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O País – A verdade como notícia

As Comissões Especializadas de Trabalho da Assembleia da República consideram que a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025-2044 é oportuna para nortear o desenvolvimento nacional de forma inclusiva. 

Os deputados da Assembleia da República estão reunidos, desde as primeiras horas desta quarta-feira, para discutir e apreciar a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044. 

A ENDE é um instrumento de planificação e orçamentação, aprovado em Junho de 2024, com o objectivo de orientar o processo de desenvolvimento do país nos próximos 20 anos. 

Depois de apresentados os objectivos, a missão e visão do instrumento, pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, as comissões especializadas da AR apresentaram o seu parecer. 

A Comissão dos Assuntos Sociais e Legalidade considera que a ENDE é oportuna e pertinente, por isso, recomenda a sua apreciação positiva. 

“A Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044 não enferma de nenhum vício de inconstitucionalidade e nem de ilegalidade, pelo que, recomenda-se a sua aprovação “, disse a presidente da comissão, Ana Comuana. 

A mesma opinião foi compartilhada pela Comissão da Administração Pública e Poder Local, liderada por Maria Amaral, “a proposta é oportuna e tem mérito pelo que, recomenda ao plenário da Assembleia da República a sua aprovação “. 

A Comissão dos Assuntos Sociais do Gênero, Tecnologias e Comunicação Social entende que “a ENDE permitirá que Moçambique tenha um instrumento orientador que responda aos desafios sociais, políticos e econômicos do país”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, iniciou esta segunda-feira, a sua primeira visita oficial à província de Tete, na qualidade de Chefe do Estado, com um comício popular no distrito de Moatize, marcando o arranque de uma jornada de governação que visa o acompanhamento directo das acções de desenvolvimento socioeconómico e o fortalecimento do diálogo com diferentes segmentos da sociedade.

Segundo adianta a nota da Presidência, o  estadista foi recebido por uma multidão entusiástica e aproveitou a ocasião para lançar uma mensagem de união nacional, paz, amor e reconciliação.

No seu discurso, o Chefe do Estado sublinhou que leva para Tete e, a partir de Tete para todo o país, uma mensagem de “diálogo nacional inclusivo, paz, reconciliação nacional, harmonia, amor, perdão”, que considera elementos essenciais para o progresso de Moçambique. 

O governante afirmou estar ciente das preocupações da população de Moatize e destacou o valor das mesmas como base para a acção governativa. “São essas preocupações que nos permitem trabalhar, as preocupações do povo é que servem de base para o nosso trabalho”. 

Na nota da Presidência, pode-se ler que, entre os principais desafios apresentados pelos cidadãos constam o acesso limitado à água potável, estradas degradadas que dificultam o escoamento de produtos agrícolas, carência de professores e salas de aula, bem como a destruição de bens públicos durante manifestações violentas.

Num momento carregado de simbolismo, Chapo pediu à multidão que se colocasse de pé para, num minuto de silêncio, homenagear o Papa Francisco, falecido esta Segunda-feira. “Era um homem pelo diálogo inter-religioso, pela paz, pelo amor, pela reconciliação, pelo perdão, pela justiça social. Por isso, deixa-nos um grande legado que todos nós no mundo temos que seguir, o seu legado para que haja paz”, cita a nota da Presidência.

Ao agradecer à população de Moatize pela confiança depositada nas eleições do ano passado, o Presidente da República reiterou o seu compromisso de governar para todos os moçambicanos, sem discriminação de qualquer natureza. Enfatizou que a sua liderança é movida pelo espírito de servir e unir o povo moçambicano do Rovuma ao Maputo.

Chapo advertiu sobre os perigos do ódio e da violência, afirmando que tais práticas “não constroem, só destroem”. E acrescentou: “Nós, como Moçambique, para podermos desenvolver, a nossa base tem que ser a paz, a segurança, o amor entre irmãos, a reconciliação, porque só assim, unidos como um povo, do Rovuma ao Maputo, é que podemos desenvolver Moçambique”. A mensagem foi também uma resposta às manifestações violentas pós-eleitorais que resultaram em actos de vandalismo.

Chapo assegurou que todas as preocupações compiladas pela população foram registadas e servirão como referência para acções concretas do Governo. “Estas preocupações que escreveram na vossa mensagem vão servir de base para o nosso trabalho”, reiterou, incentivando a participação activa dos cidadãos no processo de desenvolvimento.

O Presidente da República reforçou o apelo à coesão nacional e ao envolvimento colectivo na construção de um país melhor. Disse que o Governo está comprometido em melhorar as infra-estruturas, investir na educação e assegurar condições dignas para todos. Reconheceu que o caminho é longo, mas possível com a união de esforços e espírito patriótico.

A visita a Tete prossegue com encontros com representantes locais, líderes comunitários, religiosos, empresariais e da juventude, reforçando o compromisso do Chefe de Estado com uma governação próxima das pessoas e centrada nas suas reais necessidades. 

O Tribunal de Recurso do Reino Unido autorizou a Privinvest a recorrer da sentença que a condenou a indemnizar o Estado moçambicano em mais de 2 bilhões de dólares pelas “dívidas ocultas”. Esta decisão revogou a recusa do tribunal em primeira instância, que havia negado o pedido de recurso da empresa, uma decisão que havia sido celebrada pela justiça moçambicana. A mudança abre novas possibilidades para a prolongação do processo judicial.

Uma fonte da Procuradoria Geral da República confirmou a informação. Trata-se de um revés para as autoridades que há anos buscam responsabilizar a Prinvivest pelo seu papel no caso e recuperar os fundos desviados.

O caso das “dívidas ocultas”, que envolve empréstimos ilegais feitos pelo governo de Moçambique em 2013, continua a ser um dos maiores desafios legais e financeiros para o país. 

O executivo anunciou, hoje, três dias de Luto Nacional pela morte do Papa Francisco. O luto começa a ser observado a partir da meia noite do dia 24 de Abril de 2025.

De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, a decisão foi tomada “em reconhecimento da sua postura de humildade, do seu compromisso com os marginalizados e da sua incansável busca incansável pela paz”.

Durante o período do Luto Nacional, a bandeira Nacional e o Pavilhão Presidencial deverão ser içados a meia haste, em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares da República de Moçambique.

Líder da Igreja Católica desde 2013, Francisco perdeu a vida na madrugada desta segunda-feira, aos 88 anos.

O Conselho de Ministros aprovou, esta terça-feira, o Regulamento de Roaming Nacional nas Telecomunicações, que permite aos subscritores de serviços de telecomunicações móveis acederem automaticamente à rede de outro operador, quando se encontrem em zonas onde o seu próprio operador não tem cobertura.

Com base na Lei n.º 4/2016, que promove a partilha obrigatória de infra-estruturas, o roaming nacional tem como objectivo assegurar uma utilização mais eficiente dos recursos existentes e alargar os benefícios da conectividade a todos os cidadãos, sobretudo os que vivem em zonas sem muitas infra-estruturas de telecomunicações.

A introdução do roaming nacional irá transformar de forma significativa a actual cobertura de rede em Moçambique. Entre os pontos fortes desta iniciativa, destaca-se o incentivo à concorrência saudável entre os operadores.

Com efeito, ao permitir que novos prestadores entrem no mercado sem a necessidade de construir imediatamente toda a sua rede própria, o regulamento reduz barreiras de entrada e promove um ambiente mais dinâmico e competitivo.

Na sessão, o Conselho de Ministros aprovou o novo Regulamento do Fundo do Serviço de Acesso Universal (FSAU) que, de entre outras, traz as seguintes inovações: alargamento do âmbito de cobertura do FSAU, redefinição do leque de contribuintes do fundo e introdução de novas fontes e formas de financiamento do FSAU.

Estabelece, também, um novo Regime de Propriedade de Infra-Estrtutura de Rede e introduz um novo modelo de alocação dos recursos do FSAU.

O FSAU foi criado em 2006 com o objectivo de financiar programas e projectos de telecomunicações no âmbito do serviço de acesso universal de telecomunicações.

É financiado através de contribuições em 1% da receita bruta dos operadores de telecomunicações licenciados, detentores de Licença Unificada, Licença de Classe A e Licença de Classe B, para o exercício da actividade de prestação de serviços públicos de telecomunicações.

Os principais projectos financiados pelo FSAU incluem conexão à telefonia móvel de cerca de 5 milhões de cidadãos no país, mais de 10 milhões de acessos através das bibliotecas digitais, ligação à internet de mais de 200 escolas, ligação à televisão digital a mais de 10 mil famílias, conexão, construção de bibliotecas digitais e salas de informática.

AVANÇOS NO PLANO DOS 100 DIAS DE GOVERNAÇÃO

O Governo procedeu a várias nomeações e exonerações, incluindo a substituição do presidente do Instituto Ferroportuário de Moçambique e do Fundo de Desenvolvimento dos Transportes e Comunicações. Em destaque, a nomeação de Ambrósio Adolfo Sitoi e Paulo Zeca Ricardo para os cargos de liderança das referidas instituições.

No âmbito do balanço dos primeiros 100 dias de governação, o Executivo anunciou que 95% dos 96 indicadores estabelecidos foram “plenamente cumpridos”. O plano inclui acções com impacto directo na vida dos cidadãos, como a regularização de pensões de combatentes no Niassa, o início da construção de 6.000 casas para jovens em Maputo e o lançamento de dois navios para reforçar o transporte marítimo nacional.

Também mereceu destaque o lançamento do projecto de uma cidade petroquímica em Vilankulo, a aprovação do projecto Coral Norte na bacia do Rovuma, e a inauguração de um complexo desportivo em Matutuine. No contexto das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, o Governo anunciou o lançamento oficial da Chama da Unidade Nacional.

Também mereceu destaque o lançamento do projecto de uma cidade petroquímica em Vilankulo, a aprovação do projecto Coral Norte na bacia do Rovuma, e a inauguração de um complexo desportivo em Matutuine. No contexto das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional, o Governo anunciou o lançamento oficial da Chama da Unidade Nacional.

Contudo, o país enfrenta sérios desafios devido à época chuvosa e ciclónica 2024-2025. Até o momento, os efeitos de ciclones como Chido, Dikeledi e Jude resultaram em 313 mortes, mais de 1.200 feridos, e mais de 1,8 milhão de pessoas afectadas, com centenas de milhares de casas destruídas parcial ou totalmente.

GREVE NA SAÚDE E APELO AO DIÁLOGO

Respondendo à imprensa, o Governo comentou sobre a greve que afecta cerca de 80% das unidades sanitárias, reiterando o compromisso com o diálogo aberto com os profissionais de saúde. “Acreditamos que, com bom senso e uma interacção construtiva, é possível encontrar soluções sem recorrer a greves que prejudicam a população”, afirmou o porta-voz.

Quanto às dificuldades de circulação devido às chuvas e à situação das portagens, incluindo as administradas pela Revimo, o Executivo assegurou que está a estudar medidas equilibradas para restaurar a normalidade. “É preciso garantir que soluções adoptadas hoje não gerem novos problemas amanhã”, frisou.

A proposta do Programa Quinquenal do Governo, que vai a debate no parlamento, na próxima semana, não prevê a requalificação das  mais de duzentas instituições públicas vandalizadas no âmbito das manifestações pós-eleitorais. Das inovações previstas, o Executivo pretende centralizar os concursos públicos para admissão na Função Pública que poderá ser uma vez por quatro anos.

A proposta do Programa Quinquenal do Governo vai a discussão no parlamento na próxima semana.

Antes do dia reservado ao plenário, a quarta comissão da Administração Pública e Poder Local, quis tirar dúvidas sobre alguns pontos da proposta do Executivo. Uma das questões, está ligada à descentralização das competências das autarquias. 

Sobre o plano de requalificação das infra-estruturas vandalizadas durante os protestos pós-eleitorais, Impissa explicou que tal não está previsto no Programa Quinquenal do Governo. 

No plano de inovações, o Governo pretende que as admissões na Função Pública sejam centralizadas e concorra-se uma única vez em cada quatro anos.

Os deputados quiseram, também, saber dos detalhes da criação da escola do Governo.

A proposta do Programa Quinquenal do Governo 2025-2029, a ser apreciada entre sexta e sábado da próxima, prevê a inclusão de todos os funcionários de auxílio em instituições públicas para o Aparelho do Estado.

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, recebeu esta quinta-feira, em audiência, o Secretário-Geral Adjunto do partido Chama Cha Mapinduzi (CCM) da Tanzânia, Mohammed Said Mohammed. O encontro, realizado na sede nacional da Frelimo, em Maputo, teve como objectivo fortalecer os laços históricos entre os dois partidos libertadores.

Durante a reunião, os dirigentes sublinharam o papel decisivo que a Frelimo e o CCM desempenharam nas lutas de libertação de Moçambique e Tanzânia, respetivamente. Ambos destacaram a necessidade de preservar esse legado histórico, ao mesmo tempo que se adaptam aos desafios políticos e sociais do presente.

“O que nos une é mais do que a história: é uma visão partilhada de paz, unidade e progresso para os nossos povos”, afirmou Daniel Chapo, sublinhando a importância de revitalizar a cooperação partidária e estratégica no atual contexto da África Austral.

Por sua vez, Mohammed Said Mohammed reiterou o compromisso do CCM em aprofundar as relações com a FRELIMO. “A nossa irmandade continua a ser um pilar de estabilidade na região. Queremos reforçar o intercâmbio político e a partilha de experiências em áreas como a governação e o desenvolvimento sustentável”, destacou o dirigente tanzaniano.

A visita insere-se num esforço conjunto de promoção da solidariedade entre formações políticas que há décadas partilham uma trajetória de luta comum e de construção nacional. O encontro terminou com o compromisso mútuo de estreitar os mecanismos de diálogo e colaboração, tanto a nível partidário como institucional.

Durante uma visita de trabalho de três dias à província de Inhambane, o Presidente da República, Daniel Chapo, abordou questões cruciais para o desenvolvimento do país, destacando a importância do diálogo nas relações laborais, a transparência na gestão de recursos naturais e os desafios enfrentados por grandes projectos de infra-estrutura. Ao longo das suas intervenções, o Presidente deixou clara a sua visão de que o progresso económico deve caminhar lado a lado com a justiça social e a inclusão das comunidades locais.

Num contexto de crescente tensão laboral, com profissionais de saúde ameaçando retomar greves para exigir melhores condições de trabalho, o Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou a necessidade de priorizar o diálogo como ferramenta fundamental para resolver conflitos. Durante os encontros em Inhambane, o Presidente foi claro ao afirmar: “Não percebemos porque é que alguém que ainda não dialogou com este novo ciclo de governação. Pretende entrar loucamente em greve antes do diálogo. Essa cultura de confronto precisa de ser superada.”

Chapo destacou que o Governo tem tomado medidas concretas para responder às reivindicações dos profissionais de saúde, incluindo o pagamento gradual de dívidas relacionadas a horas extras e a melhoria das condições em unidades de saúde. Ele reconheceu que o ritmo de implementação pode não ser o ideal, mas sublinhou que os esforços estão a ser feitos dentro das limitações financeiras do país. “Estamos a funcionar com um orçamento reconduzido em 2024, e o de 2025 ainda não foi aprovado. Mesmo assim, temos feito todo o esforço para atender às preocupações da função pública”, afirmou o Presidente.

Chapo também enfatizou que o Governo já conseguiu avanços significativos, como o pagamento de horas extras e subsídios atrasados. Ele destacou que, mesmo diante das dificuldades, é essencial que os trabalhadores reconheçam o compromisso do Governo em resolver os problemas. “Não podemos resolver tudo de uma só vez, mas estamos empenhados em dialogar e encontrar soluções que beneficiem a todos”, reforçou.

Para o Presidente, o diálogo deve prevalecer como o principal instrumento de resolução de conflitos, evitando greves que podem prejudicar os serviços essenciais prestados à população. “Temos de conversar, porque é no diálogo que encontramos as soluções. Greves e manifestações violentas apenas destroem bens públicos e privados, que, depois, serão necessários para os próprios que os destruíram”, declarou Chapo, apelando ao bom senso e à responsabilidade de todas as partes envolvidas.

Apesar das críticas vindas de algumas associações, Chapo elogiou os profissionais que continuam a prestar serviços essenciais à população, mesmo em tempos de tensão. Para ele, é essencial que todos compreendam que as soluções precisam ser construídas de forma conjunta e sustentável. “Qualquer funcionário público, mesmo este grupo que está a fazer referência à greve, vai perceber que o diálogo é o caminho para a resolução das nossas preocupações”, concluiu.

A Central Térmica de Temane, um dos maiores empreendimentos energéticos de Moçambique, também foi tema de destaque durante a visita. O projecto, que promete aumentar significativamente a capacidade energética do país, enfrenta atrasos devido a incidentes causados por desastres naturais. Em 2024, o ciclone Filipo destruiu duas turbinas essenciais para a operação da central, forçando a reestruturação do cronograma.

Segundo Chapo, as turbinas, fabricadas na Alemanha, já foram encomendadas novamente, mas o prazo de entrega está estimado em dois anos. Enquanto isso, o Governo e as empresas parceiras estão a renegociar os contratos para ajustar os prazos e custos. O Presidente enfatizou que não se trata de falta de compromisso por parte dos envolvidos, mas sim de circunstâncias além do controlo humano. “Estamos a trabalhar para garantir que este projecto seja concluído e beneficie milhares de moçambicanos”, afirmou.

A central térmica, quando concluída, beneficiará cerca de 1,5 milhões de famílias, fornecendo energia a regiões que actualmente enfrentam grandes desafios de acesso. Chapo destacou que o projecto é fundamental para a promoção do desenvolvimento industrial e para melhorar a qualidade de vida das populações locais.

Outro ponto central da visita foi a discussão sobre a renegociação de contratos com grandes empresas que exploram recursos naturais em Moçambique. Chapo explicou que esses contratos, assinados há mais de duas décadas, precisam de ser revisados para garantir que os benefícios gerados cheguem às comunidades locais e contribuam para o desenvolvimento do país.

“Não estamos aqui para caçar bruxas, mas para assegurar que o interesse nacional seja defendido”, destacou Chapo, reafirmando que as renegociações estão a ser conduzidas de forma pacífica e transparente. Ele também enfatizou que não houve interrupção nas operações das empresas, um sinal de que o processo está a ser gerido com responsabilidade e compromisso.

A redistribuição justa dos rendimentos provenientes desses contratos foi apontada como essencial para financiar infra-estruturas, educação, saúde e outras áreas prioritárias. Chapo destacou que os recursos provenientes dessas renegociações são vitais para transformar o potencial económico de Moçambique em progresso tangível para todos.

Ao encerrar a visita, Daniel Chapo reafirmou o compromisso do Governo com a construção de um país mais justo e equitativo. Para ele, o desenvolvimento de Moçambique passa pela adopção de medidas que promovam a inclusão social e a utilização sustentável dos recursos naturais. Ele também apelou às comunidades para que mantenham a paz e a estabilidade, condições fundamentais para atrair mais investimentos e consolidar os avanços económicos.

A visita a Inhambane deixou claro que o Governo está empenhado em enfrentar os desafios com decisão e transparência, promovendo soluções que beneficiem toda a população. Para Chapo, o futuro de Moçambique depende da capacidade de unir esforços em torno de uma visão comum de progresso e prosperidade.

A primeira-ministra de Moçambique, Benvinda Levi, empossou, nesta quinta-feira, no seu gabinete de trabalho, dois directores-gerais, uma secretária-executiva e um inspector-geral-adjunto. A estes pediu competência e dinamismo para o fortalecimento das instituições que vão dirigir.

Trata-se da secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, SETSAN, Judith Faria, dos directores-gerais do Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique e do Fundo de Promoção Desportiva, Edson de Almeida e Sílvia Langa, e do inspector-geral-adjunto do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Dino Milisse, dos quais se exige competência e dinamismo.

A primeira-ministra, Benvinda Levi, falou para todos, no geral, esperando que possam contribuir para o fortalecimento das instituições que irão integrar ou dirigir “focados na melhoria da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos”.

Da secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, SETSAN, Judith Faria, uma entidade do Governo que assegura a coordenação e a promoção da Segurança Alimentar e Nutricional no país através da implementação de medidas e acções que garantam o acesso à alimentação adequada para satisfazer as necessidades de uma vida saudável e activa, Benvinda Levi espera que os reforços das suas acções possam ajudar na educação nutricional das populações.

“Recomendamos a Senhora Judith Faria a assegurar, de entre outros, a implementação efectiva da Política e Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional (PESAN) 2024–2030, incluindo o respectivo Plano de Acção Multissectorial;  o aperfeiçoamento dos mecanismos de coordenação multissectorial com os diferentes intervenientes de nível nacional, provincial e distrital;  o reforço das acções de educação nutricional para os vários segmentos da população; e  a dinamização dos órgãos de coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional, a nível provincial e distrital”, afirmou.

Quanto ao Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM), criado pelo Governo com objectivo de prover o fomento da produção, comercialização, processamento, industrialização, exportação do algodão e oleaginosas, incluindo os seus subprodutos, Levi recomenda a Edson de Almeida para “promover o fomento e a produção comercial de culturas estratégicas como algodão, sisal, soja, gergelim e girassol, de entre outras; melhorar a produção de sementes de qualidade de algodão e oleaginosas; garantir a observância das normas e técnicas que permitam preservar e proteger o meio ambiente na produção de algodão e oleaginosas”, entre outras.

Relativamente ao Fundo de Promoção Desportiva, a primeira-ministra diz que o Governo tem no desporto uma das suas prioridades, pelo facto de esta actividade constituir um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento humano, inclusão social, promoção da saúde, cidadania e unidade nacional.

Por isso, para a nova directora-geral do FPD, recomenda a Sílvia Langa que continue a promover, de entre outros, “o aperfeiçoamento das políticas e acções que assegurem o fortalecimento da instituição; a promoção do estabelecimento de parcerias que permitam criar a auto-sustentabilidade financeira na gestão do património desportivo do Estado; o aprimoramento dos mecanismos de articulação e coordenação com os governos locais com vista a garantir a reserva de espaço para recintos desportivos e manutenção dos já existentes”, para além de descobrir e valorizar os talentos desportivos.

Do inspector-geral-adjunto do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Dino Milisse, Benvinda Levi espera que trabalhe para “garantir a conformidade dos planos de lavra, sobretudo no que diz respeito à tecnologia de produção e equipamentos usados nas actividades geológicas minerais de grande escala, pequena escala e artesanais e que continue a aprimorar e reforçar os mecanismos de controlo das quantidades e qualidade dos produtos minerais extraídos, o que nos irá permitir determinar com mais exatidão os impostos específicos a colectar para os cofres do Estado”.

A finalizar, Benvinda Levi recomendou a todos para pautarem pela observância da legislação aplicável na Administração Pública, na área da gestão de recursos humanos, patrimoniais e financeiros, promovendo acções de bem servir aos cidadãos e de combate à corrupção.

Empossados prometem muito trabalho

Judith Faria, secretária-executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, SETSAN, diz estar familiarizada com o trabalho que deve executar, até porque já há avanços no sector de que vai fazer parte. “Recebemos as recomendações daquilo que deve ser e como deve ser a nossa actuação. Estamos numa situação em que temos cerca de 37% de desnutrição no nosso país. Os COPSAM na província já trabalham, os CODSAM nos distritos já trabalham. O que vamos fazer é continuar a trabalhar na base, continuar a incentivar a mulher, a rapariga, para que, de facto, consigam aproveitar o que muito existe lá na agricultura, a nossa produção, para evitar que não tenhamos mais crianças desnutridas”, disse.

Por seu turno, Sílvia Langa disse ser desafiante a missão que vai encontrar no FPD, e elencou dois principais dossiers que se vão concentrar neles. “É muito prematuro avançar com soluções rápidas neste momento, mas é importante dizer que, dentro daquilo que foram as capacidades, o sector tem estado a fazer melhor, quer ao nível da premiação desportiva, que foi um compromisso assumido pelo Governo para cumprir no âmbito do Plano de 100 Dias de Governação, e também a questão da requalificação do Estádio Nacional de Zimpeto”.

Os empossados iniciam as suas actividades imediatamente.

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