Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Presidente da República diz que o Governo está a trabalhar com os órgãos da justiça para que os criminosos no âmbito das manifestações ilegais sejam responsabilizados. Daniel Chapo levou o assunto e sequestros na sua agenda da visita à África do Sul.

Dois assuntos de grande destaque na sociedade moçambicana estiveram na agenda da visita do Presidente da República, Daniel Chapo, a África do Sul. Designadamente, tensão pós-eleitoral e sequestros.

No tocante às manifestações, que têm vindo a acontecer no país, que diz serem violentas e ilegais, Daniel Chapo diz que os envolvidos devem ser, todos eles, responsabilizados.

Sobre a necessidade de diálogo para pôr fim aos protestos violentos, o Chefe de Estado diz que o acordo e compromisso político para um diálogo nacional inclusivo, desta quarta-feira, vai permitir que todos moçambicanos, sem exclusão, apresentem suas ideias.

O Presidente da República explica que o objectivo do compromisso político para o diálogo não é discutir pessoas, mas garantir a estabilidade social.

Para que haja paz efectiva, o Presidente da República explicou ainda que não vê problemas em o país voltar a ter uma lei eleitoral sem um cunho partidário.

Quanto aos raptos no país, Daniel Chapo diz haver necessidade de extraditar os envolvidos que se escondem na vizinha África do Sul.

Na visita à terra do Rand, Daniel Chapo manteve um encontro com a comunidade moçambicana naquele país, a quem deu o ponto de situação social e política do país. Por lá, Chapo manifestou ainda a necessidade de uma fronteira de paragem única entre os dois países, mas ainda sem datas.

O Presidente da República orientou, esta quarta-feira, a cerimónia de celebração dos 35 anos da instituição financeira de desenvolvimento, GAPI. Na Cidade de Maputo, Daniel Chapo enalteceu uma iniciativa que vai gerar milhares de empregos para juventude, designadamente, a incubadora de negócios 2

A incubadora de negócios elogiada pelo Presidente da República vai impulsionar startups que vão gerar três mil postos de emprego no país. Para Chapo, os jovens são motores da inovação e desenvolvimento e transformação social. No entanto, enfrentam desafios para ingressar no mercado de trabalho.

A fim de se reverterem as dificuldades enfrentadas pelos jovens, Chapo entende que o país precisa de agir em conjunto, Governo, empresas, escolas e própria juventude, pois assim podem surgir oportunidades reais. Por essa razão, o Chefe do Estado abraçou a iniciativa incubadora de negócios, que vai fomentar empregabilidade e desenvolvimento inclusivo em Niassa, Cabo Delgado e Nampula. Portanto, o foco do empreendedorismo e de emprego es a zona rural.

No evento de celebração dos 35 anos do GAPI, Daniel Chapo lembrou que os jovens são motores da inovação e desenvolvimento e transformação social, o que implica a colaboração das empresas, que devem repensar práticas de contratação, valorizando a criatividade dos jovens sem que a falta de experiência seja um obstáculo.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, encontra-se, hoje, na Cidade do Cabo, África do Sul, para uma visita de trabalho a convite do seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, tendo no centro das discussões questões ligadas à cooperação económica, com ênfase na melhoria das infra-estruturas de transportes e logística entre os dois países, fundamentais para o fluxo comercial e o desenvolvimento regional.

O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, adianta uma nota de imprensa,  afirmou, hoje, que Moçambique e África do Sul estão empenhados em melhorar a integração fronteiriça e a eficiência no Corredor da N4, um dos principais eixos de ligação entre os dois países. “Precisamos melhorar a celeridade no processo de tramitação de expediente na Fronteira de Ressano Garcia. A integração de sistemas é urgente para permitir um melhor manuseamento de carga”, destacou o governante, referindo-se aos atrasos que afectam toda a cadeia logística.

Outro ponto relevante da agenda é a possível transformação da Fronteira da Ponta do Ouro

num posto de passagem comercial. Segundo Matlombe, “há um grande potencial nessa fronteira para facilitar as trocas comerciais entre os dois povos”. 

O interesse de ambos os governos é maximizar ganhos e estimular o fluxo económico na região.

O sector ferroviário também está em destaque nas conversas entre as delegações. Nos últimos três anos, a quantidade de carga transportada por ferrovia no Corredor de Maputo subiu de 30 por cento para 50 por cento, graças a investimentos na linha Ressano Garcia/Maputo. “Estamos a investir cerca de 200 milhões de dólares [norte-americanos] para ampliar a capacidade do terminal de contentores no Porto de Maputo, além de mais 180 milhões de dólares para o terminal de carvão”, revelou Matlombe.

Sobre o transporte ferroviário de passageiros, o ministro explicou que a prioridade é fortalecer a infra-estrutura. “O transporte de passageiros é uma componente social, mas a carga é o foco principal. Com a recente duplicação da linha, esperamos melhorar as frequências e incentivar o uso do sistema ferroviário”, disse.

A curto prazo, a principal expectativa é a imediata integração de sistemas para aumentar a eficiência logística e gerar maiores receitas fiscais. “Já temos infra-estrutura pronta para essa integração dos dois lados. Falta apenas a decisão política”, afirmou o ministro, destacando a importância de avanços concretos nesta visita.

O reforço da cooperação entre Moçambique e África do Sul no sector de transportes e logística é um passo estratégico para o crescimento económico regional. O encontro entre os dois chefes de Estado poderá definir novos rumos para facilitar o comércio e fortalecer os laços históricos e de irmandade entre as duas nações.

Além disso, espera-se que a modernização das infra-estruturas logísticas e ferroviárias impulsione o comércio bilateral e a integração económica da região sul do continente africano. A implementação eficiente desses projectos poderá reduzir significativamente os custos operacionais, tornando o transporte mais acessível e ágil para empresas e cidadãos dos dois países.

O encontro também deve reforçar a importância dos investimentos sul-africanos em Moçambique, com destaque para o sector portuário. A proximidade geográfica e as vantagens competitivas do Porto de Maputo fazem dele um ponto estratégico para escoamento de mercadorias sul-africanas, fortalecendo ainda mais a parceria económica entre os dois países e aumentando o potencial de exportações, adianta a mesma nota de imprensa.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou, através de Despachos Presidenciais separados, a Amílcar Tivane, para o cargo de Secretário de Estado de Tesouro e Orçamento; Gustavo Djedje, para o cargo de Secretário de Estado de Terra e Ambiente;  Jorge Daudo, para o cargo de Secretário de Estado de Minas; Edson Macuácua, para o cargo de Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior; Leo Jamal, para o cargo de Secretário de Estado de Ensino Técnico Profissional; Abdul Esmail, para o cargo de Secretário de Estado de Género e Acção Social; e  Emília Araujo, para o cargo de Secretário de Estado da Juventude.

As tomadas de posse estão marcadas para amanhã, pelas 14 horas, no Gabinete da Presidência da República, na Cidade de Maputo. 

 

A primeira secretária da Frelimo em Inhambane diz que a arrogância e nepotismo por parte dos gestores públicos pode afastar a Frelimo do povo. Adélia Macucule defende também que todas acções dos governos municipais devem ser apenas voltadas para resolver os problemas da população 

A primeira secretária da Frelimo em Inhambane dirigiu uma mensagem clara e incisiva aos gestores públicos da província. Num encontro com presidentes de municípios e membros das assembleias municipais, Macucule apelou ao afastamento de comportamentos de arrogância e nepotismo que, segundo ela, podem criar um fosso entre o partido e a população.  

A reunião decorreu num contexto sensível, marcado por protestos que resultaram na vandalização de 16 sedes de comités de círculo e distritais da Frelimo.  

Falando aos jornalistas, no final do encontro, Adélia Macucule condenou os actos de vandalismo  e garantiu que o partido mantém-se resiliente e empenhado em continuar a trabalhar junto das comunidades.  

Apesar dos desafios, a Frelimo reforça o compromisso de trabalhar de forma transparente e próxima das comunidades, numa altura em que os olhos da população estão atentos à resposta dos seus líderes.  

A Comissão Política da Frelimo anunciou, na noite desta sexta-feira, a quarta sessão do Comité Central da Frelimo para 3 a 6 de Abril.

O órgão da Frelimo reuniu-se esta tarde, na Cidade de Maputo, e, além de marcar as datas para a realização do próximo Comité Central, igualmente, reflectiu sobre a situação social do país. 

Segundo disse a porta-voz, Ludmila Maguni, a Comissão Política considera que os actos de vandalismo que acontecem em alguns pontos do país são tentativas de subversão da ordem democrática e põem compromete a ordem social dos moçambicanos. Por isso mesmo, a Comissão Política da Frelimo convida a todos a contribuirem para tranquilidade no país.

De igual modo, a Comissão Política da Frelimo apelou para o Governo continuar empenhando na recuperação e fortalecimento do desenvolvimento económico social, e, nesse sentido, saudou o estabelecimento de uma linha de crédito para beneficiar as várias empresas que foram afectadas pelas manifestações violentas e saques de produtos nos últimos meses.

A Comissão Política da Frelimo saudou ainda a Primeira-Dama, Gueta Chapo, pelo lançamento oficial das cerimónias centrais do Mês da Mulher, celebrado anualmente em Março. 

A Comissão Política da Frelimo desejou ainda um feliz mês do ramadão à comunidade muçulmana e reforçou a necessidade do debate político com as forças partidárias. 

Os partidos políticos com assento na Assembleia da República, nas Assembleias Provinciais e Municipais vão assinar o termo de referência, no âmbito do diálogo político entre o Presidente da República e as formações políticas, com vista a alcançar consensos para pôr fim à crise política no país.

A assinatura do documento será feita no Centro de Conferências Joaquim Chissano, na Cidade de Maputo, segundo avançou o Presidente da República, Daniel Chapo, que falava após uma reunião que manteve com os representantes dos partidos políticos.

Segundo explicou Daniel Chapo, durante as conversações, foram alcançados consensos a 100% e, assim, decidiu-se marcar o dia da assinatura do referido termo.

“Vamos convidar todos os extratos sociais para a assinatura do acordo, estamos a falar da presença da sociedade civil, a presença dos partidos políticos sem assentos, as lideranças religiosas, da academia e países amigos do nosso país e alguns parceiros de cooperação do nosso país”, disse Chapo, acrescentando que serão convidados “todos aqueles que vão participar das fases subsequentes neste debate”.

As reuniões entre o Presidente da República e os representantes dos partidos políticos tiveram início alguns dias depois da promulgação dos resultados eleitorais, e foram lideradas, no início, pelo então Chefe do Estado Filipe Nyusi.

O Conselho Constitucional validou os resultados das eleições gerais do país, realizadas no passado dia 9 de Outubro e proclamou Daniel Chapo como vencedor nas presidenciais com 65,17%, numa decisão que gerou uma onda de manifestações violentas sem precedentes.

O Presidente da República realizou, na manhã de hoje, uma visita estratégica à Base Naval da Marinha de Guerra em Pemba, província de Cabo Delgado. A visita de Daniel Chapo tinha como objectivo aferir o nível de prontidão das Forças de Defesa e Segurança (FDS) no actual contexto de desafios à segurança nacional.

Durante a visita, o Presidente percorreu diversas áreas da base naval, onde recebeu informações detalhadas sobre o funcionamento das instalações, os recursos disponíveis e o estado operacional das tropas. Acompanhado por altos comandos militares, Daniel Chapo interagiu com oficiais e soldados e procurou entender de perto as condições de trabalho e as necessidades das forças estacionadas na região.

A província de Cabo Delgado tem sido palco de desafios relacionados à segurança, tornando fundamental o reforço da capacidade de resposta das FDS. 

Segundo a Presidência, a presença do Chefe do Estado na base naval “reforça o compromisso do Governo em garantir que as forças armadas disponham dos meios necessários para cumprir a sua missão de defesa da soberania nacional e protecção da população”.

Ao final da visita, Daniel Chapo destacou a importância do fortalecimento contínuo das Forças de Defesa e Segurança e reiterou o empenho do Governo na modernização dos meios militares. O Presidente sublinhou ainda a necessidade de uma actuação coordenada entre as diversas forças no terreno para garantir a estabilidade e o progresso do país.

O Presidente da República, Daniel Chapo, classificou como “extremamente positiva” a sua visita de três dias à província de Cabo Delgado, destacando a resiliência da população e os progressos registados apesar dos desafios enfrentados. 

Durante a conferência de imprensa de balanço, o Chefe de Estado reafirmou que a escolha da província de Cabo Delgado para a sua primeira deslocação oficial reflecte a prioridade dada pelo Governo às regiões mais afectadas por adversidades, como o terrorismo e os impactos do ciclone Chido.

“Ficámos surpreendidos, positivamente, ao constatar que, apesar das dificuldades, Cabo Delgado apresenta sinais de recuperação e crescimento, o que demonstra a determinação do seu povo em reconstruir e avançar”, afirmou Chapo.

A visita teve como principal objectivo avaliar a situação da província e reforçar a ligação entre o Governo e a população local. O Presidente destacou que o contacto directo com as comunidades permitiu perceber melhor as dificuldades vividas no dia-a-dia e recolher contributos essenciais, para a definição de estratégias de desenvolvimento. 

“Queríamos perceber, de perto, como a província tem resistido e quais são as necessidades mais urgentes para garantir um desenvolvimento sustentável”, frisou.

Um dos momentos mais significativos da visita foi o comício popular realizado na cidade de Pemba, onde Chapo ouviu directamente as preocupações da população. O Chefe de Estado garantiu que estas questões serão analisadas com prioridade.“Levamos estas preocupações como nosso instrumento de trabalho”, afirmou.

 Além disso, o Presidente da República reuniu-se com representantes do sector privado, especialmente os ligados aos megaprojectos de petróleo e gás, para discutir oportunidades de negócio, responsabilidade social, corporativa e melhorias no ambiente de investimentos.

No segundo dia da visita, o governante liderou a primeira sessão do Conselho de Ministros realizada fora da capital desde a sua posse. Segundo Chapo, esta iniciativa simboliza a descentralização da governação e a proximidade com as províncias. “Tomámos várias decisões importantes no âmbito do seguimento das acções dos primeiros 100 dias”, destacou. A seguir, teve uma agenda marcada por encontros com líderes comunitários e religiosos, funcionários públicos e organizações humanitárias, onde foram discutidas formas de reforçar a colaboração entre o governo e estas entidades.

No campo da segurança, na qualidade de Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, Daniel o Presidente Chapo visitou o Teatro Operacional Norte, onde testemunhou os esforços da Força Local na luta contra o terrorismo. Em Mueda, destacou o alto nível de vigilância popular, apontando-o como um modelo a ser seguido noutras regiões do país. “O que nos impressionou é o nível de vigilância popular em Mueda. Achamos que é uma experiência que podia ser transportada um pouco por todo o país”, sublinhou.

No distrito de Palma, Chapo foi recebido por uma multidão entusiasmada, transformando um simples gesto de saudação num verdadeiro comício popular. “A ideia era só saudar na vila sede, mas o espaço estava completamente lotado, e foi bastante gratificante termos saudado aquela população”, relatou.

Outro ponto da visita foi a inauguração de uma estância turística, um investimento que demonstra a resiliência da província e o seu potencial económico, mesmo diante dos desafios. “Foi um sinal para Cabo Delgado, para o país, para o mundo, que apesar do terrorismo, apesar dos ciclones, Cabo Delgado continua firme, continua a trabalhar”, afirmou Chapo, incentivando mais investimentos na região.

O Presidente da República encerrou a visita apelando à unidade nacional e ao diálogo como pilares fundamentais para a estabilidade e o desenvolvimento de Moçambique.

“Quero apelar para que não possamos cair neste evangelho do ódio que está a ser transmitido entre irmãos moçambicanos para desestabilizar o país. Devemos continuar unidos e focados no progresso”, concluiu

+ LIDAS

Siga nos