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O País – A verdade como notícia

Convidados destacam regresso às raízes e inovação no discurso de Chapo

Artistas e académicos convidados para a Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, que decorre em Chimoio, reagiram positivamente ao discurso de abertura do Presidente do partido, Daniel Chapo. Para os convidados, a intervenção marca um “regresso às raízes”, com um olhar para o futuro, e traz orientações concretas para o

O cabeça-de-lista da Frelimo, Rasaque Manhique, promete reestruturar o sistema de transporte e rotas e construção de valas de drenagem. Manhique quer ainda implantar um novo aterro sanitário, apostar na educação cívica dos munícipes sobre a gestão do lixo e garantir a reciclagem dos resíduos sólidos.

Em ambiente festivo, com centenas de membros e simpatizantes a transformarem o campo de Hulene num espaço pequeno para acolher muita gente que se fez presente naquele recinto desportivo, a Frelimo abriu, esta terça-feira, a  sua campanha eleitoral na Cidade de Maputo.

O evento começou com a actuação  de músicos e apresentação dos  candidatos a membros das assembleias municipais, observando, segundo deu a conhecer o cabeça-de-lista da Frelimo, Rasaque Manhique, o princípio de representatividade. A chefe da brigada da Frelimo na Cidade de Maputo, Alcinda Abreu, recordou, na ocasião, que a campanha eleitoral deve ser um momento de festa na Frelimo e que os munícipes devem dirigir-se, no dia 11 de Outubro, às assembleias de voto para exercerem o seu dever cívico.

Após ser introduzido pela chefe da brigada da Frelimo na Cidade de Maputo, Rasaque Manhique apresentou, em meio a aplausos, as linhas-mestras do seu manifesto eleitoral.

Manhique deixou ficar a promessa de reestruturação do sistema de transportes, recolha permanente e eficiente do lixo, tratamento de resíduos sólidos e construção de valas de drenagem.

O cabeça-de-lista da Frelimo na capital do país disse, ainda, que, “como gestores da Cidade de Maputo, estaremos, efectivamente, ao serviço de todos os munícipes, governando os munícipes e para todos os munícipes assim como nos ensina a nossa briosa Frelimo.”

Colocar o munícipe em primeiro lugar é prioridade para o partido Frelimo, daí que Rasaque Manhique explicou que tal significa que “toda a nossa acção governativa deverá estar concentrada nos anseios e nas soluções que os nossos munícipes procuram. Governar Maputo por Maputo significa que não tomaremos decisões sem que tenhamos acolhimento dos nossos munícipes.”

O cabeça-de-lista da Frelimo propõe-se ainda, caso seja eleito, a “implantar um novo aterro sanitário, apostar na educação cívica dos munícipes sobre a gestão do lixo e garantir a reciclagem dos resíduos sólidos. Esta é uma realidade pelo mundo inteiro. Isto significa que a nossa cidade deve entrar no concerto das grandes cidades africanas e não só.”

No que concerne ao saneamento do meio, a Frelimo pretende ainda garantir a “limpeza de valas de drenagem, construir drenagens para a gestão das águas das chuvas em bairros críticos e garantir a manutenção de bacias de retenção de  águas. Constitui, para nós, um grande desafio encontrar soluções para águas das chuvas”.

Na apresentação do seu manifesto, Manhique abordou ainda o projecto de empoderamento da mulher, sendo que a mesma estará no centro da sua governação.  “Vamos estruturar projectos para financiamento de iniciativa de jovens e mulheres.”

Outrossim, a educação, a saúde e o desporto são áreas que irão merecer a atenção de Rasaque Manhique, caso seja eleito edil de Maputo.

“Queremos apetrechar as escolas do ensino primário com carteiras, materiais escolares, etc. Significa que, muitas vezes, vemos pais sem recursos mas porque sabem que os seus filhos pequenos devem ter uma educação de qualidade, o melhor ensino, muitas vezes pautam por procurar o ensino privado. Isto acontece porque querem ver o seu filho sair de casa e regressar asseado tal como saiu. Precisamos e vamos melhorar os sanitários que existem nas escolas. No ensino primário, principalmente, temos que melhorar. Esta responsabilidade cabe ao município apoiar.”

O cabeça-de-lista da Renamo, Venâncio Mondlane, garante a construção de centros de saúde nos mercados, reabilitação de vias de acesso e desenvolvimento de um sistema de transporte eficiente.

O primeiro dos 15 dias de campanha eleitoral para as sextas eleições autárquicas iniciou a meio da manhã desta terça-feira, tendo o cabeça-de-lista e membros e simpatizantes da segunda maior força política do país concentrado as suas atenções na delegação do distrito KamPfumo.

Depois de algumas concertações com os deputados da Assembleia da República e membros da Comissão Política, a caravana percorreu algumas ruas da capital até ao mercado Xiquelene,  onde Venâncio Mondlane fez o contacto interpessoal com vendedores. Neste local, Mondlane garantiu que vai apostar  na construção de centros de saúde em todos os mercados, para além de pautar pelo diálogo com os vendedores e não reprimi-los.

O cabeça-de-lista da Renamo, depois de interagir com os vendedores, fez uma passeata por outras ruas em direcção ao campo da Polana Caniço, onde fez o seu discurso. Curiosamente, neste percurso, as caravanas da Renamo e a da Nova Democracia cruzaram-se, tendo os dois candidatos trocado algumas impressões, isto num clima de tolerância política.

No campo, Mondlane voltou a prometer a construção de postos de saúde, introdução do cartão de vendedor informal autorizado e sistema de transporte eficiente.

“O problema dos ‘chapa’ é sério ou não?”, questionou Mondlane aos populares para depois, intercalado por aplausos dos presentes, apresentar possíveis soluções. “Queremos resolver o problema do transporte. O que está a acontecer é que todos vão para Baixa da cidade ou para o Museu. Quem está no Magoanine, Choupal ou KaMavota onde vai parar? Qual é o terminal? Onde terminam? Não é na Baixa ou no Museu, basicamente?  Pretendemos instalar mais terminais; antes de os carros chegarem à Baixa, haverá quatro terminais. Em cada terminal, vamos colocar locais para estacionamentos dos carros, neste caso, silos. Mas estes terminais não são apenas para colocar carros.

Nestes terminais, vamos colocar centros sociais, serviço bancário, serviço de caixas automáticas, ATM, e telefonia móvel”, assegurou Venâncio Mondlane.

Outra das apostas de Mondlane passa por revitalizar parques na capital, tendo prometido que vai transformar o espaço do Jardim Zoológico no maior parque da região. O cabeça-de-lista da Renamo quer ainda dotar todos os distritos municipais de ambulância cada, assim como introduzir o cartão informal autorizado que passa a reconhecer os “informais”.

Na área do desporto, Mondlane disse que, caso seja eleito edil, vai “abrir, pela primeira vez na história do país, uma loja desportiva municipal. As bolas que vocês compram por preços que compram, iremos vender a um terço ou um quarto do preço. Porquê? Porque o município tem a obrigação de incentivar a prática do desporto. Não é um privado que vai promover o desporto, até porque o privado quer ganhar dinheiro. Quem vai promover o desporto é o serviço público do município.”

Nestas sextas eleições autárquicas, de 11 de outubro, há 11.572 candidatos a membros de assembleias municipais, dos quais apenas 3.797 são mulheres em todas as 65 autarquias.

Já se registam escaramuças na campanha eleitoral para as autárquicas de Outubro próximo. Hoje, na cidade de Nampula, oito indivíduos deram entrada ao Hospital Central local para que seus ferimentos ligeiros, resultantes de violência física, fossem tratados.

As vítimas são dos partidos Renamo e Frelimo que, durante a madrugada de ontem, disputaram pelos mesmos espaços quando pretendiam colar panfletos na mesma zona da cidade de Nampula.

O porta-voz do Hospital Central de Nampula, Sulaimana Isidoro, disse à imprensa que as vítimas tiveram alta logo após serem observados, pois apresentavam ferimentos leves.

As escaramuças envolvendo membros da Frelimo e Renamo em Nampula acontecem após várias mensagens de sensibilização de entidades do Estado para a necessidade de se realizar uma campanha sem violência.

Hoje, a caça ao voto continua no seu segundo dia, com os partidos políticos e grupos de cidadãos a lançarem as suas cartas para conquistar o eleitorado municipal.

Esta segunda-feira, primeiro dia da campanha eleitoral, o cabeça-de-lista do MDM para a capital do país, Augusto Mbazo, saiu às ruas de Maputo com membros e simpatizantes do seu partido. Não houve contacto interpessoal, mas o candidato não tem dúvidas da sua vitória nas eleições de 11 de Outubro.

“Apenas reiterar a todos os munícipes da cidade de Maputo que para melhorar a Cidade de Maputo, para libertar a Cidade de Maputo, só há uma solução, que é o número um, o MDM”, explicou o cabeça-de-lista.

Mbazo falou da sua intenção de implementar a “experiência de 20 anos de governação, com lisura, com transparência, inclusive, não sem atrasos salariais, porque onde o MDM governa, a vida do Munícipe melhora”.

Apesar de fazer um balanço positivo do primeiro dia de “caça” ao voto, o MDM denunciou a  queima de panfletos por parte de alguns partidos em alguns bairros da capital e apelou para uma campanha pacífica e sem violência.

Para esta quarta-feira, segundo dia da campanha eleitoral, o MDM vai manter contacto interpessoal com os munícipes de Maputo e explica: “ninguém faz isso melhor que nós”.

A Renamo na cidade de Nampula apostou, no primeiro dia de campanha eleitoral, numa passeata seguida de um comício popular. 

Paulo Vahanle, cabeça-de-lista da Renamo, e a coluna terminaram a passeata no bairro de Muala Expansão, mais concretamente na zona conhecida de quatro caminhos. 

Depois de dançar para o delírio dos membros e simpatizantes presentes no comício, Paulo Vahanle disse que a vitória é certa para a perdiz no próximo dia 11 de Outubro, na cidade de Napula. 

“Só com o roubo é que nos podem vencer. A cidade de Nampula é da Renamo e o povo quer nos ver a governar por mais tempo”, disse Vahanle. 

O cabeça de lista da Renamo aproveitou a ocasião para denunciar o que chamou de “tentativa de fraude e de roubo da Frelimo”, que está alegadamente a levar pessoas que vivem fora da cidade de Nampula para votarem no dia 11 de Outubro. 

Paulo Vahale promete revelar todo o manifesto eleitoral nesta quinta-feira para que todos “nampulenses” fiquem a saber das suas ideias de governação para os próximos cinco anos. 

O cabeça de lista da Renamo prometeu fazer-se acompanhar da delegada da Renamo na Província de Nampula, que trabalhou no Município de Angoche no primeiro dia de campanha eleitoral para as autárquicas de 2023.

Foi no lançamento oficial da campanha eleitoral na Beira, concretamente no bairro da Manga, onde Lutero Simango, Presidente do MDM, disse, hoje, que a aposta do seu partido é manter-se na governação do Município da Beira.

O líder da terceira maior formação política do país garantiu que a governança do MDM está centrada na democracia.
Simango disse ainda que votar no MDM é dar continuidade às obras do falecido edil, Daviz Simango, e ao projecto de construção de 200 mil casas para a população.

Perante milhares de populares, entre membros e simpatizantes do MDM, incluindo de outros partidos políticos, como RD e PDD, Simango afirmou que Moçambique não pode continuar a ser governado à base de mentiras.

Na cidade de Tete, apenas a Frelimo e a Renamo iniciaram a campanha eleitoral. O Movimento Democrático de Moçambique não se fez à rua devido à falta de material eleitoral que ainda estava sendo impresso.

O sol raiou e ficaram evidentes as marcas do arranque de um processo que há muito era anunciado, a campanha eleitoral, e na província de Tete, não foi diferente.

Há panfletos espalhados pelas artérias da cidade das Quininas, nos muros, paredes de lojas, instituições bancárias, até em placas indicativas de direcção, dizendo vota na Frelimo, Vota na Renamo…  

A Frelimo, que esteve representada pelo membro da comissão política e Chefe da brigada de assistência à província de Tete, Verónica Macamo, explicou que já iniciou a “caça ao voto” em todas as 5 autarquias da província  e quer ganhar em todas elas.

 

“Precisamos vencer as eleições para consolidar a paz e o desenvolvimento do nosso país. Criar um Moçambique cada vez mais próspero, em prol dos moçambicanos, do Rovuma ao Maputo.   Reforçar a acção governativa, nos órgãos locais, garantir melhor prestação dos serviços. Nós vamos falar das nossas realizações, ou seja, o que fizemos no âmbito da Governação autárquica e também iremos dizer o que a Frelimo pretende fazer e, cada autarquia, mas também vamos dizer o que a Frelimo pretende fazer nas autarquias, em prol das comunidades e dos munícipes”

O número um da lista da Renamo, quer arrancar o município de Tete das mãos da Frelimo, apontando soluções para aquilo que enumerou como principais problemas da cidade.

“ Um dos principais manifestou é olhar para juventude. Precisamos prover talhões para a nossa juventude. A cidade de Tete tem  60 quilômetros de raio e vemos o município incapaz de  prover espaços e talhões organizados para os nossos jovens. Um outro ponto que prometemos ao munícipe é o abastecimento de água. É inconcebível que um município que é atravessado pelo rio Zambeze, tenha problemas sérios de abastecimento de água. O Zambeze tem sempre agua”, garantiu Ricardo Tomás, cabeça de lista da Renamo.

Questionado sobre a viabilidade da iniciativa, Tomás diz que irá criar o maior posto de abastecimento de água da região, em parceria com o Fundo para Investimento e Património do abastecimento de água, FIPAG, porém caso este não se mostre interessado, irá apostar em parcerias privadas.

Já o Movimento Democrático de Moçambique não saiu à rua, nem sequer tem panfletos espalhados, pelo menos na cidade.

O País sabe que a impressão do material da campanha só foi finalizada no fim da manhã desta terça-feira e, até o fecho desta reportagem, continuava na província de Chimoio.

A Renamo acusa a Frelimo de alocar cidadãos de distritos não autárquicos para as mesas de voto, no dia 11 de Outubro e de recrutar observadores para encherem as urnas.

Quando faltam cerca de duas semanas para as eleições autárquicas, o partido Renamo convocou a imprensa, esta terça-feira, para, uma vez mais, queixar-se de tentativa de manipulação de resultados pela Frelimo. 

O maior partido da oposição com assento no Parlamento diz haver um plano de enchimento de urnas. A Renamo diz antever, por isso, eleições conflituosas.  

O partido, dirigido por Ossufo Momade, apela para a vigilância e que se denuncie qualquer tentativa de manipulação dos resultados eleitorais.

Arrancou, hoje, a campanha eleitoral para as sextas eleições autárquicas, a ter lugar no dia 11 de Outubro. São mais de 11.500 candidatos de 11 partidos, três coligações e oito grupos de cidadãos.

Esta segunda-feira, vários foram os apelos para que o processo decorra sem violência. O Presidente da República, Filipe Nyusi, proferiu uma comunicação à Nação e pediu que os cabeças-de-lista se concentrem na apresentação de manifestos, abstendo-se de discursos incendiários.

Nyusi lembrou, ainda, que é responsabilidade dos dirigentes orientar os seus membros sobre a conduta eleitoral.

Já a Comissão Nacional de Eleições pediu uma campanha ordeira e deixou algumas recomendações.

Durante a pré-campanha eleitoral, em Agosto, o presidente da RENAMO, ameaçou “parar o país” caso um membro daquele partido seja morto, dias após o autarca de Nampula denunciar uma alegada tentativa de homicídio.

Mais de 8,7 milhões de moçambicanos estão inscritos para votar nas sextas eleições autárquicas, abaixo da projecção inicial, de 9,8 milhões, segundo dados anteriores da CNE.

Os eleitores vão escolher 65 novos autarcas no dia 11 de Outubro, incluindo em 12 novas autarquias, que se juntam a 53 já existentes.

Nas eleições autárquicas de 2018, a Frelimo venceu em 44 das 53 autarquias, a RENAMO em oito e o MDM em uma.

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