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Presidente da República reafirma compromisso com desenvolvimento da juventude

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reafirma o compromisso do Governo de continuar a criar condições para que a juventude moçambicana desenvolva plenamente o seu potencial e contribua para um Moçambique mais próspero, inclusivo e sustentável. Numa mensagem por ocasião do Dia Internacional da Juventude, assinalado sob o lema

O Presidente da República, Daniel Chapo, desloca-se aos Estados Unidos da América para participar, como convidado de honra, na sessão inaugural do Fórum sobre Fragilidades 2026, promovido pelo Banco Mundial, em Washington DC.

Chapo será o único Chefe de Estado presente no evento e irá co-presidir à sessão de abertura ao lado de Ajay Banga, presidente do Grupo Banco Mundial. O fórum reúne cerca de três mil participantes, entre representantes governamentais, setor privado, organizações da sociedade civil, académicos e instituições financeiras internacionais.

Durante o encontro, o Chefe do Estado moçambicano partilhará a experiência de Moçambique na prevenção e gestão de conflitos, consolidação da paz e fortalecimento da resiliência das comunidades, num contexto de implementação da agenda nacional de paz, prosperidade e desenvolvimento inclusivo.

Sob o lema “Acção Transformadora para os Lugares Mais Complexos do Mundo”, o Fórum sobre Fragilidades 2026 pretende reforçar a coordenação entre parceiros internacionais e promover soluções eficazes para desafios relacionados com fragilidade, segurança e conflito.

Na visita de trabalho, que decorre até 8 de Junho, o Presidente da República faz-se acompanhar pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, pelo Embaixador de Moçambique nos Estados Unidos, Alfredo Nuvunga, e por quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

O recém-empossado Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR), Hélder Jauana, afirmou que assume com sentido de responsabilidade a missão de liderar a instituição criada para impulsionar o desenvolvimento do turismo no país.

Falando à imprensa após a cerimónia de tomada de posse, Hélder Jauana destacou que a agência surge com um mandato abrangente, que vai além da promoção turística, abrangendo a estruturação de projectos e a mobilização de investimentos para o sector.

“O objecto e o âmbito da agência estão claros no decreto da sua criação. A ANDITUR surge com um mandato muito amplo, não apenas de promoção, mas também de desenvolvimento, de estruturação e de busca de investimento para o turismo, com vista à criação de emprego e ao desenvolvimento do país”, afirmou.

Questionado sobre o impacto da nova função na sua intervenção pública, conhecida pelas análises e comentários sobre assuntos nacionais, Hélder Joana assegurou que os seus valores permanecem inalterados.

“As pessoas não mudam. Os meus valores continuam os mesmos. O que muda é o posicionamento. Já não estarei no papel de comentador, mas sim no de quem deve transformar ideias em resultados concretos para Moçambique”, declarou.

Segundo o novo PCA da ANDITUR, o foco da sua actuação será a obtenção de resultados, defendendo que o país deve avaliar os seus dirigentes pelas realizações alcançadas e não pelos rótulos.

Relativamente à captação de investimentos para o sector turístico, Hélder Joana explicou que o trabalho será desenvolvido de forma colegial pelo Conselho de Administração da instituição, em articulação com a equipa técnica herdada do antigo Instituto Nacional do Turismo (INATUR).

“O desafio agora é avaliar todo o potencial existente e trabalhar para materializar o mandato que nos foi confiado pelo Conselho de Ministros”, concluiu.

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, empossou, esta sexta-feira, Hélder Jauana como Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR) e Edilson Munguambe como assessor para a Área Económica do Gabinete do Primeiro-Ministro, destacando o papel estratégico das duas funções para o desenvolvimento do país.

Na ocasião, a governante afirmou que a criação da ANDITUR representa uma mudança profunda na abordagem ao sector do turismo, deixando de ser encarado apenas sob a perspectiva promocional para passar a constituir uma plataforma integrada de investimento e desenvolvimento económico.

Segundo a Primeira-Ministra, a nova instituição tem a missão de transformar o turismo num dos principais motores de crescimento económico, geração de emprego, inclusão social e projecção internacional de Moçambique.

Benvinda Levi referiu que a ANDITUR deverá enfrentar desafios que têm condicionado o crescimento do sector, nomeadamente: a burocracia nos processos de licenciamento, a atribuição de concessões, a estruturação de projectos financiáveis e a articulação entre instituições.

A governante defendeu que a agência deve funcionar como um balcão único nacional para o investimento turístico, assegurando serviços integrados, transparência na gestão de concessões e acompanhamento dos investidores desde a concepção até à implementação dos projectos.

Dirigindo-se ao novo PCA da ANDITUR, a Primeira-Ministra afirmou que o seu papel vai além da gestão institucional, esperando uma liderança capaz de estruturar o sector turístico, torná-lo mais competitivo à escala global e integrado nas cadeias internacionais de valor.

Entre as prioridades apontadas, destacam-se a promoção do turismo sustentável e de conservação, do ecoturismo, do turismo de sol e praia, de negócios e desportivo, sem descurar o desenvolvimento do turismo de aventura, cultural, gastronómico, histórico e religioso.

A governante sublinhou ainda que o sucesso da missão da ANDITUR dependerá da observância de três princípios fundamentais: eficiência e credibilidade institucional, fortalecimento da parceria com o sector privado e maximização do impacto económico e social dos projectos turísticos.

Na mesma cerimónia, Benvinda Levi recomendou ao novo assessor para a Área Económica do Gabinete do Primeiro-Ministro que actue com profissionalismo, determinação e proactividade no aconselhamento em matérias económicas, monitoria do desempenho governativo e produção de análises estratégicas para a tomada de decisões.

Está disponível um novo pacote financeiro de cerca de 130 milhões de euros disponibilizado pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED). O dinheiro servirá para financiar empresas, cooperativas, associações e empreendedores moçambicanos.

Trata-se de uma iniciativa que surge para estimular o crescimento económico e fortalecer a actividade produtiva no país, recentemente afectada por várias crises, desde a Covid-19, as manifestações pós-eleitorais, as calamidades naturais até a guerra no Médio Oriente.

Uma nota publicada na página electrónica da Confederação das Associações Económicas (CTA) explica que a verba integra o programa de financiamento definido para este mês, concebido para apoiar projectos com potencial de gerar emprego e aumentar a produção.

As candidaturas para o fundo estão abertas desde 1 de Junho até ao dia 30 do corrente mês. Os potenciais beneficiários devem estar legalmente constituídos, incluindo empresas, cooperativas, organizações comunitárias, produtores agrícolas e startups.

Os apoios serão atribuídos sob a forma de subvenções não reembolsáveis, com valores que variam entre cinco mil e 250 mil euros. O programa privilegia investimentos que contribuam para a modernização tecnológica, aumento da competitividade e diversificação da economia.

Entre os sectores elegíveis destacam-se agricultura, indústria transformadora, comércio, bem como projectos ligados à sustentabilidade ambiental. As propostas deverão ser submetidas através da plataforma electrónica do programa, sob a forma de manifestação de interesse.

A população do distrito de Guro, na província de Manica, enfrenta longas distâncias para ter acesso a serviços básicos de saúde, numa realidade marcada pela ausência de infra-estruturas hospitalares locais. 

A situação foi apresentada ao Presidente da República, Daniel Chapo, durante um comício popular realizado esta quinta-feira, no segundo dia da sua visita de trabalho à província.

Durante o encontro, os residentes pediram ao Chefe de Estado a construção de um hospital distrital, a expansão da rede eléctrica, bem como o reforço do abastecimento de água e outros serviços essenciais considerados prioritários para o desenvolvimento local.

Antes do comício, Daniel Chapo manteve um contacto directo com a população, ouvindo as principais preocupações dos habitantes do distrito, que descrevem dificuldades no acesso a cuidados de saúde e serviços públicos básicos.

Em resposta aos apelos da população, o Presidente da República sublinhou a importância da paz como condição essencial para o desenvolvimento do País.

“É preciso, primeiro, que haja paz”, afirmou Daniel Chapo, ao comentar as preocupações apresentadas pelos residentes de Guro.

O Chefe de Estado abordou igualmente o aumento do custo de vida, associado à subida dos preços dos combustíveis, defendendo o reforço da produção nacional como principal solução para mitigar os efeitos da pressão económica sobre as famílias.

“A saída passa pela produção. É através do aumento da produção que podemos responder aos desafios do custo de vida”, destacou o Presidente da República.

Após o comício popular, Daniel Chapo dirigiu uma Sessão Extraordinária do Governo Distrital de Guro, alargada aos membros do Conselho Consultivo local, no âmbito do reforço da governação de proximidade e avaliação das necessidades do distrito.

A visita do Presidente da República à província de Manica, iniciada na quarta-feira, prossegue até esta sexta-feira, período durante o qual estão previstos encontros com autoridades locais e contactos com comunidades em vários distritos.

A membro da Comissão Política da Frelimo, Margarida Talapa, lançou duras críticas aos quadros do partido que promovem actos de insubordinação e comportamentos que comprometem a unidade da organização na província da Zambézia.

Falando na abertura da 11.ª Conferência Provincial da Frelimo, Talapa apelou à disciplina, coesão e respeito pela liderança do partido, defendendo que os militantes devem concentrar-se no fortalecimento da organização e no apoio às ações governativas.

“Deixem Daniel Chapo trabalhar, Chapo é nosso filho. Nós somos pais e temos filho da idade do nosso presidente, daí que digo que é nosso filho.  Em menos de dois anos está a fazer maravilhas na sua governação e todos nós precisamos de lhe apoiar”, afirmou, dirigindo-se aos membros que, segundo disse, insistem em criar divisões e interferências que não contribuem para o desenvolvimento do país.

Durante a abertura da conferência, foram igualmente abordados desafios que afetam o partido na província, com destaque para aqueles quadros que fomentam divisionismo ao Invés de trabalho. “Todos temos que respeitar o primeiro secretário do comité provincial, pois é o nosso chefe máximo na província.

Por sua vez, o Primeiro-Secretário Provincial da Frelimo na Zambézia reforçou o apelo à união dos membros do partido e condenou a propagação de boatos, incluindo rumores sobre alegados casos de encolhimento dos órgãos genitais masculinos, que têm circulado em alguns pontos da província.

O Partido Frelimo defende soluções diplomáticas em relação aos actos de xenofobia contra cidadãos estrangeiros na África do Sul, com destaque para os moçambicanos. 

O partido no poder assegura que tem estado a acompanhar com preocupação o problema, que forçou o regresso de centenas de moçambicanos para o país. 

Nesse contexto, o porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, explicou que recentemente o Presidente da República, Daniel Chapo, deslocou-se à vizinha África do Sul no mês passado para dialogar com o seu homólogo, Cyril Ramaphosa, em torno do assunto. 

Por ser um fenómeno antigo, a Frelimo reconhece que há um conjunto de factores que se devem ter em conta em relação à xenofobia e considera que o fenómeno põe em causa os esforços colectivos do pan-africanismo, da região austral de África e da união do continente.  

Guiliche explica ainda que, além do trabalho diplomático que está a ser levado a cabo pelas autoridades governamentais, é preciso que as sociedades moçambicanas e sul-africanas abracem essa causa.

“Há necessidade de compreensão de um maior refinamento sobre o que significa o exercício dos nossos direitos civis e políticos”, anota, sublinhando que, mais do que isso, há uma necessidade de uma maior educação e sensibilização ao nível das comunidades da região.

O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, considera branda a pena aplicada ao director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, pela Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, de um milhão de meticais no caso de calúnia e difamação. 

Falando em conferência de imprensa nesta quinta-feira, o líder do segundo partido da oposição com maior número de assentos no parlamento, acusado de ter recebido 219 milhões de meticais após as eleições gerais de 2024, diz que por conta disso a sua vida e da sua família esteve em risco e que por duas vezes a sua residência foi incendiada por desconhecidos. 

“Para a educação dele, a pena foi muito branda. As pessoas quando entendem inventam mentiras e há pessoas que morrem por conta disso. Temos de levar as coisas a sério”, disse Forquilha.

Albino Forquilha diz estar a favor das denúncias desde que elas tenham fundamentos, facto que, segundo ele, não aconteceu com Adriano Nuvunga. 

“O Adriano Nuvunga denunciou e logo depois começou a publicar e fez várias entrevistas a dizer que eu recebi 219 milhões de meticais. Acusou-se de ter sido comprado pela Frelimo, entre outras coisas”, anota.

 

A Assembleia Municipal de Angoche acaba de indicar Abibo Rajabo como novo edil da autarquia, em substituição de Dalila Ussene, que perdeu a vida há uma semana, vítima de doença. 

 

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