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A Primeira-ministra, Benvinda Levi, desafiou, nesta terça-feira em Maputo, ao Fórum das Comissões Eleitorais dos Países Membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), a construírem sistemas eleitorais cada vez mais modernos e eficientes.

Para a governante, a aposta na modernização dos sistemas eleitorais não deve comprometer a transparência, a inclusão, integridade, credibilidade e, acima de tudo, a confiança do público que, segundo ela, sustenta a democracia dos Estados membros deste bloco regional. 

“Reafirmamos o compromisso de Moçambique com os princípios democráticos consagrados nos instrumentos da SADC, União Africana e das Nações Unidas, bem como o interesse e determinação no fortalecimento permanente das instituições responsáveis pela administração eleitoral”, disse Benvinda Levi. 

 

APOSTA NA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A Reunião do Comité Executivo do Fórum das Comissões Eleitorais dos Países Membros da SADC acontece num contexto em que o mundo é marcado pela afirmação da Inteligência Artificial (IA).  Segundo a Primeira-ministra, a IA está a transformar como as instituições públicas planeiam, gerem a informação e prestam serviços aos cidadãos. 

No contexto eleitoral, afirma Benvinda Levi, essas tecnologias podem oferecer oportunidades para aumentar a eficiência administrativa, apoiar os registos da gestão eleitorais, melhorar a comunicação com os eleitores, reforçar a análise de dados e facilitar a identificação atempada  de irregularidades operacionais. 

“Podem igualmente apoiar a monitoria de fenómenos de desinformação, manipulação digital e disseminação de conteúdos falsos que afectam a integridade dos processos eleitorais”, alerta.

Nesse sentido, alerta a Primeira-ministra, o recurso a essas ferramentas deve ser criterioso e responsável, respeitando os mandatos legais das instituições e preservando os direitos dos cidadãos. 

“As mesmas tecnologias que podem apoiar a democracia podem também ser utilizadas para a fragilizar. A proliferação de conteúdos digitalmente manipulados, as campanhas automatizadas de desinformação, a microssegmentação política abusiva e a utilização indevida de dados pessoais constituem riscos concretos  para a integridade eleitoral e para a confiança nas instituições”, alerta Benvinda Levi. 

Segundo a Primeira-ministra, associada à Inteligência Artificial, está a crescente relevância da governação de dados, assim como o facto delas constituírem um activo estratégico para o desenvolvimento económico, social e institucional. 

“A capacidade de os recolher, proteger, gerir e utilizar de forma segura e responsável tornou-se um elemento central da soberania digital dos Estados. A inovação tecnológica deve caminhar lado a lado com a protecção dos direitos fundamentais, a salvaguarda da privacidade, a segurança dos sistemas e do respeito pelos princípios democráticos.”

Benvinda Levi entende, por isso, que uma governação de dados sólida representa uma oportunidade para reforçar a soberania digital, reduzir dependências externas e assegurar que a transformação tecnológica contribua para o desenvolvimento sustentável e para o fortalecimento das instituições democráticas.  

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O Sporting assegurou esta quarta-feira, 22 de Abril, a passagem à final da Taça de Portugal, ao empatar sem abertura de contagem com o FC Porto no Dragão, depois de ter vencido em Alvalade (1-0) na primeira mão das meias-finais, a 3 de Março, com golo de penálti de Luis Suárez.

O encontro ficou ainda marcado pela lesão do defesa leonino Gonçalo Inácio ainda nos minutos iniciais, quando faltam cerca de 50 dias para o Campeonato do Mundo.

Já nos derradeiros minutos da partida, o médio portista Alan Varela viu o cartão vermelho directo devido a uma entrada dura sobre Suárez.

Antes do jogo, os jogadores do Sporting tinham sido barrados à entrada do corredor de acesso aos balneários do Estádio do Dragão, onde disputaram a segunda-mão das meias-finais da Taça de Portugal.

No momento de se dirigirem às cabines, à chegada ao palco do jogo, os atletas leoninos viram a passagem ser-lhes bloqueada por vários elementos da segurança privada.

A situação gerou alguma tensão e só foi resolvida depois da intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP).

De acordo com a imprensa desportiva, o Sporting solicitou aos delegados da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para entrar numa porta mais próxima e que dá acesso direto ao balneário, depois de, na última visita ao Dragão, para o campeonato, a comitiva dos leões se ter cruzado com adeptos portistas. Os delegados acederam ao pedido, mas a entrada foi impedida pelos assistentes de recinto desportivo (ARD), uma situação entretanto desbloqueada por elementos da PSP.

Segundo o jornal A Bola, que cita fonte dos dragões, o FC Porto expôs os seus sete títulos internacionais no acesso ao balneário, mas o Sporting não quis passar por esse acesso, que é sempre utilizado pelas equipas visitantes.

O projecto conjunto “Pamoja”, que une Quénia, Uganda e Tanzânia, enfrenta desafios logísticos críticos. A África do Sul surge como o “Plano B” de prontidão para garantir a realização do maior torneio do continente, segundo revelou o presidente da Confederação Africana de Futebol, Patrice Motsepe.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) mantém o estado de alerta sobre a organização do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2027. Embora o mandato oficial de organização pertença à candidatura conjunta de Quénia, Uganda e Tanzânia, a África do Sul foi identificada como o destino do recurso caso os prazos de infraestruturas não sejam cumpridos.

O projecto “Pamoja” (que significa “juntos” em suaíli) marcou um momento histórico ao atribuir a prova à África Oriental. Contudo, relatórios de inspecções recentes da CAF revelaram preocupações significativas, particularmente no Uganda.

Actualmente, o País enfrenta dificuldades para finalizar recintos que cumpram a “Categoria 4” da FIFA, o nível de exigência necessário para jogos internacionais de elite.

Fontes próximas da CAF indicam que, embora a vontade política nos três países seja forte, o ritmo das obras em estádios como o de Talanta (Quénia) e as renovações em Kampala (Uganda) estão a ser monitorizados “ao milímetro”.

A escolha da África do Sul como alternativa estratégica não é surpreendente. Com uma infra-estrutura herdada do Mundial de 2010 e do CAN 2013, o País possui estádios de classe mundial, rede hoteleira e logística de transportes pronta a operar num curto espaço de tempo.

Apesar dos rumores de uma mudança iminente, o presidente da CAF, Patrice Motsepe, tem procurado acalmar os ânimos. Em declarações recentes, o dirigente reafirmou a confiança nos actuais anfitriões, sublinhando que a CAF está a realizar workshops técnicos e visitas frequentes para garantir que o torneio arranque a 19 de Junho de 2027 em solo luso-oriental.

As próximas inspecções técnicas, previstas para os próximos meses, serão decisivas. Caso os marcos de construção definidos no caderno de encargos não sejam atingidos até ao final do ano, a CAF poderá ser forçada a activar o protocolo de emergência para evitar o adiamento da prova, garantindo assim a estabilidade do calendário futebolístico africano.

A escritora moçambicana Suzana Machamale lança a obra “Uma Pele Secreta”, no Centro Cultural Português, em Maputo. A apresentação da obra estará a cargo de Antónia Rosa.

“Uma Pele Secreta” é uma narrativa intensa e envolvente que explora os laços familiares, o amor e as consequências de escolhas marcantes. A história acompanha Hadrian e Ludwig, dois irmãos profundamente unidos, mas com personalidades distintas. Após um acontecimento traumático que abala a vida de Hadrian, Ludwig esforça-se para ajudá-lo a reencontrar o equilíbrio, sem sucesso.

O rumo da história altera-se quando Hadrian reencontra Núbia, o seu primeiro e grande amor. No entanto, este reencontro revela-se inquietante: Núbia já não é a mesma. Movido pela necessidade de voltar a sentir-se vivo, Hadrian decide reaproximar-se, ignorando sinais de alerta que acabam por desencadear consequências irreversíveis para todos os envolvidos.

Sobre a autora, Suzana Machamale nasceu a 24 de Agosto de 1991, na cidade da Beira, Moçambique. É formada em Sociologia, mas encontrou na escrita o seu principal meio de expressão. Estreou-se na literatura com a obra “As Raízes do Rei”, primeiro volume da tetralogia “Príncipes Sangrentos”.

O evento insere-se no âmbito da promoção da literatura moçambicana contemporânea e convida o público, a comunicação social e os amantes da leitura a participarem neste momento cultural.

Um grupo de indivíduos ainda não identificados tem protagonizado actos de roubo e vandalização de infra-estruturas da empresa Águas de Moçambique, na província da Zambézia. As acções comprometem seriamente o fornecimento de água, afectando cerca de 6 mil clientes.

Parte significativa dos equipamentos essenciais para garantir o fornecimento de água utilizados no sistema de abastecimento é adquirida na África do Sul. Contudo, nas últimas semanas, a empresa Águas de Moçambique tem registado uma onda preocupante de ataques às suas infra-estruturas, com destaque para o roubo de grupos de bombagem e componentes do sistema eléctrico.

Os prejuízos já ultrapassam um milhão de meticais em equipamentos, impactando directamente a capacidade de distribuição e deixando milhares de consumidores em situação de vulnerabilidade.

Como medida de mitigação, a empresa está a investir na construção de novos furos de água no distrito de Nicoadala, cada um avaliado em cerca de 2 milhões de Meticais. A iniciativa visa reduzir os efeitos das interrupções e reforçar a resiliência do sistema.

A Águas de Moçambique em Quelimane condena veementemente estes actos criminosos e apela à colaboração da população, no sentido de denunciar qualquer actividade suspeita, contribuindo assim para a protecção de um bem essencial à vida.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, em Pequim, o compromisso do Governo com o reforço dos laços com a diáspora e com a promoção da independência económica de Moçambique, destacando o papel estratégico da cooperação com a China e o contributo dos moçambicanos no exterior para o desenvolvimento nacional.

Falando durante um encontro com a comunidade moçambicana  residente na República Popular da China, no quadro da sua visita de  Estado, Daniel Chapo sublinhou que o contacto com a diáspora  constitui uma prática regular da governação. “Consta  permanentemente da nossa agenda encontros com a nossa  comunidade na diáspora sempre que efetuamos uma visita ao  estrangeiro”.

Na ocasião, expressou reconhecimento pelas mensagens de apoio  recebidas pelos representantes da comunidade moçambicana na  China. “Gostaríamos, assim, de expressar o nosso profundo  agradecimento pela vossa mensagem e palavras de encorajamento  para, como Governo Moçambicano, conseguirmos continuar a  trabalhar na promoção do bem-estar do povo e no desenvolvimento  rumo à nossa independência econômica”. 

O Presidente da República destacou que a sua deslocação à China  ocorre num contexto simbólico, marcado pela celebração dos 50  anos da independência nacional e das relações diplomáticas entre os  dois países. 

Segundo explicou, a visita visa consolidar a  cooperação bilateral em áreas estratégicas como agricultura,  energia, infra-estruturas, transporte, logística, mineração e  digitalização, sectores considerados fundamentais para impulsionar o  crescimento económico e gerar emprego, sobretudo para jovens e  mulheres. 

Ademais, assegurou que a situação interna do país é estável, com  instituições a funcionar normalmente, e destacou os avanços do  Diálogo Nacional Inclusivo, lançado em 2025, como instrumento para  o reforço da unidade, reconciliação e estabilidade política,  económica e social. 

No plano económico, apontou sinais de recuperação, com destaque  para a retoma de grandes projectos de gás natural na bacia do  Rovuma e a retirada de Moçambique da lista cinzenta do GAFI,  sublinhando, no entanto, os desafios impostos pelos fenómenos  climáticos severos e pela necessidade de combate contínuo ao  terrorismo em Cabo Delgado. 

A comunidade moçambicana na China, composta por mais de 400  cidadãos, maioritariamente estudantes de licenciatura, mestrado e  doutoramento, manifestou apoio às políticas governamentais,  enalteceu os esforços no combate ao terrorismo e na promoção do  diálogo nacional, e apelou ao reforço de parcerias com empresas  chinesas para facilitar a inserção profissional dos graduados.

Além disso, apresentou preocupações concretas, incluindo a redução  de bolsas de estudo, dificuldades de enquadramento laboral após a  formação, limitações no acesso a estágios pré-profissionais e  obstáculos na realização de operações bancárias na China com  cartões moçambicanos.  

Relativamente às preocupações apresentadas, o Chefe do Estado assegurou que o Executivo tomou nota e irá tratá-las de forma  articulada. 

No encerramento, elogiou a postura disciplinada da comunidade e  incentivou à preservação da identidade nacional. “Reiteramos as  nossas saudações, a vós, caros compatriotas, pelo comportamento  ordeiro e disciplinar, que nos caracteriza como moçambicanos, por  toda a parte onde passamos, na China”, acrescentando que o  encontro em Pequim representa um momento de proximidade e  valorização dos moçambicanos no exterior.

O país conta, a partir desta quarta-feira,  com uma nova forma de prevenção do HIV/SIDA. Trata-se da Lenacapavir, uma injecção lançada pelo ministro da Saúde,  que quando administrada duas vezes ao ano reduz o risco de infecção.  

Dados do sector da Saúde apontam que o país regista anualmente 92 mil novas infecções por HIV, sendo que grande parte dos casos em adolescentes e jovens. 

A adesão ao tratamento continua um desafio, numa altura em que prevalecem situações de estigma e descriminação.  

Porque a ideia é reduzir as novas infecções, o ministro da Saúde lançou, esta quarta-feira, na província de Maputo, a Lenacapavir, uma nova forma de protecção contra a doença.

“Esta introdução vem alargar o leque de medicamentos de prevenção de profilaxia. Isto vai reduzir a pressão sobre nós. As pessoas vêm levando medicamentos todos meses. Agora vai reduzir a pressão porque vai-se apanhar uma injeção duas vezes por ano.  ”

O método injetável deve ser administrado duas vezes, a cada seis meses, mas de forma combinada. 

Este médico de prevenção não deve ser implementado de forma isolada. Deve ser combinado com o uso de preservativo, a testagem rápida, o tratamento antirretroviral e campanhas de educação para mudança social e de comportamento”.

Numa primeira fase, a Lenacapavir será administrada em 55 unidades sanitárias e terá como prioridade adolescentes e jovens a partir de 15 anos de idade. 

“Iremos iniciar pelas unidades sanitárias das cidades e província de Maputo e  Zambézia.  Quando se fala muito do chamado dividendo demográfico, é isto contingente.  É por isso que esta injeção vai ser dada a partir dos 15 anos. Porque é este grupo que nós temos que salvar”.

Com a sua introdução o país passa a ser o nono em África a recorrer a este método de protecção, produzido nos Estados Unidos da América. 

O ministro da Saúde reiterou que a Lenacapavir é uma injecção de acesso gratuito e deve ser somente administrada nas unidades sanitárias. 

O mercado de transferências de Verão ainda não abriu, mas o nome de Geny Catamo já domina as manchetes desportivas na Europa. O extremo moçambicano do Sporting CP, que se tornou uma peça fulcral na estratégia dos “leões”, está a ser acompanhado de perto por vários emblemas da Premier League, com o Liverpool e o West Ham na linha da frente da corrida.

A imprensa britânica tem colocado Catamo como um dos nomes na lista de sucessão de Mohamed Salah no Liverpool. A polivalência do moçambicano, capaz de actuar em todo o corredor direito, aliada à sua explosividade e capacidade de drible, agrada particularmente aos observadores dos Reds.

Por outro lado, o West Ham vê em Geny o perfil ideal para reforçar o seu ataque, procurando antecipar-se à concorrência de outros clubes ingleses como o Newcastle e o Aston Villa.

Ciente do crescente assédio, a SAD do Sporting agiu preventivamente. Após uma renovação contratual que estendeu a ligação do jogador até 2029, o clube de Alvalade fixou uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros.

Embora o valor de mercado de Geny tenha disparado após as suas exibições consistentes na Liga Portugal e na Liga dos Campeões, os especialistas acreditam que uma proposta na ordem dos 25 a 30 milhões de euros poderá levar os responsáveis leoninos para a mesa de negociações, dada a necessidade de realizar mais-valias financeiras.

A temporada 2025/26 tem sido a da afirmação absoluta para o camisola 10 do Sporting. Com números que já superam os registos da época passada, Geny Catamo celebrou recentemente a marca histórica de 100 jogos oficiais pelo clube, consolidando-se como um dos extremos mais desequilibradores a actuar em Portugal.

Em Alvalade, o discurso oficial é de tranquilidade. O treinador Rui Borges tem reiterado a importância do jogador para os objectivos da equipa, mas o próprio Geny, embora focado nos títulos nacionais, nunca escondeu o sonho de actuar na “melhor liga do mundo”.

Se a transferência se concretizar pelos valores especulados, Geny Catamo poderá tornar-se a venda mais cara de sempre de um jogador moçambicano, superando largamente os registos anteriores e confirmando o excelente momento que o futebol de Moçambique atravessa no palco internacional.

Realizado no passado dia 18 de Abril, a Royal Aroma reforçou o seu compromisso com o desenvolvimento comunitário ao apoiar o evento “Cordas e Raquetes em Ritmo”, uma iniciativa que une desporto, cultura e entretenimento.

Sob o lema “Nutrindo Comunidades, Impulsionando Futuros”, o evento reuniu participantes de diferentes idades, proporcionando um ambiente dinâmico e inclusivo, com actividades desportivas, momentos culturais e convívio, incentivando estilos de vida saudáveis e a valorização da cultura moçambicana.

A aposta no badminton, enquanto modalidade acessível, permite à marca conectar-se directamente com jovens em escolas e comunidades, promovendo disciplina, inclusão e participação activa.

Com esta iniciativa, a Royal Aroma posiciona-se como mais do que uma marca alimentar, assumindo-se como um agente activo na promoção do bem-estar social e no crescimento das comunidades.

A ligação à saúde e nutrição mantém-se central, estando alinhada com a visão futura da marca, que inclui a introdução de arroz fortificado no mercado, reforçando o seu contributo para a energia, saúde e bem-estar das famílias.

Para além do badminton, a Royal Aroma aposta em modalidades como futebol, xadrez e música, adoptando uma abordagem integrada que promove o desenvolvimento físico, mental e cultural.

O Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, foi recebido na sede da Administração Geral do Desporto da República Popular da China, por Gao Zhidan, Ministro do Desporto e Presidente do Comité Olímpico Chinês, onde discutiram áreas de cooperação, numa nova forma do estreitamento das relações, na área desportiva.

O encontro entre Caifadine Manasse e Gao Zhidan, Ministro do Desporto e Presidente do Comité Olímpico Chinês, aconteceu num ambiente de hospitalidade e de amizade, respeito e confiança mútua.

Do encontro foram identificadas as seguintes áreas de cooperação, nomeadamente formação de atletas de alto rendimento em centros de excelência chineses, capacitação de treinadores, médicos desportivos e fisioterapeutas, desenvolvimento do desporto escolar e comunitário, reforço do combate ao doping, em nome de um desporto limpo e ético, apoio em infra-estruturas desportivas modernas para todo o País.

A experiência desportiva da China é uma das mais notáveis do planeta na actualidade, oportunidade não deixada de lado pelo ministro moçambicano para buscar experiências e parcerias para o crescimento do desporto moçambicano. 

Em poucas décadas, a China tornou-se uma potência olímpica global, organizou duas edições dos Jogos Olímpicos, Beijing 2008 e Beijing 2022, construiu um sistema desportivo de referência mundial, que combina, de forma exemplar, desporto escolar, identificação precoce de talentos, formação científica de atletas e treinadores, medicina desportiva de ponta e infra-estruturas de excelência. 

Na ocasião, Caifadine Manasse destacou o facto de ser uma experiência rica, inspiradora e altamente replicável, da qual Moçambique tem muito a aprender.

Para o dirigente moçambicano, “o desporto é, hoje, muito mais do que competição: é saúde pública, é disciplina, é coesão social, é afirmação soberana de um país perante o mundo”. 

Por isso, segundo Manasse, “investir no desporto é investir na juventude, na economia e na imagem de Moçambique, e essa é, precisamente, a leitura estratégica que orienta a acção do Presidente Daniel Chapo”.

Nos últimos anos Moçambique tem estado a afirmar-se no mundo do desporto, com destaque para as modalidades individuais, onde ganha protagonismo e respeito ao nível global, para além das modalidades colectivas, como futebol masculino e basquetebol feminino, onde vai ganhando o seu espaço ao nível continental.

“A visita de Estado à República Popular da China é prova inequívoca dessa visão, uma visão que coloca a juventude e o desporto no centro da agenda nacional e que eleva Moçambique a um patamar superior de diálogo e cooperação internacional”, escreve o MJD na sua página das redes sociais.

Caifadine Manasse integra a delegação moçambicana liderada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que está de visita à China, a convite do presidente chinês, Xi Jimping.

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