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PR quer reforçar cooperação económica com a província chinesa de Hunan

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, manifestou na sexta-feira, em Changsha, interesse em aprofundar a cooperação económica e comercial com a província chinesa de Hunan, tendo convidado as suas autoridades a deslocarem-se a Moçambique acompanhadas por uma missão empresarial.  A posição foi expressa durante um encontro com o Secretário

A Frelimo diz que foi com profunda dor e consternação que a Comissão Política, o Secretariado do Comité Central, os membros e simpatizantes do partido receberam a notícia do falecimento de Luísa Diogo.

“Neste momento de luto, endereçamos à família enlutada, as mais sentidas condolências e a nossa solidariedade”, escreve o partido, num comunicado no qual também explica que a informação sobre as exéquias serão anunciadas oportunamente.

O analista político Borges Nhamire diz que apesar de um ano de governação ser pouco tempo, há resultados concretos que o presidente da República devia apresentar. Por outro lado, Régio Conrado entende que Daniel Chapo deve reforçar mecanismos de responsabilização dos servidores públicos corruptos.

Há um ano Daniel Francisco Chapo jurou servir ao povo moçambicano como Presidente da República em resultado das eleições gerais de 2024. O Chefe de Estado tomou posse a 15 de Janeiro de 2025, num ambiente de tensão social, o que levou a que no seu primeiro discurso fizesse grandes promessas de mudanças estruturantes em todos os sectores. 

Um ano depois, embora reconheça que 12 meses é pouco tempo para avaliar o que foi cumprido das promessas feitas, Borges Nhamire, pesquisador e analista político, entende que há coisas que já deviam ter saído do papel.

“O sector de segurança, combate ao crime organizado e corrupção, nós não estamos a ver nada de concreto. O presidente entrou e encontrou um dossiê muito grande chamado Dívidas Ocultas e não está a desenvolver.” Afirmou Borge Nhamirre, reconhecendo que embora as dívidas ocultas sejam uma matéria de justiça, também têm um cunho político, por isso “exigem uma dimensão política e coragem para colocar o processo em andamento”, desafiou.  

Nhamire prosseguiu citando o combate ao terrorismo e ao crime organizado como áreas que alega não ter avanços notáveis do governo da Daniel Chapo, e lamenta que as pessoas detidas nos crimes de rapto, sejam apenas os executores e auxiliares. 

Régio Conrado, por outro lado, entende que do primeiro ano não se pode esperar resultados de grande impacto, porém, refere que em 2015, Daniel Chapo lançou as bases de refundação do Estado, mas precisa melhorar os mecanismos de responsabilização dos servidores públicos.

“É preciso aprofundarmos os mecanismos de responsabilização daqueles que cometem crimes de corrupção de forma a dissuadir aqueles que pretendem seguir os mesmos caminhos”, sugeriu Conrado.

Por outro lado, o analista político falou dos carteis que “sugam de forma desproporcional e colocam em causa o interesse nacional”, recomendando, por isso, ao Presidente da República, a ser intolerante à corrupção no seu segundo ano de mandato.

Durante o primeiro ano de governação de Daniel Chapo, a multinacional francesa Total anunciou o levantamento da força maior, simbolizando a retoma aos mega projectos de gás natural liquefeito no norte do país.

 

O presidente da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, afirma que as inundações que têm assolado várias regiões do país resultam da corrupção e da gestão danosa do governo. Segundo o político, ao longo dos últimos 20 anos Moçambique beneficiou de financiamentos milionários destinados à melhoria do saneamento urbano, mas grande parte desses recursos terá sido desviada do seu propósito inicial. Mondlane anunciou ainda que o seu partido vai apresentar, em breve, uma proposta para a criação de um fundo nacional de mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Enquanto a iniciativa não é formalizada, orientou todas as delegações do partido, a nível nacional, a abrirem as suas portas para acolher as vítimas das cheias.

O país atravessa dias difíceis devido às inundações que continuam a destruir casas, vias de acesso e outras infraestruturas essenciais. Para Venâncio Mondlane, o sofrimento das famílias afetadas, sobretudo na cidade de Maputo, poderia ter sido evitado, tendo em conta os avultados investimentos feitos ao longo dos últimos anos na área do saneamento.

“A começar pela cidade de Maputo, como todos nós sabemos, talvez seja importante recordar ou refrescar a memória de algumas pessoas. Nos últimos dez anos, a cidade de Maputo contou com um projeto denominado ProMaputo, implementado em duas fases. A primeira fase foi dedicada à capacitação institucional e a segunda centrou-se em ações operativas, sobretudo nas áreas do saneamento, da ação social, entre outras. Este projeto consumiu cerca de 135 milhões de dólares”, recordou Mondlane.

Segundo explicou, os investimentos não se limitaram a esse projeto. “Desde 2021 até ao presente ano, está em curso o Programa de Transformação Urbana de Maputo, avaliado em cerca de 100 milhões de dólares. Todos estes projectos tinham uma componente específica voltada para a questão do saneamento urbano. No entanto, a realidade que vivemos hoje é exatamente esta que estamos a ver”, afirmou, em conferência de imprensa realizada esta quinta-feira.

O político acrescentou que, a nível nacional, o governo também beneficiou de financiamentos consideráveis para o setor do saneamento, sobretudo com apoio do Banco Mundial.

“Em 2019, o Banco Mundial investiu 115 milhões de dólares na área do saneamento, sobretudo nas cidades de Maputo, Beira, Quelimane e Tete. Em 2021, foram 150 milhões de dólares e, em 2022, 165 milhões de dólares. Todos estes montantes que estou a referir chegaram a ser temporariamente suspensos pelo próprio Banco Mundial, devido ao desvio na aplicação dos fundos destinados ao saneamento”, apontou.

Face a este cenário, Venâncio Mondlane considera que a má governação está na origem das inundações urbanas que se registam um pouco por todo o país.

“A situação que vivemos hoje é o resultado de uma governação falhada, corrupta, que desviou fundos que pertencem a todos os moçambicanos, aplicados ao longo dos últimos 20 anos com o objetivo de melhorar o saneamento em Moçambique”, afirmou.

Perante os desafios colocados pelas mudanças climáticas, o partido ANAMOLA diz estar a preparar um plano de ação específico e promete apresentar uma proposta para a criação de um fundo nacional de emergência climática. Enquanto isso, garante que já estão em curso ações no terreno.

“Todas as coordenações políticas do partido ANAMOLA, nas 11 províncias, nos 154 distritos, nos cerca de 440 postos administrativos e nas mais de 1.100 localidades e bairros do país, foram instruídas a envolver-se diretamente, não apenas com mensagens de solidariedade, mas com ações concretas de apoio, acolhimento e trabalho no terreno, incluindo a recuperação de pequenas pontes, vias de acesso e outras intervenções possíveis”, revelou.

Na mesma orientação interna, o partido determinou que todas as suas delegações funcionem como centros de acolhimento. “Todas as pessoas que estejam desamparadas ou afetadas pelas cheias podem recorrer às nossas delegações para apoio”, reforçou.

Durante a conferência de imprensa, Venâncio Mondlane abordou também aquilo que considera serem gastos públicos desnecessários, que, segundo defende, contribuem para a fragilidade das contas do Estado e comprometem o pagamento integral do décimo terceiro salário aos funcionários públicos.

“Foram gastos 13 milhões de dólares em viagens. Só com esse valor seria possível pagar cerca de 100 mil funcionários públicos que recebem o salário mínimo, atualmente em torno de 8 mil meticais. Isto ajuda a perceber onde está o cerne do problema”, afirmou.

O político recordou ainda que, em janeiro de 2025, aquando da tomada de posse, o atual governo prometeu uma poupança anual de cerca de 17 mil milhões de meticais. “Até agora, não poupou nada. Pelo contrário, agravou ainda mais os encargos públicos. Não há, portanto, qualquer hipótese de a situação melhorar. Pelo contrário, tudo indica que pode piorar”, disse.

Mondlane falou igualmente de uma alegada falência técnica do Estado, resultante da ineficiência na cobrança de impostos e da má governação.

“O Estado está a asfixiar o setor privado, sobretudo as pequenas e médias empresas, os microempresários e os pequenos contribuintes, que representam a maioria do povo moçambicano e são quem realmente dinamiza a economia. O resultado é que o próprio Estado não tem liquidez, porque a receita não entra. A situação agrava-se dia após dia”, explicou.

Segundo acrescentou, a deterioração do ambiente de negócios está a afetar tanto o investimento direto estrangeiro como o investimento doméstico. “O Estado enfraquece, a base tributária reduz-se e a capacidade de gestão torna-se quase inexistente. Hoje, com os ministérios praticamente esvaziados de funções, a gestão do Estado está concentrada na Presidência da República, através da Secretaria de Estado e dos assessores, onde se decidem os principais projetos e negócios públicos. Tudo isto resulta num Estado fraco, em falência técnica”, sustentou.

Sobre a recente medida do governo relacionada com o setor das telecomunicações, Venâncio Mondlane considera-a inconstitucional e garante que não ficará de braços cruzados.

“Como padrão, começa-se também a atacar o acesso à informação, a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. Esta é a grande questão. Não podemos ficar calados. Vamos avançar com uma ação concreta, que passa pelo pedido de declaração de inconstitucionalidade, porque esta situação é profundamente inconstitucional”, concluiu.

Venâncio Mondlane terminou a sua comunicação apelando a uma reflexão mais profunda em torno do relatório da Ordem dos Advogados de Moçambique sobre as eleições presidenciais de 2024.

 

O Presidente da Renamo,  Ossufo Momade, disse, nesta quinta-feira, na cidade de  Nampula, que a crise vivida no seio  do partido vem desde os tempos de Afonso Dhlakama.  Momade, que falava durante um encontro com a Liga Feminina da Renamo, disse ainda desconhecer  as razões do descontentamento de alguns membros e pediu união para o alcance dos objetivos rumo aos próximos pleitos eleitorais.

“Isto não está a iniciar com Ossufo Momade, mesmo com o próprio presidente Dhlakama tivemos casos idênticos, as crises aconteceram, mas nunca paramos”, declarou o presidente da Renamo, apelando que haja união no partido. 

Momade acusou ainda algumas pessoas de criarem “confusões na Renamo” em troca de dinheiro.  “É melhor a pessoa dizer que não é da Renamo do que criar um mau ambiente, de intrigas e mentiras, só para nos fazer ficar atrapalhados  (…) Esses aí são pagos, são alimentados e têm um programa de destruir a Renamo”. 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, considerou a visita de três dias aos Emirados Árabes  Unidos (EAU) “bastante positiva”, destacando o reforço do  conhecimento mútuo, a aproximação com líderes mundiais e a  abertura do país para aprofundar a cooperação bilateral, económica  e comercial com Moçambique. 

“Muitas empresas manifestaram disponibilidade e interesse em investir  em Moçambique […]. O mais importante é dar seguimento àquilo que  aqui encontrámos e definimos como prioridade nos sectores […] para 

o desenvolvimento do nosso país, mas também o desenvolvimento do  nosso povo”, afirmou. 

O Chefe do Estado deslocou-se a Abu Dhabi a convite do Sheikh  Mohammed Bin Zayed Al Nayani, Presidente dos EAU, para participar  na Semana da Sustentabilidade de Abu Dhabi 2026, plataforma global  estabelecida em 2008 visando fazer uma reflexão conjunta sobre os  desafios e buscar os melhores caminhos para acelerar o  desenvolvimento sustentável e promover o progresso económico e  social do mundo. 

Durante o evento, que contou com a presença de governantes,  representantes de instituições financeiras internacionais, do sector  privado e empresarial, Moçambique participou nos debates e  manteve contactos bilaterais com Chefes de Estado e de governo,  visando consolidar relações e explorar oportunidades de investimento. 

No âmbito da Semana de Sustentabilidade, Chapo  interveio num evento de alto nível com o tema “Acelerando a  Capacidade de Investimento de Infraestruturas no Sul Global”. “Neste  evento defendemos a importância do investimento nas infraestruturas  como a espinha dorsal para o desenvolvimento e progresso dos  países”, afirmou, frisando a necessidade de infra-estruturas resilientes  face a cheias, inundações e ciclones recorrentes em Moçambique. 

A nível bilateral, o estadista moçambicano manteve encontros com o  Presidente dos EAU e com o Sultan Ahmed Al-Jaber, Ministro da  Indústria e Tecnologia Avançada e CEO da ADNOC (companhia  estatal de petróleo e gás de Abu Dhabi, uma das maiores do mundo  no sector energético) e Masdar, uma empresa de energia renovável e  sustentabilidade.

Foram identificadas áreas prioritárias de cooperação, incluindo  transporte e logística, recursos minerais, energia, saúde, educação,  agricultura, digitalização e industrialização. Durante a visita,  testemunhou-se a assinatura de cinco instrumentos de cooperação,  entre eles memorandos nos sectores da saúde, farmacêutico,  economia azul, proteção ambiental, empoderamento feminino e  diplomacia. 

No sector empresarial, Moçambique participou numa mesa redonda e  manteve encontros com representantes de empresas dos Emirados  Árabes Unidos e de outros países. O Presidente Chapo reforçou as  oportunidades de investimento em Moçambique, incentivando as  empresas a considerar o país como “um destino preferencial dos seus  investimentos”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou hoje, em Abu Dhabi, uma visão  abrangente do potencial económico de Moçambique e apelou ao  investimento privado dos Emirados Árabes Unidos (EAU) em sectores  estratégicos, durante a Mesa Redonda EAU–Moçambique, que reuniu  empresários dos dois países e se seguiu a uma sessão de debate  subordinada ao tema “Oportunidades para o Sector Privado dos  Emirados Árabes Unidos”. 

Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou o posicionamento  de Moçambique entre os principais países do mundo em projectos de gás natural liquefeito flutuante (FLNG), afirmando que o país integra o  “top 10 do FLNG no mundo”, com quatro grandes projectos em curso:  os dois projectos liderados pela ENI, designadamente o Coral Sul e o  Coral Norte, da Total e o da Exxon Mobil. 

Daniel Chapo detalhou a dimensão financeira destes  empreendimentos, sublinhando que estão em causa investimentos na  ordem de 50 mil milhões de dólares norte-americanos nos próximos  anos em Moçambique. Afirmou estar confiante de que estes projectos  irão impulsionar o crescimento económico, reiterando, contudo, a  necessidade de diversificar a economia nacional. 

No sector energético, o estadista defendeu a ambição de  Moçambique se tornar um hub regional de electricidade no espaço  da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC),  argumentando que os países vizinhos enfrentam actualmente um  grande défice energético. 

“Nós queremos ser um hub energético na região da SADC”, afirmou,  apontando o potencial hidroeléctrico do país, com destaque para  Cahora Bassa, a sua segunda fase, e o projecto Phanda Nkuwa, que  prevê cerca de 1.500 megawatts no rio Zambeze. 

Ademais, sublinhou igualmente as oportunidades no gás para  produção de energia, na construção de linhas de transmissão para  exportação regional e no aproveitamento da energia solar, frisando  que Moçambique dispõe de sol durante todo o ano. “Nós estamos  falando sobre a transição energética. E eu acho que energia solar é  muito importante para fazer investimentos em Moçambique”, disse,  apelando directamente aos investidores dos Emirados para parcerias  no sector energético.

 

No domínio dos transportes e logística, o Presidente Daniel Chapo  destacou a importância estratégica dos portos de Maputo, Beira e  Nacala para os corredores regionais, defendendo o aumento da  capacidade e a modernização destas infra-estruturas. Sublinhou que a  digitalização portuária é “a chave para o nosso sucesso”, referindo  que o processo já decorre no Porto de Maputo e deverá ser estendido  à Beira e a Nacala. 

Outrossim, apontou ainda o potencial de Moçambique em recursos  minerais, incluindo minerais críticos como o grafite e outros como o  ouro, defendendo a industrialização como prioridade, bem como o  reforço da agricultura para a segurança alimentar global. Destacou  igualmente as vantagens competitivas do país no turismo, referindo a  extensa linha costeira de cerca de 2.700 quilómetros, praias, ilhas  naturais e áreas de conservação. 

À margem da sua participação na Semana de Sustentabilidade de  Abu Dhabi 2026, o Presidente da República manteve encontros com  investidores internacionais, que manifestaram interesse em projectos  de grande escala. 

O Director de Desenvolvimento de Negócios da AUM, companhia  ligada à mineração, Sorin Teodorescu, revelou avanços concretos no  sector mineiro: “Tivemos discussões com o Presidente a respeito do  quadro para a construção de refinarias de ouro em Moçambique, em  diversos pontos, incluindo também a criação de um quadro legal para  exportações e para o sector de mineração, não apenas o ouro”. 

Teodorescu garantiu que a decisão de investir já está tomada:  “Portanto, iremos apoiar o Presidente com o quadro e também com a  construção das refinarias em Moçambique”, e considerou o projecto estratégico para África, afirmando que “a industrialização da África  está apenas começando” e que “Moçambique é um país-chave para  isso”. 

Também o Presidente do Conselho de Administração da Red Flag  Industrial, Wissam Baloul, elogiou a liderança do Chefe do Estado,  afirmando que “o encontro com o Senhor Presidente foi excelente”, e  adiantou que a Red Flag Industrial está preparada para investimentos  de grande escala, sem limites orçamentais. 

“Falámos de milhares de milhões de dólares. Estamos envolvidos em  todos os sectores industriais e práticos do desenvolvimento, incluindo  saúde, infra-estruturas, habitação, empoderamento, energia solar,  cibersegurança e vários outros domínios do desenvolvimento”, disse. 

Baloul revelou ainda que os projectos poderão arrancar já no final de  Fevereiro. “Para concretizar um vasto conjunto de projectos de  desenvolvimento, o Presidente transmite-nos entusiasmo e encoraja nos a estarmos em Moçambique o mais cedo possível. Assim, é  provável que, no final de Fevereiro, iniciemos a implementação do  nosso plano no país, colaborando com o Governo para alcançarmos  o sucesso em conjunto”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, nesta terça-feira, em audiência, em Abu Dhabi, nos  Emirados Árabes Unidos (EAU), à margem da sua participação na  Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi 2026, dois líderes do sector  empresarial internacional, para investimentos  estratégicos em Moçambique. 

Entre os visitantes estiveram Tariq Ahmed Nizami, fundador e Presidente  Executivo (CEO) do CEO Clubs Network, um dos maiores clubes de  Presidentes Executivos do mundo, e Gaspar Lino, CEO e fundador da 

Averi Finance, empresa de investimento e financiamento com foco  em África. 

De acordo com Tariq Nizami, durante o encontro com Daniel  Chapo foram discutidos investimentos em Moçambique em diferentes  sectores, incluindo energia, aviação, agricultura, petróleo e gás, e  tecnologia em projetos de cidades inteligentes. 

O CEO do CEO Clubs Network destacou ainda que o investimento no sector de energia será  prioritário. “Estamos a fazer um investimento de mais de 200  megawatt em projetos em Moçambique de diferentes empresas com  as quais estamos trabalhando. E eu estou muito feliz que o Presidente  tem uma visão muito boa e nos guiou em como devemos avançar”. 

Questionado sobre o montante total, Nizami afirmou que o grupo  planeja investir mais de 300 milhões de dólares [norte-americanos] em  negócios em diferentes sectores, mas  principalmente no sector de energia e aviação para melhorar a  indústria aérea de Moçambique. 

Malik Dzirlo, por sua vez, explicou à imprensa a abrangência  das discussões, indicando que o clube pretende apoiar a agenda  presidencial de forma estratégica. 

“Nós discutimos as áreas de prioridade para Moçambique, que são,  número um, estabilizar a economia quando se trata do sector  energético, e a estabilidade energética é a chave, isso vai levar para  outros sectores, como o turismo, saúde, infraestrutura, mineração,  saúde e outras indústrias-chave”.

Dzirlo acrescentou que Moçambique oferece oportunidades únicas  em diversos setores: “Moçambique tem um potencial incrível, cerca  de dois mil quilômetros de costa, pode ser um destino incrível para o  turismo, saúde e todas as outras coisas que outros países oferecem.  Moçambique tem recursos naturais enormes e, o mais importante,  recursos da população, onde planejamos investir em centros de dados  energéticos e proporcionar treinamento para os jovens para serem  competitivos na escala global”. 

Por sua vez, Gaspar Lino, da Averi Finance, destacou que a audiência  foi uma oportunidade para identificar futuras parcerias e  investimentos. 

“Não se falou de projetos concretos, falou-se das nossas capacidades  de investimento, as áreas onde nós temos feito investimento, o nosso  histórico, onde já fizemos mais de 20 mil milhões de soluções de  financiamento e investimento em vários países em África, e  identificámos uma oportunidade de viajar em breve, até ao final deste  mês, a Moçambique, para trabalhar com a equipa de governo”. 

Lino enfatizou que o país apresenta grande potencial para mobilizar  capital e gerar retorno social: “O Sr Presidente mostrou abertura nas  várias áreas, falou sobre a economia do país, é um país onde nós, até  à data, ainda não tivemos nenhum envolvimento no passado e,  portanto, sua Excelência, o Sr. Presidente, o que mostrou foi a  necessidade de empresas como a nossa vir para o país para trazer  soluções de investimento e soluções financeiras”. 

O CEO detalhou ainda o portfólio da Averi Finance no continente  africano, incluindo energia renovável, logística e infraestrutura. “Nós já  somos investidores em África, em várias áreas, estamos no sector do oil 

and gas, estamos no sector da logística, somos accionistas do maior  projecto de energia renovável em África, concretamente na África do  Sul, com a produção de 3.5 gigawatts de energia, através de energia  solar e eólica, investimos muito em infraestrutura, em linhas de  transmissão. Neste momento temos uma carteira de mais de quatro mil  milhões de dólares em projetos de investimento privado, onde nós  somos os investidores e acionistas dos projetos”.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, participou, hoje, numa Reunião de Alto Nível em  Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (EAU), à margem da realização da  Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi, onde apresentou o  potencial estratégico de Moçambique nos sectores da energia, dos  corredores de desenvolvimento e da digitalização, reiterando o  convite ao investimento estrangeiro no país. 

Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou que Moçambique  possui actualmente quatro grandes projectos estruturantes no sector  do gás natural, liderados por empresas de referência mundial. A italiana ENI desenvolve dois projectos em Cabo Delgado – Coral Sul e  Coral Norte –, avaliados em cerca de 15 mil milhões de dólares norte americanos, enquanto a TotalEnergies e a ExxonMobil lideram  projectos de aproximadamente 20 mil milhões de dólares cada. No  total, estima-se que cerca de 50 mil milhões de dólares venham a  circular na economia moçambicana nos próximos anos,  impulsionando o crescimento e a criação de oportunidades. 

O Presidente sublinhou, igualmente, o compromisso de  Moçambique com a transição energética, destacando a aposta em  fontes limpas, como a energia hidroeléctrica. Para além da Barragem  de Cahora Bassa, informou que Moçambique prepara-se para  avançar com a construção da central hidroeléctrica de Mphanda  Nkuwa, na província de Tete, com capacidade prevista de 1.500  megawatts, em parceria com investidores internacionais. 

Além de “Mphanda Nkuwa”, que se espera seja concluída até 2031, o  estadista moçambicano considerou igualmente importante realçar a  construção da central norte da Hidroelétrica de Cahora Bassa, que  terá uma capacidade de produção de 400 megawatts, cuja  conclusão está prevista para 2032.  

No domínio do gás, o Chefe do Estado referiu que a Empresa Nacional  de Hidrocarbonetos (ENH) está a procurar parceiros para a instalação  de novas plantas de processamento, com vista a responder à  crescente procura regional, nomeadamente na África do Sul, Malawi,  Zimbabwe, Zâmbia e Eswatini, reforçando o posicionamento de  Moçambique como fornecedor estratégico de energia para a região  da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Ademais, destacou ainda o potencial de África para o  desenvolvimento de energias renováveis, como a solar e a eólica,  defendendo a criação de infra-estruturas que acelerem a transição  energética. Sublinhou também a vantagem da localização  geográfica de Moçambique, que dispõe de três grandes corredores  logísticos, nomeadamente de Maputo (desenvolvido em parceria com  a DP World), no sul do país; da Beira, na região centro; e de Nacala,  no norte do país.  

A participação do Presidente da República nesta reunião de alto  nível, à margem da Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi  reforça a estratégia do Governo moçambicano de atrair investimento  estrangeiro, promover o desenvolvimento sustentável e posicionar  Moçambique como um polo energético e logístico de referência na  região austral de África. 

 

 

PRESIDENTE DA REPÚBLICA RECEBE LÍDERES EMPRESARIAIS E ABRE PORTAS PARA NOVOS PROJECTOS DE INVESTIMENTO 

O Presidente da República, recebeu, hoje, em audiência, em Abu Dhabi, nos  Emirados Árabes Unidos (EAU), à margem da sua participação na  Semana de Sustentabilidade de Abu Dhabi 2026, dois líderes do sector  empresarial internacional, abrindo portas para investimentos  estratégicos em Moçambique. 

Entre os visitantes estiveram Tariq Ahmed Nizami, fundador e Presidente  Executivo (CEO) do CEO Clubs Network, um dos maiores clubes de  Presidentes Executivos do mundo, e Gaspar Lino, CEO e fundador da 

Averi Finance, empresa de investimento e financiamento com foco  em África. 

De acordo com Tariq Nizami, durante o encontro com o Presidente  Chapo foram discutidos investimentos em Moçambique em diferentes  sectores, incluindo energia, aviação, agricultura, petróleo e gás, e  tecnologia em projetos de cidades inteligentes, e ele afirmou que o  grupo que representa, formado por pessoas de diversas partes do  mundo, está disposto a investir no país. 

O CEO destacou ainda que o investimento no sector de energia será  prioritário. “Estamos fazendo um investimento de mais de 200  megawatt em projetos em Moçambique de diferentes empresas com  as quais estamos trabalhando. E eu estou muito feliz que o Presidente  tem uma visão muito boa e nos guiou em como devemos avançar”. 

Questionado sobre o montante total, Nizami afirmou que o grupo  planeja investir “mais de 300 milhões de dólares [norte-americanos] em  negócios que estamos falando hoje em diferentes sectores, mas  principalmente no sector de energia e aviação para melhorar a  indústria aérea de Moçambique”. 

O parceiro de Nizami, Malik Dzirlo, explicou à imprensa a abrangência  das discussões, indicando que o clube pretende apoiar a agenda  presidencial de forma estratégica. 

“Nós discutimos as áreas de prioridade para Moçambique, que são,  número um, estabilizar a economia quando se trata do sector  energético, e a estabilidade energética é a chave, isso vai levar para  outros sectores, como o turismo, saúde, infraestrutura, mineração,  saúde e outras indústrias-chave”.

Dzirlo acrescentou que Moçambique oferece oportunidades únicas  em diversos setores: “Moçambique tem um potencial incrível, cerca  de dois mil quilômetros de costa, pode ser um destino incrível para o  turismo, saúde e todas as outras coisas que outros países oferecem.  Moçambique tem recursos naturais enormes e, o mais importante,  recursos da população, onde planejamos investir em centros de dados  energéticos e proporcionar treinamento para os jovens para serem  competitivos na escala global”. 

Por sua vez, Gaspar Lino, da Averi Finance, destacou que a audiência  foi uma oportunidade para identificar futuras parcerias e  investimentos. 

“Não se falou de projetos concretos, falou-se das nossas capacidades  de investimento, as áreas onde nós temos feito investimento, o nosso  histórico, onde já fizemos mais de 20 mil milhões de soluções de  financiamento e investimento em vários países em África, e  identificámos uma oportunidade de viajar em breve, até ao final deste  mês, a Moçambique, para trabalhar com a equipa de governo”. 

Lino enfatizou que o país apresenta grande potencial para mobilizar  capital e gerar retorno social: “O Sr. Presidente mostrou abertura nas  várias áreas, falou sobre a economia do país, é um país onde nós, até  à data, ainda não tivemos nenhum envolvimento no passado e,  portanto, sua Excelência, o Sr. Presidente, o que mostrou foi a  necessidade de empresas como a nossa vir para o país para trazer  soluções de investimento e soluções financeiras”. 

O CEO detalhou ainda o portfólio da Averi Finance no continente  africano, incluindo energia renovável, logística e infraestrutura. “Nós já  somos investidores em África, em várias áreas, estamos no sector do oil 

and gas, estamos no sector da logística, somos accionistas do maior  projecto de energia renovável em África, concretamente na África do  Sul, com a produção de 3.5 gigawatts de energia, através de energia  solar e eólica, investimos muito em infraestrutura, em linhas de  transmissão. Neste momento temos uma carteira de mais de quatro mil  milhões de dólares em projetos de investimento privado, onde nós  somos os investidores e acionistas dos projetos”. 

Com estes encontros, Moçambique reforça a sua posição como  destino estratégico para investimento internacional, atraindo capital  privado de grandes players globais e africanos, com enfoque na  energia, infra-estrutura, tecnologia e turismo, consolidando a visão de  desenvolvimento económico e diversificação da economia defendida  pelo Presidente Daniel Chapo.

A Comissão Política da Frelimo, reunida no fim-de-semana em Marracuene, fez uma profunda reorganização das chefias das Brigadas Centrais, trocando alguns chefes e nomeando outros para monitorarem actividades partidárias em todas províncias do país e na Cidade de Maputo.

A Comissão Política da FRELIMO realizou, nos dias 10 e 11 de janeiro de 2026, em Marracuene, Província de Maputo, a sua I Sessão Extraordinária do ano, sob a direcção do Presidente do Partido e da República, Daniel Francisco Chapo.

O encontro analisou a situação política, económica e sociocultural do país, com destaque para o funcionamento interno do Partido.

Durante a sessão, a Comissão Política manifestou pesar pelo falecimento de Artur Nanlicha Muchopa, Primeiro Secretário do Comité Provincial de Niassa, e apresentou condolências à família.

O órgão saudou o clima de tranquilidade registado durante a quadra festiva e enalteceu o papel das Forças de Defesa e Segurança na manutenção da ordem, da segurança pública, da integridade territorial e no combate ao terrorismo.

A Comissão Política avaliou positivamente o primeiro ano de governação do Presidente Daniel Chapo, considerando que o período lançou bases para a independência económica, a estabilização da função pública e o reforço da imagem de Moçambique a nível internacional.

No domínio partidário, foi referido que os órgãos de base continuam a funcionar com normalidade. Foram ainda anunciadas visitas das Brigadas Centrais às províncias e à Cidade de Maputo, entre 17 e 21 de Janeiro, no âmbito da preparação da XI Conferência Nacional de Quadros, prevista para Agosto de 2026, em Chimoio, bem como para acompanhar a situação política, económica e social local.

O órgão máximo do partido mexeu na estrutura das chefias das brigadas centrais e a nova tem nomes já conhecidos e outros que entram pela primeira vez.

Assim, para a província do Niassa foram nomeados Damião José como Chefe da Brigada e Cidália Chaúque como Chefe-adjunta, enquanto na rovíncia de Cabo Delgado Amélia Muendane é a nova Chefe e Carlos Siliya o Chefe-Adjunto.

Para a província de Nampula a Frelimo conta com Filipe Paúnde como Chefe da Brigada e Celmira da Silva como Chefe-adjunta, sendo que na Zambézia será Margarida Talapa a chefiar, auxiliada por Iazalde Ussene.

Na província de Tete o Chefe da Brigada é Aires Aly, e Danilo Teixeira o seu adjunto, enquanto em Manica foi nomeado Celso Correia e Pedro Guiliche como Chefe e adjunto.

Ana Comoana vai chefiar a Brigada em Sofala e terá como adjunto Gonçalves Jemusse, sendo que na província de Inhambane será Esperança Bias a Chefe e Constantino André o adjunto. Gaza tem como Chefe da Brigada Alcinda de Abreu e como adjunto Nelson Muianga.

Para a província de Maputo foram nomeados Francisco Mucanheia e Feliz Silvia para liderarem a Brigada e na Cidade de Maputo a Brigada será chefiada por Tomás Salomão e Benvinda Levy, ficando Verónica Macamo  e Ludmila Maguni a chefiarem no exterior.

A Comissão Política apelou igualmente à população para evitar zonas de risco devido às chuvas e inundações e para seguir as orientações das autoridades, reforçando os cuidados de prevenção contra doenças de origem hídrica.

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