O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu, moedas de 1 dólar com a efígie do Presidente Donald Trump, constituindo este o mais recente passo de uma campanha, sem precedentes, do multimilionário republicano para imprimir a sua marca pessoal nas instituições nacionais. As moedas foram cunhadas para assinalar o 250.º aniversário da fundação dos Estados Unidos, celebrado no corrente ano.
Um rolo com 25 moedas de 1 dólar encontrava-se disponível para venda por 61 dólares, um agravamento de 144% em relação ao seu valor facial, ao passo que um saco contendo 100 moedas custava 154,50 dólares.
Quando o Departamento do Tesouro anunciou o plano, não se afigura claro se as peças teriam valor monetário ou se seriam de caráter puramente comemorativo; contudo, a Casa da Moeda dos EUA afirmou, que as moedas se encontram, efectivamente, em circulação.
A decisão de colocar a efígie de Trump numa moeda com curso legal contraria a lei federal que proíbe que qualquer Presidente vivo surja na numismática americana.
Ao longo do seu segundo mandato, Trump tem desafiado agressivamente precedentes e contestações judiciais na sua tentativa de reformular as instituições americanas, tendo, entre outras medidas, atribuído o seu nome ao Kennedy Center for the Arts e ordenado a demolição da Ala Leste da Casa Branca para dar lugar a um novo salão de baile.
A nova moeda ostenta o rosto de Trump numa das faces, acompanhado pelas palavras “Liberdade” e “Em Deus Confiamos”.
Exibe ainda as datas 1776-2026, assinalando os 250 anos da independência dos Estados Unidos. O reverso da moeda apresenta uma versão do selo presidencial, representando uma águia que segura setas e um ramo de oliveira, sobreposta por um escudo com a inscrição “250”.
Esta iniciativa surge na sequência de outros esforços da administração Trump para estampar o seu nome e rosto na moeda americana. Em Maio, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, revelou que o seu departamento estudava um plano para emitir uma nova nota de 250 dólares com a efígie de Trump.
Bessent admitiu, na altura, que tal medida exigiria que o Congresso alterasse a legislação vigente, que proíbe que figuras vivas apareçam nas notas de banco.
O Departamento do Tesouro dos EUA não respondeu, até ao momento, a um pedido de esclarecimento sobre se a nova moeda de 1 dólar viola a referida lei. Em Março, o Tesouro anunciou que as notas de papel dos EUA passariam a exibir a assinatura de Trump mais uma estreia para um Presidente americano em exercício.
O Mamelodi Sundowns sagrou-se campeão africano ao empatar por 1-1 diante do FAR Rabat, na segunda mão da final da Liga dos Campeões africana, resultado suficiente para assegurar o título graças à vitória por 1-0 conquistada no primeiro duelo.
No centro da conquista esteve Miguel Cardoso, que alcançou o maior feito da sua carreira e entrou para a história como o segundo treinador português a vencer a principal competição de clubes do continente africano, depois do lendário Manuel José.
Aos 53 anos, Miguel Cardoso quebra um ciclo de frustrações em finais continentais. Nas duas temporadas anteriores, o técnico português havia perdido decisões consecutivas: primeiro ao serviço do Espérance de Tunis, derrotado pelo Al Ahly na edição 2023/24, e depois já no comando do Mamelodi Sundowns, superado pelo Pyramids FC na final de 2024/25.
Desta vez, porém, o desfecho foi diferente. Num ambiente intenso em Rabat, os anfitriões ainda se colocaram em vantagem através de um penálti convertido por Mohamed Hrimat, aos 40 minutos. Contudo, já nos descontos da primeira parte, Teboho Mokoena restabeleceu a igualdade com um remate de longa distância sem hipóteses para o guarda-redes adversário.
Na segunda parte, o FAR Rabat desperdiçou nova grande oportunidade, novamente da marca dos onze metros, com Hrimat a falhar o segundo penálti da noite. O empate persistiu até ao apito final e confirmou a festa sul-africana.
Do lado do Mamelodi, o português Nuno Santos foi titular, enquanto Miguel Reisinho não saiu do banco. Ambos tornam-se os primeiros jogadores portugueses a conquistar a Liga dos Campeões africana. Já no FAR Rabat, o também português Ricardo Coutinho não foi utilizado.
Após o encontro, Miguel Cardoso destacou a resiliência da equipa numa época marcada por dúvidas e pressão.
“Este troféu não muda o amor que os adeptos sentem por mim. Aqueles que acreditam em mim e nos incentivaram continuarão a amar-me. Dedico-lhes este troféu”, afirmou o treinador português.
O técnico elogiou ainda o empenho do plantel ao longo da temporada: “Trabalharam de forma muito dura e incrível. Todo o mérito é deles. Os elogios vão para eles pela crença, pelo compromisso e pela energia que demonstraram. Foi uma temporada difícil para nós e para mim, mas reerguemo-nos quando muitos pensavam que estávamos acabados. Não há cinzas para o Mamelodi.”
Com esta conquista, o Mamelodi Sundowns garante presença na próxima edição da Taça Intercontinental, marcada para Dezembro, além de assegurar qualificação automática para o Mundial de Clubes de 2029.
A vitória reforça igualmente a crescente influência de treinadores portugueses no futebol africano, numa lista onde Manuel José continua como referência maior, com quatro títulos conquistados ao serviço do Al Ahly — recorde absoluto da competição.
O veterano da Luta de Libertação Nacional, Óscar Monteiro, diz que a reconciliação no país não está feita e considera que as oposições étnicas são tratadas como partidos. Monteiro, que esta segunda-feira foi orador da aula magna sobre a vida e obra de Samora Machel, desafia a nova geração a resolver o problema.
Monteiro foi a figura escolhida para falar da vida e obra de Samora Machel como um intelectual revolucionário, no contexto do Dia de África. Passados 40 anos após a morte do primeiro presidente de Moçambique, Monteiro tocou em aspectos sensíveis que na sua opinião dominaram a visão de Samora, sobretudo a reconciliação.
O veterano da Luta Armada de Libertação Nacional adverte que o país recorre aos mecanismos nacionais e internacionais para tratar oposições que existem entre os grupos étnicos no país como oposição, o que segundo ele não faz sentido.
Segundo ele, a cor dos partidos fez o país ganhar tempo, mas as razões da guerra não estavam resolvidas. Nesse sentido, Monteiro aponta os possíveis caminhos para a resolução desses problemas, que segundo ele exigem muita delicadeza, sob risco de se abrir espaço para novas divisões no país.
“Fica a glória de Samora por ter pensado em todos esses problemas. Fica a necessidade de a nova geração resolver todos esses problemas não resolvidos”, desafia Óscar Monteiro, que explica que esses problemas não podem ser resolvidos com pressa.
“Não são problemas que devem ser tratados em praça pública. Se calhar nem em uma década ou duas se podem resolver, mas devem ser resolvidos, pois do contrário as novas riquezas vão ser fontes de novas divisões”, alerta.
Óscar Monteiro partilhou ainda da postura de Samora Machel sobre aquilo que chama de perigos do poder, defendendo que o Estado não se deve demitir do papel de reduzir as desigualdades no país.
Falando em nome da família, o filho de Samora, Samora Machel Jr. destacou as qualidades de liderança do primeiro presidente de Moçambique, que na sua opinião até aos dias de hoje servem como lição para as várias gerações.
O Evento, organizado pela Fundação Samora Machel, contou com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, familiares e figuras ligadas à política do país.
Um grupo de deputados da Comissão dos Assuntos Sociais, do Género Tecnologias e Comunicação Social (3ª Comissão) da Assembleia da República (AR) manifestou a sua preocupação com o elevado número de casos de malária na província de Nampula, tendo instado o executivo local a redobrar esforços com vista a fazer face a esta doença que tem sido responsável por ceifar vidas, não só localmente, mas no País, em geral.
Dados apresentados pelo Conselho de Serviços de Representação do Estado na Província de Nampula indicam que a malária continua a ser a maior causa da procura dos serviços de saúde, com um peso de 96,3 por cento dos casos de doenças de notificação obrigatória, não obstante a redução em 32,3 por cento registados no I trimestre do corrente ano de 2026.
A informação foi partilhada ao grupo de deputados da 3ª Comissão pelo secretário do Estado na província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, tendo, contudo, sublinhado que se registou uma evolução de óbitos em 16,7 por cento comparativamente a igual período de 2025, com destaque para os distritos de Nampula, Monapo, Ribáuè e Nacala.
As autoridades provinciais reportam que, no período em análise, não houve pulverização intradomiciliária por exiguidade de fundos. No entanto, foram distribuídas 3 434 602 redes mosquiteiras para beneficiar 7 736 890 pessoas, bem como 61 736 redes para mulheres grávidas.
Um dos factores para o aumento de casos de malária é a falta de responsabilização sobre saneamento do meio na comunidade, aliado ao uso incorrecto das redes mosquiteiras, corroborou, na ocasião, a directora do Serviço Provincial de Saúde, Munira Abdul, sublinhado que, para fazer face a esta realidade, está a ser realizado um trabalho de sensibilização encabeçado pelo sector com o envolvimento dos líderes comunitários, através de palestras e programas difundidos pelas rádios comunitárias.
Ainda na área da saúde, os deputados ficaram a saber que há aumento de casos de cólera em 59,6 por cento e sem registo de óbito, sobretudo nos distritos de Nacala, Monapo e Memba.
No concernente à diarreia, a província reporta uma redução de 12,5 por cento e um aumento significativo de óbitos (acima de 100%), com enfoque nos distritos de Angoche e Nacala.
No entanto, a província de Nampula enfrenta vários desafios, com destaque para a falta de dotações para investimentos; a necessidade de aumento de funcionários em diversas áreas para corresponder à demanda; a necessidade de construção de mais unidades sanitárias para reduzir as longas distâncias que a população percorre para alcançar uma unidade sanitária; o combate à desnutrição crónica, que ao nível da província atinge 46,7 por cento; e o combate à malária e doenças diarreicas, em especial a cólera, cujos surtos ocorrem frequentemente nos distritos, bem como o combate a produção e consumo de drogas, à desinformação e à proliferação de informação manipulada nas redes sociais.
Chefiado pela respectiva presidente, Lucília José Manuel Nota Hama, o grupo encontra-se na província de Nampula para realizar uma acção de fiscalização da implementação e cumprimento do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) referente ao primeiro semestre de 2026, nas áreas de sua actuação e fazer uma auscultação pública sobre a Proposta de Revisão da Lei de Liberdade Religiosa e de Culto, para colher subsídios para o seu enriquecimento.
Sem apoio financeiro do Estado, Federação Moçambicana de Futebol acumula dívidas superiores a 6 milhões de meticais para garantir participação e regresso da selecção que qualificou Moçambique pela primeira vez ao Mundial Sub-17.
A histórica qualificação da selecção moçambicana de futebol Sub-17 para o Campeonato do Mundo do Qatar ficou marcada não apenas pelo brilhantismo dentro das quatro linhas, mas também por uma grave crise financeira enfrentada pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF).
Sem fundos suficientes para assegurar o regresso da delegação ao País, a FMF foi obrigada a contrair uma nova dívida junto de uma agência de viagens para retirar os Mambinhas de Rabat, em Marrocos.
O regresso da comitiva está agora previsto para quarta-feira, 27 de Maio, às 15h05, no Aeroporto Internacional de Mavalane, em Maputo.
Em entrevista concedida a partir de Marrocos ao programa “Das 6 às 9”, da TV Sucesso, o presidente da FMF, Feizal Sidat, revelou que a selecção ficou retida devido aos elevados custos exigidos para alterar as passagens aéreas inicialmente emitidas para 2 de Junho, data correspondente ao encerramento da competição.
Segundo Sidat, a equipa terminou a sua participação no Campeonato Africano das Nações (CAN) sub-17 no sábado, 23 de Maio, mas as regras da organização obrigavam a saída da delegação até ao dia 25. A tentativa de antecipar o voo esbarrou, contudo, em custos considerados incomportáveis para os cofres da federação.
“A companhia aérea exigia o pagamento de 100 mil meticais pela alteração de cada uma das 32 passagens aéreas. Precisávamos de 3,2 milhões de meticais que a FMF não possuía”, explicou o dirigente.
Perante o impasse, uma agência de viagens parceira aceitou emitir novos bilhetes a crédito, permitindo o regresso da selecção ao País. O montante soma-se a outra dívida de igual valor já contraída anteriormente para financiar a deslocação da equipa a Marrocos.
No total, a FMF acumula agora encargos superiores a 6,4 milhões de meticais relacionados exclusivamente com a participação dos Mambinhas no torneio continental.
Fundo de Promoção Desportiva admite falta de verbas
A polémica em torno da ausência de apoio estatal ganhou novos contornos após a divulgação de uma carta enviada pelo Fundo de Promoção Desportiva à FMF, datada de 12 de Maio de 2026.
No documento, o FPD reconhece ter recebido um pedido formal de apoio logístico para a participação da selecção no CAN Sub-17, mas admite não possuir disponibilidade financeira para responder de imediato à solicitação.
“Face à actual conjuntura nacional, o FPD encontra-se numa situação de exiguidade de fundos, acrescendo ao facto da actividade em referência não ter sido previamente planificada”, refere a carta.
Ainda assim, a instituição afirma ter iniciado contactos com o Ministério das Finanças e parceiros estratégicos para tentar assegurar parte do apoio necessário, sobretudo ao nível do transporte da delegação.
A mesma carta felicita a FMF e os jogadores pela qualificação ao torneio continental e destaca a verba de 20 mil dólares disponibilizada pela Confederação Africana de Futebol (CAF) para apoiar a participação da selecção.
A divulgação do documento contraria especulações de que a FMF não teria formalizado qualquer pedido de apoio junto das instituições do Estado.
Empresários salvaram campanha dos Mambinhas
Sem financiamento público, a campanha da selecção acabou por depender fortemente do apoio privado. Empresários e figuras ligadas ao desporto nacional mobilizaram-se para garantir a presença da equipa em Marrocos.
Entre os principais apoiantes destacados pela FMF estão Junaid Lalgy e Bruno Morgado, aos quais a federação dirigiu agradecimentos públicos pelo apoio financeiro prestado.
Apesar das dificuldades financeiras e logísticas, os Mambinhas conseguiram escrever uma das páginas mais importantes da história recente do futebol moçambicano ao assegurar, pela primeira vez, a qualificação para um Campeonato do Mundo sub-17.
O torneio mundial decorrerá entre 19 de Novembro e 13 de Dezembro deste ano, no Qatar. Moçambique integra o Grupo B, juntamente com as selecções da Coreia do Sul, Nova Caledónia e Equador.
A qualificação histórica dos Mambinhas surge, assim, envolta num paradoxo: enquanto o País celebra um dos maiores feitos do futebol juvenil nacional, a federação enfrenta uma crise financeira que expõe as fragilidades estruturais no financiamento do desporto moçambicano.
O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, levantou questionamentos sobre a continuidade do financiamento ao Ruanda para apoiar a segurança em Cabo Delgado, defendendo uma análise mais profunda sobre os resultados dos investimentos feitos na capacitação das forças nacionais.
As declarações surgem num contexto em que o Ruanda continua a desempenhar um papel nas operações de combate ao terrorismo em Cabo Delgado, através do destacamento das suas forças militares para apoiar Moçambique na contenção dos ataques armados que, desde 2017, afectam aquela província do norte do país. Paralelamente, Moçambique também tem beneficiado de assistência internacional, incluindo apoio da União Europeia e dos Estados Unidos da América para programas de formação, capacitação técnica e reforço das Forças de Defesa e Segurança.
Foi precisamente sobre a eficácia destes investimentos que, Albino Forquilha manifestou reservas, defendendo a necessidade de se perceber se os recursos e os acordos de cooperação estabelecidos até ao momento produziram resultados suficientemente sólidos para permitir ao país reduzir a dependência externa na componente de segurança.
“Até que ponto esta capacitação do acordo havido com a União Europeia, até com os americanos, produziu capacidade no nosso país? Se tiver produzido capacidade, então, não há condições, ou não se percebe pelo menos, que se financie a Ruanda para garantir a segurança ainda de Moçambique em Cabo Delgado. Já seria possível financiar a nossa força, não é verdade? Portanto, esta é a base”, afirmou.
Com este posicionamento, o líder do PODEMOS coloca no centro do debate a questão da sustentabilidade da estratégia de segurança nacional, levantando dúvidas sobre o equilíbrio entre o recurso ao apoio militar externo e o investimento nas capacidades internas do país.
Ainda assim, Forquilha reconheceu que existem elementos que continuam pouco claros em torno do processo de financiamento e dos mecanismos ligados à permanência das forças ruandesas no território nacional.
“Como digo, ainda não temos informações muito claras no Estado moçambicano de que, sim, afirma que vai financiar a permanência aqui dos ruandeses”, acrescentou.
As preocupações relacionadas com a segurança nacional acabaram por enquadrar-se num debate mais amplo sobre o futuro do continente africano, tema central das celebrações do Dia de África. Na sua mensagem política, o PODEMOS reiterou a necessidade de aprofundar a integração africana, defendendo mecanismos mais sólidos de cooperação entre os países do continente.
Na visão do partido, a unidade africana não deve limitar-se a discursos políticos ou celebrações históricas, mas precisa de traduzir-se em políticas concretas que tenham impacto real na vida dos cidadãos.
Na nota pública apresentada durante as celebrações, o PODEMOS sustenta que o continente deve construir uma integração baseada em quatro pilares fundamentais: diversidade cultural, integração económica, paz e segurança, e cidadania africana.
Segundo a formação política, a diversidade dos povos africanos não deve ser encarada como obstáculo, mas sim como um recurso estratégico para fortalecer a identidade continental.
“A verdadeira força da África reside na sua pluralidade histórica, cultural, linguística e social. O desafio do nosso tempo consiste em transformar essa pluralidade numa base de confiança, de cooperação e responsabilidade partilhada entre os povos e Estados do continente”, refere a nota.
O partido considera igualmente que a integração económica deve deixar de permanecer apenas no plano das intenções diplomáticas e transformar-se numa agenda prática de desenvolvimento.
“A cooperação económica africana deve deixar de ser apenas uma aspiração diplomática e tornar-se um projecto concreto de criação de oportunidades, de valorização das capacidades locais e fortalecimento da autonomia económica do continente”, defende o documento.
Durante a sua intervenção, Albino Forquilha reagiu ainda aos episódios de violência e ataques dirigidos a estrangeiros na África do Sul, defendendo o resgate do espírito de solidariedade e cooperação que historicamente marcou a relação entre os países da região.
O presidente do PODEMOS considerou que muitos jovens sul-africanos cresceram sem conhecer a história da cooperação regional e o contributo prestado por diversos países africanos durante as lutas políticas e sociais que marcaram a região.
“O país que tanto amam como a África do Sul não sabem que foi construído por muitas mãos, e essas mãos vinham desses países da região, incluindo Moçambique. E se nós não formos colocando isso na cabeça dos nossos filhos, nunca saberão”, afirmou.
Para Forquilha, a ausência de uma educação cívica e histórica mais aprofundada pode contribuir para o surgimento de discursos de exclusão e comportamentos hostis contra cidadãos estrangeiros.
O líder político explicou ainda que o PODEMOS tem vindo a reforçar contactos e relações com diferentes formações políticas sul-africanas, numa tentativa de contribuir para uma maior sensibilização sobre a importância da convivência entre os povos da região. “Os cidadãos africanos devem poder circular, trabalhar, empreender e contribuir para o desenvolvimento do continente com maior liberdade e previsibilidade”, defende o partido.
O internacional moçambicano foi titular na vitória decisiva sobre o Chelsea que colocou os “Black Cats” nas competições europeias pela primeira vez. Reinildo Mandava foi preponderante para o sucesso do clube na presente temporada.
O Sunderland AFC escreveu uma página histórica no futebol inglês ao garantir, pela primeira vez, a qualificação para a Liga Europa da UEFA. A equipa onde milita o internacional moçambicano Reinildo Mandava venceu o Chelsea FC por 2-1, na última jornada da Premier League, assegurando um lugar histórico nas competições europeias da temporada 2026/27.
Perante um Stadium of Light completamente lotado, os “Black Cats” encerraram a temporada da melhor forma possível, confirmando uma campanha acima das expectativas logo no regresso ao principal escalão do futebol inglês, após várias épocas afastados da elite.
O lateral-esquerdo moçambicano Reinildo Mandava foi titular e cumpriu os 90 minutos no encontro decisivo, confirmando o seu papel de destaque na equipa orientada para uma das campanhas mais marcantes da história recente do clube.
O Sunderland colocou-se em vantagem aos 25 minutos por intermédio de Hume. Já na segunda parte, um autogolo de Gume ampliou a vantagem para os anfitriões aos 50 minutos. O Chelsea ainda reduziu aos 57 minutos através do internacional inglês Cole Palmer, mas não conseguiu evitar a derrota.
Com o triunfo, o Sunderland terminou a temporada na sétima posição da Premier League, somando 54 pontos, classificação suficiente para assegurar presença directa na fase de grupos da Liga Europa.
A qualificação representa um feito histórico para o clube inglês, que regressou esta época à Premier League depois de anos difíceis passados entre o Championship e divisões inferiores do futebol inglês. O apuramento europeu simboliza uma recuperação notável de uma equipa histórica do futebol britânico.
Para Reinildo Mandava, a conquista tem igualmente um significado especial. O defesa moçambicano prepara-se para disputar a Liga Europa pela segunda vez na carreira, depois da experiência vivida ao serviço do LOSC Lille.
A boa temporada do internacional moçambicano reforça ainda mais o estatuto de um dos principais futebolistas do País na actualidade, numa época em que vários atletas moçambicanos têm ganho protagonismo em competições internacionais.
A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM MOZ) recebeu uma delegação do Comando Operacional das Forças Armadas Austríacas no seu quartel-general, em Maputo.
A delegação foi recebida pelo Comandante da Força da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, seguindo-se um briefing sobre o trabalho desenvolvido pela Missão União Europeia em Moçambique e o seu impacto no desenvolvimento e capacitação das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
No âmbito da visita, a delegação deslocou-se também à Delegação da União Europeia em Moçambique, onde reuniu com o Gestor do Programa de Género, reforçando a importância da integração da perspetiva de género no contexto da missão.
A visita incluiu ainda uma deslocação ao Campo de Treino da Katembe, onde a delegação teve oportunidade de acompanhar o trabalho desenvolvido no âmbito da regeneração das Forças de Reação Rápida (QRF) das FADM.
Visitas desta natureza evidenciam a importância da cooperação contínua entre os Estados-Membros da União Europeia e a EUMAM MOZ, bem como o compromisso partilhado de reforçar as capacidades das FADM, contribuindo para a sua autonomia e prontidão operacional.
Enquanto missão não-executiva da União Europeia, a EUMAM MOZ centra a sua ação no ciclo de treino operacional, na manutenção e na formação especializada, apoiando a capacitação das FADM rumo à autossustentabilidade.
A EUMAM MOZ conta com mais de 80 militares e civis de doze nacionalidades onde a Áustria contribui com um elemento militar.
A transição global para a era digital é frequentemente associada ao avanço de infra-estruturas tecnológicas complexas, mas o modelo finlandês demonstra que o verdadeiro motor da digitalização reside na confiança institucional e na capacitação humana. O país, considerado um dos líderes mundiais em governação digital e inovação, tem servido de referência internacional na preparação das sociedades para as chamadas Future Skills (competências do futuro).
A eficácia deste ecossistema reflecte-se directamente no quotidiano urbano da capital, Helsínquia. Através do conceito de Mobility as a Service (MaaS), a cidade integra toda a sua rede de transportes públicos, incluindo metropolitano, autocarros, eléctricos e ligações marítimas, numa única plataforma digital unificada (HSL). O sistema permite a gestão de rotas e pagamentos em tempo real, priorizando a sustentabilidade e a redução do fluxo de veículos privados.
Tecnologia como Bem Público
A democratização do acesso à inovação tem na Biblioteca Central Oodi um dos seus maiores pilares. Longe do conceito tradicional de um depósito de livros, a Oodi funciona como um centro de cidadania e desenvolvimento técnico. No espaço, qualquer cidadão tem acesso gratuito a ferramentas de ponta, como impressoras 3D, estúdios de gravação áudio e vídeo, e laboratórios de robótica.
Especialistas locais apontam que a infra-estrutura apoia a política nacional de Lifelong Learning (aprendizagem ao longo da vida), garantindo que a população, independentemente da faixa etária ou classe social, desenvolva as competências necessárias para o mercado de trabalho do futuro.
Eficiência Fiscal e Relação de Confiança
Um dos exemplos mais pragmáticos da aplicação da tecnologia na governação finlandesa encontra-se na sua Administração Fiscal (Vero). O sistema destaca-se pela automatização extrema e desburocratização: o Estado centraliza e processa previamente os dados financeiros, enviando aos contribuintes declarações pré-preenchidas que requerem apenas verificação mínima.
A desmaterialização dos processos e a transparência na aplicação dos recursos públicos resultam numa das maiores taxas de conformidade fiscal a nível global. A experiência demonstra que a digitalização, quando orientada para a simplificação da vida do cidadão, actua como um factor de reforço da confiança mútua entre o indivíduo e as instituições estatais.
O Desafio da Literacia Mediática
Para sustentar uma sociedade altamente conectada, a Finlândia aposta fortemente na literacia mediática desde os primeiros anos de ensino. O combate à desinformação e às fake news é tratado como uma questão de segurança nacional e resiliência social, capacitando os cidadãos a exercerem o pensamento crítico no ambiente virtual.
A grande lição que o modelo finlandês oferece a economias em crescimento, como a de Moçambique, é que o sucesso da transformação digital não se quantifica apenas pelos dispositivos disponíveis, mas sim pela capacidade de humanizar as ferramentas tecnológicas e de utilizá-las como vectores de inclusão, transparência e desenvolvimento social.
O presidente da Assembleia Nacional do Senegal, El Malick Ndiaye, demitiu-se do cargo, este domingo, dois dias depois da demissão do primeiro-ministro, Ousmane Sonko, pelo Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye.
A sucessão de mudanças no topo das instituições senegalesas aumenta as incertezas em torno do futuro político do país.
A decisão de El Malick Ndiaye, foi tornada pública através das redes sociais e surge num momento marcado por fortes tensões políticas internas.
“Esta decisão resulta de uma escolha pessoal, guiada sobretudo pela minha visão das instituições, da responsabilidade pública e do interesse superior da Nação”, disse El Malick Ndiaye.
O agora ex-presidente da Assembleia Nacional não avançou os detalhes adicionais sobre as razões concretas da sua saída.
Ndiaye tinha sido eleito presidente da 15.ª legislatura do Senegal na sequência da ampla vitória do seu partido, o Pastef, com 130 lugares num total de 165, em Novembro de 2024.
Refira-se que na última sexta-feira, o Presidente demitiu o primeiro-ministro Ousmane Sonko e consequentemente, os ministros e secretários de Estado que fazem parte do Governo.