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O País – A verdade como notícia

O secretário-geral da Frelimo, Chakil Aboobacar, iniciou, nesta quinta-feira, uma visita de trabalho de dois dias à Cidade de Maputo, para aferir o grau de implementação do manifesto eleitoral do partido na urbe. Aboobacar diz que o motivo da visita é cumprir as promessas feitas durante a campanha eleitoral.

O partido Frelimo quer saber do grau de implementação do manifesto eleitoral autárquico no município de Maputo, dois anos depois do mandato de Rasaque Manhique como edil da cidade.

Para o efeito, o secretário-geral da Frelimo, Chakil Aboobacar, efectua uma visita de trabalho de dois dias ao município de Maputo, onde deverá fazer acompanhamento dos órgãos do partido a nível de base.

Em conferência de imprensa nesta quinta-feira, Chakil Aboobacar disse que o partido vai, também, partilhar com os militantes e órgãos de base as decisões tomadas na última sessão do Comité Central da Frelimo.

“A Frelimo é a bancada maioritária que, de facto, venceu as eleições. Devemos saber o que é que o nosso município está a fazer para assegurar o bem-estar da nossa população aqui, na Cidade de Maputo, o que é que o nosso partido está a fazer, justamente para reforçar a implantação dos órgãos do partido aqui a nível da cidade”, disse Aboobacar, citado pela Agência de Informação de Moçambique.

O secretário-geral do partido Frelimo acrescentou que “igualmente, como devem ter acompanhado pela imprensa também, nós realizámos, recentemente, a sessão do Comité Central do nosso partido e viemos partilhar com os militantes aqui a nível da cidade as principais decisões que foram tomadas neste órgão do partido, que é o Comité Central, que é o órgão máximo do partido”, disse.

Ademais, a visita do secretário-geral da Frelimo à Cidade de Maputo tem, também, a particularidade de fazer cumprir as promessas feitas durante a campanha para as eleições autárquicas e gerais, em conjunto com os simpatizantes da formação partidária.

Por isso, segundo Aboobacar, “temos de compreender o que é que está a ser feito para garantir que, no final, aquelas promessas que fizemos durante a campanha eleitoral nas autarquias, as promessas que fizemos durante a recente campanha eleitoral e actual vitória do presidente Chapo, o que é que estamos a fazer em conjunto para cumprir as promessas do nosso partido”.

Nesta visita à Cidade de Maputo, Chakil Aboobacar reúne-se com os órgãos sociais do partido, nomeadamente, a Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e a Organização da Juventude Moçambicana (OJM).

Pelo menos 250 antigos guerrilheiros da Renamo, desmobilizados no âmbito do DDR, estão em parte incerta e incontactáveis, o que, segundo  o próprio partido, está a condicionar o encerramento do processo de  instrução, fixação e pagamento de pensões. 

A Renamo,  através do seu chefe na Comissão de Assuntos Militares, André Magibire,  tornou público, nesta quinta-feira, em Sofala, que 251 antigos guerrilheiros, que foram desmobilizados no âmbito do DDR, estão em parte incerta e incontactáveis. 

“Não está a ser fácil a sua localização para efeito deles requererem às suas pensões, porque não estão contactáveis, os números que nós tínhamos (…)   estão fora de área,  e alguns deles mudaram de residência, mas estão a ser envidados esforços pelo nosso departamento de assuntos sociais, em coordenação com as delegações políticas provinciais e distritais, para que esses combatentes possam tratar as suas pensões”, explicou André Magibire. 

De acordo com Magibire, dos 5221 combatentes da Renamo desmobilizados no âmbito do DDR, mais de  4500 já receberam pensões e os restantes estão em processo.  

Em relação ao ataque armado  ocorrido em Maringue, protagonizado por indivíduos, com idades acima de 50 anos, que se presume serem antigos guerrilheiros da Renamo, Magibire disse que cabe ao Governo clarificar o assunto. 

“Quem deve responder isso é o Governo. Não gostaria de me pronunciar sobre isso. Se calhar numa outra conferência de imprensa poderemos nos debruçar sobre isso, se tivermos elementos”, declarou.

Sobre o  encerramento das sedes da Renamo e da destruição de material contendo fotos do presidente do partido, protagonizado por antigos guerrilheiros da Renamo, Magibire primeiro criticou o acto.

“Acho que não se deve, nem se pode fechar delegações, porque os membros não gostam do Presidente. Não é a via”.  

O antigo Secretário-Geral da Renamo defendeu depois um diálogo interno. “Se nós conseguirmos fazer isso, convocar todos numa reunião e cada um dizer o que lhe preocupa, acredito que  a coisa vai mudar. O próprio presidente Ossufo Momade vai-se pronunciar sobre as matérias que ele é acusado”. 

André Magibire falava numa conferência de imprensa na cidade da Beira que tinha como principal objectivo actualizar o processo de fixação e pagamento de pensões no âmbito do processo de Desarmamento, desmobilização e reintegração dos combatentes da Renamo.

O brigadeiro da Renamo, Fernando Mafenhure, ameaça atacar a residência de Ossufo Momade, caso não abandone voluntariamente a liderança do partido, nos próximos dias. Mafenhure fez o pronunciamento em Gondola, depois de ordenar que fosse queimado todo material de propaganda política com imagem de Ossufo Momade.

Em Manica, à semelhança de outros pontos do país, a pressão para retirar Ossufo Momade da liderança da Renamo não para. Desta vez, os desmobilizados da Renamo, liderados pelo brigadeiro Fernando Mafenhure, escalaram a sede distrital da Renamo em Gondola, onde queimaram todo material com cara de Ossufo Momade.

“Nosso trabalho ainda não parou. Nosso objectivo principal, como desmobilizados, é a retirada do próprio Ossufo Momade, já não estamos a precisar. Deste modo, se existem alguns que apoiam Ossufo Momade (…) é da nossa inteira responsabilidade chegar directamente onde ele está, e vamos atacar a sua residência”, disse Fernando Mafenhure.   

A liga da juventude da Renamo diz que a organização já não se revê na figura de Ossufo Momade como seu líder.

“Nós queremos esse partido e não o podemos abandonar, como liga da juventude. Estamos aqui a representar o partido, mas fora Ossufo Momade. Estamos cansados nós, como liga da juventude” 

Recentemente os desmobilizados da Renamo incendiaram material político-partidário com imagens de Ossufo Momade em Chimoio, onde encerraram, também, a sede provincial do partido.

O Presidente da República defendeu, esta quarta-feira, na cidade da Maxixe, em Inhambane, uma actuação mais  próxima e colaborativa com o sector privado para impulsionar a  recuperação económica da província de Inhambane, fortemente afectada por manifestações violentas no período pós-eleitoral. 

Durante um encontro com empresários da província de Inhambane, o  Chefe de Estado destacou a necessidade de soluções conjuntas para  revitalizar a economia, sublinhando que “vocês é que fazem o dia-a dia, portanto quem faz o dia-a-dia é que pode sentir na pele o que  está a acontecer”. 

Na ocasião, Daniel Chapo explicou que o Governo está a  manter diálogos com diversos estratos sociais com o objectivo de  avaliar o impacto real das manifestações e preparar respostas  ajustadas à realidade actual. “Estamos a conversar com vários estratos sociais para nos apercebermos, depois deste período das eleições e  da nossa tomada de posse no meio das alegadas manifestações,  criminosas, violentas e ilegais, como é que realmente está a nossa  província, porque afectaram bastante a nossa economia”, afirmou. 

O estadista revelou ainda que o Executivo está a desenhar várias  iniciativas económicas para enfrentar os danos causados,  nomeadamente através da criação de fundos de financiamento.  “Estamos a tentar criar vários fundos para injectar capital no mercado,  e com esta injecção de capital podermos recuperar a nossa  economia”, disse, acrescentando que a recuperação depende  também do contributo activo dos empresários. 

Durante o encontro, o Presidente da República abriu espaço para que  os empresários da província apresentassem directamente as suas  preocupações e sugestões, numa clara demonstração do  compromisso com uma governação participativa. Os intervenientes  manifestaram inquietações relacionadas com a morosidade na  emissão de vistos de trabalho e de negócios, o difícil acesso aos  fundos de financiamento, a falta de transparência em concursos  públicos, bem como as elevadas taxas na troca de matrículas na  importação de viaturas. 

Ao ouvir os empresários, o governante reforçou o papel central do  sector privado na criação de emprego e no desenvolvimento  nacional. “Vocês é que criam emprego para a nossa população, é  que pagam impostos que permitem ao Estado criar melhores  condições de vida para a nossa população”, frisou, destacando a  importância do sector na provisão de serviços básicos como energia,  estradas, escolas e saúde.

O Chefe de Estado reiterou que a sua governação será marcada por  uma maior proximidade com os cidadãos e os agentes económicos.  “Aquando da nossa tomada de posse deixámos de forma muito clara  que íamos fazer uma governação mais próxima da população, por  isso é que estamos aqui para cumprir com aquilo que nós  prometemos”, declarou, lembrando que a visita a Inhambane  procurou criar espaço para um diálogo aberto com os empresários. 

O ministro do Interior, Paulo Chachine, diz desconhecer a existência de “esquadrões da morte”, designação dada a um grupo que supostamente assassina políticos e pessoas críticas ao Governo. Chachine diz, ainda, que decorrem investigações sobre o caso do ataque armado ocorrido há dias na EN1, em Sofala.

O país tem vindo a testemunhar o assassinato, de forma selectiva, de figuras políticas e pessoas que se têm manifestado críticas ao regime do dia. Os crimes são caracterizados por baleamentos na via pública ou sequestro de pessoas e, depois, espancadas ou torturadas. Entretanto, os casos não têm encontrado desfecho, razão pela qual a sociedade civil tem estado a pressionar as autoridades para o seu esclarecimento. 

Confrontando com esta situação, que ganhou novos contornos com o baleamento, domingo, do músico e político Joel Amaral, em Quelimane, o ministro do Interior diz não ter conhecimento da existência de “esquadrões da morte”

“Tenho lido, tenho ouvido falar em alguma imprensa sobre os esquadrões da morte, sobre o conceito. Não conheço, não sei se existem e onde é que existem”, respondeu o ministro do Interior a uma questão colocada pelos jornalistas. 

Paulo Chachine justifica, por outro lado, que as autoridades estão concentradas em esclarecer qualquer tipo de crime. 

“Quando há um crime, a preocupação é de esclarecer o crime, independentemente da pessoa, filiação religiosa e política. A Polícia e outras entidades que trabalham nestes casos, têm sempre a preocupação de esclarecer os crimes”, assegurou.

No que diz respeito ao ataque armando protagonizado no passado dia 8 de Abril, na EN6, em Sofala, acção que resultou na queima de sete viaturas e assalto a alguns passageiros, o ministro do Interior assegurou que decorrem investigações para esclarecer o caso. 

“Estamos a trabalhar para esclarecer o que há por detrás destes ataques. A única coisa que sabemos é que estes ataques são maus. Aqueles ataques criaram prejuízos para as pessoas”, frisou.

Paulo Chachine fez estes pronunciamentos no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, onde dirigiu a cerimónia de abertura da escola de sargentos.

O presidente do MDM, Lutero Simango, é de opinião que é da responsabilidade de todos os moçambicanos contribuírem na construção de uma sociedade mais justa e tolerante e que a celebração dos 50 de independência nacional deve servir de momento de reflexão sobre a unidade nacional e a busca de caminhos para o bem estar de todos.

Foi numa conferência de imprensa, que o presidente do MDM desafiou a todos os moçambicanos,  para a passagem dos 50 anos da independência nacional, a serem celebrados no próximo dia 25 de Junho,  a reflictam sobre o diálogo, tolerância política, e reconciliação nacional, pontos que, para ele, são os caminhos para a construção de uma sociedade mais justa.

Simango exige, de forma particular, o fim de assassinatos de cidadãos, supostamente por razões políticas.

Refira-se que há cerca de três meses parte dos membros fundadores do MDM, na Beira, convocaram a imprensa para mostrarem o seu descontentamento em relação à forma como Lutero Simango gere o partido. 

Simango não quis entrar em detalhes sobre o assunto, mas garantiu que falou com os membros do seu partido.

O presidente do MDM está em Sofala há mais de uma semana para revitalizar as bases do partido.

 

Na sua visita à província de Inhambane, o Presidente da República, Daniel Chapo, dedicou o segundo dia de trabalho a encontros com representantes de vários sectores sociais. O objetivo foi claro: ouvir, compreender e planear soluções concretas para os desafios que assolam as comunidades locais, sobretudo as mais vulneráveis, que enfrentam dificuldades agravadas pela crise económica e social.

No encontro com líderes comunitários, Daniel Chapo destacou a importância de quem vive e trabalha junto às populações como uma fonte indispensável de conhecimento sobre os problemas reais do país. Nas zonas rurais de Inhambane, os desafios são profundos e variados. O acesso à água potável é uma das maiores preocupações das comunidades. Muitas famílias ainda percorrem quilómetros diários à procura de fontes de água, frequentemente contaminadas, o que aumenta o risco de doenças.

A insegurança alimentar também é uma realidade. As alterações climáticas têm reduzido a produtividade agrícola, deixando milhares de famílias em situação de dependência da ajuda humanitária. Por outro lado, o acesso a serviços de saúde é limitado, com postos médicos distantes, o que complica a vida dos doentes crónicos e das gestantes. A educação não fica atrás: escolas com infraestruturas precárias, falta de carteiras e longas distâncias percorridas por crianças e jovens são apenas alguns dos problemas apontados.

No encontro com funcionários públicos, Daniel Chapo ouviu um relato detalhado das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores do Estado. Na área da saúde, as horas extras acumuladas sem remuneração são motivo de grande frustração. Médicos, enfermeiros e outros profissionais relatam que, apesar de dedicarem longas horas ao cuidado dos doentes, muitas vezes em condições precárias, não recebem o reconhecimento devido.

Na educação, os professores destacaram as dificuldades para garantir um ensino de qualidade. A sobrecarga de trabalho é uma realidade constante, com turmas superlotadas e falta de recursos pedagógicos. Muitos mencionaram o atraso nas progressões e noutros atos administrativos que deveriam garantir a estabilidade e a motivação na carreira. Em toda a função pública, o cenário de ausência de condições de trabalho é comum, com relatos de falta de materiais básicos em várias instituições.

Daniel Chapo reconheceu as dificuldades apresentadas e enfatizou a importância de um diálogo constante para a construção de soluções que beneficiem não apenas os trabalhadores, mas também os utentes dos serviços públicos.

A crise económica gerada pelas manifestações violentas que o país viveu nos últimos meses teve um impacto devastador para o sector empresarial, especialmente em Inhambane. Durante o encontro com Daniel Chapo, os empresários descreveram um cenário de perdas significativas, com lojas vandalizadas, estabelecimentos saqueados e um clima de insegurança que afastou investidores e clientes.

A falta de apoio para a recuperação das atividades foi apontada como uma das principais preocupações. Muitos afirmaram que, sem incentivos fiscais e linhas de crédito acessíveis, é quase impossível reerguer os negócios. Daniel Chapo reconheceu o impacto das manifestações no tecido económico e reiterou o compromisso de criar condições para a recuperação do sector privado, e falou de algumas iniciativas tomadas pelo seu governo oara financiar as empresas e ajudar na recuperação, considerado essencial para o crescimento do país.

Na reunião com os jovens, a conversa foi marcada por uma mistura de esperança e desespero. Os jovens de Inhambane enfrentam uma realidade marcada pelo desemprego galopante e pela falta de oportunidades de formação profissional. 

As preocupações também passaram pela falta de apoio ao empreendedorismo. Muitos jovens com ideias inovadoras para pequenos negócios disseram sentir-se abandonados pelo sistema, que não oferece financiamento ou formação para transformar sonhos em realidade. A insegurança, sobretudo nas zonas urbanas, foi outro ponto destacado, com vários jovens a pedirem medidas concretas para combater a criminalidade.

Daniel Chapo ouviu atentamente cada intervenção, afirmando que a juventude é o motor de desenvolvimento do país e que o governo irá priorizar iniciativas que promovam a formação, o emprego e o apoio ao empreendedorismo.

O chefe de estado destacou a retoma do Fundo para apoio às iniciativas locais de geração de renda e de emprego.

O segundo dia da visita de Daniel Chapo a Inhambane foi marcado por encontros intensos e produtivos, que colocaram em evidência os desafios de uma província que busca soluções para problemas antigos e novos. As vozes das comunidades rurais, dos funcionários públicos, dos empresários e dos jovens ecoaram num dia que se espera ser o ponto de partida para mudanças concretas. Para muitos, a auscultação é um sinal de que o caminho para um futuro melhor passa por ouvir aqueles que vivem na linha da frente dos desafios do país.

O Governo diz que em tempo oportuno apresentará os detalhes sobre a reabilitação da Estrada Nacional Número Um (EN1). A informação foi avançada hoje, pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante a audição solicitada pela Bancada do PODEMOS, para esclarecimento sobre a Estratégia Nacional de Desenvolvimento.

Depois de suscitar o adiamento da sessão que debateria a proposta da Estratégia Nacional de Desenvolvimento, a bancada do PODEMOS ouviu o Governo sobre o instrumento que pretende orientar o desenvolvimento do país nos próximos 20 anos. 

É que os mandatários do povo entendem que há aspectos sociais que não constam no instrumento. O ministro da Planificação e Desenvolvimento começou por dar esclarecimentos. 

“É importante que todo cidadão, a população saiba que nem tudo vai estar na Estratégia Nacional de Desenvolvimento. Há elementos importantes de acções, de medidas, de programas, de projetos, que vão estar nos planos estratégicos dos setores da água, estradas, da agricultura, da educação, do ambiente, das pescas, da saúde, etc. E dos territórios, há elementos que vão estar na província de Nampula, no seu plano estratégico de desenvolvimento da província de Nampula”, defendeu Salim Valá.

Não satisfeitos, os deputados do PODEMOS foram mais específicos, na apresentação das preocupações.

Carlos Tembe apontou a necessidade de o Governo olhar seriamente para o combate à corrupção na contratação de empreitadas públicas.

“Para operacionalizar esta estratégia, é preciso que em Moçambique haja um compromisso de corrupção zero. Entenda a corrupção zero, significa que nós temos que apetrechar toda a nossa instituição que lida com questões legais.  Os tribunais devem ser independentes. Porque se não acontecer essa independência, os indivíduos que têm influenciado para se beneficiar dos fundos do Estado continuarão a prejudicar o Estado, promovendo o clientelismo”.

O Porta-voz do Partido também colocou as suas inquietações. O nível de contratação da dívida pública foi a que mais se ouviu.

“Moçambique atingiu uma marca histórica de um trilhão de meticais em 2024. Um aumento de 8% em relação ao ano anterior, impulsionado exclusivamente pelo crescimento acelerado da dívida interna de 30%. Um cenário que reflecte desafios significativos para a sustentabilidade fiscal do país. Este é um dos nossos maiores problemas, a questão da nossa balança comercial. Qual é a visão deste plano para tornar a dívida sustentável?”

Sem entrar em detalhes, Salim Valá disse ser preocupação do Governo a sustentabilidade da dívida pública.

“O governo tem uma estratégia de gestão da dívida e procura colocar a dívida em um patamar de sustentabilidade. Há várias pressões, também foi referido aqui pressões do lado fiscal e que isso leva a que efetivamente nos últimos anos não tenham sido feitos investimentos em infraestruturas, no capital humano e em outras áreas estratégicas em decorrência de recursos exíguos que foram alocados significativamente para o funcionamento do Estado, o pagamento de salários”, respondeu.

A reabilitação da estrada nacional nr um foi também colocada como preocupação e, aliás, foi na voz do deputado da Renamo, actualmente membro do Podemos, Alberto Ferreira.

“Não falaram nada sobre a estrada nacional número um. É impossível que o moçambicano possa, não possa, Moçambique não possa ter a mobilidade necessária, a comunicabilidade necessária, a transitabilidade necessária. E, portanto, não há neste programa, pelo menos eu não vi detalhadamente, a rede viária, qual é o programa, qual é o investimento a médio e a longo prazo”, questionou Ferreira, que esteve na plenária na posição de convidado do Podemos, acompanhado de outros assessores do partido.

Valá diz que ainda não é oportuno trazer detalhes das obras.

“E há todo um pacote de ações para a mobilização de recursos, para a preparação, com vista que através de canais apropriados, instituições vocacionadas e no momento apropriado serão anunciadas e serão reabilitadas e levadas de ação ações diversas para os vários troços desta via muito extensa. Portanto, é algo que está elencado, está previsto como uma ação estratégica. Acreditamos que talvez o governo consiga satisfazer aquilo que são as nossas inquietações”.

A bancada do Podemos espera ver as suas preocupações respondidas no instrumento a ser depositado e debatido na próxima quarta-feira.

O Presidente da República expressou esta manhã, na cidade da Maxixe, a sua  gratidão à população da província de Inhambane pelo apoio massivo  que garantiu a sua eleição ao mais alto cargo do Estado  moçambicano. 

Na ocasião, o Presidente Chapo destacou que a província de  Inhambane teve um papel singular não apenas no processo eleitoral,  mas também na sua formação política e cívica. “Foi aqui, nesta terra,  que aprendi o valor do trabalho árduo, da humildade e do  compromisso com o povo. Inhambane ensinou-me a servir com dedicação e, por isso, mereceu ser a base da minha escolha como  candidato à Presidência da República”, afirmou o Chefe de Estado. 

O Presidente da República reiterou o seu  compromisso com a província ao longo do seu  mandato. Sublinhou que continuará a trabalhar lado a lado com as  comunidades locais para garantir a melhoria das condições de vida,  com destaque para o acesso à água potável, educação, saúde e  infraestruturas. “A vossa confiança não será em vão. O Governo que  lidero será, acima de tudo, um Governo próximo do povo”, garantiu.

Um dos temas centrais do seu discurso foi a necessidade de paz e  estabilidade após os episódios de violência que seguiram às eleições  de 2024. “A grande mensagem que queremos deixar é a mensagem  de paz, porque depois das eleições nós vimos pessoas, sob pretexto  de resultados eleitorais, a entrarem em violência, em vandalizações,  em manifestações ilegais, criminosas e que foram muito violentas”,  lamentou o governante.

Neste contexto, o Chefe de Estado destacou a assinatura e  promulgação do Compromisso Político para um Diálogo Nacional  Inclusivo, agora transformado em lei pela Assembleia da República. “A  partir de agora todos os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo,  temos que sentar, como irmãos, e debatermos este assunto: por que  quando terminam eleições, aquele que perdeu não pode pegar no  telefone, ligar para a pessoa que ganhou, desejar muitos parabéns,  sucessos e depois ir para casa, sentar, esperar cinco anos para voltar a  concorrer de novo”.

No campo da saúde, Chapo anunciou medidas concretas para  responder às necessidades locais, nomeadamente a entrega de  novas máquinas de Raio X. “Trouxemos, ontem, duas máquinas novas  de Raio X, uma para a cidade de Inhambane, no Hospital Provincial, e  outra, aqui na Maxixe, para o Hospital de Chicuque”, informou,  afirmando que a iniciativa visa aliviar os cidadãos da necessidade de  deslocações longas para exames médicos. 

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