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O País – A verdade como notícia

Presidente da República reafirma compromisso com desenvolvimento da juventude

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reafirma o compromisso do Governo de continuar a criar condições para que a juventude moçambicana desenvolva plenamente o seu potencial e contribua para um Moçambique mais próspero, inclusivo e sustentável. Numa mensagem por ocasião do Dia Internacional da Juventude, assinalado sob o lema

A Assembleia da República (AR) promove, desde ontem até esta sexta-feira, na sede do Parlamento, em Maputo, uma acção de indução dos funcionários e agentes parlamentares recém-integrados e nomeados para o exercício de diferentes funções na magna Casa do Povo com o objectivo de reforçar a sua integração institucional e promover o alinhamento com os princípios que orientam a função pública.

Entretanto, o secretário-geral da Assembleia da República, António Mahumane, destacou que a integração dos novos quadros representa o início de uma nova etapa profissional marcada por elevadas responsabilidades públicas, exigindo compromisso, ética, dedicação e espírito de missão.

Falando na cerimónia solene de abertura da indução, Mahumane sublinhou que a Assembleia da República, enquanto órgão de representação do povo, de produção legislativa e de fiscalização da acção governativa, assenta o seu funcionamento no profissionalismo, na disciplina, no rigor técnico e na integridade dos seus recursos humanos.

“O exercício de funções públicas exige, acima de tudo, zelo, responsabilidade e sentido de Estado”, frisou Mahumane, sublinhando que “mais do que cumprir tarefas, importa compreender que servir a Assembleia da República é servir o cidadão e servir a Nação”.

O secretário-geral da Assembleia da República referiu ainda que a realização da indução se enquadra no compromisso da instituição em garantir serviços de apoio técnico-administrativo cada vez mais eficientes e alinhados com os desafios actuais da administração pública.

Dirigindo-se aos funcionários e agentes parlamentares recém-nomeados, Mahumane apelou ao cultivo permanente de valores como excelência, trabalho em equipa, humildade, honestidade, respeito mútuo, dinamismo, eficiência e eficácia no desempenho das suas funções.

A indução dos funcionários e agentes parlamentares recém-nomeados para os cargos de confiança visa a sua inserção na Assembleia da República, garantindo o melhor funcionamento das bancadas parlamentares e dos órgãos do Parlamento moçambicano.

Os participantes vão debruçar-se, entre outros, sobre a informação geral da Assembleia da República enquanto órgão de soberania na República de Moçambique։ Evolução histórica da Assembleia da República; Organização e funcionamento da Assembleia da República; Órgãos da Assembleia da República; e Secretariado-Geral da Assembleia da República (organização, competências e atribuições).

A Eurodeputada Hilde Vaut Mens defende que para combater o terrorismo é necessário combater a pobreza, sobretudo juvenil, através da educacao e criacao de postos de emprego. A informação foi dada na tarde desta quinta-feira, após o encontro mantido entre a delegação de eurodeputados e a ministra dos negócios estrangeiros e cooperação.

A ministra dos negócios estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela Lucas, concedeu uma audiência à delegação de quatro eurodeputados, com a missão de avaliar e reforçar as relações entre Moçambique. 

A equipa era chefiada por esta eurodeputada belga chamada Hilde Vaut Mens. A Saída do encontro, diante das duas delegações, Vaut Mens destacou a importância do emprego juvenil no combate ao terrorismo.

“Nós visitamos um maravilhoso projeto em que nós damos educação aos jovens e meninas e ajudamos-os a iniciar suas próprias empresas, seus próprios negócios. Porque eu acho que se você quiser combater o terrorismo, é uma questão de segurança, mas também está deve olhar para as raízes da pobreza, é preciso tira-los da pobreza.

Dê esperança e optimismo aos jovens, para que eles possam ganhar dinheiro, para que eles possam iniciar seus negócios. E é isso que vimos, jovens iniciando seus próprios negócios, de automóveis, eletricidade. Foi maravilhoso ver no campo o que esse projecto Europeu significa para esses jovens, porque realmente está quebrando o círculo, o círculo vicioso da pobreza. E isso significa que esperamos mantê-los fora das mãos dos terroristas”, Hilde Vaut Mens.

Com a ministra Lucas, os deputados abordaram questões económicas e de integração regional. 

“Eu realmente espero que esse Fórum Global Gateway possa significar uma coisa importante na energia, mas também na luta contra as mudanças climáticas, e também no sector agrícola, porque isso também é algo que nós ouvimos que é realmente necessário. Então eu realmente espero que as empresas europeias possam encontrar um jeito de investir aqui como parcerias equitativas, e que as empresas moçambicanas possam trabalhar juntos no campo. Porque essa é a única maneira que uma parceria pode funcionar”, acrescenta.

O programa Global Gateaway  visa acelerar o desenvolvimento económico através de  sectores como conectividade e corredores de desenvolvimento, transformação digital, transição energética e agronegócio.

O próximo Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia (Global Gateway 2026) vai acontecer na cidade de Maputo nos dias 9 e 10 de junho, reunindo decisores políticos, instituições financeiras e o sector privado para desbloquear investimentos nos sectores estratégicos acima referido. 

Assembleia da República recebe delegação da União Europeia

O 1º vice-presidente da Assembleia da República, Hélder Injojo, destacou os avanços registados na participação da mulher e dos jovens nos órgãos de decisão política do País. Injojo falava nesta quinta-feira em representação da presidente da Assembleia da República, durante um encontro que manteve com uma delegação da União Europeia, onde explicou que actualmente 39,3% dos deputados são mulheres, enquanto 60,8% são homens.

Numa audiência que serviu para reforçar os laços de cooperação entre Moçambique e a União Europeia, o deputado destacou que a Assembleia da República possui gabinetes especializados dedicados à promoção dos direitos da mulher e da juventude parlamentares, estruturas que trabalham para assegurar maior participação destes grupos na actividade legislativa.

Na sua intervenção, o dirigente parlamentar falou também das nove comissões especializadas existentes na Assembleia da República que são responsáveis pela apreciação de matérias legislativas, económicas, sociais e políticas.

Referindo-se às relações entre Moçambique e a União Europeia, o 1º vice-presidente da Assembleia da República reconheceu o apoio prestado pela organização europeia ao País em diversas áreas, incluindo acções de mitigação dos impactos sociais e económicos enfrentados pela população moçambicana.

O 1º vice-presidente da Assembleia da República enalteceu, igualmente, o apoio da União Europeia ao processo de Diálogo Nacional Inclusivo em curso no País, envolvendo forças políticas e diferentes sectores da sociedade moçambicana.

Durante o encontro, as partes abordaram ainda a cooperação parlamentar entre a Assembleia da República de Moçambique e o Parlamento Europeu, no âmbito de acordos de parceria actualmente em implementação.

No fim, Injojo considerou a visita da delegação europeia uma oportunidade importante para discutir questões prioritárias para o desenvolvimento do País e reforçar os mecanismos de cooperação institucional entre as duas partes.

“As relações entre Moçambique e a União Europeia devem continuar a fortalecer-se, assim como a cooperação entre os respectivos parlamentos, com vista a alcançar resultados positivos para os nossos povos”, afirmou o 1º vice-presidente da Assembleia da República.

O dirigente aproveitou ainda a ocasião para agradecer o apoio que a União Europeia tem prestado a Moçambique e desejou uma agradável estadia à delegação visitante no País.

A delegação da União Europeia recebida pelo 1º vice-presidente da Assembleia da República era chefiada pela vice-presidente do Parlamento Europeu e presidente da delegação da Assembleia Parlamentar África, Caraíbas e União Europeia, Hilde Vautmans.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se esta quarta-feira, em Maputo, com representantes de grupos empresariais e mediáticos sul-africanos, num encontro centrado na mobilização de investimento estrangeiro e na preparação da Cimeira de Investimento de Moçambique, prevista para Outubro ou Novembro deste ano.

A audiência juntou o Chefe do Estado a Lyndon Barends, Director-Geral do Grupo ARENA/Sunday Times para Parcerias Estratégicas e Eventos, e a Paulo dos Santos, CEO da Quintessentially South Africa.

Segundo as partes, o encontro serviu para consolidar os preparativos da cimeira internacional de investimentos que deverá reunir empresários, investidores e representantes de vários sectores económicos em Maputo.

Falando à imprensa após o encontro, Lyndon Barends destacou a visão do Presidente moçambicano na promoção da recuperação económica e na atracção de capital estrangeiro.

“Tivemos uma reunião muito boa com o Presidente de Moçambique, que é muito perspicaz e com grandes visões para Moçambique, em termos de todos os grandes projectos que está a priorizar para a transformação económica”, afirmou.

O responsável acrescentou que Moçambique pretende afirmar-se como um país aberto ao investimento internacional.

“O Presidente deixou claro que Moçambique está aberto a negócios de qualquer lugar e de qualquer pessoa, desde que seja do interesse de Moçambique e dos moçambicanos”, declarou Barends.

A futura Cimeira de Investimento de Moçambique deverá focar-se em sectores considerados estratégicos para o crescimento económico nacional, nomeadamente tecnologia, finanças, agricultura, logística, mineração, energia e turismo.

De acordo com os promotores, o evento pretende posicionar Moçambique como um destino africano competitivo para negócios e investimento, além de fortalecer as relações económicas com a África do Sul, principal parceiro comercial do país.

Dados económicos indicam que a África do Sul continua a liderar as trocas comerciais com Moçambique, além de representar uma importante fonte de Investimento Directo Estrangeiro, particularmente nos sectores mineiro, energético, financeiro, turístico e de infra-estruturas.

Lyndon Barends afirmou ainda que o Grupo ARENA, proprietário dos jornais Sunday Times e Business Day, manifestou disponibilidade para apoiar a promoção internacional da iniciativa.

“Sentimo-nos entusiasmados para apoiar esta iniciativa e garantir que seja um grande sucesso”, referiu.

Segundo Barends, a intenção é transformar a cimeira num evento regular para impulsionar a economia moçambicana através da captação contínua de investimento externo.

“O Presidente foi muito claro que esta é uma prioridade para ele, trazer investimento para o país e realizar a cimeira numa base anual, para fortalecer a economia moçambicana”, sublinhou.

O encontro acontece numa altura em que o Governo intensifica esforços para dinamizar a economia nacional, acelerar projectos estruturantes e aumentar a confiança dos investidores internacionais no mercado moçambicano.

 

Plataforma SUN apresenta reforço das políticas de nutrição ao Presidente da República

A Plataforma da Sociedade Civil para o Movimento SUN e da Associação de Nutrição e Segurança Alimentar foi recebida esta quinta-feira pelo Presidente da República, Daniel Chapo, num encontro dedicado ao reforço das políticas públicas de nutrição e segurança alimentar no país.

A audiência decorreu no Gabinete de Trabalho do Chefe do Estado e centrou-se na necessidade de aumentar o investimento público no sector, melhorar a coordenação intersectorial e fortalecer a formulação de políticas baseadas em evidências científicas.

Falando à imprensa após o encontro, a representante da Plataforma da Sociedade Civil para o Movimento SUN (Scaling Up Nutrition), Carina Ismael, explicou que o movimento integra uma iniciativa global voltada para o combate à desnutrição em todas as suas formas.

Segundo a responsável, o objectivo passa por assegurar que a nutrição seja integrada nas prioridades nacionais de desenvolvimento, através de uma coordenação liderada pelo próprio Estado.

“Quem faz a coordenação ao nível nacional são os governos”, afirmou Carina Ismael, destacando o papel das instituições públicas na implementação das políticas de nutrição.

Durante o encontro, a plataforma apresentou preocupações relacionadas com o actual nível de financiamento destinado à nutrição e segurança alimentar.

De acordo com Carina Ismael, apenas “cerca de 0,85 por cento do Orçamento do Estado” é actualmente canalizado para programas ligados à nutrição, um valor considerado insuficiente face aos desafios existentes no país.

A organização defende o aumento progressivo deste investimento para pelo menos um por cento do Orçamento do Estado, tendo como meta ideal atingir 1,7 por cento.

“A nutrição e segurança alimentar deve ser encarada como um programa nacional de prioridade nacional”, defendeu.

Os representantes da plataforma sublinharam ainda a necessidade de reforçar os mecanismos de investigação e produção de dados para orientar a tomada de decisões e melhorar o impacto das políticas públicas, sobretudo nas comunidades mais vulneráveis.

Moçambique continua entre os países da região afectados por elevados índices de desnutrição crónica infantil, sobretudo nas zonas rurais, um problema frequentemente associado à insegurança alimentar, pobreza, mudanças climáticas e limitações no acesso aos serviços básicos.

Segundo os intervenientes, uma maior articulação entre os diferentes sectores governamentais poderá reduzir duplicações de esforços e aumentar a eficácia das intervenções no terreno.

Carina Ismael afirmou ainda que o Presidente da República demonstrou abertura para o aprofundamento do diálogo e para o reforço progressivo das acções ligadas à nutrição.

“Foi um encontro extremamente positivo”, declarou, acrescentando que as partes assumiram o compromisso de continuar a colaborar no acompanhamento das políticas e na mobilização de recursos para o sector.

O encontro terminou com o entendimento de que serão mantidos mecanismos de seguimento técnico entre o Governo e as organizações da sociedade civil, com enfoque na coordenação intersectorial, monitoria dos resultados e fortalecimento das políticas nacionais de nutrição.

A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, desafiou esta quinta-feira os novos dirigentes nomeados pelo Conselho de Ministros a imprimirem maior eficiência, transparência e foco em resultados nas instituições públicas, numa altura em que o país enfrenta desafios económicos e sociais considerados complexos.

Falando durante a cerimónia de tomada de posse, a governante afirmou que os dirigentes assumem funções num contexto exigente, mas igualmente repleto de oportunidades para o desenvolvimento nacional.

“É fundamental a existência de instituições públicas fortes, eficientes e orientadas para resultados em benefício do cidadão”, declarou Maria Benvinda Levi, acrescentando que a nomeação dos novos quadros representa “o reconhecimento das vossas competências técnicas e percurso profissional”.

Foram empossados Jorge Vidigal Fole para o cargo de Director-Geral do Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM), Armindo Tomás Mutimba como Director-Geral do Instituto Nacional de Exames, Certificação e Equivalências (INECE), Ângela Anifa Aly para Directora-Geral Adjunta do INECE, Telma Odete Comé para Directora-Geral Adjunta da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) e Maria Teresa Martins para Directora-Geral Adjunta do Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ).

Durante o discurso, a chefe do Governo destacou o papel estratégico do recém-criado Instituto de Amêndoas de Moçambique, apontando o sector do caju e de outras amêndoas como áreas prioritárias para a diversificação da economia nacional.

Segundo a Primeira-Ministra, o Executivo pretende revitalizar a indústria nacional de processamento do caju, expandir a investigação agrícola e melhorar os mecanismos de recolha de dados através da Plataforma Connect Caju.

“A implementação destas acções permitirá resgatar a posição que já foi ocupada pelo nosso país”, afirmou.

Moçambique figura entre os produtores africanos de castanha de caju, cultura que emprega milhares de famílias nas zonas rurais e constitui uma importante fonte de rendimento e exportação. Nos últimos anos, o Governo tem vindo a defender a industrialização local como forma de aumentar o valor acrescentado do produto.

No sector da educação, Maria Benvinda Levi sublinhou a necessidade de reforçar a credibilidade dos exames nacionais e dos processos de certificação académica, defendendo maior transparência e redução da burocracia no funcionamento do INECE.

“Quando um certificado é emitido com transparência, um exame é organizado com confiabilidade e uma equivalência é decidida com clareza, fortalece-se a justiça social”, frisou.

Relativamente à APIEX, a governante reiterou que a instituição deve assumir-se como facilitadora do investimento privado, defendendo maior celeridade administrativa e acompanhamento efectivo dos projectos aprovados.

“O investidor deve encontrar na APIEX uma instituição que acolhe, orienta, facilita e acompanha, e não uma entidade que complica ou retarda os processos”, advertiu.

Dados do Banco de Moçambique indicam que o país continua a apostar na captação de investimento estrangeiro nos sectores da agro-indústria, energia, infra-estruturas e recursos minerais, considerados estratégicos para o crescimento económico.

Já no domínio da normalização e qualidade, a Primeira-Ministra defendeu o reforço dos mecanismos de certificação e fiscalização, numa altura em que o acesso aos mercados internacionais exige maior observância de padrões de qualidade.

“Sem qualidade, não há competitividade; sem competitividade, não há acesso a mercados”, afirmou.

Na ocasião, Maria Benvinda Levi apelou ainda à coordenação entre os dirigentes empossados, defendendo uma cultura institucional baseada na ética, inovação, responsabilização e prestação de contas.

A governante aproveitou igualmente a ocasião para reconhecer o trabalho desenvolvido pelos quadros cessantes nas instituições abrangidas pelas nomeações.

O  Chefe do Estado, Daniel Chapo, recebeu, nesta quarta-feira, em Maputo, o embaixador da Alemanha em Moçambique, Ronald Münch, para um encontro de despedida que marcou o fim da missão diplomática do representante alemão no País.

De acordo com uma nota da Presidência da República, a audiência serviu igualmente para fazer o balanço dos 50 anos de relações diplomáticas entre Moçambique e a Alemanha, uma cooperação considerada estratégica desde os primeiros anos da independência nacional.

Em declarações à imprensa, Ronald Münch classificou a parceria entre os dois países como “muito forte, muito fiável e de longa prazo”.

O diplomata destacou o apoio alemão em vários sectores de desenvolvimento, com destaque para energia, infra-estruturas, educação e formação profissional.

“Projectos de grande relevância para a nossa parceria, no sector da energia, no sector de infra-estrutura, no sector de educação, formação profissional”, afirmou, segundo escreve a Presidência da República.

Segundo Münch, o futuro da cooperação deverá concentrar-se no fortalecimento e diversificação do sector privado moçambicano, através do envolvimento de mais empresas nas iniciativas bilaterais.

Neste contexto, destacou o Programa de Financiamento Inovativo para o Agronegócio, FINOVA, destinado ao apoio de pequenas empresas agrícolas, bem como o compromisso da Alemanha com a FACIM e outras iniciativas económicas.

O embaixador referiu ainda a importância do Global Gateway Business Forum, promovido em parceria com Moçambique e a União Europeia.

Durante o encontro, as partes abordaram igualmente questões ligadas ao diálogo nacional inclusivo e às reformas destinadas à melhoria do ambiente de negócios no país.

“A Alemanha está sempre ao lado de Moçambique para facilitar este processo soberano”, afirmou o diplomata, referindo-se ao diálogo político em curso.

Ronald Münch descreveu a audiência com o Chefe do Estado moçambicano como um encontro marcado pela abertura, cordialidade e transparência. “Foi um diálogo entre parceiros”.

No final, o diplomata destacou a importância das relações entre os povos, defendendo que a cooperação entre Moçambique e Alemanha deve ir além da esfera governamental e envolver também a sociedade civil.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu hoje, no seu Gabinete de Trabalho, o CEO  da Puma Energy, Mark Russell, que reiterou o compromisso da empresa  em expandir as suas operações em Moçambique, com enfoque no  desenvolvimento do Gás Natural Comprimido (GNC), projectos ligados  às alterações climáticas e iniciativas de carbono. 

Falando à imprensa no final da audiência, Mark Russell afirmou ter  mantido um encontro produtivo com o estadista moçambicano,  durante o qual foram analisadas oportunidades de investimento e os  desafios atuais do sector energético no país.

“Foi uma honra ter, mais uma vez, a oportunidade de me encontrar  com Sua Excelência o Presidente. Já tive esse prazer anteriormente e,  uma vez mais, tivemos uma discussão muito produtiva e interessante  sobre algumas das oportunidades e desafios que se colocam neste  momento”, declarou o CEO da Puma Energy. 

Segundo Mark Russell, a empresa mantém firme o compromisso de  reforçar a sua presença no mercado moçambicano, considerando o  potencial económico e energético do país. 

“Enquanto Puma Energy, continuamos extremamente comprometidos  com as operações aqui em Moçambique e procuramos continuar a  aumentar a nossa presença”, afirmou. 

O responsável destacou ainda o alinhamento estratégico entre os  objectivos da empresa e as prioridades definidas pelo Presidente da  República, sobretudo nas áreas da transição energética e  sustentabilidade ambiental. 

“É muito bom verificarmos um alinhamento com a visão do Presidente,  particularmente no que toca ao GNC, à questão das alterações  climáticas e aos interessantes projectos de carbono nos quais existem  oportunidades para nos envolvermos enquanto Grupo Trafigura”,  sublinhou. 

Mark Russell acrescentou que a Puma Energy está igualmente a  estudar a expansão da sua rede de abastecimento para zonas rurais,  através da implantação de novos postos de combustíveis, numa  iniciativa que visa ampliar o acesso aos serviços energéticos em  diferentes pontos do país. 

“Por isso, estamos absolutamente comprometidos em desenvolver o  nosso negócio aqui, estudando algumas localizações rurais para novos  postos, e penso que estas propostas foram bem recebidas por Sua  Excelência o Presidente”, afirmou. 

O CEO concluiu manifestando satisfação com os resultados do  encontro, classificando a audiência como positiva para o 

aprofundamento da cooperação entre a empresa e Moçambique.  “Portanto, no geral, foi mais uma reunião fantástica”, concluiu. 

A Puma Energy integra o Grupo Trafigura, uma das maiores  multinacionais de comércio de commodities e logística do mundo,  sediada em Singapura, especializada na comercialização e transporte  de petróleo, derivados, metais, minerais e gás natural, ligando  produtores e consumidores em diferentes mercados globais.

O Conselho de Ministros aprovou, nesta terça-feira, a Proposta de Lei que altera, para efeitos de revisão, os artigos 2 e 4 da Lei número 13/2025, de 29 de Dezembro, que aprova a Lei do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2026. O documento será submetido à Assembleia da República, para apreciação e aprovação.

De acordo com o Governo, a alteração que se pretende “visa reforçar a dotação destinada ao investimento público interno, contribuindo para a mitigação dos impactos fiscais decorrentes de calamidades naturais e de choques externos, bem como assegurar a sustentabilidade das contas públicas”.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou a Proposta de Lei que estabelece as Bases Gerais da Organização e Funcionamento da Administração Pública e revoga a Lei número 7/2012, de 8 de Fevereiro. A mesma será igualmente submetida à Assembleia da República.

Trata-se, segundo explicou o porta do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, de uma proposta de lei que “estabelece os princípios e normas que definem as bases gerais da Organização e Funcionamento da Administração Pública, aplicáveis aos órgãos e instituições da Administração Pública, nomeadamente a Administração Directa e Indirecta do Estado, incluindo a representação no estrangeiro, entidades descentralizadas e demais pessoas colectivas públicas”.

A norma “aplica-se ainda, com as necessárias adaptações, à Organização e Funcionamento dos Serviços de Apoio Técnico e Administrativo dos Órgãos dos Poderes Legislativo e Judicial, do Ministério Público, do Conselho Constitucional, da Provedoria de Justiça, da Comissão Nacional de Eleições e das Assembleias Provinciais”.

O Conselho de Ministros apreciou e aprovou o decreto que altera o artigo 4, o n.º 6 do artigo 11 e o artigo 13 do Decreto número 40/2023, de 7 de Julho, que regulamenta os critérios de alocação e gestão da percentagem das receitas destinadas ao desenvolvimento das províncias, distritos e comunidades locais onde se implementam empreendimentos de exploração mineira e petrolífera.

A alteração, disse Inocêncio Impissa, “visa fazer face aos constrangimentos que dificultam a execução do Decreto número 40/2023, de 07 de Julho, constatados no seu primeiro ano de implementação”.

O Executivo apreciou ainda o decreto que revê o Decreto número 23/2010, de 30 de Junho, que cria a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, abreviadamente designada ADVZ, IP. “A revisão visa adequar as atribuições, competências, organização e funcionamento da ADVZ, IP ao regime jurídico prescrito no Decreto n.º 41/2018, de 23 de Julho, que estabelece as normas de organização e funcionamento dos institutos, fundações e fundos públicos”.

CRIADO COMITÉ DE COORDENAÇÃO DO SECTOR AGRÁRIO

O Conselho de Ministros aprovou, também, o decreto que cria o Comité de Coordenação do Sector Agrário, abreviadamente designado por CCSA.

“É um órgão de consulta e coordenação, em matérias de planificação, orçamentação, implementação, monitoria e avaliação de políticas, estratégias, programas e projectos atinentes ao sector agrário, com o objectivo de garantir, nomeadamente, o diálogo eficaz entre os intervenientes do sector agrário, a mobilização e alocação de recursos materiais e financeiros, para a efectiva e eficiente implementação dos diferentes programas e projectos, bem como a promoção de prestação de contas e responsabilização sobre o desempenho dos actores chaves do sector agrário, a vários níveis”.

FIXADOS PREÇOS MÍNIMOS DE ALGODÃO CAROÇO E DE OLEAGINOSAS

Foi, igualmente, aprovado o decreto que fixa os preços mínimos de compra de algodão caroço e de oleaginosas ao produtor e taxa de descaroçamento do algodão caroço, a vigorar para a Campanha Agrícola 2025/2026.

“A fixação dos preços mínimos de compra de algodão caroço e de oleaginosas ao produtor obedeceu a um processo negocial e participativo, entre os representantes dos produtores e das empresas fomentadoras, agro-industriais, comerciantes e exportadoras, sob facilitação do Ministro que superintende a área da Agricultura e com o objectivo de equilibrar o mercado e proteger os interesses dos actores, sobretudo os pequenos produtores”, explicou o Governo.

O Governo aprovou ainda um regulamento que estabelece o regime jurídico aplicável à Mera Comunicação Prévia para o Exercício de Actividades Económicas, transformação digital, simplificação administrativa, confiança no particular e fiscalização posterior, abrangendo as actividades económicas classificadas como de baixo risco, nomeadamente, aquelas que, pela sua natureza, não acarretam impactos negativos significativos para a economia, ambiente, saúde pública ou segurança.

Um grupo de membros e simpatizantes da Renamo submeteu, esta Segunda-feira, uma denúncia formal à Procuradoria-Geral da República, acusando a direcção do partido de falta de transparência na gestão de fundos públicos e de ausência de prestação de contas aos membros e órgãos internos. 

No documento submetido à Procuradoria-Geral da República os denunciantes alegam que a gestão financeira da Renamo é conduzida sem qualquer transparência.

“Estamos aqui no tribunal para apresentarmos aquilo que são as recolhas das assinaturas, para sustentar o mal desempenho do partido, principalmente da pessoa do presidente Ossufo Momade. Portanto, sabemos que há dinheiro do itinerário público, das cotizações do membro, há dinheiro de doações que vêm de fora  que apoiam o partido, mas esses dinheiros nunca sequer sabemos para onde vai ou quais são os fins. Praticamente não sabemos quais são as contas”, disse Edgar Silva, membro da Renamo

Os membros consideram o partido inoperante e sem dinheiro para realizar qualquer reunião.

“Temos duas reuniões extraordinárias, mas nunca se realizam. Portanto, pedimos o balanço dos últimos 24 meses, incluindo aquele dinheiro que viria a sustentar a nossa campanha eleitoral, que não sabemos para onde foram. Eram valores que rondavam uns 42 milhões. Não   sabemos para onde é que foram, visto que não se usaram meios circulantes, toda a campanha foi feita com três carros”, denunciou Silva.

Os requerentes defendem ainda que a ausência de prestação de contas pode configurar violação dos princípios da legalidade financeira, boa governação e transparência, podendo resultar em responsabilidades civis, disciplinares ou criminais.

O presidente da Frelimo propôs a criação de um Programa concreto para a reabilitação e requalificação dos locais históricos, como forma de valorizar a história do país, atrair turistas e pesquisadores, bem como promover a educação patriótica dos moçambicanos. Daniel Chapo falava no encerramento do quarto Comité Nacional da ACLLN, num dia em que chamou atenção aos líderes africanos a usarem os seus recursos para o benefício das populações. 

Por volta das 14 horas desta segunda-feira, o Presidente da Frelimo procedeu ao encerramento do quarto Comité Nacional da ACLLN, que reuniu mais de duas centenas de membros e convidados, para reflectir sobre a vida da agremiação e os desafios da Governação.   

Para além dos documentos internos desta organização social da Frelimo, debate sobre os desafios dos antigos combatentes e desafios do país, o que marcou o segundo dia da sessão ordinária,foi a eleição e investidura de Xavier Nelson Toniquel, eleito Presidente do conselho fiscal Nacional da ACLLN, o órgão responsável por fiscalizar o funcionamento interno e garantir a boa gestão dos seus recursos da Frelimo. 

A reunião expôs a necessidade de o Estado olhar mais para as condições de vida dos veteranos e Daniel Chapo está ciente. 

Falando a centenas de espectadores, no pódio da sala de congresso da Escola do Partido, na Matola, Chapo defendeu que apesar de não ter preço o “sacrifício dos libertadores da pátria”, é preciso cumprir e cumprir o que está plasmado nas leis moçambicanas, em relação aos benefícios a que tem direito os combatentes e seus dependentes.

“Durante os nossos debates, foi reiterada a necessidade de implementação integral dos  direitos dos veteranos da Luta de Libertação Nacional e seus descendentes, tal como plasmados na Constituição da República de Moçambique e nas leis específicas. As matérias relativas à melhoria da pensão, de reforma, assistência médica e medicamentosa  e à prioridade do acesso aos serviços públicos, principalmente de saúde, voltaram a dominar os nossos debates nesta quarta sessão. Como Governo, renovamos o compromisso de continuarmos a trabalhar com mais vigor para valorizar e garantir uma vida condigna àqueles melhores filhos da pátria moçambicana que consentiram os maiores sacrifícios da sua vida, perderam sua juventude na luta contra o regime colonial fascista e até a conquista da independência nacional, a 25 de junho de 1975”. 

E este grupo deverá continuar a ter privilégios, na educação, saúde e outros.

“A questão da formação, em especial no que concerne a atribuição de bolsas de estudo aos filhos dos combatentes, o atendimento humanizado nas unidades sanitárias, o empoderamento econômico, são aspetos que devem continuar nas prioridades do governo e da sociedade em geral para os veteranos da Luta de Libertação Nacional”, declarou Chapo, tendo arrancado aplausos dos “camaradas”. 

“Monumentos e locais históricos podem gerar renda”

O Presidente da Frelimo, durante o discurso de encerramento, assumiu um compromisso: revitalizar os monumentos histórico-culturais do país. Este desafio deve ser encarado também pelos antigos combatentes, como parte das histórias.  

“Não se trata apenas de fazer o levantamento e registro desses locais históricos, tais como bases, centros pilotos, anfiteatros, infantários, entre outros. Trata-se sim de desenvolver um programa concreto de requalificação e implementação de empreendimentos que serviram da atração de visitantes, turistas, pesquisadores, para a educação patriótica das novas gerações, ao mesmo tempo que podem gerar renda para a sua sustentabilidade.  Adicionalmente, é fundamental que neste processo sejam inventariados locais situados em outros países que sejam referência da história da Luta de Libertação Nacional, assegurando  os direitos da propriedade à Frente de Libertação de Moçambique, Frelimo”. 

África deve se focar na segurança hídrica  

Sobre o dia de África, Chapo destacou o papel dos Governos na garantia da segurança hídrica, tendo em conta o lema: garantir a disponibilidade sustentável de água, e sistemas de saneamento seguros, para alcançar a agenda 2063.

“Como campeão da União Africana para a Gestão do Risco e Desastres, continuamos apostados a coordenar com os países da região da SADC para uma gestão sustentável e coordenada das bacias hidrográficas transnacionais, partilhadas com outros países, por forma a reduzir o impacto das cheias e inundações que, ciclicamente, têm causado danos e perdas em vidas humanas, infra-estruturas e culturas agrícolas do nosso povo. Reafirmamos o nosso compromisso de juntos construirmos uma África que queremos mais unida, mais pacífica e mais próspera. Bem haja aos libertadores do continente africano e bem haja o continente africano”, disse. 

Este ano, a data é celebrada sob o lema “Garantir a Disponibilidade Sustentável de Água e Sistemas de Saneamento Seguros para alcançar a Agenda 2063”. 

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