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O País – A verdade como notícia

O Partido Frelimo na Zambézia ainda não tem novo secretariado do comité provincial, depois da decisão da comissão política de dissolver todo o secretariado provincial, até ao círculo. A chefe da Brigada Central da Frelimo de Assistência a província da Zambézia, Margarida Talapa, apela à união e coesão entre o partido e os novos administradores. 

A dissolução do comité provincial pela comissão política ocorreu devido aos problemas que arrastavam o partido para um cenário de falta de união entre os membros ao nível interno. Por isso, já está a decorrer  o processo de eleição. Aliás, os círculos já observaram eleições, e, neste momento, decorre eleições a nível da localidade e depois seguem-se as zonas, os distritos e, por fim, a província. 

“Sabemos que na nossa província decorre um processo de eleições internas. Então, viemos para, em conjunto, fazermos a avaliação daquilo que já foi feito   e planificarmos acções subsequentes, com vista ao cumprimento daquilo que foi a decisão da comissão política”, disse Margarida Talapa. 

Talapa falou várias vezes sobre o compromisso político da Frelimo no processo de pacificação do país.

“Devemos compreender que estamos num momento em que todos nós precisamos de unir a população. Foram nomeados, há pouco tempo, dirigentes dos distritos, administradores. Queremos pedir   a união e coesão entre os nossos dirigentes do partido e os nossos administradores. Um é dirigente da acção do partido, outro da acção do Estado, mas todos são da mesma família. Entre estas duas figuras não pode haver fricções”, apelou.  

Margarida Talapa terminou destacando as várias acções, que decorreram no plano dos 100 dias de governação. 

A Renamo diz que as medidas implementadas nos primeiros 100 dias de governação não tiveram um impacto significativo na vida dos moçambicanos. O partido liderado por Ossufo Momade diz ainda que a falta de recursos financeiros não pode ser usada para explicar a falta de avanços.  

O Partido Renamo reagiu, esta sexta-feira, ao relatório dos 100 dias de governação, recentemente apresentado pelo Presidente da República. O porta-voz do perdiz, Marcial Macome, afirmou que os problemas estruturais que afectam a sectores como saúde e educação permanecem sem soluções eficazes.

“Profissionais da Educação e Saúde ainda enfrentam dificuldades com a paralisação e queixas de falta de condições adequadas”, reclamou.

A Renamo reconhece que houve um esforço para iniciar o pagamento de salários em atraso e promover um diálogo com a oposição, mas reclama que a implementação das medidas ainda gera dúvidas, devido ao histórico do país.

“Moçambique tem um histórico de acordos políticos que pouco resultaram em mudanças reais. A população precisa de acções concretas e não apenas promessas. A assinatura de acordos políticos e a implementação de medidas sociais, como projectos de habitação para jovens  são importantes, mas a questão central permanece: essas acções terão impacto duradouro ou serão medidas paliativas”, questionou. 

O Renamo criticou, igualmente,  o Informe do Procurador-geral da República, afirmando que as soluções para os casos de corrupção e aumento de criminalidade carecem de profundidade.  O partido exigiu também o fortalecimento do sistema de justiça. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, disse que a intervenção e influência humana significativa nos processos de prestação de serviços do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO)  pode propiciar “eventuais desvios de conduta por parte dos diversos intervenientes”. 

Daniel Chapo inaugurou, esta sexta-feira, o novo edifício INATRO, delegação da Cidade de Maputo. Durante o seu discurso, o Chefe de Estado vincou que ainda persistem desafios que devem ser ultrapassados, para tornar os serviços mais acessíveis, e reduzir discrepâncias no atendimento. 

“Preocupa-nos ainda o facto de continuarmos a ter significativa intervenção e influência humana nos 4 processos de prestação de seviços públicos pelo INATRO, propiciando eventuais desvios de conduta por parte dos diversos intervenientes, situação que nos convoca a enveredarmos pela digitalização, complementando o esforço do investimento feito na melhoria das instalações”, disse. 

O estadista disse ainda ser urgente a consolidação de reformas relativas à certificação e fiscalização dos condutores, para assegurar maior transparência e integridade na realização dos exames teóricos e práticos, na emissão de cartas de condução e outros documentos.

“Estes são alguns dos desafios imediatos que devem constar das prioridades do INATRO, em alinhamento com a agenda de transformação digital que o País abraçou, e daí a existência do Ministério de Comunicações e Transformação Digital”, vincou o estadista. 

Falando sobre os acidentes de viação, Daniel Chapo disse ser urgente a adopção de medidas extraordinárias para reverter quadro crítico dos acidentes de viação no país. Por esta razão, justificou, foi instruído o Sector dos Transportes e Logística para, em coordenação com outros intervenientes, elaborar um Plano de Acção de Segurança Rodoviária como resposta à problemática da sinistralidade rodoviária. 

O Presidente da República disse estar também preocupado com a indisciplina que se assiste nas estradas, sobretudo, na área da actividade de transporte, fazendo menção aos condutores não habilitados, prática de velocidade excessiva, condução sob efeito de álcool e outros atropelos às normas.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, nesta quarta-feira, em Maputo, o compromisso de Moçambique com a consolidação das relações com os Estados Unidos da América, durante a audiência concedida ao embaixador Peter Hendrick Vrooman, que se despede do país após cumprir o seu mandato diplomático. Também nesta quarta-feira, Chapo recebeu cumprimentos de despedida do embaixador da China em Moçambique.

Em dois momentos distintos, o Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência dois embaixadores que foram despedir-se, depois de terminados os seus mandatos em Moçambique.

Trata-se dos embaixadores dos Estados Unidos da América, Peter Hendrick Vrooman, e da República Popular da China, Wang Hejun, que regressam aos seus países.

Em declarações à imprensa, Peter Hendrick Vrooman destacou a solidez da parceria entre os dois países, as novas oportunidades no sector privado e os investimentos norte-americanos em áreas estratégicas como o gás, a saúde e as infra-estruturas.

Segundo Vrooman, a audiência com o Chefe do Estado foi uma oportunidade, não só para revisitar o passado da relação bilateral, mas também para olhar com entusiasmo para o futuro.

Durante o encontro, o diplomata norte-americano destacou “a importância do investimento de quase cinco mil milhões de dólares norte-americanos na área de gás”, sublinhando o papel crescente do sector energético na dinamização da economia moçambicana.

Entretanto, segundo disse Vrooman, a cooperação entre os dois países vai além do sector energético, abrangendo igualmente áreas sociais e humanitárias.

Vrooman deu especial ênfase ao Programa de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio do Sida (PEPFAR), classificando-o como “um programa que salva vidas de muitas pessoas no país”. A continuidade desta iniciativa foi assegurada como parte do compromisso dos EUA com o bem-estar dos moçambicanos.

O embaixador manifestou apreço pelo espírito de resiliência e esperança que encontrou em Moçambique, elogiando a visão optimista do Presidente Chapo. “Eu penso que o seu optimismo é muito importante. É como menciona o Hino Nacional, ‘pedra a pedra construindo o novo dia’. E esta ideia, eu penso que vamos trabalhar neste sentido, e estamos juntos”, disse.

Questionado sobre o futuro das relações bilaterais, Vrooman foi claro: “Eu penso que sim. E, mesmo quando eu termino a minha missão, nós vamos continuar”.

Por fim, Vrooman sublinhou a importância de investimentos em infra-estrutura como base para o crescimento económico sustentável.

O Presidente da República, Daniel Chapo, dirigiu, esta quarta-feira, a nova sessão do diálogo político. Daniel Chapo, anunciou o início da fase operativa do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, após a aprovação, por unanimidade e aclamação, dos três instrumentos essenciais que vão guiar o processo: o Plano de Acção, os Termos de Referência para a selecção de representantes da sociedade civil e o Regulamento de Funcionamento da Comissão Técnica.

 

Durante o encontro desta quarta-feira do diálogo político com os partidos políticos com representação na Assembleia da República e nas assembleias municipais e provinciais, Daniel Chapo avançou que foram elaborados e aprovados o plano de acção para o diálogo político, termos de referência para a selecção, portanto, de personalidades das organizações e a proposta do regulamento para o funcionamento da Comissão Técnica.

Daniel Chapo, anunciou o início da fase operativa do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, após a aprovação, por unanimidade e aclamação, dos três instrumentos essenciais que vão guiar o processo: o Plano de Acção, os Termos de Referência para a selecção de representantes da sociedade civil e o Regulamento de Funcionamento da Comissão Técnica.

“Chegamos à conclusão que aquilo que era da responsabilidade do Chefe do Estado foi feito”, declarou o Chefe de Estado, sublinhando que o país entra agora numa etapa decisiva para envolver todos os moçambicanos no debate sobre o futuro político e social da nação.

O governante revelou que a Comissão Técnica, órgão criado no âmbito do compromisso, elaborou os três instrumentos estruturantes que foram submetidos à apreciação dos participantes. O primeiro foi o Plano de Acção, que define o cronograma e a metodologia de trabalho para os próximos anos. “Achamos que a base para um Plano de Acção estava, portanto, elaborada, e havia necessidade de aprovarmos o Plano de Acção.  Como é que realmente devíamos trabalhar ao longo deste tempo que está determinado na lei do compromisso para um diálogo nacional inclusivo”, disse Chapo, acrescentando que o plano poderá ser melhorado se houver alguma necessidade. 

O segundo documento aprovado foram os termos de referência para a selecção de personalidades da sociedade civil que integrarão o processo. O Presidente Chapo lembrou que o acordo estipula a inclusão de “pelo menos três personalidades da sociedade civil de

reconhecido mérito, responsabilidade e competência”, cuja selecção será orientada por critérios claros e previamente acordados. Estes termos também foram aprovados por consenso.

O terceiro instrumento foi o regulamento de funcionamento da Comissão Técnica, que define a sua estrutura interna, procedimentos e competências. Durante a análise, foi introduzida uma única alteração de fundo: a substituição da figura de “fiscal” pela de “vice-relatora”, passando a fiscalização a ser exercida de forma colegial pelos quatro membros da chefia — presidente, vice-presidente, relator e vice-relator. “Achamos que devia sair a figura de fiscalização […] com competências exercidas pela chefia da Comissão Técnica”, afirmou.

O Presidente Chapo informou que, após a aprovação, promulgou e mandou publicar a Lei que institucionaliza o Compromisso para um Diálogo Nacional Inclusivo, cumprindo integralmente as obrigações legais da sua parte. “Promulgámos a Lei e mandámos publicar”, declarou, referindo que só após essa formalização foi possível convocar o encontro desta quarta-feira para avaliar os progressos e delinear os próximos passos.

O Presidente da República sublinhou que esta mudança segue o padrão de outras comissões nacionais, como a Comissão de Reflexão sobre o Modelo de Governação Descentralizada (CREMOD), e visa garantir maior equilíbrio e responsabilidade partilhada na condução dos trabalhos técnicos. O novo regulamento, já com essa correcção, foi igualmente aprovado por unanimidade pelos representantes presentes.

O Chefe de Estado classificou o encontro como produtivo e marcante, pois além de fazer o balanço dos passos dados desde Março, permitiu consolidar o entendimento entre as partes envolvidas e reafirmar o compromisso com a continuidade do processo.

O Presidente Chapo frisou que o grande objectivo do diálogo nacional é assegurar um debate profundo e inclusivo em todo o país, com a participação activa de todos os sectores da sociedade. “Este diálogo nacional, inclusivo, possa acontecer do Rovuma ao Maputo, a todos os níveis, todos os estratos sociais possam participar”, disse.

No fim das suas declarações, o estadista agradeceu às lideranças políticas e candidatos às últimas eleições pela colaboração no processo, destacando o papel de todos na promoção da paz e da reconciliação. “Queremos consolidar a paz, consolidar a reconciliação e também a harmonia entre a sociedade moçambicana. O nosso objectivo é, unidos, do Rovuma ao Maputo, debatermos Moçambique para que possamos desenvolver este nosso país em paz, em harmonia e em segurança”, destacou.

As declarações foram prestadas à imprensa após mais uma ronda do diálogo político realizada no Gabinete da Presidência da República, com a presença de todos os signatários do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo de 5 de Março último.

 

O antigo presidente do Conselho Constitucional, Hermenegildo Gamito, entende que a democracia do país deve evoluir ao ponto de ser mais inclusiva, e que a constituição deve continuar a ser a alma do povo. 

Hermenegildo Gamito foi o terceiro presidente do Conselho constitucional e por inerência de funções, membro do conselho de Estado. Gamito tem acompanhado a dinâmica do direito moçambicano, e, por isso, entende que há necessidade de algumas reformas no exercício da democracia.

“É chegado o tempo da democracia de valores, da habilidade a democracia de virtudes: liberdade, igualdade, justiça, moralidade, equidade, eu vou usar um termo que me é bastante claro, inclusão. Hoje, a Constituição é sempre um documento escrito, concessão da Inglaterra. A Constituição, numa definição muito lapidada (…) é a alma dos   Estados, o estatuto da vida política de um povo”, explicou Hermenegildo Gamito. 

Para o antigo docente de Direito Fiscal e Aduaneiro na Universidade Eduardo Mondlane, o abuso de poder também tem manchado a democracia.

“(…) Para que não se possa abusar do poder, porque o poder corrompe. O poder absoluto corrompe absolutamente. A nossa famosa escritora, Paulina Chiziane, disse isso de uma maneira muito típica, vou aqui tentar citar de memória: o poder é como o vinho, no princípio quase desagrada, até amarga, depois agrada e, finalmente, embriaga”, citou.    

Gamito falava, esta terça-feira, em Maputo, durante uma aula inaugural de abertura do ano académico no Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique, sob o lema “Soberania popular e limites do poder democratico.”

A União Europeia (UE) reafirmou o seu compromisso com Moçambique no apoio à assistência humanitária e no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, durante uma série de encontros mantidos esta semana, em Bruxelas, pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas.

Durante o terceiro dia da sua visita oficial à sede da UE, a ministra reuniu-se com a Comissária Europeia para a Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, que assegurou a continuidade do apoio europeu às vítimas dos desastres naturais e das ações terroristas no norte do país.

No mesmo dia, Maria Manuela dos Santos Lucas teve um encontro com o Comité Político e de Segurança da UE, com quem abordou o reforço do apoio europeu no combate ao extremismo violento em Cabo Delgado, assim como os progressos no processo de estabilização política, incluindo o Compromisso Político para o Diálogo Nacional Inclusivo.

Ainda em Bruxelas, a ministra reuniu-se com Laura Ballarine Cereza, chefe da Missão de Observação Eleitoral da UE para as eleições gerais de 2024 em Moçambique. O encontro serviu para destacar o empenho do Presidente da República na reconciliação nacional e nas reformas da legislação eleitoral em curso.

O último dia da visita, 30 de abril, incluirá encontros com o Comissário europeu para as Parcerias Internacionais, Jozef Sikela, a eurodeputada Hilde Vautmans, presidente da Delegação do Parlamento à Assembleia Parlamentar África-UE, e o Secretário-geral da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP).

A visita da Ministra Lucas a Bruxelas teve início no dia 28 de abril e incluiu também reuniões de alto nível com a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, o Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Younous Omarjee, e a Conselheira para a Política Externa, Anna-Maria Boura.

As conversações centraram-se na avaliação da cooperação bilateral entre Moçambique e a UE, o papel europeu na estabilização regional, o processo do Diálogo Político Nacional e os esforços internacionais pela paz na Ucrânia.

O Conselho de Ministros realizou hoje a sua 14.ª Sessão Ordinária, onde aprovou a Proposta de Lei do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2025, a ser submetida à Assembleia da República.

O documento prevê uma receita total de 385.871,8 mil milhões de meticais e uma despesa global de 512.749,9 mil milhões de meticais, resultando num défice estimado em 126,8 mil milhões de meticais. O PESOE define as metas económicas e sociais para o próximo ano, alinhadas com o novo Programa Quinquenal do Governo (2025–2029).

O Governo também apreciou a Conta Geral do Estado referente ao exercício económico de 2024, o Relatório Anual da Dívida Pública e informações sobre a recente reunião do Grupo do FMI e Banco Mundial.

Durante a sessão, foram ainda analisados os relatórios sobre a visita oficial do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, ao Zimbabwe, e a sua participação nas exéquias do Papa Francisco, no Vaticano.

O Parlamento aprovou, nesta segunda-feira, na generalidade, o Orçamento da Assembleia da República para o ano de 2025. Ao todo, são 5,7 mil milhões de Meticais, dos quais 4,8 são destinados a salários e remunerações.

O Orçamento da Assembleia República deste ano foi aprovado, na generalidade, por todas as quatro bancadas parlamentares. Trata-se de um orçamento que vai garantir a funcionalidade da Casa do Povo para este ano e que vai consumir 5,7 mil milhões de Meticais, segundo deu a conhecer Manuel Ramessane, deputado e membro da Comissão de Finanças.

“É aprovado o Orçamento da Assembleia da República para o ano 2025 no valor global de 5,7 mil milhões de Meticais”, confirmou.

Quanto à distribuição orçamental, de acordo com o aprovado pelos deputados, “Componente de funcionamento no valor de 4,8 mil, linha A, salário e remunerações, 273,7 mil, a linha B, outras despesas com pessoal, 1,3 mil, bens e serviços, 643,6 mil, e componente de investimento, 414,3 mil”, confirmou Manuel Ramessane.

No que diz respeito à autorização de despesas, Ramessane esclareceu que “os limites de autorização de despesas constam nas normas internas de execução orçamental da Assembleia da República”.

Ainda nesta segunda-feira, o Parlamento aprovou o programa de actividades da Assembleia da República.

Para os deputados, a aprovação do orçamento e do plano de actividade vai melhorar a sua actividade parlamentar, garantindo uma melhor monitorização das actividades do Executivo.

Para Dias Letela, deputado da Frelimo, mais do que aprovar o orçamento, “é preciso que se reforce a fiscalização porque muitas das vezes o que vinha acontecendo é que vamos a fiscalização parlamentar, depois da fiscalização não são chamadas as instituições que até determinado ponto se detectou algum problema”.

Para o PODEMOS, o plano que foi aprovado “visa garantir uma logística que possibilite o exercício das actividades pelos deputados a nível dos seus círculos eleitorais e é por isso que praticamente foi uma votação por unanimidade porque entendemos que é necessário, é indispensável para que possamos dar um trabalho de qualidade”, segundo disse Ivandro Massingue.

Já Arnaldo Chalaua, falando em nome da Renamo, disse que o orçamento vai ajudar aos deputados a realizarem condignamente o seu trabalho. “Significa dizer que não é suficiente porque o orçamento sempre é deficitário, mas acredito muito que a fonte primária do financiamento da Assembleia da República é o Estado, são as joias, são as doações com os parceiros internacionais ou parceiros de cooperação, Tudo estará a ser feito no sentido de garantir o papel do deputado em Moçambique, que é de fazer alguma coisa para representar o povo moçambicano”, disse Chalaua. 

Por fim, a deputada e porta-voz do Movimento Democrático de Moçambique, Judite Macuácua, destacou que os dois instrumentos aprovados “são importantes porque o Parlamento não pode funcionar sem nenhum programa e pior ainda, sem nenhum orçamento, então apelamos com que o governo não possa limitar a fiscalização da Assembleia da República”.

Faz parte da agenda do parlamento reduzir o uso do papel na Assembleia da República.  

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