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O País – A verdade como notícia

Moçambique reafirma compromisso com a CPLP no Conselho de Ministros em Timor-Leste

A Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso, participa, esta quarta-feira, em Díli, Timor-Leste, na 31.ª Sessão do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde irá reafirmar o compromisso de Moçambique com os princípios e objectivos

O candidato da Renamo a Presidente da República, Ossufo Momade, garante que, caso seja eleito, vai, junto com o seu partido, mostrar como é que se governa. Momade acrescenta que a Frelimo não sabe governar, e pede para ser eleito, para, em pelo menos um mandato, mostrar como governar.

Ossufo Momade iniciou o seu périplo na cidade de Nampula. No seu discurso, ironizou dizendo que já ressuscitou, num acto de saudação e apresentação da sua candidatura e manifesto eleitoral à população de Nampula. 

Ossufo Momade garante que, neste ano, a Renamo não vai falhar. O candidato diz que é preciso fazer reformas na Função Pública, combater a corrupção e apostar na agricultura mecanizada, de modo a desenvolver o país.

“Convido professores, médicos e enfermeiros a votarem em mim e na Renamo, para resolvermos os vossos problemas. Esteve Chissano, prometeu futuro melhor. Veio Guebuza, dizendo que ia combater a corrupção e não fez nada. Nyusi vai sair pela porta pequena. Está a deixar o país mais pobre, está a deixar o país sem hospitais e sem escolas”, disse.

Os populares presentes no campo dos macondes aplaudiam Ossufo sempre que deixava ficar a sua visão de governação, que vai se centrar na elevação da consciência da cidadania moçambicana, respeito pela lei e pelas instituições do Estado, onde, segundo Momade, as pessoas devem trabalhar para o aumento da produção e da produtividade.

Ossufo Momade fez a abertura oficial da sua campanha uma semana depois do início da incursão de “caça ao voto”.

O candidato a Presidente da República, Venâncio Mondlane, prometeu, caso seja eleito, criar um estatuto do combatente, para que todos os guerrilheiros sejam considerados combatentes, sem exclusão. O candidato presidencial apoiado pelo PODEMOS garantiu também a criação de bolsas de estudo para os filhos dos antigos combatentes.

“Vamos criar um estatuto do combatente, seja ele da luta de libertação, da luta da democracia ou os jovens que estão em Cabo Delgado, todos eles vão ser considerados combatentes da mesma maneira. Também quero garantir a esses combatentes que todos os seus filhos, o Estado vai assumir para dar bolsas de estudo a todos eles para não pagarem nada na escola”, referiu Venâncio Mondlane, em Morrumbala, província de Zambézia.

Venâncio Mondlane disse ainda que quer formar os antigos combatentes para que eles tenham outras fontes de renda que sejam seguras. O candidato mencionou também o problema das estradas esburacadas. 

As promessas não pararam por aqui, Mondlane também prometeu mais emprego aos jovens. “Não queremos um país onde o filho vai à escola, mas para ter emprego o pai tem que pedir emprestado 10 ou 20 mil para pagar o emprego para o seu filho, isso acabou”. 

“Não queremos também um país em que se fecham hospitais, escolas e outros serviços apenas para receber o presidente de um partido. Um país que diz ser rico, que tem ouro, diamante, gás, mas não vemos, de manhã, no prato, esse gás é esse petróleo. Queremos ver as riquezas no almoço, no jantar e cada dia das nossas vidas”, disse Venâncio Mondlane. 

O candidato da Frelimo iniciou, este Domingo, um périplo pela província de Manica, que vai durar três dias. A entrada foi a cidade de Manica, a segunda maior daquela província, que tem como principais actividades económicas a  exploração do ouro e a agricultura.

Quanto à exploração do ouro, Chapo quer ver as empresas que exploram este minério a contribuírem mais para o desenvolvimento das comunidades onde estão a fazer a exploração. Quer que as empresas se organizem para, primeiro, respeitarem as comunidades locais e, depois, fazerem uma exploração que respeite o ambiente e não polua os rios, e contribuam mais para as receitas do Estado.

Quer ainda apoiar jovens organizados em associações para que tenham áreas onde podem explorar o ouro, de forma a melhorarem as suas condições de vida, com apoio do Estado. Por outros lado, quer organizar os garimpeiros para que possam melhorar as técnicas que usam na extração mineira, e assim venderem localmente o ouro produzido às empresas que operam em Manica, a preço justo.

Voltou a prometer a atracção de investidores que possam instalar grandes farmas e fábricas de agro-processamento de modo a criarem postos de trabalho para jovens.

Prometeu também energia eléctrica em Mavonde, alargamento do abastecimento de água, construção de uma escola secundária em Vumba e noutras localidades. Prometeu ainda uma unidade hospitalar em Mavonde.

O candidato da Renamo, Ossufo Momade, faz o lançamento oficial da sua campanha na cidade de Nampula, na província do mesmo nome, uma semana depois do início da campanha eleitoral. Ossufo Momade foi recebido por membros e simpatizantes do seu partido, com destaque para o cabeça-de-lista do partido que concorre ao cargo de governador da província de Nampula.

O candidato presidencial da Renamo já está em Nampula. Desembarcou esta manhã num voo comercial da LAM. Num ambiente em que o céu estava cinzento, uma multidão “inundava” o pátio do aeroporto de Nampula onde ouvia-se cânticos de exaltação ao candidato da Renamo.

Numa declaração breve dada a conhecer pelo gabinete de comunicação de Ossufo Momade, foi avançado que o candidato presidencial   vai dirigir uma passeata a partir do Aeroporto de Nampula até ao campo dos Marcondes onde vai lançar a corrida de “caça ao voto”.

O cabeça de lista da Renamo, António Muchanga, diz que o seu partido vai investir para destruir as células partidárias no parelho do Estado. Muchanga falava em reação a um vídeo em que supostos funcionários públicos de um hospital falavam do candidato presidencial da Frelimo. 

Com a chuva a cair nas Cidades de Maputo e Matola, a vida corre timidamente, mas ainda assim, a actividade política continua ao rubro. Por um lado, os partidos políticos fazem reuniões de balanço semanal, por outro, a caça ao voto continua.  A Renamo, na província de Maputo, saiu à rua e esteve no mercado da Madruga, no centro da cidade da Matola.

Na ocasião, Muchanga condenou o que chamou de partidarização do Estado em alusão a um vídeo que está a circular em plataformas digitais, no qual aparecem funcionários públicos, alegadamente afectos a um hospital, exaltando o candidato presidencial do partido Frelimo.

“Nós vamos investir na despartidarização do Estado, porque o Estado não pertence a nenhum partido, o Estado é de todos os moçambicanos. A Frelimo não deve continuar a fazer isso, é preciso continuar a lutar contra isso “.

Fora a crítica ao  vídeo, Muchanga falou do manifesto do partido Renamo, destacando melhorias e reformas em sectores essenciais como a saúde, educação e infraestrutura.

Este sábado Muchanga diz que vai “caçar” votos no Distrito de Namaacha.

O candidato da Frelimo, Daniel Chapo, continua a trabalhar na província de Tete. Tem comícios agendados na vila de Chitima, sede do distrito de Cahora Bassa, distrito de Magoé e na vila Autárquica de Changara, todos eles localizados no sul da província de Tete.

No comício que dirigiu em Chitima falou da sua experiência de governação desde que foi administrador distrital em Nacala-a-Velha, onde dirigiu o processo de reassentamento para dar lugar à construção da linha férrea que liga Nacala a Moatize e um porto para exportação de carvão mineral.

Chapo disse que é pelo sucesso que teve no trabalho como administrador que foi enviado a Palma, onde havia o desafio de se realizar o reassentamento para dar lugar aos mega-projectos de exploração do gás natural. Depois de isso, foi enviado a Inhambane já como Governador. 

Pelo bom trabalho que fez, Chapo gaba-se de ter sido o único governador provincial que a Frelimo manteve como candidato para o mesmo cargo, mesmo depois da introdução da eleição de governadores provinciais, facto que se deu devido ao apelo da população de Inhambane.

Daniel Chapo acredita que foi pelo seu percurso que foi escolhido pelo partido para se candidatar ao cargo de Presidente da República, pois tiveram em conta a sua experiência de governação bem sucedida. 

E esclareceu que é dessa forma que a Frelimo escolhe as pessoas para dirigir o país, tendo sempre em conta a experiência de governação anterior, pois o partido está preocupado em melhorar a qualidade de governação. 

Por conta disso, considera-se um motorista experiente, diferentemente dos outros candidatos que não têm nenhuma experiência de governação, e, por isso, não são bons motoristas, nem têm carta de condução.  Pelo que perguntou à sua audiência: “qual motorista vão escolher no dia 9 de Outubro? Os que nem sabem conduzir ou o experiente?”

Indo às promessas eleitorais, Chapo diz que a primeira acção da sua governação vai ser restaurar a paz em todo o país, porque considera os ataques terroristas em Cabo Delgado um ataque a todo o país, pelo que, deve-se restaurar a paz. 

Em segundo lugar, a grande prioridade é o desenvolvimento do capital humano, com particular atenção para os jovens que têm o emprego como uma grande preocupação. Pelo que, promete usar os recursos colectados das empresas que exploram os recursos minerais em Tete para o desenvolvimento da Província, pois os recursos não devem apenas beneficiar os distritos explorados, mas todos os outros. E com esse dinheiro deve construir-se mais estradas, escolas, hospitais, levar água potável a mais gente, energia eléctrica. 

Por outro lado, promete apostar na agricultura para que os jovens que vivem em Tete trabalhem nas grandes firmas e indústrias de processamento que deverão ser instalados nos distritos com elevado potencial agrícola. 

Outra preocupação dos jovens que Chapo quer resolver é o acesso à habitação, tendo proposto duas soluções para o efeito. A primeira é a construção de casas sociais que os jovens podem pagar em prestações por 10 ou 20 anos. E a segunda opção é a infra-estruturação de terrenos, através de  colocação de estradas, água e energia e entregar aos jovens. 

Falou ainda do apoio e financiamento ao empreendedorismo. Tal será viabilizado através da criação de um Banco de Desenvolvimento, um banco para o povo, que deverá levar dinheiro aos distritos, com taxas de juro acessíveis, para emprestar aos jovens, às mulheres e aos homens. 

O candidato da Frelimo à Presidência da República prometeu igualmente a construção de centros de formação técnico-profissional, para que jovens que não consigam continuar com os seus estudos possam ser formados para que tenham uma profissão que lhes vai permitir gerar trabalho e rendimento.

O candidato reconhece, no entanto, que tudo o que está a prometer só vai acontecer de forma eficaz se o seu governo combater certos males. Tal é o caso da corrupção que considera que é um mal que rouba ao povo, enriquecendo alguns e aprofundando a pobreza de muitos. 

Chapo quer acabar com a corrupção nas fronteiras e nas estradas, diz não fazer sentido que, em cada 5 km, a Polícia de Trânsito tenha postos de controlo para exigir documentos aos condutores. Na sua governação, diz que não quer ver mais a polícia a esconder para medir velocidade nas estradas com o objectivo de “extorquir” os automobilistas.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, durante a sua visita ao Malawi, que não houve concessão do Porto de Nacala, em Nampula, ao Governo malawiano, tal como é especulado por alguns cidadãos.

O Chefe do Estado, citado pela Rádio Moçambique, explicou, num encontro com a comunidade moçambicana, que o Governo concedeu apenas um espaço de terra fora da área operacional do Porto de Nacala, para o Malawi basear o seu porto seco que servirá para armazenar a carga geral em trânsito, enquanto se aguarda a sua evacuação.

No encontro, a comunidade moçambicana no Malawi enalteceu os esforços do Presidente da República no restabelecimento da paz efectiva em Cabo Delgado e agradeceu pelo facto de ter enviado uma equipa do registo civil para documentar os moçambicanos residentes no Malawi.
No país, o Presidente da República participou, como convidado de honra, na vigésima Feira Nacional Agrícola do Malawi, em que Moçambique se faz representar pelas províncias de Sofala, Tete, Manica e Zambézia.

A visita do Chefe do Estado tinha como objectivo o reforço e aprofundamento das relações históricas de amizade, solidariedade e cooperação existentes entre os dois países.

O ministro da Defesa, Cristóvão Chume, defende que os países da África Austral devem aprimorar a legislação sobre terrorismo, considerando a troca de experiências, e adoptar uma abordagem holística fundamental para travar a insurgência na região.

Chume falava durante uma conferência sobre prevenção de conflitos na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em Maputo, que juntou especialistas, governos e sociedade civil na capital moçambicana.

Para Cristóvão Chume, a experiência do apoio que Moçambique recebeu da SADC, no combate ao terrorismo, em Cabo Delgado, trouxe resultados assinaláveis, com destaque para a desactivação de bases terroristas nos distritos de Muidumbe, Nangade e Macomia, entre os mais afectados pelas incursões rebeldes naquela província do Norte do país.

Segundo a Lusa, a Missão Militar da SADC em Moçambique (SAMIM, na sigla inglesa) entregou, a 4 de Julho, às autoridades moçambicanas diverso material bélico que capturou dos terroristas na província de Cabo Delgado, Norte do país, na conclusão da mesma.

A SAMIM estava em Cabo Delgado desde meados de 2021 e, em Agosto de 2023, a SADC aprovou o prolongamento por mais 12 meses, até Julho deste ano, prevendo um plano de retirada progressiva.

A missão compreendeu tropas de oito países da SADC, “trabalhando em colaboração com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique e outras tropas destacadas para Cabo Delgado”.

O MDM em Maputo promete melhorar o saneamento do meio no bairro da Machava-Bunhiça, na autarquia da Matola, onde há também o problema de desemprego dos jovens.

O Município da Matola é, nos últimos tempos, vítima de inundações. O bairro da Machava-Bunhiça é também vítima dos eventos extremos da natureza. É para aquele bairro que a cabeça-de-lista do MDM, Fátima Mimbire, trabalhou na manhã desta quinta-feira.

“Aqui onde estamos há problemas com o saneamento do meio, quando chove, este bairro todo fica alagado. Nós nos propomos a resolver os problemas de inundações aqui”, prometeu.

Mas a outra constatação é que naquela área residencial há jovens desempregados em número preocupante e a candidata diz ser necessário apostar no ensino técnico-profissional, de modo a adoptar os jovens de competências para que consigam promover o auto emprego.

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