Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Líderes da SADC reforçam união em Durban

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, participou, domingo, em Durban, na África do Sul, num jantar oferecido pelo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, aos Chefes de Estado e de Governo que participam na 46.ª Cimeira Ordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). O encontro, que antecede os trabalhos

Líderes da SADC reforçam união em Durban

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, participou, domingo, em Durban, na África do Sul, num jantar oferecido pelo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, aos Chefes

O Presidente da República, Daniel Chapo, participa, pela primeira vez, na Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), que decorre nos dias 15 e 16 de Fevereiro corrente, em Addis Abeba, capital da Etiópia. 

Segundo explica a Presidência da República, em comunicado de imprensa, durante a cimeira, o estadista moçambicano terá uma agenda intensa, tanto no evento principal como nos encontros à margem, envolvendo líderes internacionais e instituições financeiras, conforme deixou claro a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, em declarações à imprensa, que destacou a importância da participação do Presidente Chapo neste evento.

“É a primeira vez que que Sua Excelência o Presidente Daniel Francisco Chapo vai participar nesta cimeira. É muito importante, é todo o continente aqui, aqui que é a sede da diplomacia africana. E além de nós africanos, temos também a comunidade internacional aqui, e é por isso que ele, depois, vai ter uma agenda muito intensa, não só da cimeira, mas também intensa fora da cimeira ”, afirmou a ministra.

A 38ª Sessão Ordinária da Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo da UA, órgão supremo de tomada de decisões da organização, irá debater temas de grande relevância para a África. Entre os principais pontos da agenda estão a Justiça Reparatória e a Cura Racial, bem como a situação da Paz e Segurança em África. O encontro discutirá, ainda, a participação da União Africana no G20 e o processo de reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Para além dos debates sobre políticas continentais, a presença do Presidente Chapo será marcada por reuniões estratégicas com várias entidades internacionais. “Temos encontros com o Secretário-Geral das Nações Unidas [António Guterres], encontros com vários países membros da União Africana, mas também com instituições financeiras”, revelou a ministra Maria Manuela dos Santos Lucas.

Um dos momentos mais aguardados será a reunião do Presidente Chapo com o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento e o presidente do Banco África 50, instituição que actua como braço do Banco Africano de Desenvolvimento.

A promete ser um marco na história diplomática do continente. Com a participação do Presidente da República na Cimeira da União Africana, Moçambique reafirma o seu compromisso com as políticas e iniciativas que visam impulsionar o desenvolvimento africano, consolidando a unidade continental e promovendo a justiça para os povos africanos e suas diásporas.

O evento realiza-se sob o lema “Construindo uma Frente Unida para Promover a Causa da Justiça e o Pagamento das Reparações aos Africanos”.

Moçambique vai defender, na União Africana, o diálogo para resolução do conflito na República Democrática do Congo e solidariedade para com as Nações que querem ser reparadas pelas consequência do colonialismo e do apartheid. A Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo inicia amanhã e termina domingo. 

A capital política africana, Addis Abeba, volta aos holofotes este sábado e domingo, com a presença na Sede da União Africana dos Chefes de Estado e de Governo dos 54 países que fazem o continente. 

A 38ª Sessão da Assembleia Geral da União Africana vai marcar a participação, pela primeira vez, de Daniel Chapo, enquanto Presidente da República de Moçambique, daí que terá a oportunidade de discursar na plenária. O tema central desta edição tem a ver com justiça e compensação devido ao colonialismo. 

O movimento nascido em algumas antigas colónias francesas, ganha agora dimensão continental, ao ter sido eleito com o lema da reunião de 2025. Mas compensação pelo passado colonial não é para Moçambique uma prioridade. 

A cúpula não vai deixar de lado o tema da segurança no continente, particularmente num contexto de preocupação crescente em torno do conflito na República Democrática do Congo. A Chefe da Diplomacia Moçambicana vê neste encontro uma oportunidade para o reforço dos entendimentos já alcançados em torno do problema da RDC.

O encontro dos Chefes de Estado foi antecedido de reuniões do Conselho de Ministros da União Africana e do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, num contexto em que Moçambique vai iniciar a produção do seu próximo relatório, que será avaliado pelos seus pares. 

Esta será para Moçambique, também, uma oportunidade de criar corredores diplomáticos, até porque já são quase certos encontros que Daniel Chapo poderá manter com o SG das Nações Unidas, António Guterres e o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento.

Na tarde desta sexta-feira, Chakil Aboobacar foi eleito Secretário-Geral da Frelimo, durante a terceira Sessão Extraordinária do Comité Central, na Matola.

O número dois do partido Frelimo é político e escritor, tendo nascido na cidade de Quelimane, província da Zambézia. É licenciado em Ensino de Matemática, pela Universidade Pedagógica.

Desde cedo, dedicou-se à vida associativa, destacando-se como um activista social e político, particularmente na promoção da juventude, desporto e cultura. Na sua trajectória, entre várias actividades, desempenhou as funções de secretário provincial da Organização da Juventude Moçambicana, de Vice-presidente da Associação Centro de Arte e Artesanato – ASSOCIARTE, de secretário provincial da Associação Provincial de Atletismo  e de vice-presidente e membro fundador da Associação Cultural Casa do Artista da Cidade da Beira, na província de Sofala.

É membro da Associação dos Escritores de Moçambique (AEMO) e, recentemente, desempenhava a função de vice-Presidente e Membro fundador da Ovedekula, Associação Moçambicana Para o Fundo de Literatura e Leitura.

Publicou, pela Associação dos Escritores Moçambicanos, a sua primeira obra de ficção narrativa “Uma Vida Qualquer” (2010) e “Pétalas d’água” (2018).

Na terceira Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo, coube a Joaquim Chissano empossar o recém-eleito presidente do partido, Daniel Chapo. 

Falando aos membros presentes na Escola Central da Frelimo, Chissano defendeu que Chapo vai conseguir fazer com que a Frelimo consiga melhorar a qualidade de vida do povo moçambicano. Para Chissano, Chapo é sinónimo de esperança e vai saber trabalhar no que considerou novos tempos, em que a Frelimo precisa adaptar-se. 

Depois de felicitar Daniel Chapo pela eleição, certo de que a sua presidência será coroada de êxitos, Joaquim Chissano lembrou que o sexto presidente da Frelimo vai enfrentar momentos felizes e de dificuldades, durante as suas funções. Ainda assim, disse, acredita que o presidente do partido vai conseguir relembrar com acções que em Moçambique há apenas um só povo, e esse povo deve viver em harmonia, com o objectivo único de preservar a sua dignidade e elevar alto o seu bem-estar, com trabalho.

“Temos este sexto presidente da Frelimo, que precisa de ser acompanhado, que precisa dos nossos pontos de vista, para o ajudar a ver todos os problemas que nos preocupa”, acrescentou Chissano: “Ele está aqui para servir. Temos muita confiança de que o nosso partido, orientado pelo camarada Daniel Chapo, vai continuar a crescer não só em quantidade e, sobretudo, em qualidade”. 

Na parte final do seu discurso de ocasião, Joaquim Chissano sublinhou a questão da unidade nacional porque, no seu entender, o povo não deve destruir aquilo que lhe pertence, devendo, de seguida, reconstruir tudo o que destruiu.

A terceira Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo elegeu, na tarde desta sexta-feira, na Cidade da Matola, Daniel Chapo como Presidente do partido.

No acto de tomada de posse, Chapo jurou servir fielmente a Frelimo, defender e preservar a coesão entre os membros e cumprir as tarefas do partido.

Tomada a posse, Daniel Chapo agradeceu os “camaradas” nos seguintes termos: “Este é um momento especial para o nosso partido, e de muita responsabilidade, por estarmos a assumir este grande partido, que começou a construir Moçambique a partir de 1962. Agradecer pelo voto de confiança que os camaradas membros do Comité Central, que representa milhões de membros, simpatizantes, militantes e população moçambicana em geral”.

De seguida, Chapo disse que quer continuar a trabalhar com todos para consolidar a paz, a unidade nacional e o desenvolvimento do país. “Só é possível fazermos isso se estivermos unidos do Rovuma a Maputo”. 

Para Chapo, não há ninguém que pode dirigir um país como Moçambique e garantir o bem-estar dos moçambicanos sozinho. Tal tarefa só é possível com unidade, independentemente das diferenças raciais, étnicas ou religiosas. 

Assim, Daniel Chapo sucede a Filipe Nyusi, que deixou o cargo à disposição na manhã desta sexta-feira. 

O Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, disse, na manhã desta sexta-feira, durante a abertura da terceira Sessão Extraordinária do Comité Central do seu partido, na Cidade da Matola, que, apesar de reconhecer que o debate sobre a separação de funções entre o presidente de partido e da República é fundamental, o assunto requer um aprofundamento e decisão máxima da força partidária num congresso. 

No que pode ter sido o último discurso como presidente da Frelimo, Filipe Nyusi considerou fundamental o debate dentro e fora da Frelimo em relação à separação de funções de presidente do partido e da República.

“Não pretendemos fechar esse debate, pois não temos competência para tal. No entanto, achamos ser matéria que requer o aprofundamento e a decisão do órgão máximo da Frelimo, que é o congresso (…), sobre o melhor caminho a seguir. Enquanto esta decisão não for tomada, coerentes connosco mesmo e firmes na nossa posição de sempre e sem pressão de ninguém, tomamos a iniciativa de passar o testemunho da liderança do partido ao novo ciclo governativo, mantendo, deste modo, a tradição da unicidade do comando. Nós acreditamos que esta unicidade poderá reforçar a coesão interna do partido e facilitar que a sua acção esteja devidamente alinhada com a acção do nosso governo”, afirmou, Nyusi.

A nova direcção a ser eleita, segundo Nyusi, vai assumir funções num momento de desafios que o país apresenta e todos os membros do partido deverão trabalhar unidos.

“O nosso apelo a todos os membros do partido é de que apoiemos com sinceridade e honestidade o camarada presidente Daniel Francisco Chapo, de modo que tenha tempo e sucessos necessários para se concentrar ao nosso grande projecto, que é o de consolidar a unidade nacional, promover a paz e o desenvolvimento. E afirmamos a nossa genuína abertura e disponibilidade para continuarmos a dar a nossa contribuição naquilo que se mostrar necessário, a bem do partido e da nação dentro dos limites das nossas capacidades”, sublinhou. 

Nyusi dirigiu a Frelimo durante 10 anos.

“Quero agradecer a aqueles camaradas que, em momentos turbulentos, não pouparam esforços de apontar caminhos certos para que pudéssemos ultrapassar os desafios de diferentes magnitudes que foram surgindo. Estendemos esse reconhecimento aos milhões de membros da nossa gloriosa Frelimo e aos moçambicanos em geral, pela oportunidade que nos foi dada para direccionar os destinos do partido e da nação moçambicana. O nosso sentimento é de missão cumprida. Apesar de uma adversa campanha por dentro e por fora, a Frelimo continua a ser um dos partidos históricos mais enraizados do país, na região e no continente”.

 

NYUSI FELICITA CHAPO

Na sua intervenção, Nyusi felicitou Daniel Chapo por, de forma patriótica, responsável e com sentido de missão, ter aceitado o desafio lançado pelo Comité Central em relação à presidência do país. Por conseguinte, o então presidente da Frelimo convidou Daniel Chapo a prosseguir com firmeza para que Moçambique possa enfrentar com sucesso os desafios actuais, como terrorismo, manifestaçoes violentas e calamidades que atrasam o desenvolvimento. 

Em nome da sua familia e em seu nome, Filipe Nyusi manifestou o que considerou profunda gratidão aos quadros da Frelimo pelo apoio incondicional na lideranca do partido. Nyusi estendeu os agradecimentos aos moçambicanos em geral pela oportunidade de presidir a República.

Instantes depois de o Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, anunciar o único ponto da agenda da terceira Sessão Extraordinária do Comité Central da Frelimo, na Escola Central do partido, na Cidade da Matola, Agostinho Mondlane solicitou uma intervenção para questionar por que a mesma agenda não incluía a eleição dos membros da Comissão Política. 

“Gostaria de obter da nossa mesa, do nosso presidium, a explicação de porquê dos órgãos centrais que estão aqui [na agenda] não temos a Comissão Política”.

Na sequência da questão colocada por Agostinho Mondlane, o Presidente da Frelimo perguntou aos militantes presentes quem votava contra ou a favor da agenda com ponto único. A votação a favor da agenda prevaleceu, pelo que a eleição dos membros da Comissão Política deve ficar para outro encontro dos “camaradas”.

 

A Frelimo encontra-se, desde a manhã desta sexta-feira, reunida na sua Escola Central, na Cidade da Matola.

Na terceira sessão Extraordinária do Comité Central, Joaquim Veríssimo foi promovido a membro efectivo daquele órgão do partido, constituído por 250 militantes.

A promoção de Joaquim Veríssimo a membro efectivo do Comité Central ocorre na sequência do falecimento de Fernando Faustino, antigo secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), Fernando Faustino, vítima de doença, no dia 23 de Novembro do ano passado, na África do Sul.

A informação de que Joaquim Veríssimo passa a preencher a vaga deixada por Fernando Faustino, segundo os procedimentos internos do partido, foi dada pelo Presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, na abertura da terceira Sessão Extraordinária do Comité Central. Por conseguinte, Joaquim Veríssimo foi apresentado aos 249 membros presentes do Comité Central.

Ana Rita Sithole defende que os membros do Comité Central, junto à direcção da Frelimo, devem  repor a normalidade e resgatar a imagem do partido.  

Falando nesta terça-feira à margem da terceira sessão extraordinária do Comité Central, Ana Rita Sithole avançou que, provavelmente, Daniel Chapo seja colocado para dirigir o partido, para “facilitar as actividades e congregar as expectativas do povo moçambicano”.  

Sithole diz ainda que espera que a paz seja restabelecida, depois dos protestos pós-eleitorais. Quanto ao secretário-geral, que será eleito na sessão, espera que seja uma pessoa da confiança do Presidente da Frelimo e avançou que, tendo em conta o histórico da Frelimo, provavelmente o novo secretário-geral seja indicado pelo próprio presidente. 

Teodoro waty, membro do comité central da Frelimo,  por sua vez, disse acreditar que o presidente de partido será Daniel Chapo, como tem vindo a ser feito pela Frelimo, mas não se sabe ainda quem poderá ser o novo secretário-geral, mas acredita que a Frelimo estará melhor ou diferente, após a eleição da nova direcção. 

“O que é certo é que a proposta [do novo secretário-geral] será da comissão política, mas ainda não se sabe se será a comissão dirigida  pelo presidente actual ou pelo novo presidente”. 

Waty avançou que a sessão extraordinária do comité central é apenas electiva, então não serão tratados a fundo outros assuntos. 

“O que acontece é que os membros do comité central, antes de serem membros do comité central são também membros do partido e antes disso são cidadãos moçambicanos (…) E não há ninguém que seja cego, e mesmo os cegos sabem que a situação do país não é boa, que a situação pós-eleitoral não é boa”, explicou. 

+ LIDAS

Siga nos