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O País – A verdade como notícia

Líderes da SADC reforçam união em Durban

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, participou, domingo, em Durban, na África do Sul, num jantar oferecido pelo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, aos Chefes de Estado e de Governo que participam na 46.ª Cimeira Ordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). O encontro, que antecede os trabalhos

Líderes da SADC reforçam união em Durban

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, participou, domingo, em Durban, na África do Sul, num jantar oferecido pelo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, aos Chefes

O presidente da ExxonMobil para Upstream, Dan Ammann, chefiou a delegação da empresa que foi hoje recebida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, e reafirmou o seu compromisso com Moçambique e com o projecto de gás natural liquefeito (LNG) em Cabo Delgado.

Durante o encontro, Dan Ammann destacou, também, a colaboração entre o Governo moçambicano e os parceiros internacionais para avançar com o projecto de gás natural liquefeito em Cabo Delgado, refere um comunicado da Presidência da República enviado ao “O País”.

“Foi um prazer encontrar a Excelência Presidente Chapo. Discutimos o nosso compromisso para Moçambique, para o projecto LNG”, no qual “todos estamos trabalhar, e também para as comunidades em Cabo Delgado”, afirmou Ammann.

O projecto de LNG em Cabo Delgado representa um marco significativo para a exploração de recursos naturais em Moçambique. Liderada pela ExxonMobil e outros parceiros, a iniciativa está em diferentes fases de desenvolvimento, com investimentos substanciais destinados à infra-estrutura e à extracção de gás. Com isso, espera-se um impacto positivo na economia local, incluindo a geração de empregos directos e indirectos para a população moçambicana.

Além dos avanços económicos, o projecto de LNG promete impulsionar o desenvolvimento de infra-estrutura em Cabo Delgado, investindo em estradas, escolas e serviços de saúde.

“Também discutimos como o Governo. A ExxonMobil e os nossos parceiros podem trabalhar juntos para ajudar a avançar este projecto, para o benefício de todos os envolvidos”, acrescentou Ammann.

A sustentabilidade e a responsabilidade social também estão no centro das discussões. A ExxonMobil reforçou a importância de incorporar práticas ambientais sustentáveis para minimizar impactos negativos. Além disso, a empresa compromete-se a apoiar iniciativas comunitárias, garantindo que os benefícios do projecto sejam partilhados de forma justa e que as vozes locais sejam consideradas na tomada de decisões.

Com a parceria entre o Governo moçambicano e a ExxonMobil, diversas iniciativas de capacitação e investimentos em projectos sociais estão a ser implementadas. Programas para formar mão-de-obra qualificada na indústria de gás e investimentos em educação e saúde são alguns dos compromissos assumidos. O objectivo é garantir que o crescimento económico impulsionado pelo gás natural traga melhorias significativas na qualidade de vida da população de Cabo Delgado, diz o comunicado da Presidência da República.

Todos os partidos com assento nas assembleias provinciais passam a fazer parte do diálogo entre o Chefe do Estado e as formações políticas com assento na Assembleia da República, anunciou hoje Daniel Chapo.

Trata-se dos partidos Revolução Democrática, com seis mandatos em Niassa; Partido Humanitário, com oito assentos em Cabo Delgado; Partido Renovação Social, com dois mandatos em Inhambane; Partido Reconciliação Nacional, com cinco assentos em Gaza; e Nova Democracia, com 16 assentos na Assembleia Provincial de Gurúè, revelou o Presidente da República, no fim de mais uma sessão do diálogo político com os partidos com mandatos no Parlamento e nas assembleias provinciais.

Aliás, a Nova Democracia já fazia parte do diálogo político com o Chefe do Estado, junto com o PODEMOS, a Renamo e o MDM.

“No que toca aos aspectos que são importantes para o acordo, já estamos em consenso a quase cem por cento”, afirmou Daniel Chapo, que esclareceu que o acordo que se pretende deve ser “mais abrangente e inclusivo”, nesta fase em que os intervenientes são apenas as formações políticas.

“Chegámos à conclusão de que era importante chamar outros partidos políticos com representação nas assembleias provinciais”, disse Daniel Chapo, e avançou que os próximos encontros irão incluir os presidentes das formações políticas ora mencionadas.

Sobre o conteúdo do diálogo, “já há um consenso em relação aos termos de referência”, para a assinatura do documento que conduzirá os passos subsequentes.

Refira-se que o líder da Renamo, Ossufo Momade, não se fez presente na reunião desta quarta-feira. Foi representado pela deputada Ivone Soares.

 

O Podemos acusa Venâncio Mondlane de violar a cláusula de confidencialidade no acordo de coligação que o partido fez com ex-candidato presidencial.

A conclusão saiu do Conselho Político do partido, que esteve reunido no dia 14 deste mês.

O vínculo político entre o partido PODEMOS e o ex-candidato presidencial nas últimas eleições gerais, Venâncio Mondlane, chegou ao fim, mas os traços da sua ligação continuam a gerar detalhes.

Reunidos na décima sessão do conselho político, o partido PODEMOS, concluiu que Venâncio Mondlane traiu o colectivo ao difundir os acordos de coligação nas redes sociais.

“A décima sessão do Conselho Político concluiu que o partido PODEMOS, em nenhum momento violou alguma cláusula do acordo coligatório assinado entre Venâncio e o partido PODEMOS. A décima sessão do Conselho Político concluiu com clareza que a violação do acordo coligatório aconteceu no que se refere ao princípio da confidencialidade, ruptura e forma da sessação do mesmo, actos de inteira responsabilidade do ex-candidato a presidência da República, o senhor Venâncio António Bila Mondlane”, disse Duclésio Chico, porta-voz do partido PODEMOS. 

Ademais, o PODEMOS acusa Venâncio Mondlane de estar a liderar uma iniciativa de denegrir a imagem do partido nas redes sociais.

“Neste acordo, o candidato vilipendiou não só o partido, mas também  a sua figura máxima que é o presidente Albino Forquilha, usando de canais de redes sociais e também alguns canais televisivos. Isto fez com que houvesse também  este acordo coligatório fosse rompido, porque na questão de confidencialidade, foi, primeiro, o candidato que violou”, esclareceu o porta-voz. 

Durante a sessão ordinária do conselho político ocorrida no dia 14 último, o PODEMOS diz ter apreciado materiais sobre o diálogo político entre o presidente da República e os líderes dos partidos políticos.  

O embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, Peter Vrooman, reitera que o apoio norte-americano a projectos essenciais no país não será afectado, apesar das dificuldades enfrentadas.

“Sabe que alguns projectos estão na situação de pausa, mas temos isenções nalguns projectos que salvam a vida, ou seja, projectos de PEPFAR [Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para a Luta contra a SIDA], os anti-retrovirais e também a logística para o sector da saúde, e nós vamos continuar os nossos programas de salvar vidas de dois milhões de moçambicanos que têm HIV”, afirmou Vrooman.

A garantia foi dada após uma audiência concedida pelo Chefe de Estado moçambicano ao diplomata norte-americano, onde ambos discutiram o fortalecimento das relações bilaterais. O embaixador destacou que “nós trabalhamos com parceiros aqui como Governo e sector privado e também as ONG, para salvaguardar estes programas de assistência humanitária”. O compromisso inclui a continuidade do apoio ao combate ao HIV/SIDA e outras iniciativas voltadas para a saúde e bem-estar da população.

A preocupação com os desafios do HIV em Moçambique já havia sido discutida pelo Presidente da República com a directora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/SIDA (ONUSIDA), Winnie Byanyima, durante a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana.

Na ocasião, Byanyima reconheceu os avanços do país, afirmando que “Moçambique tem feito muito progresso, reduzindo as novas infecções e reduzindo as mortes”. Contudo, também destacou que o desafio persiste, já que “Moçambique tem dois milhões de pessoas que estão em tratamento, 400 mil ainda a serem levadas ao tratamento, 80 mil novas infecções a cada ano, então continua crescendo”.

Os dados oficiais indicam que 2,4 milhões de pessoas vivem com HIV no país, reforçando a importância da continuidade dos programas de tratamento e prevenção. O avanço na luta contra a doença resulta de esforços conjuntos entre o governo moçambicano e organizações internacionais, mas ainda há muito trabalho a ser feito para garantir que mais pessoas tenham acesso aos medicamentos e cuidados adequados.

Além do apoio ao sector da saúde, os Estados Unidos também reafirmaram o compromisso com a assistência humanitária em Moçambique. “Nós temos também projectos na área de assistência humanitária, e este continua também”, disse o embaixador Vrooman, referindo-se ao trabalho conjunto com parceiros nacionais e internacionais para garantir a continuidade das iniciativas de ajuda.

O encontro entre o Presidente Chapo e o embaixador Vrooman reforça a importância da cooperação bilateral e o empenho conjunto em áreas prioritárias para o desenvolvimento do país. A continuidade do apoio norte-americano a Moçambique é um passo crucial para garantir um futuro “mais forte, mais seguro e mais próspero”, conforme destacado pelo diplomata durante o encontro.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, nesta quarta-feira, os embaixadores da Itália, Gabriele Philip Annis, e da Turquia, Ferhat Alkan, para a entrega das cartas credenciais, oficializando-os como representantes diplomáticos de seus países em Moçambique.  Durante a cerimónia, a Turquia disse estar disposta a colaborar Moçambique no combate ao terrorismo, segundo avançou a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. 

A cerimónia decorreu na manhã de hoje, na Presidência da República,  e  foram discutidos temas estratégicos, incluindo cooperação económica, defesa e educação, reforçando as relações bilaterais e o compromisso mútuo com o desenvolvimento e a segurança regional.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas, destacou a importância da cooperação com a Turquia, sublinhando que o país em referência tem uma forte presença na área da defesa e está disposto a colaborar com Moçambique na luta contra o terrorismo.

A governante avançou ainda que o embaixador turco, Ferhat Alkan, manifestou interesse em fortalecer a cooperação económica e comercial, e “referiu-se a uma das fábricas, que é a fábrica de cimento, e referiu-se ao problema que estamos a ter agora em relação à questão dos preços e pediu a protecção de suas empresa e de outros investimentos”.

Quanto à Itália, a ministra referiu que o país europeu tem desempenhado um papel significativo no desenvolvimento de infra-estruturas em Moçambique, incluindo a construção de barragens na província de Maputo por empresas italianas. Além do apoio na área da defesa, particularmente no combate ao terrorismo, que afecta a região norte do país, na província de Cabo Delgado.

Maria dos Santos Lucas destacou também a importância da cooperação com a Itália, recordando a participação daquele país no processo de pacificação moçambicana.

“Sua Excelência o Presidente da República recordou ao embaixador as relações que nós temos, que até culminaram com a assinatura do Acordo de Paz em Roma, as relações que nós temos com Itália como governo, como país, mas também as relações que nós temos com Sant’Egídio, e foi no Sant’Egídio que se assinou o Acordo de Paz de Roma”, disse a ministra, em declarações à imprensa.

Os encontros reafirmaram a importância da cooperação bilateral com ambos países, que se destacam como parceiros estratégicos de Moçambique. “Foi mais ou menos isso que se conversou, são países estratégicos e com uma parceria estratégica, sobretudo a Itália”, concluiu.

A Associação dos Empresários Europeus (EUROCAM) em Moçambique reiterou, na Cidade de Maputo, que continua a depositar confiança no país e defende o combate à corrupção e exige maior transparência, adianta a RM.

Segundo o presidente da EUROCAM-Moçambique, Simone Santi, os protestos pós-eleitorais causaram enormes prejuízos a investidores europeus, mas entende que estes fenómenos devem ser vistos também na parte positiva.

“Na positiva tem um país que está cheio de energia, que tem recursos naturais excelentes, que não é só o gás, mas também água, solos, areias pesadas, caulinos e outros minerais de que o mundo precisa neste momento. Nós estamos, também, a lançar a senha de confiança para os europeus. Esta é a mensagem que tivemos com o Presidente da República, Daniel Chapo”, disse, referindo ainda que o país precisa de capital estrangeiro e de empresários europeus que demonstraram capacidade para trabalhar com o empresariado moçambicano, Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) e Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

“Os empresários europeus gostam de regras claras e sem corrupção, ter um regulador e árbitro sério para jogar seriamente o jogo, mas também jogar junto com o empresariado nacional”, disse Santi.

Explicou que a juventude é a base e pilar do país e ressaltou que a Europa tem possibilidade de dar oportunidades a jovens empresários de crescer rapidamente e um dia estar em melhores condições.

A Europa é o primeiro investidor com 60 biliões de dólares investidos em Moçambique, segundo a RM.

Por seu turno, o embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, informou que a UE está pronta para ajudar o país na recuperação económica.

“As empresas europeias são maiores investidores no país, além do papel fundamental do sector privado, eu posso confirmar, como União Europeia, estamos prontos a trabalhar de uma maneira muito estreita com as instituições, Governo e todas as forças, apoiando os esforços para introduzir reformas. Acho que reformas é uma palavra fundamental do discurso do Presidente da República, para garantir o desenvolvimento do país”, disse.

Acrescentou que a União Europeia tem muitas ferramentas concretas para acompanhar reformas, citando o exemplo da recém-visita da chefe da Missão de Observação Eleitoral, que apresentou o relatório final sobre processo eleitoral com recomendações.

O presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, esta terça-feira, o ministro  dos Negócios Estrangeiros e da Comunidade Nacional no Exterior da Argelina, Ahmed Attaf. O representante argelino visitou Moçambique na qualidade de Enviado Especial do Presidente Abdelmadjid Tebboune, com o objetivo de reforçar os laços diplomáticos entre os dois países.

Durante a audiência, os dois líderes reafirmaram o compromisso de Moçambique e Argélia em fortalecer a cooperação política, económica e social. A visita reforça a longa relação histórica entre os dois países, marcada por uma forte solidariedade desde os tempos da luta pela independência.

No final do encontro, Ahmed Attaf destacou a satisfação e a honra de estar em Moçambique, um país que, segundo ele, ocupa um lugar especial no coração do povo argelino. O ministro relembrou a importância de figuras históricas moçambicanas como Eduardo Mondlane, Samora Machel e Joaquim Chissano, considerados verdadeiros heróis da libertação africana.

“Moçambique é a terra natal de grandes líderes que inspiraram a luta pela independência em todo o continente. Eduardo Mondlane, Samora Machel e Joaquim Chissano são nomes que continuam a ecoar na Argélia como símbolos de coragem e determinação na busca pela liberdade e pelo desenvolvimento de África”, disse.

O chefe da diplomacia argelina sublinhou ainda que a amizade entre Moçambique e Argélia tem raízes profundas, estabelecidas durante o período colonial, quando os dois países apoiavam mutuamente as suas lutas de libertação.

Durante a reunião, Ahmed Attaf esclareceu que a sua missão em Moçambique tinha três principais objetivos: expressar o reconhecimento da Argélia pelo apoio moçambicano nas eleições da União Africana; destacar a colaboração eficaz entre os dois países no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e sublinhou o compromisso de Moçambique com a União Africana, contribuindo para a estabilidade e o desenvolvimento do continente.

O governante argelino elogiou os progressos nas relações bilaterais, destacando a cooperação em diversas áreas estratégicas. Ele enfatizou que ambos os países compartilham valores comuns de solidariedade, paz e desenvolvimento, o que tem sido essencial para reforçar o diálogo e a concertação em temas internacionais.

Além dos laços históricos e do reconhecimento pelo apoio mútuo, a reunião abordou a filiação à Zona de Livre Comércio Continental Africana, uma iniciativa essencial para impulsionar o comércio e a integração econômica entre os países do continente, participação em missões de paz em África, reforçando o compromisso de ambos os países com a segurança regional, actuação conjunta no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, promovendo soluções pacíficas para os desafios do continente e a luta por uma maior representatividade da África em instituições financeiras internacionais, garantindo que as economias africanas tenham uma voz mais forte nos fóruns globais.

Segundo Ahmed Attaf, a Argélia e Moçambique compartilham uma visão comum sobre o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento da posição da África na geopolítica mundial. Ele destacou que os dois países continuarão a trabalhar juntos para garantir que as suas aspirações sejam atendidas dentro das organizações internacionais.

A reunião entre os dois líderes resultou em um compromisso renovado para aprofundar as relações bilaterais. Ahmed Attaf assegurou que a Argélia está disposta a expandir a cooperação com Moçambique em áreas estratégicas como comércio, educação, saúde e segurança.

O enviado especial sublinhou que, além da diplomacia política, há um forte interesse em fortalecer as parcerias econômicas e sociais, criando oportunidades para investimentos e desenvolvimento conjunto.

“A mensagem foi muito substancial e houve promessas de uma perspectiva brilhante nas relações entre Moçambique e Argélia. A base desta parceria são os valores que compartilhamos: justiça, liberdade e cooperação, sempre com a visão de garantir à África o lugar que merece na comunidade internacional.”

A visita do ministro argelino reforça o compromisso de ambos os países com a construção de um continente mais unido, forte e representativo no cenário global. A expectativa é de que as relações entre Moçambique e Argélia continuem a crescer, trazendo benefícios mútuos e contribuindo para o progresso de toda a África.

O Governo aprovou, esta terça-feira, a criação do Fundo para Financiamento do Desenvolvimento Local (FDEL), que visa impulsionar o empreendedorismo e o desenvolvimento económico local, nos domínios da produção, geração de renda e criação de empregos para cidadãos nacionais, com enfoque para jovens, em zonas rurais e urbanas. 

Em mais uma sessão do Conselho de Ministros, o Governo aprovou o decreto que altera o artigo 5 do regulamento sobre os produtos petrolíferos, de forma a incluir o ministro que superintende a área dos transportes na formulação de estratégias e decisões que minimizem o efeito da instabilidade nos preços dos produtos petrolíferos, que podem gerar impactos negativos na economia. 

Na mesma sessão, o Governo apreciou a monitoria do plano de acção dos primeiros 100 dias, tendo, segundo avançou o porta-voz do Governo, Inocêncio Impisse, notado progressos, no que diz respeito às actividades previstas, e o ponto de situação em relação a distribuição do livro escolar. 

 

O Ministério Público em Inhambane instaurou uma ação declarativa de condenação contra Venâncio Mondlane e o Partido Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), exigindo uma indemnização superior a quatro milhões de meticais. O processo surge na sequência de danos causados durante as manifestações pós-eleitorais, ocorridas em várias zonas da província de Inhambane.

Pompílio Xavier, magistrado do Ministério Público em Inhambane, esclareceu em conferência de imprensa que a acção judicial não se trata de um processo criminal, mas sim de um processo cível. 

“Não há, até ao momento, qualquer processo criminal instaurado contra o senhor Venâncio Mondlane. O que temos é uma acção de responsabilidade cível, na qual se exige a reparação dos danos causados ao património público”, sublinhou o magistrado.

Entre os prejuízos apurados estão danos em troços da Estrada Nacional N.º 1 (EN1) e da Estrada Nacional N.º 5 (EN5), bem como a destruição de infraestruturas públicas, incluindo postos de transformação de energia elétrica, viaturas do Estado e sedes de postos administrativos. O valor inicial dos danos foi estimado em 4 125 505 meticais, com possibilidades de actualização, dado que novos prejuízos foram registados após a entrada do processo em tribunal, a 29 de Novembro de 2024.

Detalhamento dos danos 

Segundo o Ministério Público, apenas os estragos nas estradas somam 2 804 346 meticais. As zonas afectadas incluem pontos como Lindela, Inharrime, a vila-sede de Morrumbene, e outros troços devidamente identificados. “Os danos na Estrada Nacional N.º 1 e na Estrada Nacional N.º 5 não se limitam à queima de pneus. Existem danos significativos na estrutura das vias, que necessitam de reparações urgentes”, destacou Xavier.

Adicionalmente, as manifestações resultaram na vandalização de portagens em Mapinhane, Inharrime e Massinga, na destruição de infraestruturas da Reserva Nacional de Pomene e na danificação de propriedades em vários distritos. “Esses valores são preliminares e serão actualizados em sede de execução de sentença”, acrescentou.

Controvérsia e apelo à calma

Nos últimos dias, vídeos circulados nas redes sociais sugeriram que o Ministério Público estaria a acusar Mondlane de destruir 360 quilómetros de estrada. Em resposta, Xavier desmentiu tais afirmações: “É completamente falso. O Ministério Público agiu com base em provas concretas e delimitou os danos a troços específicos”.

O magistrado apelou à responsabilidade na partilha de informações. “Não podemos continuar a disseminar desinformações que instigam a violência e comprometem o trabalho das instituições do Estado. É fundamental promover o diálogo e a estabilidade”, concluiu.

A ação judicial em curso visa responsabilizar financeiramente os envolvidos pelos danos causados, num momento em que Moçambique enfrenta desafios económicos significativos. As autoridades reiteraram o compromisso de assegurar o cumprimento das normas e a preservação dos bens públicos no país.

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