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O País – A verdade como notícia

Hélder Mendonça questiona liderança de Forquilha e admite assumir PODEMOS

Hélder Mendonça alerta que, se Albino Forquilha se mantiver na gestão do partido, o PODEMOS não vai conseguir eleger nenhum deputado nas próximas eleições. Mendonça acusa a direcção de limitar a democracia interna, aponta situações que considera nepotismo e admite aceitar uma eventual indicação para liderar a formação política. O

40 milhões de armas de fogo de pequeno calibre estão nas mãos de civis em África. Perto de 90% destas são usadas por terroristas, bem como para a desestabilização armada, assaltos e outros crimes.

Estes dados foram partilhados, esta segunda-feira, durante a cerimónia de lançamento do Mês da Amnistia, que visa instar os civis a efectuarem a entrega de armas não registadas.

Segundo o presidente do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, Churchil Ewumbue-Monono, África deve tirar a ilação do sucesso no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens residuais da Renamo feito em Moçambique.

Monono diz que os países africanos devem apostar na agenda da paz, contudo é preciso o envolvimento dos governos, políticos, académicos e sociedade em geral, sobretudo da juventude que facilmente tem aderido a crimes como o terrorismo.

Por seu turno,Verónica Macamo, Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, que abriu o evento, garantiu que, apesar de ter recebido a última arma dos homens armados da Renamo, o Governo continua a trabalhar no processo de recolha de todas as armas ilícitas, daí que apela a todos que possuam armas não autorizadas para que as entreguem.

Macamo disse ainda que a paz é crucial para o desenvolvimento do país e que isso passa pelo combate dos crimes que “só atrasam o país”.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, discursou esta manhã, durante a comemoração do mês da Amnistia em África, na Cidade de Maputo, que decorre sob o lema “Desarmamento como Oportunidade Para o Silenciar das Armas em África: Lições da República de Moçambique”.

Organizada pela União Africana, em parceria com as Nações Unidas, a celebração tem como propósito a mobilização de esforços para acelerar a materialização da iniciativa africana referente ao Silenciar das Armas em África até 2030, uma contribuição para a promoção e reforço da paz e estabilidade no continente africano, refere um comunicado do MINEC.

Participam nesta comemoração quinze Estados-Membros do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, representantes da Comissão da União Africana, das Nações Unidas e de outros organismos internacionais.

De acordo com a nota, o evento ocorre na sequência da 29ª Cimeira da União Africana, realizada em Adis-Abeba, Etiópia, em Julho de 2017, que declarou o mês de Setembro de cada ano, como o Mês Africano da Amnistia para a entrega e recolha de armas ilícitas, ligeiras e de pequeno porte.

A celebração é organizada anualmente, segundo o princípio de rotatividade geográfica das cinco sub-regiões do continente africano.

O Consórcio Eleitoral Mais Integridade lança amanhã, terça-feira, em Maputo, o Relatório da Observação do Recenseamento Eleitoral para as eleições autárquicas de 2023, refere uma nota enviada ao nosso jornal.

O documento é resultado de uma observação feita durante o recenseamento eleitoral para as autárquicas deste ano, que decorreu entre os dias 20 de Abril a 03 de Junho, e tem como objectivo contribuir para um processo eleitoral democrático e credível.

O relatório foi produzido por uma agremiação composta por sete organizações moçambicanas da sociedade civil.

Dados do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral indicam que foram recenseados mais de 8 milhões de eleitores para as eleições autárquicas de 11 de Outubro.

O presidente da Renamo, Ossufo Momade, já terminou a sua visita de trabalho à província de Niassa. No último dia de trabalho, Momade voltou a apelar aos membros e simpatizantes do partido residentes na vila de Insaca, sede do distrito de Mecanhelas, para “não venderem cartões de eleitor para a Frelimo”, que supostamente está a preparar uma fraude para garantir vitória nas sextas eleições autárquicas.

Na ocasião, Momade marchou com membros e simpatizantes do partido que lidera e orientou um comício para apresentar oficialmente o cabeça-de-lista escolhido pelo partido para as eleições autárquicas de 11 de Outubro próximo.

Além de Insaca, o presidente da Renamo visitou as vilas de Marrupa, Metangula, Mandimba, Cuamba e a cidade de Lichinga.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua de 08 a 09 de Setembro de 2023, uma visita de trabalho `a província de Manica, refere uma nota da Presidência da República enviada ao nosso jornal.

Durante a visita, o Chefe do Estado vai participar, hoje, na IX Gala Nacional do Prémio Jovem Criativo, evento a ter lugar no Cinema Montalto, na Cidade de Chimoio, onde irá distinguir jovens que ao longo do presente ano destacaram-se no empreendedorismo, inovação tecnológica e criação artística.

O Prémio Jovem Criativo é uma iniciativa do Governo que se realiza anualmente em parceria com o movimento associativo juvenil e demais intervenientes dos sectores público e privado visando, reconhecer, homenagear e distinguir jovens, dos 15 aos 35 anos de idade, que se destacam pelo seu contributo no desenvolvimento do País, através do Empreendedorismo, da Inovação Tecnológica e da Criação Artística, fazendo diferença nas comunidades em que se encontram inseridos.

O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, promete lutar para manter o partido na governação da vila de Cuamba, na província de Niassa. Segundo disse aos militantes do seu partido, no comício popular, está determinado, inclusive, a conquistar novas autarquias no Sul do país, onde, até hoje, o partido não conseguiu vitória em nenhum município.

A promessa foi feita durante a sua visita à vila de Cuamba, o único município da província de Niassa governado pela Renamo.
A visita de Ossufo Momade à vila de Cuamba começou com a apresentação oficial do cabeça-de-lista do partido Renamo para as eleições autárquicas de 2023. “Não vamos dar impacto àqueles ladrões, aqueles corruptos, aqueles que não têm nenhuma responsabilidade social, aqueles que não têm nenhum sentimento para com a população e que chupam o sangue do povo. Vamos lutar para que esta cidade continue na governação da Renamo”, disse Ossufo Momade, Presidente da Renamo.

Além de lutar pela manutenção dos municípios que estão nas mãos da Renamo, Ossufo Momade está determinado a governar a  capital do país, Maputo. “Queremos conquistar outras cidades, incluindo a capital do país, Queremos governar na Matola, porque os munícipes das cidades de Maputo e Matola estão cansados das manobras, dos golpes e da irresponsabilidade.”

Depois de Cuamba, Ossufo Momade vai a Mecanhelas, o recém-criado município da província de Niassa.

O Partido Revolução Democrática vai concorrer em oito dos 10 Municípios para os quais se candidatou. A Comissão Nacional de Eleições diz que chumbou duas candidaturas porque o partido não conseguiu corrigir irregularidades.

Finalmente, o partido Revolução Democrática (RD) viu o seu processo de submissão de  candidatura à Comissão Nacional de Eleições ser aprovado. 

Segundo a CNE, a RD pretendia concorrer em 10 municípios, mas desse total conseguiu apenas oito.

“A verificação feita resultou que o RD em dez municípios que concorreu, conseguiu passar em apenas oito. Significando que oito listas foram aceites, enquanto que duas foram rejeitadas. Os aceites são: município de Cidade de Maputo, Matola Rio, Cidade da Matola, Vila de Marromeu, Cidade de Tete, Cidade de Nacala-Porto, Cidade de Lichinga e Vila de Mutangula”, disse Paulo Cuinica. 

As reprovadas, segundo a CNE, são as listas de Cidade de Chimoio e Nampula.         

A Comissão Nacional de Eleições esteve reunida esta quinta-feira numa sessão extraordinária na qual, segundo o porta-voz, Paulo Cuinica, foram aprovados os modelos dos boletins de votos.

Quanto aos materiais para a realização das eleições, a CNE diz que já começou a distribuição em algumas províncias.

O Conselho Constitucional tinha chumbado a decisão da CNE de rejeitar a candidatura do partido  Revolução Democrática (RD), por este não ter cumprido a hora marcada para a apresentação da candidatura às eleições autárquicas de 11 de Outubro.

O General Alberto Chipande acusa os Estados Unidos da América (EUA) de saboatarem os projectos de gás na província de Cabo Delgado. O veterano de luta de libertação nacional questiona o facto de o país ter abandonado projectos nos anos 80.

Falando sobre a história de Moçambique, no âmbito político e económico, no decurso da Feira Internacional de Maputo, na semana passada, Alberto Chipande disse que, nos anos 80, recebeu americanos e franceses interessados nos projectos de gás em Cabo Delgado.

“Eu trabalhei com a Anadarko e os franceses que estão aqui, por causa do petróleo e gás ali, em Mbau. Ali furámos, eu fui lá assistir ao furo. Às tantas, a Anadarko abandonou, porquê? Os franceses vieram dizer ‘deixá-la’, e acalmaram-nos. Muito obrigado à França, foram eles que nos acalmaram. Estive com o meu colega, que trabalhava comigo, o Ministro da Defesa americano, Colin Power, e depois morreu, ele que depois foi invadir o Iraque. Fundámos uma força conjunta lá, em Mocímboa da Praia, para proteger aquele projecto. Colin Power abandonou-me e eu perguntei: ‘para onde vai?’. E foi embora. A França ficou. Depois voltaram mais americanos, não para Mocímboa da Praia, mas para Palma. Como? abandona e vai para Palma fazer o quê?”, questionou o General.

O General na reserva, membro da Comissão Política da Frelimo e Conselheiro de Estado, questiona o porquê do abandono dos projectos e retoma noutro ponto da mesma província.

“Porque é que volta?  É bom os moçambicanos agora saberem a verdade e o mundo também ouvir a verdade. Nós não temos rancor. Venham, mas deixem esses projectos andarem. Não façam aquilo que fizeram a nós. Deixem os meus filhos avançarem com o projecto. São vocês que sabotam”, acusou o antigo ministro da Defesa de Moçambique.
Chipande diz que os projectos de gás em implementação foram aprovados num congresso da Frelimo na Matola, Província de Maputo. “Nós já temos esse plano porque já aprovámos no nosso décimo segundo congresso da Frelimo, na Matola. Não é aqui que estamos a ouvir. Não. Nós aprovámos, na Matola, este projecto. Vocês é que estão a repetir. Estão a pôr em prática”, avançou

Chipande, para depois apelar para que se ponha em prática como a Frelimo e o Governo querem.

“Ponham em prática como os moçambicanos querem e não como vocês querem. Porque são doadores, nós também vamos doar… Respeitem a nossa capacidade”, posicionou-se o General.

Reagindo às declarações do General Alberto Chipande, a Embaixada dos Estados Unidos da América em Maputo foi sintética: “Como maior doador bilateral para Moçambique, o Governo dos EUA trabalha com o Governo e povo de Moçambique no alcance de um objectivo comum de uma nação mais saudável, mais próspera e mais segura para todos”, respondeu, por email, Vanessa Rozier Toscano, porta-voz da Embaixada dos EUA em Moçambique.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua desde ontem até amanhã, uma visita de trabalho à província de Nampula. A informação consta de uma nota da Presidência enviada ao nosso jornal.

Durante a visita, o Chefe de Estado vai escalar o distrito de Angoche, onde irá proceder ao lançamento da 1ª pedra para asfaltagem da Estrada Nacional número 104, Nametil-Angoche, no quadro do Programa “Promove Transporte”.

O início da reabilitação da estrada Nametil foi anunciado por Filipe Nyusi em Setembro de 2021.

Foi no dia 04 de Setembro de 2021 que Filipe Nyusi lançou o Promove Transporte, um projecto de reabilitação de estradas nas províncias de Nampula e Zambézia financiado pela União Europeia em 124 milhões de euros.

Além da asfaltagem da estrada Nametil – Angoche, com uma extensão de 98 quilómetros, incluindo a construção de uma ponte de 168
metros sobre o Rio Luázi, o projecto Promove Transporte inclui obras de manutenção de rotina de estradas não revestidas nos distritos de Mossuril, Meconta, Monapo, Mogincual, Mogovolas e Moma, na província de Nampula, e nos distritos de Milange, Molumbo, Gurué, Ile, Alto Molócuè e Mocuba, na província da Zambézia.

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