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O País – A verdade como notícia

Moçambique reafirma compromisso com a CPLP no Conselho de Ministros em Timor-Leste

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso, participa, esta quarta-feira, em Díli, Timor-Leste, na 31.ª Sessão do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde irá reafirmar o compromisso de Moçambique com os princípios e objectivos

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, entende que 7 de Setembro marca o dia da reconciliação entre os moçambicanos e os portugueses. Por isso mesmo, a vitória não foi apenas para uns, mas para ambos os povos. 

Numa intervenção feita durante as celebrações dos 50 anos dos Acordos de Lusaka, na Cidade da Matola, Joaquim Chissano contou os contornos complexos que culminaram com o encontro na capital zambiana, a 7 de Setembro de 1974. Segundo lembrou, os acordos foram assinados de manhã, entre a FRELIMO, representada por Samora Machel, e o Estado português, representado por uma delegação enviada a Lusaka.

De acordo com Joaquim Chissano, houve várias tentativas de se sabotar a vitória conquistada pelos moçambicanos ao longo dos anos. Por exemplo, a guerra de desestabilização. Em todas as tentativas, a unidade dos moçambicanos prevaleceu. 

O antigo Presidente da República contou que houve diversas fases de negociação, antes do 7 de Setembro. Primeiro, em Lusaka. Logo no princípio, as dificuldades deveram-se ao facto de a delegação portuguesa não ter mandato para aceitar a principal exigência da FRELIMO: a independência. 

Antes da segunda fase das negociações, Chissano contou que houve vários contactos da FRELIMO na Europa. “Enviamos emissários para Portugal e descobrimos que o poder não estava naquele Governo, mas naqueles oficiais que tinham combatido contra nós aqui em Moçambique. Fizemos o estudo e decidimos que devíamos fazer esse diálogo e houve encontros em Portugal, Inglaterra, Holanda, Dar es Salaam. Assim, fomos construindo consensos, preparando a segunda ronda das negociações, que se deu em Setembro, que culminou com a aceitação das nossas exigências”. 

Chissano contou ainda que houve várias propostas de datas para a independência, designadamente, 3 de Fevereiro, 25 de Junho e 25 de Setembro. Com efeito, preferiu-se 25 de Junho, o que fez com que o Governo de Transição, ao invés de um ano, levasse nove meses de trabalho até à proclamação da independência.

 

O candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, é uma das personalidades presentes nas cerimónias de celebração dos 50 anos dos Acordos de Lusaka, na Cidade da Matola.

Referindo-se à data, Daniel Chapo defendeu que a juventude moçambicana deve se inspirar no Dia da Vitória para preservar a independência, a paz, a soberania e a integridade terirrotial, pois disso depende o desenvolvimento do país.

Segundo entende o candidato presidencial da Frelimo, o Dia da Vitória é de qualquer moçambicano, independentemente da sua religião, origem e filiação políotica. Por isso mesmo, Chapo interrompeu a campanha eleitoral para celebrar a vitória. Amanhã retoma ao trabalho.

Chapo disse que o 7 de Setembro foi, sem dúvidas, o primeiro passo para o alcance da independência nacional, o que garantiu a soberanania e integridade territorial que precisa ser preservada.

Falando à televisão pública, Chapo terminou dizendo que Moçambique cresceu e desenvolveu bastante desde a nossa independência nacional. Não chegavam cinco médicos, quando a independência foi proclamada. Hoje, temos médicos espalhados por todo o país. Tínhamos apenas uma instituição do ensino superiror, agora temos várias”.

 

 

 

 

O Ministro do Interior, Pascoal Ronda, disse, na manhã deste sábado, na Matola, que há autoridades competentes que estão a tratar do caso da detenção ilegal de um alfandegário, na Província de Nampula.

Mesmo sem entrar em pormenores, Pascoal Ronda recusou-se a entrar em pormenores, defendendo que é preciso que respeite o trabalho que está a ser feito no sentido de apurar a verdade. Ainda assim, o Ministro do Interior afirmou que o processo de desenvolvimento do país é feito de desafios, ora com actos correctos, ora com actos não correctos praticados por pessoas. Contudo, sublinhou, um acto não deve comprometer a ideia de Estado democrático que Moçambique é.

O Ministro do Interior referiu-se ao caso da detenção ilegal de um alfandegário em Nampula à margem da cerimónias de celebração dos 50 anos dos Acordos de Lusaka, assinados a 7 de Setembro de 1974, na capital zambiana, entre a FRELIMO e o Estado Português. Momentos antes do evento realizado na Cidade da Matola, Pascoal Ronda disse à imprensa que os feitos do 7 de Setembro marcam o percurso dos moçambicanos, inclusivamente, por ser determinante para o desenvolvimento do país.

O país celebra, hoje, os 50 anos dos Acordos do Lusaka, assinados entre a FRELIMO e Portugal a 7 de Setembro de 1974, na capital zambiana. Os acordos tornaram possível a independência nacional no seguinte.

Reagindo à efeméride, a Presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, disse que 7 de Setembro é uma data que merece ser preservada e divulgada por todos os moçambicanos, pois, segundo entende, contribuiu e contribui para a afirmação da moçambicanidade. “7 de Setembro, o dia da nossa moçambicanidade. Foi a 7 de Setembro que tivemos os Acordos de Lusaka, que permitiram que hoje sejamos independentes. É uma data que todos nós devemos preservar e divulgar”.

Para  Esperança Bias, que falava para a televisão pública, 7 de Setembro faz parte da história de Moçambique. “Graças ao 7 de Setembro, nós, hoje, temos uma nacionalidade moçambicana. Somos os donos do nosso país e devemos, continuamente, valorizar todos os que permitiram que o 7 de Setembro acontecesse”.

Na percepção da Presidente da Assembleia da República, o maior ganho do 7 de Setembro é a independência dos moçambicanos e a sua identidade. E ainda acrescentou: “Ao longo deste percurso, mais moçambicanos tiveram acesso à educação, à saúde e a viver em paz. Compete a nós, como cidadãos, divulgar a nossa história, através dos currículos escolares, dos museus e dos monumentos históricos”.

Presente nas cerimónias de celebração, a Ministra dos Combatentes, Josefina Lupelo, também sublinhou que o 7 de Setembro é uma data histórica, que culminou com a liberdade de todo um povo. “Os Acordos de Lusaka levaram-nos a esta paz efectiva que estamos a testemunhar”.

Josefina Lupelo referiu, igualmente, que é necessário o país render homenagens aos combatentes que foram mentores da liberdade. “Devemos perpetuar esta data e transmitir aos mais novos o significado de quanto custou a liberdade de Moçambique”, terminou.

O Presidente da República reúne-se hoje, na capital chinesa, Beijing, com o seu homólogo, XI Jinping, no âmbito da visita de trabalho que efectua à República Popular da China. 

Ontem, segundo escreve a Rádio Moçambique, Filipe Nyusi encorajou a embaixada de Moçambique a continuar a fazer o acompanhamento e dar assistência aos moçambicanos que residem neste país asiático.  

E, numa reunião que manteve com a comunidade moçambicana residente na China, Nyusi alertou sobre os riscos associados ao desconhecimento de concidadãos residentes na diáspora.

O Presidente da República quer que as relações económicas entre Moçambique e China continuem a impulsionar a criação de mais postos de emprego e geração de renda. Filipe Nyusi participou, esta segunda-feira, no Fórum Empresarial Moçambique-China.

Durante o seu discurso, na abertura do fórum empresarial Moçambique-China, na cidade chinesa de Jinan, Filipe Nyusi começou por apresentar aos participantes as potencialidades e oportunidades de investimento em Moçambique, em diversas áreas.

“Moçambique localiza-se na costa Oriental de África, é interveniente incontornável no comércio regional e internacional. Adicionalmente, conjugado com o atributo anterior, permite que Moçambique seja um país ideal para a localização de empreendimentos produtivos orientados para o mercado regional africano e global. Dos principais produtos exportados, destacam-se: carvão mineral, gás natural, alumínio em formas brutas, minérios de titânio, energia eléctrica, fios de alumínio, castanha de caju e óleos”, explicou Filipe Nyusi.

No evento de negócios, o Presidente da República explicou que as potencialidades de que Moçambique dispõe são mais do que suficientes para que o empresariado chinês continue a apostar o seu investimento no país, com olhos postos na criação de mais empregos.

“Convido os empresários chineses a apreciarem as oportunidades de investimento que Moçambique oferece. É nossa expectativa e convicção que as iniciativas de investimentos e parcerias que surgirão irão contribuir para a criação de empregos estáveis e de qualidade e para a transferência de tecnologias e capacitação dos trabalhadores.”

Segundo o Chefe do Estado, o ambiente de negócios no país é estável, o que permite reforçar a cooperação com a China.

“Moçambique, que cresceu em 5,1 por cento do seu PIB em 2023, apresenta boas expectactivas de crescimento económico, como dissemos, com uma estimativa de 5,5 (por cento) para este ano. Apresenta uma situação macroeconómica estável, reflectida por uma redução de inflação, situada em 3 por cento, no primeiro trimestre deste ano, implicando a redução das taxas de juro de mercado.”

O fórum empresarial Moçambique-China antecede a nona Cimeira do Fórum de Cooperação China-África, a realizar-se em Beijing, de 04 a 06 de Setembro corrente, evento no qual Nyusi poderá fazer parte.

O advogado da família do Guebuza, Alexandre Chivale, foi detido na manhã desta segunda-feira, na Direcção de Migração da Província de Maputo, quando tentava fazer a captação de dados para a renovação do seu passaporte. Era a primeira vez que tentava renovar o passaporte pessoalmente, depois de várias tentativas de actualização à distância.

A detenção ocorreu por volta das 11h, em cumprimento de um mandado de captura emitido pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, durante o julgamento do caso das dívidas ocultas, na B.O. Desde essa altura Chivale esteve fora do país, até ser visto publicamente em meados deste ano.

“Confirmamos a detenção”, disse ao Jornal O País a porta-voz da Migração na Província de Maputo, Carmen Mazenga, acrescentando que “só cumprimos o mandado que tínhamos há algum tempo”. A Migração remeteu mais detalhes à Procuradoria da Cidade de Maputo.

Segundo fonte próxima ao caso, Alexandre Chivale foi levado da Matola até ao Tribunal Judicial do Distrito Kampfumo, onde foi ouvido no quadro do processo de desobediência, que foi aberto contra si. Horas depois, foi liberto, devido a uma contradição entre os despachos do tribunal e da procuradoria.

Daniel Chapo continua a privilegiar comícios populares para pedir votos. O candidato presidencial da Frelimo esteve hoje em Sussundenga, Manica, onde disse que a agricultura será a sua maior aposta para desenvolver a província.

Ao décimo dia da campanha eleitoral, Daniel Chapo escalou o distrito de Sussudenga, no âmbito do périplo de três dias que faz pela província de Manica. Diante de centenas de potenciais eleitores, o candidato presidencial da Frelimo prometeu criar mais farmas para empregar jovens, por meio da aposta na agricultura.

À semelhança de outros pontos onde deixou a mesma promessa, em Sussudenga, Daniel Chapo diz que vai criar um Banco de Desenvolvimento se for eleito, que vai permitir financiar iniciativas de auto-emprego para jovens. A construção e reabilitação de infra-estruturas é outra promessa deixada por Chapo.

Para Daniel Chapo, a sua experiência de governação pelas províncias é mais do que suficiente para que lhe sejam confiados os destinos do país nos próximos cinco anos.

Os membros do partido do “galo” dedicaram este domingo, o nono dia da campanha eleitoral, para visitar o Mercado Grossista do Zimpeto e o parque terminal de “chapas”, onde pediram votos a favor do MDM e do seu candidato presidencial, Lutero Simango.

Empunhando a bandeira, a comitiva composta maioritariamente pelo grupo juvenil daquele emblema político convenceu o eleitorado a votar no seu candidato com promessas de organizar o comércio informal, bem como prover condições de financiamento de projectos de jovens.

Segundo Ismael Nhacucue, o seu partido tem projectos de reformas do comércio informal. “O nosso grande objectivo é melhorar cada vez mais a qualidade de vida dos moçambicanos. Com isso, vamos organizar o comércio informal e todos os que nele estão inseridos. Nós sabemos que a nossa economia é basicamente informal. Vamos assegurar que este negócio se torne cada vez mais formal e, desta forma, garantir que todos os moçambicanos tenham pós-reforma garantida”, disse.

Depois do parque do Zimpeto, os membros do MDM foram concentrar-se defronte do campo anexo ao Estádio Nacional do Zimpeto, onde fizeram a festa em caravana.

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