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O País – A verdade como notícia

 “O segredo de Moçambique são os comités locais”, PR sobre mudanças climáticas

O Chefe de Estado foi distinguido na Beira como Campeão de Gestão de Risco de Desastres da União Africana e dedicou homenagem ao povo moçambicano. O Presidente da República falava nesta  quinta-feira(15.10.2026), na cidade da Beira durante   o primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, sob o lema

A garantia foi dada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no balanço da sua participação na Sexta Cimeira Europa-África, após conversações com Emmanuel Macron, actual Presidente da União Europeia (UE). O Chefe de Estado acrescenta que, além do apoio da UE, o país poderá receber ajuda da União Africana em equipamento militar.

O Presidente da República manteve, na sexta-feira (18), conversações com o Presidente da França, Emmanuel Macron, que exerce agora a presidência rotativa da União Europeia e garantiu que as tropas que combatem o terrorismo na província de Cabo Delgado poderão receber apoio financeiro.

“Nós mobilizamos apoios que, a qualquer momento, poderão fazer-se sentir, em torno dos nossos irmãos do Ruanda que estão com altos custos de operações, os nossos irmãos da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), através da SAMMIM, e a nós também para ver se tornamos essa batalha mais sustentável e mais rapidamente possamos esclarecer o que está por trás deste problema”, afirmou Filipe Nyusi a jornalistas em Bruxelas, em jeito de balanço da sua participação na 6ª Cimeira União Africana e União Europeia.

A garantia surge cerca de 10 dias depois de o Chefe de Estado ter efectuado uma visita de trabalho à União Europeia, onde se reuniu com as lideranças do bloco regional e, no final, assumiu que um dos objectivos da visita era mobilizar financiamento para o combate ao terrorismo. As tropas da SADC e do Ruanda já apareceram a apelar para o financiamento internacional para a manutenção das suas operações em Cabo Delgado.

Aliás, no seu discurso de abertura da Cimeira Europa-África, Emmanuel Macron, na qualidade da Presidente da UE, apelou aos 27 membros da organização para que ajudassem a financiar o Ruanda, “uma solução africana encontrada para o problema (o terrorismo) que tem estado a progredir no continente, com particular destaque para a África Austral”, disse.

O Presidente francês apelou também às Nações Unidas para apoiarem os esforços de Moçambique. Filipe Nyusi acrescentou, no balanço, que o país vai empreender a mesma jornada diplomática que fez na União Europeia noutras organizações, porque “os custos são elevados. Acreditamos que não é só uma organização que vai assumir isso, tendo em conta os vários programas que a União Europeia tem. Já referimos também que, mesmo a nível da Europa, há apoios que podem ser alcançados, através da cooperação bilateral”, explicou Nyusi.

E no que diz respeito à cooperação bilateral, o Chefe de Estado anunciou que está para breve a assinatura de um acordo de cooperação com a França, cujas negociações duram há três anos. De acordo com Filipe Nyusi, ”é um acordo igual ao que temos com outros países, a exemplo da África do Sul, Tanzânia e outros países europeus. Neste caso em concreto para a segurança marítima. Esse acordo já está quase finalizado, a qualquer momento terá que ser assinado em Moçambique”. O interesse do país é tirar benefício da base militar que a França tem nas Ilhas Reunião.

Filipe Nyusi e Emmanuel Macron também falaram sobre a situação do investimento da petroquímica francesa Total em Cabo Delgado, mas o Presidente não avançou detalhes.

PERSPECTIVAS DE RECEPÇÃO DE EQUIPAMENTO DA UNIÃO AFRICANA

À margem da Cimeira Europa-África, o Presidente da República também se reuniu com Macky Sall, Chefe de Estado do Senegal e actual Presidente da União Africana. Segundo Filipe Nyusi, “há apoios que esperamos da União Africana e estamos a trabalhar nesse sentido. Sabe que também existe a Força de Alerta Africana que pode ser accionada, se necessário”, avançou. Porém, advertiu que “o importante [da conversa] era algum equipamento que temos, como União Africana, nos Camarões e outro por adquirir. Então, estávamos a discutir sobre qual é a possibilidade de explorarmos muito rapidamente esse equipamento na batalha contra o terrorismo”. Nyusi aproveitou a ocasião para convidar Macky Sall a visitar Moçambique.

ACORDADO QUE ÁFRICA NÃO VAI PARAR DE EXPLORAR ENERGIAS FÓSSEIS

Moçambique participou na 6ª Cimeira Europa-África com quatro áreas de interesse, a destacar questões de paz e segurança, distribuição de vacinas, transição energética e agricultura e desenvolvimento sustentável.

No balanço sobre o evento, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Verónica Macamo, avançou que as conversações permitiram quebrar a ideia de que deve ser abandonada a exploração de recursos naturais como o carvão e gás natural. “Falamos de uma transição verde que não prejudique os interesses do continente. Como sabemos, temos uma capacidade de energias fósseis muito grande. É necessário que, ao se pensar na transição, se tenha em conta os interesses dos países africanos”, detalhou a ministra.

Por outro lado, o tema da distribuição de vacinas foi um dos mais sonantes. Segundo a chefe da diplomacia moçambicana, os actuais fabricantes já abrem espaço para uma negociação sobre os direitos de propriedade intelectual em relação aos fármacos.

“O entendimento é que se deve proteger a propriedade intelectual, desde que ela não sirva de elemento impeditivo para que a África possa produzir vacinas. O entendimento é que vai haver, da parte dos nossos parceiros, uma flexibilidade que vai permitir que África possa produzir vacinas contra a COVID-19”, disse a titular, anunciando que, em breve, as partes voltarão a reunir-se para discutir sobre o acesso à vacinação.

Em Bruxelas, o país também participou de uma mesa-redonda sobre agricultura e desenvolvimento rural. O ministro da Indústria e Comércio disse, no final, que a Europa abriu oportunidades que podem ser exploradas pelo empresariado nacional.

“Na Europa, procura-se muito a proteína vegetal que pode funcionar muito bem na alimentação e substituir outros produtos que podem trazer-nos doenças. Com essa abordagem, ficou muito claro que a bola está do nosso lado, ou seja, cabe aos moçambicanos aproveitar todas essas oportunidades e essa abertura”, disse Carlos Mesquita.

Os dois blocos continentais decidiram, nesta cimeira, criar um mecanismo que passará a ser responsável pelo controlo da materialização dos consensos de Bruxelas.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, participa, de 21 a 22 de Fevereiro de 2022, em Doha, no Estado do Qatar, no Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), uma organização que congrega os principais países produtores e exportadores de gás natural.

Segundo o comunicado da Presidência, o GECF é um fórum que tem como principal objectivo a troca de experiências e informações, assim como a coordenação entre os países-membros sobre a necessidade de uma planificação e gestão independente dos seus recursos rumo ao desenvolvimento sustentável, eficiente e ambientalmente consciente, assim como o uso criterioso e conservação dos recursos de gás natural para o benefício dos seus povos.

Nesta deslocação, Nyusi far-se-á acompanhar pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

A Assembleia da República (AR) diz-se satisfeita com a qualidade das contribuições recolhidas em torno da proposta de lei de revisão da Lei de Bases de Criação, Organização e Funcionamento das Autarquias Locais, cujo processo de auscultação pública ocorreu semana passada em todas as capitais provinciais.

Segundo o Presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (CACDHL), António Boene, o processo de auscultação pública vai permitir que os deputados, ao nível das Comissões de Trabalho, emitam pareceres que vão viabilizar a aprovação daquela proposta de lei que se enquadra no processo de operacionalização da revisão pontual da Constituição da República realizada em 2018.

Boene, que chefiou um grupo de deputados membros da Comissões da Administração Pública e Poder Local e da CACDHL que trabalhou nas cidades da Beira e Maputo, disse que os participantes levantaram muitas questões relevantes inerentes aos processos de autorização e da governação descentralizada provincial, destacando a necessidade da aprovação da previdência social para os membros das Assembleias Autárquicas e o quadro de pessoal técnico que suporta as autarquias locais.

Por seu turno, o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eneias da Comiche, enalteceu a iniciativa da AR relativa à recolha de contribuições em torno da implementação e harmonização dos pacotes legislativos autárquicos e da governação descentralizada provincial.

Segundo Comiche, a iniciativa parlamentar vai permitir que a decisão final em torno da presente Proposta de Lei de Revisão venha a ser tomada em resultado das contribuições recolhidas através de um processo inclusivo e participativo, o que é fundamental nas sociedades democráticas, como a moçambicana.

Na auscultação pública realizada nas instalações do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, os participantes foram unânimes em terem contribuído para que a Lei de Bases de Criação, Organização e Funcionamento das Autarquias Locais venha a ser o reflexo do ponto de vista de todos os sectores e segmentos nacionais de opinião.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara, encorajou o Instituto Nacional do Governo Electrónico (INAGE) a prosseguir com a implementação de iniciativas de Governo electrónico no país, consolidar a gestão da plataforma comum de comunicação de dados e de interoperabilidade de sistemas, bem como maximize a coordenação de actividades realizadas no país no domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Nivagara falava durante o lançamento da cerimónia de abertura do II° Conselho Consultivo INAGE, evento que decorreu durante dois dias, na Ponta d’Ouro, com o objectivo de harmonizar e consolidar os seus processos de planificação, coordenação e controlo das actividades das unidades orgânicas centrais e locais.

“O INAGE deve promover a aceleração da Transformação Digital no país, rumo ao crescimento e desenvolvimento socioeconómico nacional, bem como promover, de forma contínua e crescente, a modernização administrativa do Estado, como um dos pressupostos para a melhoria de prestação de serviços ao cidadão”, afirmou Nivagara.

Neste contexto e visando o alcance desses nobres desideratos, o ministro considera fundamental que o INAGE estabeleça um mecanismo de planificação, monitoria e avaliação de suas actividades que permita mensurar as suas realizações, que possibilite o alcance das metas propostas e, acima de tudo, possibilite captar as transformações sociais que resultam das suas intervenções.

Na ocasião, o dirigente destacou como desafios imediatos do INAGE, nomeadamente a modernização da infra-estrutura de TIC da Administração Pública; massificação do uso das TIC, no âmbito da inclusão digital; desenvolvimento de aplicações/sistemas para Administração Pública; capacitação e formação contínua dos recursos humanos para áreas críticas (Segurança de Sistemas; resposta aos incidentes cibernéticos, entre outros); formação dos funcionários públicos, jovens e mulheres em competências digitais, para permitir uma rápida integração do país na economia digital; e incremento do papel das TIC para garantir a continuação do Processo de Ensino e Aprendizagem de forma híbrida.

As Comissões de Administração Pública e Poder Local (CAPPL) e dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (CACDHL) escalam, este fim-de-semana, as capitais provinciais do país para realizar auscultação pública em torno da proposta de revisão da Lei de Bases da Criação, Organização e Funcionamento das Autarquias Locais.

Segundo uma nota da Assembleia da República (AR), esta auscultação pública tem como objectivo apresentar, discutir e receber contribuições dos actores mais relevantes sobre a proposta de revisão da Lei de Bases da Criação, Organização e Funcionamento das Autarquias Locais, tendo em vista a viabilização da sua apreciação, debate e aprovação.

O exercício tem ainda em vista a identificação e recolha das contribuições relevantes para o aprimoramento desta proposta de lei, identificar constrangimentos na sua aplicação, identificar e corrigir os aspectos críticos constantes do dispositivo em referência.

Durante a sua permanência nas capitais provinciais, os deputados membros daquelas Comissões de Trabalho da Assembleia da República vão interagir com os membros dos Órgãos de Governação Descentralizada Provincial, de Representação do Estado na Província, das Autarquias Locais, Órgãos Locais do Estado, Líderes Comunitários e Sociedade Civil.

Por sua vez, as Comissões dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologia e Comunicação Social e dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade realizam em todas as capitais províncias uma auscultação pública sobre a Proposta de Revisão da Lei no 11/2002, de 12 de Março, que aprova a Lei do Desporto, para colher subsídios e contribuições, com vista a sua melhoria, bem como identificar os possíveis constrangimentos na sua implementação.

Esta acção vai, segundo a AR, permitir a identificação e correcção dos aspectos críticos constantes da Proposta de Lei em referência com vista a elaboração de um parecer e o relatório, na especialidade, a ser submetido à aprovação do plenário da Assembleia da República.

 

Lei base das autarquias locais deve ser consentânea com a governação descentralizada

Segundo a Assembleia da República, o Executivo trabalha no sentido de operacionalizar a revisão pontual da Constituição da República de 2018, harmonizando a Lei nº 6/2018, de 3 de Agosto, que revoga a Lei nº 2/97, de 18 de Fevereiro, Lei que aprova o Quadro Jurídico-Legal para a implantação das Autarquias Locais, alterada e republicada pela Lei nº 13/2018, de 17 de Dezembro.

Para o efeito, o Executivo depositou no Parlamento, para apreciação e aprovação, a Proposta de Lei de Revisão da Lei de Bases da Criação, Organização e Funcionamento das Autarquias Locais, tendo em vista a sua harmonização com outra legislação conexa.

Os artigos 79 e 125 estipulam que o Presidente do Conselho Autárquico passa a solicitar autorização à Assembleia Autárquica e a tutela administrativa nas ausências por um período igual ou superior a 30 dias.

Por seu turno, o Presidente da CACDHL, António Boene, reafirmou a necessidade urgente de se produzir um quadro jurídico-legal de funcionamento das Autarquias Locais consentâneo com o processo de descentralização em curso no país.

Boene, que falava na Cidade de Maputo, durante uma auscultação pública em torno daquela Proposta de Lei de Bases das Autarquias Locais, sublinhou que o processo de revisão tem em vista adequar aquele dispositivo legal ao actual contexto resultante da alteração pontual da Constituição da República de 2018.

“A auscultação pública vai permitir a recolha de contribuições que serão matéria de análise em sede das Comissões Especializadas da Assembleia da República para o enriquecimento da Proposta de Lei”, acrescentou Boane

O parlamentar afirmou que, durante a audição, os participantes levantaram várias questões pertinentes entre as quais as relativas aos critérios para a composição das Assembleias Autárquicas, o quadro de pessoal técnico que deve suportar este órgão, a necessidade aprovar a Previdência Social dos membros das Assembleias Autárquicas, entre outros.

A Frelimo saudou, mais uma vez, o presidente do partido pelo seu sexagésimo terceiro aniversário. Filipe Nyusi agradeceu pela felicitação e disse que é a Frelimo que o inspira a governar o país em meio a tantas adversidades.

Sete dias depois do seu aniversário, a Frelimo decidiu felicitar, esta quarta-feira, o presidente do partido pelo sexagésimo terceiro aniversário. “Mais um ano de vida cuja importância não se esgota apenas no vosso crescimento em idade, mas ele é extensivo a tudo quanto tem estado a fazer por este povo a quem jurou servir”, indicou Roque Silva, secretário-geral da Frelimo.

E Filipe Nyusi disse buscar inspiração no seu partido para continuar a servir o povo, mesmo diante de muitas adversidades.

“Praticamente, temos estado em momentos muito difíceis que podem induzir-nos ao desespero e a desistência, mas a Frelimo está lá sempre. É só imaginar desastres naturais cíclicos e este outro que deve entrar hoje, caso desenvolva. Todos temos acompanhado durante os anos que construímos e destrói-se. A última destruição da ponte na Zambézia. Essa quase que doeu muito. Não porque seja diferente dos outros casos, mas recordo-me de que aquela ponte caiu exactamente no dia em que eu estava a tomar posse pela primeira vez. A primeira viagem que fiz foi para a província da Zambézia. Sobrevoamos e vimos. Tudo fizemos para reconstruir a ponte e em Dezembro do ano passado entregamos a ponte para depois em Janeiro de novo cair”, exemplificou Filipe Nyusi, presidente da Frelimo.

Este é um dos exemplos próximos dos desastres naturais para além da pandemia da COVID-19, instabilidade na zona centro do país, terrorismo em Cabo Delgado que são um impasse à governação e colocam o país sem produzir, mas a consumir mais. Os moçambicanos têm sabido resistir.

“Esse mérito vamos dar ao povo moçambicano, independentemente do partido, porque é um povo resiliente. Em momentos difíceis, percebe que é preciso produzir, em momentos controversos sabe o essencial. Não alinha a desobediência porque o que se vai desobedecer com a COVID-19, quando há terrorismo ou quando aparece um moçambicano a dizer que para viver bem ou governar precisa de matar. É este povo, é o nosso e que muitas das vezes há quem pensa que é um povo passivo, mas não porque, mesmo quem pensa assim, ele próprio não é passivo. Tem uma opinião diferente da dos outros”, sublinhou o presidente da Frelimo.

Além da saudação, a Frelimo ofereceu vários presentes ao presidente do partido. O aniversário de Filipe Nyusi foi no dia 09 de Fevereiro de 2022.

O Presidente da República aliviou ainda mais as medidas de restrição no âmbito da prevenção da COVID-19 no país. Estritamente falando, Nyusi abriu a economia, permitindo o retorno à normalidade. Deste modo, Filipe Nyusi anunciou o levantamento de 21 restrições por 60 dias, ou seja, de 19 de Fevereiro a 18 de Abril.

O recolher obrigatório que, no âmbito do anterior decreto vigorava a partir da meia-noite, deixa de existir; foram reabertos os postos de saída e entrada (travessia) por via rodoviária, aérea, marítima e fluvial; retomado o cadastro e a prova de vida presencial, jogos recreativos, e o regime normal do sistema penitenciário.

Na educação, o Chefe do Estado alargou de 20 para 30 o número máximo de alunos por sala de aula; autorizou a prática da educação física; o curso nocturno e abertura de lanchonetes nas escolas.

No lazer, o Governo autorizou a realização de espectáculos (com 500 pessoas em locais fechados e 1000 em abertos), obedecendo ao limite de 50% da capacidade do recinto; os restaurantes com licença de “portas abertas” passam a funcionar até às 23 horas; os bares retomam a sua actividade, devendo ter áreas ventiladas. Porém, as discotecas mantêm-se fechadas.

Os eventos sociais, nomeadamente, cultos (igrejas), conferências e reuniões na Função Pública e Privada passam a ter o máximo de 500 participantes em locais fechados e 1000 em abertos, obedecendo ao limite de 50% da capacidade do respectivo estabelecimento. O número de participantes em velórios por óbito não da COVID-19 passa dos actuais 50 para 200 e, nos funerais, de 10 para 20 pessoas.

As salas de teatro, cinema, auditórios e similares podem aumentar a sua capacidade de 40 para 80%; no desporto, foi autorizada a presença de espectadores em jogos de todas as modalidades de alta competição em vários escalões, passando de 25% para 75% sem prejuízo da lotação e, no caso das piscinas, saiu de 50 para 70%, tendo igualmente sido alargado o horário para a frequência das praias, das 5 às 18 horas, sem consumo de bebidas alcoólicas. Os ginásios também se beneficiaram do alargamento da sua lotação, quer polivalentes, quer de grande ou pequena dimensão.

Nos hospitais o número de visitas diárias por paciente internado passa de 2 para 3.

Exceptuando estas medidas aliviadas, as restantes mantêm-se conforme o decreto anterior, tais como a obrigatoriedade do uso de máscaras, distanciamento físico, lavagem das mãos e etiqueta de tosse, entre outros.

Este alívio de restrições decorre da melhoria de todos os indicadores epidemiológicos, nos últimos 30 dias no país que, segundo Filipe Nyusi, apontam que a taxa de positividade passou de 29 para 3%, a média diária de infecção reduziu de 1300 para 50 casos, a taxa de ocupação de camas de 17 para 2%, e, nas últimas 24 horas, apenas 15 pessoas com COVID-19 estavam internadas nos centros de isolamento.

Aliado a estes factos, apesar do recrudescimento dos casos no mundo, em África regista-se uma tendência contrária (redução das infecções), principalmente nos países vizinhos de Moçambique, que, desde a eclosão, notificou 220 mil casos e cerca de 2 mil mortes. Ainda assim, a pandemia da COVID-19 é considerada uma das mais graves nas últimas décadas, pelo que o Presidente da República disse que o Governo vai continuar a apostar no plano de vacinação que, já cobriu 68% da população-alvo maior de 18 anos, o que corresponde a 12 milhões de moçambicanos (vacinados com uma dose) e 10 milhões completamente vacinados.

“As vacinas estão disponíveis em todos os distritos do país”, enfatizou Nyusi.

Dados avançados pelo Presidente da República baseiam-se na evolução favorável dos indicadores e sua transição do nível 3 para 1 de alerta, o que pressupõe a necessidade de manter os níveis controlados por um longo período; equilíbrio entre a saúde e a economia e levantamento gradual e proporcional das restrições.

A terminar, Filipe Nyusi exortou o sector privado a tirar proveito da actual situação de alívio de restrições para permitir a retoma e reanimação da economia; bem como apelou aos cidadãos em geral para uma postura responsável, de tal modo a não permitir o retrocesso nos ganhos alcançados pelo país no combate à pandemia da COVID-19.

“O alívio das restrições não significa o fim da pandemia (…) as medidas podem ser revertidas se se justificar”, disse Nyusi, exortando os moçambicanos a não interpretarem mal as medidas anunciadas.

A Presidente da Assembleia da República (PAR), Esperança Bias, mostrou-se satisfeita com as profícuas relações de amizade e cooperação entre Moçambique e Turquia que duram desde o tempo da luta pela independência nacional.

A PAR manifestou este sentimento durante uma audiência de cortesia que concedeu, hoje, em Maputo, ao embaixador da Turquia, acreditado na República de Moçambique, Avni Aksoy, enquadrada no âmbito da apresentação do diplomata ao Parlamento.

Por esta ocasião, a PAR solicitou ao diplomata para, na qualidade de representante do Estado da Turquia em Moçambique, que trabalhasse no sentido de incrementar as relações de cooperação existentes entre os dois países e povos, incluindo a área parlamentar.

Por seu turno, o embaixador da Turquia em Moçambique disse que o seu país pretende ver melhoradas as relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países nas vertentes económica e comercial, com a criação de uma Embaixada de Moçambique na cidade capital da Turquia, Ancara.

“Além das áreas comercial e económica, temos o campo de luta contra o terrorismo em Cabo Delgado que pretendemos ajudar Moçambique a combater os insurgentes, pois sabemos o quão é importante para o país”, disse Aksoy, acrescentando que “a Turquia pretende investir nas áreas da agricultura, turismo e do desenvolvimento industrial, levando empreendedores moçambicanos para que haja um ganho mútuo entre os dois países”.

O Presidente da República convida os comandantes que não conseguem combater os raptos a colocarem o lugar à disposição, porque a confiança que garantiu ao posto já não existe. Filipe Nyusi diz que não há justificação plausível para a ocorrência de raptos nas proximidades das esquadras.

Filipe Nyusi falava na cerimónia de abertura do trigésimo primeiro Conselho Coordenador do Ministério do Interior, que decorre num contexto tomado pelo terrorismo e raptos, crimes que, aparentemente, se sofisticam cada vez mais no país. É por isso que o lema deste ano é “Determinados na prevenção e combate ao terrorismo, crime organizado e corrupção”.

O Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança exige soluções e sugere caminhos, a começar pela escolha dos agentes.

“Se não escolhem bem aquele que vai emitir o bilhete, vai emiti-lo para uma pessoa que não é moçambicana ou para um criminoso, com nome diferente. Se não escolhem bem, a migração será a porta de entrada de criminosos, incluindo terroristas”, declarou Filipe Nyusi.

O Presidente da República diz que agora o risco é mais iminente e criticou o facto de os jovens correrem para as fileiras da PRM com o “combustível” errado, desemprego, no lugar do patriotismo.

“A Polícia não pode ser a casa de quem não tem emprego, deve ser espaço de quem melhor pode garantir a lei e ordem, deve ser a casa de quem ama o seu povo, de quem ama Moçambique. Se alguém ama o povo, nunca vai violar uma rapariga (fazendo referência ao caso de violação ocorrido em Inhambane, em que agentes da Polícia teriam violado sexualmente uma rapariga de 21 anos)”.

No seu discurso de abertura do Conselho Coordenador do Ministério do Interior, o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança reforçou a ideia de que os raptores saem da Polícia e sugere que poderá haver dança de cadeiras nos comandos províncias.

“Não posso aceitar que um chefe da esquadra permita que desse local saiam raptores. A responsabilidade é deste comandante, porque se o comandante não conhece a vida do seu guarda, do seu sargento, deve colocar o lugar à disposição. Nós nomeamos por confiança, mas, se estão a comandar raptores, a confiança desaparece”, avançou Filipe Nyusi.

O Chefe do Executivo critica a Polícia, mas também a defende. O Presidente fala de uma corporação que é vítima de ataques não armados vindos de pessoas subversivas.

“As forças que estão contra usam todas as formas para vos dividir, procuram, a todo custo, desacreditar-vos, através de diferentes campanhas para vos fragilizar. Inventam coisas, às vezes por causa dos podres que estão convosco, mas, às vezes, inventam coisas sobre jovens que estão lá (em Cabo Delgado) de baixo da chuva e na trincheira. Não percam o foco, nem determinação perante os ataques não armados de que têm sido vítimas”, encerrou.

Para uma melhor forma de responder a estes ataques e garantir uma corporação melhor preparada para os desafios do dia, Filipe Nyusi diz ser preponderante “uma aliança mais forte com as instituições do judiciário”.

O foco deve centrar-se também no controlo dos refugiados que chegam a Moçambique à busca de abrigos, saindo de territórios aparentemente sem conflito. Caso não haja controlo, a porta estará aberta para a entrada de criminosos.

“Na procura de acolhimento, aqueles que requerem refúgio, devemos ser atenciosos para não abrigarmos criminosos. Alguns refugiados vêm de países onde não há problemas, estão bem lá. Estão a fugir o quê?”, questionou o dirigente.

A lista de instruções do Presidente da República apresentada na sessão de abertura do Conselho Coordenador foi recebida de braços abertos pelo pelouro que, através da sua titular, Arsénia Massingue, disse estar “pronto para responder os desafios”.

O Conselho Coordenador do Ministério do Interior termina no dia 19.

“COMBATE AOS RAPTOS DEVE COMEÇAR DENTRO DA POLÍCIA”

Filipe Nyusi colocou o dedo na ferida em relação aos raptos que voltam a assombrar o país, dando tónica ao facto de haver agentes da corporação envolvidos na prática deste crime. Diz que o seu combate deve começar justamente dentro da Polícia

Além de dirigir a abertura do Conselho Coordenador do Ministério do Interior, Filipe Nyusi esteve, hoje, no Quartel-General, na Cidade de Maputo, para conferir posse a vários membros das Forças de Defesa e Segurança.

O destaque vai para Fernando Tsucana, que assume a pasta de vice-comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM), depois de ter sido nomeado ao cargo na terça-feira.

É quem um dia foi responsável pela formação dos agentes da corporação, na Academia de Ciências Policiais (onde era vice-reitor) e hoje deverá levar a ciência à prática, coadjuvando Bernardino Rafael no comando das operações da PRM. E em que contexto? Os raptos voltaram a assombrar o país, e acontecem nas proximidades das esquadras, com destaque para dois ocorridos semana finda. Pior, o Serviço Nacional de Investigação Criminal já veio a público anunciar que há agentes da Polícia que estão envolvidos nos raptos.

“Preocupe-se com os problemas da instituição. Empenhe-se contra os casos de raptos. Este combate deve iniciar dentro da vossa corporação, isto é, a Polícia da República de Moçambique”, diz o Estadista moçambicano.

Na ocasião, assumiu, igualmente, novas pastas Eugénio Roque, que passa a chefe da Casa Militar, entidade que cuida, entre várias responsabilidades, da segurança da Presidência da República e assiste o Estadista moçambicano em matérias de defesa e segurança. Roque, que era chefe do Estado-Maior da Casa Militar, substitui no novo cargo Tiago Nampele, que foi tirado para ser comandante do Exército. O terrorismo não ficou de lado nos desafios que Filipe Nyusi deixa aos novos titulares.

“O Comandante do Exército deve aprimorar a máxima coordenação das FADM (Forças Armadas de Defesa de Moçambique) e outras forças amigas no Teatro Operacional Norte”, disse, para depois acrescentar que as Forças de Defesa e Segurança devem ter sempre em conta o respeito pelos direitos humanos.

As mexidas nas Forças de Defesa e Segurança abrangeram também Ezequiel Muianga, major que agora vai comandar o Serviço Cívico de Moçambique.

“No processo das tarefas que estão a exercer, devem ser exploradas novas valências, sobretudo quando estamos em tempos de batalhas. Cada um de vós está ciente de que o terrorismo é uma das ameaças mais visíveis à integridade territorial e a soberania nacional, pelo que o seu combate e eventual erradicação deve constituir a vossa prioridade, sem prejuízo do estudo continuado das outras formas e tipos de ameaça, incluindo as medidas para o seu combate”.

No local da cerimónia de tomada de posse, Quartel-General, na Cidade de Maputo, houve ainda patenteamentos a vários quadros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

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