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Transformar o Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, criar um Tribunal de Contas, garantir autonomia financeira ao poder judicial e reforçar a justiça eleitoral, bem como o combate à corrupção, são algumas das principais propostas constantes no Pacto pela Justiça e Estado de Direito Democrático.

O documento foi apresentado durante o Congresso da Justiça, realizado recentemente na cidade de Maputo, tendo o seu texto final sido tornado público esta sexta-feira pela Procuradoria-Geral da República.

Para responder aos desafios enfrentados pelo sector, o Segundo Fórum da Justiça, realizado há uma semana na capital do País, recomendou um conjunto de reformas estruturais consideradas essenciais para o fortalecimento do sistema judicial.

Entre as principais propostas destacam-se a transformação do Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, a conversão do Tribunal Administrativo em Supremo Tribunal Administrativo e a criação de um Tribunal de Contas.

Para além destas alterações institucionais, o documento de 18 páginas defende igualmente o reforço da independência dos tribunais, com enfoque na autonomia administrativa e financeira do poder judicial.

O pacto propõe ainda a constitucionalização da fixação de uma percentagem do Orçamento do Estado destinada ao sector da Justiça, de forma a garantir uma autonomia financeira efectiva e progressiva.

No capítulo eleitoral, o documento sublinha que a credibilidade dos resultados constitui uma condição essencial para a paz e estabilidade no País, alertando que Moçambique não deve continuar a enfrentar crises pós-eleitorais evitáveis através da implementação de reformas estruturais.

“O País não pode continuar a assistir a crises pós-eleitorais evitáveis, quando existem reformas que estão ao alcance do Estado”, refere o documento.

O Pacto pela Justiça dedica igualmente atenção ao combate à corrupção no sistema judicial, classificando o fenómeno como uma das mais graves ameaças ao Estado de Direito.

“A corrupção no sistema de justiça é a mais grave das traições ao Estado de Direito, porque subverte o único árbitro que os cidadãos têm para defender os seus direitos”, lê-se no documento.

Para enfrentar este problema, são propostas medidas como a criação de canais confidenciais de denúncia, o reforço da fiscalização das declarações patrimoniais dos magistrados e uma maior cooperação entre as instituições de justiça e a sociedade civil.

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Teerão  prometeu atacar países europeus que se juntarem à guerra contra o Irão. A decisão surge depois de vários países  terem afirmado que poderiam tomar medidas defensivas diante das capacidades de lançamento de mísseis do Irão.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano ameaça atacar os países europeus, que se aliarem aos EUA e o Israel, por considerar o acto uma provocação directa. Alargar os ataques de retaliação para atingir cidades e países europeus, será a primeira medida.

O aviso surge no momento em que os países europeus procuram reforçar as suas defesas, uma vez que a guerra contra o Irão ameaça expandir-se para além do Médio Oriente e constituir uma ameaça para a segurança da Europa.

A Grécia, a Alemanha e a França comprometeram-se em ajudar Chipre a reforçar as suas defesas, com a Grécia e a França a enviarem fragatas da marinha e Atenas a contribuir com caças F-16.

Nesta quarta-feira contabilizam-se cinco dias após o início da guerra. Cerca de 800 pessoas foram mortas no Irão, incluindo algumas que o presidente dos EUA considerava possíveis futuros líderes do país. 

Israel alertou que o sucessor de khamenei será alvo a eliminar. O Irão continua os ataques de retaliação.

Os 12 países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) teriam decidido criar uma nova força para combater os jihadistas que actuam na região.

Fontes disseram à agência de notícias AFP que os chefes militares tomaram a decisão durante uma reunião em Freetown no fim de semana.

As discussões centraram-se na crescente ameaça terrorista, na expansão do crime organizado transnacional e nos desafios persistentes relacionados com a insegurança marítima.

O objectivo inicial é ter cerca de 2 mil soldados prontos para combater o “terrorismo e a insegurança” em toda a África Ocidental.

Fontes afirmaram que eles permanecerão em seus respectivos países, com Serra Leoa servindo como base logística para o grupo.

Segundo informações, as autoridades ainda estão a definir os detalhes de como financiar a força e a CEDEAO ainda não emitiu um comunicado oficial.

O Sahel, região que atravessa a África entre o Saara e a África subsaariana, há muito tempo sofre com insurgências jihadistas lideradas por grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.

Os três países formaram sua própria aliança, mas um chefe de gabinete da África Ocidental afirma que eles serão incentivados a cooperar com a nova força.

Os três países “estão numa parte do Sahel que é o epicentro da luta contra os jihadistas. Devem ser incluídos”, afirmou.

O preço do gás natural na Europa disparou, esta terça feira, 33,2% atingindo 57,596 euros, por megawatt hora, impulsionado por novos ataques contra o Irão.

De acordo com a Lusa, a subida é motivada pela ameaça da Guarda Revolucionária iraniana de atacar navios, no estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de energia.

A referência europeia, o contrato TTF negociado, nos Países Baixos, chegou a ser transaccionada a 59,165 euros, um aumento de 36,8% face ao fecho anterior.

Em paralelo, as bolsas europeias acentuaram perdas, com quedas entre 2,3% e 3,5%, destacando-se Milão e Frankfurt entre as mais afectadas. 

O petróleo subiu mais de 5%, enquanto o ouro recuou ligeiramente após ganhos iniciais.

Citada pela mesma fonte, a Administração de Informação Energética dos EUA disse que o estreito de Ormuz, por onde passa, cerca de 20% do petróleo mundial, voltou a ser apontado como factor de risco para a economia global.

O Governo afirmou que o eventual encerramento da Mozal não constitui uma decisão sob responsabilidade do Estado moçambicano, esclarecendo que a empresa é detida por accionistas estrangeiros e que as deliberações estratégicas cabem exclusivamente à sua estrutura societária.

Segundo explicou o porta-voz do Executivo, apesar de a unidade industrial estar localizada em território nacional, “o negócio não é moçambicano”, sendo Moçambique apenas o país onde se encontra instalada a infraestrutura da fundição de alumínio. “Por essa razão, as decisões relativas ao funcionamento ou eventual encerramento da empresa não competem ao Governo”, disse Impissa.

As declarações surgem num contexto em que circulam informações dando conta de um possível encerramento da fábrica até meados de Março. O Governo assegura que está a acompanhar a situação.

As autoridades destacaram, contudo, que o país retira benefícios directos da presença da empresa, nomeadamente através da geração de empregos para cidadãos moçambicanos, da arrecadação de impostos e do dinamismo económico associado à actividade industrial.

A questão do fornecimento de energia foi apontada como um dos factores centrais no debate em torno da continuidade das operações. O Executivo reconheceu que seria desejável que o país tivesse capacidade para garantir níveis suficientes de energia, tendo em conta os ganhos económicos decorrentes da permanência da indústria no território nacional. Ainda assim, reiterou que o problema não é exclusivamente moçambicano.

Consultado sobre os custos da contratação de uma empresa consultora para apoiar o Governo no processo, o porta-voz admitiu não dispor, no momento, dos valores exactos. Indicou, porém, que “a informação poderá ser posteriormente clarificada pelo Ministério das Finanças”, sublinhando que os dados já terão sido apresentados em sessões anteriores.

O Governo reforça que continuará a acompanhar a evolução do processo e a prestar esclarecimentos à opinião pública à medida que novas informações forem consolidadas.

Hélder Mendonça diz que foi afastado do PODEMOS apenas por exigir transparência na gestão dos recursos financeiros do partido. Mendonça afirma que a decisão da sua suspensão foi ilegal e promete recorrer.

Há confusão no PODEMOS! Em causa está a suspensão do co-fundador do partido, Hélder Mendonça, e o afastamento de Fernando Jone da função de segundo vice-presidente da Assembleia da República, durante a reunião do Conselho Central do PODEMOS, havido no último sábado.

Os afastamentos derivam de uma suposta acusação de que o líder do partido, Albino Forquilha, terá desviado 20 milhões de meticais, atribuídos ao partido através da bancada. O PODEMOS nega as alegações. 

“Até que se prove esta acusação, o compatriota Hélder Mendonça está suspenso para que corram julgamentos em sede própria, tanto que já foi submetido o processo e vai correr depois deste fecho, o Conselho Central vai também deliberar se o compatriota Mendonça pode ou não regressar à militância do partido”, disse Duclésio Chico, porta-voz do PODEMOS.

O “O País” ouviu a versão de Hélder Mendonça, que acusa o Conselho Central de violar os Estatutos, por este não ter competência para suspender um membro. O político defende que a natureza da suspensão, “por ausência de um processo disciplinar, por ausência de procedimentos que antecedem à medida, ela torna-se efectivamente nula, porque não há uma base e nem tive o direito ao contraditório. Logo, esta, para mim, é considerada uma suspensão ilegal”.

Mendonça explica, ainda, que o problema começou quando, através de documentos, exigiu da direcção do partido informações sobre a subvenção do estado ao partido, relatório patrimonial e prestação de contas, acto não bem visto por alguns membros.

“Eu postei, dentro do grupo do Conselho Central, o órgão que se ia reunir, provas sobre a discrepância entre os valores que eram declarados ou que são declarados pela direcção do partido e aquilo que, efectivamente, o Estado está a pagar ou está a subsidiar ao partido como a segunda maior bancada na Assembleia da República. Portanto, esta prova foi expedida pelo segundo vice-presidente, o Fernando Jone, que é nosso compatriota, no sentido de fiscalização, e a tal fiscalização inclui o nosso partido. Portanto, eu não acho que haja motivos como fiscalizadores que nos impedem de fiscalizar o nosso próprio partido”, disse.

Então, acrescenta, todo este processo tem a ver com duas coisas:

“A primeira é a intenção de omitir aquilo que é a vida económica estruturante do partido, tanto a vida económica como a vida administrativa, do ponto de vista das deliberações, como elas são feitas.”

Ademais, o também membro do Conselho Político fala de violação recorrente dos estatutos, sob a chancela do presidente, Albino Forquilha, e destaca o processo que elegeu o novo secretário-geral.

“Quando fomos às eleições, à primeira volta, ela decidiu que havia dois candidatos. Portanto, o compatriota Alberto Ferreira e o compatriota Stélio António são os que transitaram para a segunda volta. Tendo desistido o compatriota Ferreira, deveríamos, ainda mais, um motivo para que o Conselho Político sentasse, para decidir quais seriam os termos das eleições. E mesmo esta decisão deveria ser também fundamentada com base legal, estatutária ou das leis vigentes na República de Moçambique. Foi o que não ocorreu. E o presidente decidiu, de forma unilateral, os termos da convocação e, por isso, fez a convocação, cumprindo aquilo que é a sua competência. Todavia, não foi aconselhado e, de repente, vimos que o candidato favorito do presidente estava a fazer campanha interna”, explicou.

Hélder Mendonça foi mais longe, demonstrando a sua indignação pelo facto de o tal candidato “favorito de Albino Forquilha”, que foi eliminado na primeira volta, estar a fazer campanha para as eleições da segunda volta, sem que haja uma deliberação de qualquer dos órgãos.

“Significa que alguém decidiu, porque isso não ocorria aos olhos do presidente, sendo uma ilegalidade e que o presidente não tomasse uma medida. Portanto, era mais uma razão para a realização do Conselho Político. Isso foi postulado.”

A nossa reportagem contactou o deputado Fernando Jone, que foi suspenso da função de segundo vice-presidente da casa do povo, pelo PODEMOS. Jone declinou-se a gravar entrevista, mas reiterou que a sua consciência está livre e que nunca vai vergar perante injustiças.

O Regimento da Assembleia da República, no artigo 50, explica que a indicação dos vice-presidentes cabe aos partidos políticos, apesar de não se referir ao poder de exoneração.

Por isso, Mendonça questiona: “O facto de o segundo vice-presidente da Assembleia da República ter a iniciativa de fiscalizar o seu próprio partido, isso determina a retirada da confiança política? Eu penso que não. Segundo, quais foram os procedimentos para essa retirada da confiança política do compatriota Jone? Teria sido ele notificado sobre alguma acção que ele tenha praticado que prejudicasse o partido? Que desse no entendimento do partido permitir que vamos tirar a confiança política por A ou B motivo? Não houve. Portanto, estamos a gerir uma organização política como se estivéssemos a gerir um quintal”.

Hélder Mendonça promete, ainda assim, recorrer da decisão.

“Nós vamos usar os fundamentos que foram dados pela imprensa, ou que se sabe pela imprensa, para poder solicitar ao tribunal a nulidade destas suspensões, porque não faz sentido nenhum e é insanável quando uma penalização ocorre sem o direito ao contraditório”, disse.

O porta-voz do PODEMOS diz que a suspensão dos dois membros seguiu os trâmites legais e, para já, é irreversível.

“Após lido documento sentencial, o presidente depois colocou isto em plenário para votação e os membros, na maioria, votaram na suspensão do compatriota Hélder Mendoza. Não foi algo do presidente, foi algo deliberativo, em que a maioria dos presentes, eram cerca de cento e tantas pessoas presentes no momento em que houve esta votação e a maioria destas pessoas votaram deliberadamente sobre a questão da suspensão do compatriota Hélder Mendoça. Quem proferiu a sentença foi o presidente do Conselho Fiscal do Partido”, disse Duclésio Chico.

A Comissão dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social (3ª Comissão) reuniu-se, na Assembleia da República, com o grupo técnico que integrava representantes do Conselho Superior da Comunicação Social, do Gabinete de Informação, do MISA Moçambique e do Sindicato Nacional de Jornalistas, com o objectivo de recolher contribuições para o aperfeiçoamento das propostas de Lei da Comunicação Social e da Lei de Radiodifusão.

Segundo o representante do Conselho Superior da Comunicação Social (CSCS), José Macarringue, que falava aos jornalistas após a reunião, o encontro teve como objectivo tornar os instrumentos em debate o mais consensual possível, incorporando todos os elementos das propostas e respeitando as diferentes sensibilidades dos sectores que intervêm na comunicação social.

Macarringue acrescentou que o encontro tinha ainda como objectivo trabalhar nos aspectos técnicos ligados à fundamentação das leis, com vista à obtenção de um instrumento que venha a contribuir para a melhoria do sector da comunicação social no País. 

“Passam mais de 30 anos desde que temos a Lei da Imprensa em vigor. Portanto, chegou o momento de rever a actual lei e ajustá-la aos desafios e à realidade actuais do País, que incluem também o ambiente digital e os meios electrónicos de Comunicação Social”, disse o representante do Conselho Superior da Comunicação Social, reiterando que estão em debate sobretudo aspectos técnicos, havendo, de modo geral, consenso entre os intervenientes no processo.

Por sua vez, o representante do MISA-Moçambique, Ernesto Nhanale, explicou que o encontro visava tratar dos últimos detalhes das propostas, acrescentando que a 3.ª Comissão está a trabalhar com os técnicos no sentido de compreender melhor a fundamentação e afinar as propostas, para que possam ser submetidas à aprovação, ainda neste mês de Março pela Assembleia da República.

“O mais importante é que, qualquer que seja o caminho adotado, respeite a Constituição da República e seja técnica e economicamente viável”, disse.

O representante do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), Isais Muthimba, sublinhou que, como sindicato, “sentimos que há avanços muito encorajadores em relação ao processo que temos vindo a acompanhar há bastante tempo. Houve envolvimento e socialização junto dos profissionais da Comunicação Social em todo o país. Neste momento, a 3ª Comissão pretende compreender com maior profundidade os detalhes das propostas em análise”.

Por seu turno, a representante do Gabinete de Informação (GABINFO), Sílvia Nhaduate, destacou que o trabalho em curso é essencialmente de consolidação geral dos instrumentos. “Não se entrou em profundidade nas propostas de lei para verificar aspectos técnicos, uma vez que as propostas submetidas e consensualizadas pelos parceiros no processo de votação são as mesmas que estão actualmente em apreciação”, explicou, avançando que em termos de alterações e modificações, não há aspectos técnicos relevantes a considerar.

Depois do encontro com os técnicos a 3ª Comissão, deverá ser auscultada pela comissão dos assuntos constitucionais, direitos humanos e de legalidade para posterior emissão, pela 1ª Comissão, do respectivo parecer a ser analisado pelo Plenário da Assembleia da República.

A 6ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros apreciou a situação dos cidadãos moçambicanos residentes no Médio Oriente, região que enfrenta instabilidade desde o último sábado, em decorrência da intervenção militar dos Estados Unidos da América e de Israel na República Islâmica do Irão.

De acordo com o Governo, “estão registados 681 moçambicanos a residir em países daquela região. No Catar encontram-se 300 cidadãos nacionais, sendo que cerca de 80% trabalham na empresa Qatar Aluminium e vivem num condomínio localizado a aproximadamente 40 quilómetros de uma base militar norte-americana. Os restantes 20% actuam na Qatar Airways, Qatar Energy, em instituições bancárias comerciais”, além de funcionários da Embaixada de Moçambique.

Nos Emirados Árabes Unidos residem igualmente 300 moçambicanos, entre estudantes e trabalhadores, incluindo funcionários da Embaixada e do Consulado, segundo disse Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo.

“Na Arábia Saudita vivem cerca de 100 cidadãos moçambicanos. Destes, 35 trabalham na indústria de alumínio em Jubail, na província oriental, enquanto outros frequentam a Universidade Islâmica de Medina. No Reino do Bahrein há o registo de um estudante moçambicano, atleta de natação e bolseiro do Comité Olímpico de Moçambique”, confirmou Impissa.

No Estado de Israel estão identificados 12 moçambicanos.

Impissa assegurou ainda que segundo informações recolhidas junto às missões diplomáticas de Moçambique na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, bem como do consulado em Tel Aviv, “todos os cidadãos nacionais encontram-se, até ao momento, em bom estado de saúde e em segurança”.

As embaixadas moçambicanas emitiram comunicados dirigidos às respectivas comunidades, apelando à vigilância e à observância das orientações das autoridades locais para salvaguarda da segurança.

O Governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, informou ainda que prossegue o trabalho de contacto com cidadãos moçambicanos que estudam e trabalham em Chipre e no Kuwait, bem como com viajantes que se encontravam em trânsito por aeroportos como Doha e Dubai, cujos espaços aéreos estiveram temporariamente encerrados.

“As autoridades garantem que continuam a monitorar a evolução da situação no Médio Oriente e a manter canais abertos de comunicação com as comunidades moçambicanas na região”, assegura o porta-voz do Governo.

Impissa garantiu ainda que não se descarta um plano de evacuação dos moçambicanos no Médio Oriente. “É provável que haja, mas é no contexto dos esforços que têm de ser feitos para ver o que é que cada um efectivamente vai necessitar”, disse.

Relativamente aos impactos que esta guerra vai ter para o País, Inocêncio Impissa disse que existe tendência de subida de combustíveis ao nível do mundo, em função da situação do Médio Oriente.

“Claramente vai subir, só não sabemos em quanto. É consequência directa. Penso que fala-se também do impacto que o Moçambique prevê, porque vai ter algum impacto”, disse, entretanto pedindo para que o assunto seja deixado para mais tarde, até porque “há um grupo que foi criado, um grupo multisectorial, que deverá avaliar, com base em dados concretos, dados fiáveis, que é preciso avaliar rotas, a natureza de relações directas ou comerciais, quer com o Estado em causa, mas também com os Estados à volta”, para que haja um estudo mais aprofundado, com elementos que permitam uma partilha mais segura dos impactos.

Jato privado de Cristiano Ronaldo deixou a Arábia Saudita rumo a Madrid, na sequência de um ataque do Irão à embaixada dos EUA, mas o internacional português permanece em Riade.

Cristiano Ronaldo mantém-se na Arábia Saudita, ainda que o seu jato privado tenha partido de Riade rumo à Arábia Saudita, esta terça-feira, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América (EUA), em Riade, cuja autoria foi, entretanto, reclamada pelo Irão.

De acordo com informações adiantadas pelo jornal espanhol As, o internacional português encontra-se, neste momento, “à espera de uma solução”, numa altura em que o ambiente que se vive no Médio Oriente vai ficando cada vez mais tenso, como resultado do ataque conjunto levado a cabo pelos EUA e pelo Israel ao Irão, no passado fim-de-semana.

O Al Nassr, recorde-se, tinha encontro marcado com o Al Wasl para as 18h15 (hora de Portugal Continental) de quarta-feira, dia 4 de março, no Zabeel Stadium, recinto situado no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a contar para a primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões 2, mas acabou por ser adiado.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) entendeu não estarem reunidas as condições de segurança necessárias para a disputa de um total de oito partidas que estavam agendadas para os próximos dias, pelo que as adiou para data ainda a definir, mediante a evolução da situação que se vai verificando naquela região do planeta.

Cristiano Ronaldo estava, de resto, em dúvida para esta partida, não só devido ao facto de ter apresentado fadiga muscular, no passado sábado, no triunfo conquistado sobre o Al-Fayha, por 1-3 (no qual foi, inclusive, substituído por Abdullah Al-Hamdan, após ter desperdiçado uma grande penalidade), como também pelo facto de Jorge Jesus ter vindo a aproveitar esta prova para dar minutos aos jogadores menos utilizados.

Resta, agora, perceber se o campeonato da Arábia Saudita irá continuar a decorrer com normalidade, sendo que o próximo jogo do Al Nassr, inserido no programa da 25.ª jornada, está previsto para as 17h30 de sábado, ante o Neom SC, no Al-Awwal Stadium, em Riade.

 

Jato de Cristiano Ronaldo deixa Riade após ataque a embaixada dos EUA

Jato privado de luxo de Cristiano Ronaldo partiu da Arábia Saudita rumo a Madrid, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América, em Riade, por parte do Irão.

O jato privado de luxo de Cristiano Ronaldo partiu, na madrugada de segunda para terça-feira, do aeroporto no qual estava estacionado, na Arábia Saudita, rumo à capital espanhola de Madrid, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América, em Riade, cuja autoria já foi reclamada pelo Irão.

A notícia é avançada pelo jornal britânico Daily Mail, com base em informações obtidas na plataforma Flightradar24, que mostram que o Bombardier Global Express do internacional português deixou Riade por volta das 20h00 e aterrou em solo espanhol às 01h00 (horas de Portugal Continental), depois de sobrevoar o Egito e o Mar Mediterrâneo.

Esta movimentação surge no âmbito da guerra espoletada pelo ataque conjunto levado a cabo, no passado fim de semana, por Estados Unidos da América e Israel ao Irão, país que retaliou bombardeando uma série de instalações norte-americanas em países do Médio Oriente, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait ou Bahrain.

Como resultado, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) decretou a suspensão de um total de oito jogos, entre eles, o da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões Asiática 2, que colocaria, frente a frente, o Al Nassr (de Cristiano Ronaldo, João Félix e Jorge Jesus) e o Al Wasl.

Este encontro tinha apito inicial agendado para as 18h15 de quarta-feira, dia 4 de março, no Zabeel Stadium, no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas foi adiado para uma data que ficará por definir enquanto a tensão militar entre todos os países envolvidos não reduza de maneira drástica.

Cristiano Ronaldo estava, de resto, em dúvida para esta partida, não só devido ao facto de ter apresentado fadiga muscular, no passado sábado, no triunfo conquistado sobre o Al-Fayha, por 1-3 (no qual foi, inclusive, substituído por Abdullah Al-Hamdan, após ter desperdiçado uma grande penalidade), como também pelo facto de Jorge Jesus ter vindo a aproveitar esta prova para dar minutos aos jogadores menos utilizados.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu, hoje, aos cidadãos norte-americanos para deixarem imediatamente 14 países e territórios do Médio Oriente, devido a “graves riscos” por motivos de segurança, na sequência da guerra contra o Irão.

Num comunicado, partilhado nas redes sociais, citado pela Lusa, o Departamento de Estado norte-americano recomenda “sair agora por meios comerciais, devido a graves riscos de segurança,” do Bahrein, Kuwait, Egipto, Líbano, Irão, Omã, Iraque, Qatar, Israel, Cisjordânia e Gaza, Arábia Saudita, Síria, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Iémen. 

O Irão está a responder à operação Fúria Épica com o lançamento de drones e mísseis contra instalações norte-americanas em diferentes países do Médio Oriente.  

Por sua vez, em países como o Iraque, têm ocorrido tentativas de grupos de pessoas de atacar a embaixada, o que obrigou a polícia a intervir.  

Algumas embaixadas dos Estados Unidos nos 14 países e territórios referidos já publicaram mensagens específicas recomendando aos seus cidadãos que se retirem o mais breve possível.  

A embaixada norte-americana no Líbano, por exemplo, insta os norte-americanos a abandonar o país “imediatamente, enquanto ainda existam opções de voos comerciais disponíveis” já que a situação de segurança “é instável e imprevisível”.

Israel e Estados Unidos lançaram, no sábado, um ataque militar contra o Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano” e o Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas, conclui a mesma fonte.

 

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