa e Segurança, temas que certamente serão abordados”.

Além do número dois da diplomacia moçambicana, o Presidente leva na delegação o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, e assessores das áreas de economia e diplomacia.

O país quer também reforçar a sua resposta às mudanças climáticas. “Queremos perceber como é que podemos trabalhar com a União Europeia no âmbito dos desafios actuais. Moçambique tem sido ciclicamente afectado por calamidades naturais e a UE foi um dos principais parceiros que mobilizou a realização da Conferência Internacional Pós-Idai e agora fomos mais uma vez afectados pela depressão tropical ANA”, citou.

As relações entre a União Europeia (UE) e Moçambique iniciaram em 1975, após a independência, e ocorrem ao abrigo do Acordo de Cotonou, que abrange as áreas política, comercial, económica e de cooperação.

A União Africana (UA) vai mandar mais apoio logístico para Moçambique, com vista a ajudar o país a combater o terrorismo. A garantia foi dada na trigésima quinta Assembleia-Geral do organismo regional, que decorreu de 04 a 06 de Fevereiro corrente.

Depois de algumas sessões realizadas de forma virtual devido à pandemia da COVID-19, a Cimeira deste ano marcou o retorno dos encontros presenciais para debater a vida de África, um continente que regista aumento galopante de desafios associados a vários sectores.

Todos esses desafios foram acolhidos no lema da sessão: “Construir Resiliência na Nutrição e Segurança Alimentar no Continente Africano, Reforçar a Agricultura, Acelerar o Capital Humano, o Desenvolvimento Social e Económico”.

Entretanto, a deficiente situação de segurança roubou a cena. O terrorismo continua presente num continente que, em apenas um ano, registou oito golpes de Estado em diferentes pontos, com destaque para a região ocidental.

Como era de se prever, paz e segurança foram os assuntos abordados pelo Presidente da República na 35ª Cimeira da União Africana. Filipe Nyusi descreveu o contexto e mostrou, com números, o drama já causado pelo terrorismo.

“Desde 2017, os terroristas, integrando homens estrangeiros e nacionais, matam, sequestram e esquartejam as populações. Queimam casas, destroem infra-estruturas e equipamentos, saqueiam produtos e bens. Neste momento, já provocaram mais de 850 mil deslocados e 2.500 mortos”, afirmou.

O Chefe do Estado moçambicano diz que os números seriam piores, não fosse a pronta intervenção das forças do Ruanda e da SADC, que evitou o alastramento do mal para outras zonas do país e demais Estados da África Austral.

“É por isso que reconhecemos publicamente que o pronto apoio do Ruanda e dos países da SADC evitou, de forma eficaz, o alastramento do terrorismo para outras zonas do país e outros Estados da região sul do continente”, avançou.

A intervenção estrangeira tem ajudado, mas, nos últimos tempos, há uma aparente fragilização das tropas. Zonas como Macomia e Nangade, que foram declaradas “libertadas” e que contam com a presença militar, voltam a ser alvo de ataques.

Por exemplo, enquanto decorria a Cimeira em Addis Abeba, a população de uma aldeia de Macomia, no Norte de Moçambique, encontrou, no domingo (06.02), os restos mortais de três pessoas, disseram residentes à agência de notícias Lusa.

Ciente do problema, a União Africana prometeu enviar mais apoio em equipamentos para responder à insurgência. Entretanto, a instituição não revelou de forma específica o tipo nem prazos para a chegada da ajuda.

Filipe Nyusi falou mais. Depois de abordar os problemas de Moçambique, o Presidente da República analisou aquele que, a par do terrorismo, se afigura como um grande problema do continente – golpes de Estado.

“A situação é prevalecente em algumas regiões do continente e, por isso, exige a nossa atenção. O ressurgimento de formas inconstitucionais de ascender ao poder violam os valores e princípios universais de Estado de Direito Democrático. Independentemente das motivações objectivas deste acto, é um revés à conquista da nossa independência”, explicou o Chefe de Estado.

Na 35ª reunião dos Chefes de Estado, a União Africana foi desafiada a ser mais actuante na resposta aos problemas do continente, numa altura em que a crítica internacional fala de um órgão continental inerte.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, desloca-se à Bélgica para uma visita de trabalho à União Europeia, com o reforço das relações de cooperação político-diplomática e económico-comercial entre Moçambique e o bloco europeu como pontos de agenda.

Durante a visita de três dias, o Chefe de Estado moçambicano vai interagir com o Presidente do Conselho Europeu, o Vice-Presidente da Comissão Europeia, os comissários responsáveis pelas parcerias internacionais e pela gestão de crises humanitárias.

Nesta deslocação, Filipe Nyusi leva consigo o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, a embaixadora de Moçambique no Reino da Bélgica e na União Europeia, Berta Celestino Cossa, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

A Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, recomendou, esta sexta-feira, ao Alto-comissário Designado de Moçambique junto à República do Ruanda, Amade Miquidade, para que trabalhe na criação de condições para a assinatura de um Memorando de cooperação parlamentar entre os dois países.

Foi durante uma audiência cujo objectivo era a despedida do então ministro do Interior, agora Alto-comissário, que a Chefe da “casa do povo” apelou para que o designado representante de moçambique junto ao Ruanda fizesse tudo estiver ao seu alcance com vista a fortalecer as amistosas e antigas relações de cooperação existentes entre os dois Estados.

Na ocasião, Miquidade agradeceu o momento que lhe foi concedido pela presidente da Assembleia da República e prometeu cumprir com as orientações que recebeu.

Os Governos dos Estados Unidos de América (EUA) e de Moçambique lançaram, a 31 de Janeiro, o terceiro programa de Treinamento Conjunto de Intercâmbio Combinado (JCET) no período de dez meses, durante o qual o exército norte-americano fará uma parceria com as forças armadas moçambicanas para aperfeiçoar competências em operações especiais.

Segundo a Embaixada norte-americana em Moçambique, o JCET proporciona aos militares estrangeiros e às forças de operações especiais dos EUA uma oportunidade de trocar conhecimentos e melhores práticas.  Para além do treino militar, o exercício JCET de dois meses do Departamento de Defesa dos EUA (DoD) centrar-se-á na lei do conflito armado, direitos humanos e treino médico.

“Como parceiro estratégico, os Estados Unidos estão empenhados em assegurar a continuidade dos nossos compromissos militares durante um momento tão importante para a segurança nacional de Moçambique. Intercâmbios militares como estes são importantes para a segurança e prosperidade de Moçambique e da região”, disse Dennis W. Hearne, embaixador dos EUA em Moçambique.

Este é o terceiro exercício da JCET em Moçambique desde Março de 2021, uma demonstração de um aumento sustentado da cooperação entre os EUA e Moçambique em matéria de segurança.  Em Novembro de 2021, o Comandante-Geral do AFRICOM, Stephen J. Townsend, visitou Maputo, um mês após a Base Marítima Expedicionária USS Hershel “Woody” Williams (ESB 4) ter efectuado uma visita programada ao porto.

O DoD também proporcionou importantes cursos de cuidados tácticos aos feridos em combate e treino de salva-vidas em combate para as forças armadas moçambicanas em 2021, que irão continuar em 2022.  Moçambique participou no segundo exercício marítimo multinacional Cutlass Express em Janeiro de 2022 e continua a sua participação de longa data no programa Internacional de Educação e Treinamento Militar (IMET).

Analistas em relações internacionais defendem que os golpes de Estado em África resultam da falência das instituições e da democracia. Defendem ainda que a luta dos presidentes pelo terceiro mandato contribui para a tomada do poder à força por parte dos militares

Já não é novidade que África é vista como um continente fértil para a ocorrência de golpes de Estado. O docente universitário Salvador Simango aponta algumas fragilidades que condicionam para que o continente seja assim rotulado.

“Em África, estamos perante Estados fracos, onde as instituições são fracas e temos uma elite que se sobrepõe às instituições. Isso cria condições para que não haja entendimentos razoáveis e para que haja uma governação saudável. Estando a situação assim, há uma tendência de resolver as crises políticas de forma militar. Volto a reiterar que isso é típico de Estados fracos e nós sabemos, de uma forma geral, que os nossos Estados são fracos, são Estados cujos partidos vencedores normalmente não satisfazem as necessidades da população que governam”, defendeu Salvador Simango, para quem essas fragilidades são utilizadas pelas elites militares para legitimar ou justificar os golpes.

“Eles conhecem as carências no acesso aos serviços públicos e eles fazem a leitura do ambiente envolvente e aproveitam-se do descontentamento social para tomar o poder. Temos visto que, depois dos golpes, grupos de populares invadem as ruas das cidades para celebrar o derrube do Governo anterior. Isso quer dizer que esses Estados já eram um barril de pólvora. As pessoas sempre acham que virá um elemento, de forma messiânica, libertá-las do sofrimento. O facto de os Estados terem militares profissionais e organizados em classes sólidas faz com que haja dificuldade para se impor.”

Para Calton Cadeado, os golpes de Estado em África resultam do facto de as democracias africanas estarem a falir, em boa parte devido à ganância dos políticos e líderes africanos que querem perpetuar-se no poder.

“As democracias desses países estão em crise e alguns analistas consideram que esta crise começa a partir do momento em que os golpes de Estado sofisticados começaram, com as revisões constitucionais para garantir os terceiros mandatos. Essa é uma das razões para os golpes de Estado contemporâneos. Outrossim, nota-se que, nesses países, as instituições estão fracas. Não podemos negar que esses golpes, a que estamos a assistir nos últimos tempos, estão a acontecer em países com tradição de golpes de Estado. Outro aspecto fundamental tem a ver com as relações entre os civis e militares que estão difíceis de consolidar em países onde os militares sempre tiveram uma ascendência em relação aos políticos; é só olhar para os casos do Egipto, Chade e Sudão, onde os políticos estão lá, mas são os militares que mandam”, defendeu o também docente universitário.

Mais ainda, ainda segundo Cadeado, as dificuldades para ter acesso aos meios financeiros e dificuldades de equipamentos para enfrentar ameaças terroristas também podem estar por trás dos golpes. “Nesses países, os militares têm muitas dificuldades de ter acesso aos recursos para poder sobreviver e muitos defendem que é culpa dos políticos que não têm a sensibilidade de dar aos militares as condições de que precisam para ter uma vida condigna. Por outro lado, temos a questão da segurança que é vista como razão da acção dos militares. Estamos a falar dos casos do Mali e do Burkina Faso, onde os militares tomaram o poder à força e acusaram os políticos de não terem dado as condições para enfrentar a acção dos terroristas. ”

GUINÉ-BISSAU: “GOLPISTAS NÃO ESTAVAM ORGANIZADOS E PARECEU-ME UM AJUSTE DE CONTAS PESSOAL”

Em relação ao recente caso da tentativa de golpe de Estado na Guiné-Bissau, Simango revela que os golpistas foram despreparados para o ataque e que visavam atingir o Presidente Umaro Sissoco Embaló e o Primeiro-Ministro do país.

“Acredito que esse grupo de golpistas não estava organizado e não tinha apoio de uma boa parte dos militares. Pareceu-me que foi uma tentativa de um grupo descontente, que tem contas a ajustar com o Presidente e o Primeiro-Ministro”, defendeu.

Para Calton Cadeado, a tentativa de golpe de Estado foi atípica. “Essa tentativa traz-nos elementos que não estão presentes nos golpes a que já assistimos na Guiné-Bissau. O primeiro ponto tem a ver com a identidade dos golpistas que é uma incógnita até agora, não se sabe quem está na liderança da iniciativa. No passado, sempre ficou claro que eram os militares que estavam por trás dos golpes e tinham algum apoio político, mas, nesse caso esses, elementos não estão patentes. Outro elemento que levanta alguma estranheza é o facto de esse grupo não se ter apresentado fardado”.

“GUINÉ-BISSAU ESTÁ EM BUSCA DESESPERADA DE POLÍTICOS PROFISSIONAIS”

Com um largo histórico de instabilidade, Calton Cadeado recuou para o passado e abordou o presente para analisar as crises sistemáticas na Guiné-Bissau. “Temos uma Guiné-Bissau que vive desesperadamente e à procura de políticos profissionais. Não é um país que se pode dizer que tem políticos com tradição. Muitos políticos, que estão a surgir, são de ocasião. Não são indivíduos formados na tradição política. Um exemplo é que Domingos Simões Pereira é um tecnocrata que saiu da tecnocracia para entrar para a política e está a forjar-se como político. Outro elemento actual é que a eleição de Umaro Sissoco Embaló foi forçada e isso pesa até hoje. Além disso, está a sua forma de governação que é mais divisionista que de unificação”, terminou.

 

GANÂNCIA, TERCEIRO MANDATO, GOLPES DE ESTADO EM ÁFRICA

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou hoje, o seu homólogo da República da Itália, Sergio Mattarella, pela reeleição ao segundo mandato, na sequência da eleição presidencial realizada no dia 29 de Janeiro de 2022.

Na sua mensagem, Filipe Nyusi diz estar convicto de que a reeleição de Sergio Mattarella, “reflecte a confiança que o povo italiano deposita na sua visão e habilidades para liderar a República Italiana, na implementação de medidas com vista a recuperação da crise sanitária e sócio-económica causada pela pandemia da COVID-19”.

No mesmo documento, Nyusi reitera a sua disponibilidade continuar a trabalhar com Mattarella “na promoção e elevação das históricas relações de amizade, solidariedade e de cooperação existentes entre a República de Moçambique e a República Italiana”.

O Chefe do Estado considera, ainda, que a reeleição irá fortalecer a parceria económica entre os dois países, para o alcance de um desenvolvimento sustentável, em benefício dos respectivos povos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, condecora, na quinta-feira, 1760 cidadãos nacionais em reconhecimento da participação activa na luta de libertação da pátria.

Um comunicado da Presidência da República indica que os cidadãos serão condecorados “pela sua acção e espírito de sacrifício na manutenção da ordem, segurança e tranquilidade públicas, na luta incansável contra o crime organizado, bem como nos esforços empreendidos para o aumento da produção agrícola e contributo para o desenvolvimento nacional”.

O Chefe de Estado distingue as personalidades acima referidas, igualmente em reconhecimento dos “actos meritórios e excepcionais”, que contribuíram para a organização, desenvolvimento e funcionamento do Estado ao mais alto nível.

As cerimónias centrais de condecorações em Mueda, província de Cabo Delgado.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou, esta segunda-feira, o Primeiro-Ministro da República Portuguesa, António Costa, pela vitória do Partido Socialista nas Eleições Legislativas antecipadas, realizadas a 30 de Janeiro.

Na sua mensagem, o Chefe do Estado afirma que acompanhou o processo que culminou com a realização de Eleições Legislativas antecipadas conquistadas pelo Partido Socialista.

“Assim, apraz-me, em nome do povo e Governo da República de Moçambique e no meu próprio, endereçar à Vossa Excelência as nossas calorosas felicitações pela vitória expressiva, uma demonstração inequívoca da confiança que o povo português deposita em vós e no Partido Socialista para conduzir, uma vez mais, os destinos de Portugal na sua trajectória de superação da pandemia da COVID-19 e recuperação económica”, diz a mensagem do Estadista moçambicano.

O Presidente Nyusi espera que, durante o mandato prestes a iniciar, as relações de cooperação entre Moçambique e Portugal, quer a nível bilateral quer no domínio multilateral, em particular a nível da CPLP, se elevem para novos patamares, permitindo a identificação de novas áreas de interesse comum com vista ao desenvolvimento económico e social dos dois países.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE