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O País – A verdade como notícia

Chapo anuncia reabilitação do Instituto Politécnico Armando Emílio Guebuza

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, anunciou esta quinta-feira, em Manica, a reabilitação e o apetrechamento do Instituto Politécnico Armando Emílio Guebuza, localizado em Chigodole, distrito de Vanduzi, uma instituição vocacionada para a formação técnico-profissional de filhos de antigos combatentes. A decisão surge depois de uma visita de Chapo ao

A Frelimo saudou, mais uma vez, o presidente do partido pelo seu sexagésimo terceiro aniversário. Filipe Nyusi agradeceu pela felicitação e disse que é a Frelimo que o inspira a governar o país em meio a tantas adversidades.

Sete dias depois do seu aniversário, a Frelimo decidiu felicitar, esta quarta-feira, o presidente do partido pelo sexagésimo terceiro aniversário. “Mais um ano de vida cuja importância não se esgota apenas no vosso crescimento em idade, mas ele é extensivo a tudo quanto tem estado a fazer por este povo a quem jurou servir”, indicou Roque Silva, secretário-geral da Frelimo.

E Filipe Nyusi disse buscar inspiração no seu partido para continuar a servir o povo, mesmo diante de muitas adversidades.

“Praticamente, temos estado em momentos muito difíceis que podem induzir-nos ao desespero e a desistência, mas a Frelimo está lá sempre. É só imaginar desastres naturais cíclicos e este outro que deve entrar hoje, caso desenvolva. Todos temos acompanhado durante os anos que construímos e destrói-se. A última destruição da ponte na Zambézia. Essa quase que doeu muito. Não porque seja diferente dos outros casos, mas recordo-me de que aquela ponte caiu exactamente no dia em que eu estava a tomar posse pela primeira vez. A primeira viagem que fiz foi para a província da Zambézia. Sobrevoamos e vimos. Tudo fizemos para reconstruir a ponte e em Dezembro do ano passado entregamos a ponte para depois em Janeiro de novo cair”, exemplificou Filipe Nyusi, presidente da Frelimo.

Este é um dos exemplos próximos dos desastres naturais para além da pandemia da COVID-19, instabilidade na zona centro do país, terrorismo em Cabo Delgado que são um impasse à governação e colocam o país sem produzir, mas a consumir mais. Os moçambicanos têm sabido resistir.

“Esse mérito vamos dar ao povo moçambicano, independentemente do partido, porque é um povo resiliente. Em momentos difíceis, percebe que é preciso produzir, em momentos controversos sabe o essencial. Não alinha a desobediência porque o que se vai desobedecer com a COVID-19, quando há terrorismo ou quando aparece um moçambicano a dizer que para viver bem ou governar precisa de matar. É este povo, é o nosso e que muitas das vezes há quem pensa que é um povo passivo, mas não porque, mesmo quem pensa assim, ele próprio não é passivo. Tem uma opinião diferente da dos outros”, sublinhou o presidente da Frelimo.

Além da saudação, a Frelimo ofereceu vários presentes ao presidente do partido. O aniversário de Filipe Nyusi foi no dia 09 de Fevereiro de 2022.

O Presidente da República aliviou ainda mais as medidas de restrição no âmbito da prevenção da COVID-19 no país. Estritamente falando, Nyusi abriu a economia, permitindo o retorno à normalidade. Deste modo, Filipe Nyusi anunciou o levantamento de 21 restrições por 60 dias, ou seja, de 19 de Fevereiro a 18 de Abril.

O recolher obrigatório que, no âmbito do anterior decreto vigorava a partir da meia-noite, deixa de existir; foram reabertos os postos de saída e entrada (travessia) por via rodoviária, aérea, marítima e fluvial; retomado o cadastro e a prova de vida presencial, jogos recreativos, e o regime normal do sistema penitenciário.

Na educação, o Chefe do Estado alargou de 20 para 30 o número máximo de alunos por sala de aula; autorizou a prática da educação física; o curso nocturno e abertura de lanchonetes nas escolas.

No lazer, o Governo autorizou a realização de espectáculos (com 500 pessoas em locais fechados e 1000 em abertos), obedecendo ao limite de 50% da capacidade do recinto; os restaurantes com licença de “portas abertas” passam a funcionar até às 23 horas; os bares retomam a sua actividade, devendo ter áreas ventiladas. Porém, as discotecas mantêm-se fechadas.

Os eventos sociais, nomeadamente, cultos (igrejas), conferências e reuniões na Função Pública e Privada passam a ter o máximo de 500 participantes em locais fechados e 1000 em abertos, obedecendo ao limite de 50% da capacidade do respectivo estabelecimento. O número de participantes em velórios por óbito não da COVID-19 passa dos actuais 50 para 200 e, nos funerais, de 10 para 20 pessoas.

As salas de teatro, cinema, auditórios e similares podem aumentar a sua capacidade de 40 para 80%; no desporto, foi autorizada a presença de espectadores em jogos de todas as modalidades de alta competição em vários escalões, passando de 25% para 75% sem prejuízo da lotação e, no caso das piscinas, saiu de 50 para 70%, tendo igualmente sido alargado o horário para a frequência das praias, das 5 às 18 horas, sem consumo de bebidas alcoólicas. Os ginásios também se beneficiaram do alargamento da sua lotação, quer polivalentes, quer de grande ou pequena dimensão.

Nos hospitais o número de visitas diárias por paciente internado passa de 2 para 3.

Exceptuando estas medidas aliviadas, as restantes mantêm-se conforme o decreto anterior, tais como a obrigatoriedade do uso de máscaras, distanciamento físico, lavagem das mãos e etiqueta de tosse, entre outros.

Este alívio de restrições decorre da melhoria de todos os indicadores epidemiológicos, nos últimos 30 dias no país que, segundo Filipe Nyusi, apontam que a taxa de positividade passou de 29 para 3%, a média diária de infecção reduziu de 1300 para 50 casos, a taxa de ocupação de camas de 17 para 2%, e, nas últimas 24 horas, apenas 15 pessoas com COVID-19 estavam internadas nos centros de isolamento.

Aliado a estes factos, apesar do recrudescimento dos casos no mundo, em África regista-se uma tendência contrária (redução das infecções), principalmente nos países vizinhos de Moçambique, que, desde a eclosão, notificou 220 mil casos e cerca de 2 mil mortes. Ainda assim, a pandemia da COVID-19 é considerada uma das mais graves nas últimas décadas, pelo que o Presidente da República disse que o Governo vai continuar a apostar no plano de vacinação que, já cobriu 68% da população-alvo maior de 18 anos, o que corresponde a 12 milhões de moçambicanos (vacinados com uma dose) e 10 milhões completamente vacinados.

“As vacinas estão disponíveis em todos os distritos do país”, enfatizou Nyusi.

Dados avançados pelo Presidente da República baseiam-se na evolução favorável dos indicadores e sua transição do nível 3 para 1 de alerta, o que pressupõe a necessidade de manter os níveis controlados por um longo período; equilíbrio entre a saúde e a economia e levantamento gradual e proporcional das restrições.

A terminar, Filipe Nyusi exortou o sector privado a tirar proveito da actual situação de alívio de restrições para permitir a retoma e reanimação da economia; bem como apelou aos cidadãos em geral para uma postura responsável, de tal modo a não permitir o retrocesso nos ganhos alcançados pelo país no combate à pandemia da COVID-19.

“O alívio das restrições não significa o fim da pandemia (…) as medidas podem ser revertidas se se justificar”, disse Nyusi, exortando os moçambicanos a não interpretarem mal as medidas anunciadas.

A Presidente da Assembleia da República (PAR), Esperança Bias, mostrou-se satisfeita com as profícuas relações de amizade e cooperação entre Moçambique e Turquia que duram desde o tempo da luta pela independência nacional.

A PAR manifestou este sentimento durante uma audiência de cortesia que concedeu, hoje, em Maputo, ao embaixador da Turquia, acreditado na República de Moçambique, Avni Aksoy, enquadrada no âmbito da apresentação do diplomata ao Parlamento.

Por esta ocasião, a PAR solicitou ao diplomata para, na qualidade de representante do Estado da Turquia em Moçambique, que trabalhasse no sentido de incrementar as relações de cooperação existentes entre os dois países e povos, incluindo a área parlamentar.

Por seu turno, o embaixador da Turquia em Moçambique disse que o seu país pretende ver melhoradas as relações de amizade e cooperação existentes entre os dois países nas vertentes económica e comercial, com a criação de uma Embaixada de Moçambique na cidade capital da Turquia, Ancara.

“Além das áreas comercial e económica, temos o campo de luta contra o terrorismo em Cabo Delgado que pretendemos ajudar Moçambique a combater os insurgentes, pois sabemos o quão é importante para o país”, disse Aksoy, acrescentando que “a Turquia pretende investir nas áreas da agricultura, turismo e do desenvolvimento industrial, levando empreendedores moçambicanos para que haja um ganho mútuo entre os dois países”.

O Presidente da República convida os comandantes que não conseguem combater os raptos a colocarem o lugar à disposição, porque a confiança que garantiu ao posto já não existe. Filipe Nyusi diz que não há justificação plausível para a ocorrência de raptos nas proximidades das esquadras.

Filipe Nyusi falava na cerimónia de abertura do trigésimo primeiro Conselho Coordenador do Ministério do Interior, que decorre num contexto tomado pelo terrorismo e raptos, crimes que, aparentemente, se sofisticam cada vez mais no país. É por isso que o lema deste ano é “Determinados na prevenção e combate ao terrorismo, crime organizado e corrupção”.

O Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança exige soluções e sugere caminhos, a começar pela escolha dos agentes.

“Se não escolhem bem aquele que vai emitir o bilhete, vai emiti-lo para uma pessoa que não é moçambicana ou para um criminoso, com nome diferente. Se não escolhem bem, a migração será a porta de entrada de criminosos, incluindo terroristas”, declarou Filipe Nyusi.

O Presidente da República diz que agora o risco é mais iminente e criticou o facto de os jovens correrem para as fileiras da PRM com o “combustível” errado, desemprego, no lugar do patriotismo.

“A Polícia não pode ser a casa de quem não tem emprego, deve ser espaço de quem melhor pode garantir a lei e ordem, deve ser a casa de quem ama o seu povo, de quem ama Moçambique. Se alguém ama o povo, nunca vai violar uma rapariga (fazendo referência ao caso de violação ocorrido em Inhambane, em que agentes da Polícia teriam violado sexualmente uma rapariga de 21 anos)”.

No seu discurso de abertura do Conselho Coordenador do Ministério do Interior, o Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança reforçou a ideia de que os raptores saem da Polícia e sugere que poderá haver dança de cadeiras nos comandos províncias.

“Não posso aceitar que um chefe da esquadra permita que desse local saiam raptores. A responsabilidade é deste comandante, porque se o comandante não conhece a vida do seu guarda, do seu sargento, deve colocar o lugar à disposição. Nós nomeamos por confiança, mas, se estão a comandar raptores, a confiança desaparece”, avançou Filipe Nyusi.

O Chefe do Executivo critica a Polícia, mas também a defende. O Presidente fala de uma corporação que é vítima de ataques não armados vindos de pessoas subversivas.

“As forças que estão contra usam todas as formas para vos dividir, procuram, a todo custo, desacreditar-vos, através de diferentes campanhas para vos fragilizar. Inventam coisas, às vezes por causa dos podres que estão convosco, mas, às vezes, inventam coisas sobre jovens que estão lá (em Cabo Delgado) de baixo da chuva e na trincheira. Não percam o foco, nem determinação perante os ataques não armados de que têm sido vítimas”, encerrou.

Para uma melhor forma de responder a estes ataques e garantir uma corporação melhor preparada para os desafios do dia, Filipe Nyusi diz ser preponderante “uma aliança mais forte com as instituições do judiciário”.

O foco deve centrar-se também no controlo dos refugiados que chegam a Moçambique à busca de abrigos, saindo de territórios aparentemente sem conflito. Caso não haja controlo, a porta estará aberta para a entrada de criminosos.

“Na procura de acolhimento, aqueles que requerem refúgio, devemos ser atenciosos para não abrigarmos criminosos. Alguns refugiados vêm de países onde não há problemas, estão bem lá. Estão a fugir o quê?”, questionou o dirigente.

A lista de instruções do Presidente da República apresentada na sessão de abertura do Conselho Coordenador foi recebida de braços abertos pelo pelouro que, através da sua titular, Arsénia Massingue, disse estar “pronto para responder os desafios”.

O Conselho Coordenador do Ministério do Interior termina no dia 19.

“COMBATE AOS RAPTOS DEVE COMEÇAR DENTRO DA POLÍCIA”

Filipe Nyusi colocou o dedo na ferida em relação aos raptos que voltam a assombrar o país, dando tónica ao facto de haver agentes da corporação envolvidos na prática deste crime. Diz que o seu combate deve começar justamente dentro da Polícia

Além de dirigir a abertura do Conselho Coordenador do Ministério do Interior, Filipe Nyusi esteve, hoje, no Quartel-General, na Cidade de Maputo, para conferir posse a vários membros das Forças de Defesa e Segurança.

O destaque vai para Fernando Tsucana, que assume a pasta de vice-comandante da Polícia da República de Moçambique (PRM), depois de ter sido nomeado ao cargo na terça-feira.

É quem um dia foi responsável pela formação dos agentes da corporação, na Academia de Ciências Policiais (onde era vice-reitor) e hoje deverá levar a ciência à prática, coadjuvando Bernardino Rafael no comando das operações da PRM. E em que contexto? Os raptos voltaram a assombrar o país, e acontecem nas proximidades das esquadras, com destaque para dois ocorridos semana finda. Pior, o Serviço Nacional de Investigação Criminal já veio a público anunciar que há agentes da Polícia que estão envolvidos nos raptos.

“Preocupe-se com os problemas da instituição. Empenhe-se contra os casos de raptos. Este combate deve iniciar dentro da vossa corporação, isto é, a Polícia da República de Moçambique”, diz o Estadista moçambicano.

Na ocasião, assumiu, igualmente, novas pastas Eugénio Roque, que passa a chefe da Casa Militar, entidade que cuida, entre várias responsabilidades, da segurança da Presidência da República e assiste o Estadista moçambicano em matérias de defesa e segurança. Roque, que era chefe do Estado-Maior da Casa Militar, substitui no novo cargo Tiago Nampele, que foi tirado para ser comandante do Exército. O terrorismo não ficou de lado nos desafios que Filipe Nyusi deixa aos novos titulares.

“O Comandante do Exército deve aprimorar a máxima coordenação das FADM (Forças Armadas de Defesa de Moçambique) e outras forças amigas no Teatro Operacional Norte”, disse, para depois acrescentar que as Forças de Defesa e Segurança devem ter sempre em conta o respeito pelos direitos humanos.

As mexidas nas Forças de Defesa e Segurança abrangeram também Ezequiel Muianga, major que agora vai comandar o Serviço Cívico de Moçambique.

“No processo das tarefas que estão a exercer, devem ser exploradas novas valências, sobretudo quando estamos em tempos de batalhas. Cada um de vós está ciente de que o terrorismo é uma das ameaças mais visíveis à integridade territorial e a soberania nacional, pelo que o seu combate e eventual erradicação deve constituir a vossa prioridade, sem prejuízo do estudo continuado das outras formas e tipos de ameaça, incluindo as medidas para o seu combate”.

No local da cerimónia de tomada de posse, Quartel-General, na Cidade de Maputo, houve ainda patenteamentos a vários quadros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, profere amanhã, às 19h, uma Comunicação à Nação, no âmbito da Situação de Calamidade Pública.

Segundo uma nota da Presidência da República, a Comunicação do Chefe do Estado é feita no contexto da situação actual da COVID-19 no país.

Na ultima Comunicação à Nação, a 19 de Janeiro, de Filipe Nyusi decidiu manter o decreto 34/2021 de 20 de Dezembro, sobre as medidas de prevenção da COVID-19, mas com algumas excepções, sendo a de destaque a reabertura de todas as praias do país, das 05 horas às 16 horas.

Filipe Nyusi anunciou ainda que já está a seria administrada a dose de reforço da vacina contra COVID-19 para as pessoas com 60 anos de idade ou mais. Na mesma senda, o Chefe do Estado informou que seria administrada a dose de reforço para as mulheres grávidas.

O novo decreto previa também a redução do período de quarentena de 14 para sete dias, alargamento do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, extensão do número de visitas aos doentes internados de uma para duas pessoas e permissão de visita aos reclusos, duas vezes ao mês.

Iniciaram nesta segunda-feira, na cidade da Beira, as cerimónias de celebração da passagem do primeiro ano sem Daviz Simango. As cerimónias deverão culminar dentro de uma semana. Com esta iniciativa, os beirenses pretendem imortalizar Simango, passando necessariamente por valorizar os seus feitos em prol do desenvolvimento da urbe.

Recorde-se que foi no dia 22 de Fevereiro do ano passado, que a cidade da Beira  foi surpreendida com a morte, por doença,  de Daviz Simango, presidente do MDM e autarca da Beira. Ele faleceu na África do Sul, para onde tinha sido evacuado, uma semana antes para tratamentos e viria a ser sepultado no Chiveve, no dia 27 do mesmo mês.

Simango morreu aos 57 anos  de idade. Apesar de ser engenheiro de profissão, foi na política onde o mesmo se destacou, principalmente depois de ter sido expulso da Renamo, em 2008, facto que o levou a criar o Movimento Democrático de Moçambique, ou simplesmente MDM, em Março de 2009, um partido que chegou a conquistar 16 assentos no parlamento, pondo assim fim a bipolarização da Assembleia da República.

Daviz Simango foi o presidente que mais tempo ficou na liderança do Município da Beira. Foram 17 anos.

Nesta segunda-feira, os beirenses, liderados pelo seu actual presidente, Albano Cariz, lançaram a semana alusiva às cerimónias do primeiro ano do seu desaparecimento físico, no salão nobre do Município, na presença de diversas individualidades, incluindo familiares do homem que mais tempo dirigiu os destinos da Beira.

Na ocasião, Carige referiu que a melhor forma de homenagear Simango passava por levar avante a iniciativa da construção das 25 mil casas resilientes no bairro da Chota, a concretização do melhoramento da protecção costeira e garantir a construção de uma terceira bacia de retenção no bairro de Macúti, com vista a controlar os índices de inundação na urbe.

“A sua governação foi sempre íntegra e virada para o bem de todos. Um feito que nos inspira e encoraja para seguir o seu exemplo, continuando a carregar a Beira e os munícipes nos nossos corações, passando necessariamente pela união de todos e transformação dos desafios em catalisadores para solucionar os problemas”, referiu Carige

Para a família, Daviz Simango era um homem íntegro, “cuja identidade contagiava outras pessoas. Portanto, estamos a celebrar a abnegação de um homem que tinha o munícipe como o seu foco e a família ficava em segundo lugar”, indicou Samuel Simango, tio de Daviz Simango.

Na ocasião foi exibido um vídeo retratando as suas obras. Depois do salão nobre a cerimónia prosseguiu na Praça do Município com a deposição de flores, acompanhados de cânticos religiosos.

No local, o Secretário-geral da MDM, José Domingos, lembrou que Daviz Simango liderou o MDM durante 12 anos e a sua preocupação foi sempre garantir um “Moçambique para todos! Pela passagem de um ano resta-nos recordar Simango, seguindo os seus ideais, tanto na parte administrativa como a nível do partido”, defendeu Domingos.

Para o régulo da Beira, que participou da cerimónia, o actual edil da Beira deve continuar a seguir as pegadas de Daviz Simango, nomeadamente saber ouvir os munícipes e colher opiniões para dirigir a Beira, “sob o risco de seguir caminhos errados para o desenvolvimento da urbe”, afirmou Pedro Zingombe, régulo da Beira.

Antes do dia 22, data da morte de Daviz Simango, estão agendadas diversas actividades na urbe, com destaque para o lançamento de um livro em sua memória e apresentação de uma peça teatral imortalizando as suas obras.

Reunido hoje, na Cidade de Maputo, na sua VIII Sessão Ordinária, orientada pelo Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Filipe Nyusi, o Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS) expressou a sua preocupação com o recrudescimento dos raptos no país.

Além dos sequestros, os acidentes de aviação estão no rol das preocupações do CNDS, tendo, por isso, lamentado a persistência de sinistros que recorrentemente têm semeado luto nas estradas nacionais.

Para evitar tais situações, o CNDS instou as Forças de Defesa e Segurança (FDS) a envidarem esforços com vista a devolverem a segurança às vítimas e punir exemplarmente os sequestradores. Relativamente aos acidentes de viação, apelou aos moçambicanos para observarem todas as medidas de precaução, bem como respeitar as regras de trânsito.

Sobre o Teatro Operacional Norte, o CNDS congratulou as FDS e seus parceiros pela melhoria assinalável da situação de segurança, tranquilidade e ordem públicas na província de Cabo Delgado.

O CNDS reiterou a necessidade de as FDS redobrarem esforços com vista à protecção dos moçambicanos e dos seus bens, tendo em vista evitar a degradação das condições de vida, bem como consolidar a segurança das populações.

O CNDS encorajou o Presidente da República, Filipe Nyusi, a prosseguir com as reformas em curso, com vista a imprimir maior dinâmica às FDS e dotá-las de capacidade compatível com os desafios que o país enfrenta.

O CNDS encorajou o Governo de Moçambique a prosseguir com as démarches com vista a concretizar a candidatura de Moçambique a membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em reconhecimento do papel deste órgão na tomada de decisões relevantes sobre os assuntos de interesse global.

O Presidente da República voltou a pedir ontem o levantamento de sanções contra o vizinho Zimbabwe, impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos há mais de 20 anos. Filipe Nyusi alega que já não fazem nenhum sentido e que a via ideal para solucionar problemas é o diálogo.

“Achamos nós que os problemas não podem perpetuar 20 anos, não se resolvem como se fosse um ódio que se tem. O diálogo de que muitas vezes falamos é a solução e podem ser desenhadas medidas que permitam a libertação económica para que o Zimbabwe possa dar a sua contribuição ao seu povo, à região, à África e ao mundo inteiro, porque há muita coisa que o país pode fazer para o mundo. Pedimos que se repense grandemente, porque não vemos resistência da parte do Zimbabwe para aderir a algumas mudanças que são exigidas”, pediu Filipe Nyusi.

Por seu turno, o Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, afirmou que, apesar das sanções, o seu país vai continuar a cooperar com Moçambique em todos os aspectos, a fim de contribuir para a robustez da África Austral.

“Essas sanções afectaram a nossa economia de forma drástica, mas (…) se nós olharmos para imensidão dos nossos recursos, assim como temos desenvolvido o nosso país, e juntarmos esses recursos entre os nossos dois países, não há dúvida de que a produção de energia vai beneficiar não só Moçambique e Zimbabwe, mas também cobrir o défice de energia que a SADC tem”, afirmou Mnangagwa.

Os dois Estadistas falaram à imprensa na cidade Beira, na tarde desta sexta-feira, no final de uma visita de trabalho e depois de um encontro bilateral que tinha como propósito analisar o estágio de cooperação bilateral com o propósito de reforçar as relações de cooperação político-diplomática e económico-comercial.

A possibilidade foi avançada ontem pelo Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, no balanço da visita de trabalho de três dias que efectuou à Sede da União Europeia em Bruxelas. O Presidente da República diz que estão a decorrer negociações nesse sentido.

Dentro de alguns dias, Moçambique poderá receber da União Europeia equipamento militar para reforçar no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado. Depois de três dias e cinco audiências com lideranças da organização continental, o Presidente da República garantiu que “estamos a discutir nesse sentido” e avançou que “de certeza nós vamos ter apoios no sentido de equipamento que a própria União Europeia usa e que está nos Camarões”.

A informação surge num contexto em que as tropas da SADC, por exemplo, já apelaram por duas vezes por apoio internacional para financiar as operações em Cabo Delgado.

Os primeiros três meses da missão da SAMMIM em Moçambique estavam orçados em cerca de 12 milhões de dólares norte-americanos, valor que foi conseguido com a contribuição dos membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, SADC. Em Janeiro deste ano, a força regional decidiu prorrogar, já para a terceira temporada (também de três meses) a missão de combate ao terrorismo: desta vez a prorrogação custou 29 milhões de dólares americanos.

O Chefe de Estado moçambicano reconheceu ontem em Bruxelas que “manter tropas por seis meses com todos os custos inerentes não é uma tarefa fácil, por isso é que coloquei esse assunto na mesa”. E não parou por aí: “o combate envolve altos custos para os nossos parceiros. Porque os parceiros não vão continuar por muito tempo. As operações podem ser afectadas por causa da falta de capacidade em termos de recursos”, alertou.

Aliás, está bastante claro de que estamos perante uma preocupação regional: “acredito que os próprios países, como também a SADC, devem estar a colocar essas preocupações. Se aparecesse um país que apoia seria bom, porque seria um apoio concreto”.

Leia No meio destas palavras, Filipe Nyusi reconheceu que está numa jornada diplomática de busca de apoio para continuar a manter as tropas estrangeiras em território nacional. “Nós temos que fazer parte da mobilização de apoios para os nossos parceiros que estão a combater connosco, porque nós não temos como dar”, reconheceu. “Vontande é que não nos falta. Temos responsabilidade como um Estado”, clarificou.

A partilha, pelo Presidente da República, da preocupação de Moçambique em relação ao financiamento às tropas estrangeiras acontece cerca de duas semanas depois do responsável da missão da UE em Moçambique, destinada a treinar tropas contra a insurgência armada em Cabo Delgado, ter admitido apoiar o Ruanda que tem tropas destacadas na região norte do país. O vice-almirante Hervé Bléjean referiu que o Ruanda solicitou “um maior apoio financeiro” e que o chefe da diplomacia europeia “está bastante determinado a responder favoravelmente”.

Filipe Nyusi assume que está a busca de apoio “não só com a União Europeia, mas também com outros parceiros a nível internacional”, referindo que “fiz esse trabalho também em Adis Abeba com a União Africana e há formas através das quais eles pensam em apoiar-nos”.

 

RISCOS DE ALASTRAMENTO DO TERRORISMO

A advogacia pelo financiamento às tropas em Cabo Delgado é justificada pelo Presidente da República pela prevalência de sinais de que o terrorismo pode agravar-se ou, se quisermos, alastrar-se, caso não continue a haver firmeza “de quem está no terreno”.

“Apesar da situação ser encorajadora, termos recuperado as sedes distritais e termos algumas bases completamente destruídas e numa situação em que se coloca o inimigo a criar bases diária ou semanalmente, de um lado para o outro”, Nyusi alertou a União Europeia que “essa situação, a qualquer momento, pode voltar a evoluir e essa evolução pode expandir-se para outras regiões do país e outros países da região”, exemplificando a existência de dados sobre tentativas dos terroristas atravessarem para a vizinha Tanzânia. Tentativas frustradas graças a resposta da Força Conjunta.

O Presidente da República destaca, por outro lado, a importância da capacitação das forças nacionais, tendo em conta o risco de que as tropas do Ruanda e da SADC terminem a sua missão, sem que o Estado esteja preparado para continuar a fazer face ao problema. “Temos que ver se o país estará em condições de conter os ataques terroristas. Dissemos a eles que nossa outra preocupação é a reforma do sector da Defesa e Segurança, que é necessária porque é essa reforma que vai garantir a capacidade de resposta no futuro. A reforma significa a formação, especialização e o equipamento”.

Filipe Nyusi sai da União Europa com o balanço de uma visita de sucesso e ciente de que o bloco é sensível aos problemas de Moçambique.

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