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O País – A verdade como notícia

 “O segredo de Moçambique são os comités locais”, PR sobre mudanças climáticas

O Chefe de Estado foi distinguido na Beira como Campeão de Gestão de Risco de Desastres da União Africana e dedicou homenagem ao povo moçambicano. O Presidente da República falava nesta  quinta-feira(15.10.2026), na cidade da Beira durante   o primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, sob o lema

O Presidente da República, Filipe Nyusi, profere amanhã, às 19h, uma Comunicação à Nação, no âmbito da Situação de Calamidade Pública.

Segundo uma nota da Presidência da República, a Comunicação do Chefe do Estado é feita no contexto da situação actual da COVID-19 no país.

Na ultima Comunicação à Nação, a 19 de Janeiro, de Filipe Nyusi decidiu manter o decreto 34/2021 de 20 de Dezembro, sobre as medidas de prevenção da COVID-19, mas com algumas excepções, sendo a de destaque a reabertura de todas as praias do país, das 05 horas às 16 horas.

Filipe Nyusi anunciou ainda que já está a seria administrada a dose de reforço da vacina contra COVID-19 para as pessoas com 60 anos de idade ou mais. Na mesma senda, o Chefe do Estado informou que seria administrada a dose de reforço para as mulheres grávidas.

O novo decreto previa também a redução do período de quarentena de 14 para sete dias, alargamento do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, extensão do número de visitas aos doentes internados de uma para duas pessoas e permissão de visita aos reclusos, duas vezes ao mês.

Iniciaram nesta segunda-feira, na cidade da Beira, as cerimónias de celebração da passagem do primeiro ano sem Daviz Simango. As cerimónias deverão culminar dentro de uma semana. Com esta iniciativa, os beirenses pretendem imortalizar Simango, passando necessariamente por valorizar os seus feitos em prol do desenvolvimento da urbe.

Recorde-se que foi no dia 22 de Fevereiro do ano passado, que a cidade da Beira  foi surpreendida com a morte, por doença,  de Daviz Simango, presidente do MDM e autarca da Beira. Ele faleceu na África do Sul, para onde tinha sido evacuado, uma semana antes para tratamentos e viria a ser sepultado no Chiveve, no dia 27 do mesmo mês.

Simango morreu aos 57 anos  de idade. Apesar de ser engenheiro de profissão, foi na política onde o mesmo se destacou, principalmente depois de ter sido expulso da Renamo, em 2008, facto que o levou a criar o Movimento Democrático de Moçambique, ou simplesmente MDM, em Março de 2009, um partido que chegou a conquistar 16 assentos no parlamento, pondo assim fim a bipolarização da Assembleia da República.

Daviz Simango foi o presidente que mais tempo ficou na liderança do Município da Beira. Foram 17 anos.

Nesta segunda-feira, os beirenses, liderados pelo seu actual presidente, Albano Cariz, lançaram a semana alusiva às cerimónias do primeiro ano do seu desaparecimento físico, no salão nobre do Município, na presença de diversas individualidades, incluindo familiares do homem que mais tempo dirigiu os destinos da Beira.

Na ocasião, Carige referiu que a melhor forma de homenagear Simango passava por levar avante a iniciativa da construção das 25 mil casas resilientes no bairro da Chota, a concretização do melhoramento da protecção costeira e garantir a construção de uma terceira bacia de retenção no bairro de Macúti, com vista a controlar os índices de inundação na urbe.

“A sua governação foi sempre íntegra e virada para o bem de todos. Um feito que nos inspira e encoraja para seguir o seu exemplo, continuando a carregar a Beira e os munícipes nos nossos corações, passando necessariamente pela união de todos e transformação dos desafios em catalisadores para solucionar os problemas”, referiu Carige

Para a família, Daviz Simango era um homem íntegro, “cuja identidade contagiava outras pessoas. Portanto, estamos a celebrar a abnegação de um homem que tinha o munícipe como o seu foco e a família ficava em segundo lugar”, indicou Samuel Simango, tio de Daviz Simango.

Na ocasião foi exibido um vídeo retratando as suas obras. Depois do salão nobre a cerimónia prosseguiu na Praça do Município com a deposição de flores, acompanhados de cânticos religiosos.

No local, o Secretário-geral da MDM, José Domingos, lembrou que Daviz Simango liderou o MDM durante 12 anos e a sua preocupação foi sempre garantir um “Moçambique para todos! Pela passagem de um ano resta-nos recordar Simango, seguindo os seus ideais, tanto na parte administrativa como a nível do partido”, defendeu Domingos.

Para o régulo da Beira, que participou da cerimónia, o actual edil da Beira deve continuar a seguir as pegadas de Daviz Simango, nomeadamente saber ouvir os munícipes e colher opiniões para dirigir a Beira, “sob o risco de seguir caminhos errados para o desenvolvimento da urbe”, afirmou Pedro Zingombe, régulo da Beira.

Antes do dia 22, data da morte de Daviz Simango, estão agendadas diversas actividades na urbe, com destaque para o lançamento de um livro em sua memória e apresentação de uma peça teatral imortalizando as suas obras.

Reunido hoje, na Cidade de Maputo, na sua VIII Sessão Ordinária, orientada pelo Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi, o Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS) expressou a sua preocupação com o recrudescimento dos raptos no país.

Além dos sequestros, os acidentes de aviação estão no rol das preocupações do CNDS, tendo, por isso, lamentado a persistência de sinistros que recorrentemente têm semeado luto nas estradas nacionais.

Para evitar tais situações, o CNDS instou as Forças de Defesa e Segurança (FDS) a envidarem esforços com vista a devolverem a segurança às vítimas e punir exemplarmente os sequestradores. Relativamente aos acidentes de viação, apelou aos moçambicanos para observarem todas as medidas de precaução, bem como respeitar as regras de trânsito.

Sobre o Teatro Operacional Norte, o CNDS congratulou as FDS e seus parceiros pela melhoria assinalável da situação de segurança, tranquilidade e ordem públicas na província de Cabo Delgado.

O CNDS reiterou a necessidade de as FDS redobrarem esforços com vista à protecção dos moçambicanos e dos seus bens, tendo em vista evitar a degradação das condições de vida, bem como consolidar a segurança das populações.

O CNDS encorajou o Presidente da República, Filipe Nyusi, a prosseguir com as reformas em curso, com vista a imprimir maior dinâmica às FDS e dotá-las de capacidade compatível com os desafios que o país enfrenta.

O CNDS encorajou o Governo de Moçambique a prosseguir com as démarches com vista a concretizar a candidatura de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em reconhecimento do papel deste órgão na tomada de decisões relevantes sobre os assuntos de interesse global.

O Presidente da República voltou a pedir ontem o levantamento de sanções contra o vizinho Zimbabwe, impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos há mais de 20 anos. Filipe Nyusi alega que já não fazem nenhum sentido e que a via ideal para solucionar problemas é o diálogo.

“Achamos nós que os problemas não podem perpetuar 20 anos, não se resolvem como se fosse um ódio que se tem. O diálogo de que muitas vezes falamos é a solução e podem ser desenhadas medidas que permitam a libertação económica para que o Zimbabwe possa dar a sua contribuição ao seu povo, à região, à África e ao mundo inteiro, porque há muita coisa que o país pode fazer para o mundo. Pedimos que se repense grandemente, porque não vemos resistência da parte do Zimbabwe para aderir a algumas mudanças que são exigidas”, pediu Filipe Nyusi.

Por seu turno, o Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, afirmou que, apesar das sanções, o seu país vai continuar a cooperar com Moçambique em todos os aspectos, a fim de contribuir para a robustez da África Austral.

“Essas sanções afectaram a nossa economia de forma drástica, mas (…) se nós olharmos para imensidão dos nossos recursos, assim como temos desenvolvido o nosso país, e juntarmos esses recursos entre os nossos dois países, não há dúvida de que a produção de energia vai beneficiar não só Moçambique e Zimbabwe, mas também cobrir o défice de energia que a SADC tem”, afirmou Mnangagwa.

Os dois Estadistas falaram à imprensa na cidade Beira, na tarde desta sexta-feira, no final de uma visita de trabalho e depois de um encontro bilateral que tinha como propósito analisar o estágio de cooperação bilateral com o propósito de reforçar as relações de cooperação político-diplomática e económico-comercial.

A possibilidade foi avançada ontem pelo Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, no balanço da visita de trabalho de três dias que efectuou à Sede da União Europeia em Bruxelas. O Presidente da República diz que estão a decorrer negociações nesse sentido.

Dentro de alguns dias, Moçambique poderá receber da União Europeia equipamento militar para reforçar no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado. Depois de três dias e cinco audiências com lideranças da organização continental, o Presidente da República garantiu que “estamos a discutir nesse sentido” e avançou que “de certeza nós vamos ter apoios no sentido de equipamento que a própria União Europeia usa e que está nos Camarões”.

A informação surge num contexto em que as tropas da SADC, por exemplo, já apelaram por duas vezes por apoio internacional para financiar as operações em Cabo Delgado.

Os primeiros três meses da missão da SAMMIM em Moçambique estavam orçados em cerca de 12 milhões de dólares norte-americanos, valor que foi conseguido com a contribuição dos membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, SADC. Em Janeiro deste ano, a força regional decidiu prorrogar, já para a terceira temporada (também de três meses) a missão de combate ao terrorismo: desta vez a prorrogação custou 29 milhões de dólares americanos.

O Chefe de Estado moçambicano reconheceu ontem em Bruxelas que “manter tropas por seis meses com todos os custos inerentes não é uma tarefa fácil, por isso é que coloquei esse assunto na mesa”. E não parou por aí: “o combate envolve altos custos para os nossos parceiros. Porque os parceiros não vão continuar por muito tempo. As operações podem ser afectadas por causa da falta de capacidade em termos de recursos”, alertou.

Aliás, está bastante claro de que estamos perante uma preocupação regional: “acredito que os próprios países, como também a SADC, devem estar a colocar essas preocupações. Se aparecesse um país que apoia seria bom, porque seria um apoio concreto”.

Leia No meio destas palavras, Filipe Nyusi reconheceu que está numa jornada diplomática de busca de apoio para continuar a manter as tropas estrangeiras em território nacional. “Nós temos que fazer parte da mobilização de apoios para os nossos parceiros que estão a combater connosco, porque nós não temos como dar”, reconheceu. “Vontande é que não nos falta. Temos responsabilidade como um Estado”, clarificou.

A partilha, pelo Presidente da República, da preocupação de Moçambique em relação ao financiamento às tropas estrangeiras acontece cerca de duas semanas depois do responsável da missão da UE em Moçambique, destinada a treinar tropas contra a insurgência armada em Cabo Delgado, ter admitido apoiar o Ruanda que tem tropas destacadas na região norte do país. O vice-almirante Hervé Bléjean referiu que o Ruanda solicitou “um maior apoio financeiro” e que o chefe da diplomacia europeia “está bastante determinado a responder favoravelmente”.

Filipe Nyusi assume que está a busca de apoio “não só com a União Europeia, mas também com outros parceiros a nível internacional”, referindo que “fiz esse trabalho também em Adis Abeba com a União Africana e há formas através das quais eles pensam em apoiar-nos”.

 

RISCOS DE ALASTRAMENTO DO TERRORISMO

A advogacia pelo financiamento às tropas em Cabo Delgado é justificada pelo Presidente da República pela prevalência de sinais de que o terrorismo pode agravar-se ou, se quisermos, alastrar-se, caso não continue a haver firmeza “de quem está no terreno”.

“Apesar da situação ser encorajadora, termos recuperado as sedes distritais e termos algumas bases completamente destruídas e numa situação em que se coloca o inimigo a criar bases diária ou semanalmente, de um lado para o outro”, Nyusi alertou a União Europeia que “essa situação, a qualquer momento, pode voltar a evoluir e essa evolução pode expandir-se para outras regiões do país e outros países da região”, exemplificando a existência de dados sobre tentativas dos terroristas atravessarem para a vizinha Tanzânia. Tentativas frustradas graças a resposta da Força Conjunta.

O Presidente da República destaca, por outro lado, a importância da capacitação das forças nacionais, tendo em conta o risco de que as tropas do Ruanda e da SADC terminem a sua missão, sem que o Estado esteja preparado para continuar a fazer face ao problema. “Temos que ver se o país estará em condições de conter os ataques terroristas. Dissemos a eles que nossa outra preocupação é a reforma do sector da Defesa e Segurança, que é necessária porque é essa reforma que vai garantir a capacidade de resposta no futuro. A reforma significa a formação, especialização e o equipamento”.

Filipe Nyusi sai da União Europa com o balanço de uma visita de sucesso e ciente de que o bloco é sensível aos problemas de Moçambique.

O Comité Central da Frelimo felicitou hoje o Presidente da República, Filipe Nyusi, pela passagem de mais um aniversário. Na ocasião, Roque Silva disse que é preciso reconhecer a entrega do Chefe de Estado no desenvolvimento da Nação moçambicana.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, celebrou, esta quarta-feira, 63 anos de idade. A par disso, o Comité Central da Frelimo convocou a imprensa para endereçar as felicitações.

“É uma data especial para o nosso camarada Presidente Filipe Jacinto Nyusi, mas também para todo o povo, pela passagem de mais um aniversário natalício. Quero usar este meio para transmitir as nossas felicitações, a nossa saudação pelo aniversário”, disse Roque Silva, secretário-geral da Frelimo.

“Para nós, membros da Comissão Política, membros do Secretariado do Comité Central, para nós membros e simpatizantes da Frelimo, o dia de hoje não é só de comemoração pelos anos que o camarada Presidente celebra, mas também é de celebração por tudo que ele tem estado a fazer em prol do desenvolvimento deste país”, acrescentou.

Para Silva, mais do que celebrar o aniversário, é preciso reconhecer a entrega do Presidente no desenvolvimento do país.

“O reconhecimento que ele vem tendo, tanto no plano nacional, bem como no internacional, mais uma vez por provado agora, por ter sido distinguido como campeão na gestão de desastres naturais em África, pela União Africana, é um demonstração clara de que é uma figura de dimensão nacional, mas também internacional”, terminou.

Filipe Nyusi nasceu a 9 de Fevereiro de 1959, em Namau, distrito de Mueda, província de Cabo Delgado.

O Presidente da República celebra, hoje, o seu 63º aniversário. Filipe Nyusi nasceu a 9 de Fevereiro de 1959, em Namau, distrito de Mueda, província de Cabo Delgado; é casado com Isaura Ferrão Nyusi, com quem tem quatro filhos.

O Chefe de Estado é filho de Jacinto Nyusi Chimela e Angelina Daima, camponeses, já falecidos. De 1976 a 1980, frequentou a Escola Secundária da FRELIMO, em Mariri, província de Cabo Delgado, onde concluiu o primeiro ciclo do ensino secundário.

Em 1973, Filipe Nyusi, com 14 anos de idade, ingressou nas fileiras da FRELIMO, tendo feito a sua preparação político-militar no Centro de Nachingwea, na Tanzânia.

Em 1982, concluiu o segundo ciclo, na Escola Secundária Samora Machel, na cidade da Beira, província de Sofala. Já em 1990, frequentou o curso de Engenharia Mecânica, pela Academia Militar – VAAZ de Brno – na República Checa, onde lhe foi conferido o título de Mestre em Engenharia e galardoado com menção honrosa.

Em 1999, fez a Pós-Graduação em Gestão Sénior pela Universidade Vitoria, em Manchester, no Reino Unido.

Segundo consta do site da Presidência da República, em 1992, Filipe Nyusi iniciou a sua carreira profissional na Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique em Nampula, onde desempenhou a função de operário e assistente do chefe de Serviço de Oficinas Gerais até 1993.

De 1995 a 2005, Filipe Nyusi foi presidente do Clube Ferroviário de Nampula, tendo-o levado, em 2004, à conquista do título de campeão nacional, indica o site da Presidência.

Em 1933, assumiu o cargo de director ferroviário até 1995. E, de 1995 a 2007, exerceu a função de director-executivo dos CFM-Norte.

Em 2008, Filipe Nyusi é nomeado ministro da Defesa Nacional. Em 2014, é eleito Presidente da República e, neste momento, cumpre o segundo mandato.

Filipe Nyusi é membro da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), do Comité Nacional e do Comité Central, eleito pelo 10º Congresso, em 2012.

Disponibilidade da organização regional foi manifestada depois de um encontro, em Bruxelas, na Bélgica, entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel. Filipe Nyusi fala hoje sobre os resultados da jornada diplomática na sede da União Europeia.

No dia mais importante da visita do Presidente da República à sede da União Europeia, Filipe Nyusi manteve três encontros com altos dirigentes na organização continental, com destaque para um “frente-a-frente” com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

O Conselho Europeu é o órgão da União Europeia que define as orientações e prioridades políticas gerais, adoptando, geralmente, conclusões. É composto pelos Chefes de Estado ou de Governo dos 27 países-membros, o presidente do Conselho Europeu, com o qual o Chefe de Estado se reuniu, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A conversa, à porta fechada, entre Filipe Nyusi e Charles Michel, tinha duração prevista de 15 minutos, mas acabou por levar mais de uma hora, sinal, para a delegação moçambicana, de que bons resultados podem sair da jornada diplomática à União Europeia.

“Avaliou-se que a cooperação está ao nível mais alto. As relações são boas e excelentes e busca-se sempre a melhor forma de manter estas relações bilaterais”, avançou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves.

Ao detalhe, as partes trocaram “informações sobre a situação em Moçambique, com particular realce para a gestão da pandemia da COVID-19. O Presidente da República agradeceu o apoio que a União Europeia prestou ao país nesta área e o presidente do Conselho Europeu felicitou aquilo que Moçambique fez até agora, em termos de vacinação, que atingiu acima de 60 por cento da população-alvo”, disse o número dois da diplomacia moçambicana, revelando que a taxa de vacinação contra COVID-19, que o país alcançou até agora, é das mais altas do continente africano.

A visita do Chefe de Estado à União Europeia acontece quase duas semanas depois de o responsável da missão europeia em Moçambique, Hervé Bléjean, ter dito, durante uma audição na subcomissão de Segurança e Defesa do Parlamento Europeu, que o Ruanda solicitou “um maior apoio financeiro” à União Europeia e que o chefe da Diplomacia Europeia “está bastante determinado em responder favoravelmente”.

Questionado se este tema terá sido abordado, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação respondeu nos seguintes termos: “aquilo que neste momento existe é o centro de formação, ou seja, o apoio à capacitação que está a ocorrer em Moçambique. Como sabem, em Novembro, foi lançada uma missão de formação de capacitação das Forças de Defesa e Segurança, portanto é aquilo que existe e está em implementação”.

Ainda ontem, Filipe Nyusi manteve um encontro com Frans Timmermans, vice-presidente-executivo da Comissão Europeia, e Janez Kebarcic, comissário para Gestão de Crimes Humanitários. Numa altura em que o país possuiu mais de 800 mil deslocados provocados pelo terrorismo na província de Cabo Delgado e, ciclicamente, depara-se com o desafio do reassentamento de populações afectadas pelos efeitos das mudanças climáticas, com destaque para o terrorismo, Moçambique recebeu garantia da “disponibilidade da União Europeia em continuar a prestar este apoio”. Também houve o reiterar do apoio para o processo de reconstrução de Cabo Delgado, sobretudo naqueles distritos que estão a ser afectados e também a assistência humanitária às populações que estão deslocadas em Moçambique”, avançou Manuel Gonçalves.

Hoje, quarta-feira, está prevista a reunião de balanço da delegação moçambicana e uma conferência de imprensa a ser proferida pelo Presidente da República, para, na primeira pessoa, falar dos ganhos desta jornada diplomática.

Lembre-se que a visita do Estadista moçambicano antecede a Cimeira Europa-África, agendada para a segunda semana de Fevereiro corrente.

A Assembleia da República retoma as actividades a 28 de Fevereiro. Com o término previsto para 13 de Maio, a quinta sessão ordinária da nona legislatura do Parlamento vai discutir 25 matérias, com destaque para a apreciação das Leis de Radiodifusão e Comunicação Social.

A informação foi avançada, esta terça-feira (8), pelo porta-voz da Comissão Permanente, Alberto Matucutuco, após a realização da 20ª sessão ordinária da Comissão Permanente.

Na ocasião, Mutucutuco disse que a sessão tinha apenas um ponto de agenda, que era essencialmente a preparação da quinta sessão ordinária da Assembleia da República e aprovar o plano durante os três meses de trabalho.

O porta-voz avançou ainda que, apesar de as matérias estarem aprovadas, não estão encerradas.

“Este processo é dinâmico, porque não está fechado, estando assim aberto o de recepção de mais temas para o debate, durante as sessões da Assembleia da República”, explicou a fonte.

Do rol de matérias, o destaque vai para o informe do Provedor da Justiça, eleição dos juízes do Tribunal Supremo e apreciação das propostas de Leis de Radiodifusão e de Comunicação Social, que não tiveram espaço na sessão passada.

Na quarta sessão ordinária da Assembleia da República, que teve lugar no ano passado, foram apreciadas 34 matérias.

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