O Presidente da República, Daniel Chapo, desafia as confissões religiosas a assumirem um papel activo no resgate dos valores morais e éticos na sociedade moçambicana. O Chefe do Estado entende que a recuperação desses valores pode contribuir para consolidar a paz e a convivência social.
O apelo foi lançado hoje, em Xai-Xai, durante um culto inter-religioso inserido nas celebrações dos 34 anos da assinatura do Acordo Geral de Paz.
O resgate dos valores morais e éticos na sociedade moçambicana deve contar com o envolvimento das diferentes confissões religiosas.O entendimento é do Presidente da República, Daniel Chapo, que considera que as instituições religiosas podem desempenhar um papel importante na promoção da paz e na construção de uma sociedade mais harmoniosa.
“Hoje quase todos nós temos falado sobre a perda de valores morais e éticos na nossa sociedade. Mas achamos que temos de recuperar através das nossas confissões religiosas, seja religião muçulmana, cristã, hindu ou qualquer outra religião”, afirmou Chapo.
A mensagem foi transmitida durante um culto que reuniu representantes de diferentes confissões religiosas, no quadro das celebrações do Dia da Paz, que assinala os 34 anos da assinatura do Acordo Geral de Paz.
No encontro, o diálogo foi igualmente apontado como um dos principais instrumentos para a construção e preservação da paz no país.
Rodrigues Dambo, Presidente do Conselho Nacional de Moçambique, destacou o papel desempenhado pelos líderes religiosos na aproximação das partes envolvidas no conflito armado e na promoção de uma solução negociada.
“É importante porque os líderes religiosos de diferentes confissões religiosas promoveram a paz, juntaram as partes beligerantes e eles aceitaram que era possível, através do diálogo, acabar com a guerra”, afirmou Dambo.
Para o representante dos líderes religiosos, a celebração do Dia da Paz deve servir também para recordar que as diferenças podem ser ultrapassadas através do diálogo.
“Hoje, ao celebrar este Dia da Paz, estamos a recordar que o diálogo pode fazer calar qualquer tipo de arma”, sublinhou.
As mensagens deixadas no culto convergiram na necessidade de preservar a paz através do diálogo e de reforçar o papel das confissões religiosas na recuperação dos valores morais e éticos da sociedade moçambicana.