O Ministério da Planificação e Desenvolvimento (MPD), em colaboração com o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), realiza, nos dias 4 e 5 de Novembro, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, a Conferência sobre População e Desenvolvimento em Moçambique, um encontro de alto nível destinado a promover o diálogo e a definição de prioridades para transformar a dinâmica demográfica do país numa oportunidade de crescimento económico, criação de emprego e melhoria do bem-estar da população.
Subordinada ao tema “População, Transformação Económica e Bem-Estar: Políticas para Aproveitar o Dividendo Demográfico em Moçambique”, a conferência reunirá representantes do Governo, instituições públicas, parceiros de cooperação, academia, sociedade civil, sector privado e organizações juvenis e de mulheres, entre outros actores relevantes para o desenvolvimento nacional.
A iniciativa decorre num contexto em que Moçambique apresenta uma população predominantemente jovem, com cerca de 66% dos cidadãos com menos de 25 anos. Esta realidade representa uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento do País, mas exige investimentos coordenados em educação, saúde, formação profissional, emprego produtivo, igualdade de género e protecção social.
A conferência pretende reforçar a articulação entre as políticas de população e as estratégias de desenvolvimento económico e social, promovendo decisões fundamentadas em evidências e compromissos concretos para responder aos desafios demográficos do País.
Um dos principais objectivos do encontro será recolher contribuições para o aperfeiçoamento da proposta da nova Política Nacional de População, assegurando a sua articulação com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025–2044) e o Programa Quinquenal do Governo (PQG 2025–2029).
Os participantes irão analisar as tendências demográficas do País e as suas implicações para o mercado de trabalho, os serviços públicos, as finanças públicas e o desenvolvimento territorial, identificando reformas e investimentos prioritários para acelerar a transição demográfica e aproveitar o potencial da população jovem.
A agenda inclui igualmente a apresentação da Análise da Situação da População de 2025 e do estudo sobre o Dividendo Demográfico, documentos que deverão contribuir para fundamentar as discussões e orientar a formulação de políticas públicas.
SAÚDE E DIREITOS
Entre as principais áreas de debate destacam-se a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos, a prevenção e resposta ao HIV/SIDA, a qualidade da educação, o desenvolvimento de competências, o emprego juvenil, a produtividade, o empoderamento económico das mulheres, a inclusão das pessoas com deficiência, a protecção social, a urbanização resiliente e as mudanças climáticas.
A conferência abordará também a necessidade de reforçar os sistemas de produção e utilização de dados demográficos, melhorar a integração das variáveis populacionais nos instrumentos de planificação e orçamentação e promover mecanismos sustentáveis de financiamento do desenvolvimento.
Além da reflexão técnica, a conferência pretende produzir resultados concretos que contribuam para a implementação de políticas públicas mais coerentes, inclusivas e orientadas para resultados. O encontro deverá culminar na validação da Declaração de Maputo sobre População e Desenvolvimento, que estabelecerá uma visão partilhada e compromissos políticos e sectoriais para responder aos desafios e aproveitar as oportunidades demográficas de Moçambique.
Está igualmente prevista a consolidação de uma matriz de acções e de um roteiro de seguimento, com prioridades, instituições responsáveis, prazos, indicadores e opções de financiamento, de modo a reforçar a responsabilização e o acompanhamento dos compromissos assumidos.
A participação de jovens, mulheres, pessoas com deficiência, representantes das províncias, organizações da sociedade civil, investigadores e sector privado será fundamental para assegurar que as recomendações reflectem diferentes realidades territoriais e necessidades da população.
Com esta iniciativa, o Ministério da Planificação e Desenvolvimento e os seus parceiros pretendem fortalecer o diálogo entre os diferentes sectores e promover uma abordagem integrada da relação entre população, transformação económica e bem-estar.
Mais detalhes sobre a conferência, incluindo informações sobre o programa e a participação, serão divulgados oportunamente.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) duplicou, nos últimos dois anos, o número de projectos de investigação científica, passando de 329, em 2023, para 626, em 2025. O dado foi avançado pelo reitor da instituição, Manuel Guilherme, durante a reunião anual de balanço das actividades da universidade.
Segundo o reitor, o crescimento resulta do processo de transformação da UEM numa universidade de investigação, uma das metas definidas no plano estratégico da instituição.
“Em dois anos, ou seja, de 2023 a 2025, duplicamos o número de projectos de investigação. Saímos de 329 para 626 projectos de investigação”, afirmou Manuel Guilherme.
O responsável explicou que este avanço reflecte o envolvimento da comunidade universitária na produção científica e na busca de soluções para os desafios do país.
“Este indicador resulta do processo da nossa transformação para a Universidade de Investigação e do empenho de toda a comunidade universitária para cada vez mais projectos de investigação, para realizar o nosso objectivo”, destacou.
Apesar dos avanços, o reitor reconhece que a instituição ainda enfrenta constrangimentos, sobretudo relacionados com a distribuição dos recursos financeiros. Manuel Guilherme revelou que a maior parte do orçamento da universidade continua direccionada ao ensino e aprendizagem, devido ao elevado número de estudantes de graduação.
“Ainda temos desafios, porque a maior parte do nosso orçamento ainda vai para o ensino e aprendizagem, dois terços, mas também se compreende que temos muitos estudantes de graduação, então é preciso prover meios suficientes para que esses estudantes tenham a formação”, explicou.
Outro desafio apontado pelo dirigente da UEM está relacionado com a redução da disponibilidade de bolsas de estudo, situação associada às limitações orçamentais.
De acordo com Manuel Guilherme, nos últimos anos registou-se uma queda significativa no número de bolsas financiadas pelo Orçamento do Estado, tendo 2025 sido um dos períodos mais difíceis.
“Nos últimos três anos houve uma queda de disponibilização de bolsas por parte do orçamento do Estado e o ano de 2025 foi ainda mais difícil que os últimos dois anos”, disse.
Para responder a esta realidade, a UEM está a apostar em novas formas de mobilização de apoio, incluindo a chamada Iniciativa Padrinho, que pretende envolver parceiros públicos e privados no financiamento de bolsas para estudantes.
“Desenhamos iniciativas como a Iniciativa Padrinho, que consiste em parcerias com entidades públicas e privadas para continuar a prover bolsas aos nossos estudantes”, afirmou o reitor.
Manuel Guilherme defende que, apesar das dificuldades financeiras, a universidade deve continuar a fortalecer a investigação científica como uma das principais bases da sua transformação institucional e do seu contributo para o desenvolvimento nacional.
O número de mortos pelos dois terremotos ocorridos na Venezuela, há duas semanas, subiu para 3.811, informou, nesta quarta-feira, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
De acordo com o novo balanço, o número de feridos é de 16.740, enquanto o número de desabrigados subiu para 17.907.
O empresário Salimo Abdula volta a assumir a presidência do Conselho de Administração da Vodacom Moçambique, iniciando um mandato de três anos, após ter sido eleito por consenso dos accionistas da operadora de telecomunicações.
Salimo Abdula sucede a Lucas Chachine, que termina o seu mandato à frente da empresa, deixando, segundo a Vodacom, um legado de fortalecimento da posição da operadora no mercado e de reforço da sua contribuição para o desenvolvimento do País.
O novo presidente regressa à liderança da Vodacom Moçambique depois de já ter desempenhado anteriormente as mesmas funções. Accionista histórico da empresa através do Grupo Intelec Holdings, que integra a estrutura accionista da operadora desde 2007, Abdula presidiu igualmente, nos últimos três anos, ao Conselho de Administração da Vodafone M-Pesa, acumulando uma vasta experiência nos sectores das telecomunicações e da inclusão financeira.
Fundador e presidente do Conselho de Administração da Intelec Holdings, grupo com investimentos nas áreas da energia, telecomunicações, finanças, recursos minerais e turismo, Salimo Abdula é uma das figuras mais influentes do empresariado moçambicano. Entre outras funções, presidiu à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e à Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), destacando-se na promoção do investimento privado e do empreendedorismo.
Na sua primeira mensagem após assumir o cargo, Salimo Abdula afirmou regressar à presidência da Vodacom com um elevado sentido de responsabilidade, comprometendo-se a dar continuidade à estratégia da empresa, centrada na expansão dos serviços de telecomunicações e na aproximação dos cidadãos às oportunidades proporcionadas pela economia digital.
Segundo o novo presidente do Conselho de Administração, a empresa continuará a apostar na melhoria da qualidade da rede, na expansão da conectividade às zonas rurais e na aceleração da digitalização da economia moçambicana, reforçando o seu papel como parceira do desenvolvimento nacional.
A Vodacom Moçambique considera que a experiência acumulada por Salimo Abdula permitirá dar continuidade à estratégia de crescimento da operadora e consolidar a sua posição no mercado nacional das telecomunicações.
Profissionais de saúde que actuam no surto de Ébola na República Democrática do Congo agravam a greve devido às questões salariais, numa altura em que segundo as autoridades o surto continua a propagar-se mais rápido do que a resposta ao mesmo.
Os Profissionais de saúde que estão na linha da frente na luta contra o Ebola na República Democrática do Congo começaram abandonar seus postos de trabalho em protesto contra atrasos salariais, ameaçando os esforços para conter o surto.
Na província de Ituri, a mais atingida entre as três províncias do leste do Congo afectadas pelo surto , alguns profissionais de saúde e outros trabalhadores da linha de frente relataram à Associated Press que não recebem salários nem gratificações desde que o surto foi declarado, em 15 de maio.
Também alegaram trabalhar com equipamentos limitados e sofrer tratamento injusto tanto por parte das autoridades quanto das equipes de resposta.
A greve ocorre no momento em que se inicia o recrutamento para ensaios clínicos de tratamento contra o vírus Bundibugyo, responsável por este surto e esta não é a primeira vez greve de profissionais de saúde neste país africano.
Recorde-se que dois mil e quinhentos médicos e agentes de saúde do sector público da RDC anunciaram greve a partir de 11 de junho, por tempo indeterminado.
Dados governamentais mais recentes indicam 1.708 casos de ebola registrados, incluindo 580 mortes.
O Kartódromo do Automóvel e Touring Clube de Moçambique (ATCM) acolhe, no próximo dia 18 de Julho, a primeira prova do Campeonato Drift Rivals ATCM 2026, uma competição que assinala o regresso do drift ao calendário oficial do automobilismo nacional. O evento deverá reunir mais de 30 pilotos moçambicanos e sul-africanos, confirmando a dimensão regional que a modalidade começa a assumir.
Organizada pelo Automóvel e Touring Clube de Moçambique, a prova inaugura um novo ciclo competitivo para uma modalidade que tem registado crescimento significativo nos últimos anos, tanto em número de praticantes como de adeptos.
A expectativa em torno da competição é elevada, sobretudo porque o drift regressa ao Kartódromo do ATCM depois de um período sem provas oficiais. Para muitos pilotos e entusiastas do desporto motorizado, trata-se de um momento aguardado, numa altura em que o clube tem vindo a reforçar a organização de diferentes modalidades automobilísticas.
Nos últimos anos, o ATCM diversificou o seu calendário desportivo com competições de Spinning, Drag Racing, Karting e Troféu ATCM de Corridas de Velocidade, iniciativas que contribuíram para dinamizar o automobilismo nacional e aumentar a participação de pilotos provenientes de diferentes regiões do País.
Com o lançamento do Drift Rivals, o clube pretende consolidar também esta modalidade, criando um campeonato regular que permita aos pilotos competir de forma contínua e elevar o nível técnico das provas.
Segundo a organização, já confirmaram presença vários pilotos considerados referências na modalidade, bem como novos competidores que têm vindo a destacar-se em eventos realizados dentro e fora de Moçambique. A participação de pilotos sul-africanos constitui um dos principais atrativos da prova, uma vez que permitirá um confronto competitivo entre atletas dos dois países.
A presença de concorrentes estrangeiros representa igualmente um reforço do intercâmbio desportivo entre Moçambique e África do Sul, dois países que mantêm relações de cooperação em diversas modalidades do automobilismo.
Para a organização, este intercâmbio poderá contribuir para fortalecer o campeonato e incentivar uma participação mais regular de pilotos estrangeiros nas futuras etapas da competição.
Os preparativos para o evento decorrem sob coordenação do Departamento de Drift, Spinning e Drag Racing do ATCM, que trabalha na componente técnica, logística e operacional para assegurar que a prova decorra em conformidade com os regulamentos desportivos e de segurança exigidos para este tipo de competições.
A realização da primeira etapa do Drift Rivals representa mais um passo na consolidação desta modalidade no País e reforça o papel do Kartódromo do ATCM como principal palco do automobilismo moçambicano.
Paralelamente à competição de drift, o programa do evento inclui a realização de um espectáculo de Freestyle Motocross, no qual pilotos especializados irão executar acrobacias aéreas e demonstrações técnicas destinadas ao público.
A organização prevê igualmente outras actividades de animação, procurando transformar a jornada num evento dedicado aos amantes dos desportos motorizados.
Para os pilotos nacionais, a prova representa uma oportunidade de competir com adversários internacionais, adquirir experiência competitiva e elevar o nível técnico da modalidade no País.
Por outro lado, o campeonato poderá servir de plataforma para o surgimento de novos talentos e contribuir para o fortalecimento do automobilismo moçambicano, numa altura em que o ATCM procura diversificar as suas competições e ampliar o calendário desportivo.
Com mais de 30 pilotos já confirmados, o Drift Rivals ATCM 2026 inicia-se sob o signo da competitividade e da cooperação regional, numa prova que deverá marcar o regresso oficial do drift ao principal circuito do país e reforçar o crescimento desta disciplina em Moçambique.
O presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, efectua hoje, uma visita de trabalho ao distrito municipal de Nlhamankulu, para avaliar o grau de execução do Plano de Desenvolvimento Municipal 2024-2028 e acompanhar o progresso das obras de requalificação do bairro Chamanculo “C”.
A deslocação insere-se na política de governação aberta, participativa e de proximidade adoptada pelo município, visando reforçar o contacto directo com as comunidades e monitorar a implementação dos projectos de desenvolvimento.
Durante a visita, o edil de Maputo vai reunir-se com líderes religiosos no Centro Cultural Ntsindya. Em seguida, deslocar-se-á a área envolvente da Escola Secundária de Lhanguene, onde vai inteirar-se do estágio das obras de requalificação da praça inserida no Projecto de Requalificação do Bairro Chamanculo “C”.
Rasaque Manhique vai ainda dirigir uma sessão de audiências públicas na Praça da Munhuana, no bairro com o mesmo nome. O encontro tem como objectivo ouvir as preocupações dos munícipes, promover o diálogo directo e procurar soluções para os principais problemas apresentados pela população.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) está a recolher evidências sobre alegados casos de poluição ambiental resultantes das actividades mineiras na província de Manica. O órgão garante que serão tomadas medidas severas contra empresas que estejam a explorar recursos minerais em violação das normas ambientais em vigor.
No âmbito das diligências, o procurador-geral da República, Américo Letela, visitou, nesta quarta-feira, algumas empresas mineiras localizadas no distrito de Manica, onde procurou inteirar-se do funcionamento das unidades de processamento mineral, das condições de trabalho e do cumprimento das normas ambientais.
Na empresa Mutapa Mining Processing (MMP), Américo Letela reuniu-se com a direcção e com os trabalhadores, tendo destacado a necessidade de verificar a salvaguarda dos direitos laborais e os impactos da actividade mineira no ambiente.
“Também queremos saber como os trabalhadores daqui têm salvaguardados os seus direitos, queremos saber como é a questão do impacto ambiental e entre outras coisas”, explicou Américo Letela.
Apesar de ter demonstrado satisfação com o nível de organização encontrado na MMP, a Procuradoria-Geral da República diz ter identificado, durante a visita a outras empresas mineiras, sinais de possível incumprimento das normas ambientais, estando em curso a análise dos elementos recolhidos.
Segundo o porta-voz da Procuradoria-Geral da República, Ângelo Mathusse, os dados recolhidos serão avaliados para determinar os próximos passos e, caso se confirmem irregularidades, poderão ser aplicadas medidas contra os responsáveis.
“Foram colhidos elementos para a clarificação deste tão badalado problema da poluição. Agora temos de fazer avaliação e tirarmos as necessárias ilações, e, se for necessário, avançarmos com as medidas para mitigar a poluição”, disse o porta-voz da Procuradoria da República, Ângelo Mathusse.
A visita da PGR acontece numa altura em que as actividades mineiras em Manica estão sob forte escrutínio, devido às denúncias de degradação ambiental, uso inadequado de recursos naturais e alegados impactos nas comunidades.
Nesta quinta-feira, Américo Letela prossegue a visita de trabalho no distrito de Vandúzi, onde deverá escalar a mina conhecida por “Seis Carros” para averiguar alegadas violações do decreto governamental que suspende as actividades mineiras, bem como investigar as recorrentes mortes de garimpeiros registadas naquela região.
Mais de 700 jovens foram graduados nesta quarta-feira, nos centros de formação técnico-profissional da cidade de Quelimane, na província da Zambézia, numa cerimónia orientada pelo ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse.
Na ocasião, o dirigente defendeu uma formação profissional inclusiva como instrumento de criação de emprego, geração de rendimento e promoção do desenvolvimento do País.
A cerimónia ficou marcada pela forte aposta na inclusão social, com destaque para a graduação de formandos com deficiência física, cujas histórias de perseverança deram um significado especial ao evento.
Entre eles estão Detinha Alberto, Angelina Engenheiro, Felícia Sozinho, Altina Victorino e Faustino António, que concluíram com sucesso os cursos de Culinária e Serralharia, ultrapassando inúmeras limitações ao longo da formação. Nos seus rostos, era evidente a satisfação de quem transformou obstáculos em conquistas.
“Valeu a pena frequentar esta formação para aprender uma profissão. Fiz o curso de Culinária, e espero, agora, criar o meu próprio negócio. Tenho uma filha menor, e acredito que, através do auto-emprego, poderei garantir o seu sustento”, afirmou Detinha Alberto, convencida de que a determinação e a fé são fundamentais para vencer as adversidades.
Também Faustino António, recém-formado em Serralharia, acredita que a qualificação lhe abrirá portas para servir à comunidade.
“Não foi fácil, mas consegui concluir o curso. Espero colocar em prática o que aprendi, prestar serviços à comunidade e criar oportunidades de trabalho que beneficiem tanto os clientes como as pessoas que vierem a trabalhar comigo”, afirmou.
Na ocasião, o ministro da Juventude e Desportos defendeu que o acesso à formação técnico-profissional deve chegar a todos os moçambicanos, independentemente da sua condição física ou social, permitindo que cada cidadão adquira competências para produzir riqueza, sustentar a família e contribuir para o desenvolvimento nacional.
“O nosso Governo, liderado pelo Presidente da República, tem demonstrado uma forte preocupação com a formação dos jovens moçambicanos. A formação não deve concentrar-se apenas nas cidades; deve aproximar-se cada vez mais dos jovens, onde quer que eles estejam. Esse é o caminho”, afirmou Caifadine Manasse.
O governante acrescentou que investir na qualificação da juventude representa uma aposta no futuro do país, defendendo que cada jovem formado deve colocar os conhecimentos adquiridos ao serviço do seu próprio desenvolvimento, da sua família e de Moçambique.
A cerimónia terminou com a entrega de certificados e kits profissionais aos graduados. Os 700 novos técnicos deixam, agora, os centros de formação com o desafio de transformar os conhecimentos adquiridos em oportunidades concretas de emprego, empreendedorismo e inclusão social.
O director-geral da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, Celso Cunha, visitou, nesta quarta-feira, as instalações do Grupo Soico, onde manteve um encontro com o presidente do Conselho de Administração da empresa, Daniel David. A visita culminou com a assinatura de um memorando de entendimento destinado a reforçar a visibilidade das acções e projectos desenvolvidos pela agência na região Centro do País.
À chegada, Celso Cunha foi recebido por Daniel David e percorreu vários departamentos do Grupo SOICO, incluindo os estúdios e a redacção, numa visita que permitiu conhecer o funcionamento dos diferentes órgãos de comunicação da empresa.
Após a visita, as duas instituições formalizaram uma parceria que pretende ampliar a divulgação dos programas implementados pela Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, com destaque para iniciativas de promoção do desenvolvimento socioeconómico nas províncias de Manica, Sofala, Zambézia e Tete.
Segundo Celso Cunha, a escolha do Grupo SOICO resulta do reconhecimento da sua capacidade de comunicação e da relação de cooperação já existente entre as duas instituições.
“O estabelecimento deste memorando com o Grupo SOICO deve-se, em primeiro lugar, ao reconhecimento do potencial deste grupo. Nós, como Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, temos vários programas, como o Prospera e o Integra, entre outros, e sentimos que é hora de disseminarmos ao País, e ao mundo, o trabalho que a agência desenvolve na região Centro. O Grupo SOICO sempre trabalhou connosco na prestação de serviços, mas agora estamos a fortalecer ainda mais esta parceria”, afirmou.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do Grupo SOICO considerou o memorando um passo importante para dar maior visibilidade ao potencial económico e às transformações em curso na região abrangida pela agência.
“É um memorando muito especial de parceria com uma das instituições mais importantes do País, que impulsiona o desenvolvimento nas províncias de Manica, Sofala, Zambézia e Tete. Trata-se de uma região muito rica, e precisamos de levar esse desenvolvimento ao conhecimento dos moçambicanos. O Grupo SOICO tem um papel importante como veículo de comunicação para mostrar o que está a ser feito e como esta região está a transformar-se economicamente”, disse Daniel David.
O responsável acrescentou que a parceria permitirá divulgar os projectos em curso e inspirar outras regiões do País.
“A assinatura deste memorando visa garantir a visibilidade dos projectos que estão a decorrer e, ao mesmo tempo, catalisar e impulsionar outras partes do País a acreditarem que é possível fazermos diferente em Moçambique”, sublinhou.
A cerimónia terminou com um brinde simbólico ao sucesso da parceria, que ambas as instituições consideram estratégica para promover o desenvolvimento e aproximar os cidadãos das iniciativas implementadas na região do Vale do Zambeze.