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Transformar o Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, criar um Tribunal de Contas, garantir autonomia financeira ao poder judicial e reforçar a justiça eleitoral, bem como o combate à corrupção, são algumas das principais propostas constantes no Pacto pela Justiça e Estado de Direito Democrático.

O documento foi apresentado durante o Congresso da Justiça, realizado recentemente na cidade de Maputo, tendo o seu texto final sido tornado público esta sexta-feira pela Procuradoria-Geral da República.

Para responder aos desafios enfrentados pelo sector, o Segundo Fórum da Justiça, realizado há uma semana na capital do País, recomendou um conjunto de reformas estruturais consideradas essenciais para o fortalecimento do sistema judicial.

Entre as principais propostas destacam-se a transformação do Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, a conversão do Tribunal Administrativo em Supremo Tribunal Administrativo e a criação de um Tribunal de Contas.

Para além destas alterações institucionais, o documento de 18 páginas defende igualmente o reforço da independência dos tribunais, com enfoque na autonomia administrativa e financeira do poder judicial.

O pacto propõe ainda a constitucionalização da fixação de uma percentagem do Orçamento do Estado destinada ao sector da Justiça, de forma a garantir uma autonomia financeira efectiva e progressiva.

No capítulo eleitoral, o documento sublinha que a credibilidade dos resultados constitui uma condição essencial para a paz e estabilidade no País, alertando que Moçambique não deve continuar a enfrentar crises pós-eleitorais evitáveis através da implementação de reformas estruturais.

“O País não pode continuar a assistir a crises pós-eleitorais evitáveis, quando existem reformas que estão ao alcance do Estado”, refere o documento.

O Pacto pela Justiça dedica igualmente atenção ao combate à corrupção no sistema judicial, classificando o fenómeno como uma das mais graves ameaças ao Estado de Direito.

“A corrupção no sistema de justiça é a mais grave das traições ao Estado de Direito, porque subverte o único árbitro que os cidadãos têm para defender os seus direitos”, lê-se no documento.

Para enfrentar este problema, são propostas medidas como a criação de canais confidenciais de denúncia, o reforço da fiscalização das declarações patrimoniais dos magistrados e uma maior cooperação entre as instituições de justiça e a sociedade civil.

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O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou, nesta quarta-feira, condolências ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) pela morte do seu secretário das Relações Exteriores, Manuel Domingos Augusto, classificando o desaparecimento do dirigente angolano como uma “perda irreparável” para a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), para o povo moçambicano e para as históricas relações de amizade e cooperação entre Moçambique e Angola.

A manifestação de pesar ocorreu durante uma visita à sede do MPLA, em Luanda, onde o Chefe do Estado moçambicano se deslocou pouco depois de chegar à capital angolana para participar na Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026. No local, Daniel Chapo transmitiu mensagens de solidariedade à direcção do partido, à família enlutada e ao povo angolano.

Segundo o Presidente da República, a notícia da morte de Manuel Augusto provocou profunda consternação em Moçambique, sobretudo devido ao papel que desempenhou no fortalecimento das relações entre a FRELIMO e o MPLA, movimentos que estiveram na vanguarda das lutas de libertação nacional nos dois países.

“Para nós, foi um choque, como moçambicanos, e sobretudo como FRELIMO”, declarou Daniel Chapo.

O estadista destacou que Manuel Augusto era uma figura de referência na diplomacia angolana e um dos principais impulsionadores da cooperação política entre os dois partidos históricos, contribuindo para a consolidação dos laços bilaterais construídos ao longo de décadas.

“A perda do camarada Manuel Augusto, secretário das Relações Exteriores do MPLA, foi uma perda irreparável para nós, como Frente de Libertação de Moçambique, e para nós, como moçambicanos”, afirmou.

Durante a visita, Chapo recordou a longa trajectória de solidariedade entre Moçambique e Angola, países que conquistaram a independência em 1975 e que mantêm uma cooperação estreita em diversas áreas, incluindo política, economia, defesa e integração regional.

O Presidente sublinhou que a morte de Manuel Augusto representa, não apenas a perda de um dirigente político experiente, mas também de um interlocutor fundamental no aprofundamento das relações institucionais entre os dois Estados.

Ao evocar os seus encontros com o falecido dirigente, Chapo revelou que a última conversa entre ambos ocorreu em Maputo, onde discutiram mecanismos para reforçar a cooperação bilateral e fortalecer os vínculos entre os dois partidos no poder.

O Chefe do Estado revelou ainda que tomou conhecimento da morte de Manuel Augusto durante uma sessão do Conselho de Ministros, momento que descreveu como particularmente difícil para o Executivo moçambicano.

“Foi um grande choque para todos nós”, afirmou, acrescentando que acompanhava a evolução do estado de saúde do dirigente angolano, sem prever um desfecho tão repentino.

A reacção de Chapo evidencia o peso político de Manuel Augusto nas relações entre os dois países e a influência que exerceu ao longo de décadas na diplomacia angolana. O dirigente desempenhou vários cargos governamentais e partidários de relevo, tendo sido uma das figuras mais influentes da política externa de Angola.

Na mensagem deixada na sede do MPLA, o Presidente moçambicano apelou à preservação do legado político e patriótico de Manuel Augusto, defendendo que os seus ideais devem continuar a inspirar as novas gerações de angolanos e moçambicanos.

Para Daniel Chapo, a melhor homenagem ao dirigente passa pela continuidade dos valores que marcaram a sua trajectória, nomeadamente a defesa da paz, da independência nacional, da integridade territorial e da cooperação entre povos irmãos.

“Temos de continuar com os valores que o camarada Manuel Augusto sempre nos ensinou: preservar a paz, preservar a independência, preservar a integridade territorial e, sobretudo, lutarmos juntos como dois povos unidos e irmãos para o desenvolvimento dos nossos dois países”, concluiu.

A visita à sede do MPLA reafirmou os laços históricos entre Moçambique e Angola, num momento de luto para o partido angolano e para os sectores políticos que acompanharam o percurso de uma das figuras mais destacadas da diplomacia e da cooperação entre os dois países africanos.

Pelo menos 23 famílias continuam sem poder regressar às suas casas no bairro Ndlavela, município da Matola, devido às inundações que afectaram a zona durante a última época chuvosa, apesar do fim das chuvas em várias regiões do País.

A situação foi verificada pelo edil da Matola, Júlio Parruque, que visitou o bairro para avaliar os danos e ouvir as preocupações dos moradores, que denunciam dificuldades no processo de reassentamento e pedem maior celeridade na assistência municipal.

Segundo a edilidade, cinco famílias já foram reassentadas, enquanto o processo de apoio às restantes continua em curso, numa operação que envolve identificação de áreas seguras e mobilização de recursos.

“O processo de reassentamento está em curso”, garantiu o edil, Júlio Parruque, durante a visita ao terreno.

Os residentes afirmam, contudo, que a situação continua crítica, com várias habitações ainda submersas ou em condições de insalubridade, o que agrava o risco sanitário e dificulta a retoma da vida normal.

Durante a visita, o edil reconheceu a gravidade da situação e apontou a necessidade de soluções estruturais para mitigar os efeitos recorrentes das inundações na zona.

Parruque destacou que o município está a identificar pontos críticos de drenagem e a preparar intervenções em infra-estruturas, com foco na melhoria do escoamento das águas pluviais e na requalificação de áreas vulneráveis.

O edil referiu ainda que algumas intervenções já realizadas em infra-estruturas municipais demonstraram resultados positivos face às chuvas intensas, defendendo a expansão de soluções semelhantes para outras zonas críticas da cidade.

Ainda no âmbito da visita de trabalho, o presidente do Conselho Municipal da Matola procedeu à entrega de 250 carteiras escolares à Escola Básica de Mulovote, equipamento que deverá beneficiar mais de três mil alunos, contribuindo para a melhoria das condições de ensino.

Paralelamente, a edilidade anunciou o reforço das acções de fiscalização nas imediações das escolas, com o objectivo de restringir a venda de bebidas alcoólicas nas proximidades dos estabelecimentos de ensino, medida enquadrada nos esforços de protecção do ambiente escolar.

Parruque reconheceu que a cidade enfrenta desafios persistentes relacionados com a drenagem urbana, sobretudo em zonas como Ndlavela e corredores adjacentes a vias estruturantes.

O edil sublinhou que estão em curso ou em preparação intervenções em estradas e passagens de nível, com vista a melhorar o escoamento das águas e reduzir o impacto das chuvas em áreas residenciais.

“Temos que ir a obras, não há alternativa”, afirmou, destacando a necessidade de mobilização de parceiros para acelerar as intervenções enquanto o município reforça a sua capacidade de financiamento.

Apesar das medidas anunciadas, moradores de Ndlavela continuam a pedir soluções mais rápidas e definitivas, alertando para o risco de novas inundações caso não sejam resolvidos os problemas estruturais de drenagem.

A situação volta a colocar em evidência a vulnerabilidade de várias zonas da Matola durante períodos de chuva intensa e a necessidade de investimentos sustentados em infra-estruturas urbanas para garantir maior resiliência das comunidades.

Terminou ontem, 17 de junho, a formação ministrada às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) pelas Forces Armées de la Zone Sud de l’Océan Indien (FAZSOI), em coordenação com a Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ).

A cerimónia de encerramento dos cursos foi presidida pelo Comandante da Força da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, e onde estiveram igualmente presentes altas entidades das FADM.

Durante a cerimónia, o Comandante da Força da Missão destacou a importância da formação ministrada, sublinhando que “esta formação representa mais um passo na construção de forças mais preparadas, resilientes e capazes de responder aos desafios operacionais que o país enfrenta, em particular no contexto de Cabo Delgado”. Dirigindo-se aos formandos, acrescentou ainda uma palavra de reconhecimento “pelo empenho, dedicação e profissionalismo demonstrados”, reforçando que o conhecimento adquirido constitui “uma importante ferramenta ao serviço da segurança das vossas forças e do povo moçambicano”.

As atividades formativas decorreram no Centro de Manutenção e Oficinas (CMO) das FADM, em Maputo, e no Campo de Treino da Katembe, através de Equipas Móveis de Formação (MTT) francesas, tendo incidido sobre áreas essenciais para o reforço das capacidades técnicas e operacionais das FADM.

Ao longo das últimas semanas, os militares das FADM desenvolveram competências nas áreas de manutenção de viaturas e de procedimentos táticos de combate a engenhos explosivos improvisados, através dos cursos Vehicle Maintenance Course e Counter-Improvised Explosive Devices (C-IED) Tactical Course.

Esta formação especializada teve como objetivo consolidar conhecimentos técnicos e práticos fundamentais, contribuindo para o aumento da prontidão, da autonomia e da eficácia operacional das FADM no cumprimento das suas missões em Cabo Delgado.

A colaboração entre a EUMAM MOZ, as FAZSOI e as FADM, iniciada ainda durante a Missão de Treino da União Europeia em Moçambique (EUTM MOZ), em 2021, tem desempenhado um papel relevante no reforço das capacidades operacionais no terreno, nomeadamente através do treino das Forças de Reação Rápida (QRF) e da partilha de conhecimento técnico em áreas críticas para a eficácia das operações.

A conclusão desta formação constitui mais um exemplo do trabalho conjunto desenvolvido pela União Europeia e por Moçambique, no âmbito do fortalecimento das capacidades das FADM, contribuindo para a promoção da segurança, da estabilidade e da capacidade de resposta aos atuais e futuros desafios de segurança, em particular no combate à insurgência em Cabo Delgado.

A Fidelidade Ímpar reuniu, esta semana, na cidade de Maputo, mulheres de diversos sectores de actividade para uma reflexão sobre a importância da protecção financeira e do seguro em cada fase da vida. O encontro, denominado “Seguramente”, serviu de plataforma para debater o papel da inclusão financeira no fortalecimento da autonomia e da segurança das mulheres moçambicanas.

O evento decorreu num ambiente de partilha de experiências e discussão sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no acesso a instrumentos de protecção financeira, bem como sobre a relevância do seguro na promoção da estabilidade e da confiança para o futuro.

Na abertura da sessão, a Administradora Executiva da Fidelidade Ímpar, Célia Ferreira, destacou que a igualdade de género e a inclusão constituem pilares fundamentais da actuação da seguradora.

“Na Fidelidade Ímpar, a igualdade e a inclusão são valores não negociáveis. Não são apenas palavras, são princípios que orientam as nossas decisões, contratações e promoções. Hoje, as mulheres representam 49% da nossa força de trabalho e ocupam 36% dos cargos de liderança”, afirmou.

Segundo a responsável, o programa “Seguramente: De Elas Para Elas” surge para reforçar o acesso das mulheres a oportunidades, suporte e mecanismos que contribuam para o seu empoderamento económico e social.

A iniciativa contou igualmente com a participação da Presidente da New Faces New Voices Moçambique, Tânia Saranga, que abordou os desafios e oportunidades ligados à inclusão financeira feminina no país.

“Quando uma mulher tem acesso à informação, instrumentos financeiros e mecanismos de protecção, aumenta a sua capacidade de enfrentar desafios, planear o futuro e contribuir de forma mais activa para o desenvolvimento da sua família e da sociedade”, sublinhou.

A realização do evento enquadra-se no compromisso da Fidelidade Ímpar com a promoção da igualdade de género e do empoderamento feminino. A seguradora apoia, há seis anos, a organização Girl Move, em Nampula, é signatária do We Finance Code e integrou recentemente a Associação Moçambicana das Mulheres em Seguros (AMMS), iniciativas que visam reforçar a inclusão financeira e a representatividade das mulheres no sector.

Com mais de três décadas de actividade em Moçambique, a Fidelidade Ímpar reafirma, através do “Seguramente”, o seu compromisso de acompanhar as mulheres ao longo das diferentes etapas das suas vidas, promovendo soluções de protecção e contribuindo para uma sociedade mais inclusiva e resiliente.

O Município de Chimoio retomou os trabalhos de asfaltagem de estradas degradadas na urbe, numa iniciativa que visa melhorar a mobilidade urbana e responder a antigas preocupações dos munícipes quanto ao estado das vias de acesso.

A intervenção, que já havia contemplado a reabilitação da estrada que liga o centro urbano ao bairro Vila Nova, marca o reinício de um programa mais amplo de requalificação da rede viária da cidade.

Segundo o presidente do Município de Chimoio, João Ferreira, a acção enquadra-se no compromisso da edilidade de melhorar as condições de circulação e, consequentemente, a qualidade de vida dos cidadãos.

“Estamos a recomeçar a asfaltagem na nossa cidade de Chimoio. Vamos trabalhar nas artérias do centro para eliminar o antigo alcatrão degradado e os buracos existentes”, afirmou o edil.

O autarca reconheceu, no entanto, que não será possível cobrir todas as ruas da cidade numa única fase, mas garantiu que a intervenção permitirá melhorar significativamente a circulação urbana.

As obras estão a ser executadas no âmbito de uma parceria entre o Município de Chimoio e uma empresa de construção de vias de acesso, responsável pela execução técnica dos trabalhos.

Segundo o representante da empresa Uteka Construções, os trabalhos incluem a aplicação de novas camadas de asfalto, com capacidade para suportar tráfego pesado.

“Vamos aplicar cerca de 1,8 quilómetros nesta fase, com uma camada de asfalto de cinco centímetros, preparada para suportar cargas elevadas”, explicou Jie Khau.

A iniciativa foi bem recebida pelos munícipes, que destacam a melhoria já visível em algumas vias, mas apelam para que o programa de reabilitação se estenda também às zonas periféricas, onde o estado das estradas é considerado mais crítico.

“Estamos felizes porque esta estrada está a ser reabilitada. Esperamos que chegue também às zonas com mais poeira e dificuldades de circulação”, afirmou o munícipe António Manheche.

Outro residente, Jacinto João, destacou a melhoria imediata na circulação.

“A estrada estava em más condições, mas agora já está melhor. É bem-vinda esta intervenção para todos nós”, disse.

De acordo com a edilidade, numa primeira fase, os trabalhos de asfaltagem irão concentrar-se no centro urbano de Chimoio, com previsão de expansão gradual para as zonas periféricas.

A iniciativa insere-se nos esforços do município para modernizar a infraestrutura urbana e garantir melhores condições de mobilidade, segurança rodoviária e desenvolvimento económico local.

Moçambique já definiu a sua delegação para os Jogos da Commonwealth de 2026, que terão lugar entre 23 de Julho e 2 de Agosto, em Glasgow, na Escócia. O País será representado por um contingente de 20 membros, incluindo 12 atletas que irão competir em quatro modalidades desportivas.

O boxe surge como a principal aposta nacional nesta edição dos Jogos, liderando a comitiva com cinco pugilistas convocados. Entre os nomes seleccionados destaca-se Tiago Muxanga, considerado uma das principais esperanças de medalha para Moçambique na competição.

A Federação Moçambicana de Boxe (FMBoxe) confirmou ainda a possibilidade de ajustes na lista, devido à eventual indisponibilidade do atleta, que tem um combate profissional agendado para 12 de Julho. Segundo o secretário-geral da federação, António Hélio, já existe uma solução de recurso em análise.

“Vamos, por precaução, inscrever Bernardo Marrime para o caso em que se confirmar a sua indisponibilidade”, explicou.

Além de Muxanga, integram ainda a selecção de boxe Armando Sigaúque, Manuel Banguine, Alcinda dos Santos e Rady Gramane.

O judo será representado por três atletas, nomeadamente a bolseira olímpica Jacira Ferreira, Cyntia Badru e Samuel Ribeiro. Já o atletismo e a natação contarão com dois representantes cada.

No atletismo, destaca-se Amélia Pinga, especialista em triplo salto e bolseira olímpica em preparação em Portugal. O velocista Steven Sabino, que treina nos Estados Unidos da América, estava igualmente entre as apostas para os Jogos, mas foi afastado devido a lesão, segundo indicação do relatório médico, sendo substituído por um atleta ainda por designar.

A delegação moçambicana será ainda composta por oito oficiais, incluindo equipas técnicas, pessoal médico, chefe e vice-chefe de missão, além do adido de imprensa, responsáveis por assegurar o apoio logístico e técnico aos atletas durante a competição.

As federações nacionais encontram-se, agora, na fase final de preparação, com o objectivo de garantir que os atletas cheguem a Glasgow nas melhores condições físicas e competitivas.

A participação nos Jogos da Commonwealth é considerada uma das mais importantes do calendário desportivo internacional, reunindo atletas de diversos países-membros da Commonwealth num evento multidesportivo de alto nível.

As cheias e inundações que afetaram a província de Gaza entre Janeiro e Março deste ano provocaram a morte e dispersão de centenas de animais no Parque Nacional de Banhine, agravando o conflito entre comunidades locais e fauna bravia nos distritos de Mabalane, Chigubo e Mapai.

O fenómeno climático teve impactos significativos sobre a área de conservação, com a destruição de infraestruturas, a fuga de espécies e o enfraquecimento dos esforços de repovoamento faunístico em curso no parque.

De acordo com residentes, a convivência com a fauna bravia tornou-se mais difícil nos últimos meses, com registo de ataques a pessoas e aumento da presença de animais em zonas habitacionais.

“O conflito com a fauna bravia é o pão de cada dia, para dizer que a população reclama dia após dia. Cerca de 60 mil hectares foram devastados”, relatou Salvador Machava, produtor da área do parque.

Já a Administradora de Mapai descreveu episódios recentes de ataques envolvendo búfalos, incluindo ferimentos a membros da comunidade.

“Temos búfalos que chegam até a menos de dois quilómetros da vila, aqui no Matadouro. Uma criança foi agredida por búfalos. Nos últimos dois meses podemos falar de seis pessoas que foram agredidas”, disse Maria Helena, Administradora de Mapai.

Além do impacto sobre a fauna, as cheias destruíram infraestruturas estratégicas do parque, incluindo um santuário de proteção e maneio da vida selvagem, com prejuízos estimados em mais de 30 mil dólares.

“Foi destruído. O santuário praticamente está destruído. Os danos podem rodar acima de 30 mil dólares”, referiu Abel Nhabanga, Administrador do Parque Nacional de Banhine.

Segundo a administração do parque, a situação foi agravada pela subida do nível das águas, que cobriu grande parte do perímetro da reserva e levou à dispersão de espécies e à perda de animais recentemente introduzidos.

“Este ano o conflito com a fauna bravia agudizou-se. Tivemos chuvas intensas e água espalhada quase em todo o perímetro do parque”, explicou o responsável, acrescentando que estão em curso medidas de mitigação.

Entre as acções em implementação estão a vedação eléctrica de machambas e a criação de equipas de fiscais especializados em mediação de conflitos entre comunidades e fauna.

As cheias comprometeram ainda o programa de repovoamento do parque, incluindo a dispersão de mais de 400 animais translocados em 2025, numa operação avaliada em cerca de 350 mil dólares.

“Perdemos muitos animais devido à cheia. Alguns ficaram entalados em lama, sobretudo impalas e cabritos-do-mato. Tivemos também uma migração de animais não comum”, indicou Abel Nhabanga.

Paralelamente aos impactos ecológicos, o parque registou a deslocação incomum de espécies como zebras e búfalos para zonas habitacionais, aumentando a tensão com as comunidades locais.

Apesar dos prejuízos, o Parque Nacional de Banhine avançou com a entrega de 20% das receitas da conservação às comunidades, como forma de reforçar o envolvimento local na protecção da área.

“As comunidades precisam sentir que o parque também lhes pertence”, referiu Claudino Soupada, beneficiário, sublinhando que os fundos estão a ser aplicados em apoio agrícola e distribuição de insumos.

As autoridades do parque estão neste momento a realizar o levantamento completo dos danos e a mobilizar recursos para reforçar a protecção da área de conservação, restaurar infra-estruturas destruídas e mitigar os impactos sobre a fauna e as comunidades circunvizinhas.

O Governo de Moçambique e a União Europeia reafirmaram o seu compromisso com o aprofundamento da cooperação bilateral durante a 4.ª Sessão do Diálogo de Parceria, marcada por um balanço positivo das relações entre as duas partes e pela identificação de áreas estratégicas para o reforço da colaboração.

Na sua intervenção, a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação destacou a presença da Embaixadora da União Europeia em Moçambique, Patrícia Llombart, considerando que a sua participação “reafirma as boas relações entre a República de Moçambique e a União Europeia”.

Segundo a governante, a presença da diplomata europeia testemunha “o compromisso contínuo da União Europeia com o fortalecimento da nossa parceria estratégica, assente no diálogo franco e construtivo, na confiança mútua e na prossecução de objectivos comuns de paz, estabilidade, desenvolvimento e prosperidade”.

A Ministra salientou igualmente o envolvimento activo de Moçambique nos mecanismos de diálogo previstos pelos sucessivos acordos que regulam as relações entre as partes, sublinhando que o país tem demonstrado “um firme compromisso com a concertação, a cooperação e a busca de soluções conjuntas para os desafios comuns”.

Na ocasião, foi igualmente destacado que Moçambique assinou e ratificou o Acordo de Samoa, instrumento que constitui a base legal para os Diálogos de Parceria entre a União Europeia e os países da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico (OEACP).

Outro ponto assinalado foi a realização recente do 2.º Fórum Global Gateway, em Maputo, considerada uma demonstração das boas relações entre Moçambique e a União Europeia. A Ministra referiu que esta iniciativa reflecte «a ambição da União Europeia em promover parcerias sustentáveis, mutuamente benéficas e orientadas para resultados concretos».

Para Moçambique, acrescentou, o Global Gateway representa uma oportunidade estratégica para impulsionar investimentos em infra-estruturas resilientes, energia, corredores logísticos, conectividade digital, educação e capacitação de recursos humanos, contribuindo para a transformação estrutural da economia nacional.

Durante a sessão, o Governo moçambicano reconheceu ainda o apoio da União Europeia aos esforços de desenvolvimento do País, nomeadamente nas áreas do crescimento económico, fortalecimento institucional, boa governação e inclusão social.

A Ministra aproveitou igualmente a ocasião para prestar reconhecimento ao Embaixador Antonino Maggiore, que participou no seu último Diálogo de Parceria antes do termo da sua missão em Moçambique. Segundo afirmou, será oportunamente realizada uma despedida institucional em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo do seu mandato.

No domínio da paz e segurança, o Governo manifestou apreço pelo apoio europeu ao reforço das capacidades das Forças de Defesa e Segurança, considerando que esta assistência tem sido relevante para os esforços de estabilização das zonas afectadas pelo terrorismo, para a protecção das populações e para a criação de condições favoráveis ao desenvolvimento sustentável.

A governante destacou ainda a importância da abordagem integrada da União Europeia, que reconhece a ligação entre segurança, desenvolvimento e resiliência das comunidades, factores considerados essenciais para a consolidação de uma paz duradoura.

A encerrar a sua intervenção, a Ministra manifestou confiança nos resultados da reunião, afirmando que estes contribuirão para “elevar ainda mais o nível da cooperação entre Moçambique e a União Europeia, consolidando uma parceria cada vez mais sólida, dinâmica e orientada para benefícios concretos para os nossos popovos”.

O internacional moçambicano Bruno Langa vai prosseguir a carreira no futebol do Azerbaijão, após acertar a sua transferência para o Qarabag FK, um dos clubes mais titulados daquele País e presença frequente nas competições europeias.

A informação foi avançada pelo jornalista italiano Fabrizio Romano, que revelou o acordo entre o lateral-esquerdo moçambicano e o emblema azeri. A transferência, em definitivo, põe fim à ligação do jogador à União Desportiva Almería, de Espanha, abrindo um novo capítulo na sua carreira profissional.

Bruno Langa chega ao Qarabag depois de ter concluído um período de empréstimo no Estrela da Amadora, de Portugal, tornando-se uma das principais apostas do clube para a nova temporada.

Aos 28 anos, o defesa formado nas escolas do Maxaquene e da Black Bulls soma uma carreira marcada por experiências em diferentes campeonatos europeus. Em Portugal, representou o Amora FC, Vitória de Setúbal, Desportivo de Chaves e Estrela da Amadora. Passou ainda pelo Pafos FC, do Chipre, antes de ingressar no Almería, em Espanha.

A mudança para o Qarabag transforma o Azerbaijão no quarto país europeu da carreira do internacional moçambicano, que continua a consolidar o seu percurso fora de portas.

O clube de Baku é uma das principais referências do futebol azeri, dominando regularmente as competições nacionais e participando com frequência na Liga dos Campeões e na Liga Europa da UEFA. A presença nestas competições poderá representar uma oportunidade adicional para Bruno Langa aumentar a sua projecção internacional.

A transferência reforça igualmente a presença moçambicana no futebol do Azerbaijão. No passado, o internacional Clésio Baúque representou o FK Gabala e o Zira FK, enquanto Ricardo Guimarães actuou pelo Zira na última temporada.

Caso Ricardo Guimarães permaneça no futebol azeri, a temporada 2026/27 poderá proporcionar um duelo inédito entre dois futebolistas moçambicanos na principal liga daquele país.

Apesar de ter contrato com o Almería até Junho de 2028, Bruno Langa optou por abraçar um novo desafio competitivo, numa fase em que procura manter o estatuto de peça fundamental dos Mambas e continuar a evoluir ao mais alto nível do futebol europeu.

A transferência surge também depois de alegado interesse de clubes das segundas divisões inglesa e espanhola, mas foi o Qarabag quem conseguiu assegurar os serviços do lateral moçambicano para a próxima época.

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