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O País – A verdade como notícia

Presidente da República reafirma compromisso com desenvolvimento da juventude

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reafirma o compromisso do Governo de continuar a criar condições para que a juventude moçambicana desenvolva plenamente o seu potencial e contribua para um Moçambique mais próspero, inclusivo e sustentável. Numa mensagem por ocasião do Dia Internacional da Juventude, assinalado sob o lema

A Assembleia da República vai ter uma academia parlamentar digital, para a profissionalização dos deputados e parlamentares. A informação foi anunciada nesta terça-feira, após a assinatura de um memorando de entendimento entre a casa do povo e a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, FDC.

A Assembleia da República assinou, na manhã desta terça-feira, três memorandos de entendimento com instituições públicas e privadas, com a visão de fortalecimento institucional.

O primeiro vice-presidente da Casa do Povo referiu-se ao evento como parte do compromisso da AR na consolidação da democracia, através do envolvimento de toda a sociedade.

“A democracia representativa não se esgota na realização periódica de eleições. Ela consolida-se através de instituições fortes, de parlamentares preparados, de funcionários parlamentares qualificados, de cidadãos informados e de uma permanente articulação entre o Estado, as instituições públicas e a academia, as organizações da sociedade civil e os parceiros de desenvolvimento.”

Com a missão de capacitar os deputados e demais parlamentares, a casa do povo rubricou acordos com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, FDC, um parceiro antigo, com perspectivas futuristas.

António Mahumane, secretário-geral da AR, que rubricou o acordo, considera pertinente, uma vez que “prevê a criação de uma plataforma de articulação com as organizações da sociedade civil e redes de advocacia que trabalham nas áreas da criança, da juventude e da mulher, bem como o estabelecimento de um mecanismo formal e funcional para o aproveitamento integral de pesquisas produzidas por tais organizações”.

A FDC, após a troca de pastas, representada pelo seu administrador-delegado, vê na acção uma oportunidade para o fortalecer a democracia e enriquecer a actuação da Assembleia da República.

“Renovamos hoje o nosso compromisso de continuar a caminhar ao lado da Assembleia da República, procurando soluções inovadoras, partilhando conhecimento e construindo pontes entre o desenvolvimento, as comunidades e os diversos actores de desenvolvimento. Olhando para o futuro, queremos dar mais um passo importante através da criação de uma academia parlamentar digital, uma plataforma de aprendizagem que permitirá à Assembleia da República desenvolver o seu próprio currículo de formação, disponibilizar cursos de elevada qualidade e promover processos de certificação reconhecidos e credíveis”, disse Diogo Milagre.

Quem também quer partilhar conhecimentos com os representantes do povo é a Universidade Joaquim Chissano. Esta instituição comprometeu-se a formar os deputados.

“A nossa parceria sente-se em três grandes pilares. O primeiro é a promoção da inovação e da modernização institucional através da adopção de soluções e abordagens inovadoras que contribuam para o aperfeiçoamento da actividade legislativa e administrativa. O segundo consiste no fortalecimento das capacidades humanas e técnicas buscadas da Assembleia da República, reconhecendo que são as pessoas o principal activo de qualquer instituição e a garantia da qualidade dos serviços prestados ao Estado e aos cidadãos. O terceiro pilar centra-se na pesquisa científica, na produção e disseminação do conhecimento e na identificação de boas práticas internacionais”, listou João Gabriel de Barros, reitor da UJC.

 

AR e IDEA reforçam capacitação parlamentar

A Assembleia da República (AR) e o Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional) assinaram, nesta terça-feira, dia 09, em Maputo, um memorando de entendimento que visa fortalecer a capacidade do Parlamento e promover a formação contínua de deputados e funcionários parlamentares.

O secretário-geral da Assembleia da República, António Mahumane, disse que o memorando de entendimento assinado representa a materialização do objectivo comum de consolidação de uma parceria que já vem desde 2019, no âmbito do programa então denominado “Apoio à Consolidação da Democracia em Moçambique”.

“A relevância e actualidade das questões associadas à capacitação e formação, enquanto investimento no capital humano, suscita-nos um interesse especial, e é neste contexto que a Assembleia da República tem despendido um esforço inexcedível de gestão orçamental para que o processo de formação de deputados e funcionários seja possível e sustentável”, sublinhou o secretário-geral da Assembleia da República.

De acordo com o secretário-geral da Assembleia da República, a formação e a capacitação constituem investimentos estratégicos para responder aos desafios crescentes da actividade parlamentar e garantir maior eficiência no desempenho das funções legislativa, fiscalizadora e representativa.

“O memorando de entendimento que acabamos de rubricar, cujo objectivo é o de estabelecer uma relação de cooperação mútua, para fortalecer a Assembleia da República, os seus processos e capacidade humana, bem como atender ao fortalecimento dos conhecimentos dos Deputados e funcionários, nas diferentes vertentes da actividade parlamentar, é revelador do nosso reconhecimento comum de que a formação e a capacitação são essenciais para o desenvolvimento e o progresso”, disse Mahumane.

O Secretário-Geral acrescentou que, por essa via, “somos colocados perante o desafio de respondermos às novas exigências do Parlamento, de modo a formarmos Deputados e quadros competentes e mais aptos a desenvolverem as suas actividades de acordo com as necessidades e interesses institucionais e, acima de tudo, do país”.

Por seu turno, o Chefe da Missão do Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA) Miguel Brito reiterou o compromisso de continuar a apoiar iniciativas voltadas para o fortalecimento institucional do Parlamento moçambicano, contribuindo para a consolidação da democracia e da boa governação no país.

“Nos próximos dois anos, a cooperação prevista neste memorando incidirá em áreas estratégicas, incluindo reforço das capacidades dos deputados e das suas posições de trabalho, fortalecimento do secretariado-geral, incluindo a modernização de procedimentos e desenvolvimento das capacidades de pesquisa e de assistência à produção legislativa, promoção de uma Assembleia cada vez mais aberta e próxima dos cidadãos, apoio à digitalização da produção legislativa, promovendo eficiência, melhor acesso à informação e sustentabilidade e consolidação do papel do Parlamento na promoção da igualdade de género, empoderamento da mulher e participação da juventude”, disse Brito.

O Chefe da Missão do Internacional IDEA explicou que, o memorando prevê ainda mecanismos bilaterais de planificação e monitoria de implementação para garantir eficácia, eficiência e alinhamento permanente com as prioridades institucionais da Assembleia da República, o que constitui princípios de uma parceria genuína.

O Governo moçambicano reafirmou, nesta terça-feira, que continuará a privilegiar o diálogo diplomático com a África do Sul para enfrentar a crescente onda de manifestações e actos de hostilidade contra imigrantes, rejeitando qualquer possibilidade de medidas de retaliação.

Falando à imprensa, o Ministro da Saúde, Ussene Isse, sublinhou que a estratégia adoptada por Moçambique assenta em três pilares: proteger, assistir e integrar os cidadãos moçambicanos afectados pela actual situação na África do Sul.

“O espírito do Governo de Moçambique é um espírito de diálogo, de fraternidade e de solidariedade. Nós não vamos trazer intervenções de retaliação”, afirmou.

Segundo explicou, existe uma coordenação permanente entre as autoridades moçambicanas e sul-africanas para encontrar soluções que permitam travar os episódios de xenofobia e garantir a segurança dos cidadãos estrangeiros residentes na África do Sul.

O governante destacou ainda o envolvimento directo do Presidente da República, Daniel Chapo, nas diligências diplomáticas em curso, visando o reforço da cooperação bilateral sobre a matéria.

Entretanto, o Executivo revelou que 714 cidadãos moçambicanos já regressaram ao país na sequência da tensão vivida na África do Sul. O Governo está agora a trabalhar na sua reintegração social e económica, procurando aproveitar as competências profissionais adquiridas durante a permanência naquele país.

“São jovens que têm competências, habilidades e conhecimentos. Vamos aproveitar esse conhecimento para facilitar a sua integração”, explicou.

Durante a sessão de perguntas e respostas, Ussene Isse voltou a apelar aos moçambicanos que pretendem emigrar para a África do Sul para que o façam através dos mecanismos legais, considerando que a situação migratória irregular aumenta a vulnerabilidade dos cidadãos.

Sobre a morte do Bispo da Diocese de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, Dom Osório Citorra Afonso, o Ministro afirmou que aguarda os resultados da investigação em curso antes de se pronunciar sobre as circunstâncias do caso.

“Estamos à espera do relatório da equipa que está no terreno a conduzir as investigações. No momento oportuno serão divulgadas as conclusões e as medidas subsequentes”, declarou.

Relativamente à presença da missão do Fundo Monetário Internacional em Moçambique, o Governo confirmou que os trabalhos já decorrem junto das instituições nacionais, estando prevista a apresentação de um relatório final após a conclusão das avaliações em curso.

No domínio económico, foi igualmente anunciado que o Conselho de Ministros aprovou uma resolução que autoriza o lançamento de um Concurso Público Internacional para um projecto estratégico no sector dos transportes. Contudo, o Executivo esclareceu que ainda não existem datas definidas para a implementação da iniciativa, uma vez que o processo deverá seguir os procedimentos legais previstos.

O Presidente da República, Daniel Chapo, dirige hoje, a cerimónia  de abertura da II Edição do Fórum de Negócios Global Gateway  Moçambique–União Europeia (UE), um evento que reúne  empresários, investidores, instituições financeiras, decisores  políticos e parceiros de desenvolvimento de Moçambique e da  União Europeia. 

Organizado pelo Governo de Moçambique, UE, CTA e outras  entidades parceiras, o Fórum enquadra-se na implementação da estratégia Global Gateway, iniciativa que visa promover  investimentos sustentáveis e fortalecer as ligações económicas  entre a UE e os seus países parceiros. 

A segunda edição do Fórum decorre sob o lema “Parcerias para  o Crescimento Verde: Desbloqueando o Investimento Sustentável  entre Moçambique e a União Europeia”. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, entre os principais objectivos do encontro destacam-se o reforço  das relações económicas e comerciais entre Moçambique e a  UE, a atracção de investimento europeu de qualidade para  sectores estratégicos da economia nacional, a promoção de  parcerias público-privadas e de contactos empresariais, bem  como a apresentação de oportunidades concretas de  investimento e de projectos bancáveis. 

O Fórum pretende igualmente apoiar os esforços de  industrialização verde e de crescimento económico sustentável,  promovendo iniciativas que contribuam para a transformação  estrutural da economia moçambicana, a criação de emprego e  o aumento da competitividade do país nos mercados regionais e  internacionais.

A Assembleia da República assina, nesta terça-feira, três memorandos de entendimento com instituições nacionais e internacionais, numa iniciativa destinada a reforçar a cooperação institucional e a fortalecer as capacidades do Parlamento moçambicano.

O primeiro acordo será celebrado com a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), sendo rubricado pelo Secretário-Geral da Assembleia da República, António Mahumane, e pelo Administrador Delegado da organização, Diogo Milagre.

a Assembleia da República assinará um segundo memorando com a Universidade Joaquim Chissano (UJC). O documento contará com as assinaturas de António Mahumane e do Reitor da universidade, António de Barros.

Por fim, será formalizado o terceiro acordo, desta vez com o Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional). A cerimónia será conduzida pelo Secretário-Geral da Assembleia da República e pelo Chefe da Missão da instituição em Moçambique, Miguel de Brito.

Segundo o comunicado divulgado pelo Gabinete de Imprensa da Assembleia da República, os três memorandos visam estabelecer mecanismos de cooperação mútua entre as partes, contribuindo para o fortalecimento institucional do Parlamento.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, recebeu, nesta segunda-feira, na sede do Parlamento, em Maputo, o embaixador da República Federal da Alemanha acreditado em Moçambique, Ronald Münch, num encontro que marcou a apresentação de cumprimentos de despedida do diplomata.

Durante a audiência, o embaixador alemão fez um balanço da sua missão no País, destacando os principais marcos da cooperação bilateral entre Moçambique e a Alemanha. Münch sublinhou o potencial do povo moçambicano e a importância de aprofundar as relações nos domínios político, económico, social e da cooperação para o desenvolvimento.

O diplomata enalteceu ainda os laços históricos que unem os dois países, construídos ao longo de décadas através de intercâmbios académicos, profissionais e culturais. Manifestou igualmente interesse na continuidade e no reforço da cooperação entre os parlamentos de Moçambique e da Alemanha, incluindo a possibilidade de realização de encontros virtuais entre representantes das duas instituições legislativas.

Por seu turno, o porta-voz da presidente da Assembleia da República, Oriel Chemane, afirmou que Margarida Talapa felicitou o diplomata pelo trabalho desenvolvido ao longo da sua missão em Moçambique, considerando que a sua actuação contribuiu para o fortalecimento das relações de amizade e cooperação entre os dois povos.

Segundo Chemane, a presidente da Assembleia da República expressou ainda o reconhecimento pelo apoio multiforme prestado pela República Federal da Alemanha a Moçambique em diversos sectores de desenvolvimento, com destaque para a assistência em situações de emergência provocadas por desastres naturais que afectam ciclicamente o País.

A líder parlamentar agradeceu igualmente o contínuo apoio alemão ao processo de desenvolvimento nacional, sublinhando o contexto internacional marcado pela redução dos recursos destinados à cooperação para o desenvolvimento.

O encontro foi descrito como uma ocasião de reafirmação das boas relações entre os dois países e de compromisso com a continuidade da cooperação institucional e diplomática.

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) condenou veementemente o acto de violência ocorrido no último sábado, classificando-o como uma acção criminosa incompatível com os princípios de um Estado de direito.

Em declaração pública, o partido afirmou que a violência não constitui um método legítimo para resolver conflitos e defendeu o diálogo como o único caminho para a superação de divergências. «Se há problemas, devemos discutir, conversar e dialogar, e não recorrer à violência brutal», declarou o representante da formação política.

O MDM destacou que acredita na força dos argumentos e reiterou que os conflitos devem ser resolvidos através do debate democrático. O partido considerou o episódio uma acção criminosa e exigiu que as autoridades da Justiça realizem uma investigação imparcial e profissional para identificar e responsabilizar tanto os autores materiais como os alegados mandantes do crime.

Segundo a mesma fonte, existem indícios de que o acto tenha sido planeado, razão pela qual o partido considera fundamental o esclarecimento completo do caso. «Acreditamos que esta acção tem mandantes. Cabe às autoridades investigar e encontrar os verdadeiros culpados», afirmou.

Além de abordar o episódio de violência, o MDM aproveitou a ocasião para defender alterações nas políticas públicas nacionais, apontando a necessidade de promover mais oportunidades de emprego para os moçambicanos. O partido defendeu a criação e o fortalecimento de pequenas e médias empresas, bem como o incentivo ao sector privado e às iniciativas familiares.

A formação política manifestou preocupação com o encerramento de empresas e a redução dos investimentos registados nos últimos tempos, factores que, segundo o partido, têm contribuído para a diminuição das oportunidades de emprego no País.

Por fim, o MDM apelou ao Governo para corrigir as políticas públicas relacionadas com a geração de emprego e a atracção de investimento estrangeiro, considerando estas medidas essenciais para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se, em Washington, capital dos Estados  Unidos da América (EUA), com potenciais parceiros e investidores  norte-americanos dos sectores das infra-estruturas, turismo, energia e  financiamento internacional, numa agenda que resultou na  manifestação de interesse em reforçar investimentos em Moçambique  e apoiar projectos estratégicos de desenvolvimento económico e  social. 

Os encontros decorreram durante o primeiro dia da estadia do Chefe  do Estado nos EUA, onde vai co-presidir, hoje, à sessão  inaugural do Fórum sobre Fragilidades 2026, junto do Presidente do Grupo  Banco Mundial, Ajay Banga.

Em momentos separados, o estadista moçambicano recebeu Linda  Thomas-Greenfield, antiga Embaixadora dos EUA junto das Nações  Unidas, Garrick Gish, CEO da U.S. International Finance Partners (IFP), e  Paul Sullivan, presidente de Negócios Internacionais da ACROW  Bridge. 

No final da audiência, Linda Thomas-Greenfield destacou a  importância do encontro e reafirmou o seu compromisso em apoiar a  mobilização de investimentos para Moçambique. “E espero que,  através desta reunião e de futuras reuniões com o Governo de  Moçambique, consigamos encontrar oportunidades para trazer  investidores para o país, que venham responder às oportunidades e às  necessidades que o Presidente expôs”, afirmou. 

A antiga diplomata norte-americana explicou que, na qualidade de  representante da APCO Worldwide e colaboradora da iniciativa  liderada por Akinwumi Adesina, ligada à Cimeira de Investimento  Global em África, pretende trabalhar com o Governo moçambicano  na identificação de investidores interessados em sectores prioritários.  Segundo referiu, o Presidente Chapo apresentou necessidades ligadas  à energia, infra-estruturas e segurança, áreas consideradas  fundamentais para impulsionar o crescimento económico nacional. 

Por sua vez, Garrick Gish revelou que as conversações se  concentraram nas oportunidades existentes na indústria do turismo e  da hotelaria, sectores que considera possuírem elevado potencial  para atrair capital internacional. “Esperamos poder visitar o país  pessoalmente nas próximas semanas para analisar várias  oportunidades em diferentes mercados internos em Moçambique e  avaliar o que é que poderemos fazer, trazendo investimento direto  estrangeiro”, declarou. 

O responsável da IFP acrescentou que a empresa, especializada na  mobilização de capital e estruturação de financiamentos para  grandes projectos internacionais, pretende explorar possibilidades de  parceria com instituições financeiras norte-americanas e europeias,  associadas a marcas internacionais de hotelaria de luxo, com vista ao  desenvolvimento de novos empreendimentos turísticos no país.

No domínio das infra-estruturas, Paul Sullivan reafirmou o compromisso  da ACROW Bridge e da sua parceira Conduril na implementação do  projecto de construção de 112 pontes em Moçambique, no âmbito  do Memorando de Entendimento assinado com o Governo  moçambicano no final de Fevereiro deste ano. 

“O Presidente falou sobre o profundo compromisso com o progresso,  com os resultados. Acho que as palavras são importantes, mas as  acções são muito mais”, afirmou Sullivan, sublinhando que o projecto  está a ser desenvolvido em estreita coordenação com o Ministério dos  Transportes e Logística e a Administração Nacional de Estradas (ANE). 

Segundo o dirigente da ACROW Bridge, as partes analisaram o  progresso da iniciativa e reiteraram o objectivo de concluir a entrega  das pontes até ao final de 2026, contribuindo para melhorar a  conectividade, facilitar o transporte de pessoas e bens e reforçar a  cooperação económica entre Moçambique e os Estados Unidos da  América. 

Daniel Chapo é o único Chefe de Estado convidado ao Fórum sobre  Fragilidades 2026, devendo transmitir a experiência de Moçambique  na abordagem das temáticas do evento: Fragilidade, Segurança e  Conflito. 

O Fórum sobre Fragilidades realiza-se em intervalos de dois anos. Para  a edição 2026 contará com a participação de três mil pessoas, sendo  mil fisicamente e duas mil virtualmente, de entre gestores públicos e  privados, representantes de organizações da sociedade civil (ONGs),  académicos e quadros de instituições financeiras internacionais.

A Primeira Secretária Provincial da FRELIMO em Inhambane, Adélia Macucule, lançou um apelo firme aos quadros do partido para que assumam um papel mais activo na resolução dos problemas que afectam as comunidades, defendendo que o actual contexto nacional exige liderança, unidade e capacidade de transformar desafios em oportunidades.

A mensagem foi apresentada durante a Conferência Provincial de Quadros da FRELIMO, realizada em Inhambane, um encontro que decorre quase uma década depois da última edição e que serviu de espaço para reflexão sobre o papel do partido perante os novos desafios políticos, económicos e sociais que o país enfrenta.

Num discurso marcado por referências à história da luta de libertação nacional e por constantes apelos à responsabilidade política, Adélia Macucule afirmou que a conferência não deve ser encarada como um simples encontro interno, mas como um momento de redefinição do compromisso dos dirigentes com o povo.

“A história ensina-nos que os grandes desafios nunca foram vencidos pela improvisação, mas sim pela organização, disciplina, unidade e pela capacidade de transformar dificuldades em oportunidades”, afirmou perante centenas de quadros do partido.

A dirigente começou por enquadrar a reunião no contexto das celebrações dos 51 anos da Independência Nacional, considerando que a geração actual tem a responsabilidade de consolidar os ganhos alcançados e preparar o país para um novo ciclo de desenvolvimento.

Para Adélia Macucule, Moçambique atravessa uma fase particularmente exigente, marcada pelo desemprego juvenil, pelos impactos das mudanças climáticas, pelo aumento do custo de vida e pelo surgimento de discursos que, na sua perspectiva, procuram dividir os moçambicanos e enfraquecer as instituições do Estado.

Perante este cenário, defendeu que a resposta não pode ser a acomodação nem o silêncio.

“A FRELIMO foi forjada nos momentos mais difíceis da história deste país. Foi na adversidade que aprendemos a resistir e na escassez que aprendemos a construir. Este não é momento para desânimo. É momento para trabalho, para reforçar a ligação entre o Partido e o povo, para escutar mais, compreender melhor e responder com maior eficácia às preocupações dos cidadãos”, declarou.

Ao longo da intervenção, a Primeira Secretária insistiu que os quadros do partido devem assumir uma postura mais interventiva e próxima das comunidades, rejeitando uma actuação limitada à gestão administrativa.

Segundo afirmou, os dirigentes da FRELIMO devem posicionar-se como agentes de transformação social, capazes de mobilizar cidadãos, organizar comunidades e encontrar soluções concretas para os problemas locais.

“O povo não espera de nós discursos, mas sim respostas, liderança e exemplo”, sublinhou.

Num dos momentos mais marcantes da sua intervenção, Adélia Macucule alertou para aquilo que considera serem ameaças internas ao próprio partido, identificando a intriga, o individualismo, a indisciplina e a cultura de conflito permanente como factores que podem comprometer a capacidade de organização da FRELIMO.

Na sua visão, nenhuma organização consegue alcançar resultados quando as suas energias são consumidas por disputas internas, defendendo que a unidade continua a ser o principal activo político do partido.

A dirigente apelou, por isso, ao reforço da ética, da disciplina e da responsabilidade política, lembrando que os cargos de direcção representam uma missão de serviço público e não privilégios pessoais.

“Cada quadro deve sentir-se guardião dos valores da FRELIMO. Cada dirigente deve compreender que o cargo que ocupa não é um privilégio pessoal. É uma missão de serviço ao povo e ao país”, afirmou.

Num momento em que o partido começa a preparar futuras batalhas políticas e eleitorais, Adélia Macucule procurou afastar a ideia de que as vitórias se conquistam apenas durante os períodos de campanha.

Segundo explicou, o sucesso político constrói-se diariamente através da resolução dos problemas das comunidades, do fortalecimento dos órgãos de base e da manutenção de uma relação permanente de proximidade com os cidadãos.

Para a dirigente, a força da FRELIMO não assenta apenas no seu percurso histórico, mas sobretudo na capacidade de continuar presente nas comunidades, organizar a sociedade e responder às necessidades do país.

“A história, por si só, não garante o futuro”, advertiu, defendendo a necessidade de renovação permanente do partido, da formação de novos quadros, da valorização da juventude e da colocação do interesse nacional acima dos interesses individuais.

Ao encerrar a intervenção, Adélia Macucule afirmou que a actual geração recebeu uma missão diferente daquela que conduziu a luta de libertação nacional.

Se aos fundadores coube conquistar a independência, considera que cabe agora aos actuais dirigentes consolidar o desenvolvimento, preservar a paz, fortalecer a unidade nacional e criar melhores oportunidades para as futuras gerações.

“O futuro será conquistado pela nossa capacidade de nos reinventarmos, de corrigirmos erros, de valorizarmos a juventude e de colocarmos sempre o interesse nacional acima de qualquer interesse individual”, afirmou.

A Conferência Provincial de Quadros da FRELIMO decorre numa altura em que o partido intensifica o processo de preparação da 11.ª Conferência Nacional de Quadros, prevista para Agosto próximo, e assume um papel estratégico na definição das prioridades políticas e organizacionais da formação política na província de Inhambane.

Mais do que uma reunião partidária, o encontro serviu para reafirmar uma mensagem central: perante um contexto marcado por desafios económicos, sociais e climáticos, a liderança da FRELIMO em Inhambane entende que a resposta deve passar por maior proximidade com as comunidades, mais disciplina interna e um envolvimento activo dos seus quadros na procura de soluções para os problemas que afectam diariamente os moçambicanos.

A Renamo exige uma posição firme do Governo sul-africano face aos ataques xenófobos que já afectaram mais de 1.500 moçambicanos naquele país vizinho. O partido da oposição defende uma reacção recíproca por parte da população moçambicana, em nome do que considera ser a defesa da soberania nacional.

Esta é a primeira reacção da RENAMO, enquanto partido, à vaga de actos xenófobos na África do Sul, que desde Maio tem provocado vítimas mortais e deslocados.

Em conferência de imprensa, a RENAMO considerou insuficiente a resposta do Governo moçambicano perante a situação.

“Tenho acompanhado igualmente o posicionamento do Governo de Moçambique, que tem pautado por um discurso de diplomacia, de resolução diplomática. Enquanto isso, os nossos irmãos, as nossas irmãs, os nossos pais e os nossos avós vivem situações catastróficas, sendo tratados como marginais e mendigos na República da África do Sul, que outrora tínhamos como um país irmão, um país amigo. Mas, como devem saber, nas relações entre os Estados não existem relações de amizade, existem relações de interesses”, afirmou o porta-voz da RENAMO, Marcial Macome.

Na sequência do prazo estabelecido por alguns grupos sul-africanos para a saída de estrangeiros daquele país, a RENAMO defende que Moçambique adopte medidas de reciprocidade.

“Nós, enquanto RENAMO, entendemos que é chegada a altura de, do mesmo modo que a África do Sul, ou uma parte dos sul-africanos, delimitou o dia 12 como o último dia para que os estrangeiros abandonem aquele território, também nós, enquanto moçambicanos, enquanto irmãos daqueles que foram expropriados, expatriados e que perderam o seu património, construído com muito suor e trabalho na África do Sul, tomemos uma posição.

Temos connosco uma lista que inclui diversos empreendimentos sul-africanos na República de Moçambique. Estamos a falar de lodges construídos desde a Ponta Malongane, Ponta do Ouro, Marracuene, Macaneta, Inhambane, Gaza e Vilankulo. Uma vez que os nossos irmãos foram expropriados e privados dos seus bens, exigimos uma posição firme do Governo da África do Sul e da Embaixada sul-africana para que sejam tomadas medidas que minimizem a situação de pobreza e de perda enfrentada pelos nossos compatriotas.

Caso contrário, até ao dia 12 poderemos entregar esta lista aos nossos irmãos que perderam os seus bens na África do Sul, para que ocupem estas residências e estabelecimentos. Afinal, são empreendimentos construídos em território moçambicano e há necessidade de salvaguardar a soberania, a dignidade e o respeito pelos moçambicanos”, declarou o porta-voz.

O partido exige ainda a materialização urgente dos contactos que o Governo moçambicano tem vindo a manter com as autoridades sul-africanas, com vista ao fim dos actos de xenofobia.

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