Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Presidente recebe oito embaixadores designados e aborda situação de moçambicanos na África do Sul

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, recebeu em audiência oito embaixadores designados para Moçambique, com destaque para o Alto Comissário da África do Sul, com quem abordou a situação política, económica e social dos dois países, incluindo os recentes casos de xenofobia que afectaram cidadãos moçambicanos naquele país. Durante

O presidente da Frelimo propôs a criação de um Programa concreto para a reabilitação e requalificação dos locais históricos, como forma de valorizar a história do país, atrair turistas e pesquisadores, bem como promover a educação patriótica dos moçambicanos. Daniel Chapo falava no encerramento do quarto Comité Nacional da ACLLN, num dia em que chamou atenção aos líderes africanos a usarem os seus recursos para o benefício das populações. 

Por volta das 14 horas desta segunda-feira, o Presidente da Frelimo procedeu ao encerramento do quarto Comité Nacional da ACLLN, que reuniu mais de duas centenas de membros e convidados, para reflectir sobre a vida da agremiação e os desafios da Governação.   

Para além dos documentos internos desta organização social da Frelimo, debate sobre os desafios dos antigos combatentes e desafios do país, o que marcou o segundo dia da sessão ordinária,foi a eleição e investidura de Xavier Nelson Toniquel, eleito Presidente do conselho fiscal Nacional da ACLLN, o órgão responsável por fiscalizar o funcionamento interno e garantir a boa gestão dos seus recursos da Frelimo. 

A reunião expôs a necessidade de o Estado olhar mais para as condições de vida dos veteranos e Daniel Chapo está ciente. 

Falando a centenas de espectadores, no pódio da sala de congresso da Escola do Partido, na Matola, Chapo defendeu que apesar de não ter preço o “sacrifício dos libertadores da pátria”, é preciso cumprir e cumprir o que está plasmado nas leis moçambicanas, em relação aos benefícios a que tem direito os combatentes e seus dependentes.

“Durante os nossos debates, foi reiterada a necessidade de implementação integral dos  direitos dos veteranos da Luta de Libertação Nacional e seus descendentes, tal como plasmados na Constituição da República de Moçambique e nas leis específicas. As matérias relativas à melhoria da pensão, de reforma, assistência médica e medicamentosa  e à prioridade do acesso aos serviços públicos, principalmente de saúde, voltaram a dominar os nossos debates nesta quarta sessão. Como Governo, renovamos o compromisso de continuarmos a trabalhar com mais vigor para valorizar e garantir uma vida condigna àqueles melhores filhos da pátria moçambicana que consentiram os maiores sacrifícios da sua vida, perderam sua juventude na luta contra o regime colonial fascista e até a conquista da independência nacional, a 25 de junho de 1975”. 

E este grupo deverá continuar a ter privilégios, na educação, saúde e outros.

“A questão da formação, em especial no que concerne a atribuição de bolsas de estudo aos filhos dos combatentes, o atendimento humanizado nas unidades sanitárias, o empoderamento econômico, são aspetos que devem continuar nas prioridades do governo e da sociedade em geral para os veteranos da Luta de Libertação Nacional”, declarou Chapo, tendo arrancado aplausos dos “camaradas”. 

“Monumentos e locais históricos podem gerar renda”

O Presidente da Frelimo, durante o discurso de encerramento, assumiu um compromisso: revitalizar os monumentos histórico-culturais do país. Este desafio deve ser encarado também pelos antigos combatentes, como parte das histórias.  

“Não se trata apenas de fazer o levantamento e registro desses locais históricos, tais como bases, centros pilotos, anfiteatros, infantários, entre outros. Trata-se sim de desenvolver um programa concreto de requalificação e implementação de empreendimentos que serviram da atração de visitantes, turistas, pesquisadores, para a educação patriótica das novas gerações, ao mesmo tempo que podem gerar renda para a sua sustentabilidade.  Adicionalmente, é fundamental que neste processo sejam inventariados locais situados em outros países que sejam referência da história da Luta de Libertação Nacional, assegurando  os direitos da propriedade à Frente de Libertação de Moçambique, Frelimo”. 

África deve se focar na segurança hídrica  

Sobre o dia de África, Chapo destacou o papel dos Governos na garantia da segurança hídrica, tendo em conta o lema: garantir a disponibilidade sustentável de água, e sistemas de saneamento seguros, para alcançar a agenda 2063.

“Como campeão da União Africana para a Gestão do Risco e Desastres, continuamos apostados a coordenar com os países da região da SADC para uma gestão sustentável e coordenada das bacias hidrográficas transnacionais, partilhadas com outros países, por forma a reduzir o impacto das cheias e inundações que, ciclicamente, têm causado danos e perdas em vidas humanas, infra-estruturas e culturas agrícolas do nosso povo. Reafirmamos o nosso compromisso de juntos construirmos uma África que queremos mais unida, mais pacífica e mais próspera. Bem haja aos libertadores do continente africano e bem haja o continente africano”, disse. 

Este ano, a data é celebrada sob o lema “Garantir a Disponibilidade Sustentável de Água e Sistemas de Saneamento Seguros para alcançar a Agenda 2063”. 

O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, levantou questionamentos sobre a continuidade do financiamento ao Ruanda para apoiar a segurança em Cabo Delgado, defendendo uma análise mais profunda sobre os resultados dos investimentos feitos na capacitação das forças nacionais.

 As declarações surgem num contexto em que o Ruanda continua a desempenhar um papel nas operações de combate ao terrorismo em Cabo Delgado, através do destacamento das suas forças militares para apoiar Moçambique na contenção dos ataques armados que, desde 2017, afectam aquela província do norte do país. Paralelamente, Moçambique também tem beneficiado de assistência internacional, incluindo apoio da União Europeia e dos Estados Unidos da América para programas de formação, capacitação técnica e reforço das Forças de Defesa e Segurança.

Foi precisamente sobre a eficácia destes investimentos que, Albino Forquilha manifestou reservas, defendendo a necessidade de se perceber se os recursos e os acordos de cooperação estabelecidos até ao momento produziram resultados suficientemente sólidos para permitir ao país reduzir a dependência externa na componente de segurança.

“Até que ponto esta capacitação do acordo havido com a União Europeia, até com os americanos, produziu capacidade no nosso país? Se tiver produzido capacidade, então, não há condições, ou não se percebe pelo menos, que se financie a Ruanda para garantir a segurança ainda de Moçambique em Cabo Delgado. Já seria possível financiar a nossa força, não é verdade? Portanto, esta é a base”, afirmou.

Com este posicionamento, o líder do PODEMOS coloca no centro do debate a questão da sustentabilidade da estratégia de segurança nacional, levantando dúvidas sobre o equilíbrio entre o recurso ao apoio militar externo e o investimento nas capacidades internas do país.

Ainda assim, Forquilha reconheceu que existem elementos que continuam pouco claros em torno do processo de financiamento e dos mecanismos ligados à permanência das forças ruandesas no território nacional.

“Como digo, ainda não temos informações muito claras no Estado moçambicano de que, sim, afirma que vai financiar a permanência aqui dos ruandeses”, acrescentou.

As preocupações relacionadas com a segurança nacional acabaram por enquadrar-se num debate mais amplo sobre o futuro do continente africano, tema central das celebrações do Dia de África. Na sua mensagem política, o PODEMOS reiterou a necessidade de aprofundar a integração africana, defendendo mecanismos mais sólidos de cooperação entre os países do continente.

Na visão do partido, a unidade africana não deve limitar-se a discursos políticos ou celebrações históricas, mas precisa de traduzir-se em políticas concretas que tenham impacto real na vida dos cidadãos.

Na nota pública apresentada durante as celebrações, o PODEMOS sustenta que o continente deve construir uma integração baseada em quatro pilares fundamentais: diversidade cultural, integração económica, paz e segurança, e cidadania africana.

Segundo a formação política, a diversidade dos povos africanos não deve ser encarada como obstáculo, mas sim como um recurso estratégico para fortalecer a identidade continental.

“A verdadeira força da África reside na sua pluralidade histórica, cultural, linguística e social. O desafio do nosso tempo consiste em transformar essa pluralidade numa base de confiança, de cooperação e responsabilidade partilhada entre os povos e Estados do continente”, refere a nota.

O partido considera igualmente que a integração económica deve deixar de permanecer apenas no plano das intenções diplomáticas e transformar-se numa agenda prática de desenvolvimento.

“A cooperação económica africana deve deixar de ser apenas uma aspiração diplomática e tornar-se um projecto concreto de criação de oportunidades, de valorização das capacidades locais e fortalecimento da autonomia económica do continente”, defende o documento.

Durante a sua intervenção, Albino Forquilha reagiu ainda aos episódios de violência e ataques dirigidos a estrangeiros na África do Sul, defendendo o resgate do espírito de solidariedade e cooperação que historicamente marcou a relação entre os países da região.

O presidente do PODEMOS considerou que muitos jovens sul-africanos cresceram sem conhecer a história da cooperação regional e o contributo prestado por diversos países africanos durante as lutas políticas e sociais que marcaram a região.

“O país que tanto amam como a África do Sul não sabem que foi construído por muitas mãos, e essas mãos vinham desses países da região, incluindo Moçambique. E se nós não formos colocando isso na cabeça dos nossos filhos, nunca saberão”, afirmou.

Para Forquilha, a ausência de uma educação cívica e histórica mais aprofundada pode contribuir para o surgimento de discursos de exclusão e comportamentos hostis contra cidadãos estrangeiros.

O líder político explicou ainda que o PODEMOS tem vindo a reforçar contactos e relações com diferentes formações políticas sul-africanas, numa tentativa de contribuir para uma maior sensibilização sobre a importância da convivência entre os povos da região. “Os cidadãos africanos devem poder circular, trabalhar, empreender e contribuir para o desenvolvimento do continente com maior liberdade e previsibilidade”, defende o partido.

O Presidente da FRELIMO, Daniel Chapo, apelou hoje aos veteranos da luta de libertação nacional para assumirem um papel activo no combate à desinformação e na defesa da unidade interna do partido, durante a abertura da IV Sessão Ordinária do Comité Nacional da ACLLIN, em Maputo.

No discurso de abertura da sessão, Chapo considerou a ACLLIN “a reserva moral” da Frelimo e destacou o papel histórico dos antigos combatentes na preservação dos valores do partido e da soberania nacional.

“A diferença de opinião é algo positivo e um elemento que caracteriza a nossa associação e o nosso partido”, afirmou o dirigente, defendendo, contudo, que divergências internas não devem servir para “fragmentar” a organização ou criar tendências dentro da Frelimo.

O presidente do partido sublinhou que os veteranos devem continuar a ser uma referência na consolidação da unidade nacional, da paz e da integridade territorial, numa altura em que, segundo afirmou, o país enfrenta “manobras dos inimigos do povo moçambicano” através das redes sociais.

Daniel Chapo alertou para a disseminação de mensagens de ódio, violência, boatos e desinformação, apontando a necessidade de reforçar a educação patriótica da juventude para evitar a sua manipulação por “agendas neocolonialistas”.

Nas notas finais do encontro, foi igualmente destacado o apelo do chefe do Estado para que os antigos combatentes se envolvam no combate a rumores que têm provocado violência em algumas regiões do país, incluindo boatos relacionados com alegados casos de atrofiamento de órgãos genitais masculinos, associados a vários assassinatos.

O Presidente da Frelimo considerou ainda que a juventude constitui prioridade do programa de governação, defendendo a transmissão dos valores da luta de libertação nacional às novas gerações.

Durante a sessão, os membros do Comité Nacional da ACLLIN deverão eleger o presidente do Conselho Fiscal da organização, num processo que Chapo disse esperar que decorra num ambiente de “camaradagem e democracia interna”.

O dirigente acrescentou que os trabalhos da IV Sessão Ordinária representam também uma etapa de preparação da XI Conferência Nacional de Quadros da Frelimo, prevista para decorrer dentro de três meses, na cidade de Chimoio.

O secretário-geral da FRELIMO reafirmou, hoje, o apoio dos veteranos da Luta de Libertação Nacional à liderança do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, durante a abertura da IV Sessão Ordinária do Comité Nacional da ACLLIN, em Maputo.

Na intervenção, marcada por elogios à condução política e governativa de Chapo, o dirigente afirmou que o partido encontra no chefe do Estado “conforto e certeza” para enfrentar os actuais desafios do país.

“Somos gratos de o ter como nosso timoneiro. Somos gratos de o ter como nosso Presidente”, declarou o secretário-geral, perante membros da Comissão Política, antigos Chefes de Estado e representantes dos veteranos da luta armada de libertação nacional.

O responsável destacou que o Presidente da República tem dirigido a nação “com humildade, sabedoria, honestidade, simplicidade e amor incondicional ao povo”, sublinhando igualmente os resultados alcançados pelo Governo “apesar dos desafios” enfrentados pelo país.

Durante o discurso, o secretário-geral saudou os antigos Presidentes da República Joaquim Alberto Chissano, Armando Emílio Guebuza e Filipe Jacinto Nyusi, presentes na sessão realizada na Escola Central do Partido, em Maputo.

O dirigente descreveu os membros da ACLLIN como “os melhores filhos da pátria”, “fazedores da independência” e “reserva moral” de Moçambique, acrescentando que os veteranos permanecem “em prontidão combativa” para apoiar o partido na preparação da XI Conferência Nacional da organização.

A IV Sessão Ordinária do Comité Nacional da ACLLIN reúne representantes dos veteranos da Luta de Libertação Nacional provenientes de várias regiões do país para debater desafios internos da organização e questões ligadas à preservação dos ideais da independência nacional.

Daniel Chapo explica que a redução do preço dos combustíveis pode levar algum tempo, mesmo com o fim da tensão no médio oriente. O Chefe de Estado anunciou durante o balanço da visita de três dias à Província do Niassa, para este ano, a construção do hospital distrital de Mecanhelas.

O Presidente da República explicou, esta sexta-feira, que apesar do agravamento do custo dos combustíveis ser motivado pelo conflito no médio oriente, a redução não será automática com o fim da tensão, daí que poderá levar algum tempo.

“Nós ficamos cerca de dois meses sem aumentar o preço. Quando África do Sul, Zimbabwe, Malawi aumentaram o preço, aumentaram três vezes, e nós não tínhamos aumentado, e explicamos com antecedência, porque tínhamos depósitos.   Neste momento, os combustíveis que temos nos depósitos são dos preços actuais. Então, se a guerra terminar hoje, às 12 horas, o preço não vai baixar as 12 horas (…) A semelhança de que levamos tempo para aumentar, há-de levar tempo para baixar”, explicou.

Daniel Chapo falava durante o balanço da visita realizada à província de Niassa, onde destacou que o Governo vai investir em projectos estruturantes que respondam às reais necessidades das populações daquele ponto do país.

“Particularmente, no domínio de abastecimento de água, factor essencial e imprescindível para a saúde pública, dignidade humana e desenvolvimento das nossas comunidades, ficou evidente a necessidade de continuarmos a investir em sectores prioritários com destaque para estradas (…) Temos que continuar a trabalhar na expansão de energia elétrica, abastecimento de água, por isso, viemos inaugurar o sistema de abastecimento de água. Temos que continuar a construir mais centros de saúde, hospitais, por isso, neste ano, vamos arrancar com a construção do hospital de Mecanhelas, que é o distrito mais populoso da província do Niassa”.

Transformar a província de Niassa em capital agrícola é uma das apostas destacadas pelo chefe de Estado.

“Temos que convidar mais investidores nacionais e estrangeiros a investirem na agricultura em Niassa, no agro-processamento, para que se possa garantir a segurança alimentar com a agricultura, assistência social às nossas populações mais vulneráveis, principalmente aos idosos, crianças e viúvas”.

O Presidente da República destacou também a necessidade de promover a paz, a estabilidade política e a coesão social como condições indispensáveis para o desenvolvimento econômico e social da província de Niassa e do país em geral.

O Presidente da República, Daniel Chapo,  afirma que o empoderamento feminino, a educação da rapariga e o reforço do diálogo para a promoção da paz continuarão a ser prioridade do Governo. O Chefe do Estado manifestou o compromisso durante a  reunião, esta sexta-feira, com mulheres representantes da província de Niassa.

O Presidente da República foi recebido em Lichinga por um grupo de mulheres provenientes de 16 distritos, no âmbito da visita de três dias à província de Niassa.  Ao chefe de Estado, o grupo destacou as suas maiores preocupações. 

Por sua vez, Daniel Chapo destacou que a mulher está no centro das atenções do Governo, reconhecendo o seu papel na educação, na estabilidade familiar e na economia. 

O estadista reconheceu que as uniões prematuras, gravidezes precoces e a violência doméstica são desafios que devem ser ultrapassados e destacou a necessidade de garantir o empoderamento feminino. 

Na visita à província de Niassa, o Presidente da República interagiu com as comunidades e monitorou projectos de desenvolvimento.  

Um ex-funcionário do banco Credit Suisse acusado de lavagem de dinheiro no processo relacionado com o escândalo das dívidas ocultas de Moçambique foi ouvido em audiência pela justiça suíça, tendo sido ilibado pelo tribunal, sem que fossem avançados detalhes sobre a decisão.

Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o antigo funcionário do banco é suspeito de ter facilitado, em 2016, a transferência de mais de 764 mil dólares de origem ilícita para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, valores alegadamente associados ao caso das dívidas ocultas.

O julgamento decorre em Zurique, numa altura em que as autoridades suíças continuam a aprofundar as investigações relacionadas com o escândalo financeiro que abalou Moçambique.

De acordo com o processo, o antigo responsável da área de “compliance” terá ignorado sinais de alerta associados às transacções financeiras sob investigação.

O caso está ligado ao escândalo das dívidas ocultas, envolvendo empréstimos organizados pelo Credit Suisse para financiar projectos ligados à criação de uma frota pesqueira de atum em Moçambique.

Os empréstimos acabaram por contribuir para a crise financeira que levou o país à bancarrota há cerca de uma década. Anos mais tarde, o próprio banco suíço enfrentaria uma grave crise financeira, culminando na sua aquisição pelo UBS, em 2023, numa operação de emergência apoiada pelo Estado suíço.

A Alemanha anunciou um financiamento adicional de quatro milhões de euros para apoiar projectos de recuperação, resiliência climática e segurança alimentar na província moçambicana de Gaza, durante a visita da ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, a Berlim.

Segundo um comunicado da Embaixada da Alemanha em Maputo, o apoio será implementado ainda este ano pelo Programa Mundial para a Alimentação (PMA), no contexto da cooperação bilateral entre os dois países.

O anúncio foi feito durante conversações ministeriais realizadas na quarta-feira entre responsáveis moçambicanos e alemães, numa altura em que Moçambique e Alemanha assinalam 50 anos de relações diplomáticas.

Durante a visita, Maria Manuela dos Santos Lucas reuniu-se com o ministro federal das Relações Externas da Alemanha, Johann Wadephul, e com a ministra federal para a Cooperação Económica e Desenvolvimento, Reem Alabali Radovan.

As partes abordaram matérias ligadas à cooperação económica, resiliência climática, desafios humanitários, segurança regional e internacional, bem como o respeito pelo direito internacional e o multilateralismo.

No comunicado, a Alemanha reafirma o seu posicionamento como “parceiro confiável e de longa data” de Moçambique, salientando que é actualmente o segundo maior parceiro bilateral do país na área da cooperação para o desenvolvimento.

Berlim recorda ainda o apoio prestado a Moçambique durante as inundações registadas no início de 2026, que incluiu cerca de três milhões de euros em fundos humanitários e o envio de um avião de carga com tendas, filtros de água e utensílios de cozinha.

Citado no documento, o embaixador da Alemanha em Maputo, Ronald Münch, afirmou que a visita da chefe da diplomacia moçambicana representa “um sinal importante” da cooperação entre os dois países e “mais um capítulo” da parceria histórica bilateral.

A Embaixada da Alemanha em Moçambique promove este ano diversas iniciativas para assinalar os 50 anos das relações diplomáticas sob o lema “50 Anos, 50 Histórias”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta terça-feira, em audiências separadas, representantes de três grandes grupos empresariais internacionais, Sasol, Varun Beverages e Philip Morris International, encontros que serviram para reforçar o interesse destas multinacionais em investir e expandir operações em Moçambique.

As reuniões decorreram em Maputo e centraram-se em oportunidades de investimento nos sectores de energia, indústria alimentar, bebidas e desenvolvimento industrial, num momento em que o Governo procura consolidar a atracção de capital estrangeiro e dinamizar a economia nacional.

Durante a audiência com o Director Executivo da Sasol, Simon Baloi, foram analisados os principais investimentos da empresa no País, com destaque para os projectos ligados ao gás natural e programas de desenvolvimento comunitário.

No final do encontro, Simon Baloi reafirmou o compromisso da multinacional energética com o desenvolvimento económico e social de Moçambique, destacando o avanço da segunda fase do programa de desenvolvimento local, denominado LDA2, avaliado em cerca de 43 milhões de dólares norte-americanos.

O responsável referiu igualmente o projecto PSA, estimado em aproximadamente mil milhões de dólares, destinado ao fornecimento de gás natural à central térmica da CTT, indicando que a empresa aguarda apenas a conclusão das infra-estruturas energéticas para iniciar o fornecimento.

Outro tema abordado foi a construção de um terminal de gás natural liquefeito, considerado estratégico para reforçar a integração energética regional e responder à crescente procura de energia na África Austral.

Já o Director Executivo da Varun Beverages Zimbabwe & East Africa, Vijay Behel, manifestou o interesse da empresa em expandir os seus investimentos para Moçambique.

Segundo o empresário, o grupo pretende investir no sector de lacticínios e fortalecer operações ligadas ao negócio da PepsiCo, incluindo bebidas gaseificadas, água engarrafada e sumos.

“Estamos muito satisfeitos porque o Presidente da República transmitiu-nos que Moçambique está aberto ao investimento. Ficamos encorajados e esperamos iniciar este negócio em breve”, afirmou Vijay Behel.

O responsável explicou que a proposta será submetida aos órgãos de direcção da empresa para mobilização dos recursos necessários à implementação do projecto no País.

Por sua vez, o Director Global de Operações da Philip Morris International abordou com o Chefe do Estado as oportunidades de cooperação e investimento em Moçambique, reiterando o interesse da multinacional em aprofundar relações económicas com o País.

Embora os detalhes do investimento não tenham sido divulgados, o encontro decorreu num contexto de crescente interesse de grupos internacionais pelo mercado moçambicano, impulsionado pelos sectores de energia, indústria e infra-estruturas.

As audiências concedidas pelo Presidente da República reflectem os esforços do Governo na promoção de um ambiente favorável ao investimento privado, industrialização e criação de emprego, num momento em que Moçambique procura posicionar-se como um dos principais destinos de investimento na região austral de África.

Moçambique e Quirguistão reforçam cooperação diplomática e económica

Daniel Chapo recebeu, ainda esta terça-feira, no seu Gabinete de Trabalho, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República do Quirguistão, Zheenbek Kulubaev, num encontro orientado para o reforço das relações diplomáticas, económicas e comerciais entre os dois países.

A reunião decorreu no âmbito da aproximação política entre Moçambique e o Quirguistão, num contexto de crescente interesse do país asiático em expandir relações de cooperação com o continente africano.

Durante o encontro, Zheenbek Kulubaev destacou o papel estratégico da cidade de Maputo como um dos principais centros logísticos e económicos da África Austral, sublinhando o potencial da capital moçambicana para impulsionar o comércio regional e internacional.

O chefe da diplomacia quirguiz descreveu Maputo como uma cidade de “história rica, cultura vibrante e atmosfera única de abertura”, elogiando igualmente o processo de modernização urbana e o desenvolvimento das infra-estruturas portuárias em curso no País.

O governante destacou ainda a liderança do Presidente Daniel Chapo, afirmando que o estadista moçambicano é visto no Quirguistão como “um líder de nova geração”, comprometido com reformas económicas e fortalecimento da independência económica de Moçambique.

Segundo Zheenbek Kulubaev, apesar da distância geográfica entre os dois países, o actual contexto internacional cria oportunidades para uma cooperação bilateral mais próxima e vantajosa.

Neste âmbito, o dirigente defendeu que o desenvolvimento de Maputo como porta marítima estratégica de África e da cidade de Bishkek como importante centro de trânsito da Ásia Central poderá abrir novas perspectivas de interacção económica e logística entre as duas regiões.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Quirguistão considerou igualmente histórica a sua deslocação a Moçambique, sublinhando que o país se tornou o primeiro destino oficial da sua visita ao continente africano.

Segundo explicou, a deslocação enquadra-se numa nova etapa da política externa quirguiz, marcada por maior aproximação estratégica aos países africanos.

Por sua vez, o Presidente Daniel Chapo reiterou a abertura de Moçambique ao aprofundamento das relações de cooperação com o Quirguistão, incentivando o estabelecimento de parcerias nas áreas económica, logística, energética, comercial e de transportes.

As duas partes manifestaram confiança de que os contactos estabelecidos poderão abrir um novo capítulo nas relações bilaterais, criando bases para um diálogo político regular e para o desenvolvimento de iniciativas de benefício mútuo.

+ LIDAS

Siga nos