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O País – A verdade como notícia

Governo defende mercado segurador mais sólido e resiliente

A Primeira-Ministra, Benvinda Levy, defende o fortalecimento do mercado segurador moçambicano, como forma de garantir maior protecção aos cidadãos, empresas e investimentos face aos riscos associados às mudanças climáticas e à transformação da economia nacional. Benvinda Levy afirma que Moçambique está particularmente exposto a ciclones, cheias e secas, fenómenos que

Ana Rita Sithole defende que os membros do Comité Central, junto à direcção da Frelimo, devem  repor a normalidade e resgatar a imagem do partido.  

Falando nesta terça-feira à margem da terceira sessão extraordinária do Comité Central, Ana Rita Sithole avançou que, provavelmente, Daniel Chapo seja colocado para dirigir o partido, para “facilitar as actividades e congregar as expectativas do povo moçambicano”.  

Sithole diz ainda que espera que a paz seja restabelecida, depois dos protestos pós-eleitorais. Quanto ao secretário-geral, que será eleito na sessão, espera que seja uma pessoa da confiança do Presidente da Frelimo e avançou que, tendo em conta o histórico da Frelimo, provavelmente o novo secretário-geral seja indicado pelo próprio presidente. 

Teodoro waty, membro do comité central da Frelimo,  por sua vez, disse acreditar que o presidente de partido será Daniel Chapo, como tem vindo a ser feito pela Frelimo, mas não se sabe ainda quem poderá ser o novo secretário-geral, mas acredita que a Frelimo estará melhor ou diferente, após a eleição da nova direcção. 

“O que é certo é que a proposta [do novo secretário-geral] será da comissão política, mas ainda não se sabe se será a comissão dirigida  pelo presidente actual ou pelo novo presidente”. 

Waty avançou que a sessão extraordinária do comité central é apenas electiva, então não serão tratados a fundo outros assuntos. 

“O que acontece é que os membros do comité central, antes de serem membros do comité central são também membros do partido e antes disso são cidadãos moçambicanos (…) E não há ninguém que seja cego, e mesmo os cegos sabem que a situação do país não é boa, que a situação pós-eleitoral não é boa”, explicou. 

O Secretário-Geral da Frelimo, Daniel Chapo, diz que a nova direcção da Frelimo, que será eleita, nesta sexta-feira, durante a terceira sessão extraordinária do Comité Central, deve trabalhar para restabelecer a paz no país.

O partido Frelimo realiza, nesta sexta-feira,  terceira sessão extraordinária do Comité Central, para a eleição do novo presidente do partido e o novo secretário-geral. A cerimónia será dirigida por Filipe Nyusi, o actual presidente do partido, que vai passar as pastas para Daniel Chapo.  Falando à imprensa, Daniel Chapo reiterou a importância de serem recuperados alguns valores perdidos pela sociedade, para a construção da Unidade Nacional. 

Chapo avançou ainda que a eleição dos novos órgãos do partido Frelimo vai colaborar para o bem-estar de todos os moçambicanos, independentemente das suas inclinações políticas. 

O secretário-geral da Frelimo condenou a onda de manifestações e apelou que haja união entre os moçambicanos, para que os 50 anos de independência do país sejam comemorados em um ambiente de paz e serenidade. 

Quanto à figura do novo secretário-geral, que será eleito na sessão, Chapo afirma que deverá ser uma figura que conheça a história do país e os desafios, principalmente ligados à juventude e a sua empregabilidade. 

O partido Frelimo vai, nesta sexta-feira, reunir-se na terceira sessão extraordinária do Comité Central. A sessão está marcada para a Escola Central da Frelimo, na cidade da Matola, Província de Maputo, e poderá eleger o novo secretário-geral do partido. No encontro realizado nesta quarta-feira, a Comissão Política da Frelimo exortou os quadros do partido, a todos níveis, a continuarem engajados na procura de soluções para os desafios do país, dentro do espírito de união e coesão.

Nesta quarta-feira, teve lugar, na sede nacional da Frelimo, a quadragésima primeira sessão ordinária da Comissão Política, para analisar a actual situação política, económica e sociocultural do país.

Segundo uma nota de imprensa, a Comissão Política felicitou o Presidente do partido, Filipe Nyusi, por ocasião do seu aniversário natalício, celebrado a 9 deste mês de Fevereiro, e enalteceu a sua dedicação incansável ao desenvolvimento do país.

De igual modo, a Comissão Política saudou Daniel Chapo, Presidente da República de Moçambique, pela sua dedicação ao estabelecimento da plataforma de diálogo com as lideranças dos partidos políticos e com as outras forças vivas da sociedade na busca de soluções para os desafios actuais, rumo ao alcance do objectivo comum, de estabilidade política, paz, desenvolvimento e harmonia social.

A Comissão Política da Frelimo reiterou o encorajamento ao Governo de Moçambique para continuar a promover medidas de âmbito económico, que contribuem para o alívio do custo de vida das famílias moçambicanas, bem como enalteceu os esforços do Governo com vista ao pagamento do décimo terceiro salário e das horas extraordinárias.

Depois do encontro, a Comissão Política avançou que reiterou, igualmente, a condenação e repúdio às manifestações violentas e ao bloqueio das estradas e assumiu que a solução dos problemas no seio de uma sociedade reside no diálogo, sendo que a destruição das conquistas colectivas ou individuais nada ajuda para o crescimento de uma Nação.

A Comissão Política da Frelimo encorajou o Governo para que, através do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres (INGD), continue com o trabalho de assistência às pessoas em situação de insegurança alimentar aguda e a população afectada pelas cheias e inundações em algumas regiões do país. Apelou ainda à população para maior observância das medidas de segurança face ao surgimento de doenças de origem hídrica.

No comunicado de imprensa partilhado, pode-se ler que a Comissão Política foi informada da situação do pagamento das pensões aos combatentes da Luta de Libertação Nacional, na província de Niassa, e que exortou o Governo a ultrapassar os constrangimentos e a trazer de volta a normalidade. A Comissão Política foi igualmente informada do decorrer dos trabalhos do primeiro dia da primeira sessão extraordinária da X Legislatura da Assembleia da República.

Não obstante, a Comissão Política saudou o trabalho realizado pelas brigadas centrais de Assistência às províncias e à cidade de Maputo e enalteceu o envolvimento dos quadros do partido em acções que visam a promoção da paz e harmonia no seio da população.

Os deputados Hélder Injojo e Fernando Jone, das bancadas da Frelimo e PODEMOS, respectivamente, são primeiro e segundo vice-presidentes da Assembleia da República, desde a manhã desta quarta-feira, primeiro dos dois dias da sessão extraordinária do órgão.

Foram ainda eleitos 17 membros da Comissão Permanente.  Trata-se de Margarida Talapa, Hélder Injojo, Fernando Jone, Feliz Silvia, Sebastião Mussanhane, Gerônimo Malagueta, Fernando Bismarque, Mariazinha Niquice, Celso Correia, Sérgio Pantie, Luciano Castro, Margarida Naiete, Manuel Ramessane, Carlos Sebastião, Carlos Tambe, Luísa António, Maria Enoque.

Os suplentes são Amílcar Ussene, Deolinda Chochoma, Francisco Cabo, Dominic Phiri, Maria Zalimba, Rute Manjate, Lúcia Afate, Viana Magalhães.

O Presidente da República desafiou, nesta quarta-feira, o vice-comandante-geral da PRM a estancar os ataques terroristas em alguns distritos da província de Cabo Delgado, bem como a “contínua tentativa de instalar o caos, caracterizado por manifestações ilegais e violentas, sem data e hora anunciadas”. O fenómeno pode, alertou Daniel Chapo, “degenerar em ameaça à nossa segurança colectiva, se não for controlado”.

O Chefe do Estado conferiu posse ao vice-comandante-geral da Polícia, Aquilasse Kapangula Manda, e patenteou oficiais comissários do mesmo ramo, Fabião Pedro Nhancololo e Gabriel Consolo Chea, aos quais lembrou que “a segurança pública é o alicerce sobre o qual se constrói uma sociedade justa e próspera. Sem segurança, não há desenvolvimento, não há paz e não há futuro”.

Segundo Daniel Chapo, impõem-se, hoje, ao país, desafios que exigem “uma maior acutilância, dinamismo e eficácia na acção da Polícia da República de Moçambique na garantia da ordem, segurança e tranquilidade públicas”.

Neste contexto, é preciso “responder e superar três grandes desafios que podem pôr em causa a nossa convivência sã e em harmonia social”, sendo que o primeiro são “os ataques armados de terroristas em partes da província de Cabo Delgado”, embora sejam “de baixa intensidade, aliado ao recrutamento de crianças, rapazes e raparigas para as fileiras dos inimigos”.

O segundo desafio, disse Daniel Chapo, são os “ataques com armas brancas em pontos localizados da província da Zambézia, pelos vulgo Naparamas e outros grupos com alguma organização, que tentam bloquear vias vitais para o desenvolvimento do nosso país, sendo que, para além de intimidar a nossa população, estas acções criminosas afectam a livre circulação de pessoas e bens”.

O terceiro desafio é a “contínua tentativa de instalar um caos, caracterizado por manifestações ilegais e violentas, sem data e hora anunciadas, um fenómeno que pode, também, se não for controlado, degenerar em ameaça à nossa segurança colectiva”.

Chapo exortou a PRM a “capitalizar a emblemática ligação polícia-comunidade, que, por longos tempos, se tem revelado um mecanismo eficaz de prevenção da criminalidade nas nossas comunidades.

“A polícia deve regressar às comunidades, como já vimos fazê-lo, para, com objectividade, humanismo e espírito de bem servir ao cidadão, se apropriar das suas preocupações e contribuir para solução dos seus problemas”, orientou o Presidente da República e desafiou o vice-comandante-geral da PRM a “assegurar a educação cívica e patriótica dos seus membros em primeiro lugar”.

 

NÃO À AMEAÇA AOS COMERCIANTES

Na sua missão, Aquilasse Manda não pode apenas se restringir à PRM, de acordo com Chapo. “É necessário trabalhar com as comunidades, com as lideranças locais, dos bairros, ao nível das nossas cidades e distritos bem como das lideranças locais, e os jovens influentes para fazê-los compreender que os seus direitos terminam onde se iniciam os dos outros e que existem meios apropriados, criados pelo Estado, para dirimir as divergências”.

“Não podemos achar normal ameaçar um lojista, dizendo: ou baixa o preço ou não abre a loja, prejudicando centenas de compatriotas que procuram produtos básicos para o seu sustento e, às vezes, depois de percorrerem longas distâncias; ameaçar as nossas mães que não podem vender no mercado para o seu ganha-pão, mesmo depois de terem feito sacrifícios logo pela madrugada para irem à busca dos seus produtos e venderem nas suas bancas e barracas para poderem suportar os seus familiares.”

O Chefe do Estado condenou o bloqueio de estradas, pois “os produtos básicos frescos que alimentam os consumidores finais murcham por conta do calor”, neste Verão, e “perdem qualidade e prejudicando o preço final desta nossa mãe, que fica só com prejuízos e prejudicando a sua família e a sociedade. Temos de superar este desafio em conjunto, dialogando e trabalhando para o bem da ordem, tranquilidade e o cumprimento da lei”.

Chapo exigiu, também, a inspecção dos órgãos e serviços em todos os aspectos da sua actividade. O vice-comandante-geral da PRM deve “orientar e supervisionar a actividade dos estabelecimentos de ensino e orientar e supervisionar a actividade de inteligência e contra-inteligência policial”.

Aquilasse Manda foi igualmente orientado a saber que, enquanto vice-comandante-geral da PRM, é o coordenador das suas acções com o comandante-geral. “Toma decisões acertadas e racionais, e não aquele que toma decisões emocionais ou precipitadas que possam ocasionar danos, prejuízos e acarretem custos enormes à instituição policial e ao país.”

O Presidente da República aprovou e mandou publicar decretos que definem as atribuições e competências dos novos ministérios. O Chefe do Estado aprovou, também, o Estatuto Orgânico da Presidência da República.

Uma das primeiras medidas de Daniel Chapo enquanto Presidente da República foi a extinção de 10 ministérios do Governo anterior e a criação de novos, em número de nove.

Nessas mexidas, o Presidente da República criou de raiz novos ministérios no país, fundiu algumas áreas e separou outras. Depois disso, o Chefe do Estado aprovou e mandou publicar decretos que definem as suas atribuições e competências.

O Ministério da Economia, agora separado das Finanças, tem, à luz do Decreto Presidencial 4/2025 como parte das suas atribuições as seguintes:

  1. Elaboração de propostas, implementação, monitoria e avaliação da execução de políticas públicas de desenvolvimento da indústria, comércio, turismo e prestação de serviços;
  2. Dinamização dos serviços de inspecção e fiscalização das actividades económicas;
  3. Promoção do desenvolvimento de infra-estruturas para a comercialização agrária, pesqueira e de apoio à actividade industrial;

E para concretizar as suas atribuições, o Ministério da Economia tem como algumas das suas competências:

  1. Promover a incorporação de matérias-primas nacionais na produção, para substituir importações e agregar valor acrescentado aos produtos exportáveis;
  2. Desenvolver acções que contribuam para a redução das assimetrias na implantação territorial do parque industrial em coordenação com os órgãos competentes;
  3. Promover a aprovação de políticas, estratégias e legislação no âmbito da comercialização agrária, pesqueira, mineira, abastecimento e prestação de serviços;
  4. Promover mercado estruturado com vista a uma eficiente colocação dos produtos agrícolas e básicos;
  5. Avaliar o impacto orçamental das Parcerias Público-Privadas, Projectos de Grande Dimensão e outras Concessões Empresariais e avaliar os benefícios e riscos financeiros nos referidos empreendimentos;
  6. Estabelecer, gerir e modernizar a plataforma para o licenciamento de actividades económicas e a prestação de serviços ao cidadão, com vista à simplificação de procedimentos;

Ao Ministério dos Transportes e Logística atribuem-se como parte das suas atribuições:

  1. Formulação e implementação de políticas, estratégias e legislação de actuação do Governo no domínio dos transportes, logística e estradas e pontes;
  2. Execução da autoridade do Estado nos domínios dos transportes, portos, aeroportos, meteorologia e dos corredores logísticos; 
  3. Construção, reabilitação e manutenção das estradas e pontes;
  4. Promoção do desenvolvimento e optimização para a prestação de serviços nos domínios rodoviários, ferroviários, marítimos, portuários, de aviação civil, dos corredores logísticos e actividades conexas, sem prejuízo das atribuições e competências de outros órgãos e serviços do Estado;

Para isso, compete ao pelouro dos Transportes e Logística:

  1. Inspeccionar e fiscalizar os operadores do ramo dos transportes rodoviários, escolas de condução, centros de exames, oficinas de automóveis e centros de inspecções de veículos automóveis e reboques, incluindo a aplicação de penalidades aos infractores;
  2. Garantir o controlo do manuseamento e transporte de cargas perigosas, em coordenação com outras entidades competentes;
  3. Promover a competitividade e o desenvolvimento do mercado da aviação comercial, nomeadamente no do transporte e trabalho aéreo, no da exploração aeroportuária e no da assistência em escala;
  4. Desenvolver e implementar planos estratégicos para infra-estruturas de transporte e logística no país visando a optimização dos fluxos de mercadorias e pessoas;

Anos depois, a Educação volta a estar de mãos dadas com a Cultura, tendo como algumas das suas atribuições as seguintes:

  1. Formulação das propostas de políticas, estratégias e legislação no âmbito de Educação Geral, Educação de Adultos, Educação Profissional, Educação e Formação de Professores, Ensino Superior, Ciência e Cultura;
  2. Promoção da cultura como instrumento do desenvolvimento social e económico, da afirmação da personalidade, da consciência patriótica, de consolidação da identidade, unidade nacional e de educação cívica e artística dos cidadãos;

Assim, são parte das competências do Ministério da Educação e Cultura:

  1. Definir e monitorar a aplicação das normas de planificação curricular da Educação Geral, Educação de Adultos, Educação e Formação de Professores;
  2. Propor e garantir a implementação das políticas, estratégias, planos e programas de desenvolvimento da ciência, ensino superior, investigação científica e inovação;
  3. Investigar, conceber e aperfeiçoar a estrutura e as metodologias de formação técnica e de treinamento prático profissional para os diversos domínios de subsistema, em coordenação com as áreas sectoriais;
  4. Propor as políticas de protecção, gestão e preservação do patrimônio cultural material e imaterial em colaboração com outras instituições públicas e privadas;

Neste rol de novos ministérios, destaque vai, também, para os da Planificação e Desenvolvimento bem como das Comunicações e Transformação Digital. Em decretos separados, o Presidente da República define as áreas de actuação de cada um deles.

São, por exemplo, algumas das atribuições do Ministério da Planificação e Desenvolvimento: 

  1. Direcção e coordenação do processo de planificação, monitoria e avaliação da actividade económica e social e a afectação de recursos financeiros aos níveis sectoriais e das entidades descentralizadas;
  2. Formulação de políticas e estratégias de promoção, atracção, facilitação e retenção do investimento público e privado, nacional e estrangeiro, e de desenvolvimento das zonas económicas especiais;
  3. Elaboração e coordenação de todo o processo de elaboração da proposta do Programa Quinquenal do Governo, do Cenário Fiscal de Médio Prazo e do Plano Económico e Social;

Para tal, são parte das competências deste ministério:

  1. Assegurar a planificação do desenvolvimento económico e social, a curto, médio e longo prazos, acompanhar a evolução e a execução dos instrumentos de planeamento e propor medidas de política que garantam os objectivos e as prioridades de desenvolvimento definidos;
  2. Participar na elaboração das propostas de políticas de salários e preços;
  3. Promover, atrair, facilitar e reter o investimento público e privado, nacional e estrangeiro, e assegurar a sua eficiente alocação para as áreas prioritárias definidas pelo Governo;
  4. Mobilizar recursos de fontes internacionais de financiamento climático, incluindo mecanismos de conversão da dívida, créditos de carbono, assim como os estabelecidos nos Acordos internacionais sobre o clima;

O Decreto Presidencial 9/2025, define como algumas das atribuições do Ministério das Comunicações e Transformação Digital as seguintes: 

  1. Coordenação da regulação de actividades na área de comunicações, tecnologias de informação e comunicações, transição e transformação digital;
  2. Dinamização do desenvolvimento e implementação da estratégia digital com participação de todos os parceiros públicos e privados e da sociedade civil;

Assim, são parte das competências deste ministério:

  1. Assegurar a regulação dos preços dos serviços, qualidade de serviço, tarifas, interligação das redes e das condições de interoperabilidade dos serviços de telecomunicações de uso público;
  2. Propor normas concernentes ao acesso, registo, utilização e segurança das Tecnologias de Informação e Comunicação;
  3. Garantir a provisão de serviços de análise e previsão de tempo para o público, aviação civil, marinha e outros interessados;

Foram, também, aprovados decretos que definem as atribuições e competências dos ministérios das Finanças; Agricultura, Ambiente e Pescas; Ministério do Trabalho, Género e Acção Social;  da Juventude e Desportos.

O Chefe do Estado aprovou, também, o Estatuto Orgânico da Presidência da República, que acrescenta mais um ministro na Presidência, o de Assuntos Parlamentares, Gabinetes de Reformas e Projectos Estratégicos e de Comunicação Institucional.

Decorre a partir desta quarta-feira, 12 de Fevereiro, a primeira sessão extraordinária da Assembleia da República, nesta décima legislatura.

A Assembleia da República vai reunir-se, entre 12 e 13 de Fevereiro, na primeira sessão extraordinária, com objectivo de eleger órgãos da dita casa do povo. São eles: vice-presidentes da Assembleia da República (primeiro e segundo vice- presidentes), membros da Comissão Permanente da Assembleia da República (17 deputados), membros do Conselho de Administração da Assembleia da República,  membros das Comissões de Trabalho da Assembleia da República e

membros dos gabinetes parlamentares da Assembleia da República.

O porta-voz da Bancada da Frelimo diz que o acto é preparatório para o arranque da décima legislatura.

A bancada da Frelimo já enviou as propostas. Estamos a falar, por exemplo, da eleição do vice-presidente, do primeiro-vice. Já submetemos aquilo que é a proposta nossa, estamos a falar daquilo que vai ser a composição dos membros da Comissão do Permanente. Também  já temos aquilo que é a nossa proposta, assim como a composição das comissões. Amanhã estaremos virados àquilo que é a votação”, disse Dias Letela, porta-voz da bancada da Frelimo.

O estreante PODEMOS vai à sessão já com perguntas, apesar de estar consciente de que a “reunião” é apenas de organização.

“Uma das comissões mais importantes, que é a Comissão Permanente, também vai tomar a posse,  a nossa expectativa primeira é de poder questionar a esta comissão o porquê de termos, por exemplo, os militares aqui fora, no i n meio às manifestações, visto que temos informações de que a retirada ou a estadia dos militares aqui fora não foi consultada a comissão permanente da legislação anterior e isto não é legal. Este órgão, a comissão permanente, é que tem a prerrogativa de poder autorizar que  os militares estejam em acção e não estarem em acção”, declarou o porta-voz do Podemos, Ivandro Massingue. 

A Renamo e o MDM apelam para concórdia nos debates.

“Esperamos que essa acção possa decorrer num ambiente saudável, em que os deputados vão poder interagir, num ambiente em que todos, como moçambicanos, estejam empenhados para a consolidação da paz e também para a reconciliação efectiva do nosso país”, avançou Saimone Macuiane, vice-chefe da bancada da Renamo.

Ainda não conhecemos bem qual será o ambiente dentro da casa, porque esta é a primeira sessão extraordinária, mas acreditamos nós que faremos de tudo para que o povo moçambicano possa sentir-se bem representado, porque, afinal de contas, depois da constituição da Assembleia, através dos órgãos de apoio, a Assembleia já estará preparada para receber o plano quinquenal do Governo, e esperamos que a Assembleia possa trabalhar também para que responda àquilo que é, na verdade, a vontade do povo moçambicano.”

Refira-se que, até ao momento, apenas 41 dos 43 assentos do PODEMOS foram ocupados, porquanto dois da lista perderam a vida.

O país estará, a partir da meia-noite de amanhã, de luto, com duração de três dias, pela morte de Sam Nujoma, antigo Presidente da República da Namíbia. 

Durante os três dias, “a bandeira nacional e o pavilhão presidencial deverão ser içados a meia-haste em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares da República de Moçambique”, determina o executivo.

Activista e líder da luta pela Independência do país, Sam Nujoma tornou-se no primeiro Presidente democraticamente eleito da Namíbia após a independência da África do Sul.

Ele ascendeu à chefia do país no dia 21 de março de 1990 e foi formalmente reconhecido como “Pai Fundador da Nação Namibiana” através de uma lei do Parlamento em 2005.

A aclamação foi contrabalançada pelas críticas nacionais e internacionais sobre a sua intolerância à cobertura independente dos meios de comunicação social, as suas críticas contra a homossexualidade e sobre a alteração constitucional de 1998 que lhe permitiu concorrer a um terceiro mandato.

A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, augura dinamizar a cooperação com Portugal, principalmente através da Liga parlamentar de Amizade, Solidariedade e Cooperação entre ambos parlamentos, escreveu a Agência de Comunicação de Moçambique (AIM).

Falando segunda-feira, em Maputo, durante o encontro que manteve com o Embaixador de Portugal em Moçambique, António Moura, a presidente do parlamento moçambicano referiu que as relações de cooperação parlamentar devem ser traduzidas na implementação dos programas estabelecidos entre ambos parlamentos e Estados.

“Reitero os agradecimentos do povo moçambicano pelo apoio multiforme que Portugal tem vindo a canalizar ao país, nos domínios económico, político e social”, disse Talapa.

Por seu turno, António Moura perspectiva uma cooperação mais técnica e operacional, sobretudo ao nível de assistência à produção legislativa. Afirmou que o sucesso da AR vai espelhar o crescimento da democracia moçambicana, e, assim, os moçambicanos serão cada vez melhor servidos.

O diplomata português enaltece o encontro que manteve com Talapa, tendo sublinhado as matérias abordadas de interesse bilateral e multilateral.

“Abordamos várias matérias de interesse bilateral e multilateral, ou seja, no relacionamento entre Portugal e Moçambique, nomeadamente, ao nível da cooperação interparlamentar e também no quadro de diversas organizações internacionais que, quer Moçambique, quer Portugal, pertencem”, disse.

“Portanto, resumindo, eu diria que foi um encontro de trabalho excelente; tivemos a oportunidade de fazer uma análise e um ponto de situação daquilo que conseguimos fazer até agora, e tivemos também alguma reflexão sobre a forma como perspectivar o futuro, para melhor funcionamento do parlamento”, anotou.

Oficializada em Outubro de 1996, com a assinatura do protocolo de cooperação interparlamentar, a cooperação entre os parlamentos, moçambicano e português tem uma duração estabelecida de quatro anos, automaticamente renováveis.

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