Chiquinho Conde, seleccionador de Moçambique, avisa que o facto de o Sporting ter rejeitado estabelecer negociações com o Sunderland “vai mexer com o subconsciente” de Geny Catamo, que pretende “provar outro tipo de campeonatos”.
Segundo escreve no Notícias ao Minuto, citando o Jornal A Bola, Chiquinho Conde não escondeu, nesta quarta-feira, a indignação para com a alegação de que o Sporting terá recusado uma abordagem concreta por parte do Sunderland, tendo em vista a transferência, a título definitivo, de Geny Catamo.
O seleccionador de Moçambique avisa que o avançado tem visto “muitos dos seus colegas a saírem para outros campeonatos, com alguma vantagem financeira”, pelo que ficou surpreendido com o facto de a direcção liderada por Frederico Varandas não ter demonstrado a mínima disponibilidade para entrar em negociações com os ingleses.
“Ele também quer aproveitar a oportunidade, que o futebol é o momento, e isto vai mexer com o seu subconsciente. Sinceramente, penso que o Sporting, mais cedo ou mais tarde, vai ter de o libertar, se isso também compensar a própria estrutura do Sporting. Imagino que deva estar num momento, também, de muita ansiedade. Penso que é tempo, também, de poder provar outro tipo de campeonatos”, afirmou.
“Ele já deu muito, muito ao Sporting. Penso que é o tempo ideal, também, para ele poder sair. Eu, como seleccionador, então, agradecia, porque encontrava um jogador com uma motivação extra, e a selecção também beneficiaria imenso, do ponto de vista desportivo, com essa mudança”, acrescentou, em declarações prestadas ao Jornal de Desporto da Antena 1.
Chiquinho Conde, recorde-se, conhece bem o Sporting, clube que representou, na qualidade de jogador, entre 1994 e 1996, quando somou três golos e uma assistência ao cabo de 31 jogos oficiais, em todas as competições, tendo participado, inclusive, na conquista de uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.
No entanto, não deverá ficar por aqui, visto que está em processo adiantado de negociações com vista ao ‘adeus’ de Pedro Gonçalves (para o Al-Ittihad Jeddah, por 25 milhões de euros), Ousmane Diomande (para o Nottingham Forest, por 45 milhões de euros) e Daniel Bragança (para o Olympiacos, por entre oito a dez milhões de euros).
Geny Catamo é tido, no entanto, como um activo desportivo indispensável para Rui Borges, pelo que a estrutura verde e branca aponta para valores próximos da cláusula de rescisão que consta no seu contrato (que permanece válido até Junho de 2029), que se encontra fixada nos 60 milhões de euros.
Assim sendo, tudo aponta para que o internacional moçambicano mantenha a titularidade, no lado direito do ataque leonino, frente ao Estrela da Amadora, no encontro da jornada inaugural da nova época da I Liga, que será disputado no próximo sábado, no Estádio José Gomes.
Um acidente de viação ocorrido, no sábado, na Estrada Nacional número 1 (EN1), posto administrativo de Ligonha, distrito de Gilé, na Zambézia, matou 13 pessoas e feriu outras 10.
O acidente envolveu um transporte semi-colectivo de passageiros que capotou após um dos pneus ter rebentado.
Os 13 óbitos foram transportados para o Hospital distrital de Alto-Molocuè e seis feridos evacuados para o Hospital Central de Nampula.
O director distrital de saúde de Alto-Molocuè, Maurício Pene, que forneceu a informação, à Rádio Moçambique, refere que neste momento estão internados no Hospital local 4 feridos.
Pene apela aos automobilistas para que, antes de se fazerem à estrada, verifiquem as condições mecânicas das viaturas e cumpram com as mais elementares regras de trânsito.
Em mais episódio que embaraça o país, rodado no estrangeiro, os jogadores da selecção nacional de futebol iniciaram uma greve em Portugal, ameaçando não se fazerem ao jogo desta segunda-feira com a Nigéria, inserido na Data-FIFA e no estágio pré-competitivo que efectuam naquele país europeu.
Depois do escândalo na Argélia, no CHAN, os jogadores exigem agora da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) o pagamento de USD 600 de “pocket money” para a referida partida.
Falando ao “RM Desporto”, o Secretário de Estado de Desporto, Carlos Gilberto Mendes, adjectivou de “vergonhosa” esta posição tomada pelos jogadores, apontando, por outro lado, que “sejam responsabilizados os culpados por esta situação.”
A verdade, nua e crua, manda dizer que nem mesmo às recomendações deixada sficar pela Comissão de Inquérito criada pela Secretaria de Estado de Desporto para averiguar o escandaloso episódio registado na Argélia coloca fim ao ambiente de crispação entre a FMF e os jogadores da selecção nacional. Mais: a “casos” que mancham a imagem de Moçambique no concerto das nações futebolísticas. E isso tira sono à trémula Secretaria de Estado de Desporto que tem mais uma “batata quente” para gerir e evitar uma gazeta a um jogo reconhecido pela FIFA.
“Em anos anteriores as mesmas selecções ficavam dois a três anos sem receber a devida premiação e de repente radicalizam as posições. Tem que ser apurado o que se passou e tirar daí as consequências, não podemos continuar a passar a mão na cabeça em nome de serem insubstituíveis quer dos atletas quer dos dirigentes”, frisou Gilberto Mendes em declarações ao RM Desporto.
Mendes lamenta aquilo a que considera serem actos mais concentrados no futebol do que propriamente nas outras modalidades.
“Estes incidentes só atrapalham o grande objectivo que é um dia conquistarmos um CAN. Temos campeões africanos e campeões mundiais no nosso país e, muitos deles, com valores por receberem e nunca enveredaram pela greve e sempre souberam honrar a camisola do país”.
Qual homem resignado, Gilberto Mendes disse que “não sei o que se passa, não sei o que está a acontecer, não sei de quem é a culpa por este imbróglio”, vou procurar saber o que se terá passado, mas não podemos ter uma alegria por um pódio no futebol feminino e depois ter uma mancha deste tamanho na Selecção A”.
O Secretário de Estado de Desporto lamenta ainda o facto da contestação dos jogadores ter tido como palco, outra vez, uma nação estrangeira. “Nós temos que saber como e onde colocar as nossas preocupações, neste momento estamos envergonhados como Nação Moçambicana devido a esta greve que acontece no estrangeiro e acontece numa altura em que acabávamos de vencer a selecção angolana e em Angola devemos estar a ser motivo de chacota”, lamentou.
Uma pessoa morreu e cerca de 150 ficaram feridas na sequência de um sismo de magnitude 6,3 que atingiu hoje a cidade de Herat, no Afeganistão. Segundo o responsável da equipa de socorro e emergência na província de Herat, o número de vítimas pode vir a aumentar, uma vez que os meios ainda não chegaram a todas as zonas afectadas. O terramoto ocorreu por volta das 03h00 locais, 05h00 de Maputo, na província onde mil pessoas morreram em sismos registados no início deste mês.
O Afeganistão está a sofrer uma grave crise humanitária, com a retirada generalizada da ajuda estrangeira desde o regresso dos talibãs ao poder em Agosto de 2021.
O processo de impugnação do Presidente angolano, João Lourenço, iniciado pela UNITA foi, este sábado, chumbado na Assembleia Nacional, após os deputados do MPLA terem votado contra a criação de uma comissão de investigação.
A votação foi feita numa plenária convocada de urgência pelo presidente do parlamento, uma sessão marcada por assobios dos deputados dos dois partidos.
Na votação, os votos do MPLA garantiram que não será formada uma comissão de investigação às alegações contidas num documento entregue pela UNITA ao parlamento. O chefe da bancada parlamentar da UNITA, disse que a decisão é nula porque a assembleia não pode fazer uma votação sem ter uma proposta.
O líder daquela bancada acrescenta que os deputados do MPLA, foram pouco inteligentes em não criarem uma comissão eventual para discutirem a acusação da UNITA, e por isso, a batalha de destituição do Presidente da República vai continuar.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, não descarta a possibilidade de levar o assunto aos tribunais e refere, por outro lado, que vai discutir o documento da destituição com a sociedade angolana.
Uma pessoa morreu e outras 18 contraíram ferimentos moderados e ligeiros este domingo, em consequência de um acidente de viação ocorrido na Cidade de Maputo, que envolveu dois veículos de transporte de passageiros, no cruzamento das avenidas Fernão Magalhães e Albert Lithule.
Testemunhas oculares contaram que o embate entre os veículos de transporte de passageiros foi violento que atingiu uma outra viatura que estava estacionada nas proximidades.
Algumas das vítimas já tiveram alta hospitalar.
Os membros da Renamo em Quelimane voltaram a sair à rua em marcha para reivindicar os resultados intermédios anunciados pela comissão distrital de eleições que dão vitória à Frelimo.
A marcha contou com a presença da delegada política provincial da Renamo na Zambézia e presidente da assembleia municipal.
Uma marcha de repúdio aos resultados eleitorais de 11 de Outubro. Manuel de Araújo diz que a Frelimo não venceu as eleições.
Manuel de Araújo diz ainda que tem editais originais para provar que venceu o escrutínio de 11 de Outubro.
Araújo diz que a partir deste sábado abriu a frente diplomática, para comunicar ao mundo inteiro o que se está a passar em Quelimane.
A marcha da Renamo não vai parar, de acordo com Manuel de Araújo, até a reposição daquilo que chamou de verdade material.
O MDM ganhou as eleições na autarquia da Beira ao conquistar 112.963 votos, correspondente a 58 por cento. O partido Frelimo segue na segunda posição com 73.302 votos, correspondente a 37.74 por cento e a Renamo ficou na terceira posição com 7.045 votos, correspondente a 3.63 por cento.
De acordo com os dados publicados, esta noite, pela Comissão distrital de Eleições, foram inscritos na cidade da Beira pouco mais de 311 mil eleitores e destes cerca de 207 mil foram votar, correspondente a 66.37 por cento e houve mais de 104 abstenções, correspondente a 33,63 por cento. Foram registrados 2604 votos brancos e 10.229 votos nulos.
A Comissão Provincial da Cidade de Maputo acaba de anunciar a vitória da Frelimo no Município de Maputo, com 58, 70 por cento de votos.
A Comissão Provincial de Eleições da Cidade de Maputo considera falsas as informações partilhadas nas redes sociais sobre as irregularidades durante a contagem de votos na autarquia. Ao todo, participaram da votação 412 654 eleitores dos mais de 635 mil previstos.
Guilherme Mbilana diz que o apuramento intermédio dos resultados da votação a nível das comissões distritais de eleições, não pode ser concluído sem se esclarecer as irregularidades, como falta de carimbo e assinatura dos editais. O especialista em direito eleitoral diz também que as irregularidades mancham a credibilidade do processo e a legitimidade dos edis será questionada.
As comissões distritais têm estado a divulgar os resultados das eleições de 11 de Outubro passado nas suas jurisdições.
Sucede, entretanto, que este processo tem sido marcado por várias denúncias de tentativa de fraude e outros ilícitos eleitorais.
Reagindo às irregularidades registadas em algumas autarquias, no processo de apuramento de votos, como é o caso de editais não assinados pelos presidentes das mesas de voto, o especialista em direito eleitoral, Guilherme Mbilana, considera que o apuramento intermédio não pode ser concluído sem o devido esclarecimento das irregularidades, podendo ser intimado o presidente da mesa de voto a explicar-se.
E porque a não assinatura de editais e carimbo dos editais configurar ilícitos eleitorais, os implicados devem responder criminalmente.
Entretanto, Mbilana foi mais longe ao afirmar que a falta de acompanhamento da entrega das urnas e editais as comissões distritais de eleições, pelos partidos, observadores e jornalistas abre espaço para fraudes eleitorais.
Para o também observador, a credibilidade e lisura das eleições ficaram machucadas pelas irregularidades e a legitimidade dos autarcas eleitos será questionada.
Mbilana aponta que situações como apagões e enchimento de urnas e outros ilícitos não são fenômenos novos, mas que ganharam mais mediatização devido a força das redes sociais.