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O País – A verdade como notícia

Chapo conhece entraves à produção na Cadeia Regional de Mabalane

O Presidente da República é confrontado com a vandalização do sistema de irrigação por pivô, cuja reparação está avaliada em 20 milhões de meticais, a insuficiência de máquinas e tractores e os danos causados pelas cheias, que estão a comprometer o potencial produtivo da Cadeia Regional de Mabalane. Os constrangimentos

A Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP) encerrou, esta sexta-feira, em Luanda, a sua 15.ª Sessão Intercalar com o compromisso de acelerar a implementação do Acordo de Mobilidade, reforçar a integridade pública e transformar as decisões aprovadas em medidas concretas para os cidadãos dos Estados-membros.

Durante três dias, representantes dos Parlamentos de Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste debateram o tema “Governação Democrática, Segurança e Integridade: Fortalecendo a Resiliência Institucional na CPLP”, defendendo instituições mais fortes, maior cooperação e respostas conjuntas aos desafios que atravessam o espaço lusófono.

 

No encerramento, a presidente da AP-CPLP, Margarida Adamugi Talapa, destacou que não existe desenvolvimento sustentável sem democracia, paz sem instituições sólidas e prosperidade sem integridade pública.

“Não há desenvolvimento sustentável sem democracia, paz duradoura sem instituições sólidas, nem prosperidade sem a preservação da integridade pública”, afirmou.

Entre as principais decisões da sessão está o compromisso de colocar as pessoas no centro da implementação do Acordo de Mobilidade da CPLP, aprovado há cinco anos, com o objetivo de reduzir progressivamente os obstáculos à circulação de cidadãos, conhecimentos e competências no espaço lusófono.

A AP-CPLP defendeu também o reforço dos mecanismos de transparência e combate à corrupção, incluindo a criação de observatórios parlamentares de integridade pública nos Estados-membros e maior participação das mulheres nos processos de decisão.

“Parlamentos fortes, representativos e próximos do cidadão são indispensáveis para o aprofundamento da democracia e para o fortalecimento da confiança dos povos nas instituições”, sublinhou Talapa.

A situação política na Guiné-Bissau também marcou os trabalhos. A Assembleia Parlamentar manifestou profunda preocupação e discordância face à detenção do Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, considerando que a medida não apresenta fundamento legal.

No domínio da juventude, os parlamentares defenderam a proteção dos jovens lusófonos no ambiente digital e recomendaram legislação específica sobre a matéria, além da criação do prémio “Jovem Parlamentar Digital da CPLP”.

A sessão aprovou ainda o princípio de atribuição de personalidade jurídica ao Secretariado Permanente da AP-CPLP no ordenamento jurídico de Angola, enquanto país sede, e acolheu a disponibilidade da Assembleia da República Portuguesa para assumir a presidência da organização parlamentar em 2027.

Ao encerrar os trabalhos, Margarida Talapa apelou para que as resoluções saídas de Luanda ultrapassem o plano dos compromissos políticos e sejam convertidas em ações capazes de produzir resultados concretos para mais de 300 milhões de cidadãos do espaço lusófono.

Cinco anos depois de ter sido aprovado em Luanda, o Acordo de Mobilidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) continua longe de produzir os efeitos esperados. A livre circulação de pessoas entre os nove Estados-membros permanece limitada pela lenta ratificação e implementação dos instrumentos jurídicos nacionais, travando um dos principais projetos de integração da comunidade lusófona.

O tema voltou a dominar os debates da XV Sessão Ordinária da Assembleia Parlamentar da CPLP, encerrada esta sexta-feira, em Luanda, onde os presidentes dos parlamentos defenderam a aplicação plena do acordo, considerando que a mobilidade constitui um fator decisivo para acelerar o crescimento económico, dinamizar o turismo, facilitar os negócios, ampliar as oportunidades de estudo e reforçar a cooperação entre os países de língua portuguesa.

A Presidente da Assembleia Nacional de Cabo Verde, Janira Almada, defendeu que a mobilidade deve deixar de ser apenas um compromisso político para se traduzir em benefícios concretos para os cidadãos da comunidade.

“Não basta termos aprovado o acordo. É preciso implementá-lo plenamente para que os cidadãos possam estudar, trabalhar, investir e circular com maior facilidade no espaço da CPLP”, afirmou Janira Almada.

Na mesma linha, o Presidente da Assembleia da República de Portugal, José Pedro Aguiar-Branco, considerou que a mobilidade representa um dos pilares fundamentais da integração lusófona e advertiu que a comunidade não poderá explorar todo o seu potencial enquanto persistirem barreiras à circulação de pessoas.

“A mobilidade aproxima os povos, fortalece as economias e cria novas oportunidades de desenvolvimento para todos os Estados-membros”, defendeu Aguiar-Branco.

Os líderes parlamentares entendem que a implementação efetiva do acordo permitirá à CPLP tirar maior proveito do seu peso geopolítico e económico. A comunidade reúne mais de 300 milhões de cidadãos, distribuídos por quatro continentes, e representa, em conjunto, a oitava maior economia do mundo, um potencial que, na visão dos parlamentares, continua subaproveitado devido às dificuldades de circulação entre os países membros.

Aprovado em julho de 2021, precisamente em Luanda, o Acordo de Mobilidade foi apresentado como um dos maiores avanços da história da CPLP, ao criar mecanismos para facilitar a concessão de vistos, autorizações de residência e circulação de cidadãos entre os Estados-membros. Contudo, cinco anos depois, a implementação permanece desigual, com diferentes níveis de aplicação entre os países.

Para os presidentes dos parlamentos lusófonos, a concretização integral deste compromisso deixou de ser apenas uma questão administrativa e passou a constituir uma prioridade estratégica para consolidar a integração política, económica e social da comunidade, transformando a CPLP num verdadeiro espaço de livre circulação de pessoas, conhecimento, investimento e oportunidades.

O Presidente da República afirmou  esta sexta-feira, no distrito de Moma, província de Nampula, que os  primeiros resultados observados na implementação do Fundo de  Desenvolvimento Económico Local (FDEL) demonstram que o  programa está a contribuir para a criação de emprego, aumento da  produção agrícola e dinamização da economia local, defendendo a  expansão do financiamento para alcançar mais beneficiários e  acelerar o desenvolvimento das comunidades. 

A posição foi expressa durante um encontro com mutuários do FDEL,  realizado no âmbito da sua agenda de Governação de Proximidade,  iniciativa que visa acompanhar de perto a realidade das  comunidades, avaliar o estágio de execução dos programas  governamentais e reforçar o diálogo com os diferentes actores locais.

Na ocasião, o Chefe do Estado explicou que o encontro tinha como  principal objectivo avaliar, no terreno, o impacto dos financiamentos  concedidos, aferindo se os recursos chegaram aos beneficiários, os  tipos de actividades económicas desenvolvidas e o nível de satisfação  dos mutuários com o desempenho dos seus negócios. 

Segundo o Presidente da República, o contacto com os beneficiários  permitiu constatar que os projectos financiados estão a produzir  resultados positivos e que os mutuários compreenderam a importância  de reembolsar os valores recebidos para permitir que outras pessoas  também tenham acesso ao fundo. 

“E conseguimos perceber que estão satisfeitos. O outro aspecto é  saber se têm consciência que o dinheiro tem que ser devolvido para  os outros terem acesso também. E estávamos a perceber que na  capacitação que tiveram receberam esta informação e acataram,  que o dinheiro é para ser devolvido”. 

O estadista destacou igualmente o contributo do FDEL para a criação  de postos de trabalho, sobretudo entre jovens e mulheres, referindo  que uma das associações apoiadas pelo fundo integra cerca de 30  jovens que se dedicam à produção agrícola, considerando esse  resultado um exemplo concreto do impacto do programa na geração  de rendimento e na promoção da inclusão económica. 

Referindo-se a outros projectos apoiados pelo fundo, o Presidente  moçambicano salientou que o financiamento está a impulsionar  culturas de rendimento e a criar novas oportunidades de emprego nas  comunidades. 

“Também aquele que está a cultivar gergelim, está a fazer outras  culturas de rendimento como amendoim, e está a empregar mais  duas pessoas. Isto é o que nós queremos com o FDEL. É realmente  fazer circular o dinheiro na economia local, produzir comida para o  povo, dinamizar o comércio, gerar renda para a família da pessoa  que recebeu, mas também pagar salários”. 

Na sua avaliação, os resultados observados em Moma constituem um  exemplo do impacto esperado do programa em todo o país. “Então, 

em relação a esse aspecto, nós saímos satisfeitos de Moma e  queremos que seja uma amostra daquilo que tem que ser feito para  nós podermos continuar a desenvolver o nosso o nosso país”. 

Daniel Chapo valorizou ainda o alcance territorial do FDEL,  sublinhando que os recursos já estão a beneficiar populações para  além da sede distrital. 

“E outra coisa que aqui vimos em Moma é que o dinheiro chegou até  aos postos administrativos e localidades. Isto é muito importante.  Portanto, não é só aqui na vila sede, mas chegou nos postos  administrativos e chegou nas localidades. O nosso país é muito grande  e é preciso fazermos chegar o FDEL nos postos administrativos, nas  localidades, que é muito importante para o desenvolvimento do nosso  país”. 

No final do encontro, o Presidente da República felicitou os mutuários  pelos resultados alcançados e defendeu o reforço do financiamento  para ampliar o número de beneficiários. “Temos que aprovar mais  projectos para chegar a mais pessoas e continuarmos a desenvolver o  nosso distrito de Moma, a nossa província de Nampula e o nosso país”.

O Porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, confirmou ao nesta sexta-feira a renúncia da Governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene, ao cargo, mas afasta as especulações de que o acto estaria relacionada a pressões internas. 

Guiliche esclarece que o acto é normal, previsto na legislação moçambicana, e que se enquadra na necessidade da Frelimo de garantir a implementação do manifesto eleitoral do partido, traduzido em acções concretas destinadas a melhorar as condições de vida da população.

Questionado sobre a associação da renúncia ao desvio de donativos destinados às vítimas das cheias, o porta-voz do partido disse não haver relação entre os casos. 

 Afirmo, no entanto, que o compromisso da Frelimo é com a integridade, o combate à corrupção e a concretização das promessas eleitorais, acrescentando que quaisquer suspeitas devem ser provadas pelas instituições competentes.

Para Guiliche, nesta fase, a atenção deve centrar-se na renúncia da governadora e no regular funcionamento das instituições, remetendo eventuais esclarecimentos adicionais para o momento oportuno e para as entidades responsáveis pela investigação de quaisquer alegações.

O que se segue, segundo o porta-voz, é o cumprimento da Lei, seguindo o processo de substituição, sendo que os Governadores provinciais são eleitos no âmbito de listas partidárias e que cabe agora à Assembleia Provincial desencadear os procedimentos necessários para a sua substituição.

O partido sublinha que o foco do Executivo deve manter-se na expansão dos serviços de saúde, da educação, da electrificação, das infra-estruturas rodoviárias e na promoção do desenvolvimento local, através de iniciativas como o Fundo de Desenvolvimento Local (FIDEL), vocacionado para apoiar projectos com potencial de gerar oportunidades de negócio e rendimento.

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu a necessidade de uma gestão mais eficiente das finanças públicas, por forma a reforçar a capacidade de investimento do Estado e acelerar o desenvolvimento do país. A posição foi assumida durante uma sessão extraordinária do Conselho Executivo Provincial, realizada no distrito de Malema, no âmbito da visita de trabalho que efectua à província de Nampula. 

Na reunião, que juntou membros do Governo provincial, representantes do Estado, administradores distritais e presidentes dos Conselhos Autárquicos, foi apresentado um informe sobre a execução dos principais pilares do Plano Quinquenal do Governo, documento que serviu de base para a avaliação do desempenho da província e dos distritos.

Ao apreciar o relatório, o Chefe do Estado elogiou a qualidade técnica do documento, mas defendeu a elaboração de uma análise complementar sobre a evolução das finanças públicas, de modo a identificar com maior rigor os factores que limitam a capacidade de investimento do Estado. Segundo explicou, esse exercício deverá apoiar uma avaliação mais aprofundada no próximo balanço provincial. 

Para sustentar a sua posição, Daniel Chapo comparou a gestão das finanças públicas à administração de uma empresa ou de uma família, afirmando que uma entidade que canaliza a maior parte das suas receitas para o pagamento de salários dificilmente consegue investir e assegurar um desenvolvimento sustentável.

O Presidente reiterou que o principal desafio consiste em aumentar a margem financeira destinada ao investimento público, sublinhando que “não há desenvolvimento possível sem investimento”. 

Durante a sessão, Daniel Chapo abordou igualmente as negociações entre o Governo e parceiros internacionais, revelando que o Executivo rejeitou propostas de ajustamento que implicariam cortes salariais e alterações cambiais, por considerar que tais medidas agravariam o custo de vida da população e teriam fortes impactos sociais.

A sessão permitiu ainda avaliar o estágio de implementação das acções governativas em Nampula e recolher contributos para melhorar a planificação, a gestão financeira e a execução das políticas públicas orientadas para o desenvolvimento das comunidades.

 

A governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, renunciou ao cargo, apurou o PAÍS  junto de uma fonte da Frelimo.

As razões que levaram à renúncia da dirigente ainda não foram tornadas públicas.

Daniel Chapo incentiva a população da província de Nampula a produzir mais culturas de rendimento, de modo a aumentar os seus rendimentos através da agricultura. O Presidente da República afirma que o Governo pretende continuar a investir em infra-estruturas para impulsionar o desenvolvimento da província, mas apela à preservação da paz.

O Presidente da República iniciou, esta quinta-feira, uma visita de trabalho de três dias à província de Nampula e, no distrito de Malema, concentrou o seu discurso na paz e no desenvolvimento.

“Temos de nos unir como irmãos contra aqueles que são inimigos da paz. O inimigo da paz e do desenvolvimento tem várias formas de agir. Se não estivermos atentos, podemos destruir as nossas próprias conquistas”, afirmou Daniel Chapo, durante um comício que orientou na vila municipal de Malema.

O distrito de Malema foi um dos epicentros do movimento dos chamados “naparamas”, durante e após as manifestações pós-eleitorais, período em que foram destruídas infra-estruturas públicas e privadas. Na sua primeira deslocação ao distrito desde a sua eleição, em 2024, Daniel Chapo exortou a população a manter-se vigilante para preservar a paz e a segurança.

“Estas pessoas que mataram o seu irmão alegando que tinham ganho as eleições não vão parar, se nós não estivermos unidos, vigilantes e focados no trabalho”, alertou.

Malema é considerado um dos celeiros da província de Nampula, devido ao elevado potencial agrícola. Na campanha agrícola 2024/2025, o distrito registou uma produção global de cerca de 420 mil toneladas de diversas culturas, com destaque para o milho, mandioca, feijões, soja e amendoim.

Para além das culturas destinadas ao consumo alimentar, Daniel Chapo apelou ao aumento da produção de culturas de rendimento.

“Devemos produzir comida para o nosso consumo, mas também produzir aquilo que pode ser vendido. Quem produzir gergelim em quantidade, não há dúvidas de que poderá enriquecer”, afirmou o Chefe de Estado.

Na ocasião, Chapo destacou algumas realizações do Governo na província de Nampula, entre as quais a construção da estrada Malema–Cuamba, a ampliação do sistema de abastecimento de água em Malema e a ligação da energia eléctrica à localidade de Nioce.

“Nós queremos continuar a trabalhar para o povo”, assegurou.

Além de Malema, o Presidente da República deverá escalar o distrito de Moma, no prosseguimento da sua visita de trabalho à província de Nampula.

A Presidente da Assembleia da República de Moçambique e da Assembleia Parlamentar da CPLP, Margarida Adamugi Talapa, pediu esta quinta-feira ao Presidente angolano, João Lourenço, que use a sua influência junto dos Chefes de Estado da comunidade para ajudar a ultrapassar o afastamento do Brasil dos trabalhos da Assembleia Parlamentar da CPLP.

O apelo foi feito durante uma audiência concedida por João Lourenço aos presidentes dos parlamentos e chefes das delegações presentes na XV Sessão Plenária da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), que decorreu em Luanda.

Segundo Margarida Talapa, a ausência sucessiva do Brasil nas conferências parlamentares representa uma das maiores preocupações da organização, por se tratar de um dos países fundadores da CPLP.

“O Brasil não tem participado das conferências nos últimos anos. Constitui uma preocupação para nós porque fez parte da fundação deste órgão. Gostaríamos que todos discutíssemos os nossos problemas e caminhássemos juntos”, afirmou.

A dirigente defendeu que a comunidade lusófona enfrenta desafios comuns, sobretudo na busca pela independência económica, razão pela qual considera essencial preservar a unidade política e institucional entre os Estados-membros.

“A união e a coesão dos países de língua portuguesa são importantes para podermos atingir os objetivos que os nossos povos pretendem alcançar.”

Além da situação brasileira, Talapa manifestou preocupação com a ausência da Guiné-Bissau na Assembleia Parlamentar pela terceira sessão consecutiva, explicando que o impedimento resulta da crise institucional naquele país.

Durante o encontro, João Lourenço recebeu as preocupações apresentadas pelos líderes parlamentares e comprometeu-se a levar a questão da participação do Brasil ao encontro dos Chefes de Estado da CPLP, procurando uma solução que permita o regresso do país aos trabalhos da Assembleia Parlamentar.

“Levaria esta preocupação aos outros Chefes de Estado para encontrarmos a melhor solução para a participação efetiva do Brasil”, revelou Talapa, citando o Presidente angolano.

João Lourenço desejou igualmente êxitos aos trabalhos da XV Sessão Plenária da AP-CPLP e apelou para que os parlamentos tomem decisões alinhadas com as aspirações dos povos que representam.

No final da audiência, Margarida Talapa agradeceu o acolhimento de Angola e destacou a liderança do Presidente angolano na organização da reunião parlamentar, considerando que o encontro serviu também para receber o apoio político do Chefe de Estado antes do arranque oficial dos trabalhos.

O Presidente da República, Daniel Chapo, iniciou hoje uma visita de trabalho de três dias à província de Nampula, garantindo que as preocupações da população continuarão a orientar a acção do Governo. À chegada ao Aeroporto de Nampula, o Chefe do Estado afirmou que o contacto directo com as comunidades é essencial para avaliar a implementação dos programas governamentais e encontrar soluções para os desafios enfrentados pelas populações.

A deslocação insere-se na estratégia de governação de proximidade e contempla encontros com autoridades locais, líderes comunitários e cidadãos, com o objectivo de acompanhar a realidade dos diferentes distritos e reforçar o diálogo entre o Estado e as comunidades.

O primeiro dia da visita será dedicado ao distrito de Malema, onde o Presidente dirigirá um comício popular e presidirá a uma reunião com o Governo provincial, alargada aos administradores distritais, para avaliar o desempenho dos diferentes distritos da província.

“Hoje vamos trabalhar em Malema, onde vamos fazer um comício e ouvir as preocupações do nosso povo, porque são as preocupações do nosso povo que servem de instrumento de trabalho”, afirmou Daniel Chapo.

No segundo dia, o Chefe do Estado deslocar-se-á ao distrito de Moma, onde, para além de um comício popular, reunirá com o Governo distrital e o Conselho Consultivo Distrital, integrado por líderes comunitários, para avaliar o impacto das políticas públicas junto das populações.

Durante a permanência em Moma, Daniel Chapo encontrará igualmente beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), com vista a acompanhar a execução dos projectos financiados e aferir os seus resultados na criação de emprego, no fortalecimento do tecido empresarial e no aumento do rendimento das famílias.

Na sua intervenção, o Presidente da República reiterou que o desenvolvimento do País depende da preservação da paz, da segurança e da unidade nacional, apelando ao envolvimento de todos os moçambicanos na consolidação destes valores.

“Precisamos todos de nos unir, porque não há nenhum desenvolvimento no mundo sem paz e segurança. A paz é muito importante, a segurança é muito importante. E para que haja paz, haja segurança, tem que haver unidade”, declarou.

O Chefe do Estado aproveitou ainda a ocasião para alertar contra a propagação de boatos e da desinformação, considerando que estas práticas contribuem para a instabilidade social. Como exemplo, referiu os rumores relacionados com a cólera, lembrando que a doença pode ser evitada através da observância de medidas básicas de higiene.

Daniel Chapo apelou igualmente ao reforço da vigilância comunitária e da colaboração com as autoridades na prevenção da criminalidade e do terrorismo, defendendo que a participação activa dos cidadãos é indispensável para garantir um ambiente de paz, ordem e tranquilidade em todo o País.

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