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O País – A verdade como notícia

Chapo conhece entraves à produção na Cadeia Regional de Mabalane

O Presidente da República é confrontado com a vandalização do sistema de irrigação por pivô, cuja reparação está avaliada em 20 milhões de meticais, a insuficiência de máquinas e tractores e os danos causados pelas cheias, que estão a comprometer o potencial produtivo da Cadeia Regional de Mabalane. Os constrangimentos

O Conselho Constitucional (CC) anulou, nesta terça-feira, a deliberação  da Assembleia da República que elegeu Carlos Tembe para o cargo de segundo vice-presidente do Parlamento em substituição de Fernando Jone, afastado pelo Podemos por retirada de confiança política. O órgão deliberou a recondução de Fernando Jone para o cargo de segundo vice-presidente.

Se parecia um processo fechado, sobretudo chancelado pela investidura de Carlos Tembe, como segundo vice-presidente do Parlamento, pela bancada do Podemos, em substituição de Fernando Jone, a quem lhe foi retirada a confiança política pelo partido, eis que quase três meses depois o caso conhece um volte-face. E a reviravolta tem a assinatura do Conselho Constitucional.

Através do acórdão a que o “O País” teve acesso, o Conselho Constitucional afirma que recebeu a impugnação da resolução da Assembleia da República que afasta o deputado Fernando Jone do cargo de segundo vice-presidente do Parlamento, ouviu a Assembleia da República, o partido e todas as partes interessadas e decidiu por:

“Declarar nula a Resolução n.° 6/2026, de 3 de Junho, que elegeu o Senhor Deputado Carlos Tembe para o cargo de 2º Vice-Presidente da Assembleia da República, por inexistência de prévia e válida cessação das funções do anterior titular e, consequentemente, por falta de constituição jurídica da vacatura do cargo”, lê-se no acórdão.

O acórdão determina ainda a restituição de todos os direitos, incluindo o vencimento e demais benefícios inerentes ao cargo, que deixou de usufruir desde a data da destituição.

“Determinar a reposição do Senhor Deputado Fernando Tomé Jone no cargo de 2º Vice-Presidente da Assembleia da República, com a reconstituição da situação jurídica anterior e as demais consequências legais daí decorrentes; Salvaguardar, por razões de segurança jurídica e de continuidade institucional, os actos praticados pelo Senhor Deputado Carlos Tembe no exercício das funções de 2º Vice-Presidente da Assembleia da República até à data da publicação do Acórdão.”

Durante as audições, a Assembleia da República teria alegado incompetência material do Conselho Constitucional, justificando tratar-se de um acto de organização interna do parlamento, praticado no exercício da sua autonomia constitucional, não cabendo, por isso, ao Conselho Constitucional declarar a nulidade ou anulabilidade da resolução em causa.

Apreciando, o Conselho Constitucional explica que a autonomia parlamentar protege a liberdade de organização e funcionamento, mas não coloca a casa do povo imune a normas constitucionais. E diz mais:

“No presente processo, o Conselho Constitucional não é chamado a escolher o titular do cargo de 2º Vice-Presidente nem a substituir-se à Assembleia da República na apreciação da confiança política existente entre uma bancada parlamentar e o Deputado por ela indicado. Compete-lhe apenas verificar se a cessação das funções do Autor e a subsequente eleição de um novo titular observaram as condições constitucionais, legais e regimentais aplicáveis. Pelo que, o conhecimento da acção não representa, por conseguinte, uma ingerência na autonomia política do Parlamento”.

Sendo o Conselho Constitucional a última instância, por isso as suas decisões irrecorríveis, cabe à Assembleia da República o cumprimento imediato da decisão, o que significa que, na abertura da quarta sessão ordinário do órgão, a 22 de Outubro próximo, Fernando Jone deverá estar sentado ao lado de Margarida Talapa.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, efectua hoje uma visita à Escola Nacional de Música (ENM), na cidade de Maputo, com o objectivo de inteirar-se do funcionamento da principal instituição pública de ensino especializado de música do País e avaliar o seu contributo na formação artística das novas gerações. 

Durante a deslocação, agendada para as 16h00, o Chefe do Estado manterá encontros com a direcção da escola, professores e estudantes, acompanhando igualmente as actividades desenvolvidas no âmbito do ensino da música e da promoção da cultura nacional. 

A Escola Nacional de Música dedica-se à formação artística de crianças e jovens, assegurando o ensino em diversas especialidades, entre as quais canto, piano, violino, guitarra, flauta, clarinete, saxofone, trompete e percussão. A instituição desempenha ainda um papel relevante na preservação, promoção e valorização do património musical moçambicano. 

De acordo com o Gabinete de Imprensa da Presidência da República, a visita enquadra-se na política de valorização das artes, da cultura e da educação, consideradas instrumentos fundamentais para o desenvolvimento humano, a afirmação da identidade nacional e o fortalecimento do talento da juventude moçambicana.

O Presidente da República defende maior diversificação da economia, aposta no conteúdo local, combate à corrupção e melhoria do ambiente de negócios para atrair investimento e gerar emprego.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou esta quarta-feira a ambição de transformar Moçambique num dos principais centros energéticos e industriais da África Austral, defendendo uma estratégia assente na valorização dos recursos naturais, na diversificação da economia, na industrialização e no reforço das parcerias entre o Estado e o sector privado.

Falando na abertura do Mozambique CEO Summit, em Maputo, o Chefe do Estado afirmou que o país reúne condições para assumir um papel de referência regional na produção, transporte, transformação e comercialização de energia, sublinhando, porém, que essa riqueza deverá traduzir-se em benefícios concretos para os moçambicanos.

Segundo Daniel Chapo, Moçambique dispõe de uma localização estratégica, importantes corredores de desenvolvimento, portos que servem a região, vastos recursos minerais e energéticos, potencial agrícola e uma população maioritariamente jovem, factores que devem ser aproveitados para impulsionar o crescimento económico e a criação de emprego.

“O nosso objectivo não é apenas exportar energia ou matérias-primas. Queremos utilizar esses recursos para produzir mais, transformar mais, empregar mais e melhorar as condições de vida dos moçambicanos”, afirmou.

O Presidente defendeu que o sector privado deve assumir um papel central neste processo, considerando-o o principal motor da economia nacional.

 

Diversificar a economia

Daniel Chapo reconheceu que a economia moçambicana continua excessivamente dependente da indústria extractiva, nomeadamente do carvão, das areias pesadas, do grafite e do gás natural, defendendo que as receitas provenientes destes grandes projectos devem servir para desenvolver outros sectores estratégicos.

Entre as prioridades apontadas figuram a agricultura, o turismo, as infra-estruturas de transporte e logística, a transformação digital e a industrialização, com vista à criação de uma economia mais diversificada e resiliente.

 

Energia para impulsionar o desenvolvimento

No sector energético, o Presidente destacou os investimentos em curso na expansão da capacidade hidroeléctrica do país, referindo o aproveitamento do potencial da bacia do rio Zambeze, através de empreendimentos como Mphanda Nkuwa, Lupata e Boroma, além da consolidação da Hidroeléctrica de Cahora Bassa.

Anunciou igualmente o reforço dos modelos de comercialização de energia pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa, com o objectivo de proteger o interesse estratégico nacional, reduzir riscos cambiais e aumentar as receitas do Estado.

Daniel Chapo destacou ainda o programa Energia para Todos, que pretende garantir, até 2030, o acesso universal à electricidade, tanto nas zonas urbanas como nas zonas rurais.

No domínio do gás natural, referiu os projectos Coral Sul, Coral Norte, Mozambique LNG e Rovuma LNG, cujo investimento global ronda os 50 mil milhões de dólares norte-americanos.

Segundo o Presidente, estes projectos deverão contribuir para aumentar a produção, formar quadros nacionais, fortalecer empresas moçambicanas, criar emprego e acelerar a industrialização.

 

Corredores de desenvolvimento

O Chefe do Estado destacou igualmente os investimentos previstos para os corredores de Nacala, Beira e Maputo, visando reforçar a capacidade logística, modernizar os portos, melhorar os acessos rodoviários e ferroviários e facilitar o comércio regional.

Entre as iniciativas mencionadas figuram a expansão do Porto da Beira, o desenvolvimento da plataforma logística do Dondo, a implementação da fronteira de paragem única em Machipanda, a ampliação da Estrada Nacional Número Quatro (N4) e novos investimentos no Porto de Maputo.

Segundo Daniel Chapo, estas infra-estruturas deverão reduzir os custos logísticos, aumentar a competitividade da economia e consolidar Moçambique como uma plataforma regional de energia, indústria, tecnologia e serviços.

 

Conteúdo local e apoio às empresas nacionais

O Presidente defendeu que os grandes investimentos devem gerar benefícios directos para a economia nacional, criando oportunidades para as micro, pequenas e médias empresas, promovendo a transferência de conhecimento e respeitando as comunidades locais.

Neste contexto, destacou a aprovação da Lei do Conteúdo Local como um instrumento essencial para fortalecer a capacidade produtiva nacional, qualificar a mão-de-obra moçambicana e assegurar uma maior participação das empresas nacionais nos grandes projectos de investimento.

 

Melhor ambiente de negócios

Daniel Chapo reafirmou ainda o compromisso do Governo em melhorar o ambiente de negócios, garantindo maior segurança jurídica, previsibilidade e diálogo permanente com os investidores.

Prometeu continuar a simplificar procedimentos administrativos, reduzir a burocracia, combater a corrupção, reforçar a integridade das instituições públicas e intensificar o combate ao crime organizado, incluindo os raptos, considerados um dos principais factores que afectam a confiança dos investidores.

O Presidente assegurou que Moçambique continuará aberto ao investimento nacional e estrangeiro, contando com o apoio da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) e do Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos da Presidência da República para acompanhar os investidores.

 

Desenvolvimento sustentável

Durante a sua intervenção, Daniel Chapo defendeu igualmente uma transição energética justa, que permita conciliar a protecção ambiental com o direito ao desenvolvimento económico.

Segundo o Chefe do Estado, África não pode ser obrigada a escolher entre preservar o ambiente e retirar milhões de pessoas da pobreza, defendendo a expansão das energias renováveis, o aumento do acesso à energia e um crescimento económico inclusivo e sustentável.

No encerramento do discurso, apelou ao reforço da cooperação entre o Governo, o sector privado, os parceiros de desenvolvimento e as instituições financeiras para impulsionar o investimento produtivo, a industrialização, a criação de emprego e a valorização do capital humano.

Daniel Chapo manifestou a expectativa de que o Mozambique CEO Summit resulte em novas parcerias, investimentos e compromissos concretos capazes de acelerar a transformação económica de Moçambique.

Com esse propósito, declarou oficialmente aberta a edição deste ano do fórum empresarial.

Adélia Macucule exige maior capacidade de arrecadação de receitas, cobra o cumprimento das promessas eleitorais e defende que a recolha de lixo não pode depender do Fundo de Compensação Autárquica. Para a dirigente, cada metical pago pelos munícipes deve regressar à população sob a forma de serviços públicos.

A Primeira Secretária do Comité Provincial da FRELIMO em Inhambane, Adélia Macucule, endureceu o discurso dirigido às autarquias governadas pelo partido, defendendo que as dificuldades financeiras enfrentadas pelos municípios não podem servir de justificação para a falta de resultados nem para a incapacidade de responder às necessidades básicas dos munícipes.

A posição foi manifestada na abertura da reunião de avaliação dos municípios, que reuniu presidentes dos Conselhos Municipais, membros das Assembleias Municipais e dirigentes da FRELIMO. O encontro centrou-se na avaliação do desempenho das autarquias, com destaque para a arrecadação de receitas, a execução do Manifesto Eleitoral, a gestão dos impostos e a prestação de serviços públicos.

Embora tenha reconhecido as limitações financeiras que afectam as autarquias, Adélia Macucule sustentou que é precisamente em períodos de escassez que os dirigentes devem demonstrar capacidade de liderança, criatividade e iniciativa, procurando soluções que permitam responder às expectativas da população.

“A escassez de recursos não pode transformar-se numa desculpa permanente para justificar a falta de resultados”, afirmou.

Segundo a dirigente, cada município deve identificar e explorar as potencialidades existentes no seu território, valorizando sectores como o turismo, o comércio, a agricultura, a pesca e a prestação de serviços, de modo a reforçar a capacidade de geração de receitas próprias.

Na sua perspectiva, as autarquias devem reduzir a dependência das transferências do Estado, apostando na mobilização de recursos internos, na captação de parceiros e na gestão eficiente do património municipal.

 

Promessas eleitorais devem traduzir-se em resultados

Durante a sua intervenção, Adélia Macucule lembrou igualmente que os compromissos assumidos no Manifesto Eleitoral da FRELIMO constituem obrigações perante os cidadãos e não meros instrumentos de mobilização eleitoral.

 

“O Manifesto Eleitoral da FRELIMO não foi elaborado apenas para conquistar votos”, advertiu.

Reconhecendo que as limitações orçamentais podem impedir a execução simultânea de todas as promessas, a dirigente considerou, porém, que compete aos autarcas definir prioridades e procurar soluções para concretizar os compromissos assumidos.

Para Macucule, o desempenho dos municípios deve ser medido pelos resultados concretos alcançados e pelo impacto da governação na vida das populações.

“O povo não nos julga pelas boas intenções nem pelos discursos. Julga-nos pela qualidade das estradas, pela limpeza das cidades, pela iluminação pública, pelos mercados e pela capacidade de resolver os seus problemas”, sublinhou.

 

Recolha de lixo não pode depender do FCA

A gestão dos resíduos sólidos mereceu especial destaque na intervenção da dirigente, que considerou inaceitável que a recolha de lixo fique dependente da chegada das verbas do Fundo de Compensação Autárquica (FCA).

“As nossas cidades não podem continuar à espera da chegada dos fundos do Fundo de Compensação Autárquica para garantir um serviço que é permanente e essencial. O lixo é produzido todos os dias e todos os dias deve existir uma resposta organizada por parte dos municípios”, afirmou.

Segundo Adélia Macucule, a acumulação de resíduos representa um problema que ultrapassa a dimensão da limpeza urbana, afectando a saúde pública, o ambiente, a imagem das cidades, o turismo e a capacidade de atrair investimentos.

Para responder a este desafio, defendeu uma estratégia assente na mobilização de recursos locais, no estabelecimento de parcerias com o sector privado, no envolvimento das organizações comunitárias e na participação activa dos cidadãos.

 

“Os impostos pertencem ao povo”

A Primeira Secretária abordou ainda a gestão das receitas municipais, defendendo que os cidadãos devem sentir, no seu quotidiano, o retorno dos impostos e taxas que pagam às autarquias.

“Os impostos não pertencem aos municípios; pertencem ao povo. Os municípios são apenas os gestores desses recursos e têm o dever de aplicá-los com transparência, rigor e responsabilidade”, declarou.

Na sua visão, cada metical arrecadado deve traduzir-se em melhorias visíveis, como ruas limpas, mercados organizados, sistemas de drenagem funcionais, melhor iluminação pública e espaços urbanos mais seguros.

Acrescentou que uma gestão transparente dos recursos reforça a confiança dos munícipes nas instituições e incentiva o cumprimento voluntário das obrigações fiscais.

 

Governação como primeira campanha eleitoral

Num discurso de forte conteúdo político, Adélia Macucule recordou que a confiança dos eleitores não se conquista apenas durante os períodos de campanha, mas através da capacidade de resolver os problemas do dia-a-dia da população.

“A melhor campanha eleitoral começa muito antes do período de campanha”, afirmou.

Para a dirigente, essa campanha faz-se com o cumprimento dos compromissos assumidos, a boa gestão dos recursos públicos e a prestação de serviços de qualidade.

Macucule considerou que as autarquias dirigidas pela FRELIMO em Inhambane possuem condições para alcançar melhores resultados, desde que haja maior iniciativa, inovação, disciplina na gestão, proximidade com os munícipes e uma cultura de governação orientada para resultados concretos.

A reunião de avaliação dos municípios teve como objectivo analisar o desempenho das autarquias, identificar os principais constrangimentos enfrentados e definir soluções que permitam melhorar a prestação de serviços públicos.

A mensagem deixada pela liderança provincial da FRELIMO foi clara: a falta de recursos pode explicar parte das dificuldades enfrentadas pelos municípios, mas não pode justificar a ausência de resultados. Para os autarcas, o desafio é governar com criatividade, responsabilidade e eficácia. Para os munícipes, a expectativa mantém-se simples: ver os impostos que pagam traduzidos em melhores serviços e numa cidade mais organizada, funcional e inclusiva.

O Conselho de Ministros aprovou, esta terça-feira, a proposta de Lei que estabelece o Regime Jurídico do Confisco Civil, uma medida que permitirá ao Estado apreender bens relacionados com a prática de crimes, mesmo quando estes correspondam a vantagens económicas obtidas de forma directa ou indirecta.

Reunido na sua 21.ª Sessão Ordinária, o Executivo decidiu submeter a proposta à Assembleia da República. O diploma define as regras para o confisco de bens utilizados na prática de actos ilícitos, dos produtos resultantes desses actos, bem como de quaisquer benefícios ou recompensas deles decorrentes.

Na mesma sessão, o Governo aprovou um conjunto de reformas consideradas estruturantes para os sectores dos transportes, aviação e educação.

No sector ferroviário, foi aprovado um novo regulamento que estabelece as regras de acesso e exercício da actividade ferroviária, adequando o quadro legal às exigências de um mercado liberalizado e revogando legislação em vigor desde 1966.

Relativamente à aviação civil, o Executivo aprovou a reestruturação da classificação dos aeroportos nacionais e a adequação da gestão do espaço aéreo às normas internacionais. Segundo o Governo, a medida deverá melhorar a conectividade entre as regiões, estimular a inovação, facilitar o acesso aos serviços e contribuir para o aumento do número de passageiros transportados.

O Conselho de Ministros aprovou igualmente a revisão do regime jurídico do ensino privado, alargando a sua aplicação às instituições de educação pré-escolar, ensino geral, educação de adultos, ensino vocacional e estabelecimentos que ministram currículos estrangeiros e o ensino de línguas nacionais e estrangeiras.

Outra decisão tomada foi a autorização para a constituição de uma equipa técnica que irá negociar a quinta adenda ao contrato de concessão do Porto de Maputo. A iniciativa visa incorporar uma nova área no Terminal Multipropósito IX – Fase B, aumentando a capacidade de manuseamento de carga.

Na componente institucional, o Governo exonerou Domingos da Conceição Bié do cargo de Presidente do Conselho de Administração da Empresa Moçambicana de Dragagens (EMODRAGA) e Cláudio Borges da presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), tendo nomeado Dino Foi para liderar aquela instituição.

Durante a sessão, o Executivo apreciou ainda o Programa Integrado de Investimentos 2026-2030 e o Programa Nacional de Polos de Desenvolvimento Integrado, além de fazer o ponto de situação sobre a xenofobia na África do Sul, o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, o Programa Energia para Todos, a reconstrução pós-ciclone Idai e o mais recente relatório da Iniciativa de Transparência na Indústria Extractiva.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Emigração e Expatriados Egípcios, Badr Abdelatty, manifestaram o compromisso de reforçar a cooperação económica entre Moçambique e o Egipto, durante as primeiras Consultas Políticas bilaterais realizadas no Cairo, capital egípcia.

No final do encontro, realizado na segunda-feira, 20 de Julho, os dois governantes falaram em conferência de imprensa conjunta, ocasião em que Maria Manuela Lucas afirmou que as delegações procederam à avaliação do estado da cooperação bilateral em diversos domínios e definiram estratégias para elevar a parceria económica ao nível das relações políticas já existentes entre os dois países.

Segundo a chefe da diplomacia moçambicana, a visita que o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, deverá efectuar à República Árabe do Egipto, bem como a realização da terceira sessão da Comissão Mista Bilateral, constituirão momentos importantes para o aprofundamento da cooperação em sectores considerados estratégicos, nomeadamente agricultura, comércio, saúde, educação, transporte marítimo, logística e formação técnico-profissional.

Maria Manuela Lucas destacou igualmente o apoio prestado pelo Governo egípcio aos esforços desenvolvidos por Moçambique no combate ao terrorismo. Neste âmbito, os dois países acordaram reforçar a capacitação técnica das Forças de Defesa e Segurança, com vista a fortalecer a resposta a um fenómeno que classificaram como uma ameaça de dimensão internacional.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação esteve acompanhada, durante a visita ao Egipto, pelo Embaixador de Moçambique naquele país, Sérgio Nathú Cabá, e pelo Director para África e Médio Oriente no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Hermenegildo Caetano.

O Presidente da República, Daniel Chapo, determinou, através de Decreto Presidencial, a criação de uma Comissão Interministerial encarregue de coordenar a reafectação dos recursos humanos, materiais e patrimoniais dos extintos Conselhos dos Serviços Provinciais de Representação do Estado e dos respectivos Serviços Provinciais para os sectores, órgãos de governação descentralizada provincial e outras instituições públicas.

A decisão, tomada ao abrigo das competências conferidas pela Constituição da República, tem como objectivo assegurar que a transferência dos recursos decorra de forma organizada, eficiente e transparente, salvaguardando a continuidade da prestação dos serviços públicos e promovendo uma gestão mais racional dos recursos do Estado, no âmbito do processo de descentralização e da reforma da Administração Pública.

A Comissão Interministerial será presidida pelo Ministro da Administração Estatal e Função Pública e integra ainda os Ministros das Finanças, da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, da Saúde, da Educação e Cultura, bem como dos Recursos Minerais e Energia.

De acordo com o Decreto Presidencial, a comissão terá um mandato de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses, caso as circunstâncias o justifiquem.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, iniciou esta terça-feira uma visita oficial de trabalho à República de Angola, onde vai dirigir a 15.ª Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP). O encontro reúne representantes dos parlamentos dos nove Estados-membros para debater matérias ligadas à governação democrática, segurança e reforço das instituições.

A sessão decorre entre os dias 21 e 25 de Julho, subordinada ao lema “Governação Democrática, Segurança e Integridade: Fortalecendo a Resiliência Institucional na CPLP”, numa altura em que Moçambique assegura a presidência da AP-CPLP, cargo que exerce desde Julho de 2025. O país desempenha igualmente as funções de Secretariado Permanente da organização, reforçando o seu papel na promoção da cooperação parlamentar entre os Estados da comunidade lusófona.

Segundo um comunicado da Assembleia da República, antes da realização da sessão intercalar terá lugar a Conferência dos Presidentes dos Parlamentos Nacionais, acompanhada por reuniões das comissões permanentes responsáveis pelas áreas de Política, Estratégia, Legislação de Circulação, Economia, Ambiente e Cooperação, bem como da Comissão de Língua, Educação e Cultura.

O programa contempla ainda encontros da Rede de Mulheres Parlamentares da CPLP e da Rede de Jovens Parlamentares da CPLP, consideradas plataformas importantes para incentivar uma participação mais inclusiva no processo legislativo.

À margem dos trabalhos, Margarida Talapa deverá reunir-se com o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão de Almeida, para analisar o estado da cooperação entre os dois órgãos legislativos e identificar novas oportunidades de parceria institucional, legislativa e de intercâmbio.

A delegação moçambicana é composta por deputados que integram o Grupo Nacional junto da AP-CPLP, pelo Secretário-Geral da Assembleia da República, pelo Secretário Permanente da AP-CPLP e por técnicos do Secretariado-Geral. A participação de Moçambique nesta reunião visa consolidar a sua liderança na diplomacia parlamentar e fortalecer os mecanismos de concertação política entre os países da comunidade.

Espera-se que os debates resultem em recomendações destinadas a reforçar a governação democrática, a integridade das instituições e a cooperação parlamentar, numa conjuntura em que os Estados da CPLP enfrentam desafios comuns relacionados com a estabilidade política, a segurança e o desenvolvimento sustentável.

A reunião de Luanda constitui, assim, uma oportunidade para aprofundar a articulação entre os parlamentos da CPLP e promover respostas conjuntas para matérias de interesse estratégico da comunidade.

A Presidente da Assembleia da República de Moçambique, Margarida Adamugi Talapa, iniciou esta terça-feira uma visita oficial de trabalho à República de Angola para presidir à 15.ª Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), um encontro que reúne representantes dos nove parlamentos da comunidade para discutir os desafios da governação democrática, segurança e fortalecimento das instituições.

A reunião, que decorre entre 21 e 25 de Julho, tem como lema “Governação Democrática, Segurança e Integridade: Fortalecendo a Resiliência Institucional na CPLP” e acontece num momento em que Moçambique exerce, desde Julho de 2025, a presidência da AP-CPLP. Além da liderança política da organização, o país assegura igualmente o Secretariado Permanente da instituição, reforçando o seu papel na dinamização da cooperação parlamentar no espaço lusófono.
De acordo com um comunicado da Assembleia da República, antes da sessão intercalar será realizada a Conferência dos Presidentes dos Parlamentos Nacionais, acompanhada por reuniões das comissões permanentes responsáveis pelos pelouros de Política, Estratégia, Legislação de Circulação, Economia, Ambiente e Cooperação, bem como da Comissão de Língua, Educação e Cultura.

A agenda inclui ainda encontros da Rede de Mulheres Parlamentares da CPLP e da Rede de Jovens Parlamentares da CPLP, estruturas consideradas fundamentais para o reforço da participação inclusiva no processo legislativo.

À margem da reunião multilateral, Margarida Talapa deverá manter um encontro de trabalho com o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Adão de Almeida, destinado a avaliar o estado da cooperação entre os dois parlamentos e a identificar novas áreas de parceria institucional, legislativa e de intercâmbio entre os dois países.
A delegação moçambicana integra deputados membros do Grupo Nacional junto da AP-CPLP, o Secretário-Geral da Assembleia da República, o Secretário Permanente da AP-CPLP e quadros do Secretariado-Geral, numa missão que pretende consolidar a liderança de Moçambique na diplomacia parlamentar e fortalecer os mecanismos de concertação política entre os Estados-membros da comunidade.
Espera-se que os debates produzam recomendações sobre o reforço da governação democrática, da integridade das instituições e da cooperação parlamentar, num contexto em que os países da CPLP enfrentam desafios comuns ligados à estabilidade política, segurança e desenvolvimento sustentável.

A reunião de Luanda constitui, por isso, uma oportunidade para aprofundar a coordenação entre os parlamentos lusófonos e impulsionar respostas conjuntas para questões de interesse estratégico da comunidade.

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